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	<title>Debates Culturais - Liberdade de Idéias e Opiniões &#187; Elias da Mota Ferreira</title>
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		<title>Le relazioni culturali fra Italia e Brasile</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 03:01:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elias da Mota Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pensare ad un rapporto culturale fra Italia e Brasile è, naturalmente, pensare alla storia di questi due paesi. Poi, si deve pensare alla relazione di interscambio culturale che accade fra queste nazioni. Un primo avvenimento che mi viene a galla è quello dell’ immigrazione accaduta nel XVIII e XIX secoli.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Bandeiras-Brasil-Itália.jpg" alt="Bandeiras Brasil Itália" title="Bandeiras Brasil Itália" width="100" height="124" class="aligncenter size-full wp-image-1419" /></p>
<p>Pensare ad un rapporto culturale fra Italia e Brasile è, naturalmente, pensare alla storia di questi due paesi. Poi, si deve pensare alla relazione di interscambio culturale che accade fra queste nazioni. Un primo avvenimento che mi viene a galla è quello dell’ immigrazione accaduta nei secoli XVIII e XIX. L’Europa povera e con tanti problemi, era una terra senza speranza e quindi, molti italiani, tedeschi, ecc., hanno cambiato paese e si sono trasferiti in Brasile, Argentina, Stati Uniti, e altri paesi nel Sud America e anche in Australia, nell’Oceania. </p>
<p>La vita era difficile senz’altro. Gli italiani sono arrivati qui in Brasile quando è stata appena finita la schiavitù e i proprietari di fattorie, soprattutto di caffè, volevano pagare pochissimo per il loro lavoro perché essi si erano abituati a non pagare nulla poiché avevano degli schiavi neri. Dunque, sarebbe come se volessero fare degli italiani schiavi bianchi.</p>
<p>Attualmente la situazione è contraria. L’Italia è un paese ricco e fa parte del G7, il gruppo dei sette paesi più industrializzati del mondo e il Brasile è un paese povero economicamente. Però, la ricchezza brasiliana è quella della cultura, la quale è conosciuta in tutto il mondo sia attraverso il samba (la musica in genere), sia attraverso lo sport nazionale, (il calcio). E l’Italia sicuramente ha un ruolo importante in questo “miscuglio culturale” che è il nostro paese. Gli immigranti italiani hanno costruito una vita qui e ancora oggi vediamo la presenza fortissima dell’Italia nel nostro paese gigante. Chi non ha mai avuto l’esperienza di guardare la televisione e osservare che ci sono molti cognomi italiani presenti nella nostra società? E se prendessimo una FIAT Palio, Siena, Idea, ecc&#8230; e andassimo a fare una gita a prendere un gelato in una gelateria italiana? Sembra un’ottima idea, no? A proposito di FIAT Palio, questo nome della macchina ci fa pensare al Palio di Siena &#8230; (la corsa realizzata annualmente e che le persone di Siena amano e fanno il tifo per le sue contrade). </p>
<p>In San Paolo, ci sono i quartieri Bras e Bexiga che sono tipicamente italiani e hanno delle trattorie, pizzerie, gelaterie, e così via. Tutto frutto dell’unione fatta tra questi due paesi. Il popolo italiano è simpatico con i brasiliani e viceversa. Si tratta di un rapporto di molta amicizia. </p>
<p>Nella Seconda Guerra Mondiale, i militari brasiliani hanno avuto un ruolo importantissimo per la liberazione di qualche territorio italiano occupato dai Nazisti e questo non viene molto divulgato nella nostra storia, però molti italiani conoscono questo fatto storico.</p>
<p>Chi non si ricorda di quest’ultimo Campionato Mondiale di Calcio, il quale è stato vinto dal bel paese? Quando l’Italia ha vinto l’ultima partita contro la Francia, nei giornali brasiliani c’erano delle notizie a volte con frasi intere in italiano, come se fosse facile da capire. Però, a causa di essere una lingua di stessa origine della lingua portoghese (entrambi sono lingue neolatine) e forse anche a causa delle telenovelas “Terra Nostra” e “Speranza”, i brasiliani sapevano perfettamente cosa significava per esempio: “La Squadra Azzurra batte la Francia”; “i tifosi” festeggiano la vittoria; “la più bella”; e così via&#8230;(O Globo, 5 luglio 2006).</p>
<p>Allora, tutto ciò per dimostrare il quanto è forte il rapporto tra Italia e Brasile e che questi due paesi, lo “stivale” e il “gigante”, sono così lontani geograficamente e così vicini allo stesso tempo. </p>
