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João Bosco Leal

As rugas

Tornou-se comum entre os brasileiros utilizar muitos dos recursos atualmente disponibilizados pela medicina para retardar seu envelhecimento. Vitaminas orais ou injetáveis, suplementos minerais e os mais diversos tipos de cirurgias são utilizadas com essa finalidade. Em busca da beleza física, os salões de beleza estão repletos de homens fazendo as unhas, limpeza de pele, depilação, tratamentos capilares e outros soluções antes só utilizadas pelas mulheres.
João Bosco Leal

O separatismo petista

Durante sua campanha irresponsável, Dilma Rousseff espalhou pelo Brasil a notícia de que se eleito fosse, Aécio acabaria com os programas sociais "Bolsa Família" e "Minha Casa, Minha Vida" e que os "sulistas" estavam chamando os nortistas e nordestinos de dependentes das "esmolas" do governo e que eram "burros" por terem votado nela no primeiro turno. Ludibriados pelas mentiras da campanha petista, e amedrontados por serem muito dependentes desses programas, eles votaram ainda mais em Dilma no segundo turno.
João Bosco Leal

As eleições compradas

Atualmente, o maior problema do Brasil é a corrupção. Não que ela não existisse, mas nos governos do PT ela se institucionalizou. Diariamente assistimos a divulgação de uma avalanche de denúncias de roubalheiras, superfaturamentos e verdadeiros assaltos aos cofres públicos, promovidos pela quadrilha que hoje governa o país, que instalou "companheiros" em todas as maiores empresas estatais. No governo anterior, do mesmo PT, ocorreu a filmagem de uma entrega de dinheiro da corrupção nos Correios e, puxado o fio da meada, deu no chamado Mensalão do PT, provado, comprovado, com alguns de seus participantes julgados e condenados, mas, como de costume, de existência até hoje negada pelos líderes maiores do que hoje bem mais se parece com uma enorme quadrilha, do que com um partido político. Que inicialmente se dizia protetor da classe operária.
João Bosco Leal

Tempo de mudanças

Semana passada viajava só, pela BR 267, que liga a BR 163 no MS à Rodovia Raposo Tavares em SP, quando vi alguns carros estacionados dos dois lados da rodovia. Sem saber do que se tratava diminui a velocidade e vi várias pessoas saqueando um caminhão baú que estava capotado, fora da rodovia, na lateral direita da mesma, sentido MS-SP. Alguns levavam para seus carros, nas costas, sacos com produtos furtados. Sem parar, liguei para 191, o número de emergência da Polícia Rodoviária Federal.
João Bosco Leal

Limpando a sujeira do país

São tantas as artimanhas sujas utilizadas pelo PT para continuar governando, que só se pode chegar a uma conclusão: estão todos com muito medo de serem presos, pois não há mais como esconder tantos crimes sem que pessoas sejam responsabilizadas. Os eleitores precisam perceber isso com clareza e a tempo, para que possamos não só estar vivendo o auge da sujeira, mas sim o início da limpeza desse país.
João Bosco Leal

Quem já amou…

Milhares de pessoas vivem casamentos de décadas pensando ou dizendo amar seu cônjuge, o pai ou a mãe de seus filhos, mas, no fundo, quando param e meditam um pouco mais profundamente sobre o assunto, percebem que isso não é verdade, que estão se enganando. São vários os motivos que as levam a esse comportamento, mas os principais são a acomodação e a dependência financeira, décadas atrás provocada pelo despreparo profissional das mulheres, mas atualmente pelas exigências consumistas cada vez maiores, impostas pela sociedade em que vivemos, onde se gasta sempre mais do que se ganha.
João Bosco Leal

Brasil, o país dos fora da lei!

Lendo, vendo ou ouvindo o que ocorre em nosso país diariamente, a sensação é de que vivemos em uma sociedade sem qualquer tipo de ordem, regras ou leis, onde, como na pré-história, sempre vence o mais forte e violento. No Brasil atual, somente os ilegais, sonegadores, corruptos e ladrões conseguem fazer evoluir seu patrimônio. Os que possuem princípios morais e éticos, por mais que trabalhem, não conseguem progredir financeiramente e, não raro, ainda perdem o que já possuíam.
João Bosco Leal

O dever da conscientização

Muitas vezes reclamamos até da preguiça de levantarmos da cama, onde dormíamos com o ar condicionado e o umidificador ligados, enquanto milhões de brasileiros não possuem sequer um teto para se abrigar do calor ou das intempéries, ou dizemos que estamos até indispostos por termos comido demais, sem sequer nos lembrarmos dos que estão morrendo de fome. Somente em nosso país, ainda existem milhões de pessoas sem rede de esgoto em suas ruas, eletricidade em suas casas ou acesso a uma escola digna, que as ensine o básico para sua sobrevivência em uma sociedade cada vez mais culta, que exige mão de obra cada vez mais especializada, mesmo para o trabalho mais simples.
João Bosco Leal

Gratitude

Há muito poucos anos, diante de um grupo de pessoas onde estava, comentei ser uma pena não haver trazido uma máquina fotográfica para poder, naquele momento, fotografar a beleza de uma flor que via e a reação de uma pessoa que me ouviu, foi dizer que fotografar flores era "coisa de viado". Essa parece ser uma reação normal, pois as pessoas até se assustam quando alguém enxerga o que elas só viram e, normalmente, são necessárias décadas de vida e amadurecimento, para que alguém - se aprender - enxergue e não somente veja o que está ao seu lado. Ouvindo a mensagem transmitida enquanto via o vídeo, percebi que residindo em um prédio que proporciona a visão de uma paisagem maravilhosa, raramente me coloco a observá-la e muito menos os detalhes por ela proporcionados,
João Bosco Leal

