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Neves Cardoso

Os direitos humanos, a ética: Marx e Gramsci

Existe ética se cometemos o erro de confundir os conceitos? Então façamos já a diferença: marxianos e gramscianos são os conceitos próprios de Marx ou de Gramsci; marxistas e gramscistas são seguidores, sectários relativos a Marx ou a Gramsci. Isso nos permite observar que marxistas ou gramscistas, não raro, deixam de entender algo marxiano ou gramsciano, e, por isso, erram, interpretam, criam concepções suas, errôneas, por ignorância, e derivam ideias sectárias ainda piores do que os erros antes cometidos por aqueles pensadores, e formulam apenas absurdos.
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Petrobras: perdas avassaladoras. Quem diria…

Já não é mais surpreendente que estatais são coisas obsoletas. O estado não é um empresário, tem outras funções. Já faliu na URSS e está dando mostra de falência em quatro países de socialismo ameno da Europa. O custo para a Petrobrás, para seus acionistas e para o país de R$ 1,3 bilhão em avaliação recente, sintetiza a gestão que a levou à estagnação em áreas essenciais como a de exploração/produção e a de refino/abastecimento. É seu primeiro resultado negativo em 13 anos, mesmo com a receita líquida de R$ 68,05 bilhões, 11,5% mais do que a do segundo trimestre de 2011. Culpam o dólar e a valorização do real, assim como a defasagem dos preços dos combustíveis no mercado interno que se acumularam ao longo da administração nada empresarial, mas político-eleitoreira e de IBOPE para uma empresa que é exemplo em pesquisa e resultados em técnicas de perfurações em águas profundas,
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O cumprimento de tarefas no contexto ideológico

No dia-a-dia, fala-se com frequência em sociedade civil. Mas de onde veio essa expressão? Há uma sociedade que não é civil? Existe outro tipo de sociedade? Seria a sociedade militar, a ditadura? O certo é que, no dia a dia, há uma grande confusão sobre o que isso significa. O significado dessa expressão vem de outra fonte e ajuda-nos a entender o uso da linguagem como um artifício, uma arma para estimular, mas também para confundir quem pensa que palavras são apenas palavras. Elas servem ao poder para enganar, para dominar a massa e podem escravizá-la. Quanto menos a sociedade estiver informada, mais fácil é o domínio. É sob esse enfoque e o uso da dialética marxista que precisamos conhecer o que é “sociedade civil”.
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Marx e o Brasil de hoje

Para um marxólogo, que pesquisa esse assunto há pelo menos cinquênta anos, fica a perplexidade de ver o fascínio surgido da compilação de Marx do que pensaram os franceses Proudhon, Saint-Simon e Fourier. Desde o Manifesto de 1848, com o pequeno poder de mídia que ele teve, o socialismo marxista gerou uma doutrina que o faz o maior matador de toda a História da Humanidade. E Eric Hobsbawm comenta em seu livro “Era dos Extremos: Breve Século XX – 1914 a 1991”, com a queda da União Soviética, ser esse século o mais violento de todos, e as ideias de Marx contribuíram muito para isso.
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Rasteira no povo brasileiro: como eles agem!

O deputado Lourival Mendes, do PTB, apresentou um projeto que visa a retirar o poder de polícia do Ministério Público, ou seja, o de proceder a investigações nos delitos de sua alçada. Um dos apoiadores do projeto é o ex-Ministro da Justiça e também da Defesa, Nelson Jobim. Mesmo que qualquer brasileiro seja pouco versado em política, pode entender que esses protagonizadores de ações em favor de um projeto como esse são inimigos do povo e querem passar-lhe uma rasteira, à socapa, porque são velhacos, laranjas e políticos inescrupulosos, impunes, que se beneficiam com a malandragem de tal projeto que, obviamente, terá de passar pelo crivo do STF, quanto à constitucionalidade, ou não, mas é de fato uma agressão à inteligência do povo brasileiro.
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Gramsci e as propostas sociopolíticas

"'Gabriela'” estreia com nudez, insinuação de sexo oral e 34 pontos de média.". Muito a propósito o comentário sobre a estreia de “Gabriela”. Como alguns sabem, Jorge Amado era intelectual do Partido Comunista Brasileiro, assim como o fora também Dias Gomes. Este texto tem como propósito levantar algumas questões sobre a Rede Globo, a Comissão da Verdade e a política socialista-gramscista do PT. A obra de Jorge Amado, que serve de apoio à minissérie, é um dos vários romances engajados daquele autor. Especificamente, quer mostrar um personagem tipicamente brasileiro, a violência da luta pela posse da terra, o limiar para o final do poder do voto de cabresto, bem como a derrocada dos coronéis de patentes compradas, quando, pela primeira vez, um daqueles coronéis, o Jesuíno da estória, vai a julgamento e é condenado a 20 anos de cadeia, ante as reviravoltas sociais comandadas por Mundinho Falcão, derrotando e impondo com a perda de prestígio e de poder do coronelismo na área cacaueira.
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E viva o povo brasileiro!

