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Hugo Gomes de Almeida

A incrível tentativa de proibir as investigações do Ministério Público

Essa tal PEC 37 é portadora de um cinismo que causa espanto! Por incrível, as entidades civis, de tantas lutas éticas, calam-se nessa hora em que têm o dever de protestar e cerrar fileiras com a causa do Ministério Público, a instituição que pelo atuar altivo e imparcial, tem posto freio aos malfeitos de muitos calhordas. O Brasil precisa aumentar ao máximo o poder de investigação do Ministério Público ao invés de restringi-lo. Máxime se tivermos em conta que os integrantes da Polícia não contam com garantias constitucionais para levar avante determinadas investigações de meliantes que tenham a proteção do executivo. Mesmo possuíssem tais garantias, faltar-lhes-ia a credibilidade de que desfrutam os membros do Ministério Público.
Hugo Gomes de Almeida

Reflexões sobre a mediocridade da política brasileira atual

Tenho visto figuras, medianas, que galgam posições em tribunais — mendigando a políticos e a outros vultos influentes, ou, em determinado caso, por conhecida circunstância — que, no exercício do cargo, se preocupam mais em jogar para a plateia. Pisoteiam a ética na ânsia por fortalecer a imagem pública. Pobre de quem se deixa engabelar por esses tipos de tantos artificialismos. Há quem viveu a vida universitária, em pleno governo dos generais, sem esboçar qualquer repúdio e que, há pouco, andou por aí aparentando querer consertar erros. Tudo isso depois de desfrutar boa situação na vida e ter certeza de que nada de mal lhe vá acontecer. Nos idos estudantis, diziam não gostar de política. São os valentes depois de o perigo passado.
Hugo Gomes de Almeida

O Flamengo nos braços dos que o ama

A decadência do Flamengo é tamanha, que tem estado dependente de empréstimos bancários para o pagamento da folha salarial, sempre em atraso. A última tentativa de concretizar essa onerosa operação com os bancos, não foi bem sucedida, certamente por ter sido impossível apresentar as garantias exigidas. Comenta-se que a diretoria já recebeu por antecipação as quotas televisivas dos anos vindouros, previstas em contrato. As receitas restantes, como as dos jogos, encontram-se penhoradas. Há cerca de três anos que a desordem reinante afastou o patrocinador máster. Mesmo com tanta ineficiência, a atual mandatária é a mais provável vitoriosa na eleição do início de dezembro. Em colégio eleitoral restrito, tem ela votantes certos, a maioria não-flamenguistas, mais interessados em transformar a sede da Gávea em clube social, de custo módico, para fruição de suas famílias. Pasmem, mas o presidente do Clube de Regatas do Flamengo se elege com maior simples!
Hugo Gomes de Almeida

Ministros do Supremo deveriam fazer concurso para entrar no Tribunal

Na prática, torna-se uma balela o “notório saber jurídico” nos termos previstos na Constituição da República. É uma maneira camuflada de protecionismo aos repulsivos puxa-sacos de todas as épocas e latitudes. Há um ministro — o penúltimo nomeado — que não demonstrou mérito intelectual sequer para iniciar carreira na judicatura. Foi reprovado em dois concursos de ingresso na magistratura paulista. Ademais, sendo exigida a aprovação em concurso, o nomeado não fica a dever favores a quem quer que seja. O ex-torneiro mecânico não mais poderia proclamar ter sido vítima de ingratidão e chamar beneficiário da nomeação de “complexado”.