Entre o sonho e a realidade

Até hoje, milhões de pessoas se perguntam como Júlio Verne pôde ter escrito, ainda no século XIX, livros de ficção científica que anteciparam tantas invenções. O livro "Da terra à lua", de 1865 termina com o disparo de um projetil com o formato de uma bala gigante em direção à lua. No seguinte, "À volta da lua", de 1870, ele descreve a viagem desse projétil, com cinco "passageiros" em seu interior, em direção à lua. Ainda na década de 1590, o pirata inglês Anthony Knivet, para se manter submerso, usou um escafandro, armadura de borracha e latão ligada à superfície por um duto, que assegurava a livre respiração e permitia resistir à pressão da água.
João Bosco Leal

Pensando sobre o tempo

Durante toda a vida, nas mais diversas áreas, nos envolvemos em situações extremamente distintas, diante das quais, depois de algum tempo, muito provavelmente não teríamos nos comportado da mesma maneira. Isso é o aprendizado, crescimento, e feliz é aquele que, quando necessário, se arrepende, muda de opinião e segue por novos caminhos. Situações constrangedoras, que em algum momento nos encabularam, dias depois normalmente passam a ser divertidas, provocando risos em nós mesmos. Outras, que nos provocam algum tipo de tensão, ou mesmo de ira, após algum tempo deixam de ter importância.
João Bosco Leal

Aos governantes do PT

Dizer que nosso país está um caos é redundante, mas penso que realmente precisamos discutir o que está ocorrendo, como chegamos aqui e para onde estamos caminhando. Um governo como o do Partido dos Trabalhadores, com uma máquina administrativa tão inchada que possui 39 ministros para 24 ministérios e, mesmo assim, o país que governa encontra-se praticamente destruído em todas as áreas, não pode ser considerado eficiente e nem mesmo levado a sério (pastas como a Casa Civil e o Banco Central, que na prática são órgãos auxiliares, mas cujos titulares têm status de primeiro escalão, provocam a diferença entre os dois números).
João Bosco Leal

O que importa…

Quando comecei a escrever, os comentários das pessoas eram realmente intrigantes, como o de um conhecido, que ao saber que havia escrito o texto "O homossexualismo na sociedade brasileira" me questionou: "Uai João, mas você entende sobre esse assunto?". Explicar para uma pessoa que meu texto tratava do comportamento social de forma histórica, no decorrer de séculos, narrando inclusive trechos bíblicos, criaria situações até constrangedoras, pois para algumas pessoas, é difícil entender que foi por meio da história, da literatura universal e das observações que possuímos todo o conhecimento hoje existente.
João Bosco Leal

Homo sapiens?

Em um jornal desta semana, li que o comentarista esportivo Galvão Bueno, tentando definir sua importância no país, dirigiu-se ao jornalista sueco Henrik Brandão Jönson, que lançou um livro sobre futebol no Brasil, e declarou: "Sou um popstar. Sabe o Bono Vox? Sou o Bono Vox daqui". Sua declaração é tão arrogante e distante da realidade, que só pode ser comparada às de nossa Presidente da República e de seu antecessor. Entretanto, antes da Copa, além de Dilma Rousseff Lula e Galvão, essa postura era generalizada entre todos os jogadores brasileiros da seleção de futebol e da equipe técnica.
João Bosco Leal

O país em que vivemos

A humilhante derrota do Brasil para a Alemanha na Copa do Mundo da FIFA, realizada em nosso próprio país, certamente servirá para trazer à tona a realidade em que estamos vivendo. Palavras como frustração, decepção, humilhação e tristeza foram as que mais ouvi e li após o jogo. As declarações da nossa presidente de que esta seria a "Copa das Copas" e de Lula afirmando que se o Brasil perdesse viria da África ao Brasil nadando já haviam sido motivo de chacota por todo o mundo. Um vídeo que circula na internet mostra uma jornalista europeia rindo tanto das declarações de Dilma sobre a copa que faríamos, que pediu ajuda para terminar o texto que lia, enquanto outro declarava que durante a travessia de Lula, os tubarões poderiam passar mal.
João Bosco Leal

Estudar para quê?

O Brasil é, realmente, um país diferente, pois em todo o mundo, o que mais vemos são pessoas, grupos empresariais e governos investindo sistematicamente, e cada vez mais, em educação e nas mais diversas especializações da área, enquanto aqui isso parece não ser necessário. Aqui, os políticos que se dizem de origens pobres, que passaram fome em sua infância e juventude, comovem e ganham os votos dos que vivem ou viveram na mesma situação, mas depois de eleitos passam a sequer tomar conhecimento dessa grande parcela da população, que só voltará a ter importância no período que antecederá as próximas eleições.
João Bosco Leal

