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Kadu Santoro
Kadu Santoro

O sentido e a dinâmica da oração segundo os padres do deserto

Para os pais do deserto, a dinâmica da oração é totalmente oposta ao modelo que é praticado hoje em dia. É um tratamento íntimo com Deus, onde nada pode desviar a mente do homem nesse momento, sua mente deve estar pura, vazia, pronta para a realização da união mística com Deus
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Quais os benefícios da Cabala?

A Cabala também nos oferece a poderosa ferramenta da meditação, com o intuito de apaziguar a nossa mente inquieta, proporcionando o despertar das faculdades intuitivas e nos trazer para a atenção plena, aumentando o nosso poder de raciocínio, memória e criatividade.
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Feliz agora!

Não há ano novo nem ano velho, muito menos o conceito de tempo, pois só existe o agora, o resto são convenções humanas que contribuem para o nosso estado de "sono", que nos mantém presos a tarefas a qual somos condicionados cotidianamente e gerenciadas pelo nosso ego.
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A importância esquecida dos gnósticos no contexto do cristianismo

Os gnósticos eram, de certa forma, seguidores do movimento cristão, mas de forma mais sincrética, misturando em suas crenças elementos e práticas oriundos dos gregos, egípcios e do oriente próximo. Os gnósticos não reverenciavam Jesus de forma fanática e devocional como é feito hoje em dia por católicos e protestantes, até porque eles reverenciavam o Cristo como um espírito benigno enviado à Terra por Abraxas
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A dolorosa busca da humanidade por Deus

Apesar de nos encontramos imersos em uma pós modernidade fundamentada no ceticismo, estamos convencidos de que o homem moderno diante dessa esmagadora sociedade de consumo, hedonista e individualista, continua mesmo que inconscientemente buscar a Deus tanto de forma individual quanto coletiva.
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Qual a essência do Natal?

Nessa data tão linda e profunda em seu simbolismo que é o Natal, vamos voltar nossos pensamentos para o nascimento de uma nova consciência, para o despertar do novo (a imagem do menino), para darmos uma chance a nós mesmos de nos tornarmos pessoas melhores, mais sensíveis, solidárias, caridosas e amorosas, contemplando em nosso próximo o que ele é em sua essência, e não no que ele tem ou que pode nos dar em troca.
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A necessidade de uma ecoteologia

Quando falamos de teologia, pensamos logo em um discurso do homem sobre Deus. Porém, esse discurso passa por várias fases dentro dos livros sagrados, começa desde a criação e perpassa por toda a história, culminado num processo salvífico em um plano eterno ou através de encarnações sucessivas. Podemos observar que a natureza e todo o ecossistema foram criados antes do homem, assim sendo uma forma de preparação de um ambiente favorável e harmônico para o surgimento do homem, logo, entender os propósitos de Deus para com a natureza no contexto da criação, é uma forma de fazer teologia.
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Um renascimento para o misticismo

O caminho para a tão desejada aproximação entre as religiões, será a via mística, a vereda menos percorrida, pois requer um profundo e contínuo mergulho dentro do Ser, ou seja, um encontro com o nosso Eu Interior, aquela centelha divina que habita em nós e é parte do Todo. O misticismo está presente em todas as religiões, mantém com elas uma espécie de “independência”, ou seja, tem pouco que ver com a experiência propriamente religiosa (ou numinosa) da fé. Porém, o que há de comum entre as experiências mística e religiosa, é que quem a procura deseja, antes de tudo, libertar-se das amarras e das limitações da razão, transcendendo-a com um mergulho numa dimensão misteriosa, cósmica.
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Você já despertou a sua consciência?

Se você se enquadra nesses itens, parabéns! Você é realmente um agente de transformação do mundo e com uma enorme missão de estabelecer um novo paradigma global baseado em relações sustentáveis e harmoniosas entre o Ser e o Cuidar, entre a fé e a razão, elevando assim, a massa crítica planetária que encontra-se totalmente nivelada por baixo, alienada e domesticada, ainda engessada em princípios arcaicos e ultrapassados.
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A Kabbalah em poucas palavras

Dentro da visão prática, Cabala é aquilo que é recebido. Aquilo que não pode ser conhecido apenas através da ciência ou da busca intelectual. Um conhecimento interior que tem sido passado de sábio para aluno desde o despertar dos tempos chegando aos nossos dias. Uma disciplina que desperta a consciência sobre a essência das coisas. Esse conhecimento sagrado era inicialmente transmitido de forma oral.
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A importância do silêncio

A ausência do silêncio e da dimensão contemplativa tem sido a causa de tantos distúrbios e convulsões existenciais entre os seres humanos. Estamos vivendo mergulhados em um imenso profundo vazio existencial que parece aumentar mais e mais a cada dia. Nos encontramos atrelados a condicionamentos e ilusões impostos por nossa imersão, desde a infância, dentro de uma cultura individualista e exageradamente apegada ao consumo e ao materialismo. O resultado de toda essa crise tem levado inúmeros indivíduos a experimentar formas difusas e intensas de desajuste, traduzidas em sentimentos de insatisfação, ansiedade, medo angústia, fragmentação de personalidade, frustração e carência afetiva, às vezes associados à sensações de esgotamento ou mal estar físico, metal e psicológico.
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Mães, acima de tudo mulheres virtuosas e bem aventuradas

