Principal » Artigos de João Oliveira
João Oliveira

Ver, ouvir e falar

Todos já devem ter visto, ao menos uma vez na vida, a figura dos "Três Macacos Sábios". Eles são de origem japonesa: Mizaru, cobrindo os olhos, para não ver o mal; Kikazaru, cobrindo as orelhas, para não escutar o mal; e Iwazaru, cobrindo a boca, para não falar o mal. Simplificando: não veja, não escute e não fale o mal. Infelizmente isso não funciona no mundo corporativo. Os macacos surgiram no século XVII sobre a porta de um santuário em Nikko, e devem ter sido inspirados nos ensinamentos de Confúcio. No mundo atual, coorporativo, o bom gestor deve ter uma nova representação pictórica: olhos bem abertos, ouvidos atentos e ter uma excelente capacidade comunicacional.
João Oliveira

Mentira X Emoções

A grande maioria das pessoas acredita que existe uma fórmula infalível de se descobrir a mentira na face dos outros apenas com algumas dicas como, por exemplo, os movimentos dos olhos para alto a direita. Isso não corresponde à realidade, pois outros fatores devem ser avaliados antes de julgar o conteúdo proferido por alguém. Um gesto, apenas, funciona como uma única palavra fora de um texto, não tem muito significado isolada, ela precisa estar dentro de uma frase para fazer sentido.
João Oliveira

Personalidade tipo C

Pesquisadores perceberam que existe um perfil de personalidade com maior probabilidade de desenvolver o câncer: a personalidade tipo C (propensa ao câncer). Acredita-se que as pessoas mais passivas e obedientes, do tipo que não reclamam de nada na vida e que tem muita dificuldade para expressar suas emoções são mais vulneráveis ao câncer. Pessoas que podem confundir suas próprias emoções e, ao invés de perceberem uma angústia profunda, por exemplo, sentem dor no corpo. Outras abafam seus sentimentos reprimindo a própria raiva e ódio ou, vivem em uma amargura pela não realização dos seus próprios sonhos, focando seus pensamentos nas desventuras e não nos possíveis projetos futuros.
João Oliveira

O chefe

Existe uma diferença básica entre o líder e o chefe: o chefe ordena, mas, o líder lidera. Parece mais uma pegadinha semântica, no entanto, não é. Ocorre que o verdadeiro líder é carismático e consegue que seus colaboradores o sigam pela empatia que gera no ambiente. Dar o exemplo, apresentando em seu próprio comportamento, como as coisas são feitas é somente o primeiro passo, o líder deve elogiar, dar conselhos e estar sempre pronto para assumir a responsabilidade pelo grupo quando alguma coisa der errado. Não é tarefa fácil e nem todo mundo está preparado para liderar uma equipe, que nem precisa ser muito grande: onde encontramos duas pessoas atuando pode ter certeza que uma delas exerce algum tipo de liderança.
João Oliveira

O emagrecimento pela palavra

A sociedade exige cada vez mais de nós. Ninguém está completamente isolado ao ponto de poder se considerar livre de julgamentos diários que vão, desde da forma como se fala até as roupas que usa. A forma física passou a ser um item de consumo e, mesmo diante de todas as crises financeiras que temos notícias, as academias de ginástica (termo ultrapassado) se proliferam anunciando um crescimento maior que as farmácias e drogarias. Somos vítimas de nossos próprios conceitos. Em 2010 finalizamos uma pesquisa de dois anos onde focamos nossa atenção na obesidade como resultado de um mal-estar instalado.
João Oliveira

Asas para voar

Na vida, todos nós podemos passar por momentos assim. Em todo ganho há uma perda, isso é fato. O equilíbrio vem da capacidade de entender isso e se adaptar as alterações da realidade. A interpretação pessoal pode criar infernos e paraísos e isso só depende de cada um. Procurar ressignificar os eventos que surgem em nosso cotidiano, ganhando ou perdendo, é o que nos faz superiores aos animais, seres incapazes de reflexões profundas.Navegar pelas formas pensamentos, que materializam em nossa mente sofrimentos desnecessários, é o mesmo que ser um barco sem leme em uma tempestade noturna.
João Oliveira

Influência

O que é uma real influência? Provavelmente a gravidade exerce a maior influência sobre todos os corpos que habitam esse universo conhecido, pois tem a capacidade de alterar comportamentos, direções, de tudo que existe na forma física material. O que seria de nós sem a Lei da Gravidade. Pode parecer uma comparação absurda. Colocar o que entendemos por influência humana ao lado de uma das mais conhecidas leis da física tradicional. Ocorre que, de fato, o que se espera do bom resultado, quando alguém exerce forte influência sobre as outras pessoas, é que ele se torne como um sol, no centro de pessoas que o orbitam.
João Oliveira