A vida real

De um amigo real, recebi um e-mail com um vídeo onde o personagem central dizia possuir 422 amigos com quem se comunicava diariamente, mas que era solitário e que destes, nenhum o conhecia realmente. Apesar da presença física de seu parceiro sentado na mesma mesa, de estarem diante um do outro, o que se vê atualmente entre amigos, namorados ou casais, são pessoas que não se falam, mas através de seus smartphones, se comunicam com outros que muitas vezes estão a milhares de quilômetros de distância. Na realidade, essas "redes sociais", de "social" nada possuem, pois provocam um afastamento real das pessoas que estão próximas. O mesmo ocorre com os jogos eletrônicos atualmente existentes nos atuais aparelhos celulares ou tablets.
João Bosco Leal

Pais e filhos

Muitos pais ensinam seus filhos a lutar por tudo o que almejam galgar na vida profissional, emotiva ou financeira, contra injustiças, a respeitar os mais velhos e até sugerem profissões que sabem ser mais lucrativas, proporcionam escolas que os tornariam altamente capazes, mas anos depois, no futuro, se deparam com filhos desanimados, que não lutam pelo que desejam; escolheram profissões que pouco lhes remunera ou que não se dão bem em profissão alguma; incapazes, financeiramente acomodados, emocionalmente infelizes ou, pior, desejando até a morte dos pais para, com isso, herdar o que estes ou seus antepassados construíram.
João Bosco Leal

Os irresponsáveis ambientalistas

Na última década, temos assistido surgir em território brasileiro centenas de ONG's em defesa das mais diversas causas ou com os mais variados interesses, muitas vezes até inexplicáveis, como a de atualmente haver muito mais dessas ONG's na região Amazônica ou em diversas outras partes do país, atuando em defesa das "nações" indígenas e da preservação de animais, do que nas regiões de extrema pobreza do país, como no Nordeste, onde nossos compatriotas, seres humanos, sobrevivem sem nenhum tipo de infraestrutura nas áreas de saúde, educação, transporte, e muitos deles literalmente passam fome.
João Bosco Leal

Os irresponsáveis

Durante nossas vidas, conhecemos ou mesmo já nascemos próximas de algumas pessoas diferentes da grande maioria. São pessoas que, ao que parece, vivem outra vida, diferente da dos outros, onde acontece ou deixa de acontecer tudo de forma absolutamente diversa do que ocorre com a maioria das outras pessoas. São pessoas que vivem da imaginação, normalmente bastante distante da realidade, onde tudo é possível, nada é difícil e tudo se resolve da maneira mais fácil, desde que, claro, tudo ocorra de acordo com o que elas esperam ser a solução para quaisquer dos mais diferentes acontecimentos da vida.
João Bosco Leal

A reeleição dos corruptos

Com as eleições brasileiras se aproximando, penso que realmente temos, individualmente, a chance de mudar tudo o que aí está posto, desde a corrupção generalizada, a imunidade parlamentar, a demora generalizada do poder judiciário em julgar os processos, a aceitação da interferência de um ex Presidente em diversos Poderes e todas as outras falcatruas que diariamente lemos nos jornais ou assistimos pelos noticiários televisivos. Nos últimos anos, o que se vê nos órgãos públicos, de todos os poderes, é a corrupção e o aumento de impostos, para custear a roubalheira generalizada e as benesses públicas para os que aí estão e buscam a reeleição ou se manter nos cargos que ocupam.
João Bosco Leal

A ostentação

Sempre achei que a mulher paulistana é, no geral, a mais elegante do país, principalmente porque nela, a qualquer momento e em qualquer lugar, podemos observar aquela máxima de que o menos é sempre mais. Passeando pela cidade na semana passada, observava o nítido contraste entre estas e as interioranas. Enquanto a paulistana é uma mulher que nunca peca pelo excesso, facilmente podemos identificar a mulher do interior do país que, pelo contrário, peca pelo mais. São mulheres que se enchem de adereços como colares, anéis, pulseiras, pinturas exageradas, roupas espalhafatosas, utilizam mais do que o necessário e acabam, com isso, ficando vestidas de mau gosto.
João Bosco Leal

O governo que lesa e mata os brasileiros

A presidente Dilma e seu ministro Guido Mantega, alegam que não há dinheiro do governo federal nos estádios de futebol, mas somente empréstimos subsidiados do BNDES e renúncias fiscais, chamando assim de imbecis todos os brasileiros, pois, afinal, de quem é o BNDES e quem perde com renúncias fiscais? O Tesouro Nacional repassou mais R$ 24 bilhões ao BNDES no final de 2013, totalizando, nos últimos quatro anos, mais de R$ 300 bilhões injetados no banco de fomento do governo brasileiro, que além dos campos de futebol, atualmente financia a construção de portos e aeroportos em Cuba e diversas outras obras no exterior, concentradas principalmente em projetos de infraestrutura na América Latina e na África.
João Bosco Leal

As páginas dos livros

Assim como páginas dos livros, as histórias de vida de cada um são cheias de surpresas e passam pelas mais diversas fases, como as de ambições, sonhos, sucessos e alegrias ou inabilidades, imprevistos, frustrações e tristezas. No processo de aprendizagem da caminhada, muitas vezes os jovens não ouvem os mais velhos e suas lições só são absorvidas com tropeços, quedas, um novo levantar e o recomeço, mas normalmente já arranhados, esfolados, alguns até machucados e fraturados, sem necessidade. Esses jovens buscam crescer, aumentar o patrimônio, a casa, o guarda roupas e tentam preparar o terreno para que seus filhos tenham um futuro mais fácil e confortável que os seus, mas a carga vai ficando pesada e nesse período muitos tropeçam, caem ou até mesmo morrem.
João Bosco Leal