A dona do dinheiro é a sociedade que paga impostos altíssimos, mas os louros desse sacrifício vão para o PT, que capitaliza os lucros e socializa os prejuízos, e, numa atitude calhorda, usa a mídia para enganar o povo, valorizando-se na linha marxista de Antônio Gramsci, para perpetuar-se no poder, com mensagens subliminares e sub-reptícias em seu conteúdo-fim. É uma crueldade que aumenta a indignação já de tantos em um país que não tem oposição, e o governo é podre e fétido, com salários altos para pessoas cuja dignidade não recomenda sequer salário mínimo, pela desonestidade e deslealdade com o povo.
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Para quem quer entender o Brasil de hoje

Lula, como sindicalista, quis pertencer ao grupo que criaria a Central Única dos Trabalhadores, CUT, deixando a barba crescer, como era moda na época. Distanciava-se muito dos líderes sindicais, controlados na época pelos PTB e PCB. Opunha-se ao imposto sindical e entendia que os trabalhadores deviam ter um fundo de greve para enfrentar o patronato, que ele via mais como um adversário do que um inimigo, diferentemente da visão socialista ou comunista. De início, tinha muita restrição contra a atuação da Igreja, que teria estado sempre a favor do Estado, do poder econômico e dos poderosos. Mas, afrontando os dogmas da esquerda stalinista, não assumiu uma posição nacionalista em defesa da burguesia nacional (forma programática da dialética horizontal no PC: grande capital X capital nacional, conforme a proposta da Academia de Ciências da ex-URSS). Ele proclamava “para nós trabalhadores, patrão é patrão, seja nacional ou internacional” e desconfiava muito do que Marx chamava de classes impuras, a classe média, os intelectuais e, naturalmente, dos políticos, afirmando que uma democracia que interessa à classe média não interessava à classe trabalhadora e que situação dela, para ser resolvida, independia da criação de um partido político” (1978).
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A hidra vermelha

Nos anos 1980, no Brasil, o inimigo número um, para os estrategistas governantes, era Leonel de Moura Brizola, avô do novo Ministro do Trabalho e Emprego. Para Golbery e outros estrategistas da “abertura lenta e gradual”, o retorno de Brizola do exílio poderia gerar reivindicação das “reformas de base” e provocar uma reação ácida da direita. Assim, decidiram atrapalhar uma associação de Brizola com o movimento sindical. Promoveram Lula, dando-lhe um status que jamais teria com trabalho sindical e sem a ajuda que recebeu daqueles mentores da abertura política. Digamos que, com isso, fizeram ressuscitar a hidra morta por Hércules.
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Sucateamento dos equipamentos das Forças Armadas Brasileiras

Os comandos militares produziram documentos sigilosos sobre a situação da defesa nacional, repassados ao Planalto, mostrando a tendência de sucateamento, isto é, que os materiais estão a ponto de virar lixo. O Ministro Celso Amorim comentou que, se o Brasil quer ser um dos BRICS, é preciso ter apoio dos parlamentares para modernização das suas Forças Armadas. Considerando uma hipótese de guerra, os suprimentos só durariam seis dias. Isso estaria permitindo que países como a Bolívia (e o que é a Bolívia?) se proponha a expropriar empresas brasileiras como foi o caso da Petrobrás, com abraços e fotografias do ex-presidente de amizades com Evo Morales. E nem tão recentemente a Argentina vem impondo uma série de restrições contra produtos de exportação do Brasil. A Petrobrás poderia ser também um alvo quanto a investimentos naquele país, ainda que se fale que não haja intenção de expropriação, como aconteceu com a YPF, que estava sob controle da REPSOL, de origem espanhola.
Neves Cardoso

E agora, José?

Um pouco antes da passagem do milênio emergiu a pós-modernidade. E com muitas coisas diferentes de tudo o que no aconteceu antes, impondo novos paradigmas para absorção da realidade. No passado, a cultura girou em torno da figura divina, passou pelo ser humano e suas razões de viver: ciência e tecnologia, com o antropocentrismo e a revolução que a modernidade representou em nosso modo de vida. Era suposto que a razão iria resolver todos os dramas humanos e mesmo a guerra teria uma finalidade de confirmar a eficácia de o homem controlar o tempo e o espaço. Ou, depois, até de pensar que haveria superioridade de uma entre as outras etnias na humanidade. Mas, hoje, somos sete bilhões de pessoas no planeta, das quais metade vive abaixo da linha da pobreza e 852 milhões sobrevivem com fome crônica.