Aderência

No universo profissional é necessário muito zelo no momento de confeccionar o currículo de apresentação. Nem sempre colocar todas as experiências e cursos já feitos é o melhor que se pode fazer. O conceito de “aderência” está sendo cada vez mais valorizado nas instituições. Assim, todo cuidado ainda é pouco quando se trata de falar de si mesmo em busca de uma posição no mercado de trabalho. Em primeiro lugar, deve-se ter atenção ao perfil do currículo. Existem algumas diferenças básicas entre o universo acadêmico, por exemplo, e o universo comercial. O famoso currículo de apresentação impresso ainda funciona tão bem quanto os formatos disponíveis na internet.
João Oliveira

Conhecimento certificado

Na Índia uma pessoa que quer aprender sobre filosofia de uma religião deve procurar um guru que tenha linhagem. Como uma árvore genealógica, o pretenso guru deve apresentar todos os mestres que o antecederam no conhecimento: ele aprendeu com fulano, que aprendeu com sicrano, que aprendeu com beltrano, até que essa descrição chegue há milênios de mestres no passado. Só assim a pessoa estará segura de ter um conhecimento certificado de fato por mestres que aprenderam direto com a fonte do saber filosófico original. No nosso mundo ocidental moderno temos outras fontes de certificação como graduações, pós-graduações, mestrados, doutorados, pesquisas científicas e até mesmo a prática constante de um saber, mesmo sem as certificações acadêmicas, pode gerar conhecimento válido.
João Oliveira

Quem é mais feliz?

Podemos também perceber que algumas pessoas não conseguem encontrar o seu perfil de felicidade e ficam tentando imitar o de outras pessoas. Claro que isso é impossível, pois o que se vê externamente nada têm a ver com o que se sente. Não há como estar na pele do perfil psicológico do outro. Assim, pode-se pensar que a felicidade alheia está nos bens materiais que cada um possui, pois é isso o que conseguimos enxergar. No entanto, o que não vemos, é que o outro pode estar em desarmonia familiar e isso o faz infeliz nesse momento.
João Oliveira

O bom exemplo

A máxima “o que é bom deve ser copiado” é válida quando a ética está presente na replicação da metodologia. O setor de RH de qualquer boa instituição deve estar antenado em busca de novas formas de atuar junto ao corpo laboral em busca de alcançar melhores resultados. A internet facilita muito isso, mas a participação em congressos, workshops e cursos oferecem mais garantias de uma maior retenção de conteúdo. A Universidade de Harvard em sua “Business School” possui uma vasta biblioteca de cases do mundo inteiro com exemplos de situações onde as resoluções podem servir de base em demandas similares, preservando as diferenças culturais e legais particulares de cada lugar.
João Oliveira

O salto para a morte

Os filhos e as pessoas que estão sob a nossa guarda e proteção possuem destinos próprios que serão construídos pelos seus erros e acertos. Querer direcionar um futuro mais adequado baseado em nossa própria história de vida é o mesmo que amarrar asas de um pássaro e depois querer que ele consiga voar. Tente olhar para si mesmo e descobrir quais são as coisas que subtrai da vida das pessoas e o quanto de sua magia está usando para construir outra realidade. Pode ser que isso seja a âncora que aprisiona navios cheios de cargas que podem mudar o mundo.
João Oliveira

A porta

Não há nenhum bom resultado que se consiga sem esforço ou, pelo menos, alguma estratégia. Sorte é algo que só existe para poucos preparados e não podemos contar com ela quando o assunto é a nossa própria vida. Assim sendo, organização e planejamento são as ferramentas básicas de quem deseja construir o próprio futuro. Nada é fácil até estar totalmente pronto. Mesmo as coisas mais simples como, por exemplo, abrir uma porta para entrar ou sair de um ambiente depende de uma série de ingredientes para poder dar certo.
João Oliveira

O vento

Já se passaram alguns anos desde que o velho se mudou para esse lado longínquo da floresta, desde então as visitas dos filhos e amigos foram se tornando cada vez mais escassas e ele cada vez mais recluso. Saía de casa para conferir as armadilhas e ver se algum pequeno animal se tornaria a proteína do almoço ou dar longos passeios em meio as grandes árvores. Só havia um lugar onde ainda não tinha estado: a íngreme montanha. Já lhe disse porque ele se refugiou na floresta? Não? Por medo de doenças e da morte.
João Oliveira

A substância

Após uma tempestade de fortes raios, um homem encontrou uma árvore envolvida em uma estranha substância. Algo que se movia com o vento, brilhava e destruía tudo que tocava, transformando em cinzas. Parecia estar viva e se rebelando contra o ambiente. Era uma época diferente de hoje. As pessoas não tinham palavras e transmitir conhecimento não era algo fácil. Sem os signos linguísticos, os gestos e os urros eram as únicas coisas que possuíam para duplicar experiências.
João Oliveira