Quem não te ama…

É comum sentirmos simpatia, afinidade, indiferença, antipatia e até aversão por pessoas que acabamos de conhecer, mas em uma segunda oportunidade isso pode se inverter e nos simpatizarmos com quem causara má impressão e vice versa. Na relação matrimonial, a pessoa com quem vivemos por anos e com ela caminhamos, sorrimos, choramos, partilhamos segredos e que até dias atrás dizia nos amar, hoje pode já não nos querer e procurar em outra, algo que entende não possuirmos. Tudo isso provoca dúvidas, angústias, lágrimas e nos faz procurar explicações que só serão encontradas quando buscadas em cada detalhe dos comportamentos passados, arquivados nas milhares de gavetas, das centenas de cômodas, dos diversos quartos de nossa memória.
João Bosco Leal

O par perfeito

Após se tornar sua "amiga" através de uma das atuais redes sociais, passaram a trocar diversas informações e descobriram que, apesar das vidas totalmente distintas, sempre distantes e de não possuírem nenhum conhecimento anterior, tinham muitos amigos comuns, seus pais moravam no mesmo prédio de um parente dele e ela conhecia sua família. Tinham estudado em colégios e faculdades diferentes, mas de níveis semelhantes e moravam em regiões distintas do país. Era um homem oriundo de uma boa família, inteligente, educado, sensível e pelas mensagens que postava, soube que se tornara um escritor.
João Bosco Leal

Uma retrospectiva aos sessenta

Na educação dos filhos certamente fui mais enérgico do que precisaria, mas o resultado foi excelente e, portanto, desse aspecto só me orgulho. Fazendo uma comparação entre como poderia ter tido maior participação e presença em suas vidas, com a ausência ou pouca companhia que lhes fiz - enquanto buscava angariar recursos para proporcionar-lhes um futuro mais seguro -, percebo que esta é uma das coisas que poderia ter sido diferente, mais equilibrada, mas sem essa ausência eles também não seriam o que hoje são. Conheci milhares de pessoas, mas por falta de novas oportunidades - ou de afinidade -, centenas ficaram somente na apresentação. Outras, com as quais simpatizei, foram reencontradas e de muitas me tornei conhecido, com várias me decepcionei e, de raras, me tornei amigo.
João Bosco Leal

Ideias simples, mas eficientes!

Através do chamado "Mensalão", agora condenado pelo Supremo Tribunal Federal, quando no poder, o PT utilizou-se da corrupção que tanto condenava, com uma intensidade e volume "jamais vista na história desse país". O maior crime já cometido no país não foi de corrupção de valor apenas monetário, mas contra todos os princípios da democracia, pois partidos políticos inteiros foram comprados e o sistema sindical representativo de classe, também corrompido, por diversas vezes conduziu massas contra seus próprios interesses. Além dos votos, consciências foram compradas e desviou-se dinheiro dos locais onde mais o país deveria investir: saúde e educação. Pessoas morreram e continuam morrendo em filas de hospitais, porque alguns roubaram seus direitos de serem decentemente e prontamente atendidos.
João Bosco Leal

Consequências

Um dente que brado durante uma briga, uma corrida, uma brincadeira e as mais variadas marcas adquiridas pelo corpo, são consequências de atitudes e comportamentos diversos, mas as cicatrizes, por não se formam em cadáveres, são belas e significam que sobrevivemos. A quantidade de colegas e amigos adquiridos e os títulos de carismáticas ou sisudas dados a muitas pessoas, como tudo na vida, são consequências de seus comportamentos ao longo do tempo. Os pais que educam seus filhos dando-lhes tudo sem que trabalhem, não estão educando, mas destruindo-os, pois serão adultos que não aprenderam a dar valor ao que se ganha com o próprio suor, a respeitar outras opiniões, cumprir regras, horários e que nunca aprenderão a sobreviver sem ajuda, principalmente a financeira.
João Bosco Leal

A interpretação

Quantas vezes me senti só, em um deserto, mesmo que entre milhares ou estranho mesmo que entre conhecidos, como diz a música. É um sentimento que atualmente afeta milhões de pessoas que apesar de tecnologicamente próximas de qualquer pessoa do planeta, ao mesmo tempo estão sós, diante de uma máquina que naquele momento as conecta ao mundo através da internet. Quando conhecemos uma pessoa no mundo virtual, é fácil perceber que aquele alguém está muito longe dali e mais perto de outro lugar. Que há uma distância enorme entre nós e o que vemos perto, mas lá não está. Essa poderia ser uma das interpretações dadas ao que o autor pretendia dizer, mas claro, cada um interpreta a letra de uma música ou de um texto de acordo com sua ótica, sua realidade, sua história de vida.
João Bosco Leal

Nossas cicatrizes

As marcas físicas, causadas por acidentes do passado, são de feridas curadas, de superações, mas as dores das frustrações, das decepções, sejam com amigos, parentes, paixões ou amores, provocam cicatrizes aparentemente invisíveis, mas geralmente maiores que aquelas provenientes de impactos físicos. São essas cicatrizes não aparentes e algumas vezes incuráveis - provocadas pelas dores sentimentais, da alma -, que transformam as pessoas, deixando-as tristes, amarguradas, enclausuradas, sem desejos ou novas perspectivas. Para elas não há remédio, a ferida pode até ser curada, mas a estória já ocorreu e a cicatriz existirá. Só lhes restará envelhecer com ela.
João Bosco Leal

