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	<title>Debates Culturais - Liberdade de Idéias e Opiniões &#187; Luciana Couto de Souza</title>
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		<title>A evasão escolar no Ensino Fundamental</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 02:02:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Couto de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luciana Couto de Souza]]></category>

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		<description><![CDATA[A evasão escolar no Ensino Fundamental nas escolas públicas pode ser evitada ou sensivelmente reduzida, atenuada, desde que haja uma tomada de consciência de decisões técnico-políticas com competência e seriedade pela orientação tanto pedagógica quanto educacional das escolas. Para que a escola resgate seu papel de agente de transformações e se adapte ao seu alunado, faz-se necessário o estabelecimento de uma série de reflexões sobre o papel de cada profissional da escola (professores, diretores, orientadores e supervisores), pois só através de uma prática e de um trabalho sistematizado é que poderá ocorrer de fato mudanças concretas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Evasão-escolar.JPG" alt="Evasão escolar" title="Evasão escolar" width="255" height="220" class="aligncenter size-full wp-image-4211" />A evasão escolar no Ensino Fundamental nas escolas públicas pode ser evitada ou sensivelmente reduzida, atenuada, desde que haja uma tomada de consciência de decisões técnico-políticas com competência e seriedade pela orientação tanto pedagógica quanto educacional das escolas.</p>
<p>Para que a escola resgate seu papel de agente de transformações e se adapte ao seu alunado, faz-se necessário o estabelecimento de uma série de reflexões sobre o papel de cada profissional da escola (professores, diretores, orientadores e supervisores), pois só através de uma prática e de um trabalho sistematizado é que poderá ocorrer de fato mudanças concretas.</p>
<p>Partir das experiências concretas dos alunos inseridos no momento histórico onde há dificuldades na manutenção das condições mínimas de sobrevivência, onde há negligência por parte das autoridades em desempenhar o seu papel sócio-político, onde há consciência da insuficiente formação do educador, que vem se arrastando ao longo dos anos, é que a escola poderá repensar a sua prática e planejar o que ensinar.</p>
<p>Isso não significa baixar o nível de ensino para a população carente, já que os mesmos chegam em condições desiguais, desde a sua expressão oral até os seus hábitos, comportamentos e higiene.</p>
<p>Ao educador, cabe através de sua prática docente mediar e encaminhar com sua competência técnico-didática, valorizando as diferenças, experiências vividas pelos alunos em seu grupo familiar e social. E a partir de seus próprios interesses criar e recriar uma concepção de mundo mais articulada, que se evidencie todas as suas deficiências e inadequações.</p>
<p>Se a escola continuar a tratar a todos da mesma maneira estará reproduzindo a desigualdade em termos de justiça social, pois estará funcionando como agente seletivo e discriminador. Em verdade, a escola deve servir de palco às contradições sociais e políticas e, somente por meio delas que as modificações ocorrerão.</p>
<p>A luta pela democratização da escola pública, pelo domínio dos conteúdos das disciplinas e por um ensino de qualidade, é uma luta em prol dos interesses que anseiam toda a sociedade.</p>
<p>Por tudo isso, é que o padrão significativo de ensino deve ser oferecido de forma igualitária a toda a sociedade, partindo do nível sócio-cultural em que se encontram para que possam defender seus interesses e conquistar sua emancipação a partir de instrumentos intelectuais produzidos socialmente. As condições sócio-econômicas, culturais e psicológicas dos alunos não devem ser lastimadas, mas tomadas como ponto de partida pelo educador, para que aprendam a lutar contra elas com o apoio dado pelo saber sistematizado.</p>
<p>Enfim, se faz necessário e urgente uma consciência social tanto do governo quanto dos educadores para que nossas crianças tenham uma educação que lhes proporcione um futuro digno, com igualdade de direitos e de vida no futuro junto a uma sociedade que hoje é tão desigual e extremamente seletiva.   </p>
<p><em>*<strong>Luciana Couto de Souza</strong> é graduada em Pedagogia com Licenciatura em Magistério e Supervisão Escolar (2003) e graduada em Artes Visuais com Licenciatura (2008).</em></p>