Autonomia

Ser capaz de internalizar as regras da sociedade e agir por conta própria sem ferir o código ético e moral vigente, é o sinal maior de adultificação e que o indivíduo alcançou a real autonomia de ser. Quando crianças, recém nascidos, reina em nós a anomia, ausência de regras, um mundo onde todas as possibilidades são possíveis e estamos liberados para permitir o desejo de forma plena. A não satisfação dos anseios gera revolta, choro e birra.
João Oliveira

Perseguido

Ressignificar é saber alterar a percepção do fato sem alterar o ocorrido. Seu significado pode ser diverso dependendo de como se analisa o ponto que causa o conflito interno. Não é ser como o personagem Poliana, da literatura juvenil, que acha que tudo é bom na vida. Afinal, algumas coisas são realmente ruins e precisam ter seu luto vivenciado. No entanto, quase sempre o que nos causa angústia e sofrimento pode ter nova interpretação.
João Oliveira

Nossa casa, nosso lar…

Sempre que pensamos em lar surge uma sensação de segurança. É isso que um lar representa, bem estar e segurança. Quando recheado de afeto e paz constrói o que chamamos de célula mater da sociedade, a base estrutural de tudo que podemos esperar de uma saudável vida em comum. Quando essa representação não funciona, quando a base não está composta desses elementos básicos, a sustentação do espectro maior está comprometida. Daí surge a violência, agressividade sem medida, falta de amor ao próximo e nenhuma empatia construtiva. Se o lar falha, toda coletividade perde.
João Oliveira

Resoluções

A cada final de ano um movimento interno levanta questões sobre nossas capacidades. Será que este ano conseguimos alcançar nossas metas estabelecidas no final do ano passado? Quais serão os novos objetivos para o ano que está começando? Em primeiro lugar, precisamos saber se os objetivos estabelecidos, seja no ano passado ou agora no presente, são factíveis de serem finalizados. De nada adianta ter planos fantasiosos, fora de uma realidade possível, que só irá gerar angústia pela impossibilidade da realização. Para isso é necessário estar ciente das próprias limitações que vão desde a capacidade física e mental as condições ambientais de onde a pessoa está inserida.
João Oliveira

Um amor que verão

Quem pensa em estar no absoluto controle de uma relação à dois irá acabar sozinho em algum tempo. Na verdade, um casal que se ama compreende as necessidades do outro e coopera para que elas sejam satisfeitas. Os dois perdem um pouco todos os dias e os dois ganham muito por toda a existência. Saber lidar com isso é o grande segredo de um bom relacionamento. No entanto, o maior parte do problema dos relacionamentos se encontra na opinião dos outros de como funciona o “seu” perfil de vida à dois.
João Oliveira

Erro de percepção

Mais comum do que se imagina: estamos propensos a erros de percepção a cada momento de nossas vidas. Alguns são puramente culturais como, por exemplo, vestir roupa de frio quando se percebe que está chovendo. Claro que chuva não está associado a frio, da mesma forma que luz solar brilhante não é garantia nenhuma de calor. O problema reside no que chamamos costume cultural que nasce de uma falha perceptiva sensorial.
João Oliveira

Porta aberta

Existe uma grande preocupação para o enfrentamento do processo de recrutamento e seleção. Podemos encontrar vários livros que ensinam técnicas de como o candidato, futuro colaborador, deve se portar e com detalhes que vão da melhor forma de exprimir sua linguagem corporal até dicas de como enfrentar as dinâmicas e entrevistas. No entanto, não há grande preocupação com o processo de saída da instituição. Praticamente ninguém é treinado para, no momento da saída de uma empresa, fazer isto da melhor forma possível para deixar a porta aberta caso algum dia precise voltar ou, o melhor, causar uma excelente impressão, nos momentos, que poderá ser seu cartão de visita para futuras oportunidades.
João Oliveira

Manifestações em greves: emoções em jogo

A Lei Nº 7.783, de 28 de Junho/89 versa sobre o direito de greve e as responsabilidades dos grevistas diante das necessidades inadiáveis da população em serviços essenciais. Algumas pessoas podem pensar que fazer greve é o simples ato de cruzar os braços paralisando uma produtividade qualquer. Na realidade existe um rito legal que deve ser cumprido para que o movimento esteja dentro dos parâmetros da lei. Seguir as orientações das assembleias sindicais, notificar a entidade patronal ou empregadores com antecedência de até 48 horas e manter o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve, estão entre as mais importantes.
João Oliveira

O salário está justo?