Modismos

As modas vão e voltam diversas vezes durante uma geração e quando se fala em vestimentas femininas, as minissaias e os shorts são exemplos disso. As "peruas", que não se satisfazem com os modelos da moda e, para se sobressaírem, utilizam das vestimentas e acessórios mais chamativos possíveis, também sempre existiram e existirão. Sentado em uma praça de alimentação de um shopping pensei sobre o assunto e comecei a observar quem por lá passava.
João Bosco Leal

A vontade e o medo

Quando somos crianças e estamos aprendendo a andar, os medos são menores, praticamente inexistentes, por não conhecermos a dor, mas à medida que vamos tomando conhecimento de suas possibilidades e intensidades, os medos começam a se acumular em nossas mentes. Colocar o dedo em uma tomada pode provocar choque; em um ventilador em movimento, a quebra de um dedo; cair e bater com o rosto no chão pode causar um corte que necessite de pontos cirúrgicos ou até a quebra de um dente. Todas essas situações provocam dor e ao mesmo tempo, por menores que sejam os ensinamentos delas retirados, nos deixarão mais atentos para o resto de nossas vidas. Porém, ao passar por essas experiências, algumas pessoas adquirem medo das possibilidades, o que poderá atrapalhar muitas atividades.
João Bosco Leal

A minha geração

A geração hoje sexagenária foi a que viveu ao mesmo tempo em que, provavelmente, a humanidade passou por suas maiores transformações. Nessa época é que surgiram as maiores mudanças tecnológicas, morais, culturais, musicais e de estilos de vida. As padarias e os armazéns com os caderninhos de anotações das compras mensais realizados pelos moradores do bairro foram totalmente substituídos pelos supermercados e shopping centers, onde nada é anotado e os pagamentos antes realizados no final do mês, com papel moeda ou cheques, foram substituídos pelos imediatos, com cartões de crédito que os parcelam em várias prestações. Surgiu o Twist, o Rock'roll, Chuck Berry, Little Richard, Elvis Presley, os Beatles, os Rolling Stones, os Bee Gees, os Carpenters e junto deles, as longas cabeleiras masculinas, as calças justas, as bocas de sino, as minissaias femininas e muitas outras diferenças. O festival de Woodstock foi um marco temporal, do início da pratica de sexo sem preconceitos ou compromissos e de cenas públicas de nudismo.
João Bosco Leal

A simplicidade da educação

Desde a invenção da escrita, a partir de quando foi possível documentar a história da humanidade, não se conhece um só dia em que todos os que habitam nosso planeta estivessem em paz. As guerras tribais por caças, alimentos, domínio de territórios ou por recursos naturais ocorreram diariamente, durante todos os séculos, em algum município, estado, país ou continente e, em duas oportunidades, envolveram praticamente todos eles. Atualmente, além desses motivos, as guerras ocorrem principalmente por interesses políticos e econômicos, como pelo domínio dos campos de petróleo e mais recentemente por bacias hídricas. O mesmo jogo de poder que busca o domínio de determinadas regiões, deixa de lado outras, sem riquezas naturais importantes, fazendo com que milhões de pessoas no mundo sofram com a falta de alimentos, atendimentos mínimos de saúde ou sem moradia.
João Bosco Leal

A vida bem vivida

Na página social de uma amiga de infância li algo que me chamou a atenção: "Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final... Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome dado, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram". Logo me lembrei de como os jovens de minha época sempre foram apaixonados, mas também de como os objetos das paixões variaram muito durante nossas vidas. Eles podiam ser por esportes, times, carros, motos, mulheres, ou qualquer outra que tenhamos vivido.
João Bosco Leal

Meus sonhos

Como homem, tanto na vida afetiva como profissional, sempre tive minhas dúvidas, angústias, medos e inseguranças. Após o amadurecimento, em muitas coisas tenho pensado. No que já vivi e no que ainda posso viver. Nas coisas das quais me orgulho e nas que poderia ter feito diferente. Nos dias, únicos, aos quais jamais poderei voltar. Nas coisas agradáveis, outras nem tanto e em fatos verdadeiramente tristes que em alguns deles todos nós já vivemos. Entendi que as muitas paixões e os coleguismos que tive, podem sim, ocorrer em grande quantidade, mas possuem pouquíssima durabilidade e pouco ou nada nos acrescentam.
João Bosco Leal

Sobre paixões, amores e sonhos

Centenas de artistas, escritores, poetas e diversos outros pensadores mundialmente reconhecidos como de elevado nível cultural, já disseram como, na maturidade, sentem ou sentiram um verdadeiro amor. Assim, sem tentar entender, simplesmente observo o comportamento das pessoas em relação ao que entendo ser o maior e mais belo sentimento que o ser humano pode experimentar. Entretanto, apesar de sua grandiosidade, noto que quando uma conduta errônea é cometida por um dos membros do casal, normalmente provoca, no outro, uma enorme dificuldade em perdoar e procurcar solucionar as divergências que causaram chateação, incredulidade, ira, ou qualquer outro sentimento raivoso. Entendo que, se realmente houvesse amor, elas poderiam e deveriam ser perdoadas. Creio que os erros e enganos, mesmo que enormes, devastadores, não podem acabar com o entusiasmo de novamente semear algo que já deu frutos.
João Bosco Leal

