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José Renato Nalini

Quem quer tornar o mundo melhor?

Um dos raros consensos nesta era de controvérsias é o de que todos querem construir um mundo melhor. Isso é impossível? Não. Quem tem vontade, quem sonha, quem é idealista, é movido por um ingrediente mágico: o entusiasmo
José Renato Nalini

Não é impossível

Um dos problemas aparentemente insolúveis do Brasil é a avassaladora produção de lixo. Somos campeões mundiais no desperdício. Em todas as áreas, em todos os lugares. Em tempos de orçamento contingenciado, porque a arrecadação só faz permanecer em queda, mercê da trágica recessão em que o país se viu mergulhado, milhões são gastos na coleta de resíduos sólidos e na limpeza de logradouros públicos
José Renato Nalini

Um adeus à televisão

A invenção de Gutenberg mataria os alfar­rábios e os copistas, que detinham o monopólio do conhecimento. Depois o rádio sepultaria jor­nais e livros. E a TV substituiria o rádio. Agora é a televisão que tende a desaparecer, diante do acelerado avanço do vídeo online
José Renato Nalini

O bitcoin é a solução?

Se a tecnologia disponível já permite criar moedas digitais como o Bitcoin, para transferir valores em tempo real, sem taxas e sem passar pelos bancos, por que não se servir dessa possibilidade comprovada e reduzir a fabricação, a circulação e o transporte de dinheiro?
José Renato Nalini

O que ainda se verá

A sigla mundial para a internet das coisas é IoT. Dispositivos dotados de sensores serão conectados em rede. As máquinas trocarão informações e vão ajustar sua ação sem interferência humana. Estamos preparados para isso? Não.
José Renato Nalini

Foco no micro

O bom prefeito sabe que deve cuidar da educação, administrar com eficiência, abrir o jogo com a população, ser transparente e honesto. Mostrar que em seu território não há propina, nem corrupção. Se ele se compenetrar disso, o Brasil sairá do lamaçal muito mais cedo do que se poderia esperar. Foco no micro. No macro, STF terá de dar conta do recado
José Renato Nalini

Não há porque blindar

O Brasil do quase nenhum consenso debate hoje, em segundo plano, é claro, diante da conjuntura nacional, o futuro da educação. O desafio para aqueles que realmente querem que a educação dê certo é criar estratégias de sedução da juventude, para que ela perceba que aprender é prazeroso e essencial
José Renato Nalini

Pânico ou indiferença?

O aquecimento global está causando catás­trofes de todas as dimensões no globo inteiro. Não adianta pretender ignorar. Elas não estão apenas em locais longínquos, inacessíveis para a maior parte de nós. Elas chegam ao nosso quintal. As inundações, as secas, o regime pluvial caótico, a intensificação dos raios. Isso é tudo natural?
José Renato Nalini

Brasil: apoteose dos absurdos

Nada como um período de trevas para a busca urgente de uma luz. Por mínima que seja. O que eu posso fazer pelo Brasil? Ele pouco poderá fazer por mim nes­te momento nefasto. Que a sensatez ressurja e se ponha freio na apoteose de absurdos que assombra o país
José Renato Nalini

Uma nova Constituição seria a solução?

Cresce o movimento em torno à urgência de se elaborar uma nova Constituição. A nossa Constituição peca desde a origem. É do tipo rígido, exige quorum qualificado para a modificação. É por isso que já foi emendada cento e uma vezes.
José Renato Nalini

A mãe de todas as reformas

É urgente se faça uma reforma política profunda e estrutural. Que reabilite a política partidária, hoje tão ferida em virtude da descrença da população em lideranças que frustraram as expectativas e produziram imenso e duradouro mal à nação.
José Renato Nalini

PIB ou IDH?

Se a Noruega é o país mais feliz do mundo, diz a ONU, e o Brasil está em vigésimo-segundo, pode-se melhorar esse ranking. Que tal pensar mais em Índice de Desenvol­vimento Humano e menos em PIB? Como conferimos valor ao que é visível, dessignificamos o que é invisível
José Renato Nalini

Qual a chance de dar certo?

A pior recessão da História do Brasil longe está de terminar. Além dos doze milhões de desempregados, há mais de dez milhões subempregados. Há milhões que deixaram de procurar emprego. Há outros milhões vivendo na miséria, abaixo da linha da pobreza
José Renato Nalini

A internet piorou a sociedade?

