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Julio Verdi

Será que aceitamos que estamos envelhecendo?

Existe hoje uma juventude cinquentona que amadureceu junto à era da tecnologia e das mil atividades. Mas, a idade nos cobra. A visão que falha, as dores no corpo, a memória não é mais perfeita e rápida. Os cabelos que caem ou se embranquecem, a pouca resistência à noite. A impaciência com os costumes dos mais novos. São sinais que insistem em nos dizer todo dia que estamos na curva descendente da vida.
Julio Verdi

Vivemos épocas de um absolutismo devastador

O mundo está muito na berlinda. Qualquer mera opinião é alvo de ódio. A força invisível e protetora das redes sociais transforma pessoas sem qualquer mínima condição de debate numa forte e guerreira defensora de uma opinião muitas vezes inútil. Como alguns literários já cravaram: a internet é o território livre dos imbecis.
Julio Verdi

O país dividido, mas todos querendo mudanças!

O ano de 2016 entrará para a história do Brasil como um dos mais tumultuados nos campos da política e economia. Mas ao mesmo tempo será lembrado quando a lama foi espalhada pelos holofotes da mídia.
Julio Verdi

Renovação de sonhos

O sonho, numa contextualização lógica, é o ato de misturar lembranças e sentimentos durante o período em que adormecemos, criando cenários, situações e ações muitas vezes surreais e longe de nosso cotidiano. No mundo dos acordados, sonhar nada mais é do que almejar uma situação futura onde realizemos algo que não acontece em nossos dias atuais. Ou seja, ter planos.
Julio Verdi

Que mudanças podem ocorrer por conta dos protestos?

Mas como mensurar os resultados dos protestos? De um ponto de vista juridicamente sintético, um presidente só pode ser retirado do cargo por impugnação (Impeachment) se provado for seu envolvimento criminal. Se isso ocorrer, quem assume será o vice - nos dias atuais - Michel Temer. O novo comandante vai abaixar o preço da gasolina? Vai reduzir os benefícios milionários dos deputados? Vai investir racionalmente nos serviços sociais básicos? Vai tratar com afinco os direitos trabalhistas? Vai reorganizar a carga tributária?
Julio Verdi

Nascemos para perder… Que bom!

Quando nos deparamos audiovisualmente com o termo "perder", nossa primeira reação instintiva é uma sensação negativa. Perder, no conceito vital, significa algo ruim. Perder um emprego. Seu time perder o campeonato. Perder dinheiro. Perder por morte um ente querido. Perder uma namorada. São sentidos desagradáveis. Mas desde que nascemos estamos perdendo algo. Envelhecer é perder juventude. Envelhecemos desde que nascemos.
Julio Verdi

Que o passado descanse em paz

É inegável que devemos reconhecer os valores do passado. Nossas raízes, nossas lembranças, nossa educação familiar. A construção de nosso caráter se deu no passado. Muitas das escolhas que fizemos e que hoje vivenciamos, de modo prazeroso ou sacrificante, foram feitas lá. Lá ficaram nossos erros, dos quais procuramos não repetir. Por lá estiveram emoções de algumas fases da vida que hoje não mais podem ser experimentadas.
Julio Verdi

Gosto de ser perfeccionista

Você já deve ter ouvido a frase: “O ótimo é inimigo do bom”. Para quem debuta os ouvidos com isso, ela pode ser dissertada com o fato de que, às vezes, perde-se tanto tempo caprichando numa ação que acaba por não fazê-la. Do ponto de vista racional, faz sentido. É melhor ter ou fazer algo bom do que nada. Lembra daquela outra? “É melhor um pássaro na mão do que dois voando”? Mas o que eu gostaria de refletir é o conceito de se buscar perfeição no que se faz.
Julio Verdi

A corrosão do respeito humano

Às vezes as relações humanas são dignas de náuseas. O comportamento que algumas pessoas têm para com as outras é digno de revolta. As pessoas julgam outras pessoas sem conhecê-las. Estabelecem com elas uma relação de pré-conceito. Além do julgamento, ainda popularizam essa imagem, fazendo com que um grande número de pessoas tenham uma opinião distorcida. Eu tenho com certeza dezenas de defeitos, como qualquer ser humano imperfeito que perambula por este planeta. Mas uma coisa que nunca faria seria difamar, classificar, conceitualizar alguém sem conhecê-la.
Julio Verdi

As mães nem sempre estão certas!