Nossas perdas

Na cultura competitiva em que somos criados, o sentimento de perda, em qualquer aspecto, é de aceitação extremamente difícil para todos, a ponto de, ainda muito pequenos, não gostarmos que outras crianças, por mais próximas que sejam, peguem nossos brinquedos, roupas, ou qualquer coisa que consideramos "nossa". Isso sempre ocorreu com coisas que as crianças atuais sequer conheceram, como uma bolinha de gude, as bonecas de pano anteriores à era Barbie, um peão, uma casinha de bonecas, um papagaio, um carrinho de rolimã, um trenzinho elétrico, as figurinhas dos álbuns ou qualquer outro brinquedo das crianças da minha geração ou anteriores. Em seguida, as disputas ocorriam nas mais diversas áreas, como natação, judô, balé, e também aí aqueles que perdiam ficavam muito tristes e até choravam por haverem perdido para outras crianças da mesma idade. Na escola elas eram pelas notas, pela escolha de quem participaria do time de futebol, da representação teatral ou da apresentação de balé.
João Bosco Leal

O vulcão da paixão

Sem saber onde, quando ou porque, todos podem sentir um interesse diferente e repentino em relação a alguém que antes sequer conhecia. Normalmente chamado de paixão, esse sentimento é totalmente imprevisível e não segue nenhum padrão de raça, credo, cor, peso, altura, cor dos olhos, cabelos ou qualquer outro. A quantidade de variáveis possíveis de como podem ser essas paixões são imensuráveis, mas atualmente, através das chamadas redes sociais, podem inclusive ser virtuais. Em uma simples troca de olhares, duas pessoas podem sentir uma atração que há séculos vêm sendo descrita em verso e prosa por milhões de poetas e escritores ou cantada nos mais diversos ritmos e línguas.
João Bosco Leal

Se os bancos falassem

Ao fotografar um banco localizado em um parque que visitava na cidade de Ribeirão Preto, no interior do estado de São Paulo, uma amiga extremamente querida que me guiava magistralmente no conhecimento cultural daquela cidade, sugeriu que eu escrevesse sobre o mesmo. Comentamos brevemente sobre quantas histórias já haviam se passado sobre aquele banco, mas diante de tantos detalhes, curiosidades e questionamentos que eu fazia sobre aquele e outros locais que estava conhecendo, o assunto não teve continuidade.
João Bosco Leal

O encontro das águas

Como a água na nascente, desde os primeiros momentos de vida vamos criando nosso próprio caminho, entre pedras, rochas ou grãos de areia, mas ninguém...
João Bosco Leal

Virtualidade

Atualmente, pode-se dizer que são raras as pessoas no mundo, que não acessam alguma das chamadas redes sociais de comunicação. Por meio delas e interligadas de modo exponencial e sem limites, é possível conhecer pessoas das mais diversas partes do mundo e com os mais distintos interesses. Desde fotos particulares, passeios familiares, receitas de alimentos, pensamentos de filósofos, poetas a discussões científicas, tudo é debatido e divulgado nas redes. As insatisfações políticas, econômicas ou sociais são transmitidas a uma velocidade inimaginável aos que uma década atrás já eram adultos.
João Bosco Leal

Correndo riscos

Atualmente é muito comum vermos pessoas já de meia idade que frequentam diversos locais como bares, restaurantes, shows ou boates e a cada dia ou semana, com uma companhia distinta. Observando mais essas pessoas, notaremos que normalmente são solteiros, divorciados ou viúvos, vivendo só, longe dos filhos e netos, que depois de já haverem trabalhado bastante e financeiramente cuidado razoavelmente do futuro dos mesmos, pensam que chegou a hora de se preocupar em, agora, viver mais a própria vida. Como ninguém sabe quanto viverá e cronologicamente ser certo que já ultrapassaram a primeira metade de sua vida, querem, na metade final, aproveitar mais enquanto isso ainda é possível.
João Bosco Leal

Aos olhos do amor

Quando é unilateral, gera medo, insegurança e queima como o fogo das lavas. Como os vulcões adormecidos, que permanecem na escuridão das profundezas da terra, os não correspondidos são infelizes, transmitem mágoa, solidão, tristeza e perdem o brilho dos olhos. Em busca desse amor nos deparamos com diversas barreiras, que provocam a desistência de muitos, mas quem ama possui forças desconhecidas, saídas de suas entranhas, que lhe permite caminhar com bastante facilidade, contra a inveja e o egoísmo de quem nunca amou ou não quer ver a felicidade do outro. Daí a ansiedade e insistência daqueles que já sentiram o amor - e por algum motivo o perderam -, em recuperá-lo ou encontrar outro que reacenda aquela chama em seu coração e lhes devolva a alegria de viver, pois com seu amadurecimento e o reconhecimento dos erros cometidos, certamente o sentirá de modo ainda mais intenso.
João Bosco Leal

Aceitações

Apesar de algumas atitudes necessárias serem emocionalmente dolorosas, a decisão de virar páginas é de fundamental importância para que possamos continuar vivendo, pois, na vida, tudo possui início, meio e fim. As etapas vividas, boas ou ruins, jamais voltarão e precisam ser realmente encerradas para que, nas próximas, possamos usá-las como ensinamentos, lições. O mesmo ocorre com a vida de todos - que passa pela infância, juventude, amadurecimento e velhice -, e seus projetos e objetivos - que precisam de um ponto de partida, a busca para alcançá-los e seu resultado final, de sucesso ou fracasso -, mas independentemente da fase em que se encontra ou do resultado obtido, é necessário que ela se encerre para que outra se inicie.
João Bosco Leal