Muitas vezes os colaboradores questionam se estão, ou não, recebendo uma justa remuneração mensal pelos seus serviços prestados à instituição na qual atuam. Os valores pagos para os mesmos cargos podem variar de acordo com fatores diversos e, nem sempre, a melhor remuneração está diretamente ligada ao pagamento em dinheiro propriamente dito. Existem outros elementos que configuram bônus e que não aparecem no extrato bancário.
João Oliveira

O novo mercado de trabalho

O ambiente no mercado de trabalho vem mudando bastante nos últimos anos, principalmente, após o surgimento dos sistemas de gestão. Afirmar que a culpa pela recente transformação é somente obra da tecnologia que cria, a cada instante, novas ofertas de serviço, que necessitam de ágeis operadores, também seria um exagero. Outras circunstâncias alteram o perfil do corpo laboral atual como formação e a busca por uma melhor qualidade de vida.
João Oliveira

Saúde no trabalho

Já se foi o tempo em que a manutenção da saúde no ambiente do trabalho era possuir um consultório, ou melhor, um ambulatório para emergências na empresa. A figura da enfermeira com o dedo nos lábios pedindo silêncio ainda persiste nestes locais, que são úteis, claro, mas configuram apenas um detalhe em meio a tantas outras ações que preventivamente podem ser desenvolvidas pela instituição. Ocorre que sempre que se fala em implementar alguma intervenção na empresa alguém do setor financeiro apresenta uma planilha de custos que inviabiliza a ação antes mesmo do término da apresentação.
João Oliveira

O último prazer

Um pensamento pode vir à cabeça de qualquer pessoa em algum momento: qual será o meu último prazer em vida? Claro que prazer é algo subjetivo e, para determinar qual será o último, ou os últimos, necessitamos ter uma idéia do que significa prazer para você hoje. Afinal, essas escolhas podem influenciar de modo crucial no resultado final do aspecto do prazer. Antes precisamos delinear o que seria prazer. Existe uma certa confusão entre felicidade, prazer e euforia. Podem parecer bem semelhantes mas, o resultado, no aspecto físico e que torna tudo diferente.
João Oliveira

O novo mercado de trabalho

O ambiente no mercado de trabalho vem mudando bastante nos últimos anos, principalmente, após o surgimento dos sistemas de gestão. Afirmar que a culpa pela recente transformação é somente obra da tecnologia que cria, a cada instante, novas ofertas de serviço, que necessitam de ágeis operadores, também seria um exagero. Outras circunstâncias alteram o perfil do corpo laboral atual como formação e a busca por uma melhor qualidade de vida. Quando a empresa está mais voltada para o ambiente tecnológico, muitas vezes, a geração Y é preferida em relação às outras.
João Oliveira

Cabo de guerra

Lutar contra uma situação ou alguma posição ideológica (opinião) de outra pessoa pode muitas vezes custar o relacionamento. Ninguém gosta de estar errado e saber usar estratégias de negociação para solucionar conflitos pode ser a melhor saída para estes momentos. Sabemos que duas pessoas, com opiniões diferentes, podem debater durante décadas e nunca chegar a uma conclusão. Um exemplo básico é se pegarmos dois torcedores de times opostos e, cada um deles tentar converter, o outro, a mudar de time. No primeiro momento eles irão elencar as qualidades, títulos do seu próprio time, após alguns minutos irão colocar na mesa os fracassos do time adversário. Assim, ninguém troca de time, a amizade pode acabar e ainda saem mais convencidos que seu time é o melhor pois acabou de relembrar muitas glórias do passado.
João Oliveira

A jóia da verdade

O Sultão andava de um lado para o outro na torre de observação sempre mirando a linha do horizonte no deserto. O mercador que estava trazendo a Jóia da Verdade já demorava cinco dias além do prazo estipulado. Não era medo de perder o valor pago que o deixava assim, era a ansiedade por ter as perguntas respondidas. A Jóia da Verdade sempre responde três perguntas ao seu novo dono, depois disto ela se silencia para sempre para esta pessoa. O dono, que já teve suas perguntas respondidas, pode então vender a jóia mas, não sem antes, fazer um elaborado ritual de entrega.
João Oliveira

Não é engraçado como são as palavras?

Elas podem ser lidas (como agora), pensadas, faladas, escritas, rimadas, cantadas... Impressionante o que se pode fazer com um grupo de palavras: elogiar, ofender, defender, revelar, mentir, explicar, complicar. Justamente as palavras é que formam os pensamentos então, os cientistas descobriram isso, então uma pessoa que possui muitas palavras na mente pode elaborar melhor seus pensamentos. Pensando nisto me veio à cabeça uma possibilidade: será que as pessoas que possuem idiomas mais complexos têm desempenho melhor no seu dia a dia produtivo? Ou, pensando mais um pouco, a genialidade está atrelada ao cabedal linguístico adquirido por uma pessoa? Na verdade o pensamento mais rápido nem é composto por palavras, elas até prejudicam o modo de pensar; as imagens é que podem acelerar o processo de tabular conteúdo e obter insights.
João Oliveira

