Mário Maestri

Noventa anos de comunismo no Brasil

Por em 01/04/2012
Noventa anos de comunismo no Brasil

Em 25 de março de 1922, era fundado, em Niterói, no Rio de Janeiro, o Partido Comunista Brasileiro. O pequeno grupo de nove delegados – sobretudo operários e artesões –, representando pouco mais de setenta militantes, de diversas regiões do Brasil, dimensionava os limites orgânicos do movimento nascente. A ideologia anarco-sindicalista e a escassa... »

Pela volta da Idade Média à USP

Por em 10/11/2011
Pela volta da Idade Média à USP

Na Idade Média, era uma enorme conquista quando uma cidade obtinha uma universidade. Comumente, com ela, vinha o direito a uma ampla autonomia quando à autocracia do príncipe. Tratava-se de liberdade considerada indispensável para o novo templo do saber. Devido a isso, o campus universitário medieval possuía sua polícia própria e julgava seus alunos,... »

1961: A grande oportunidade perdida

Por em 10/09/2011
1961: A grande oportunidade perdida

A aceitação da solução parlamentarista por Goulart interrompeu o confronto político e social, quando o golpismo retrocedia. Em 1961, há cinqüenta anos, a leniência de João Goulart e dos segmentos sociais que representava desmobilizaram a população e abriram caminho à vitória do golpe de 1964. No poder durante vinte anos, em nome sobretudo do... »

Os miúdos do reino

Por em 02/07/2011
Os miúdos do reino

A “política do segredo” foi velha prática estatal lusitana. Devassamento dos mares africanos, exploração das rotas índicas, furtivas expedições ao Novo Mundo foram algumas das ações da pequenina nação, apenas conhecidas pelo rei e seus mais próximos válidos. Jamais escritos, alguns segredos tidos como “a alma do negócio”, eram guardados exclusivamente pelo rei. Após... »

Na profunda escuridão do mar

Por em 11/02/2011
Na profunda escuridão do mar

O nome estadunidense pomposo não correspondia ao rapaz. Stuart Edgar Angel Jones era apenas um jovem da classe média carioca, como tanto outros que, desde 1967, participou alegre das mobilizações estudantis contra a Ditadura Militar. Seu nome complicado deveu-se a tropeço do coração da mãe, a mineira Zuleika Gomes Netto, que conheceu, em Belo... »

Pinochet não foi um monstro

Por em 16/12/2010
Pinochet não foi um monstro

É injusto acusar apenas Pinochet e os altos oficiais pelos certamente mais de cinco mil populares massacrados e as dezenas de milhares de chilenos com os corpos, espíritos e vidas destruídos. Os atos que se seguiram ao 11 de setembro foram apoiados pelo empresariado e setores abastados. Ainda se combatia e chilenos abonados deduravam... »

Por que não canto o Hino Nacional

Por em 07/09/2010
Por que não canto o Hino Nacional

A Independência de 1822 foi coisa de branco, de escravista e de rico, pra branco, escravista e rico. A grande maioria da população trabalhadora, formada por africanos e brasileiros escravizados, prosseguiu sob o jugo absolutista e colonial do bacalhau de cinco dedos do escravista impiedoso. O “Hino da Independência” teve autores mais ilustres do... »

A Revolução de Maio de 1810

Por em 27/07/2010
A Revolução de Maio de 1810

As relações de subordinação com o capital mercantil e comercial europeu, primeiro espanhol e a seguir inglês, determinaram fortemente a história e a conformação das nações independentes que surgiram na bacia do rio da Prata. O próprio vice-reinado do rio da Prata fora fundado, em 1776, para facilitar a administração e sobretudo a percepção... »

Fazendas, cercas e legalidade

Por em 22/07/2010
Fazendas, cercas e legalidade

O longo e doloroso processo de acumulação originária da economia pastoril mercantil sulina, realizado através da expropriação das terras, gados e domínio da força de trabalho americana, desenvolveu-se no contexto da absoluta legalidade jurídica e institucional, já que as elites lusitanas jamais reconheceram o domínio do índio sobre os territórios comunitários. »

Brasil, 15 de novembro de 1889, a contra-revolução republicana

Por em 23/06/2010
Brasil, 15 de novembro de 1889, a contra-revolução republicana

Sem o apoio dos fazendeiros, a monarquia tentou apoiar-se em novos setores sociais. Sobretudo, tentou galvanizar a simpatia da população negra que via a princesa Isabel como a redentora e esperava que o III Reinado lhes garantisse melhores condições de existência. Para sobreviver, os Braganças metamorfoseavam-se nos defensores do povo que haviam aguilhoados por... »

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