Mário Maestri

História e historiografia da Guerra no Paraguai (1864-1870)

Por em 08/05/2013
História e historiografia da Guerra no Paraguai (1864-1870)

A chamada guerra do Paraguai sempre ocupou espaço menor na historiografia brasileira. A historiografia daqueles sucessos foi sempre uma espécie de reserva de caça dos militares-historiadores do exército de terra do Brasil, fortemente influenciados pelos interesses imperialistas do Estado brasileiro. Mesmo em sua expressão mais refinada, alcançada pelo general Tasso Fragoso, fundador da História... »

40 anos da agonia da Revolução Chilena

Por em 13/04/2013
40 anos da agonia da Revolução Chilena

Apesar de alguns importantes estudos, não temos ainda uma história geral do golpe chileno. Não possuíamos informação precisas da resistência popular armada que ocorreu, a partir do dia 11, por longas semanas, nos bairros populares e industriais de Santiago e no resto do país, em forma atomizada e desorganizada. Não conhecemos ainda em detalhes... »

Paraguai: quem são os derrotados?

Por em 30/06/2012
Paraguai: quem são os derrotados?

Na Grande Guerra do Prata, de 1864-70, o Paraguai foi derrotado nacional e socialmente pelo Império, pela Argentina liberal-unitária e pelo Uruguai colorado. Teve sua autonomia nacional violada pela ocupação militar, por governos títeres, por longa interferência brasileira e argentina nos seus assuntos internos. Pagou fortes indenizações de guerra e perdeu importantes territórios. A... »

Noventa anos de comunismo no Brasil

Por em 01/04/2012
Noventa anos de comunismo no Brasil

Em 25 de março de 1922, era fundado, em Niterói, no Rio de Janeiro, o Partido Comunista Brasileiro. O pequeno grupo de nove delegados – sobretudo operários e artesões –, representando pouco mais de setenta militantes, de diversas regiões do Brasil, dimensionava os limites orgânicos do movimento nascente. A ideologia anarco-sindicalista e a escassa... »

Pela volta da Idade Média à USP

Por em 10/11/2011
Pela volta da Idade Média à USP

Na Idade Média, era uma enorme conquista quando uma cidade obtinha uma universidade. Comumente, com ela, vinha o direito a uma ampla autonomia quando à autocracia do príncipe. Tratava-se de liberdade considerada indispensável para o novo templo do saber. Devido a isso, o campus universitário medieval possuía sua polícia própria e julgava seus alunos,... »

1961: A grande oportunidade perdida

Por em 10/09/2011
1961: A grande oportunidade perdida

A aceitação da solução parlamentarista por Goulart interrompeu o confronto político e social, quando o golpismo retrocedia. Em 1961, há cinqüenta anos, a leniência de João Goulart e dos segmentos sociais que representava desmobilizaram a população e abriram caminho à vitória do golpe de 1964. No poder durante vinte anos, em nome sobretudo do... »

Os miúdos do reino

Por em 02/07/2011
Os miúdos do reino

A “política do segredo” foi velha prática estatal lusitana. Devassamento dos mares africanos, exploração das rotas índicas, furtivas expedições ao Novo Mundo foram algumas das ações da pequenina nação, apenas conhecidas pelo rei e seus mais próximos válidos. Jamais escritos, alguns segredos tidos como “a alma do negócio”, eram guardados exclusivamente pelo rei. Após... »

Na profunda escuridão do mar

Por em 11/02/2011
Na profunda escuridão do mar

O nome estadunidense pomposo não correspondia ao rapaz. Stuart Edgar Angel Jones era apenas um jovem da classe média carioca, como tanto outros que, desde 1967, participou alegre das mobilizações estudantis contra a Ditadura Militar. Seu nome complicado deveu-se a tropeço do coração da mãe, a mineira Zuleika Gomes Netto, que conheceu, em Belo... »

Pinochet não foi um monstro

Por em 16/12/2010
Pinochet não foi um monstro

É injusto acusar apenas Pinochet e os altos oficiais pelos certamente mais de cinco mil populares massacrados e as dezenas de milhares de chilenos com os corpos, espíritos e vidas destruídos. Os atos que se seguiram ao 11 de setembro foram apoiados pelo empresariado e setores abastados. Ainda se combatia e chilenos abonados deduravam... »

Por que não canto o Hino Nacional

Por em 07/09/2010
Por que não canto o Hino Nacional

A Independência de 1822 foi coisa de branco, de escravista e de rico, pra branco, escravista e rico. A grande maioria da população trabalhadora, formada por africanos e brasileiros escravizados, prosseguiu sob o jugo absolutista e colonial do bacalhau de cinco dedos do escravista impiedoso. O “Hino da Independência” teve autores mais ilustres do... »

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