A irracional demarcação de mais terras para índios

Tenho me esforçado para tentar entender o que haveria de racionalidade em demarcar mais terras para índios, como tem sido defendido por diversas ONG's, em sua grande maioria estrangeiras, pelo CIMI - Conselho Indigenista Missionário da Igreja Católica, vinculado à CNBB Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e pela FUNAI - Fundação Nacional do Índio, entidades que, além de apoiarem essa ideia, incentivam e até patrocinam as invasões de terras de produtores rurais como as que estão ocorrendo em Mato Grosso do Sul. Após o descobrimento do que hoje conhecemos por Brasil, a tendência dos colonizadores portugueses e depois os espanhóis e holandeses, foi a de se manter mais próximo possível do litoral, o que facilitava tanto as importações como as exportações.
João Bosco Leal

Protestos e depredações

Nos últimos dias os brasileiros têm assistido a uma quantidade de protestos antes inimaginável para uma população que nos últimos anos sempre se mostrou passiva, acatando todo tipo de desmando imposto pelos três Poderes Constituídos. Iniciado em São Paulo e originalmente provocado por um novo aumento no preço das passagens dos transportes urbanos, rapidamente o protesto se espalhou por 11 capitais brasileiras e a cada dia recebe adesão de outras. Imaginando ser um protesto pequeno como os raros que ocorreram nos últimos anos, os políticos deram aos policiais ordens para reprimir as manifestações, o que acabou gerando, por parte da polícia, o uso de força desproporcional sobre uma manifestação até aquele momento pacífica.
João Bosco Leal

Na mesma moeda

Acompanhando o noticiário sobre as invasões de terras por índios com apoio e incentivo de ONG's Internacionais, do CIMI - Conselho Indigenista Missionário da Igreja Católica e da FUNAI - Fundação Nacional do Índio, fico imaginando como se sentem os produtores rurais invadidos em relação à incapacidade e à falta de interesse do Poder Executivo em simplesmente fazer cumpri a lei. E para os que dizem que essa invasão não é crime, que a terra era dos índios, lembro que todas as áreas possuem documentos originários do Governo, que titulou ou vendeu terras devolutas há décadas ou, em muitos casos há até mais de um século, quando tinha interesse em colonizar as regiões centrais e norte do país e para isto incentivou a criação de novas fronteiras agrícolas.
João Bosco Leal

Reatamento

Como em uma rodovia, mesmo que repetindo um trecho já percorrido outras vezes, a viagem da vida é diferente cada dia, com retas, curvas mais ou menos acentuadas, subidas, descidas e paisagens distintas. Cansados, distraídos ou olhando para algo do lado, não percebemos a chegada de uma curva e... Logo aparecem os comentários de alguém informando que se..., ou se..., isso não teria ocorrido, pelo menos não com tanta gravidade, o mesmo fim. Acidentes podem ou não ocorrer na vida dos que vivem e, mesmo aqueles que se privam de tudo e de todos, tentando não correr qualquer risco estão, a qualquer momento, sujeitos a uma ocorrência inesperada seja onde estiverem.
João Bosco Leal

Terra de índio

Vivemos em um país que, atendendo a interesses escusos e quase sempre externos, cria tantas reservas ecológicas, parques de preservação e áreas indígenas que literalmente inviabiliza economicamente várias propriedades, municípios ou até mesmo estados, como o de Roraima. Projetos como os de construção de usinas hidrelétricas, extremamente importantes para o desenvolvimento de determinadas regiões, são de dificílima aprovação nos Ministérios, como o do Meio Ambiente e outros. Se na região onde seria construída houver alguma aldeia indígena, nossos governantes têm aceitado ouvir opiniões e palpites de atores, cantores, brasileiros e estrangeiros, todos totalmente ignorantes em relação ao assunto, mas inteligentes o bastante para saber que sua posição em favor de uma aldeia indígena - que sequer conhecem -, lhes dará muita visibilidade na mídia, o que, afinal, é o que realmente lhes interessa.
João Bosco Leal

Em busca da felicidade

Nos humanos a procura pela felicidade é tão importante que provavelmente jamais tenhamos visto uma pessoa que, de uma forma ou de outra, não a estivesse buscando. Passamos grande parte de nossas vidas caminhando em determinado direção, imaginando que assim o fazendo chegaremos a algum lugar onde seremos mais felizes do quem hoje somos. Interessante como nossa visão de felicidade é a de encontra-la em algo, lugar ou alguém que, pensamos, poderá nos proporcionar prazeres e satisfações ainda não conseguidos, ou que preencherá plenamente nossos corações. Durante essa procura, muitas vezes erramos, sorrimos ou choramos, mas continuamos buscando, pois, realmente, encontrar a felicidade ao lado de alguém não é uma tarefa conseguida por muitos.
João Bosco Leal

