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José Renato Nalini

Matemática na escola pública

Um dos pontos frágeis, mais vulneráveis, da educação brasileira, é a matemática. E precisamos muito dela. Quem gosta de matemática vai se dar bem nas carreiras que necessitam das chamadas ciências “duras” ou exatas. Precisamos de engenheiros, de físicos, de estrategistas, de estatísticos, de químicos e de outros profissionais aptos à missão de desvendar o futuro.
José Renato Nalini

Quem lê não morre

Quer dizer, morre menos! Ou seja: leitores de livros têm mortalidade reduzida em 20%. Foi o que apuraram pesquisadores norte-americanos. Ler livros reduziu um quinto dos riscos de mortalidade. A Universidade de Yale constatou boa vantagem na sobrevivência dos que liam trinta minutos por dia, quando comparados a não leitores.
José Renato Nalini

Transgênico é do bem?

O brasileiro tem medo de transgênico, apurou uma pesquisa do Ibope Conecta. Transgênico é um organismo que recebe um gene originalmente presente em outro, geralmente por meio de biotecnologia. Não se sabe ainda, ao menos com certeza, se eles fazem mal à saúde.
José Renato Nalini

Poluição dentro de casa

Todos reclamamos de poluição, mas nos descuidamos daquela que nós mesmos produzimos. Antes de vociferar contra a poluição externa, pense bem se a sua casa também não é uma fonte pro­dutora de sujeira e se a gente é, realmente, tão limpo e higienicamente correto como costumamos propalar.
José Renato Nalini

Crime geriátrico

A opção pelo crime deve ser extremamente dolorosa para o velho japonês. 35% dos furtos em lojas são cometidos por pessoas com mais de sessenta anos. Nessa faixa etária, 40% dos reincidentes cometeram o mesmo crime por mais de seis vezes. Como explicar algo aparentemente insólito?
José Renato Nalini

O de sempre não adianta

A inovação digital é uma realidade e é o verda­deiro motor da produtividade e do desenvolvimento nesta década. Setores estão sendo reinventados, mas quem se vale mais diretamente disso é o grande ne­gócio. Para que possamos disputar espaço dentre as nações mais desenvolvidas, precisamos, com urgên­cia, imprimir qualidade à educação. E isso é uma obra coletiva.
José Renato Nalini

Coragem para a verdade

A crise política, a desaguar no desastre econômico financeiro em que o Brasil se encontra, é muito mais grave do que se possa imaginar. A despeito de certa euforia pela eficiência da equipe econômica, observadores externos avaliam que a volta a parâmetros de 2014 só se atingirá em 2025.
José Renato Nalini

Conviver com os millennials

A geração dos que nasceram entre 1980 e 1995 é chamada de “Geração Y” ou “Millennial”. Nascem com chip, estão permanentemente plugados e navegam com desenvoltura pelas redes sociais. Suas características são bem conhecidas. Portadores de atenção múltipla e difusa, são multitarefas. Ou seja: conseguem responder a diversos estímulos simultaneamente
José Renato Nalini

A ilusão das honrarias

A preservação de foro reservado para determinadas autoridades é resquício do Império e sintoma de que ainda estamos inebriados pela “ilusão das honrarias”. Logo o Brasil verá que isso é desastroso. O STF vai pagar a conta e ser acusado de ineficiência, lerdeza, excesso de formalismo e abusador do “juridiquês”.
José Renato Nalini

Salvar a Terra

Toda espécie de vida merece nosso carinho. Cada ser humano tem o dever de proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres e das florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e estancar a perda de biodiversidade.
José Renato Nalini

Para que serve a lei?

Vivemos sob a égide do Estado de Direito de índole democrática. É isso o que a Constituição de 1988 nos propõe. O Estado de Direito se confunde, na sua mais singela expressão, com o “Estado sob a lei”. O Estado legal. Lei como expressão da vontade comum, para propiciar o convívio civilizado.
José Renato Nalini

Você também é responsável!