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		<title>A Educação de alguns povos.</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 02:03:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Couto de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luciana Couto de Souza]]></category>

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		<description><![CDATA[Os cidadãos espartanos eram uma classe senhorial armada e livre de preocupações com o trabalho. E a educação ateniense, era voltada para a formação intelectual, onde as mulheres eram discriminadas, a ponto de somente os homens serem considerados cidadãos. As mulheres tinham uma participação muito pequena dos direitos da democracia ateniense.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Educação-ateniense.jpg" alt="Educação ateniense" title="Educação ateniense" width="260" height="245" class="aligncenter size-full wp-image-3254" />Ao observar a educação dos povos primitivos, oriental, grega e romana, noto uma grande diferença entre eles, até porque, cada um possui sua cultura, que foi se modificando, evoluindo através dos tempos.</p>
<p>Quando falo de Educação Primitiva, estamos nos referindo a uma sociedade onde não havia escola, a aprendizagem se fazia através de imitações inconscientes nos primeiros anos de idade, mas consciente nos anos seguintes, como por exemplo: caçar, pescar, etc. As cerimônias de iniciação, possuíam um valor educativo, ou seja, um valor moral, social, político e religioso. Essas cerimônias se verificam desde o início da adolescência até a admissão do jovem à comunidade adulta da tribo. Mesmo que todos os homens participassem da iniciação, haviam determinadas pessoas que eram denominadas, em diferentes casos, feiticeiros, curandeiros, xamãs, esconjurados, constituem os professores mais primitivos, um sacerdócio pessoal.</p>
<p>Na Educação Oriental, observo uma substituição da organização genética da sociedade por uma organização política e, da formação de uma linguagem escrita e de uma literatura. Podemos dizer que, nesses dois aspectos, há uma necessidade de dominar línguas geralmente muito difíceis, fazendo com que, a educação girasse em torno do domínio da linguagem e da literatura, onde a escrita chinesa era caracterizada pelos caracteres, ou seja, também é utilizado o método da imitação, no qual se resume em decorar o que é ensinado pelo professor durante todo o estudo, que tinha os dias letivos longos, e se estendiam durante o ano todo, onde os exames definiam o rumo dos cidadãos. As escolas funcionavam em qualquer espaço disponível e, os estudos consistiam na redação de ensaios em prosa e verso sobre os diversos temas das escrituras sagradas.</p>
<p>Com relação Educação Grega, ao longo de várias leituras que fiz, vejo que a Grécia desempenhou o papel de primeiro plano na antiguidade, constituindo uma civilização cuja influência foi profunda na formação da cultura Oriental. Possuía duas grandes cidades, Esparta e Atenas, onde Esparta tinha muitos traços de uma educação que lembravam a formação da antiga nobreza grega, que com a educação militar, os tornava uma espécie de casta aristocrática. Os cidadãos espartanos eram uma classe senhorial armada e livre de preocupações com o trabalho. E a educação ateniense, era voltada para a formação intelectual, onde as mulheres eram discriminadas, a ponto de somente os homens serem considerados cidadãos. As mulheres tinham uma participação muito pequena dos direitos da democracia ateniense.</p>
<p>Na Educação Romana, o ideal decorria da concepção de direitos e deveres. Possuía uma educação centralizada na formação do caráter moral das pessoas, onde o pai era o principal responsável pela educação dos filhos. A mulher exercia grande autoridade dentro da família. O modelo ideal era em primeiro lugar, o ancestral da família, depois o da comunidade.</p>
<p>A característica fundamental da Educação Romana, era a imitação, onde o lar era praticamente a única escola e, a disciplina era severa e os ideais eram seguidos rigorosamente.</p>
<p>Com as vitórias nas guerras, a Educação Romana passou a receber influências de outros povos, onde os gregos tiveram uma grande influência através dos grandes mestres gregos, surgindo assim, os professores de Direito.</p>
<p>Com o passar dos anos, houve o declínio da educação romana, pois passou a se limitar à classe mais elevada, fazendo com que, a educação fosse ministrada pela primitiva Igreja Cristã, substituindo a educação romana, perdendo assim, sua importância social.</p>