Neste mês de maio comemoramos o Dia das Mães, período onde sensibilidade e sentimento materno afloram de forma quase divina, aliás, realmente há algo de divino na maternidade, o poder de gerar vida como gesto sublime de amor e escolha. Há em toda mulher essa porção “divinizada” do dom da maternidade. Porém, é preciso lembrar que por trás da imagem de mãe, existe a condição primordial de mulher, com todas as suas potencialidades de amor, cuidado e doação, também com seus limites, fragilidades e incapacidades comuns a todos os seres humanos. Não são poucas as mulheres que se dedicam intensamente de corpo e alma num ato quase “crístico” por seus filhos e maridos, muitas vezes esquecendo até de si mesmas, lembra-me as palavras de Jesus quando nos deixa o mandamento maior: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. (Mc.12:33)
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O poder da palavra e a superioridade do silêncio

As palavras possuem enorme poder, através delas podemos edificar ou destruir, dar vida ou matar, alienar ou libertar, por isso, faz-se necessário antes refletirmos muito no que vamos pronunciar. É nesse exato momento de reflexão que o silêncio tem importância vital, permitindo que a nossa voz interior não nos deixe cometer equívocos e consequentemente pronunciamos palavras precipitadas que podem causar graves danos tanto em nossa vida quanto na do nosso próximo. O silêncio é mais do que um ato de sabedoria, é uma disciplina urgente que a humanidade precisa desenvolver. Muitas vezes não atingimos nossas metas por intermédio do ato de falar. O silêncio, em grande parte de nossa vida é muito mais representativo e pode nos fazer atingir nossos objetivos de uma forma mais adequada. Através dele podemos expressar mais do que muitas palavras sem que isso signifique falta de capacidade ou conhecimento.
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Meditação cristã: ministério de silêncio e quietude

Vivemos em mundo barulhento e conturbado em plena era da informação, nossa sociedade é regida pela mente objetiva, totalmente voltada para o raciocínio e a interpretação, porém, isso tem trazido duras consequências para o homem pós-moderno, uma angústia interior, um abismo existencial enorme. O que podemos fazer diante de tal situação? O que falta para podermos ajustar nosso corpo e espírito? A saída para essas questões encontra-se numa palavra pequena e esquecida em nossos dias, silêncio. Como cristãos, devemos refletir profundamente sobre a noção do silêncio de Deus. O ofício do silêncio é a quietude, essa que podemos encontrar de maneira sublime na prática diária da meditação cristã.
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Será possível superarmos a nós mesmos?

O maior desafio enfrentado pelo ser humano é superar-se a si mesmo. Não viemos para o mundo para confrontarmos com o nosso próximo, e sim, vencermos a nós mesmos. Somos o nosso próprio cárcere, e o nosso maior inimigo é o nosso ego, esse que nos controla o tempo inteiro, nos colocando em situações de angústia, tristeza e sofrimento, tudo isso fruto do desejo. Somos o maior vilão de nós mesmos, e a tarefa de nos superar é árdua e demorada, pode levar uma vida inteira e mesmo assim é muito comum não conseguirmos dominar nossos extintos. Todo sofrimento é fruto da necessidade que temos de tentar controlar as coisas, porém, o mais difícil é controlar os impulsos do ego, esse que nos leva por muitas vezes a cometer atos insanos que acabam produzindo muitos sofrimentos. Essa é mais dura realidade, sermos escravos de nós mesmos. O sofrimento é causado pela tensão dual e contínua entre bem e mal,
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Finalmente acabamos domesticados e emburrecidos?

Essa é a conclusão assustadora que cheguei. Depois de muitos anos estudando o comportamento humano, seus rumos e perspectivas, percebo que chegamos a um ponto extremamente crítico, a humanidade emburreceu consideravelmente em todos os sentidos, pioramos e continuamos piorando a cada dia. Hoje o que vemos é um show de barbáries em todas as esferas da sociedade, e o pior, é que a grande maioria das pessoas perderam totalmente a sensibilidade e o poder de discernimento das coisas, encontram-se alheios a tudo. Os preços aumentam abusivamente, o custo de vida está insuportável, a violência generalizada em todos os níveis, a banalidade cultural associada com a decadência do pensar, a corrupção desenfreada, a sexualidade vulgarizada e o amor totalmente reduzido a uma mera conveniência.
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O caminho da iluminação

Ao contrário dos ensinamentos dos grandes mestres espirituais do mundo, as religiões ocidentais, com a finalidade de controlar e manipular a espiritualidade, direcionaram a dimensão espiritual para o exterior, para onde a mente e o mundo passam a existir e consequentemente o ego passa a dominar. Quando nos dirigimos para a dimensão interior, percebemos a Fonte e a nossa verdadeira essência, e quando voltamos dessa jornada interior à dimensão exterior, recuperamos imediatamente a nossa consciência do mundo manifesto, porém, de forma particular, já não somos mais os mesmos de antes, aquele indivíduo regido pela mente objetiva e racional controlada pelo ego, porque tivemos a sublime experiência de vislumbrar uma realidade interior, como Jesus disse, que o seu reino não era desse mundo, embora não esteja separado dele.
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A virtude de ser um herege