A educação é direito de todos, diz o constituinte de 1988. Mas esse direito é dever solidário do Estado, da família e da sociedade. É o que o diz o pacto federativo no seu artigo 205. Será que cada um dos três núcleos de responsabilidade pode fazer mais para alcançar índices desejáveis?
José Renato Nalini

Revolução alimentar

O projeto “Cozinheiros da Educação” que a Secretaria da Educação realiza no Estado de São Paulo é apaixonante para quem se aproxima dele. Os alunos da rede estadual paulista passarão a contar com alimentação mais saudável, a partir da reformulação do cardápio servido diariamente, com o reforço do uso de produtos in natura.
José Renato Nalini

Trocar água com quê?

Coisa boa essa do petróleo cair de preço. Já está custando menos do que a água. E isso está correto. Água é muito mais valiosa do que petróleo. Este combustível fóssil, que já prestou o seu desserviço à humanidade, pode ser substituído. E água? O que substitui a água para a vida? Toda espécie de vida, não só o homem. Não há alternativa à água.
José Renato Nalini

Lâmpada mágica ao alcance de todos

A Secretaria Estadual de Educação paulista está empenhada em disponibilizar o inglês para toda a sua rede, inclusive para os profissionais de ensino, pois há uma profusão de métodos exitosos para facilitar o ensino e o aprendizado da língua de Shakespeare.
José Renato Nalini

Quem escapará da surdez?

Em boa hora se deliberou multar quem produz som excessivo em seu veículo, fenômeno quase corriqueiro nesta era de incivilidade crescente. O som subiu de tom nos últimos tempos. Em todos os lugares.
José Renato Nalini

Humana ganância

O tempo se encarregará de mostrar que as fortunas se dissipam, são transitórias e não trazem a felicidade. Só resta a cada qual contar com a tranquilidade de consciência e a satisfação de ter melhorado a vida de um semelhante.
José Renato Nalini

A pátria está dodói

A crise profunda começou em 2014, mas é muito anterior. Esta é a pior recessão da História. Muito mais grave do que a famigerada crise de 1929. De 1945 a 1980, o Brasil cresceu em média 7,3% ao ano. A partir de 80, o crescimento caiu para 2,3. O país perdeu a capacidade de crescimento em virtude do déficit do setor público. Pouca produtividade e má política econômica.
José Renato Nalini

Você tem dor nas costas?

A dor nas costas é a maior causa de afastamento do trabalho no Brasil. 83,5 mil licenças em 2015, segundo o INSS. Ou seja: o equivalente a 228 afastamentos por dia. Em 2016 os números subiram: até março, foram 24.247 pessoas afastadas, média de 286 licenças por dia. Aumento de 25% em relação a 2015.
José Renato Nalini

Você sabe gastar?

As crianças precisam ter contato com a verdade das finanças. O Brasil não tem cultura da poupança. As pessoas pensam que nunca ficarão doentes, que nunca envelhecerão. Mas quando chega uma ou outra de tal situação, o governo estará a postos para socorrê-las.
José Renato Nalini

E daqui vinte e cinco anos?

Precisaremos estar atentos e zelar para que nossos jovens tenham o futuro promissor que almejamos para eles e não se decepcionem com a nossa falta de previsibilidade. Daqui a vinte e cinco anos precisaremos de condutores de drones, em áreas como o varejo, correios, segurança, monitoramento, documentação e registro de eventos, festas e até sepultamentos. Haverá necessidade de guias experientes.
José Renato Nalini

Adolescência bem aproveitada

Se a família não participar do processo educativo, o Estado sozinho não terá condições de atender aos objetivos previstos no pacto federativo para a educação pública: desenvolver todas as potencialidades da pessoa.
José Renato Nalini

Vamos despoluir?