<p>Concluo que com o passar doa anos, os povos evoluíram, sofreram influências de outras culturas, mas mesmo assim, a educação continuava sob o método da imitação e, as mulheres na maioria das civilizações eram discriminadas. E como mulher, penso hoje, em pleno século XXI, será que nos dias de hoje mudou alguma coisa? Será que nós mulheres ainda somos discriminadas? E a nossa educação e a nossa cultura? Será que não damos mais valor ao que vem de outros continentes e esquecemos dos nossos artesãos do Vale do Jequitinhonha, das nossas danças, como: a umbigada, o maculelê, das bordadeiras magníficas do Ceará, que tive o prazer de conhecer? Precisamos repensar a nossa educação, o que pretendemos deixar para os nossos herdeiros, se é a nossa cultura que é tão valorizada pelos turistas de outros países ou a cultura importada dos outros povos. </p>
<p><em>*<strong>Luciana Couto de Souza</strong> é graduada em Pedagogia com Licenciatura em Magistério e Supervisão Escolar (2003), graduada em Artes Visuais com Licenciatura (2008), e é pós – graduanda em História da Arte e Arquitetura no Brasil, pela PUC –RIO.</em></p>
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		<title>Zélia Duncan – Puro talento e simplicidade!</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 03:01:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Couto de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luciana Couto de Souza]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquei emocionada com um fato contado por Zélia, sobre uma portuguesa que possuía uma deficiência auditiva, mas que mesmo assim lhe escreveu um e-mail lhe contando como ela conseguia sentir sua música e, logo depois Zélia esteve em Portugal e se encontrou com essa pessoa e que se sentiu responsável em transmitir de alguma forma a sua música para pessoas com deficiência auditiva. E... depois de ouvir isso... Zélia Duncan ganhou mais uma fã, eu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Zélia_Duncan.JPG" alt="Zélia_Duncan" title="Zélia_Duncan" width="150" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-1911" /><em>Acima, Zélia Duncan em uma de suas apresentações.</em> </p>
<p>No dia 29 de agosto deste ano, tive o prazer de assistir ao show de Zélia Duncan no Canecão.</p>
<p>Nunca fui fã ardorosa de Zélia, mas conhecia a música que talvez a maior parte das pessoas conhecem, Catedral. Sempre admirei a simplicidade e o talento, mesmo não sendo fã, nas poucas entrevistas em que assisti, a simplicidade e a humildade com que ela falava de seu trabalho me chamavam atenção.</p>
<p>Dias antes do show, ouvi o seu novo CD – Pelo Sabor do Gesto, para não ficar tão perdida musicalmente durante o show e, gostei do que ouvi,são letras riquíssimas, de um conteúdo sensível e&#8230; por que não&#8230; gostoso de ouvir, é relaxante!</p>
<p>O show começa&#8230; observo a vibração da platéia, os olhos brilhantes e iluminados pelos flashes das milhares de máquinas fotográficas tantos dos fotógrafos profissionais quanto dos fãs, mas havia alguma coisa diferente dos outros shows que já assisti&#8230; ainda não sei como descrever, mas existia uma magia no ar, uma energia, um quê nas letras das músicas que fazia com todos ficassem inebriados, não sei&#8230; talvez seja por isso que demorei tanto pra escrever pra vocês essa coluna, pois até agora não sei descrever o que vi. </p>
<p>Zélia Duncan e seus músicos, estavam impecáveis, pareciam estar em casa, de tão a vontade que estavam naquele palco. Um espetáculo no palco que teve a direção de uma grande atriz e diretora, Ana Beatriz Nogueira, com uma atuação impecável não só no cinema, na TV e no teatro, mas também por de trás das câmeras.</p>
<p>Fiquei emocionada com um fato contado por Zélia, sobre uma portuguesa que possuía uma deficiência auditiva, mas que mesmo assim lhe escreveu um e-mail lhe contando como ela conseguia sentir sua música e, logo depois Zélia esteve em Portugal e se encontrou com essa pessoa e que se sentiu responsável em transmitir de alguma forma a sua música para pessoas com deficiência auditiva. E&#8230; depois de ouvir isso&#8230; Zélia Duncan ganhou mais uma fã, eu.</p>
<p>A musicalidade e a simplicidade de Zélia Duncan nos revela que um grande show não é feito somente de flashes, holofotes, brilho, mas de um ingrediente primordial e que Zélia nos mostra no palco&#8230; talento e competência.</p>
<p>Agora, sou fã de Zélia Duncan, com muito orgulho! </p>
