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	<title>Debates Culturais - Liberdade de Idéias e Opiniões &#187; Maria Cristina Saraiva de Sousa</title>
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		<title>A elegância da educação</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 03:01:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Cristina Saraiva de Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maria Cristina Saraiva de Sousa]]></category>

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		<description><![CDATA[Entretanto, conforme os detalhes e o avanço da matéria através do veículo visual de comunicação, qual foi minha surpresa ao perceber que a tal atriz brasileira tinha mesmo editado um vídeo, que supostamente vazou publicamente, onde expõe ao ridículo os portugueses!  ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Elegância-da-educação.JPG" alt="Elegância da educação" title="Elegância da educação" width="220" height="188" class="aligncenter size-full wp-image-2591" /></p>
<p>Como de costume, assisto  aos  telejornais  pela manhã, ao “pequeno almoço”. Para minha surpresa e diria já nesta altura, uma certa indignação, ouço uma notícia veiculada na imprensa que a nossa “querida” Maitê Proença, teria realizado um vídeo a fazer “chacota” com os portugueses. Como é óbvio, não quis acreditar, e tentei racionalizar, na tentativa de minimizar a notícia. Claramente não podia crer que uma atriz tão querida e tão bonita e que com alguma frequência visita o país teria feito “coisa” tão chocante a ponto de ser matéria no noticiário nacional.</p>
<p>Entretanto, conforme os detalhes e o avanço da matéria através do veículo visual de comunicação, qual foi minha surpresa ao perceber que a tal atriz brasileira tinha mesmo editado um vídeo, que supostamente vazou publicamente, onde expõe ao ridículo os portugueses!  </p>
<p>Depois do primeiro impacto e já sem condições de racionalizar mais qualquer coisa que fosse, revi a matéria com mais atenção e posso começar a dizer que, como brasileira, fiquei chocada com a forma com que esta senhora vem aqui e se acha no direito de: </p>
<p>1 &#8211; Demonstrar sua falta de conhecimento a nível histórico. Por ser pessoa que edita livros a nível internacional, pensei eu, com a minha humilde ignorância que deveria ser detentora de pelo menos, conhecimentos de  História de Portugal. </p>
<p>2 &#8211; E a que sinceramente mais me choca, o comportamento observado de cuspir numa fonte. Diria eu, que esbarra mesmo na esfera da delinquência. Entenda-se aqui delinquência (wikipédia) como: <em>“Dá-se o nome de delinquência ao comportamento caracterizado por repetidas ofensas (delitos), considerado principalmente no seu aspecto social, mas também criminoso. É essencialmente constituído por crime em pequena escala. A conotação pejorativa da palavra é geralmente dirigida a um grupo de indivíduos, e a sua natureza é mais associada ao infrator do que ao acto criminoso em si. O termo inclui frequentemente o conceito de repetição”.</em> O ato desta senhora que, novamente cito, dentro de minha humilde ignorância, pensei ser divulgadora da cultura brasileira, me espanta e me amedronta. Afinal, é isto que exportamos? </p>
<p>Sem tomar as dores ou ser defensora do país que a tempos elegi, como “casa”, não cabe a uma personalidade deste escalão (atriz global, escritora, portanto, divulgadora da cultura nacional, ou pelo menos pensei eu, ser) tomar atitudes que embaracem relações entre países que se dizem “irmãos”, ou a qualquer outro país. Talvez, se não fosse a pessoa em questão, seria muito mais fácil digerir, ou encarar de forma jocosa (isto com excepção do ato de cuspir numa fonte). É claro que em muitas partes deste mundo de “meu deus”, fazem-se piada, brinca-se e debocha-se. Aqui temos as piadas dos alentejanos, dos lisboetas “alfacinhas”, como no Brasil temos dos baianos, dos cariocas, mineiros e tantos quantos não serei aqui capaz de citar. Porém o que me preocupa em termos de comportamento social de uma pessoa pública, que acaba consequentemente por ser algo do tipo “modelo a seguir”, como a Sra. Maitê e, também diria aqui das outras que participaram do programa em que tal vídeo foi mostrado, é a inversão dos valores e o comportamento que assemelha-se ao transtorno de personalidade antissocial, e se quiserem, falta de educação e moral. </p>
<p>Será que são mesmo os portugueses, “esquisitos”? </p>
<p>Será que no país do Tio Sam, a mesma senhora, esboçaria tal atitude? “Se calhar” não, pois não são de lá suas origens. Mas isto já é assunto para um outro texto…</p>
<p><em>*<strong>Maria Cristina Saraiva de Sousa</strong> é psicóloga e mora em Sintra, Portugal.</em></p>