Ninguém pode negar que somos sujos. Ou é exagero concluir que não sabemos manter nossos espaços públicos despoluídos? Somos egoístas, inconsequentes e irracionais, se considerarmos o que fazemos com nossa água, nosso solo, nossa atmosfera. Aquilo que é bonito por natureza, conseguimos enfear e deixar imundo. Que o digam os orçamentos públicos destinados a recolher os testemunhos de nosso descompromisso: aquilo que chamamos, simplesmente, de lixo!
José Renato Nalini

As senhas estão morrendo

Como a criminalidade é organizada e não perde tempo, os maiores bancos do mundo já estão abandonando o sistema de senhas para se valerem da biometria. As senhas tradicionais são complicadas e vulneráveis. Por isso a utilização de impressões digitais, reconhecimento facial, voz e outros recursos biométricos.
José Renato Nalini

A magia da escrita

Quem escreve liberta os fantasmas que estão no sótão da consciência. A sensação de desconforto, de indescritível mal-estar, de angústia ou de desesperança desaparece quando a gente se propõe a exteriorizar o sentimento. Assim tem sido desde que a humanidade começou a se servir desse instrumento de libertação que é a escrita.
José Renato Nalini

Retorno à natureza

Depois de um acelerado êxodo rural, que esvaziou o campo e inflou as cidades, muitos já perceberam que a escolha não foi acertada. O contato com a natureza, a vida saudável da lavoura, a tranquilidade e a incomparável qualidade existencial foram substituídos por estresse, angústia e poluição.
José Renato Nalini

O triste papel da lei

O excesso de leis, o excesso de formação jurídica, o excesso de profissionais do Direito nem sempre têm atendido à vocação que as Ciências Jurídicas deveriam satisfazer: instrumental de resolução de problemas. Ferramentas de reduzir a infelicidade que recai sobre todo ser humano, pois a vida é peregrinação. É sofrimento. É vale de lágrimas.
José Renato Nalini

Grande lata de lixo

A total ausência de planejamento fez com que as cidades brasileiras fossem caóticas. Cresceram como enfermidade. Atingiram a metástase. E a indignação encontra como alvo o exercente de função pública. Geram o fenômeno da antipolítica, uma espécie de rejeição e náusea perante um relacionamento fragmentado. Constata-se verdadeira aversão da cidadania pela política.
José Renato Nalini

O que governa o mundo?

Para grande parte dos pensadores, o interesse é que governa o mundo. Mas há quem não pense assim. Shaftesbury, por exemplo, acredita que uma observação atenta descobrirá que paixão, humor, capricho, zelo, sectarismo e mil outras peças têm parte igualmente considerável nos movimentos do mecanismo.
José Renato Nalini

Treinar para o diálogo

As pessoas andam muito irritadas. Ríspidas e pouco amigáveis. As discussões se desenvolvem num clima de animosidade, não se consegue obter que alguém ouça até o final uma argumentação. Menos ainda, obter um consenso.
José Renato Nalini

Vida digital

Bibliotecas inteiras foram digitalizadas e estão disponíveis. Qualquer criança hoje tem familiaridade com celular, smartphone ou tablet. O encontro da educação com o mundo digital é irreversível.
José Renato Nalini

A verdade

Uma lição que aprendi criança e da qual procurei nunca me esquecer propõe que a verdade seja a única versão com a qual se trabalha. Na vida familiar, no convívio social, no trabalho, em todas as atividades e em todas as situações.
José Renato Nalini

Chega de poluição

Nunca se lamentará o suficiente o incrível erro cometido pela República ao abandonar as ferrovias e optar pelo automóvel. Tínhamos uma eficiente modalidade ecológica de transporte, que poderia merecer investimentos e percorrer enormes distâncias, preservando o ar puro que já foi uma característica desta terra devastada. Não. Preferimos usar combustível fóssil e, como somos exagerados, construímos cidades não para pessoas, mas para automóveis.
José Renato Nalini

Arriscar-se é preciso

Um pouco de humildade, matéria-prima que também falta à maior parte das pessoas, não faria mal. É preciso, sim, estar atento e procurar antever o que pode ocorrer. Mas não se desesperar se o previsto não acontece e o imprevisto nos deixa perplexos.
José Renato Nalini

Era de se esperar…

Conforme se previa, os colossos estruturais edificados para a Copa do Mundo estão produzindo o efeito esperado: enormes prejuízos. Muitas dezenas de milhões acumulam nos dois últimos anos e representam um testemunho a mais da imprevidência brasileira.
José Renato Nalini

Afinal, quem é que não mente?