Ausência

As diversas e pequenas paixões vividas são praticamente esquecidas quando, depois de encerradas, aqueles que as viveram se afastam, deixam de se ver, se comunicar ou o fazem com pouca frequência. Entretanto, quando se vive uma grande paixão, a distância física e temporária parece que só a faz tornar-se maior. É a falta que sentimos daquela pessoa que nos faz pensar, lembrar e manter acesa sua chama. Isso pode ser facilmente constatado entre os apaixonados durante o afastamento provocado por uma simples viagem ou após o fim do relacionamento ou em outro tipo de relacionamento onde o que ocorre não é exatamente a paixão, mas uma grande afinidade ou mesmo o amor, como entre amigos e parentes. Pessoas que passaram por perdas de vidas em qualquer uma dessas áreas sabem perfeitamente como, apesar de transcorrido o tempo, a ausência só provoca o aumento do sentimento que se tinha por alguém.
João Bosco Leal

Ontem, hoje e amanhã

Tenho pensado e conversado bastante com amigos sobre como já fui, como sou, e como seriam minhas reações em situações análogas às que me ocorrem atualmente. É bastante interessante desenvolver esse raciocínio, pois através dele podemos perceber o quanto, com a idade, mudamos, alteramos nossos pontos de vista, crescemos, amadurecemos. Por outro lado, em alguns aspectos nos tornamos mais jovens, ou até mesmo infantis, com menos preocupações, dando menos importância a muita coisa que antes nos eram caras. Nossas atitudes em relação a filhos e netos são tão distintas do passado, que até os filhos estranham, pois exigimos bem menos e sorrimos bem mais.
João Bosco Leal

Os raros amigos

Durante a vida conhecemos milhares de pessoas, bonitas, feias, altas, baixas, gordas ou magras que, de uma forma ou outra, passam a fazer parte de nosso círculo de relacionamentos. Algumas continuam simplesmente nossas conhecidas, colegas, parceiras em alguma atividade social ou comercial. Outras, falsas, se aproximam por interesses diversos, mas poucas, muito poucas, se tornam nossas amigas. Entretanto, é fácil perceber pessoas utilizando a palavra “amiga” com muita facilidade, quando, na realidade, são raríssimas as verdadeiras amizades que conseguimos construir durante nossa vida. Normalmente elas chegam devagar e, muitas vezes sem sequer serem notadas, vão conquistando, construindo esse relacionamento em bases sólidas, transparentes, adquirindo seu espaço nas mentes e corações daqueles que como amigas se aproximaram.
João Bosco Leal

Química

Os humanos possuem infinitas variáveis controláveis ou não sobre seus sentimentos afetivos e, durante suas buscas por um parceiro, passam por diferentes fases, mas sempre têm opções ou até mesmo determinadas exigências para essa escolha. Algumas são praticamente generalizadas, como a de que a parceira deverá ser educada e pertencer a uma determinada classe social, mas as outras são muito pessoais. Ser alta ou baixa, magra ou gordinha, loira ou morena, gostar de cinema, teatro, dançar ou de comer em restaurantes, apreciar programas noturnos ou ser mais caseira, ser fumante, gostar de bebidas alcoólicas, a maneira de se vestir, sua atração por joias e a ambição financeira serão itens analisados.
João Bosco Leal

O outro lado

Do nascer ao por do sol, em locais planos, ondulados ou com serras, naturais ou já repletos de construções, durante a vida nossos olhares alcançam milhares de horizontes com inimagináveis possibilidades de diferenças, mas nunca iguais. Admirando-os, cada um os vê de uma forma, enxerga outro detalhe, outra cor ou sombra. E independentemente do lado para o qual nos dirigimos, a cada passo, o que se vê é alterado, surgem novas imagens e possibilidades. Assim é a vida, repleta de escolhas que podem e devem ser realizadas a cada momento, cada passo, diariamente. Todos possuem, igualitariamente, a chance de optar para que lado, quando e como seguir seu caminho.
João Bosco Leal

Relacionamentos

O relacionamento humano é, provavelmente, a experiência mais difícil para todos, pois para que o mesmo se torne maduro, duradouro, quando os dois já seguirão um mesmo caminho, com metas e objetivos comuns, são necessárias insistências, concessões, renúncias e superação de dificuldades. As pessoas, que um dia se encontraram, vieram de locais com educação, nível social e cultural distintos, o que certamente exige habilidade de ambos para começarem qualquer tipo de relacionamento, como amizades, paqueras, namoros ou casamentos.
João Bosco Leal

Alto risco

Há pouco tempo uma amiga me contou que, durante uma viagem de turismo que fez com um grupo de conhecidas, pensou haver encontrado seu príncipe encantado. Eram cinco mulheres e guiadas por outra da cidade onde estavam, foram a um bar onde havia pista de dança. Ela, mulher já madura - de quem já se esperava menos inocência -, dança com um desconhecido que a encanta com suas conversas e galanteios, a ponto de imaginar haver ali encontrado seu príncipe encantado.
João Bosco Leal

Quem realmente ama

Mesmo que simplesmente por instinto de preservação da espécie, desde a juventude, todo ser humano está em busca de um grande amor, com quem possa constituir uma família e envelhecer junto. Durante essa busca, surgem pessoas bastante diferentes, oriundas de diversos locais, com graus de educação, instrução, posições econômica e social totalmente distintas das suas. Bastante comuns, as mentiras, deslealdades e traições, quando descobertas, não permitem a sobrevivência de nenhum relacionamento sadio. Por estes motivos, sempre fui e serei um apaixonado pela transparência e lealdade em tudo, o que certamente dificulta as tentativas e, consequentemente, os acertos.