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Flávio Saliba

A restauração da monarquia

Talvez não seja mera coincidência o fato de países democráticos, politicamente estáveis e ricos, como o Reino Unido, a Holanda, a Noruega, a Dinamarca, o Japão e a Espanha, serem monarquias em que os soberanos mandam pouco, mas funcionam como esteios da estabilidade das instituições nacionais
Flávio Saliba

No Brasil, só o crime é organizado

Estranho país este onde só o crime é organizado. O resto que se dane. Há quem diga que já perdemos todas as oportunidades de superar a mediocridade econômica e conquistar avanços sociais significativos. Diz a teoria que a nova ordem econômica mundial promoveu a reestruturação da divisão internacional do trabalho
Flávio Saliba

O caos social e a supressão dos direitos de cidadania

O mundo está um caos, e nós, atônitos, presas fáceis de idéias radicais, preconceituosas e autoritárias. Preocupam-nos, em especial, os fenômenos da violência individual e coletiva, do terrorismo e dos riscos que correm as democracias ocidentais, sinalizando para uma gradativa supressão dos direitos de cidadania.
Flávio Saliba

O país da obstrução da justiça social

O cidadão comum, que tem seu bem-estar, para não falar de sua felicidade, há tanto tempo obstruído, anda descrente da possibilidade de que nossas instituições políticas possam proporcionar-lhe algo além dos sentimentos de impotência e revolta dos dias atuais.
Flávio Saliba

Cristovam Buarque e o enterro da esquerda

Não fosse desonestidade, eu transcreveria literalmente, aqui, o discurso do senador Cristovam Buarque, esse político sereno, muitas vezes tido como indeciso e sonhador. Nesse discurso pronunciado no Senado, logo após as eleições de dois de outubro, ele anuncia o enterro da esquerda e, mais especificamente, o enterro do Partido dos Trabalhadores.
Flávio Saliba

A crise política e a rádio-novela: interminável e cansativa

Falaram mais alto os escândalos, a sede de poder e enriquecimento ilícito de lideranças políticas, até então respeitáveis, o desemprego e a desesperança. Levaremos anos, talvez décadas, para reconstruir nossa economia e avançar rumo à decência política e social.
Flávio Saliba

Adeus aos direitos de cidadania?

A preocupação com a segurança interna tende a justificar a crescente supressão das liberdades individuais e o arbítrio, inclusive em sociedades tradicionalmente democráticas, e, se assim é, adeus aos valores e às conquistas sociais do Ocidente e, claro, aos direitos de cidadania.
Flávio Saliba

A tolice de um intelectual brasileiro

Mais do que o rombo nas contas públicas, o desemprego, a inflação e a recessão sem precedentes na história deste país, o governo ora afastado do poder nos deixa um legado de terra arrasada. O raciocínio esquerdista é simples: o sistema capitalista é corrupto por natureza, e, portanto, só sua supressão porá fim a esse mal menor.
Flávio Saliba

O crescimento do Carnaval de rua

Surpreendente mesmo é o ressurgimento do Carnaval de rua, isto é, das aglomerações mais ou menos espontâneas, que já dávamos por mortos e sepultados. Cresce em ritmo acelerado o número de blocos carnavalescos em vários pontos do país. Mas é um Carnaval diferente, que arrebanha centenas de milhares de pessoas e em que marchinhas de duplo sentido são substituídas pela sexualidade explícita e sem humor de musiquinhas do momento, nas quais a irreverência dá lugar ao exibicionismo, e a alegria é medida, como nas passeatas, pelo tamanho da multidão.
Flávio Saliba

Não é apenas uma crise: o Brasil está à deriva!

A crise econômica não é passageira, é um retrocesso que talvez nos impeça pelas próximas décadas de participar do concerto das nações civilizadas. Tampouco a crise política aponta para saídas de curto prazo. Não há lideranças ou arremedo de reforma que deem conta de expurgar do poder cidadãos formados numa cleptocultura carente de valores éticos e morais, de espírito público e de apreço à lei.
Flávio Saliba

Crise ou condição de atraso político e econômico?

Deus pode ser brasileiro, mas vive em Miami porque sabe que isto aqui não vai pra frente. Não sei em que vai dar a atual crise política, mas a crise econômica não é crise, é uma condição mais ou menos permanente de atraso das forças produtivas e da incompetência política. Se é verdade que sempre houve corrupção, também é verdade que nunca antes na história deste país roubou-se tanto e, pior, com a participação ativa da esquerda redentora. O mal da corrupção não está apenas nas quantias surrupiadas, mas em seus efeitos perversos na definição das prioridades nacionais, na qualidade das obras e dos serviços prestados à população e nas tarefas de planejar e gerenciar as ações governamentais. Nós nos resignamos com a condição de exportadores de bens primários, embora a experiência histórica e a literatura especializada sugiram que isso equivale a se resignar com a subalternidade no comércio mundial.