<p><em>*<strong>Elias da Mota Ferreira</strong>, brasileiro, nascido em Duque de Caxias, é bacharel e licenciado em Letras Português/Italiano pela UFRJ e atua como professor.</em></p>
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		<title>O real e o imaginário de Machado de Assis e Dalton Trevisan.</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 03:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elias da Mota Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O homem, não acostumado a essa nova mulher, torna-se invejoso e se sente ameaçado pela mulher que se fortalece ao sair para trabalhar e ganhar o seu espaço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este trabalho tem por objetivo refletir sobre algumas características do romance <em>Dom Casmurro</em>, de Machado de Assis, e do conto <em>A Casada Infiel</em>, de Dalton Trevisan. A partir da leitura das obras supracitadas e de outras leituras críticas que serviram de base para se obter uma visão crítica destas obras-primas da literatura brasileira, sendo que uma do final do século XIX, mais precisamente 1899, e outra mais contemporânea, datada do século XX, 1988.    </p>
<p>Primeiramente, podemos pensar se tais obras são atemporais, devido ao longo espaço de tempo entre elas. Sim, são intemporais porque apresentam uma problemática ainda atual na nossa sociedade e remonta a fatos que aconteciam em outras épocas, porém continuam a se perpetuar em nossa sociedade contemporânea. Como por exemplo, o formalismo, o convencionalismo, etc. Ambos os autores fazem com que seus leitores percebam um certo humor no trágico e que possam rir da sociedade e ao mesmo tempo pensar em algumas contradições: humor/trágico; imaginário/real; fidelidade/infidelidade, etc.</p>
<p>Ao analisarmos os textos, percebemos muitas características peculiares e outras discrepantes. Por exemplo, o narrador participa da história; o que prende o leitor é a reflexão (apesar de alguns capítulos em <em>Dom Casmurro</em> serem bem presos uns aos outros, o que é privilegiado é o ponto de vista do leitor); mas a linguagem é bem diversa: em <em>Dom Casmurro</em>, privilegia-se a norma culta, um linguajar bonito, enquanto em <em>A Casada Infie</em>l, o léxico escolhido pelo autor é bastante coloquial, típico das camadas mais populares da sociedade; linguagem com conotação sexual, etc. Tanto em <em>Dom Casmurro</em> quanto em <em>A Casada Infiel</em>, o que prende o leitor é a reflexão. Ou seja, não se sabe quem está certo ou errado no conto (se o homem ou a mulher), e também, não fica claro até que ponto Bentinho se faz de coitado ao julgar Capitu por causa do seu ciúme exacerbado. Interessante que o trágico ocorre em <em>A Casada Infiel</em> devido ao suposto adultério da mulher, mas este fato fica bem mais evidente do que no caso de Capitu em <em>Dom Casmurro</em>. Há uma enorme diferença entre o acontecido e o narrado, e o leitor fica sem saber em quem acreditar, sobretudo no conto em que existem as duas narrações, as duas versões do fato (a do homem e a da mulher). Já em <em>Dom Casmurro</em>, só conhecemos a visão de Bento Santiago, pois o livro é narrado por este em primeira pessoa (ora na figura de narrador, que simplesmente conta a história; ora como narratário em que narra os fatos, está incluído no enredo e conta sua história do seu próprio ponto de vista).   </p>
<p>Importante em ambos os textos é que não importa tanto a verdade absoluta dos fatos porque de qualquer maneira os lares são desfeitos e o trágico acontece, seja em uma simples separação (Capitu e Bentinho), seja em um caso mais grave, de agressão, como acontece no conto de Trevisan. Não existe tal verdade senão não existiria o tão famoso enigma entre Bentinho e Capitu. </p>
<p>O que ocorre de fato é que os homens viviam de maneira patriarcal, onde eles eram os provedores. Hoje em dia, isso mudou. A mulher também passou a ser provedora, porém o homem permanece em seu pensamento antiquado, arcaico &#8230; e acredita que a mulher tenha de desempenhar várias funções e ser mantenedora do lar e de suas obrigações de mulher.  </p>
<p>O homem, não acostumado a essa nova mulher, torna-se invejoso e se sente ameaçado pela mulher que se fortalece ao sair para trabalhar e ganhar o seu espaço. </p>