<p><em>*<strong>Luciana Couto de Souza</strong> é graduada em Pedagogia com Licenciatura em Magistério e Supervisão Escolar (2003), graduada em Artes Visuais com Licenciatura (2008), e é pós – graduanda em História da Arte e Arquitetura no Brasil, pela PUC –RIO.</em></p>
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		<title>Respeito, a busca incessante para o crescimento humano.</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/respeito-a-busca-incessante-para-o-crescimento-humano/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 03:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Couto de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luciana Couto de Souza]]></category>

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		<description><![CDATA[O saber respeitar o outro, não importando se ele pertence ou não a sua classe social ou se ele está em um cargo abaixo do seu na empresa, tal respeito vem de berço, como dizia minha avó. Ele faz parte da evolução humana, do crescimento de cada indivíduo, cabe a cada um de nós termos a consciência de que ao respeitarmos o outro, também estaremos respeitando a nós mesmos, como ser pensante que somos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Poder4.JPG" alt="Poder4" title="Poder4" width="247" height="225" class="aligncenter size-full wp-image-1466" /><br />
Sabemos que a ÉTICA significa a ciência da moral. A moralidade tem como tema central o respeito.</p>
<p>Tenho andado um pouco pensativa com relação a palavra RESPEITO e principalmente com o respeito mútuo, que se torna complexo por ter várias dimensões de relações entre os homens, todas “respeitosas”, mas em sentidos muito diferentes. É um direito de suma importância na sociedade. É um exercício de cidadania, onde se pressupõe a última relação entre respeitar e ser respeitado.</p>
<p>Mas, o respeito pode ser associado à submissão, quando se diz que uma pessoa obedece incondicionalmente, a outro. Pode ser por medo, na questão de se respeitar o mais forte, não porque mereça algum reconhecimento de ordem moral, mas simplesmente porque detém o poder. O respeito também pode vir pela admiração ou veneração, somente pelo outro ter mais idade ou ser mais sábio.</p>
<p>Nas colocações feitas acima, o RESPEITO é compreendido de forma unilateral: consideração, obediência, veneração de um pelo outro, sem que a recíproca seja verdadeira ou necessária. Esse respeito UNILATERAL, nas expressões populares, é assim compreendido: SABE COM QUEM VOCÊ ESTÁ FALANDO? &#8211; Essa expressão, nada mais é do que respeite-me! As “autoridades” gostam de empregar tal frase quando sentem-se de alguma forma desacatadas no exercício ou não do seu poder ou de suas funções.</p>
<p>Outra frase muito comum hoje é: QUEM VOCÊ PENSA QUE É? – É a afirmação de um ideal de igualdade, ou melhor, de reciprocidade: se devo respeitá-lo, você também deve me respeitar, não é a falta de respeito, mas sim a negação de sua associação com submissão. Trata-se de respeito mútuo.</p>
<p>A criança desde pequena concebe o respeito como unilateral.</p>
<p>A socialização, a aprendizagem e o desenvolvimento psicológico, tende substituir a relação UNILATERAL pela relação de RECIPROCIDADE: respeitar e ser respeitado.</p>
<p>Ao dever de respeitar o outro, articula-se o direito e a exigência de ser respeitado.</p>
<p>O saber respeitar o outro, não importando se ele pertence ou não a sua classe social ou se ele está em um cargo abaixo do seu na empresa, tal respeito vem de berço, como dizia minha avó. Ele faz parte da evolução humana, do crescimento de cada indivíduo, cabe a cada um de nós termos a consciência de que ao respeitarmos o outro, também estaremos respeitando a nós mesmos, como ser pensante que somos.</p>
<p>É a famosa frase popular que devemos tê-la sempre em mente: “o respeito é bom e eu gosto!”</p>
<p><em>*<strong>Luciana Couto de Souza</strong> é graduada em Pedagogia com Licenciatura em Magistério e Supervisão Escolar (2003), graduada em Artes Visuais com Licenciatura (2008), e é pós – graduanda em História da Arte e Arquitetura no Brasil, pela PUC –RIO.</em></p>
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		<title>Sociedade e Exclusão</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 03:12:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Couto de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luciana Couto de Souza]]></category>

