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Flávio José Bortolotto

Sinais de retomada da economia

Apesar das turbulências políticas que atrapalham os negócios, a economia do Brasil vem mostrando sinais crescentes de retomadas. Na economia, o pior já passou, há sinais de retomada, mas na política… Nossa safra de grãos foi recorde em 2016 com duzentos e trinta e dois milhões de toneladas
Flávio José Bortolotto

Será o destino do Brasil?

Países industrializados querem manter o Brasil como produtor de matérias-primas. É uma luta que vem de longe. Os países industrializados querem que as nações subdesenvolvidas continuem apenas como produtores de matérias-primas
Flávio José Bortolotto

Impeachment de Dilma pode favorecer volta de Lula

A Presidenta Dilma Rousseff só teve necessidade de pedaladas fiscais, porque o PT-Base Aliada em todo seu tempo de Governo, que já vai para treze anos, sempre aumentou a despesa pública mais do que o crescimento da economia, atingindo o déficit em 2014 a incrível quantia de 10% do PIB.
Flávio José Bortolotto

Crise econômica vai durar, no mínimo, mais dois anos!

A presidente Dilma capitulou, reconheceu a necessidade de mudança, deu uma guinada de 180 graus sua política econômica, agora fazendo tudo o que o capital internacional exige para ficar aqui e até vir em maior quantidade, para que nossa economia volte a crescer. Teremos um ano de recessão (2015), um ano de baixo crescimento (2016) e, se tudo der certo e o capital internacional vier com tudo, haverá um razoável crescimento a partir de 2017. Mas, antes de melhorar, ainda vai piorar (desemprego, inflação, etc.), mas não será uma catástrofe. Já passamos por crises piores.
Flávio José Bortolotto

Governo inventa uma classe média que não saiu da pobreza

Excelente e útil pesquisa será feita pelo sociólogo Jessé Souza, novo presidente do IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), órgão subordinado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Seu objetivo é estabelecer a verdadeira dimensão da classe média no Brasil. Para tentar resolver um problema, a primeira premissa é conhecer a realidade dos fatos. É inegável que nos últimos 12 anos houve no Brasil alguma ascensão social, ou seja, mais famílias saíram da linha da miséria e da pobreza, para ascender à classe média baixa. Se isso não tivesse ocorrido, o PT não teria ganhado as eleições. Porém, em sua propaganda, o governo usa números muito baixos não só para definir a linha que separa a miséria e a pobreza, como também para definir a linha que separa a pobreza e a classe média.
Flávio José Bortolotto

Economia em crise severa

O comentarista Luis Hipolito Borges foi à raiz do problema, em recente análise sobre a economia, ao dizer que no Brasil os juros vão à estratosfera. Até o Plano Real do presidente Itamar Franco, com inflação alta e escala móvel da correção monetária, juros altos, voávamos no escuro, sem possibilidade de planejamento de médio e longo Prazo, e sem o importante uso do crédito a longo prazo. Íamos no rumo, manejávamos no instinto. Com o Plano Real de Itamar, a inflação amainou e os juros saíram das alturas e foram para a estratosfera, mas como passamos a poder planejar e começar a usar o poderoso motor de crédito de longo prazo, mesmo com juros altos a economia cresceu razoavelmente no governo FHC I.
Flávio José Bortolotto

Forças armadas não querem mais intervir na política

A impressão que tenho é que hoje, de maneira alguma, as Forças Armadas querem interferir “diretamente na política”, mesmo que o povo peça, mas, se humilhadas ou ameaçadas em sua existência, reagirão na hora. Quem não entender isso, a meu ver, não entende nada de Política brasileira. (...) O Exército brasileiro, popular e composto basicamente de classe média, desde a Guerra do Paraguai (1864-1870) tem uma longa história de atuação política no Brasil. Participou das lutas da Abolição da Escravatura, proclamou a República em 1889, houve aquelas rebeliões todas visando aprimorar a democracia no Brasil, fazer justiça social via Tenentismo, Rebelião do Forte de Copacabana em 1922, Coluna Miguel Costa – Prestes em 1924, Rebelião de 1926, tudo desaguando na Revolução Liberal de 1930.
Flávio José Bortolotto

