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Patrícia Simone de Araújo Santos

Sete minutos depois da meia-noite

Sete minutos depois da meia-noite é o momento do encontro com a árvore monstro, que não lhe causa medo. Um filme necessário, encantador, provocador e fantástico, que fala de dor, de perda, de medos, de buscas, de vida! Prepare o lenço, é também muito emocionante, confira!
Patrícia Simone de Araújo Santos

Lalaland: Cantando estações

Aclamado pela crítica, o longa encanta pelo conjunto da obra. O musical traz o ‘colorido da vida’ ligado pela ponte da cena inicial, ligação que pode ser o lugar da busca pelo sonho, o lugar da vida, o lugar do encontro, o lugar da existência.
Patrícia Simone de Araújo Santos

O clube dos incompreendidos

Recomendado para qualquer público, o filme oferece uma degustação da possibilidades e impossibilidades na adolescência. Sexualidade, fobia social, bullying, riscos extremos, e, até a possibilidade de transtornos psicóticos são pincelados na trama. Portanto, o longa é particularmente indicado para os que se interessam em apreender algo deste universo tão complexo chamado adolescência. Confira!
Patrícia Simone de Araújo Santos

Sem filtro

Difícil não se identificar com alguma questão apresentada no longa, que despretensiosamente nos convida a questionar diversos comportamentos sociais, aqueles que comprometem nossa qualidade de vida. É hilário, catártico, bem dosado, e, também “clichê”. Mas, a vida também não é?
Patrícia Simone de Araújo Santos

Uma lição de vida

O filme é inspirador, particularmente para os que desanimam diante dos obstáculos, é emocionante, sem precisar apelar para o sentimentalismo, é histórico, pois conta parte da história que pertence a toda humanidade, e, é também provocador, pois nos faz refletir sobre diferentes temas.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Requisitos para ser uma pessoa normal

Gracioso, sensível, leve e encantador, o filme atende a quem procura um programa divertido e atual, que também tem algo mais a transmitir. Trata-se de um filme sobre o difícil processo de buscar a si mesmo, sobre aceitação e busca de auto-suporte. Destaque para a cena doa balões, que além de colorir o céu, nos remete a um momento de leve reflexão. Recomendo.
Patrícia Simone de Araújo Santos

O amor no divã

O filme é divertido, leve e provocante. Temos a crise como tema que costura a trama, não só com o casal que busca terapia, mas também com a própria terapeuta e mais dois casais que são entrevistados durante sua evolução.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Seis anos

O que “Seis anos” pode trazer de peculiar? O filme retrata os altos e baixos de um relacionamento, particularmente no que se refere ao primeiro amor, o primeiro sonho de construir uma vida compartilhada. De forma sutil, a trama revela a violência, o que favorece o debate sobre o perigo das relações amorosas abusivas.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Mothers and Daughters 2016 (Mães e filhas?)

O filme retrata algumas situações possíveis, entre elas falamos de ausência de mãe, de presença excessiva, de mães adotivas, mães amorosas, mães que abriram mão de sua maternidade por alguma razão, mães adolescentes, mães super protetoras, no fim, falamos de mães e de filhas que podem também se tornar mães.
Patrícia Simone de Araújo Santos

O nosso último verão na Escócia

Foi uma grata surpresa encontrar essa comédia dramática, que apresenta a morte através dos olhos das crianças, personagens não contaminados pelos “pré-conceitos” dos adultos. E é na emergência da situação, que os netos irão optar pelo óbvio, pelo simples, pelo que realmente importa.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Amizades improváveis

Amizades improváveis é uma produção da Netflix despretensiosa, foi baseada em um livro homônimo e desenvolvida como um Road Movie. Ainda que toque em temas de conflitos existenciais, o longa não aprofunda, o que o torna leve, sem tons excessivamente dramáticos. Ben está em processo de luto, com dificuldade de lidar com a perda do filho e o divórcio eminente.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Já estou com saudades

Prepare o lenço, as lágrimas serão prováveis, bem como as risadas, muitas vezes provocadas por diálogos inteligentes e com de pitadas de humor. Há uma honestidade quase cruel nos pequenos gestos, encontros e desencontros atravessados pelo processo do adoecimento de Milly.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Mar adentro