O próprio Jesus foi o maior exemplo de heresia em seu tempo, foi contra todo o edifício dogmático do judaísmo ortodoxo, e veja aonde ele acabou, pregado na cruz. No entanto, o que ele tentou mostrar, foi uma dimensão superior, ou seja, ele deslocou radicalmente o eixo da fé israelita, que se concentrava no templo e na observância mecânica das leis mosaicas, para dentro de cada um de nós, apresentando um novo horizonte, onde o véu foi rasgado de cima a baixo no templo, o acesso ao Criador não precisava mais de intermediários, o caminho estava livre.
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Uma introdução à Cabala cristã

A Cabala Cristã, também chamada por alguns historiadores de Cabala Renascentista ou hoje em dia como uma das áreas de estudo da Teologia Relacional, consiste na confluência entre duas áreas de estudos esotéricos, a primeira é a mística judaica, representada pela Cabala hebraica (Sepher Yetsirah e o Sepher ha-Zohar), e a segunda, a Tradição Hermética baseada nos princípios de Hermes Trismegisto (três vezes grande). Esse movimento filosófico surgiu a partir do momento em que alguns eruditos cristãos buscavam uma conciliação entre o cristianismo e determinados aspectos da sabedoria oculta judaica, a partir das traduções de textos neoplatônicos que chegaram à Europa, oriundos de Constantinopla. Esses textos foram traduzidos do grego e hebraico, e a partir dessas traduções, eclodiu um crescente desejo de reinterpretar e rever certos aspectos da doutrina cristã através de uma visão mais profunda (mística) do que tradicionalmente era feito. A base principal de elementos era a reinterpretação do cristianismo em geral e do Novo Testamento a partir da visão cabalística.
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Jesus Cristo e a ruptura com os sistemas ideológicos, políticos e religiosos de seu tempo

A própria Bíblia nos relata que Jesus veio na plenitude dos tempos. Jesus foi na contramão do sistema de sua época, trazendo consigo o anúncio do Reino de Deus e a liberdade do julgo da lei, uma proposta totalmente contrária aquela pregada pelos legalistas e ortodoxos. Sua jornada ministerial durou cerca de três anos. Ele iniciou uma longa caminhada rumo á Jerusalém (Lc.9.51), convicto de sua tarefa a ponto de deixar seus discípulos atordoados, sem entenderem nada. As Escrituras narram que quando Jesus entrou na capital, em Jerusalém, a poucos dias da celebração da Páscoa, havia estourado um grande conflito devido a chegada do Mestre Galileu.
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Resgatando dentro de nós aquilo que foi colocado para fora

As instituições religiosas ensinam a seus adeptos a se contentarem com o mínimo, ou seja, apenas com as práticas exteriores, superficiais, rituais e dogmas, fazendo com que esses não alcancem o progresso na evolução espiritual, ou seja, ater-se ao estrito cumprimento dos deveres religiosos é condenar-se à mediocridade, renunciando assim a um anseio profundo do coração humano que é progredir sempre. Comodismo e mediocridade barram a evolução espiritual do homem levando esse a um estágio de alienação completo e cegueira espiritual. São aqueles que por anos frequentam os ministérios eclesiásticos, seja envolvido com música, teatro, liturgias ou qualquer outro setor, onde vivem segundo o exterior, o ego camufla-se por trás de uma pseudo religiosidade, deixando de vivenciar a verdadeira prática interior da ascese espiritual, ou seja, escuta, escuta, mas não ouve, vê mas não enxerga, e assim acaba vivendo uma espiritualidade vazia.
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A metafísica de Aristóteles

O conceito de metafísica na visão de Aristóteles é muito complexo, pressupõe uma ciência que se ocupa com realidades que estão além das realidades físicas e que possuem fácil e imediata apreensão sensorial sobre a natureza, deveres e propriedades no âmbito filosófico. Num primeiro momento, Aristóteles distingue vários níveis de conhecimento como: sensações isoladas, experiência e ciência, sendo essa última fruto da segunda, onde através das observações empíricas (experiência), é formada uma noção universal a respeito de coisas semelhantes. Para Aristóteles, a ciência é superior à experiência, como ele afirma:
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Jesus, um curandeiro da Galiléia

Muitos ao ler esse título irão se chocar e até mesmo se sentirem ofendidos devido a suas crenças e convicções, porém, não devemos esquecer que nos tempos mais remotos da humanidade, esse título era algo importantíssimo dentro das tribos e comunidades, pois assim eram chamados os médicos e terapeutas da época. É preciso conhecer a história para que não venhamos a cair em preconceitos e fundamentalismos. Vamos entender um pouco sobre esse título no estudo abaixo. Discernir as doenças físicas de possessões demoníacas hoje em dia, é algo banal, tarefa óbvia, até porque, dialogamos com o nosso tempo, esse que não permite mais lugar às metáforas relacionadas a demônios e espíritos malignos, que era muito comum no imaginário coletivo dos povos antigos.
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Pedro Abelardo – vida, pensamento e obras

O pensamento de Pedro Abelardo, sem dúvida, contribuiu muito para o desenvolvimento da filosofia, ele sempre procurou abrir novos horizontes em todos os campos que abordou. Espírito impetuoso, combativo e questionador nato, exerceu larga influência entre seus contemporâneos e antecipou, segundo vários de seus intérpretes, o movimento racionalista que vira a romper, com grande força, no início da idade moderna. Sem dúvidas, um filósofo de vanguarda.
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A busca da plenitude pelo homem integral

