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Marcelo Alonso Morais

Xangô

Segundo a mitologia de Iemanjá, Xangô era o mais importante dos seus filhos. Originalmente Orixá dos raios e meteoritos, é viril, alegre e justiceiro, castigando os ladrões, corruptos e mentirosos, até mesmo usando a violência. Traz em suas mãos um machado de duas lâminas, neolítico, que lança pedras de raio e estiliza um personagem carregando o fogo sobre a cabeça. Essas pedras é que contém o Axé do Orixá
Marcelo Alonso Morais

A festa de Ogum no Rio de Janeiro: a construção do sentimento de pertencimento.

Filho de Iemanjá, Ogum tem sua importância destacada pela ligação com os metais, principalmente o ferro, matéria-prima básica para os instrumentos utilizados por caçadores e agricultores. É associado atualmente à metalurgia e à siderurgia, representando, dentro do panteão africano, um símbolo da Revolução Industrial. Não é a toa que muitas das oferendas à Ogum são realizadas em ferrovias, simbolizando a abertura dos caminhos diante do elemento ferro. Por conta dos metais, Ogum passou a ser associado à guerra, desviando seu papel de comandante das atividades agrícolas para a atividade bélica e passando a ser o “Vencedor das demandas”
Marcelo Alonso Morais

Iemanjá – Senhora das águas salgadas

Símbolo da maternidade, Iemanjá é considerada a mãe de todos os Orixás. Na Umbanda, o Orixá se torna a Senhora das Águas Salgadas que, “purificadoras, lavam o corpo, - o “aparelho” – e o espírito, do influxo das “vibrações negativas”, isto é, da atuação materializada das “forças do mal”, só devendo ser exploradas para o sustento da humanidade. O domínio das águas doces, por sua vez, foi concedido a outro Orixá, Oxum.
Marcelo Alonso Morais

Oxóssi na Umbanda – o rei dos caçadores

Orixá africano dos caçadores, irmão caçula de Ogum, Oxóssi era também cultuado pela sua importância terapêutica, por conta de seu contato com as matas e, consequentemente, com o Orixá das folhas terapêuticas e litúrgicas, Ossain. Além disso, era o desbravador que, em busca da sobrevivência, descobria novos locais para a prática da agricultura e a instalação de aldeias, assim como funcionava como um guardião, já que aos caçadores era dada a atribuição de defesa por conta do uso de armas (arco e flecha, por exemplo). Nessas atribuições de Oxóssi podemos perceber numa das lendas sobre o Orixá.
Marcelo Alonso Morais

Oxalá

Oxalá é o Orixá que vai determinar o fim da vida, o fim da estrada do ser humano. Oxalá é o fim da vida, é o momento de partir em paz, com a certeza do dever cumprido, Exu inicia, Oxalá termina. Pai dos Orixás é considerado o fim pacífico de todos os seres. Orixá da ventura, da compreensão, da amizade, do entendimento, do fim da confusão.
Marcelo Alonso Morais

A vila e a mercantilização da natureza.

Hoje em dia somos consumidores numa sociedade de consumo, numa sociedade do mercado. Todos somos clientes e mercadorias, inseridos dentro e no mercado. Não é de se admirar que as relações humanas e, por conseguinte, nossas identidades, se assemelhem, com o padrão de uso/consumo de carros, adquiridos e descartados quando se tornam supérfluos.