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Marcia Maria de Rizzo

O dia número um

A vida é única para cada um de nós. Ela começa e acaba. Mas nós vivemos como se ela fosse sem fim, mas não é. Então, como podemos celebrar a vida? Vivendo cada dia como se fosse o único dia, o dia número UM. Deveríamos viver cada dia dando o melhor de nós ao trabalho, aos colegas, aos amigos, aos amores, aos filhos, aos pais, à família. Mesmo que esse dia tenha sido infernal, ainda assim, aprendemos algo, dissemos ou fizemos alguma coisa que ajudou alguém. Alguém nos disse algo que nos ajudou, ou , pelo menos, um sorriso e um bom dia nós demos e recebemos.
Marcia Maria de Rizzo

As Paraolimpíadas

Toda vez que vejo os atletas das Paraolimpíadas fico muito emocionada, vem aquele nó na garganta e a vontade de chorar de alegria, e reflito que reclamo de pequenas coisas da vida sem nenhuma necessidade. Quanta perda de energia! Coragem é correr sem enxergar o chão onde se pisa, pular com uma perna que é mais fraca, jogar o dardo ou a esfera pesada sem ter as pernas para ajudar. Isso é força, isso é ser corajoso e acreditar em si mesmo. É profundamente inquietante ver aquelas pessoas com dificuldades superarem sua biologia e vencerem a si mesmas. É uma reação visceral assistir tais pessoas dedicarem seu tempo para provarem que podem. É emocionante ver os guias ao lado dos atletas e vibrando por eles.
Marcia Maria de Rizzo

A Astrologia, as profissões e o “eu sou”

Eu sou astróloga, eu sou psicóloga, eu sou engenheiro, eu sou médico. O que quer dizer "eu sou" tal coisa? A meu ver, quer dizer apenas um título, uma persona, um ascendente astrológico. Indica uma pequena parte de nós, a mais superficial. Descreve nossas funções no mundo, e os papéis a elas associados. Para a maioria das pessoas, é suficiente dizer o nome de sua profissão ou de sua atividade, acreditando que elas definem tudo o que são. Mas, será que somos apenas nossos papéis? Será que somos apenas aquilo que fazemos? Onde estão nossas escolhas mais fundamentais e autênticas? Ao se escolher uma profissão, estamos seguindo nossos apelos interiores ou ao chamado familiar e social?
Marcia Maria de Rizzo

Bolhas de luz

Bolhas de luz que se entrelaçam, que dançam, que brilham. Ovos iluminados que andam pelas ruas, contendo seres conscientes de si mesmos. Luzes que desfazem todo tipo de mal entendidos, pensamentos objetivos, concentrados no agora. Vibração do amor, que se espalha entre todos, velhos e novos, homens e mulheres, jovens e adultos, unindo, limpando e purificando.
Marcia Maria de Rizzo

O acaso nas relações humanas

O acaso não existe. Nossos amigos, colegas de trabalho, namorados, maridos, amantes e familiares estão em nossas vidas por motivos que vão muito além da capacidade do nosso entendimento racional. O encontro entre duas pessoas é sempre importante – há um motivo maior para elas terem se encontrado. Cada ser é um mundo completo e reproduz o universo maior. Espelha toda a complexidade da vida e das relações humanas. Ao nos relacionarmos com qualquer pessoa, seja através de um olhar, de um toque ou de uma palavra, entramos naquela fração de universo que corresponde aquele ser.
Marcia Maria de Rizzo

Energias

Ao andar nas ruas, sinto uma infinidade de sensações. Lembro de você, com sua poética e delicadeza. Lembro de meus filhos, que amo mais que tudo na vida. Lembro do espírito. Nesse momento, começo a flutuar e a me sentir cada vez mais leve. Elevo-me até acima dos telhados das casas, e inicio minha viagem: casas, ônibus, carros, ruas, pessoas, bairros distantes, rios, montanhas, e então, o mar.
Marcia Maria de Rizzo

Eu e mais ninguém no mundo

O trânsito de São Paulo é o melhor teste para quem se diz “evoluído” - ao menor sinal de que o motorista da frente irá demorar, a evolução vai para o além, e palavras feias vêm à mente e à boca. Ou em outra situação, onde há espaço para dois veículos, e o bonito ou a bonita estaciona seu lindo e inigualável automóvel no meio de tudo, sequer considerando que alguém poderia ser beneficiado pela outra vaga. E os pedestres? Escolados que estão, NUNCA ousam atravessar mesmo na faixa a eles destinada. Antes, olham para cá, olham para lá, e só então atravessam. Essa cautela não previne que um motoqueiro louco venha lá do outro quarteirão e alcance a faixa, buzinando como se só existisse ELE no Universo todo!
Marcia Maria de Rizzo

Emoções

O que seria do mundo se não fossem as emoções? Amor, ódio, alegria, felicidade, desejo, raiva, inveja, paz, irritação, calma, pressa, tranqüilidade... As emoções são poderosas - movem o ser humano. Podem construir e também destruir. Elas trazem a música, a poesia e o belo até nossos ouvidos e corações. Adicionam cores a tudo que fazemos e dizemos - gosto disso, gosto daquilo, não suporto tal coisa. Como seria um mundo sem emoções? Tudo de uma só cor, tudo sempre igual, tudo parado, tudo sem vida.
Marcia Maria de Rizzo

A chaminé do fogão a lenha, minhas tias e a jabuticabeira

Uma chaminé de fogão a lenha me transportou para a infância. Naquelas tardes calorentas e empoeiradas, a meninada parava, a contragosto, o jogo de queimada na rua de terra. Era minha tia berrando: “Meninas, venham tomar café.” Com essa chamada, deveríamos interromper um jogo sensacional e que estava no auge, para irmos comer pão com margarina e nescau, e beber leite puro de vaca com chocolate. Que delícia! A fome era tanta que comeríamos um saco inteiro de pães. Corríamos para a cozinha do fundo da casa e comíamos em pé mesmo, para não perdermos tempo, enquanto minha tia continuava a fazer a comida do jantar e os pães, que comeríamos no dia seguinte. Ah! Aquele cheirinho de comida gostosa, feita no fogão a lenha. Aqueles bolos assados. Não há nada igual no mundo.
Marcia Maria de Rizzo

Esquecer da vida

Esquecer da vida. Soa engraçado, pois isso é impossível. A vida não é passível de ser esquecida, mas sim de ser experimentada em toda a sua plenitude. A vida é rir, chorar, amar, odiar, invejar, ter compaixão, correr, pular, dançar, amar, cantar muito, cantar no chuveiro, chorar de alegria ao ver um filho nascer, pular carnaval, beijar quem amamos, abraçar quem amamos, ajudar quem precisa, sentir, sentir, e sentir. Mas, a vida é também agir, agir de acordo com as palavras que dizemos, durante o ano todo. É interessante ver como algumas pessoas esperam um feriado importante para serem alegres e se divertirem, rirem, dançarem e amarem. Elas vão ao supermercado e compram tudo o que gostam, e pegam a estrada. E agem como se tivessem tirado do bolso um documento que as autoriza a se libertarem das coisas que, no decorrer do ano, as impediram de alcançarem a felicidade tão desejada. E bebem para que possam ser alegres e felizes.