<p>Existem várias interpretações em relação à obra machadeana e o mais importante é sempre surgirem novos estudos, novas hipóteses para pensarmos sempre em algo de novo sobre a obra de Machado de Assis, tornando-a imortal e infinitamente estudada. Para isso serve a hermenêutica, que estuda a interpretação de textos e pode nos levar a pensar no por que do ciúme de Bentinho. Seria ciúme de Capitu? Seria ciúme de Escobar? Existem estudos que pensam até em uma possível bissexualidade do protagonista de Dom Casmurro. Tudo porque no capítulo 118 intitulado <em>A mão de Sancha</em>, Bento Santiago apalpa os braços de Escobar e diz que sente inveja sobretudo porque até sabiam nadar. Há também, ainda no mesmo capítulo, uma declaração de Bentinho em que ele se sente atraído por Sancha e fica pensando em suas mãos, o que torna dependendo do ponto de vista, uma traição do próprio ciumento que agora passa a pecar e a desejar a mulher do seu melhor amigo Escobar. Depois ele se faz de coitadinho, mas Bentihno sente ciúmes de Capitu e ao mesmo tempo sente-se atraído por Sancha. Coisa de doido. </p>
<p>Marta de Senna (1998), fala dessa “loucura oblíqua e dissimulada” evidenciada no capítulo 25, quando José Dias fala do olhar de cigana de Capitu que se trata de um olhar malicioso e dissimulado, mas ao mesmo tempo em que Capitu é massacrada por possuir tal olhar, o mesmo ocorre com Bentinho. Enfim, fica evidenciado o que acontece ainda hoje: a mulher não pode nada e o homem pode tudo.   </p>
<p>Ainda segundo Senna (1998), o narrador nos convida (nós leitores) a preencher as lacunas que faltam no texto. Sendo assim, o próprio Machado de Assis nos dá total liberdade para exercitarmos a nossa interpretação dos fatos. O que não fica tão explícito no conto de Dalton Trevisan, mas logo nos questionamos sobre em quem acreditar, na versão do homem ou na da mulher. </p>
<p>Façamos a nossa escolha. </p>
<p><strong>Bibliografia: </strong><br />
ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. Coleção livros O Globo. Editora Klick.<br />
TREVISAN, Dalton. A Casada Infiel. In: &#8212;&#8212; Pão e Sangue. Rio de Janeiro: Record, 1988.<br />
CANDIDO, Antonio. Esquema de Machado de Assis. In: &#8212;&#8212;&#8211; . Vários Escritos. São Paulo, Duas Cidades, 1970.<br />
SENNA, Marta de. O olhar oblíquo do bruxo. ; ensaios em torno de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.<br />
SOUZA, Ronaldes de Melo e. O romance tragicômico de Machado de Assis. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2006.<br />
MEYER, Augusto. Machado de Assis 1935-1958. Livraria São José. Rio de Janeiro, 1958.<br />
SCHÜLER, Donaldo. Plenitude Perdida. Formas da narrativa – II. Uma análise das sequências narrativas no romance Dom Casmurro de Machado de Assis. Editora Movimento. Porto Alegre, 1978.<br />
SAMPAIO, Maria Lúcia Pinheiro. A interdição do desejo. Leitura psicanalítica de Dom Casmurro.   João Scortecci Editora. São Paulo, 1989.<br />
HOUAISS, Antonio. Dicionário da Língua Portuguesa. Editora Objetiva. Rio de Janeiro, 2001. </p>
<p><em>*<strong>Elias da Mota Ferreira</strong>, brasileiro, nascido em Duque de Caxias, é bacharel e licenciado em Letras Português/Italiano pela UFRJ e atua como professor.</em></p>
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		<title>O ensino da língua italiana como língua estrangeira, em escolas públicas do Rio de Janeiro.</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 14:23:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elias da Mota Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Itália e sua famosa capital, Roma, foram o berço do Renascimento, do Império Romano, da Literatura, da Arte, etc... Milão é a capital mundial da moda. No entanto, sua língua não é tão difundida como as outras]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Uma proposta para a educação e a cultura</strong></p>
<p>Este texto tem por objetivo refletir sobre algumas características do ensino de L.E. (leia-se língua estrangeira) em escolas públicas, sobretudo no Estado do Rio de Janeiro, mas comparando com outros estados quando possível.</p>
<p>A partir de questionamentos de alunos do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes na Ilha do Governador (onde faço estágio para a prática de ensino em língua portuguesa) parei para pensar em alguns aspectos que nos fogem no dia-a-dia. Por exemplo: porque somos obrigados a estudar somente a língua inglesa como L.E. no ensino fundamental e médio? Porque, infelizmente, não é em toda escola que temos a opção e podemos escolher entre inglês, espanhol ou francês?</p>