Vírus KM 137

Com o surgimento das drogas de controle os infectados, agora, podem quase viver normalmente. A química consegue desacelerar o ciclo celular e, embora não destrua o vírus, permite uma longevidade quase normal aos infectados. Não há cura (esqueça isso) temos controle. O que mudou em nossa sociedade com este vírus? Podia-se pensar que a doença sempre é ruim e que pode destruir uma civilização. Não foi exatamente isto que ocorreu com nossa espécie: aprendemos a aproveitar o melhor da situação.
João Oliveira

O peixe voador

Um grupo de pessoas pode estar se lançando em mundos diferentes, além do horizonte conhecido de seus pares, isso traz uma grande satisfação e vontade de partilhar novas informações. No entanto, pense bem, isso pode não ser bem recebido por quem nunca foi além de suas próprias fronteiras. Também é bom pensar que, por mais que possamos ir para cima, existe sempre alguém que voa muito mais alto e que, só podemos perceber sua existência, quando mergulha em nosso campo de visão. A única vantagem do olhar pós muro é tomar conhecimento de nossas limitações e, com determinação (alguns chamam de sorte), poder usar essas informações para novas tomadas de decisões em nossas vidas.
João Oliveira

Matei um homem

Saber reconhecer suas falhas pode ser o fator mais importante para o crescimento pessoal. Entretanto, não é possível matar parte de você como se fosse um jornal velho que queimamos no quintal. Sempre haverá lembrança dos erros e isso pode ser o guia para os acertos futuros. (...) Falar disso me causa uma sensação de livre arbítrio como nunca tive antes. Tomei a decisão, olhei para a meta final e sigo caminhando. Nem sei porque motivo você elenca este assunto agora. Deixe isso no passado. Já confessei meu crime. O que tenho de pagar?
João Oliveira

O estacionamento

Há algum tempo eu estava conversando com um amigo que construía um grande estacionamento. Ele me dizia da importância de conhecer o fluxo de veículos por dia, o tipo de carros, seu peso e o horário de funcionamento para poder prever o perfil da obra que iria fazer. Não me pareceu algo complicado, afinal estacionamentos são todos iguais é um espaço plano, com um piso concretado e faixas que sinalização onde se pode parar. Na verdade, neste dia, descobri que isso pode ser apenas parte da realidade. Os estacionamentos são muito diferentes, uns dos outros, na sua estrutura de base. O que fica sob a terra e não podemos ver quando utilizamos seu espaço.
João Oliveira

A carta

Querido amigo, escrevo esta carta no intuito de remediar a longa ausência de contato entre nós. Escolhi este método por ser pouco usual e existir além da temporariedade. Veja, hoje na era cibernética é fácil mandar e-mails, sms, falar ao celular, mas, carta de papel, escrita a caneta, é uma coisa cada vez mais rara. Acredito que escrever com a mão sobre o papel transmite um pouco da emoção que se sente no momento. Justamente esta emoção eu gostaria de transferir para você, embora eu tenha certeza que pouco será útil nestes dias mas, que sabe, pode vir a completar a lacuna vazia de alguém neste vasto mundo.
João Oliveira

O novo mercado de trabalho

O ambiente no mercado de trabalho vem mudando bastante nos últimos anos, principalmente, após o surgimento dos sistemas de gestão. Afirmar que a culpa pela recente transformação é somente obra da tecnologia que cria, a cada instante, novas ofertas de serviço, que necessitam de ágeis operadores, também seria um exagero. Outras circunstâncias alteram o perfil do corpo laboral atual como formação e a busca por uma melhor qualidade de vida. Para começar este tema temos um setor de RH que se depara com o enfrentamento de uma C.O. (cultura organizacional) fracionada pelas gerações: Geração Y (16-30 anos); Geração X (31-46 anos); Baby Boomers (47-65 anos) e os Tradicionalistas (66-86 anos). Cada qual com o seu perfil e universo próprios, dividindo o mesmo espaço na instituição. São conhecimentos técnicos e experiências de vida cruzando corredores sem compartilhar, devidamente, seus conteúdos.
João Oliveira

Múltiplos

Não havia muito por onde andar. As águas haviam baixado e, o que antes era um vasto continente, agora pareciam ilhas distantes. Numali, bela deusa dos antigos, olhava com tristeza o passado glorioso de cidades estados que agora estavam nas regiões abissais de um imenso oceano. (...) Numali baixou a cabeça, o ar de cansaço se confundia com a angústia profunda, caminhou pelo convés vagorosamente e, de súbito, gritou com toda força.
João Oliveira

Fé e esperança!