Reflexões sobre a dualidade Capitalismo-Socialismo

Em mais de 250 anos de capitalismo industrial (via empresas privadas), montou-se um sistema econômico que produz bem, mas não garante pleno emprego, e distribui mal a riqueza/renda. O socialismo real (via empresas estatais) se apresentou como alternativa, em duas formas: marxista-leninista (Ditadura do Proletariado), tipo URSS, o que os jornalistas chamaram comunismo, que produziu mal e implodiu em 1989, e a social-democracia (países nórdicos, Alemanha, Inglaterra, França…). E a vertente social- anarquista é considerada utópica.
Flávio José Bortolotto

Petrobrás ainda dá lucro de 20 bilhões por ano!

Levará tempo para a Petrobrás SA recuperar sua respeitabilidade no mercado. É a mais estratégica empresa do governo federal, com matriz no Brasil, que ancora toda a indústria nacional do petróleo/gás, equivalente a cerca de 15% do PIB. Portanto, devem as empresas de auditorias independentes e internacionais, junto com a Justiça brasileira, fazer um “mutirão” para levar a cabo rapidamente a tarefa. Por outro lado, todos sabem que a Petrobrás e nossas grandes empreiteiras são ”too big to fail” (grandes demais para falir), assim como os grandes bancos e instituições financeiras dos EUA.
Flávio José Bortolotto

Dilma saiu-se bem no debate do SBT

A meu ver, nesse debate do SBT, quem se saiu melhor foi a candidata presidente Dilma Rousseff. Mesmo nervosa, defendeu bem seus pontos de vista, citou números e deu as respostas mais sensatas. Lembrou à candidata Marina Silva (que tem extraordinária habilidade com as palavras), que “falar bem e ter boas intenções”, ao ter que enfrentar os partidos e o Congresso, não resolve nada. Marina Silva tentou “imprensar a presidenta Dilma” dizendo que o governo FHC nos deu o Plano Real, que o governo Lula trouxe crescimento econômico com justiça social, e que a presidenta Dilma está estragando tudo com recessão e alta inflação, sem citar números que ela nunca cita, mas Dilma tirou “de letra”...
Flávio José Bortolotto

É preciso conter as importações

Nossas exportações são sempre crescentes, tendo ultrapassado os US$ 260 bilhões em 2013, o problema é que as importações subiram muito, tendo atingido algo em torno de US$ 257, 40 bilhões, dando um saldo magro de US$ 2,6 bilhões. Em 2012 deu um saldo de quase US$ 20 bilhões e nos anos bons, quando acumulamos reservas, chegou a dar US$ 50 bilhões ao ano. O Brasil tem que fazer um grande esforço para aumentar as exportações, principalmente de manufaturados, e diminuir nossa Importação.
Flávio José Bortolotto

O Papa está certíssimo ao criticar o Capitalismo

O Papa Francisco declarou que o Capitalismo gera muita produção, resultando até em excesso de consumismo, devido à má distribuição da grande renda gerada. Uns se dão ao luxo de jogar comida fora, enquanto outros passam fome por não terem emprego. E hoje não há emprego para todo mundo, especialmente na Europa, entre os jovens. O Papa sabe que as Leis de Produção do Capitalismo são imutáveis como as Leis da Natureza, já demonstradas em todos os Manuais de Economia Política, desde o grande Adam Smith (1776). Mas o Papa sabe que a distribuição do Produto gerado é feita pelo Homem, e pode ser qualquer uma. No entanto, deve ser aquela que a Sociedade considera ”a mais justa” Por isso, os católicos exigem pleno emprego e salários com participação nos altos lucros obtidos. Corretíssimo.
Flávio José Bortolotto

Sem crescimento, Japão vai perdendo importância

A economia do Japão, hoje com 130 milhões de habitantes, em meio a pequenas flutuações, cresceu a “taxas chinesas” desde a Guerra da Coréia (1950-1953), até 1990. Atingiu um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 4,6 Trilhões, com renda razoavelmente distribuída (per capita, de US$ 36 mil/ano), nada mal. Mas a partir daí, entrou em estado estacionário, com leve deflação. São 22 anos de produção, salários, taxa de juros básica etc., tudo próximo a zero ou até negativo. Como a população cresce a 0,2% ao ano, também está quase estacionária, e administraram esses 22 anos de estagnação sem grandes danos, conseguindo manter um desemprego baixo, cerca de 4,5%, mandando embora quase todos os trabalhadores estrangeiros.
Flávio José Bortolotto