O filme apresenta diferentes argumentos, contra e a favor da eutanásia. Desde sempre, ele difere de outros, não se usa como exemplo. Seu sorriso, que impressiona por sua magnitude, é expressão de tristeza, embora pareça o contrário. Ele afirma que em suas condições, aprendeu a chorar através do sorriso. Desconcertante, pois para o espectador, seu sorriso poderia ser uma bela razão para manter sua vida.
Patrícia Simone de Araújo Santos

White frog

Romper com julgamentos e compreender as exceções se torna a “chave” para seu crescimento emocional, contaminando a família com a melhor de todas as lições, a diferença não é reprovável, ao contrário, a diferença é condição para o crescimento do ser humano, só assim podem ocorrer trocas. Vale a pena conferir!
Patrícia Simone de Araújo Santos

Desajustados (Fúsi)

Que filme! Difícil saber por onde começar, quando encontramos um drama de tamanha riqueza temática. O título original se refere apenas ao nome do personagem, diferente do título em português, que faz questão de “rotular” mais de um personagem como desajustado.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Como eu era antes de você

No filme, somos convidados a refletir sobre o conceito de fronteira, tão caro para a Abordagem Gestáltica, e, tão difícil de ser compreendido em nossa cultura. Preparem o lenço, e, embarque neste romance super recomendado!
Patrícia Simone de Araújo Santos

Anomalisa

“Anomalisa” é uma animação para adultos, aliás, para poucos, embora imperdível. Há que se ter abertura para mergulhar no conflito existencial de Stone, e, perceber o mundo a partir dele. Sim, existe distorção na percepção dele em relação ao meio. Não existe problema na percepção singular de cada ser, entretanto, logo fica claro que há algo errado na percepção dele, que não consegue diferenciar a singularidade do outro.
Patrícia Simone de Araújo Santos

A linguagem do coração

As cenas de confronto durante o processo trazem, a cada dia, um novo desafio, muitas vezes tornando sua tarefa um projeto aparentemente inviável. Ainda assim, apesar de todos os obstáculos e as repetidas reações agressivas, a irmã não desiste. Durante o processo de adaptação, a trama ressalta a importância do aprendizado da linguagem para o desenvolvimento do ser humano.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Alice através do espelho

Trata-se de uma aventura, que mescla o universo infantil com o adulto, de forma leve, nos permitindo um belo entretenimento. Vale sempre a pena sonhar e realizar, através da criatividade, a característica humana mais preciosa da existência. E, neste aspecto, o filme é espetacular, confira!
Patrícia Simone de Araújo Santos

Nise: O coração da loucura

É indiscutível a importância de Nise da Silveira, psiquiatra de reconhecimento internacional ao defender terapias alternativas no tratamento de transtornos mentais. O filme nos presenteia com interpretações excelentes, retratando com fidedignidade uma realidade cruel de sujeitos portadores dos mais diferentes tipos de transtornos mentais e os procedimentos desumanos adotados na ocasião.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Frankie e Alice

O transtorno Dissociativo de Identidade é uma condição mental em que um único indivíduo demonstra características de duas ou mais personalidades ou identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio. O pressuposto é que ao menos duas personalidades podem rotineiramente tomar o controle do comportamento do indivíduo.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Arthur e o infinito, um olhar sobre o Autismo

Diante do diagnóstico de autismo, começa, então, o processo, que é difícil para qualquer família: a aceitação. O filme não esconde os momentos de angústia, nem daquela sensação de incapacidade diante do que é incompreensível.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Os gatos não têm vertigens

É sabido que qualquer adolescente enfrenta um momento conturbado, no qual há um processo de identificação com o grupo. A construção de sua identidade, até o momento favorecida prioritariamente pela família, se desloca para o grupo. Esse processo ocorre com a maior parte dos adolescentes, que em sua maioria voltam-se contra a estrutura familiar, até então aceita como única fonte de valores e crenças.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Coração mudo

O filme explora um tema polêmico, estamos falando de eutanásia. Diferentes aspectos são apontados na trama, envolvendo a decisão de um suicídio com o consentimento de toda a família, a aceitação e sofrimento dos envolvidos, segredos familiares, conflitos antigos e a experiência de viver um luto antecipado.
Patrícia Simone de Araújo Santos