É claro que o julgamento moral condena a mentira e ninguém quer se assumir mentiroso. Há quem justifique as “mentiras inocentes”, de alegar compromisso para deixar de aceitar um convite, as desculpas do trânsito, até as “mortes” fabricadas de parentes imaginários que servem de motivo de escusa para uma falha imperdoável.
José Renato Nalini

O feio é mais barato?

Fico desolado quando viajo e constato a pobreza estética dos núcleos habitacionais. Uma casinha encostada à outra, sem espaço para um jardim, para uma horta. Sem árvores defronte às casas, numa repetição monótona e feia. Será que é mais barato construir conjuntos idênticos, padronizados, que não admitem distinção entre uma residência e outra? Será que não temos arquitetos nem estudantes de Arquitetura que poderiam elaborar projetos mais ambiciosos, mais estéticos e até mais baratos?
José Renato Nalini

Deu certo!

O Tribunal de Justiça de São Paulo celebrou há pouco os dez anos de funcionamento das Câmaras Reservadas ao Meio Ambiente. Experiência implementada em novembro de 2005, após longa luta de um grupo de magistrados liderados por Gilberto Passos de Freitas, foi a resposta paulista a uma tendência que o Brasil todo já adotara.
José Renato Nalini

Quem cuidará delas?

A criança é um ser desprotegido, sobre o qual tanto se disserta, mas que nem sempre encontra proteção compatível com os discursos edificantes. Se isso acontece com infantes de todas as classes, o que não dizer com os filhos das encarceradas? O que acontece com o filho do presídio?
José Renato Nalini

Conciliar é ótimo!

Litigar é mais problema do que solução. Conciliar é ótimo. A Semana Nacional da Conciliação 2015 ostenta um quadro exitoso. Foram designadas 13.136 audiências pré-processuais, homologados 4.816 acordos, a envolver a nada desprezível importância de R$ 23.374.323,86.
José Renato Nalini

Tudo pela metade

O retrocesso ambiental brasileiro é um fato. Depois da belíssima redação do artigo 225 da Constituição de 1988, a Eco-92 e a Ministra Marina Silva, “grife verde” a seduzir o mundo, retrocedemos até na principiologia. Não foi só a revogação do Código Florestal. É o descaso em relação ao verde, pelo qual estamos pagando um preço caro e as próximas gerações continuarão e sofrer pela crescente crise hídrica. O discurso continua edificante.
José Renato Nalini

Governar é gerir escassez

Que o digam os atuais gestores da coisa pública. Nunca houve suficiência capaz de absorver os imprevistos, os aditivos, as urgências advindas de vicissitudes normais. Há cansaço de material, há paredes que caem, telhados que fraquejam. Equipamentos que já deram tudo de si. E o Erário tem de ter verba disponível para atender às emergências.
José Renato Nalini

Nietzsche teria razão?

Polêmico, sarcástico, herético, niilista. Muitos adjetivos cabem ao filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), que pode ser amado ou odiado. Nunca ignorado.
José Renato Nalini

Uma gota de otimismo

Quando dizem que sou pessimista, respondo que sou realista. A realidade é que anda péssima no Brasil de hoje. Mas é preciso reagir. Encontramos argumentos para um otimismo moderado? Talvez. Encaremos o período de normalidade institucional em que nos encontramos.
José Renato Nalini

A natureza está gemendo

Peter Seligman, fundador da ONG Conservação Internacional, esteve recentemente no Brasil para lançar a campanha “A Natureza está falando”. Na verdade, deve ter ouvido os gemidos de um ambiente que continua a ser maltratado. Embora a tendência governamental diante das crises seja a resposta imediata e visível, a partir de grandes obras, não é isso o que cura o ambiente.
José Renato Nalini

Ai dos omissos!..