A imagem da mãe é uma das mais puras e idolatradas. Mas muitas vezes as mães pretendem incorporar em seus descendentes sua maneira de ver o mundo. De querer viver, de viver emoções, de ter sua personalidade. Criar um filho, colocando nele a idéia de que o mundo é lindo, perfeito, as pessoas são sempre legais, amigas, bem intencionadas, talvez seja um erro estratégico de educação. Nem vou entrar no mérito da educação e influência religiosa, porque isso gera vários posts. Por mais perfeita que seja nossa admiração pelas mães, às vezes elas nem sempre acertam.
Julio Verdi

O otimismo nunca será a solução única para nossas mazelas

Um dos mais salutares valores de nosso comportamento é com certeza o otimismo. Não se pode admitir a ideia de apenas imaginarmos situações negativas para nossos planos, nossas ações, nossos relacionamentos. Mas o otimismo navega perigosamente na fronteira do comodismo. A vida não é um filme, não existe mágica nas situações do cotidiano. É bem comum nos depararmos com pessoas que pensam de forma positiva, sempre bradam que as coisas vão melhorar, mas não se movem para que isso aconteça. Uma das coisas mais comuns de se ouvir, mas que também não consigo digerir muito bem, é talvez a frase mais falada na sociedade: “Se Deus quiser, isso vai dar certo”.
Julio Verdi

Uma lei eleitoral mais flexível funcionaria no Brasil?

A cada ano que se inicia temos a sensação de que cada vez mais a imagem política do Brasil se deteriora. Com tantos desmandos, corrupção, incompetência administrativa, nós eleitores sentimos que o conteúdo confiança desapareceu nas intenções eleitorais. Todo ano, quando as campanhas eleitorais infestam nosso cotidiano, menos as suportamos. Se algum instituto sério de pesquisa lançasse um estudo sobre o crédito do povo no sistema eleitoral, estimo que mais de 80% se mostrariam insatisfeitos. Em países da Europa e nos Estados Unidos o comparecimento do eleitor às urnas é facultativo. Alguém pode citar diferenças culturais entre o Brasil e tais países. Mas duvido muito que a grande massa lá de fora se interaja tão intensamente nos cenários partidários e programas de governos.
Julio Verdi

Uma lágrima pela África

Muitas calamidades já assolaram nossa estória, como pestes, guerras, desastres naturais, e a fome é um mal que sempre se inseriu nesse drama. O que talvez seja muito triste e desolador é o fato que com tanto avanço, desenvolvimento e evolução, não há união nos povos da terra pra sanar as mais simples necessidades de subsistência a seres de países com tão torturante níveis de pobreza. Só nos resta, das diversas formas que cada um entenda de Deus, é esperar que Ele olhe pra essas criaturas desafortunadas e suas almas.
Julio Verdi

Uma doença chamada comodismo

Uma das doenças psicológicas mais cruéis da vida de um pessoa é o comodismo. Ele é como um câncer que dilacera os sonhos, mata a motivação, corrói a auto-estima e a fé em nosso poder interior. Ele mina nossa vontade de lutar. Se entregar a ele é aceitar a derrota. É pular no abismo da singularidade, da falta de esperança. Aceitar um situação por falta de coragem de lutar é aceitar que você não é nada no mundo. Está aqui apenas pra fazer o que os outros determinam pra você. Se acomodar por achar difícil mudar ou buscar aquilo que acha tão difícil é assinar sua sentença de morte emocional.
Julio Verdi

Mãe solteira. E agora?