Ocorreu que o mundo ficou mais mensurável, porque a internet conta os passos das pessoas, seus batimentos cardíacos, a sua pressão arterial. Tornou visível o que antes parecia invisível. Na disseminação do ideal democrático ainda é pior o quadro. A desenvoltura com que os Estados Islâmicos se utiliza das mídias sociais é um prejuízo à causa do governo de todos para todos, mas reforça o fundamentalismo.
José Renato Nalini

O celular ajuda a educação?

Deve continuar vedada a sua utilização? Mesmo quando o professor entender que o aprendizado ganhará se o estudante puder con­sultar uma rede, resolver um game educativo ou atuar em equipe? A consulta aos alunos terá uma só resposta: o uso de celular, smartphone, tablet ou computador em sala de aula deve ser permitido. Tudo dependerá do treinamento e da criatividade dos professores.
José Renato Nalini

Matemática na escola pública

Um dos pontos frágeis, mais vulneráveis, da educação brasileira, é a matemática. E precisamos muito dela. Quem gosta de matemática vai se dar bem nas carreiras que necessitam das chamadas ciências “duras” ou exatas. Precisamos de engenheiros, de físicos, de estrategistas, de estatísticos, de químicos e de outros profissionais aptos à missão de desvendar o futuro.
José Renato Nalini

Quem lê não morre

Quer dizer, morre menos! Ou seja: leitores de livros têm mortalidade reduzida em 20%. Foi o que apuraram pesquisadores norte-americanos. Ler livros reduziu um quinto dos riscos de mortalidade. A Universidade de Yale constatou boa vantagem na sobrevivência dos que liam trinta minutos por dia, quando comparados a não leitores.
José Renato Nalini

Transgênico é do bem?

O brasileiro tem medo de transgênico, apurou uma pesquisa do Ibope Conecta. Transgênico é um organismo que recebe um gene originalmente presente em outro, geralmente por meio de biotecnologia. Não se sabe ainda, ao menos com certeza, se eles fazem mal à saúde.
José Renato Nalini

Poluição dentro de casa

Todos reclamamos de poluição, mas nos descuidamos daquela que nós mesmos produzimos. Antes de vociferar contra a poluição externa, pense bem se a sua casa também não é uma fonte pro­dutora de sujeira e se a gente é, realmente, tão limpo e higienicamente correto como costumamos propalar.
José Renato Nalini

Crime geriátrico

A opção pelo crime deve ser extremamente dolorosa para o velho japonês. 35% dos furtos em lojas são cometidos por pessoas com mais de sessenta anos. Nessa faixa etária, 40% dos reincidentes cometeram o mesmo crime por mais de seis vezes. Como explicar algo aparentemente insólito?
José Renato Nalini

O de sempre não adianta

A inovação digital é uma realidade e é o verda­deiro motor da produtividade e do desenvolvimento nesta década. Setores estão sendo reinventados, mas quem se vale mais diretamente disso é o grande ne­gócio. Para que possamos disputar espaço dentre as nações mais desenvolvidas, precisamos, com urgên­cia, imprimir qualidade à educação. E isso é uma obra coletiva.
José Renato Nalini

Coragem para a verdade

A crise política, a desaguar no desastre econômico financeiro em que o Brasil se encontra, é muito mais grave do que se possa imaginar. A despeito de certa euforia pela eficiência da equipe econômica, observadores externos avaliam que a volta a parâmetros de 2014 só se atingirá em 2025.
José Renato Nalini

Conviver com os millennials

A geração dos que nasceram entre 1980 e 1995 é chamada de “Geração Y” ou “Millennial”. Nascem com chip, estão permanentemente plugados e navegam com desenvoltura pelas redes sociais. Suas características são bem conhecidas. Portadores de atenção múltipla e difusa, são multitarefas. Ou seja: conseguem responder a diversos estímulos simultaneamente
José Renato Nalini

A ilusão das honrarias

A preservação de foro reservado para determinadas autoridades é resquício do Império e sintoma de que ainda estamos inebriados pela “ilusão das honrarias”. Logo o Brasil verá que isso é desastroso. O STF vai pagar a conta e ser acusado de ineficiência, lerdeza, excesso de formalismo e abusador do “juridiquês”.
José Renato Nalini

Salvar a Terra

Toda espécie de vida merece nosso carinho. Cada ser humano tem o dever de proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres e das florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e estancar a perda de biodiversidade.
José Renato Nalini

Para que serve a lei?