O pequeno príncipe

Hoje fui ver O PEQUENO PRÍNCIPE, e, logo no início me lembrei desse episódio, quando em off, o personagem fala “os adultos esquecem de brincar”. Para quem é sensível prepare o lenço, o filme emociona, encanta e cativa.
Patrícia Simone de Araújo Santos

A dama dourada

O filme encanta em sua forma delicada de contar fatos históricos. Ao contrário de alguns críticos, que consideraram o filme superficial, principalmente diante da perspectiva de narrar episódios do holocausto, considerei o drama sensível, sem se tornar melodramático. Impossível acompanhar as lembranças de Maria e não ser tocado na alma. Fiquei me perguntando, em diferentes momentos, como pode ter sido tão retente o pesadelo vivenciado por muitos. Maria se viu obrigada a enfrentar o passado que quis esquecer. A dor evitada precisou ser encarada, revisitada, assim oferecendo a possibilidade ser atualizada. O filme é baseado numa história verídica e com pitadas de humor partilha fatos e sensações, que nos transportam para nossas origens, grupais e singulares.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Um momento pode mudar tudo

O filme é repleto de clichês, foi criticado e comparado com outros longas, o que não deprecia o suficiente a experiência. Prepare o lenço, obviamente irá se emocionar, mas nada que chegue ao melodrama excessivo. Ainda assim, recomendo, trata-se de um filme delicado, arrisque-se, deixe o filme te afetar. Pode ser que sua leitura seja outra, mas o que vale é nos colocar em contato com algo que possa fazer sentido, e, o filme cumpre seu papel.
Patrícia Simone de Araújo Santos

O cérebro de Hugo

Filme francês que fala do autismo. O filme mostra uma ficção, a história do Hugo, baseada em fatos reais, e ao mesmo tempo mostra declarações de pessoas autistas e também mostra a história dos tratamentos psicológicos evidenciando os principais psicólogos que trabalharam com autismo. Recomendado para qualquer público, o documentário francês nos brinda com uma aula de cidadania. Não perca!!
Patrícia Simone de Araújo Santos

Dieta mediterrânea

O filme é leve, toca em assuntos delicados de forma light, permitindo que o espectador compartilhe da evolução de Sofia, sem que os julgamentos tenham espaço suficiente para o estranhamento. É saboroso pela possibilidade da película trazer para as imagens diferentes sabores, através de cores no encontro entre aromas e paladares. Ligeiramente picante porque o filme ousa transcender o convencional, sem que para tanto se torne agressivo ou chocante. O filme escolhe outros caminhos.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Vicky Cristina Barcelona

Após falar sobre poliamor através do filme "Dieta Mediterrânea", que apresenta o relacionamento de dois homens com uma mulher, aqui encontramos o contrário, um homem e duas, talvez três mulheres. A perspectiva muda também em outros aspectos. Por exemplo, no primeiro instante, ao conhecer as moças, Juan Antonio é direto as convidando para uma viagem, onde poderão se aventurar, até na cama. As amigas, de personalidades quase opostas, reagem de forma distinta a tal proposta. Enquanto Cristina deseja ardentemente aceitar o convite, Vicky nega veementemente, alegando, entre outras coisas, estar noiva. No entanto, algo não revelado a convence e as duas embarcam no avião.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Divertida mente

Sucesso de público e de crítica, DIVERTIDA MENTE ainda pode render muito assunto. Logo, me chamou a atenção o fato da menina Riley enfrentar aos 11 anos sua primeira crise. Muitas famílias protegem os filhos por bastante tempo, tornando difícil o enfrentamento das crises previsíveis da vida. Na realidade, o amor superprotetor não tem intenção de tornar o filho inseguro, ao contrário, a intenção é que o filho não sofra, não sinta dor, não encare os fatos difíceis da vida ainda cedo. A informação recebida pelas crianças, nessas situações, é de que elas não são capazes de enfrentar problemas. Fica a dica, embora não seja o assunto do filme. Então, voltando para DIVERTIDA MENTE, trata-se uma animação repleta de símbolos que podem nos levar a diversas reflexões. Nosso olhar será gestáltico, à medida que escolhe as emoções como partes da totalidade do ser.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Relatos selvagens

