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José Milhazes

A culpa não é só de Putin

Trump, ao entrar em conflito aberto com os serviços secretos e a imprensa americana, arrisca-se a ver paralisada grande parte do trabalho da sua administração, pois as demissões poderão suceder-se. A imprensa norte-americana não pára de publicar notícias
José Milhazes

Será possível atingir a linha do horizonte?

O centenário da Revolução de Outubro devia servir de reflexão para não se ser levado a um ponto de desespero em que se queira repetir experiências totalitárias sangrentas como o comunismo e o fascismo.
José Milhazes

Fidel Castro: não são erros, mas crimes!

É verdade que a medicina cubana fez fortes avanços, mas isso não justifica que grande parte da população viva na miséria. E para que serve uma boa medicina se a população vive em condições desumanas? Não será para ganhar dinheiro com a exportação de médicos e com a realização de operações cirúrgicas pagas pelos estrangeiros com os malditos dólares ou rublos?
José Milhazes
José Milhazes

O comunismo soviético não morreu há 25 anos

A União Soviética deixou praticamente de existir no dia 19 de Agosto de 1991, quando um grupo de comunistas ortodoxos fizeram a última tentativa de salvar o regime através do afastamento de Mikhail Gorbatchov do cargo de Presidente da URSS. Porém, o regime caiu, mas deixou metástases que se continuam a revelar hoje no mundo.
José Milhazes

Onde estão as elites políticas?

Algo vai mal com as elites políticas no mundo, ou melhor, com a falta delas. Para onde não se olhe, a paisagem é desoladora e preocupante. Não me refiro apenas a Donald Trump que ameaça ser eleito Presidente dos Estados Unidos, a maior potência mundial.
José Milhazes

Irá Erdogan ser um Putin ultra-rápido?

Erdogan vai precisar de grandes meios econômicos e financeiros para estabilizar a situação no país, mas a Rússia também não está em condições de ajudar muito neste campo. Na reedificação das suas relações bilaterais com Erdogan, o Kremlin deverá levar em conta que o dirigente turco apenas se preocupa com o seu poder pessoal e que “a amizade com a Rússia” lhe serve apenas para reforçar a sua posição no interior do país, podendo, a qualquer momento, mudar de posição e “espetar um punhal” nas costas de Putin.
José Milhazes

Quando os assassinos falam

Numa gravação agora conhecida, Grigori Nikulin relata de forma impressionantemente calma, quase sem emoções, o assassínio pelos comunistas, em 1918, da família de Nicolau II, último imperador russo.
José Milhazes

Por que é que os vizinhos têm medo da Rússia?

A Rússia tem muitos motivos para ser respeitada pelos outros povos, mas o Kremlin não distingue qual a diferença entre “ter respeito” e “ter medo”, considerando que só com o medo poderá impor respeito. Ao falarmos das relações entre a União Europeia e a Rússia ou entre a Rússia e os seus vizinhos europeus, é preciso compreender a razão que os leva a ter medo dela e não os acusar de anti-russismo ou de coisas ainda mais graves.
José Milhazes

O terrorismo fez esquecer os hooligans?

Os violentos confrontos entre hooligans ingleses e franceses parecem mostrar que as forças de segurança francesas concentraram todos os seus esforços no combate ao terrorismo islâmico e esqueceram-se de uma praga ainda mais antiga. Se um hooligan consegue transportar petardos para dentro de um estádio, porque é que um terrorista não poderá fazer o mesmo, mas com cargas explosivas mais potentes?
José Milhazes

Afinal, há espiões ou tudo não passa de uma conspiração contra Putin?

Dentro de pouco mais de um mês, a União Europeia deverá decidir se prolonga ou não as sanções contra a Rússia, avançadas em 2014 depois de as tropas de Moscou terem ocupado a Crimeia e parte do Leste da Ucrânia. Putin está a desenvolver todos os esforços com vista a que o regime de sanções não seja prolongado, ou pelo menos comece a ser suavizado.
José Milhazes

A sombra de Putin na corrupção russa

Há já há muitos anos que o nome de Putin está ligado a casos de corrupção e de desvios de meios públicos no país. Periodicamente, a pouca imprensa russa independente publica casos de corrupção entre os círculos mais próximos do Kremlin, tendo avançado que a fortuna de Putin pode rondar os 44 bilhões de euros.
José Milhazes

Aumenta o número de pobres na Rússia

Os dados publicados pela Agência Federal de Estatística do Estado da Rússia (Rosstat) não deixam dúvidas: em 2015, 3,1 milhões de russos aumentaram as fileiras dos pobres, que já eram de 16,1 milhões de pessoas em 2014, ou seja, subiram para 19,2 milhões (de 11,2% para 13,4% da população). Mas será que uma deterioração da situação na Rússia poderá provocar algo de semelhante ao que se passa no Brasil? Não, e isto por várias razões.
José Milhazes

A presença de Fátima no encontro de Havana

O encontro histórico entre o Papa Francisco e o Patriarca Ortodoxo russo Kirill realizou-se em Havana, capital de Cuba, mas a verdade é que, mesmo que de forma indirecta, Fátima esteve presente nele. Esta presença materializou-se na cópia do ícone da Mãe de Deus de Kazan que Kirill ofereceu a Francisco.
José Milhazes

Na Rússia já se queimam livros

Dezenas de títulos estão a ser queimados por ordem das autoridades de Komi, uma das repúblicas da Federação da Rússia, só porque a sua edição foi apoiada pelo mecenas norte-americano George Soros.
José Milhazes

Rússia caminha a passos largos para uma ditadura

Putin tenta distrair a atenção dos cidadãos russos com intervenções militares no estrangeiro. Isto pode dar o efeito desejado, mas não por muito tempo. 2016 vai ser um ano muito difícil para a Rússia. Quem não pensa como o senhor do Kremlin tem cada vez menos opções: ou sai da Rússia, ou cala-se, ou suicida-se. O clima de intolerância aumenta, pois o Presidente Putin tenta cortar pela raiz qualquer tipo de oposição política.
José Milhazes

Será que o terrorismo vai vencer?