Vivemos sob a égide do Estado de Direito de índole democrática. É isso o que a Constituição de 1988 nos propõe. O Estado de Direito se confunde, na sua mais singela expressão, com o “Estado sob a lei”. O Estado legal. Lei como expressão da vontade comum, para propiciar o convívio civilizado.
José Renato Nalini

Você também é responsável!

A educação é direito de todos, diz o constituinte de 1988. Mas esse direito é dever solidário do Estado, da família e da sociedade. É o que o diz o pacto federativo no seu artigo 205. Será que cada um dos três núcleos de responsabilidade pode fazer mais para alcançar índices desejáveis?
José Renato Nalini

Revolução alimentar

O projeto “Cozinheiros da Educação” que a Secretaria da Educação realiza no Estado de São Paulo é apaixonante para quem se aproxima dele. Os alunos da rede estadual paulista passarão a contar com alimentação mais saudável, a partir da reformulação do cardápio servido diariamente, com o reforço do uso de produtos in natura.
José Renato Nalini

Trocar água com quê?

Coisa boa essa do petróleo cair de preço. Já está custando menos do que a água. E isso está correto. Água é muito mais valiosa do que petróleo. Este combustível fóssil, que já prestou o seu desserviço à humanidade, pode ser substituído. E água? O que substitui a água para a vida? Toda espécie de vida, não só o homem. Não há alternativa à água.
José Renato Nalini

Lâmpada mágica ao alcance de todos

A Secretaria Estadual de Educação paulista está empenhada em disponibilizar o inglês para toda a sua rede, inclusive para os profissionais de ensino, pois há uma profusão de métodos exitosos para facilitar o ensino e o aprendizado da língua de Shakespeare.
José Renato Nalini

Quem escapará da surdez?

Em boa hora se deliberou multar quem produz som excessivo em seu veículo, fenômeno quase corriqueiro nesta era de incivilidade crescente. O som subiu de tom nos últimos tempos. Em todos os lugares.
José Renato Nalini

Humana ganância

O tempo se encarregará de mostrar que as fortunas se dissipam, são transitórias e não trazem a felicidade. Só resta a cada qual contar com a tranquilidade de consciência e a satisfação de ter melhorado a vida de um semelhante.
José Renato Nalini

A pátria está dodói

A crise profunda começou em 2014, mas é muito anterior. Esta é a pior recessão da História. Muito mais grave do que a famigerada crise de 1929. De 1945 a 1980, o Brasil cresceu em média 7,3% ao ano. A partir de 80, o crescimento caiu para 2,3. O país perdeu a capacidade de crescimento em virtude do déficit do setor público. Pouca produtividade e má política econômica.
José Renato Nalini

Você tem dor nas costas?

A dor nas costas é a maior causa de afastamento do trabalho no Brasil. 83,5 mil licenças em 2015, segundo o INSS. Ou seja: o equivalente a 228 afastamentos por dia. Em 2016 os números subiram: até março, foram 24.247 pessoas afastadas, média de 286 licenças por dia. Aumento de 25% em relação a 2015.
José Renato Nalini

Você sabe gastar?

As crianças precisam ter contato com a verdade das finanças. O Brasil não tem cultura da poupança. As pessoas pensam que nunca ficarão doentes, que nunca envelhecerão. Mas quando chega uma ou outra de tal situação, o governo estará a postos para socorrê-las.
José Renato Nalini

E daqui vinte e cinco anos?

Precisaremos estar atentos e zelar para que nossos jovens tenham o futuro promissor que almejamos para eles e não se decepcionem com a nossa falta de previsibilidade. Daqui a vinte e cinco anos precisaremos de condutores de drones, em áreas como o varejo, correios, segurança, monitoramento, documentação e registro de eventos, festas e até sepultamentos. Haverá necessidade de guias experientes.
José Renato Nalini

Adolescência bem aproveitada

Se a família não participar do processo educativo, o Estado sozinho não terá condições de atender aos objetivos previstos no pacto federativo para a educação pública: desenvolver todas as potencialidades da pessoa.
José Renato Nalini

Vamos despoluir?