<p>Fabrini, Mondaini, Santini, Scamparini, Mastrangelo, Sebollela, etc. Observa-se na televisão ou nas listas de presenças nas escolas que muitos nomes e sobrenomes no Brasil têm origem italiana e, no entanto, essa língua não tem prestígio perante as outras, visto que não são populares os cursos de língua e cultura italiana assim como são os de francês, inglês e mais recente o espanhol. A Itália e sua famosa capital, Roma, foram o berço do Renascimento, do Império Romano, da Literatura, da Arte, etc&#8230; Milão é a capital mundial da moda. No entanto, sua língua não é tão difundida como as outras já citadas.</p>
<p>Nos séculos XIX e XX houve um número muito grande de imigrantes italianos que vieram para o Brasil, assim como alemães e outros povos em menor quantidade, principalmente para o Espírito Santo, São Paulo e estados do Sul do Brasil. Já li certa vez que não vieram muitos italianos para o Rio de Janeiro porque aqui era a capital e não foi permitida a permanência deste povo que era tido como miserável e quase substituiu os escravos nos cafezais, mas este é um tema para outro trabalho. Sendo assim, deveríamos ter a opção de se estudar a língua italiana e a alemã como L.E., mas focalizo o meu tema na língua italiana porque foram alunos descendentes de italianos que me perguntaram sobre o ensino da língua dos seus ancestrais na rede pública de ensino e, naturalmente, porque elegi esta língua como estudo no curso de graduação em Letras (português-italiano).</p>
<p>Diferentemente de São Paulo e estados da Região Sul, onde se inclui a língua italiana no ensino fundamental e médio em algumas escolas da rede pública, o Rio de Janeiro perde em termos culturais a oportunidade de estar em contato com a cultura e a sociedade italiana que são riquíssimas. Faz-se necessária uma reforma em termos de grades curriculares para que possamos inserir outras línguas no nosso estudo e no estudo de nossos adolescentes. “O acesso às línguas estrangeiras tem um papel importantíssimo no processo de ampliação da cultura e da visão de mundo do aluno”. (Moita Lopes, 2005).</p>
<p>Inicialmente estuda-se o inglês devido ao imperialismo dos Estados Unidos e da Inglaterra, globalização e outros interesses. Estuda-se o francês devido à cultura e à literatura francesa que são de maior importância ou simplesmente porque é “chic” falar francês como se dizia na época da Corte no Brasil. Atualmente estuda-se a língua espanhola por causa dos nossos vizinhos mais próximos e por causa do MERCOSUL que nos integrou aos países de colonização espanhola e que aumentou a procura dos estudos de espanhol e vice-versa, porque na Argentina também aumentou a procura pelo estudo da língua portuguesa devido ao grande número de brasileiros que visitam o país anualmente. Então, já foi “chic” falar francês agora é “in” falar inglês. Vamos ver se os brasileiros param de seguir modismos e decidem estudar uma língua de fato pela sua cultura e porque língua é poder. Quanto mais soubermos melhor seremos tratados pela sociedade e melhor compreenderemos o mundo ao nosso redor.</p>
<p>Diversidade cultural e democratização do saber são o que nossos alunos devem ter para que possam se tornar pessoas com visão de mundo ampla e com um vasto conhecimento de sociedade, cidadania e cultura. Estados como Santa Catarina já adotaram ensino de língua italiana na rede pública e ficou constatado que não se trata de uma língua que se estuda apenas para viajar e/ou arrumar emprego, mas sim um instrumento de cultura e saber. O aprendizado do idioma pode se estender ainda para outras áreas como aulas de teatro, artes plásticas, literatura, música, etc.</p>
<p>A seguir demonstro um questionário que utilizei como base para uma breve pesquisa entre alunos do colégio onde estagio. A priori, preferi fazer entre alunos descendentes de italianos, mas me dei conta de que outros alunos também estavam interessados em sair da “mesmice” de estudar inglês como L.E. e queriam uma mudança, talvez essa mudança possa vir para seus filhos ou netos, já que se trata de uma turma do segundo ano do Ensino Médio.</p>
<p>Questionário de pesquisa para trabalho na disciplina sociologia da educação.<br />
Foco: ensino de língua italiana como L.E. em escolas públicas do Rio de Janeiro.<br />
1) Porque você acha importante (se você achar) o estudo de uma língua estrangeira no ensino fundamental e médio?<br />
2) O que você entende por imigração? O que a ocasionou?<br />
3) Como você percebe no dia-a-dia a influência da cultura italiana em nosso meio?<br />
4) Qual a relação cultural entre o Brasil e a Itália?<br />