Vamos brincar de tagalerar sobre um assunto delicado. Uma condição social não tão nova, mas sempre presente em nossas vidas. Quem já ouviu o termo "Mãe solteira"? Já sei........ TODO MUNDO + 1. A revolução sexual veio junto com a cultural, na metade superior dos anos 60. Desde então as pessoas passaram a viver sua vida intensamente, aleatoriamente aos costumes familiares e tradicionais. As relações amorosas passaram a ter nova conotação, sem apenas ser um fator histórico: paquere, namore, case, seja mãe/pai, seja avó e morra. Os jovens passaram a se consumir, entregarem-se ao amor, às descobertas da sua liberdade, da sua sexualidade. O que foi uma afronta aos estabelecimentos religiosos e morais para uma geração, foi uma conquista de vida para geração próxima.
Julio Verdi

Podemos definir o caráter de alguém à primeira vista?

É possível tentar qualificar uma pessoa apenas vendo-a por alguns minutos ou ouvindo suas palavras por tão pouco tempo? Claro que é complicado. As pessoas dizem que “a primeira impressão” é muito relevante. Ou que o cartão de visitas desperta interesses. Mas algumas situações nos colocam a refletir e a tentar imaginar qual o nível de caráter de determinada pessoa que acabamos de conhecer. Muito bem. Dançando nas palavras desta introdução, vi hoje na televisão uma entrevista da cantora Sandy. Muito criticado por ser filha de cantor sertanejo famoso, por ter começado a carreira artística como criança, por declarações sobre práticas sexuais em revista popular, a citada cantora foi “desafiada” num quadro do programa da apresentadora Eliana a definir se gostaria de fazer amizade numa relação de nomes apresentados naquela atração.
Julio Verdi

O perigo de uma falsa informação nas redes sociais

Em tempos em que se discute sobre mídia ninja ou a utilização de canais pessoais para informação torna-se preocupante o fato de as pessoas acreditarem fielmente nas milhares de postagens que a rede lança diariamente. Se é possível criar fato para pessoas públicas como no caso de um ministro de estado, imagine o que não poderia ser feito com um cidadão comum. E pior, como a velocidade da informação de rede social é extremamente alta, muita gente lê uma notícia (“publicação” cai melhor) e nela pode acreditar, sem depois ter a oportunidade de assimilar uma correção. E ela vai divulgar para centenas, que vai divulgar para centenas. E, de repente, uma informação caluniosa ou enganosa acaba sendo digerida pela população como um fato real ocorrido.
Julio Verdi

Condomínio Brasil

É o Condomínio Brasil, onde seus síndicos têm à disposição um farto e (muitas vezes) inimaginável estoque de recursos, e que faz com ele o que mais lhes convém, sem costumeiramente ter a necessidade de prestar contas a nós condôminos, que somos obrigados a pagar exclusivamente a esse condomínio e não temos chance de buscar outra moradia com uma administração mais justa, competente e transparente.
Julio Verdi

Qual o limite de nossas necessidades?

Desde o principio da história humana, buscamos ter, conquistar e almejar elementos materiais que nos forneçam conforto e segurança. O que antes era apenas sinônimo de subsistência básica, se transformou, nos tempos modernos, numa busca desenfreada em possuir mais e melhor. Como viver nos dias de hoje sem nosso Smartfone, GPS, com carro sem ar-condicionado e air-bag, sem smart TV com tela 3D, sem passar um dia sequer sem olhar as redes sociais da internet, sem nossos 359 canais de TV fechada? Será que tudo isso é premissa mesmo de felicidade?
Julio Verdi

Homofobia: limites para incriminar?

Mais um assunto muito comentado, discutido e colocado em discussão como tema a ser amparado por lei: a homofobia. Em minha visão, há de se considerar o conceito de limites para enquadrarmos tal prática. O limite inferior, onde realmente agressões físicas e verbais são levadas a cabo contra homossexuais apenas por sua natureza. Além de preteri-los no tocante de vagas de empregos, associações, instituições de ensino e religião. Quando atos deste tipo são praticados, não há como negar o ódio que um ser humano tem de outro apenas pelo último ser, pensar e agir diferente do primeiro. Mas tomemos muito cuidado com o limite superior, onde os direitos e exigências dos homossexuais podem ultrapassar o direito normal de pensamento e discordância de uma pessoa. Deixemos a hipocrisia de lado e olhemos para nós mesmos. Quem nunca riu de uma piada sobre gays, contada numa mesa de bar? Não é por isso, que depois desse ato, vamos pegar uma barra de ferro e agredir uma homossexual numa esquina. Não é por isso que vamos xingá-lo ou deixar de se comunicar e ser gentil com ele, como seríamos com qualquer pessoa.
Julio Verdi

Maioridade penal: o inferno também tem crianças!