RELATOS SELVAGENS fala um pouco daquilo que transborda em situações limite. Não é necessário que a situação em si seja caótica, basta ser a gota d’água para a represa estourar. Assim, o que existe de animal no humano é revelado em reações impulsivas, irracionais, bestiais, selvagens! As seis estórias do filme revelam o descontrole humano em diferentes situações, na busca de soluções através comportamentos extremos. De fato, não é difícil se identificar com algumas das situações relatadas, quando temos vontade de reagir da mesma forma. A trama dá espaço para inúmeras identificações.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Clube de compras em Dallas

A “doença maldita” era sinônimo de fim, degradação, preconceito e muito mais, estamos falando da epidemia da AIDS, que em seu início representava o mal do século. O filme retrata a realidade cruel de mulheres e homens debilitados e segregados, que lutaram sozinhos contra o sistema. Embora pensassem que AIDS era a doença dos homossexuais, logo foi possível perceber que não era bem assim. Ron era homofóbico, como muitos dos amigos dele, mas também era viciado e promíscuo, sendo também vítima da doença. Sexo, apostas e drogas faziam parte de seu cotidiano, tudo ocorria sem limite ou seleção. O caipira eletricista não esperava que algo semelhante lhe pudesse acontecer.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Jogo da Imitação

O filme é baseado na vida do cientista Alan Turing, matemático considerado o pai da computação. Retratado com dificuldade de contato social, o gênio é um homem obcecado por seu trabalho, atividade que o encanta desde a infância. Por meio de flashbacks, somos apresentados aos momentos difíceis de seu desenvolvimento. Vítima de Bullying, incompreendido e com sérias dificuldades para entender as regras sociais de comunicação, porque não dizer as mentiras sociais, seu crescimento foi marcado por conflitos. Algumas cenas trazem situações surreais, pouco críveis, mas que podem ser perdoadas por conta do que é chamado de ‘licença poética’.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Teoria de tudo

O filme retrata um período importante da vida do famoso astrofísico, que foi acometido ainda jovem pela doença degenerativa denominada ‘síndrome de Charcot’. O médico informa, ao esclarecer o caso, que embora a doença não vá afetar o seu cérebro, a ligação entre este e os músculos será interrompida gradativamente, o que impossibilitará sua comunicação com seu entorno. Ao assistir a cena em que o médico fez tal declaração, fiquei me perguntando como o jovem astrofísico poderia sobreviver ao rompimento de sua relação com o mundo. A abordagem gestáltica prioriza o ‘entre’, a “fronteira” é considerada como o lugar de desenvolvimento da existência.
Patrícia Simone de Araújo Santos

A ira de um anjo

Nem o filme nem o documentário são fáceis de assistir. A discussão sobre um fato tão delicado e atual, em alguns momentos se torna intragável. No filme, quando a família adota as crianças, a menina já tem sete anos. Ao assistir suas atitudes maquiavélicas, o primeiro sentimento que surge no espectador é raiva, sim, raiva dessa menininha tão cruel. Não é fácil ficar neutro diante de tanta maldade e frieza. Difícil se colocar no lugar dos pais adotivos, que apesar de tantas complicações, escolhem tentar amá-la e ajudá-la a descobrir-se como ser humano.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Homens, mulheres e filhos

O filme fala das mudanças nas relações a partir do universo virtual. De que forma os avanços tecnológicos que trouxe smartfones, tablets, netbooks, smarttvs estão colaborando ou prejudicando as relações entre as pessoas? É disso que trata o enredo. As novas formas de contatar ou evitar os contatos nossos de cada dia. Afetos virtuais, aproximações e afastamentos, pornografia virtual, perda de tempo, privacidade, anorexia, infidelidade, fama, exibicionismo, crimes virtuais, jogos virtuais e tantas possibilidades são discutidas, pontuando a influência da tecnologia na transformação das formas do ser humano se relacionar.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Um certo olhar