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		<description><![CDATA[Não desmerecendo a profissão, pois sabemos que todos nós dependemos um do outro, mas um motorista de van ganha muito mais por mês que um professor com a carga de trabalho citada anteriormente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A questão do estigma e a exclusão social</strong></p>
<p>Desde os primórdios da humanidade, existe a exclusão social. Vivemos numa época em que há uma separação, devido ao pré-conceito das pessoas em relação às outras.</p>
<p>Quando se fala em exclusão na educação, nos referimos ao aluno, seja ele criança ou adulto, e ao serem excluídos lhes é retirado o melhor de suas vidas, que é a oportunidade de mostrar à todos que não tão diferentes dos ditos “normais”, pois, em verdade, não se diferenciam das outras pessoas, uma vez que sentem dores, amam, choram, se arrependem como todo ser humano dito “normal”, ou pelo menos acreditam ser normais!?! </p>
<p>A sociedade com a qual nos relacionamos é tão ignorante a ponto de ainda em pleno século XXI, termos a exclusão digital e a exclusão racial, que se reflete não só nas ruas, mas dentro da sala de aula e em locais de trabalho, e se essa pessoa estiver inserida na classe social menos favorecida, é que a situação se torna pior para que haja uma convivência suportável de igualdade de direitos sociais.</p>
<p>Enquanto seres humanos, racionais, temos que admitir que vivemos e habitamos numa sociedade hipócrita, repleta de exclusões, onde existe uma das piores exclusões, que está relacionada às pessoas com necessidades educacionais especiais, exclusão essa que acontece nas salas de aula regulares, pelo menos ditas regulares, com alunos “normais”.</p>
<p>Há muitos anos atrás, não se ouvia falar tanto em exclusão como se fala hoje. Será que a sociedade está começando a acordar para a realidade? Ou será que está começando a cair a máscara da exclusão?</p>
<p>Quando me pergunto se a sociedade está começando a acordar, é porque as discussões hoje, estão começando a dar uma certa importância e atenção à  necessidade de pessoas que possuem algum tipo de deficiência, seja ela mental, física ou visual. Mas, como prepará-las para a vida profissional, se o próprio professor não está preparado para atendê-lo em sala de aula, que em verdade, em sua maioria não possuem condições de acesso e permanência desses alunos nas mesmas? O professor não habilitado para tal função, não conseguirá, de forma satisfatória, transmitir conhecimentos ao aluno com deficiência auditiva ou visual, pois se o mesmo não possui o domínio sobre a linguagem dos sinais (Libras) e muito menos Braile, como irá se comunicar com esses alunos? Tal desqualificação do profissional de educação também é uma forma de exclusão!</p>
<p>Em educação, não há exclusão somente com relação aos alunos com necessidade educacionais especiais, mas há uma exclusão com a remuneração do profissional em educação. Tal remuneração, o exclui de viver dignamente, de ter um bom plano de saúde, de poder viajar com sua família nas férias. Hoje, o professor precisa ministrar aulas em várias instituições de ensino, às vezes com uma jornada que começa às 07 horas e termina às 22 horas, todos os dias da semana e em alguns casos nos finais de semana. </p>
<p>O que mais me assusta com relação a esta situação, é que o Presidente da República, um Juiz, um Desembargador, um Médico, um Engenheiro, enfim, todos nós que lemos e aprendemos assinar nossos nomes, passamos por um professor, que pegou na nossa mão quando estávamos no Jardim de Infância e nos ensinou que b+o+l+a significava a palavra bola. Parem para pensar! Eles recebem um salário que não condiz com sua importância na sociedade.</p>
<p>Não desmerecendo a profissão, pois sabemos que todos nós dependemos um do outro, mas um motorista de van ganha muito mais por mês que um professor com a carga de trabalho citada anteriormente.</p>
<p>Portanto, caros leitores, em educação existem muitas máscaras que precisam e devem cair, porque nenhuma sociedade poderá evoluir enquanto as exclusões e injustiças sociais existirem dentro de um sistema político e educacional, que é a base de qualquer nação que se diz séria e democrática.</p>
<p>Brasil Um País de Todos ou de Tolos? De repente, as tais exclusões as quais me referi sejam somente uma “marolinha”, vai passar, são simplesmente uma fase! </p>
<p><em>*<strong>Luciana Couto de Souza</strong> é graduada em Pedagogia com Licenciatura em Magistério e Supervisão Escolar (2003), graduada em Artes Visuais com Licenciatura (2008), e é pós – graduanda em História da Arte e Arquitetura no Brasil, pela PUC –RIO.</em></p>
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