Um dos assuntos mais discutidos pela sociedade brasileira hoje em dia é a alteração na constituição nacional no tocante da maioridade penal. Mais que necessária, essa discussão faz parte de uma mudança que visa trazer ao futuro um nível de segurança bem mais reconfortante do que o que vivenciamos nos dias atuais. Sempre existirão conflitos com os dois lados da moeda: um jovem de 16 anos deve ser considerado um bandido no mesmo patamar de periculosidade do que um de 20? Aplicar penas privativas de liberdade vai fazer desse adolescente um futuro criminoso, uma vez convivendo com pessoas mais experientes dentro de uma penitenciária?
Julio Verdi

Corrigir rotas

Uma embarcação, ao zarpar, se errar meio grau em sua rota com certeza chegará a milhares de quilômetros de seu lugar original de destino. Assim é a nossa vida. Quando fazemos escolhas equivocadas nunca atingiremos nossos objetivos almejados. Mas, a exemplo do barco, é possível corrigir a rota durante o percurso. Fazer mudanças a qualquer momento, corrigir o foco para buscar chegar onde sonhamos faz parte dessa correção de rota. Sempre é possível fazer novas escolhas. Muitas vezes nos acomodamos, ou nos acovardamos mediante situações que podem se apresentar complicadas, inseguras. Deixamos muitas vezes o medo e as incertezas dominar nosso cotidiano e nos recusamos a sair da zona de conforto, mesmo que muitas vezes o que menos encontramos é conforto.
Julio Verdi

Será que parei no tempo?

Ainda me considero novo. Apesar dos enta começar a mostrar a cara no horizonte, adoro novidades tecnológicas e tenho facilidade em lidar com a modernidade. Mas algumas ainda não passam por minha cabeça. Uma delas conheci recentemente e não acreditei sinceramente que pudesse existir. É a chamada "Second Life". Uma espécie de jogo ou RPG, onde as pessoas tem vidas alternativas na rede. Vidas virtuais. Que me perdoem os adeptos, mas essa é uma das maiores imbecilidades que já vi. Posso até ser leigo e não entender o sentido ou o intuito desse "Second Life". Mas se for o que eu entendi vai de encontra contra algumas das verdades que defendo. Uma delas é nossa vida real, nua, crua e autêntica. Se não tá boa, nós temos que buscar melhorar. É uma dádiva a vida que Deus nos deu. Temos que cuidar dela da melhor maneira possível. Não nos esconder em personagens virtuais, num mundo perfeito.
Julio Verdi

O papel da religião na vida moderna

Muito tem se falado sobre escândalos envolvendo padres católicos e crimes de pedofilia. Assim com há anos se debate o enriquecimento explícitos de pastores das igrejas evangélicas. Existe ainda um protecionismo forte de fiéis em defesa dos comandantes de suas instituições religiosas. Os fiéis encaram a instituição como exemplo perfeito de moralidade, como uma primorosa condutora de regras, sem poder se apontar falhas em seus dogmas e em seus comandantes. A espiritualidade, a vontade de buscar uma entidade divina que guie nossas vidas através do bem, é um instinto que nasce dentro de cada um. A necessidade de se associar a um grupo de pessoas para compartilhar essa espiritualidade gera regras de comportamento que muitas vezes não se adequam mais aos padrões sociais da vida atual. Mesmo que o padre Júlio Ancelotti seja inocente das acusações, tem que se rever muito paradigmas que cercam a maior religião do país.
Julio Verdi

Mudanças políticas ou um caso isolado de nossa história?