Em alguns momentos da vida podemos nos pegar em situações onde acreditamos que não existe saída para à situação que estamos imersos. O poço, de tão profundo, não permite ver a luz que orienta à saída. Nesse instante pode ser que percamos a fé e a esperança. Condicionamos essas palavras para esses momentos especiais de sofrimento e dificuldade. Nos esquecemos que, para tudo na vida, em todos os instantes é necessária uma extrema dose de fé e esperança em tudo que fazemos.
João Oliveira

A força

Algumas pessoas possuem uma força incrível para se movimentar em nosso ambiente social e/ou profissional. Uma motivação natural que sempre está presente em todas as atividades nas quais estão envolvidas. De onde será que surge essa energia que impulsiona, todo o tempo, um seleto grupo de indivíduos? Qual seria a origem de tanta vontade de realizar seus objetivos? O que vemos é um extrato da personalidade. Não há como saber, pela ação presente, como se originou o movimento que percebemos sendo finalizado. Da mesma forma que é errado supor que pessoas nascem e morrem com o mesmo perfil emocional. Sim, pessoas são diferentes umas das outras e, acredite nisso, podem se tornar diferentes, delas mesmas, ao longo da vida.
João Oliveira

O retorno

Sempre que surge uma oportunidade melhor na vida profissional de alguém, seja uma oferta de maiores ganhos, reconhecimento ou mesmo de liberdade criativa em sua função, uma nuvem se forma, diante dos olhos do colaborador, criando elementos de distração no seu posto atual. Deste jeito, com o foco no futuro promissor, falhas podem ocorrer durante o período que ainda atua em sua instituição de origem. O resultado pode ser desastroso em múltiplos níveis. Ocorre que ao perder o ponto de atenção principal, função atual, o colaborador pode deixar passar elementos importantes para a produtividade do corpo laboral onde atua.
João Oliveira

A entrevista final

Tantas são as matérias, revistas e dicas preparatórias de entrevistas para empregos que os candidatos estão cada dia mais afinados para responder ou participar de qualquer dinâmica proposta. Alguns, que já passaram por vários processos seletivos, conhecem de cor os testes aplicáveis conseguindo ter performances admiráveis, o que os torna, na mesma proporção em que se preparam, um desafio maior para os analistas de RH, afinal, perguntam os profissionais do processo seletivo: “Quem realmente está à minha frente? Um bom ator ou será um futuro colaborador maravilhoso?". A postura corporal pode ser ensaiada, as respostas podem ser decoradas as dinâmicas se repetem, assim como os testes. Então, qual é a última fronteira para se colher informações confiáveis de uma pessoa que se propõe a um cargo de extrema responsabilidade?
João Oliveira

100% certo

Nos dias atuais existem pesquisas de opinião para tudo que se possa imaginar e, de fato, muitas pessoas acabam sendo influenciadas por estes índices alterando comportamentos e decisões. O que pouca gente sabe é que uma pesquisa de opinião retrata um momento único que pode se alterar rapidamente com os fatos e, principalmente, com o nível de informação. Outra forma de percebemos como as pesquisas podem apresentar dados irreais é quando retratam atitudes existentes em outras culturas. Um exemplo disso é um levantamento feito entre novembro e dezembro de 2013 pelo site de recrutamento CareerBuilder com 3.008 empregados e 2.201 gestores e profissionais de recursos humanos para saber quais são as desculpas mais usadas por funcionários que chegam atrasados ao trabalho nos Estados Unidos.
João Oliveira

Saúde no trabalho

Já se foi o tempo em que a manutenção da saúde no ambiente do trabalho era possuir um consultório, ou melhor, um ambulatório para emergências na empresa. A figura da enfermeira com o dedo nos lábios pedindo silêncio ainda persiste nestes locais, que são úteis, mas configuram, penas, um detalhe em meio a tantas outras ações, que, preventivamente, podem ser desenvolvidas pela instituição. Ocorre que, sempre que se fala em implementar alguma intervenção na empresa, alguém do setor financeiro apresenta uma planilha de custos que inviabiliza a ação, antes mesmo do término da apresentação. Por isso, é bom estar munido de boas argumentações de como a produtividade, resultado de uma boa saúde e disposição física, pode gerar lucros financeiros. Este é o único argumento que a gestão não consegue fazer nenhuma objeção.
João Oliveira

O estado da matéria

Não há muito o que se esperar de algo que não apresenta uma estrutura firme. Assim, um prédio pode colapsar por não possuir colunas de sustentação bem rígidas e, o mesmo, aconteceria com pontes, casas ou qualquer edificação. Entre os humanos esta analogia se encaixa bem quanto a evolução de nossas emoções no dia a dia. São elas que mantém em linha nossos planos de curto e longo prazo mas, foram criadas apenas para nos manter vivos em uma época em que a comunicação verbal não existia. Estar bem e se manter em equilíbrio emocional é o que, em princípio, permite ao homem moderno elaborar bem seus pensamentos e, com isto, se projetar no meio social com desenvoltura.
João Oliveira

A pata do elefante

Todos sabem como é grande e pesado um elefante e como ele se movimenta de forma lenta. Este animal quase não tem predadores, justamente por conta de seu tamanho e, mesmo assim, corre risco de extinção em função da ação do homem em busca de suas presas valiosas. Claro que você também deve conhecer a girafa. Um animal esguio e de grande agilidade em se movimentar pelas savanas podendo atingir até 60 Km/h quando em fuga. Já os elefantes não passam de 40 Km/h, quase igual a um pinguim que chega aos 37 km/h. Nosso foco é justamente no lento andar para sair de dificuldades.
João Oliveira

Que baita sorte!