Mais do que falar sobre autismo, o filme oportuniza uma bela reflexão sobre nossas neuroses de cada dia. Explico melhor: Linda, uma autista de altas habilidades, a todo tempo sinaliza a obviedade da vida dos que são considerados “normais”. Um bom exemplo acontece quando ela repete, para seu hóspede “normal”, a frase: “perfecto mondo”. Ou seja, que normalidade é essa, na qual “fantasiamos” controle social de todos os nossos atos, ao considerar perfeito determinado padrão. Quer dizer, para ser socialmente aceito, o homem “normal” precisa se comportar de forma pouco autêntica?!?!? Quanto mais “polido”, menos autêntico e, ainda chamamos de patológico aquele que não consegue mentir, que é objetivo, autêntico e real. Sim, nossa neurose é politicamente correta! A vida é assim.
Patrícia Simone de Araújo Santos

O lenhador

Confesso minha resistência em assistir ao filme. Pedofilia é um tema difícil, que provoca sentimentos conflitantes, dificultando a necessária neutralidade no processo terapêutico. Recordo que na época de seu lançamento, o longa foi recomendado por uma professora querida, que sinalizava a respeito da consciência que o terapeuta deve ter sobre os próprios limites. Existem situações nas quais o profissional pode ficar impossibilitado de manter a postura de imparcialidade, do não julgamento, a pedofilia pode ser uma delas.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Qual é o nome do bebê?

Confesso que hesitei, antes de considerar os conflitos apresentados como “familiares”. Principalmente, por conta do amigo de infância fazer parte do encontro. Entretanto, já que novas configurações familiares estão considerando “agregados” como parte efetiva no sistema familiar, assim também o consideramos, pois ele foi acolhido desde a infância no seio familiar. Além disso, o desenrolar da trama revelará um segredo que só o confirmará como membro. Não, não posso contar o segredo, mesmo porque muita água vai passar por baixo dessa ponte antes desta revelação.
Patrícia Simone de Araújo Santos

The miracle worker

A incansável tarefa de Anne Sullivan, uma professora, ao tentar fazer com que Helen Keller, uma garota cega, surda e muda, se adapte e entenda...
Patrícia Simone de Araújo Santos

Mary & Martha: unidas pela esperança

Vamos começar pelo óbvio, falando de perda, de luto. Quando se trata de um filho, a coisa fica mais complicada ainda. Como elaborar o luto da perda de um filho? Preparem seus lenços, a trama apresenta a dor da perda de um filho em dose dupla. Não é fácil acompanhar, muito menos viver. No filme, encontramos duas personagens na mesma situação, ambas perdem seus filhos. Mas como toda situação, cada qual tem sua particularidade, seu contexto. Mary decidiu proteger seu filho de uma situação de bullying na escola. Atentemos as questões pessoais de Mary. Depois de ser informada sobre o que acontecia com o filho, ela percebe o quanto está distante dele e demonstra sentir-se culpada por isso. Ao longo da trama, percebemos que a mesma sofreu com a ausência do pai, que priorizava o trabalho antes da família. Com a percepção atravessada por sua história, ela escolhe “corrigir” seu comportamento, indo com o filho para África por seis meses.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Confissões de adolescente

O filme abre um diálogo claro com a garotada jovem, preenchendo uma lacuna onde diversas dúvidas surgem e comumente não encontram espaço para discussão. Sendo assim, temas como sexualidade, busca da profissão, gravidez, aborto, bullying, relações familiares e sociais são explorados na trama. Não há qualquer pretensão de responder às inúmeras questões dos jovens espectadores, ou esclarecer algo para pais e familiares. No entanto, a trama acompanha os ritos de passagem vividos por três irmãs, focando principalmente as escolhas que fazem parte da vida e desenvolvimento do ser humano. O primeiro beijo, o primeiro emprego, a primeira desilusão, o primeiro contato com novas realidades...
Patrícia Simone de Araújo Santos

Eu, mamãe e os meninos

Ah, como “EU, MAMÃE E OS MENINOS” é divertido, sem deixar de provocar diversas reflexões sobre diferentes perspectivas do desenvolvimento humano e a importância das relações familiares em nossa constituição. Trata-se de uma comédia dramática, que escolhe uma abordagem, que não se esgota no tema “homossexualidade” ou “sexualidade”. O filme fala sobre autoconhecimento, intolerância homofóbica, gênero, definição da identidade, julgamento, e, obviamente, relações familiares. Há diferentes formas de olhar os temas desenvolvidos na trama, de tão rica que é.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Hoje eu quero voltar sozinho