Estamos vivenciando uma época difícil. O “politicamente correto” afugenta muito protagonismo. O denuncismo irresponsável também. Lança-se uma alusão, uma suspeita, aquilo rende na morbidez da criatura miserável que é o ser humano. A generalização é a regra: ninguém presta. E ponto final. Os pecados que nos condenarão são os pecados de omissão. E os exemplos são muitos e atuais. O latrocida mata um. A autoridade, com a omissão, mata uma legião.
José Renato Nalini

Fusca ou Ferrari

O Ministro Gilmar Mendes, em palestra no IASP, comparou o CNJ a um automóvel: “o CNJ pode ser um fusca ou uma Ferrari. Preferimos que ele seja uma Ferrari”. Dez anos depois de criado, o Conselho Nacional de Justiça mostrou a que veio. Está exercendo suas atribuições de órgão de planejamento de um Judiciário atomizado, com quase cem tribunais, cada qual a exercer em plenitude sua autonomia. As “metas” são controvertidas, mas necessárias.
José Renato Nalini

Onde se escondeu o juízo?

Parece que há pessoas ainda insensíveis à trágica situação brasileira. Não leem jornal? Não ouvem noticiário? Não prestam atenção às lojas que fecham as portas, milhares de pessoas que perdem o seu emprego? Continuam a pensar apenas em si. Não se afligem com o quadro nacional, como se pudessem existir ilhas de prosperidade cercadas por um oceano turbulento de misérias.
José Renato Nalini

É professor, coitadinho!

Com o passar dos anos, o magistério viu sua remuneração minguar, assim como o seu número crescer. Hoje o magistério reclama de salário insuficiente. Mas o salário não é a maior perda. Quanto representa a auto-estima ferida? A falta de respeito, a ausência de polidez, a desconsideração a que são submetidos tantos mestres?
José Renato Nalini

O que falta à justiça?

Saber direito não significa ser justo. Há uma diferença fundamental entre a ciência jurídica e a obtenção da Justiça. Não é diferente a concepção norte-americana, onde um festejado Juiz da Suprema Corte afirmou que para alguém ser juiz precisaria ser sensível, humano, gostar de pessoas, ter bom senso. Se soubesse um pouquinho, apenas um pouquinho, de Direito, ajudaria bastante no desempenho de sua missão de pacificar o convívio.
José Renato Nalini

Sementeiras de inovação

O naufrágio político e econômico, subproduto amargo da derrocada moral, só não será completo se a sociedade reagir. E sociedade é aquela que não tem por si o Erário. Que não tem garantido o seu salário, produza com eficiência ou não, tenha ou não consciência do verdadeiro papel de cada agente estatal.
José Renato Nalini

Empreendedores, uni-vos!

Em período de policrise, a tendência natural é o desalento conquistar as mentes menos preparadas para o sofrimento. A geração hedonista e consumista se acostumou a priorizar o conforto, a comodidade, a vantagem sob todas as suas fórmulas. Não está mais afeita a sacrifícios, cortes, enxugamento ou restrições. Só que a situação é muito mais séria do que poderia parecer. Embora não tenha “caído a ficha” para grande legião de pessoas, o naufrágio da economia é prognóstico de muitos especialistas. Daqui e de fora do Brasil. Aliás, o “Financial Times” foi muito eloquente ao contemplar nosso quadro, que é considerado o de um “doente em estado terminal”.
José Renato Nalini

Faltam óculos ou colírio?