A plenitude é o estágio mais elevado que podemos alcançar. A partir do momento em que atingimos esse estágio, não observamos mais as coisas individualmente, e sim, numa concepção una. Podemos dizer que a plenitude é a realidade última, porém, ela não é estática, mas repleta de vida e criatividade, permitindo repartir sua abundância na criação, nada perdendo em dar ou criar. Na visão cabalística, durante o caminho espiritual, o homem deve transformar o seu desejo de receber em desejo de dar para conseguir superar sua dependência com respeito aos planos inferiores da realidade. Segundo eles, em cada momento que nos encontramos frente ao desejo de receber, a Torá e as Mitsvót nos orientam a canalizarmos nosso desejo em função do bem coletivo, em direção ao altruísmo, um desejo de dar com sabedoria.
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Quem olha fora, sonha. Quem olha dentro, desperta!

Essa frase paradoxal de Jung, apesar de ser pequena, possui profundos fundamentos para a nossa vida, principalmente para nos posicionarmos em relação aos propósitos da nossa existência. Aqui no ocidente, o conceito de sonhar está intimamente ligado a idéia de conquistar, alcançar e atingir. Ações voltadas ao conceito de “posse” e de “ter”, essas que no oriente não passam de meras ilusões (maya) da dimensão tempo x espaço e só servem para levar sofrimento e angústia às pessoas, além de fazer com que tornem-se mais apegados à matéria.
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Princípios de manipulação de massas da Nova Ordem Mundial e muitas igrejas

A proposta desse artigo não é de maneira alguma confrontar ou ferir a fé e a integridade moral dos religiosos, principalmente dos cristãos. Apenas venho comparar alguns comportamentos contrários à própria Escritura Sagrada para os cristãos (Bílbia), que estão sendo praticados na atualidade, que são muito parecidos com as diretrizes da Nova Ordem Mundial. Utilizando desses princípios para manterem a população na ignorância e alienação total. Espero que seja útil e esclarecedor para muitas pessoas, sendo assim, sintam-se totalmente a vontade para encaminhar para seus conhecidos e amigos.
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O arquétipo da grande deusa-mãe

O arquétipo da grande Deusa-Mãe, aquela que tem a missão de gerar, sustentar e consolar seus filhos, encontra-se profundamente presente no inconsciente coletivo da humanidade desde os primórdios. Por mais que tente substituir esse arquétipo, por outra representação simbólica, como ocorreu no caso da substituição do culto à Deusa Diana dos Efésios pelo culto à imagem de Maria Mãe de Jesus, jamais conseguirá desvincular a essência da maternidade universal. Por trás de toda a universalidade sincrética das religiões pré-cristãs, percebe-se a presença do mesmo elemento arquetípico feminino: a Deusa-Mãe, que produz e sustenta as formas de vida, nutrindo e fortalecendo aqueles que se dirigem a ela através de preces, súplicas e oferendas durante o momento de grande sofrimento.
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A genealogia de Jesus Cristo em um nível mais profundo

Muitas pessoas já tiveram contato através da leitura ou pelo menos já ouviram falar nas genealogias de Jesus Cristo apresentadas na Bíblia nos dois Evangelhos sinóticos, Mateus e Lucas. Infelizmente pouquíssimas pessoas se aprofundam nessas passagens encontradas nos dois Evangelhos, chegando a ponto de pularem esses versículos em suas leituras, exceto, alguns exegetas bíblicos e acadêmicos de teologia, mesmo assim, a maioria ainda segue uma linha ortodoxa e tendenciosa em suas investigações, não permitindo assim, uma leitura mais imparcial e libertadora de dogmas pré-concebidos.
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O sentido e a dinâmica da oração segundo os padres do deserto

Não é de hoje que o ser humano vem se perguntado sobre como deve-se orar, e qual é a forma adequada para tal prática religiosa? Afinal de contas, em que consiste orar, especialmente aqui no ocidente? Qual é a diferença entre contemplação e oração? Sabemos que ao longo da história cristã, principalmente entre o terceiro e quarto século da nossa era, quando as perseguições do império romano aos cristãos se intensificaram, muitos desses, se retiraram para o deserto, levando consigo apenas preciosos escritos da tradição primitiva e passaram a levar uma vida monástica, buscando através deste modus vivendi atingir maior conhecimento sobre as escrituras sagradas e uma união mística com Deus.
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Uma reflexão sobre a Santa Ceia e o colapso econômico global

Estamos às portas de 2012, muito se fala sobre profecias apocalípticas, maus presságios, mudanças climáticas e principalmente no colapso econômico global. A pouco tempo atrás a bola da vez era a queda do dólar e da bolsa, seguida da crise econômica norte americana, depois veio a crise na Grécia e agora na Europa toda, enquanto, do outro lado do planeta se destaca a grande potência chinesa em franco e expansivo crescimento econômico e industrial. Pois é, mas diante destes e outros boatos, procurei fazer algumas associações bíblicas com o mais preocupante deles, o colapso econômico global, que na verdade é uma grande farsa mundial, forjada por uma pequena e fechada elite global que tem como principais nomes para serem estudados em outra oportunidade, os Illuminatis e o Clube de Bilderberg.
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Invocando o nome de Deus em favor da vida