Reflexões sobre a crise que a Petrobrás atravessa

A Petrobrás em janeiro de 2003 produzia cerca de 1,4 milhão de barris/dia, (70% do consumo nacional), e a indústria nacional do petróleo (fabricação de plataformas, navios-sonda, outras embarcações, tubulações, válvulas, equipamentos submarinos etc), equivalia a 3,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Naqueles períodos de recessão e pessimismo, anteriores a 2003, muitas das empresas nacionais de componentes da indústria do petróleo foram vendidas ao capital internacional. O governo Lula/José Alencar, com Sérgio Gabrielli na presidência da Petrobrás, resolveu alterar esse triste quadro, expandir a produção até a autossuficiência e, concentrando no Pré-Sal, tornar a Petrobrás exportadora de petróleo e derivados.
Flávio José Bortolotto

Enquanto a Venezuela produzir petróleo, o sistema de Chávez será estável

Os governos da Venezuela até 1998 polarizaram o país, deixando o povo dividido em cerca de 05% de ricos, 20% de classe média e 75% de pobres, com viés de alta de inflação e desemprego. Nesse contexto, em 04 de fevereiro de 1992, o Tenente Coronel Hugo Chávez dá um golpe de Estado, tenta rebelar todo o Exército, é vencido e vai para a cadeia. Após dois anos de prisão, com a posse do novo presidente da República, em 1994 é anistiado, dá baixa do Exército e passa a se dedicar integralmente a política partidária. Em final de 1998 vence as eleições para Presidente da República, convoca Assembléia Constituinte, aprova nova Constituição, e se reelege quatro vezes até sua morte.
Flávio José Bortolotto

Reflexões sobre Lacerda, Jango e Brizola nos anos de chumbo

A oportunidade perdida foi o ex-governador Lacerda não ter podido chegar a Presidência da República, porque ele tinha a visão correta de crescimento da economia dentro de uma visão nacionalista, com um Estado forte, fornecedor das condições de segurança jurídica e infraestrutura, indutor do desenvolvimento, mas tendo como setor prioritário absoluto a empresa privada nacional. A meu juízo, Carlos Lacerda seria um “JK com os pés no chão”, e um Brizola “expurgado de radicalismos”. Não era perfeito, mas tinha a visão correta para o desenvolvimento político-social do Brasil. Pena que as coisas tomaram outro rumo de 1968 para diante.
Flávio José Bortolotto

Cuidado, eles não desistem!

As classes produtoras (nacionais e multinacionais) acham que as crises financeiras devem ser combatidas com aumento de impostos, demissões em massa, reduções salariais, corte em investimentos sociais e privatizações. É a clássica solução de reequilibrar o orçamento federal (aumento de impostos e redução da despesa), e deixar os estabilizadores automáticos do mercado atuarem. Deixar o salário baixar até um ponto em que empregar passe a dar lucro de novo, deixar a taxa de juros baixar até zero ou, melhor ainda, ficar negativa, e então o poupador se vê obrigado a investir em qualquer coisa. O poupador fica doidão quando a taxa de juros fica negativa! Há deflação. Os preços e salários baixam, tornando mais ainda difícil a perspectiva de lucro e todo mundo só pensa em comprar ouro, mesmo que esse ativo não dê dividendos.
Flávio José Bortolotto

Industrializar é preciso, num país como o Brasil

Um país, para ter alto padrão de vida, precisa se industrializar. Ter as suas marcas. Com exceção da velha Inglaterra, que inaugurou a Revolução Industrial e se transformou na “Fábrica do Mundo”, os outros países, para se industrializarem, tiveram que fazer uso do protecionismo. Estados Unidos, Alemanha, França, Japão etc, para não falar da URSS, que se fechou totalmente. Todos esses países fizeram e fazem renhido uso do protecionismo. Nós também devemos fazer o mesmo, sob pena de – aí, sim – o Brasil se transformar em um país de fazendeiros exportadores, que seguramente gera uma economia pior do que um país de fazendeiros autossuficientes.