É difícil acreditar que pessoas aparentemente lúcidas não se compenetrem de que a situação brasileira precisa de tratamento de choque, não de paliativos. O que ocorre com a Nação é muito mais grave do que a microcrise no âmbito doméstico. Mas guarda similitude. Quando se gasta mais do que se recebe, o remédio é deixar de consumir. É refrear as despesas, é cortar na carne e procurar otimizar os recursos. Mas não é o que está acontecendo. Palavrório, interpretação variada, crítica e mais crítica. Mas de concreto, o que se fez?
José Renato Nalini

A podridão humana

A comprovação de que a miséria humana está em todos os espaços, em todas as gentes. Nós, adeptos da web, agora temos de nos acostumar com a presença crescente da “dark web” ou da “deep web”. A chamada “deep web”, a rede profunda, é a parte da internet insuscetível de ser detectada por buscadores como o Google, porque não tem links direcionados a ela. Serve para ocultar, intencionalmente, os sites que pretendem continuar anônimos, para melhor ferir o semelhante.
José Renato Nalini

Acorda moçada!

O Brasil criou uma geração acostumada a que tudo “caia do céu”. Palavras mágicas quais trabalho, sacrifício, esforço, responsabilidade, empenho e patriotismo foram esquecidas por legiões. Só que uma hora a onda bate nas pernas e quem não estiver firme será levado. Há muita gente que se queixa de falta de oportunidade, de sorte madrasta, de governo que não oferece perspectivas. Mas quando se quer algo, de verdade, o panorama pode mudar.
José Renato Nalini

Segurança, uma agenda positiva

Uma das maiores preocupações do brasileiro é com a segurança. Há uma sensação de insegurança produzida por uma série de fatores, dos quais o menor não é a divulgação das más notícias. Sensação até exagerada, considerados os índices toleráveis do que acontece em conurbações insensatas como a Grande São Paulo. Ocorre que as boas práticas não merecem a mesma divulgação. E a inércia, que costuma reinar na Administração Pública, prepondera nessa área. É preciso renovar as estratégias. Não permanecer na defesa e partir para a proatividade.
José Renato Nalini

Como seria bom…

Como seria bom se a educação ambiental fosse uma política pública séria, a envolver todas as pessoas, todos os entes estatais, todas as organizações, empresas, grupos e instituições. Não. Há uma lei, há alguns esforços desconcentrados. Mas o que se vê por todo o lado é o lixo crescente, produzido por uma sociedade que faltou à aula dos deveres. Só esteve presente à aula dos direitos.
José Renato Nalini

Vamos limpar São Paulo?

Já São Paulo, nossa maior conurbação, é uma lástima. Não há um prédio sem pichação, não há um vão das ruas sem lixo se acumulando, não há passeio que não esteja ocupado por seres humanos que precisam sobreviver dignamente, não na rua. Será que a população já está anestesiada e não vê o estado sofrível de nossa metrópole? Sei o quanto a Municipalidade gasta com o recolhimento dos resíduos sólidos. Gasto inútil, quando se verifica a recorrência da mais absoluta falta de educação, com pessoas escolarizadas jogando seus detritos em todos os lugares.
José Renato Nalini

Tudo é política!

O atual momento brasileiro faz com que a maior parte da população tenha ojeriza pela política. Com razão. A arte de gerir a coisa pública tornou-se meio de vida e tutela dos próprios interesses. A promiscuidade entre o público e o privado é calamitosa. Faz com que a juventude se afaste desse meio, deixando-o alvo fácil da avidez dos menos providos de ética. O fenômeno da generalização inibe que se distinga entre o joio e o trigo. Entretanto, não seria impossível mudar o Brasil, se a lucidez se aglutinasse em torno a uma real e profunda mutação de paradigma.
José Renato Nalini

O futuro da Justiça

O passatempo do brasileiro é litigar. A crise em que o Brasil mergulhou e da qual não se enxerga ainda a saída, multiplicará os desentendimentos. Problemas de desemprego, de inadimplência, de descumprimento de contratos. Reflexo nos lares, com o desfazimento das uniões, retomada de vícios, violência a infiltrar-se em todas as relações. Tudo a desaguar no Judiciário. A enfrentar um complexo de quatro instâncias, mais de cinqüênta oportunidades de reapreciação do mesmo tema, ante um caótico sistema recursal.