É comum ouvir por aí o quanto teve de sorte na vida não é? As pessoas dizem que o outro tem sorte como se fosse uma justificativa para o sucesso sem levar em consideração todo esforço e comprometimento investido ao longo do tempo. Assim a sorte (que parece faltar para alguns) se torna o único meio possível de alcançar algum objetivo na vida. Numa tentativa em normatizar a possibilidade de encontrar a sorte, tornando-a possível para qualquer um que siga o protocolo, trago aqui a forma como construí a minha sorte em particular.
João Oliveira

Sobre você

Tenho lhe observado há algum tempo e acho que posso falar algumas coisas importantes sobre você. Não pense que se trata de uma intromissão ou falta de respeito à sua privacidade. Apenas acredito que estas palavras podem auxiliar em sua busca pelo autodescobrimento. Façamos assim, ao ler o que tenho para dizer vá balançando a cabeça de forma afirmativa para cada item verdadeiramente coincidente e, de forma negativa toda vez que tiver dúvida sobre o perfil aqui apresentado. Assim saberei se estou indo bem em minha análise sobre você.
João Oliveira

O muro

Se omitir em tudo não é sábio. Acreditar que isso o torna imune aos efeitos que podem advir de um resultado ou outro é um absurdo. Melhor seria analisar as situações, optar por uma linha de ação e, caso tudo fosse por água abaixo, recomeçar com novas escolhas. Olhe à sua volta e veja onde esta deixando de atuar apenas porque teme ouvir posicionamentos contrários. As críticas sempre existirão e as pessoas já estão falando mal de você por algum motivo, principalmente se você não toma partido de nada em sua vida.
João Oliveira

Entrevista com o mal

Me perdoe, mas eu acho que você fez duas perguntas distintas. Vejamos, a minha existência em princípio não é boa ou ruim, isso depende de várias coisas como interpretação e reação. Já a maldade é um ato consciente em busca de um resultado específico fruto da ação de, e somente de, um ser humano. Exatamente. A maldade é um ato direcionado com a expectativa de um resultado negativo para outrem. Não existe maldade no mundo natural, só quando está presente uma intenção, o que é próprio do ser humano.
João Oliveira

A cura do próprio corpo

Muito se fala sobre as terapias alternativas e a capacidade da mente em curar o próprio corpo. Sempre que o assunto penetra neste universo, surge a palavra hipnose. Grande parte da população, infelizmente, não conhece bem o tema e pelo senso comum às vezes chega a conclusões equivocadas quanto à utilização dessa excelente ferramenta de apoio ao processo de cura. Em primeiro lugar, devemos saber que praticamente todas as doenças que afetam o homem moderno tem como base algum distúrbio psicoemocional. Podemos dizer que três perfis podem estar fora deste pacote: as doenças congênitas (nasceu com), as possíveis hereditárias (minha família tem então eu posso ter também) e as que surgem por efeito ambiental (vírus letal, acidentes, efeito danoso de radiações, frio ou calor e etc.).
João Oliveira

Mentalismo

O real Mentalismo é um conjunto de técnicas específicas que, quando bem administradas, conseguem dar uma ilusão que algumas pessoas são capazes de ler mentes fazendo todo tipo de incríveis adivinhações. Alguns destes “poderes” são baseados no firme conhecimento de cálculo mental rápido e hipnose de palco, já outros efeitos vão depender de algum treinamento específico para causar impacto como: telepatia, adivinhação, clarividência, controle da mente, implante de pensamento e premonição. Não se trata de enganação e sim da arte de influenciar pessoas e conseguir o melhor de qualquer relação.
João Oliveira

Ser bom é ruim?