O filme ultrapassa os temas homossexualidade e deficiência visual, ao tratar de um assunto comum ao ser humano: o primeiro amor. Entretanto, a adolescência já é um momento difícil, no qual os conflitos estão presentes nas pequenas coisas. Assim, como qualquer adolescente, que sente a necessidade de se autoafirmar, Leonardo encontra obstáculos dentro e fora de casa. Os afetos e desafetos são retratados com suavidade, clareza e naturalidade. Poucos adolescentes não sentem, em algum momento, o peso da diferença (ou diferenciação) em confronto com a necessidade de “pares”, durante o processo de construção da própria identidade.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Distante nós vamos

A trama retrata uma viagem de formação, de autoconhecimento, uma busca que começa no mundo externo, mas os colocará em contato com seus universos particulares, com suas próprias necessidades. Há a necessidade de partirem de onde estão, de aceitarem o momento presente, para que a mudança ocorra e eles possam construir novos papéis. Os filhos se tornam pais um dia, ainda assim, nunca deixarão de ser filhos. Fica a dica, o filme é simplesmente encantador, imperdível!
Patrícia Simone de Araújo Santos

Pão e Tulipas

Promovendo diversas reflexões, a trama nos convida a pensar sobre o nosso funcionamento no mundo, nossas possíveis acomodações, nossos sonhos esquecidos, nossa necessidade ambígua de “voar em segurança”. Estamos falando daquela necessidade de mudança que nos causa medo, ela é necessária e também assustadora. Auto-descoberta é o ponto forte do filme. Gosto do pensamento que des-cobre, no sentido de revelar, tirar aquilo que cobre. Pois é assim com Rosalba, que em momento de crise, aproveita a oportunidade para se re-conhecer, se re-conectar a si mesma, se re-descobrir.
Patrícia Simone de Araújo Santos

Herói por acidente

Uma das sacadas mais legais do filme é a apresentar como é fácil restringirmos a “personalidade” algo estagnado, sem lembrarmos que vida é movimento... Para os jornalistas, será importante focar na discussão ética que se revela na trama. A jornalista Gale Gayley prioriza a profissão, trazendo a discussão a respeito da ética, a falta dela e suas consequências. Ainda considerando esse aspecto, a trama faz uma crítica à mídia e a crença geral em qualquer coisa que é divulgada, sem que seja considerada a realidade dos fatos. O que está em foco é a melhor imagem, o que todos querem ver, crer, aceitar... Notícia também vira produto de consumo! Bernie La Plante e John Bubber nos convidam a pensar em alguns aspectos interessantes sobre aparências e outros assuntos.
Patrícia Simone de Araújo Santos

A delicadeza do amor

Partindo de uma história de amor interrompida, o filme acompanha a elaboração do luto da protagonista, sem com isso pesar no tom dramático. Após o tempo necessário para ela, o verdadeiro encontro, aquele que só é possível na diferença, simplesmente acontece. Desde a perda do marido “perfeito”, ela se entregou ao trabalho, transformando-o numa obsessão. Vivendo no modo automático, ela evita contatos afetivos. No entanto, em um dia qualquer, algo “transborda” em Stéphane, o que provoca um ato impensado: o impulso incontrolável de beijar o estranho Markuz, um simples funcionário de sua equipe de trabalho.
Patrícia Simone de Araújo Santos

A culpa é das estrelas

Apesar de conter diálogos ricos, recheados de “tiradas geniais”, o foco maior está no que não é dito. Os atores cumprem o trabalho, cada olhar ou gesto transmitem muito, fica impossível não ser tocado em algum momento. Bom, não é bem assim. Há pessoas que são como Gus, escondem suas emoções ou inseguranças em frases irônicas e bem humoradas, ou em sorrisos sarcásticos ou deboches. São apenas formas singulares de expressão. Fato é que, lá no fundo, existe um lugar que é tocado, mesmo que a pessoa não consiga expressar como o ‘outro’ é capaz de fazer. Aliás, uma coisa engraçada é essa de chorar.