O uso do nome de Deus se tornou algo fácil e popular, afinal de contas, bater palmas para Jesus gritando que ele é a solução para os problemas é muito cômodo. Muitos saem dizendo por aí que ele é a solução até para a morte, como se fosse uma fórmula mágica, mas ao mesmo tempo eu faço uma pergunta: Como Ele pode entrar com solução em nossas vidas, se nós que somos o fermento, ficamos na maioria das vezes fora da massa? A nossa relação com Deus deve ser conjunta, ele espera pela nossa participação e decisão de agir em nome dele, porém, fazendo o que ele fez e o que ele faria se estivesse aqui entre nós, caso contrário, estamos ignorando a importância do engajamento em ações que ajudam a transformar as estruturas do pecado e da morte.
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O homem espiritualizado é um visionário por natureza

O artista, devido o seu próprio dom, tem a capacidade e a sensibilidade suficientes para poder enxergar sua obra prima ainda na pedra bruta. Ele contempla sua obra por todas as etapas, desde a inspiração inicial até o arremate final. Assim também foi com alguns homens bíblicos, quando Deus mandou Moisés enviar doze homens para espiar as terras de Canaã, apenas dois deles foram visionários, Josué e Calebe (Nm.13.1-33). Eles recusaram admitir a decisão da maioria mesmo arriscando suas próprias vidas com essa recusa, pois eles tinham plena confiança nas promessas de Deus para o seu povo escolhido. Estevão também foi um grande visionário, mesmo sendo brutalmente apedrejado, visualizava e contemplava o Reino de Deus com os céus abertos e o Filho do homem em pé à mão direita de Deus (At.7.55-56). Poderia continuar narrando sobre vários personagens bíblicos que foram verdadeiros visionários, porém, quero trazer esse tema para o contexto cristão da atualidade.
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Do colapso financeiro ao colapso religioso global

Um certo dia, ouvi uma frase que me chamou muito a atenção: O dia que acabar a fome e a miséria, também acabará a política e a religião. Fiquei com essa “quase profecia” em minha cabeça por vários dias. Depois de muito tempo, comecei a ruminar esse pensamento e a dialogar com ele dentro dos nossos dias. Como de costume, gosto de sair aos sábados pela manhã passeando pelo bairro, vou até a feira livre, converso com muitas pessoas, circulo as praças próximas de casa observando a movimentação da rua. De repente, um menino de uns nove anos, franzino no fim da feira me chamou a atenção, sentado com um caixa de papelão no colo no meio fio. Eu reparei nele um olhar perdido e desconfiado, então resolvi me aproximar e lhe perguntei qual era o seu nome, e ele respondeu que era Nicodemos. Oferecendo-lhe uma maçã, fiz outra pergunta: Você está vendendo alguma coisa aqui? Então ele me respondeu sorrateiramente: Ainda não tem nada moço! Interroguei-o: Como assim? Então ele me contou a situação, falou que ficava ali até o término da feira, na hora conhecida popularmente como a “hora da xepa”, onde os avarentos, os mais pobres e necessitados vem fazer suas compras, levando mercadorias inferiores, estragadas e remexidas por um preço bem mais baixo. Ele falou que esperava até o final da xepa para poder pegar os restos que eram rejeitados e jogados fora, como verduras, legumes e frutas. Depois de disputar o resto dos alimentos com os cachorros, colocava tudo em sua pequena caixa de papelão.
Kadu Santoro

Será que hoje em dia existem mais “Martas” do que “Marias” nas igrejas?

Trago essa reflexão para os nossos dias, pois vivemos na era da globalização e da nova ordem mundial, onde a letra deu lugar a imagem, e a essência à forma. Porém, é dever e compromisso do cristão questionar e dialogar com o seu tempo, observar se todas essas mudanças de tendências que vem ocorrendo no mundo rapidamente acabam prejudicando nossas vidas, tanto no contexto da família quanto na comunidade cristã. Com certeza, todos cristãos leitores e estudantes da bíblia, conhecem a famosa passagem sobre Marta e Maria, que é mencionada apenas no evangelho de Lucas
Kadu Santoro

O professor e a nobre arte de ensinar valores

São inúmeras as teorias pedagógicas e didáticas, todas elas são voltadas para uma dinâmica mais eficaz dentro das salas de aula, porém, a maioria destas discussões giram em torno de um melhor “rendimento” e “aproveitamento” dos alunos, visando uma sólida formação cultural e profissional para o futuro de uma forma bem pragmática. Analisando mais de perto todo esse escopo de teorias pedagógicas, acabamos percebendo que ainda existe um espaço a ser mais explorado, que é a questão dos valores, sejam eles pessoais ou coletivos. Sabemos que a escola é uma extensão do lar, é lá que a criança passa a metade do dia, muitas vezes até o dia inteiro.
Kadu Santoro

Reino de Deus, proposta de plenitude e harmonia

Segundo os evangelhos, Jesus não estabeleceu uma instituição física chamada Igreja, ele proclamou o Reino de Deus, um novo paradigma de vida embasado nos ideais de liberdade, fraternidade, justiça e harmonia. Esse novo modelo tem sua origem no amor incondicional de Deus manifestado na vida e nas atividades do ministério terreno de Jesus por meio de milagres que oferecem saúde, libertação do pecado, das leis e rituais opressivos, das discriminações sociais e da própria morte, fazendo com que a partir da experiência desse amor, os que se voltam para ele, são transformados e permanecem abertos à sua dádiva de vida nova.
Kadu Santoro

Despertai humanos, a natureza e o meio ambiente clamam pela vida!