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		<title>Dia Internacional da Mulher</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 05:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Cristina Saraiva de Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maria Cristina Saraiva de Sousa]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 8 de março comemora-se o Dia da Mulher. E pensando sobre isto, me veio a cabeça a questão da violência doméstica. Segundo um estudo da OMS, mulheres que possuem maior grau de instrução fazem parte desta estatística numa escala menor. O que leva uma mulher a ser agredida, física, verbal ou emocionalmente? (sim, destas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 8 de março comemora-se o Dia da Mulher. E pensando sobre isto, me veio a cabeça a questão da violência doméstica. Segundo um estudo da OMS, mulheres que possuem maior grau de instrução fazem parte desta estatística numa escala menor.</p>
<p>O que leva uma mulher a ser agredida, física, verbal ou emocionalmente? (sim, destas 3 formas a violência se caracteriza). Não apenas devemos enfocar a agressão dita física. Por vezes a emocional traz tanta ou mais cicatrizes, do que essa.</p>
<p>Num primeiro momento, podemos caracterizar a violência cometida pelo parceiro, marido ou namorado, por um acontecimento isolado. Acontece, e depois das explicações, das desculpas e da aceitação por parte da mulher, tudo volta ao normal. Acontece uma segunda vez e como consequência por ter dado mais chances, acaba por acontecer a terceira. Daí em diante já saiu fora do campo da compreensão.</p>
<p>Quem é esta vítima? Podemos caracterizar que geralmente são mulheres de baixa auto-estima, que acabam por se sentirem culpadas pela agressão sofrida, acreditam mesmo que são merecedoras do “castigo” que se traduz em violência e, como resultado, não falam do mesmo ou o denunciam, por vergonha. Raramente procuram ajuda em centros de atendimento e desenvolvem depressão como resultado de todo este processo. Mulheres com baixo nível intelectual e econômico que não possuem condições sociais para se manterem minimamente sozinhas e, na grande maioria das vezes, são mães.</p>
<p>Porém há também aquelas que em condições financeiras, sociais e intelectuais favorecidas, estão sujeitas a episódios de violência doméstica de repetição e se mantém assim, por mais que possuam os meios para dar um basta.</p>
<p>Então, chega-se a conclusão que  não é somente por dependência financeira, ou por nível intelectual desfavorecido que este estado se estabelece, mesmo sendo em menor escala.</p>
<p>Um ponto em comum chama a atenção. Independentemente da condição em que vivem, parece existir uma necessidade de transcrever para o momento atual conflitos vividos durante tenra idade, ou seja, na infância ou adolescência.</p>
<p>Por que isto acontece? Poderíamos relacionar aqui a pulsão de vida e de morte, que segundo a teoria psicanalítica, levará o sujeito a “repetir” situações/comportamentos dos quais é vítima. Porém a vítima tem sempre um ganho secundário. Poderia dizer que há aqui uma tentativa da pessoa em manter uma igualdade que proteja a continuidade a nível de história de vida, atribuindo-lhe um sentido de ser.</p>
<p>São inúmeras as variáveis que podem ser observadas neste processo, que diria ser patológico. No trajeto de consolidação da condição feminina, a posição da mulher na sociedade ainda está muito aquém do desejado, mesmo que já ultrapassado muitos fatores. </p>
<p>Não é de todo desconhecido que num contexto histórico, a mulher sempre teve um papel inferior ao do homem, embora muitas na sociedade contemporânea  se destacam no desempenho de tarefas e ocupam cargos importantes.</p>
<p>Desta forma identificamos aqui fatores que desencadeiam o favorecimento desta circunstância. Num primeiro momento observamos o aspecto que abrange a condição socioeconomica, intelectual da mulher. Num segundo momento, dentro de uma teoria, que no caso a psicanalítica, colocaria a mulher (e não só) na mesma situação.</p>
<p>São variáveis distintas e que por motivos absolutamente singulares, favorecem determinado comportamento.</p>
<p>Para já, identificar a causa ou causas ou como chegou àquela situação, é o primeiro passo para conseguir ajudar o sujeito a lidar com a condição de vítima de agressão; cujo objetivo sempre será o de conseguir ultrapassar e se livrar-se daquela.</p>
<p><span style="font-weight:bold;"></span><br />
<blockquote><span style="font-weight:bold;">Maria Cristina Saraiva de Sousa</span> é Psicóloga e mora em Sintra, Portugal.</p></blockquote>
</div>
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