Estamos vivenciando um momento político e social nunca experimentado na história brasileira. A condenação de membros da administração do governo e pessoas a ela ligada por corrupção sempre foi um sonho de cidadania do povo brasileiro. Dentre tantos e tantos escândalos financeiros que assolaram os principais veículos de imprensa da nação nos últimos 20 anos, o Mensalão entrou para a história com o primeiro – esperamos que não o único – que condenou vários dos envolvidos a penas privativas de liberdade. O que esse fato pode mudar no comportamento das pessoas públicas, desde um simples funcionário de um pequeno tribunal, até um senador que tem relacionamento com muitos empresários? E a fé e crença popular na Justiça e nas boas intenções daqueles em que se depositam os votos?
Julio Verdi

A “era da impaciência”

Os tempos modernos nos transformaram em seres imediatistas, onde a paciência e a calma não mais residem. O avanço da tecnologia, que nos propiciou um nível de conforto cada vez mais ágil, nos tornou dependentes de soluções e ações rápidas e práticas. Há cerca de 20 anos, operávamos computadores sem interface gráfica com 30kb de memória, que levava minutos a estar apto ao uso. Hoje chamamos de lerdos equipamentos de muitos gigas de memória, com clocks de milhões de pulsos por segundo. Passávamos horas em filas de banco e passamos segundos xingando uma máquina de auto-atendimento que demorou alguns minutos pra não obedecer nossa operação. Tínhamos alguns parcos canais de TV pra assistir, hoje com 300 canais disponíveis ainda dizemos: "essa televisão não tem nada pra ver".
Julio Verdi

Negociar: opção ou ítem de mera sobrevivência?

Algumas pessoas têm um dom nato, até praticado com prazer, de obter vantagens ou deixar de ser prejudicado, mediante a prática da negociação. Invariavelmente tais pessoas acabam por utilizar tal perfil para crescimento profissional, enveredando-se em áreas relacionadas a vendas ou empreendedorismo. Quem nunca ouviu a colocação: "esse nasceu pra ser vendedor". Mas, mesmo quem não tem inclinação pra ser vendedor necessita de um mínimo de exercício de negociação para manter sua sobrevivência. Mesmo nas relações humanas. Quantas vezes não negociamos ou "barganhamos" com namorado(a)s, marido/esposa, pais para que tenhamos uma vida social ou doméstica conjunta? Isso é parte do ser humano. Ninguém pensa identicamente a outra pessoa. Temos pontos de vistas, gostos, ambientação distintos das outras pessoas. Para dirimir nossas diferenças, estamos em constante negociação com as pessoas que nos cercam.
Julio Verdi

Uma brisa de mudanças sociais no ar

Após completar mais de um ano no poder, o governo da presidente Dilma parece prover mudanças nunca antes tão impactantes na vida social do brasileiro. Sente-se no ar um clima de alterações radicais na prática de nossa cidadania daqui pra frente. Leis são aprovadas, que abrangem assuntos polêmicos como os recentes temas de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, descriminalização do uso da maconha, nova lei ambiental. Enquanto algumas coisas continuam tradicionais lá paro lado do congresso, como conchavos políticos, influências junto ao STF, CPI´s que não apresentam resultados concretos e simplificados, muito lero lero em cima de juros e cargas tributárias, sem nenhuma perspectiva de mudanças (afinal tem que se administrar a máquina com o bolso cheio certo?), o brasileiro terá que se acostumar a viver sob nova aura que afetam os costumes sociais.
Julio Verdi

Uma visão positiva acerca do comportamento pacificador

Quantas vezes algumas pessoas ficam muito mal após terem agido, ou tratado ruidosamente alguém, ou deixado de ajudar quando podiam? Talvez muita gente não tenha esse sentimento de culpa, mesmo quando não se trata exatamente de culpa. Muitas pessoas agem por impulso, ou mesmo por mera intenção, mas não guardam um miligrama sequer de preocupação com as consequências que seus atos podem causar. Não devemos, no entanto, confundir atos bondosos ou orientados ao bem com comportamentos ingênuos ou inconsequentes. No mundo de hoje, temos naturalmente desenvolvido comportamentos de proteção, sempre atentos às armadilhas sociais, comerciais, de relacionamentos. Ser atento, saber se defender e lutar pelos nossos direitos não significa que devamos ser necessariamente ásperos, rudes, agressivos ou despojados do espírito acolhedor.
Julio Verdi