Quantos atentados terão de acontecer ainda mais para que os Estados Unidos, União Europeia, Rússia, China, se juntem e tomem medidas concretas e coordenadas para pôr fim à maior praga do século XXI? Em pouco mais de quinze dias, o mundo assistiu a mais duas fortes acções terroristas do Estado Islâmico: o derrube do avião de passageiros russos no Sinai e o ataque à cidade de Paris, isto para já não falar dos numerosos atentados terroristas realizados no Iraque e Líbano.
José Milhazes

O primeiro soldado russo morto na Síria… suicidou-se

A propaganda e os porta-vozes do Kremlin e do Ministério da Defesa da Rússia reagem com a palavra “boato” a todas as informações difundidas por organizações internacionais ou pela oposição síria de que os ataques da aviação russa provocaram a morte de dezenas de pessoas e a destruição de aldeias que nada têm a ver com o Estado Islâmico.
José Milhazes

Que pretende Putin na Síria?

O problema é que o Kremlin não faz grande distinção entre os terroristas do EI e as outras forças sírias que combatem o regime de Bashar Assad. E isso poderá sair caro a Vladimir Putin.
José Milhazes

Haverá limites para a verdade histórica?

Embora já tenha terminado há 70 anos, a história da Segunda Guerra Mundial continua a despertar acesas discussões e a colocar questões deontológicas, nomeadamente se a verdade histórica deverá ter limites ou não. Isto bem a propósito da recente publicação do diário de guerra de Vladimir Helfand, oficial russo de origem judaica que participou nos combates contra entre 1942 e 1943. Um documento realista, mas violento e duro, que aborda problemas até agora “esquecidos” por conveniências políticas. O oficial relata episódios da falta de disciplina entre as tropas do Exército Vermelho, escreve sobre a alimentação precária, piolhos, anti-semitismo entre os soldados, roubos e pilhagens. Por exemplo, relata exemplos de soldados que roubavam as botas dos seus companheiros de combate.
José Milhazes

Até onde poderão ir as ameaças nucleares de Vladimir Putin?

Já não é a primeira vez, nem deverá ser a última, que Vladimir Putin ameaça o mundo com o emprego de armas nucleares no caso de ser posta em perigo a segurança do seu país. Este tipo de declarações é feito de forma tão regular que cria a sensação nos russos que um confronto com essa classe de armamentos poderá terminar com vencedores e vencidos.
José Milhazes

EUA trocam Ucrânia por Irã e Síria

Como é sabido, em política externa não há amigos, mas interesses concretos, tanto mais quando se trata de superpotências como os Estados Unidos. Andrei Ilarionov, antigo conselheiro do presidente russo Vladimir Putin, avança uma tese com a qual não posso deixar de concordar. Para receber o apoio da Rússia nos casos do Irã e da Síria, os EUA estão dispostos a entregar a Ucrânia a Moscou. O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, tinha feito a proposta de uma nova Constituição que previa a descentralização de poderes, mas sem qualquer concessão de “estatutos especiais” às chamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk.
José Milhazes

Rússia tenta fugir a isolamento internacional

Num momento em que as relações entre a Rússia e o chamado Ocidente não tendem a melhorar, bem pelo contrário, o Kremlin procura impulsionar novas plataformas de cooperação para escapar ao isolamento internacional. Neste campo, muito irá depender do desenvolvimento dos acontecimentos a nível internacional nos próximos tempos. O mais importante resultado da cimeira dos BRICS, organização que reúne o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, foi a decisão de criar um banco conjunto com vista a investimentos no campo da energia e das infraestruturas de transportes. Banco semelhante poderá ser criado no quadro da Organização de Cooperação de Xangai (OCX).
José Milhazes

Terá a Rússia gás para tantos gasodutos?

Os projectos de construção de gasodutos anunciados pela Rússia não são para serem construídos na totalidade, pois não há meios financeiros, mas apenas para a ameaçar a Ucrânia com o fim do trânsito desse combustível através desse país para a Europa. Alexei Miller anunciou, no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, o projecto de construção de mais um gasoduto que vai ligar a Rússia à União Europeia através do Mar Báltico. Por isso, toda esta actividade mais não visa do que tentar recuperar a Ucrânia para a zona de influência russa. Se o Kremlin conseguir construir pelo menos a “Corrente Turca”, o sistema ucraniano de transporte de gás deixará de ser estratégico e Vladimir Putin vê nisso mais uma forma de chantagem económica sobre o país vizinho, de o obrigar a renunciar à opção europeia.
José Milhazes

A nova lei de Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um decreto que proíbe a publicação nos órgãos de informação e na Internet de informações sobre baixas das tropas russas em operações especiais. A partir de agora, trata-se de mais um “segredo de Estado”. Semelhante lei existiu na era comunista e foi revogada em 1993. A oposição apressou-se a acusar o dirigente russo de, com essa lei, tentar encobrir a participação militar russa na Ucrânia. Segundo a oposição russa, desde o início do conflito no Leste da Ucrânia que já morreram pelo menos 200 soldados e oficiais russos.