Ninguém pode negar que somos sujos. Ou é exagero concluir que não sabemos manter nossos espaços públicos despoluídos? Somos egoístas, inconsequentes e irracionais, se considerarmos o que fazemos com nossa água, nosso solo, nossa atmosfera. Aquilo que é bonito por natureza, conseguimos enfear e deixar imundo. Que o digam os orçamentos públicos destinados a recolher os testemunhos de nosso descompromisso: aquilo que chamamos, simplesmente, de lixo!
José Renato Nalini

As senhas estão morrendo

Como a criminalidade é organizada e não perde tempo, os maiores bancos do mundo já estão abandonando o sistema de senhas para se valerem da biometria. As senhas tradicionais são complicadas e vulneráveis. Por isso a utilização de impressões digitais, reconhecimento facial, voz e outros recursos biométricos.
José Renato Nalini

A magia da escrita

Quem escreve liberta os fantasmas que estão no sótão da consciência. A sensação de desconforto, de indescritível mal-estar, de angústia ou de desesperança desaparece quando a gente se propõe a exteriorizar o sentimento. Assim tem sido desde que a humanidade começou a se servir desse instrumento de libertação que é a escrita.
José Renato Nalini

Retorno à natureza

Depois de um acelerado êxodo rural, que esvaziou o campo e inflou as cidades, muitos já perceberam que a escolha não foi acertada. O contato com a natureza, a vida saudável da lavoura, a tranquilidade e a incomparável qualidade existencial foram substituídos por estresse, angústia e poluição.
José Renato Nalini

O triste papel da lei

O excesso de leis, o excesso de formação jurídica, o excesso de profissionais do Direito nem sempre têm atendido à vocação que as Ciências Jurídicas deveriam satisfazer: instrumental de resolução de problemas. Ferramentas de reduzir a infelicidade que recai sobre todo ser humano, pois a vida é peregrinação. É sofrimento. É vale de lágrimas.
José Renato Nalini

Grande lata de lixo

A total ausência de planejamento fez com que as cidades brasileiras fossem caóticas. Cresceram como enfermidade. Atingiram a metástase. E a indignação encontra como alvo o exercente de função pública. Geram o fenômeno da antipolítica, uma espécie de rejeição e náusea perante um relacionamento fragmentado. Constata-se verdadeira aversão da cidadania pela política.
José Renato Nalini

O que governa o mundo?

Para grande parte dos pensadores, o interesse é que governa o mundo. Mas há quem não pense assim. Shaftesbury, por exemplo, acredita que uma observação atenta descobrirá que paixão, humor, capricho, zelo, sectarismo e mil outras peças têm parte igualmente considerável nos movimentos do mecanismo.
José Renato Nalini

Treinar para o diálogo

As pessoas andam muito irritadas. Ríspidas e pouco amigáveis. As discussões se desenvolvem num clima de animosidade, não se consegue obter que alguém ouça até o final uma argumentação. Menos ainda, obter um consenso.
José Renato Nalini

Vida digital

Bibliotecas inteiras foram digitalizadas e estão disponíveis. Qualquer criança hoje tem familiaridade com celular, smartphone ou tablet. O encontro da educação com o mundo digital é irreversível.
José Renato Nalini

A verdade

Uma lição que aprendi criança e da qual procurei nunca me esquecer propõe que a verdade seja a única versão com a qual se trabalha. Na vida familiar, no convívio social, no trabalho, em todas as atividades e em todas as situações.
José Renato Nalini

Chega de poluição

Nunca se lamentará o suficiente o incrível erro cometido pela República ao abandonar as ferrovias e optar pelo automóvel. Tínhamos uma eficiente modalidade ecológica de transporte, que poderia merecer investimentos e percorrer enormes distâncias, preservando o ar puro que já foi uma característica desta terra devastada. Não. Preferimos usar combustível fóssil e, como somos exagerados, construímos cidades não para pessoas, mas para automóveis.
José Renato Nalini

Arriscar-se é preciso

Um pouco de humildade, matéria-prima que também falta à maior parte das pessoas, não faria mal. É preciso, sim, estar atento e procurar antever o que pode ocorrer. Mas não se desesperar se o previsto não acontece e o imprevisto nos deixa perplexos.
José Renato Nalini

Era de se esperar…

Conforme se previa, os colossos estruturais edificados para a Copa do Mundo estão produzindo o efeito esperado: enormes prejuízos. Muitas dezenas de milhões acumulam nos dois últimos anos e representam um testemunho a mais da imprevidência brasileira.
José Renato Nalini

Afinal, quem é que não mente?

