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Marco Antonio Coutinho

Teoria da conspiração: a sociedade secreta dos médicos

Num mundo como o nosso, em que cada coisa supostamente clara, cada transparência parece ter algo de secreto ou estranho por trás, as teorias da conspiração desempenham um papel de ponta. Pelo menos como uma forma de se arrumar explicações pra coisas que a gente não consegue entender. Dentre as mais fascinantes teorias da conspiração que conheço, há uma que envolve os médicos, e que fiquei conhecendo recentemente. Médicos sempre foram intrigantes para mim. Aquelas figuras de branco, cheias de autoridade, sabendo sobre a gente um monte de coisas de que a gente nem desconfia, alternando frases lapidares com longos e simbólicos silêncios...
Marco Antonio Coutinho

Porque não vou à manifestação contra a corrupção

Essa manifestação, portanto, é parcial demais para que eu deixe meus afazeres, meu trabalho e minha família, e pense estar protestando contra a corrupção, quando, na verdade, acabo por protestar contra ‘um tipo’ de corrupção, contra a corrupção ‘até certo ponto’, contra corruptos que são quase abstratos, simbólicos, não localizados. Protesto contra a corrupção não como os fatos que lhe dão origem, ou as conseqüências que nela têm raízes. Mas a corrupção como algo genérico, do tipo “os poderosos são ladrões”, que não toca na real ferida. É muita perda de energia por nada.
Marco Antonio Coutinho

Vitor Belfort x Anderson Silva

Tem muita gente que fica confusa e até desapontada comigo, quando sabe que eu gosto de MMA (Mixed Martial Arts), que nada mais é do que o nosso antigo ‘Vale-Tudo’, devidamente industrializado, comercializado e elevado à categoria de esporte emergente, nos EUA. Fazer o que? Não sou chegado ao futebol, nunca fui. E violência por violência, prefiro aquela sincera, sem disfarces, mas elegante e bela, sob controle e dentro de um código de honra, como é a praticada marcialmente nos eventos de Vale-Tudo, do que a desenvolvida “crocodilianamente” nos campos de futebol, fora do contexto,
Marco Antonio Coutinho

Seja gentil, ou…

As reticências do título parecem uma ameaça, não é? Mas se eu explicar, possivelmente vai dar pra entender. A gentileza é, talvez, um dos maiores valores humanos, e a manifestação real de toda boa-vontade que podemos ter uns em relação aos outros. Talvez seja mesmo um valor espiritual. Vai além daquilo que se cumpre por obrigação, além do estritamente necessário. É um presente que damos de nós mesmos aos outros, inclusive àqueles que não conhecemos, ou que conhecemos muito pouco. Possivelmente em virtude disso mesmo, a gentileza é ave rara, coisa cada vez mais difícil de se encontrar. A gente pede, seja gentil, mas ninguém parece levar a sério. Tente achar um pouco de gentileza por aí. No Metrô, por exemplo.
Marco Antonio Coutinho

Relaxe e seja gentil!

Relaxe e seja gentil”, disse o Grão-Mestre Moy Yat, líder máximo da linhagem Moy, de Ving Tsun Kuen (Punhos da Canção em Louvor à Primavera), a uma platéia atônita, em um congresso de artes marciais, no ano de 1990, em São Paulo. O espanto dos congressistas explica-se facilmente. O Ving Tsun Kuen é um sistema extremamente sofisticado de boxe chinês. Considerado uma das melhores formas de aplicação das artes marciais aos combates reais, é conhecido, em Hong Kong e na comunidade chinesa de Nova Iorque, como uma arte poderosa e rápida, boa para lutar e matar. Moy Yat, hoje falecido, via com desgosto essas definições. Para ele, o sistema pode ser realmente letal, mas é muito mais do que isto. “Ele é simples, gentil e tranqüilo”, dizia Moy.