Quando Deus concebeu vida à Terra, iniciou pelos recursos naturais e pelo meio ambiente. Deu forma a cada ser, todos com um propósito, com uma incrível riqueza de detalhes, requinte e muita beleza. Até hoje em dia, depois de milhares de anos, ainda podemos contemplar essas maravilhas naturais do criador. Após o término das etapas da criação do mundo, a Bíblia menciona palavras que nos levam a uma profunda reflexão e um despertar da consciência.
Kadu Santoro

Os fundamentos do novo nascimento segundo Jesus

Quando Jesus se refere a um novo nascimento, não fala de forma alguma que isso aconteceria numa próxima encarnação em outra vida, mas sim, aqui e agora. Jesus queria dizer que tudo aquilo que Nicodemos havia buscado e estudado ao longo de sua vida como Fariseu estava morto, ofuscado pela rigidez e observância da Lei mosaica e de seu coração. Nicodemos tinha que em primeiro lugar, matar seu ego, deslocar a sua centralidade interior egoísta dando lugar a imanência divina em sua vida, era necessário que ele se despojasse do seu status religioso farisaico, buscando uma nova aliança interior dentro de si, só que agora com Deus, passando a viver em um estado de graça e plenitude.
Kadu Santoro

Viver, um eterno aprendizado

Vivemos em um era onde a informação e a tecnologia, andam de braços dados e a passos largos, buscando a cada dia, “facilitar” a vida de milhões de pessoas espalhadas pelo mundo. A pergunta que fica, é: facilitar a vida em que e para que? Para respondermos essa pergunta, é preciso, antes fazermos algumas reflexões. A primeira análise é de caráter ontológico. O ato de viver e existir é primordial, vem antes de qualquer outra ação, é através desse primeiro ato, que começamos uma longa jornada chamada vida. É através desta jornada que praticamos todas as ações possíveis, e a única ação que não se esgota nessa caminhada, é o aprendizado, como diz a sabedoria popular: “é vivendo e aprendendo”. Quando paramos e pensamos, estamos colocando em prática a ação mental, logo, estamos produzindo aprendizado também.
Kadu Santoro

Qual o futuro da Igreja?

Para começar, quero voltar lá raiz da problemática, ainda no final do primeiro século, da era cristã. Qual era o real quadro da situação que se encontrava a "seita do Nazareno" num mundo imperialista, onde os ideais judaicos estavam despedaçados? Essa é a primeira pergunta que deixo no ar. Outra questão, é o entendimento bíblico em sua raiz, desde o Gênesis até o Apocalipse, pois é, uma verdadeira colcha de retalhos, como Clemente de Alexandria chamava em uma de suas mais importantes obras intitulada "Stromatta". Toda a narrativa bíblica, só foi possível em função de uma diversidade enorme de influências sócio-antropológico-culturais, então, como poderíamos como "Cristãos" hoje em dia determinar uma linha única e exclusiva de pensamento?
Kadu Santoro

“Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.”

Após fazer algumas reflexões sobre o Salmo acima, me veio a mente algumas interrogações: Qual palavra estamos escondendo em nossos corações nos dias hoje? Como temos aplicado ela no nosso cotidiano, tanto para nossas vidas quanto para com o nosso próximo? Será que escondemos tanto, que acabamos por esquecer essa palavra? Para tentar entender a primeira questão, comecei a analisar, como as Escrituras tem sido estudadas e ensinadas nos dias de hoje no contexto das igrejas. Infelizmente, muitos cristãos não tiram nem um tempinho por dia para lerem e estudarem as Escrituras, não buscam nelas preciosas palavras de vida, sabedoria e ensinamentos como deveria ser feito, estão vivendo um verdadeiro Evangelho Fast Food superficial,
Kadu Santoro

A revelação das dimensões de Jesus Cristo

A primeira e mais básica dimensão da revelação de Jesus Cristo, é a sua revelação histórica. Quem é Jesus Cristo? É aquele personagem histórico, nascido em Belém, que passou grande parte de sua infância nas regiões da Galiléia, viveu trinta e três anos em nosso meio, cujos momentos mais marcantes de sua vida conhecemos, assim como suas palavras que nos apresentam sua mensagem edificante para toda a humanidade.
Kadu Santoro

O debate teológico atual e os quarenta anos no deserto

O discurso teológico de hoje, muito se parece com aqueles quarenta anos, que o povo hebreu ficou rodando pelo deserto após o êxodo do Egito. As pesquisas acadêmicas, sempre foram e continuam sendo totalmente influenciadas pela fé e doutrinas cristãs, não permitindo que sejam feitas análises comparativas com outras expressões e manifestações religiosas que se encontram espalhadas pelo mundo, e achando pontos em comum entre elas, permitindo que possamos olhar a religião como um fenômeno arquetípico universal, onde Deus está acima de todo mito religioso construído a partir do homem e suas cosmogonias.
Kadu Santoro

Movimento Pentecostal S.A.