As saúdes nossas de cada dia

O bem mais precioso que uma pessoa pode deter pra si em sua vida é a saúde. De uma maneira reflexiva podemos considerar quatro tipos de saúde. A física, mental, emocional e espiritual. Em que pese podermos considerar nossa sanidade um tipo de saúde física, temos que considerá-la com uma condição à parte, dadas as diferentes formas de cuidar de cada uma. Assim como qualquer equipamento mecânico e eletrônico, os cuidados com nosso corpo estão distribuídos em dois distintos grupos: os preventivos e os corretivos.
Julio Verdi

O direito de morrer

Desde que nascemos é imputado ao nosso livre arbítrio a possibilidade de tirarmos nossa própria vida. Não existe maneira de impedir isso quando alguém o queira fazer, seja motivado por questões psicológicas, mentais ou religiosas. Por pressões emocionais, financeiras, morais ou trágicas pessoas se matam, muitas vezes por falta de estrutura ou vontade de resolver os problemas de seu cotidiano, por vezes levadas pelo desânimo ou injustiças. Mas essa atribuição reside talvez na fraca personalidade do suicida. A questão em reflexão pela reportagem da revista é acerca de alguém acamado com uma doença violenta e de difícil recuperação. Neste caso dois pontos de vista podem ser levados em questão. O ponto de vista de quem está na pele do doente. Sofrer é algo que consome todas as energias, alegrias e qualquer mínima porção de otimismo que reside dentro do ser. Além da dor física, o fator emocional de quem fica meses, anos atrelado a uma cama, sem sequer ver o mundo exterior que conheceu tempos antes da doença. Quão pesada é violência mental e psicológica que acaba com o desejo da pessoa viver, antes que a moléstia retire sua última energia vital. Os duradouros tempos do isolamento do enfermo vão minando qualquer esperança de um dia estar em contato novamente com a família e a sociedade em geral.
Julio Verdi

Atitude

Atitude. Se eu pudesse dar minha tradução pessoal pra isso eu diria: agir com razão, agir sempre. Essa palavra tem uma força positiva muito grande. Praticá-la nasce da mistura de muitos sentimentos, impulso, inconformismo, necessidade de mudanças, fazer a coisa certa na hora certa. Muito se fala da personagem “líder”. Aquela pessoa que detém o dom de comandar, fazer acontecer. O quer seria do líder se nele não existisse atitude. Eu acredito que, como tudo nessa vida, deve existir equilíbrio em todas as nossas ações. Não devemos confundir atitude com precipitação, inconsequência. Para que uma reflexão flua com mais clareza é necessário sempre simplificá-la. Por isso vamos nos ater a exemplos simples.
Julio Verdi

PT, uma estrela que não brilha mais!

Nas campanhas pelas eleições presidenciais diretas em 1984 – a chamada “Diretas Já” – viu-se pela primeira vez no país uma movimentação das massas populares em prol das mudanças políticas e administrativas no país, antes assolado pela repressão de anos de ditadura militar. Nascia ali o desejo por democracia, vinda do povo. A classe baixa/média trabalhadora aspirava ter no Brasil um partido político que representasse seus interesses, não apenas em duas frentes básicas como fora até então, Arena e MDB. Assim, o Partido dos Trabalhadores começava a crescer, ancorado pelo força de seu nome e buscava ser maioria do poder político, que apenas viria se realizar a partir da eleição de um governante mor da nação, fato que ocorreu apenas em 2003, quando Lula assumiu a presidência da República.
Julio Verdi

O humor que não me faz rir

Eu assisti à entrevista de Rafinha Bastos no programa Roda Viva, de segunda, dia 30/07/2012. Em que pese minha antipatia pelo comediante, ele se saiu até bem mediante algumas perguntas, comedidas diga-se de passagem, dos entrevistadores do programa. Não vou entrar no mérito do caso Vanessa di Camargo X Rafinha. Até porque acho que o que foi dito é algo que vai além do respeito humano. Imagino o que o comediante pensaria se alguém falasse o mesmo de sua esposa grávida, se fosse o caso. Mas, dentre os assuntos citados, o que me chamou a atenção foi a piada que ele fizera certa vez sobre a mulher feia e o estupro. Era algo mais ou menos assim: “Mulher feia deveria agradecer o estuprador, se não fosse assim ela não teria sexo”.