Certos comportamentos parecem ser uma regra em alguns seres humanos: a ingratidão é um destes. Mas porque ele ocorre? Uma explicação simples é que não devemos ajudar quem não nos pede ajuda; isso causa desconforto e, com o tempo, um movimento de evitação por parte da pessoa que recebeu o auxílio. Como ela não tem condições de retribuir o que recebeu acaba se afastando do seu benfeitor que, por sua vez, entende isto como uma falta de reconhecimento pelo que fez.
João Oliveira

Sonhos como fonte de descobertas

Os sonhos podem de fato nos ajudar em vários aspectos da vida. Pesquisas já comprovaram que dormir após estudar ajuda na retenção de conteúdo, o cérebro distribui melhor o material estudado para as áreas onde a memória de longa duração é mais eficiente. Sujeitos colocados em um labirinto tem melhor performance nesta tarefa depois de tentar por alguns minutos e dormir um pouco. Aqueles que sonharam com os corredores tiveram melhor resultado que os que não dormiram durante o experimento. Então os sonhos também nos ajudam a criar estratégias!
João Oliveira

O caminho

Quais são os seus planos? São viáveis? Está cumprindo as etapas? Já desistiu de tentar? Ter uma vida com um projeto estabelecido é ter fé em um amanhã melhor. A grande massa aprisionada entre a conquista do almoço e do jantar não pode olhar além do final de semana e isso se instala como uma rotina para toda existência. Não está certo viver assim. Calcular o tempo de vida que se espera ter à frente e como pretende distribuir deveres e prazeres deve ser uma prioridade para criar o elemento de fé na vida e não ter surpresas ou arrependimentos no momento em que a morte se tornar presente.
João Oliveira

Fugindo da própria sombra

Não há como mudar o passado. Ele estará sempre lá, em suas lembranças. Todos os erros e acertos, quando lembrados, poderão servir como referência para escolhas futuras mais assertivas. No entanto, existe gente que não consegue conviver com sua própria história de vida e vive fugindo da própria sombra. Situações onde erro e vergonha nos fizeram sofrer podem ser ressignificadas e, desta forma, passar ao rol de fatos aceitáveis ao invés de momentos que provocam dor ao serem lembrados. Não existe alguém que só tenha, em sua trajetória de vida, acertos e glórias. Errar faz parte do processo de aprendizado: ninguém nasce sabendo!
João Oliveira

Inteligência x Atitude

Existe uma função em nossa mente conhecida como prospecção. Trata-se da capacidade de nos deslocarmos, em nossa mente, ao futuro usando a imaginação para projetarmos como será o resultado de alguma ação que estamos praticando no momento presente. Nada complicado, fazemos isso a todo instante, até mesmo para atravessar uma rua é necessário fazermos uma prospecção – rápida – para calcular o tempo de travessia e evitar um atropelamento. Ocorre que as pessoas possuem diferentes tipos de inteligência diferindo, umas das outras, em alguns pontos focais e, pela maior ou menor capacidade de elaborar o futuro em uma função que aqui chamamos de “experimentação antecipada”. Quando uma pessoa, com grande capacidade de criar, em sua mente, um cenário repleto de detalhes, elabora um resultado futuro ela pode vivenciar este momento como se fosse real e, desta forma, não necessitar do resultado prático material em sua vida.
João Oliveira

O que falta viver?

O dia a dia, estudo ou trabalho nos consomem de tal forma que pouco tempo temos para pensar se estamos, ou não, vivendo da forma mais correta e certa as nossas vidas. Será que seria esta mesmo a melhor profissão que eu poderia ter? Como eu poderia estar vivendo de forma diferente, seria mais feliz? Existe outra forma de passar a existência com maior felicidade? Será que vou me arrepender de algo? Muitas são as perguntas e poucas, ou nenhuma resposta, pode ser encontrada enquanto nos focamos no almoço e jantar. Uma enfermeira trabalhou durante muitos anos com pacientes terminais e, durante todo este tempo, sempre perguntava aos que estavam para morrer em alguns dias, quais eram os seus maiores arrependimentos. Esta curta lista de cinco maiores arrependimentos de uma vida pode ajudar a dirigir melhor o nosso tempo de vida.
João Oliveira

Treze fatos que devemos saber sobre a mentira

Quase sempre os questionamentos que chegam, por e-mail, são sobre a dinâmica da mentira. Numa tentativa de dar respostas elaboramos uma forma didática e pragmática de falar sobre este tema. Aqui estão, portanto, os treze fatos mais importantes que você deve saber sobre a mentira. A mentira é um ato coorporativo: sim, embora a pessoa possa mentir para si mesmo, ela só existe se aceitamos, acreditando nela e, na maioria das vezes, estamos dispostos a participar dela. Chama-se mentira social e preenchem uma carência ou insegurança que temos. Assim, somos contra a mentira, mas toleramos socialmente.
João Oliveira

O futuro

A ansiedade é fruto de uma expectativa negativa do futuro. O nome moderno para o medo, uma emoção considerada ruim, encobre uma situação comum que, no entanto, permanece ignorada pela grande maioria das pessoas: a falta de um projeto de vida estruturado. Ocorre que o medo – também chamado de ansiedade – surge pelo desconhecimento das possibilidades futuras. A incerteza da vitória ou conquista de uma posição melhor e mais segura na sociedade gera uma ausência de expectativas, cria um vazio psicológico e a angústia se insere no dia a dia causando uma série de sintomas popularmente denominados estresse de trabalho.