Hoje em dia, muitos se dizem pentecostais, porém, poucos são pentecostais bíblicos. Defino assim o panorama atual do movimento pentecostal. O movimento pentecostal atual, deve passar por grandes reformas, começando pelo seu escopo de dogmas e doutrinas, totalmente primitivos e farisaicos. Fala-se muito em testemunhos, dons e milagres, porém, isso tudo acabou virando uma grande indústria da “fé”, pautada na marqueteira “Teologia da Prosperidade”, já não se busca a conversão, o arrependimento e a salvação. Não vemos mais o compromisso com a Palavra de Deus,
Kadu Santoro

O apóstolo Paulo e a metáfora da escuridão

Assim chamo a experiência vivida pelo apóstolo Paulo durante a sua conversão a caminho de Damasco. Imagine como estava a cabeça deste homem, diante de um judaísmo em crise existencial e plena opressão romana. Naquele período existiam vários grupos e facções religiosas, porém todas elas viviam uma tensão a espera do messias e do livramento do julgo romano. Ele era um Fariseu e observante das Leis mosaicas, e também vivia num ambiente helenizado, onde a filosofia grega era muito influente na diáspora.
Kadu Santoro

Breve síntese do período dos juízes no Antigo Testamento

O livro de juízes, é considerado como um “livro histórico” da bíblia, segundo o modo de se relatar a história naquele tempo. O livro nos fornece um precioso quadro geral do modo de vida das tribos de Israel após a sua instalação em Canaã, relatando sobre a vida política, social e religiosa daquele povo. O livro também nos revela o declínio espiritual e moral daquelas tribos, após se estabelecerem na terra prometida. Este registro deixa claro os infortúnios que sempre ocorriam ao povo Hebreu quando eles se esqueciam do seu concerto com YHWH e buscavam a outros deuses, praticando a idolatria e a devassidão.
Kadu Santoro

Viva e deixe viver!

Pois é, essa é a grande questão. Vivemos num mundo onde o discurso tem o seu poder maior, como dizia Michel Foucault. A maior expressão desse poder, encontramos nos dogmas construídos por séculos nos átrios das igrejas, atingindo seu ápice, quando convocados, segundo a grande comissão bíblica de levar a todos cantos da terra as boas novas do evangelho, os “crentes” saem com essa missão, quase que uma cruzada, pois para eles, aqueles que não receberem por guela abaixo as boas novas, e todo seu escopo de usos, costumes e dogmas, estão sumariamente excluídos, do que eles chamam de salvação, ou seja, o discurso religioso, sempre teve como propósito maior, o controle e a formatação de seus seguidores.
Kadu Santoro

A época e o pensamento de São Tomás de Aquino

Tomás de Aquino viveu no século XIII, um período marcado socialmente por muitas transformações, como a crise do sistema feudal, que foi fortemente marcado por três grandes episódios simultâneos: a grande fome gerada em função de períodos de rigoroso inverno e pela estagnação da terra, a peste negra, que exterminou milhares de pessoas e por fim as sucessivas guerras européias fomentadas pela igreja e pela nobreza, em função de expandir seus territórios. O modelo teocrático proposto por Agostinho
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A verdade como caminho, segundo o Novo Testamento

Dentro de toda discussão teológica sistemática atual, essa é sem dúvida, uma das questões mais importantes e polêmicas dentro do contexto do Novo Testamento. O princípio do entendimento do que é a “verdade”, segundo o Novo Testamento, se dá num processo radical de conversão, atingindo assim, todas as formas metafóricas dos nossos pensamentos e do nosso agir ao longo da vida, e são confrontadas com o conceito metafórico desse caminho, como “espaço” onde reside a verdade.
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“Ao mestre com carinho” – uma abordagem crítica e pedagógica do filme

O filme “Ao mestre com carinho” estrelado pelo notável ator Sidney Potier, vivido nos meados dos anos 60, ainda é uma boa referência para se tratar sobre diversos aspectos da sociedade e principalmente em relação as metodologias pedagógicas. O filme apresenta a dificuldade de um engenheiro Guiano recém formado e negro que tenta melhorar sua condição de vida indo para a capital Londrina trabalhar como professor. Sua situação acaba virando um grande desafio, pois ele foi lecionar numa escola do subúrbio londrino, e acabou diante da turma mais problemática daquela escola.
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A contribuição dos textos gregos mais importantes para o estabelecimento do texto final do cânon do Novo Testamento.

O texto alexandrino, é o texto que mais preservou sua forma original, e também é considerado o mais antigo. O texto alexandrino foi escrito em papiros, na forma escrita de unciais e minúsculos. Os Pais da Igreja mais antigos, citavam mais os textos alexandrinos e ocidentais do que os outros, como o por exemplo, o texto cesareano, suas citações são valiosas para a compreensão do Novo Testamento. O texto alexandrino possui versões em Copta, parte do Latim antigo e do Siríaco antigo. Entre os testemunhos dos Pais da Igreja sobre o texto alexandrino, temos como representantes, Atanásio, Orígenes, Cirilo de Alexandria, Cosmos Indicopleutes e Esíquio.
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A contribuição dos manuscritos antigos, anteriores ao século XII, para o estabelecimento do texto do Antigo Testamento.