É claro que o julgamento moral condena a mentira e ninguém quer se assumir mentiroso. Há quem justifique as “mentiras inocentes”, de alegar compromisso para deixar de aceitar um convite, as desculpas do trânsito, até as “mortes” fabricadas de parentes imaginários que servem de motivo de escusa para uma falha imperdoável.
José Renato Nalini

O feio é mais barato?

Fico desolado quando viajo e constato a pobreza estética dos núcleos habitacionais. Uma casinha encostada à outra, sem espaço para um jardim, para uma horta. Sem árvores defronte às casas, numa repetição monótona e feia. Será que é mais barato construir conjuntos idênticos, padronizados, que não admitem distinção entre uma residência e outra? Será que não temos arquitetos nem estudantes de Arquitetura que poderiam elaborar projetos mais ambiciosos, mais estéticos e até mais baratos?
José Renato Nalini

Deu certo!

O Tribunal de Justiça de São Paulo celebrou há pouco os dez anos de funcionamento das Câmaras Reservadas ao Meio Ambiente. Experiência implementada em novembro de 2005, após longa luta de um grupo de magistrados liderados por Gilberto Passos de Freitas, foi a resposta paulista a uma tendência que o Brasil todo já adotara.
José Renato Nalini

Quem cuidará delas?

A criança é um ser desprotegido, sobre o qual tanto se disserta, mas que nem sempre encontra proteção compatível com os discursos edificantes. Se isso acontece com infantes de todas as classes, o que não dizer com os filhos das encarceradas? O que acontece com o filho do presídio?
José Renato Nalini

Conciliar é ótimo!

Litigar é mais problema do que solução. Conciliar é ótimo. A Semana Nacional da Conciliação 2015 ostenta um quadro exitoso. Foram designadas 13.136 audiências pré-processuais, homologados 4.816 acordos, a envolver a nada desprezível importância de R$ 23.374.323,86.
José Renato Nalini

Tudo pela metade

O retrocesso ambiental brasileiro é um fato. Depois da belíssima redação do artigo 225 da Constituição de 1988, a Eco-92 e a Ministra Marina Silva, “grife verde” a seduzir o mundo, retrocedemos até na principiologia. Não foi só a revogação do Código Florestal. É o descaso em relação ao verde, pelo qual estamos pagando um preço caro e as próximas gerações continuarão e sofrer pela crescente crise hídrica. O discurso continua edificante.
José Renato Nalini

Governar é gerir escassez

Que o digam os atuais gestores da coisa pública. Nunca houve suficiência capaz de absorver os imprevistos, os aditivos, as urgências advindas de vicissitudes normais. Há cansaço de material, há paredes que caem, telhados que fraquejam. Equipamentos que já deram tudo de si. E o Erário tem de ter verba disponível para atender às emergências.
José Renato Nalini

Nietzsche teria razão?

Polêmico, sarcástico, herético, niilista. Muitos adjetivos cabem ao filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), que pode ser amado ou odiado. Nunca ignorado.
José Renato Nalini

Uma gota de otimismo

Quando dizem que sou pessimista, respondo que sou realista. A realidade é que anda péssima no Brasil de hoje. Mas é preciso reagir. Encontramos argumentos para um otimismo moderado? Talvez. Encaremos o período de normalidade institucional em que nos encontramos.
José Renato Nalini

A natureza está gemendo

Peter Seligman, fundador da ONG Conservação Internacional, esteve recentemente no Brasil para lançar a campanha “A Natureza está falando”. Na verdade, deve ter ouvido os gemidos de um ambiente que continua a ser maltratado. Embora a tendência governamental diante das crises seja a resposta imediata e visível, a partir de grandes obras, não é isso o que cura o ambiente.