Até o aparecimento dos manuscritos do Mar Morto entre os anos de 1947 e 1956, o manuscrito mais antigo do novo testamento, era o manuscrito massorético de Aleppo, produzido cerca de 940 d.C., nele continha todo os textos do Antigo Testamento, mas hoje em dia, depois de vários ataques a sinagoga de Aleppo, só restaram poucas partes. O surgimento dos manuscritos do Mar Morto, vieram servir como prova da confiança do texto massorético, apesar de algumas variações, eles confirmaram a exatidão dos manuscritos hebraicos. Os manuscritos do Mar Morto, também foram importantes para a análise da versão da LXX (grego), mostrando que esse texto se encontra mais próximo dos antigos textos hebraicos do que o próprio texto massorético, logo, percebemos que se a LXX foi escrita em torno de 230 a.C., então, os manuscritos do mar morto confirmam sua antiguidade e fidedignidade.
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A evolução histórica da Doutrina da Trindade

O conceito de Trindade consiste num arquétipo muito antigo, todos os povos e civilizações antigas eram politeístas, e possuíam como base de suas teogonias (mitos de criação), um sistema trinitário, que geralmente era formado por uma divindade masculina, uma feminina e uma terceira representando a filiação. O cristianismo estabeleceu contatos com diversas dessas culturas, entre elas, as que mais lhe influenciaram, foram as culturas greco-romanas do mundo helenizado, persa, babilônica e egípcia. Enquanto que no Antigo Testamento, a preocupação central dos Hebreus era com a afirmação da unidade de Deus (YHWH), já no Novo Testamento, com o advento de Jesus, e a descida do Espírito Santo, os cristãos apresentaram Deus como triúno.
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É possível existir harmonia entre as diversas religiões?

Para que realmente exista um relacionamento harmônico entre as diversas religiões, é necessário em primeiro lugar, que as pessoas se desprendam um pouco das suas vestes institucionalizadas, e passem a realizar a experiência do amor universal, essa que está acima de qualquer religiosidade (...). A partir dessa experiência, devemos também deixar de lado as questões dogmáticas, que de nada servem quando a questão é a harmonia entre os povos, afinal de contas, as religiões que mais criaram barreiras e mais fomentaram sangrentas guerras, foram a religiões monoteístas, fazendo como vítimas de suas fortes convicções, os demais povos tribais, orientais e animistas. E por final, estabelecer maior respeito sobre as mais diversas culturas e etnias, respeitando seus mitos e tradições.
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Análise da Epístola de Inácio de Antioquia aos Tralianos

De acordo com o contexto histórico, segundo as fontes eclesiásticas de Eusébio de Cesaréia e Jerônimo Inácio de Antioquia, também chamado de Teóforo (portador de Deus), considerado o terceiro bispo desta cidade, depois do apóstolo Pedro, vivenciou o período de perseguição romana aos cristãos, sob o governo de Trajano, no início do século II, sendo ele condenado às feras. Inácio, vai para Esmirna, onde se encontra com Policarpo (bispo local), que foi ouvinte de João, e desta cidade, ele escreve sua espístola aos Tralianos, uma comunidade cristã da cidade de Trales, a poucos quilômetros da cidade de Éfeso.
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Os encontros da vida

Se pararmos para pensar, e fazermos uma reflexão de tudo o que nos acontece na vida, vamos perceber que tudo o que acontece, aconteceu ou vai acontecer, está diretamente relacionado aos encontros, a vida é conduzida por sucessivos encontros. Porém, o que seria esses encontros? O homem, por natureza, é um ser coletivo, não foi feito para viver só e isolado, pois se isso acontecesse, traria certo desequilíbrio e problemas para esse ser e a humanidade. Geralmente é mais fácil perceber tais encontros, quando lembramos de momentos marcantes em nossas vidas, como uma porta aberta de emprego, uma cura, um livramento de um assalto ou acidente, o nascimento de um filho, etc.
Kadu Santoro

O sentido maior da oração

Dentro das mais diversas culturas religiosas espalhadas pelo mundo, tanto no oriente como no ocidente, a prática da oração é comum em todas elas. A oração é a base fundamental da religião (re-ligare, que significa religar), pois é através dela que o homem se liga à Deus naquele momento, e a partir deste momento de diálogo com Deus, tudo que nós ligamos aqui no mundo, também automaticamente é ligado no cósmico, ou seja, no campo espiritual (Mt 18.18). A oração é uma forma de comunicação, onde começamos refletindo sobre as mais diversas situações vividas e elaboramos naquele momento os nossos agradecimentos e súplicas à Deus.
Kadu Santoro

Ignorância, o mal maior da humanidade

Quando falo de ignorância, não estou falando literalmente de analfabetismo e nem de falta de cultura ou conhecimento, e sim de uma forma fechada e limitada de ver e refletir sobre as coisas, que logo se cristaliza e acaba se tornando em um preconceito ou fundamentalismo. A ignorância, começa a partir do momento que um indivíduo ou um grupo, não sabem lhe dar com a experiência do próximo, seja ela de vida, comportamento, credo, ideologia ou qualquer outra coisa, pois sabemos, que as diferenças, são antropologicamente características peculiares do ser humano racional.