5) Você gostaria de conhecer mais sobre outras culturas ao estudar uma língua estrangeira na escola?</p>
<p>A intenção foi verificar aspectos sócio/culturais dos alunos, mas infelizmente alguns tiveram dificuldade em interpretar o que estava escrito e eu tive de explicar o que queria saber com cada pergunta. Dessa forma, eles expuseram algumas questões sociais, econômicas, etc. que justificariam o aprendizado de outra língua diferente da inglesa. Interessante que os descendentes citam sempre o parente que imigrou, seja a avó e/ou o avô e contam suas histórias. Alguns alunos (aqueles que levaram o questionário para responder em casa) devem ter tido alguma ajuda dos pais ou outros parentes e citaram as guerras, a pobreza, como causas para a imigração.</p>
<p>Conclui que os alunos estão interessados em estudar e conhecer outras culturas e cabe a nós professores lhes proporcionar este tipo de estudo e de conhecimento. Trabalhando com textos educativos e culturais, com aulas dinâmicas e livres de “mesmices” nossos alunos recuperarão a motivação e nós professores também e que cultura nunca é demais. Estudo de língua e cultura só nos enriquece e que a variedade é tudo para abrirmos nossas mentes e nos livrarmos um pouco da ignorância.</p>
<p>Bibliografia</p>
<p>MOITA LOPES, L.P. Oficina de Lingüística Aplicada. Campinas: Mercado das Letras, 2005.</p>
<p>SOARES, Magda. Linguagem e Escola. Uma perspectiva social. São Paulo: Ática, 1992.</p>
<p>HOUAISS, Antonio. Dicionário da Língua Portuguesa. Editora Objetiva. Rio de Janeiro, 2001.</p>
<p>http://www.belasantacatarina.com.br/noticias.asp?id=1659</p>
<p><em>*<strong>Elias da Mota Ferreira</strong>, brasileiro, nascido em Duque de Caxias, é bacharel e licenciado em Letras Português/Italiano pela UFRJ e atua como professor.</em></p>
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		<title>Inteligência Linguística</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 13:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elias da Mota Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Trata-se de uma inteligência inata, ou seja, que já nasce com o ser humano. O homem já nasce com um pré–dispositivo para adquirir a linguagem, para se expressar, e se utilizar de mecanismos que o ajudam a viver. Segundo Howard Gardner (1985), essa capacidade inata, geral e única caracteriza a inteligência lingüística que, por sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trata-se de uma inteligência inata, ou seja, que já nasce com o ser humano. O homem já nasce com um pré–dispositivo para adquirir a linguagem, para se expressar, e se utilizar de mecanismos que o ajudam a viver. Segundo Howard Gardner (1985), essa capacidade inata, geral e única caracteriza a inteligência lingüística que, por sua vez, denota uma sensibilidade para os sons, ritmos e significados das palavras, além de uma especial percepção das diferentes funções da linguagem.</p>
<p>Quanto à escrita, essa inteligência vai ajudar a pessoa a aprender os mecanismos da língua e suas estruturas, por exemplo: o alfabeto, a análise sintática, e assim sucessivamente. Quanto à língua falada, a inteligência em questão ajudará no uso objetivo da linguagem que é convencer, agradar, estimular, comunicar, relatar, ou seja, transmitir idéias.</p>
<p>Gardner diz que essa habilidade é muito utilizada pelos poetas e que em crianças ela se evidencia quando uma criança conta ou relata uma história verdadeira, vivenciada por ela ou por alguém próximo a ela.</p>
<p>É impossível ler sobre essa inteligência proposta por Gardner e não pensar na explicação de Noam Chomsky sobre o <i>processo de aquisição da linguagem</i>, pois para Chomsky, a criança já nasce com uma aptidão inata para adquirir a linguagem e ele não acredita que a criança apreende uma língua apenas pela repetição dos pais e das pessoas ao seu redor. Então, a teoria do Inatismo Chomskiana se assemelha muito com a teoria de Gardner sobre Inteligência Lingüística porque ambos acreditam na aptidão do ser humano para adquirir a linguagem e que todo ser humano é criativo.</p>
<p>A produtividade, ou seja, o fato das crianças produzirem construções gramaticais complexas sem jamais terem aprendido e a criatividade estão relacionadas ao cérebro e à Faculdade da Linguagem. Com a criatividade, a criança cria todo um universo ao seu redor e precisa da produtividade para colocá-lo em prática, para evidenciá-lo.</p>
<p>O balbuciar dos bebês de aproximadamente seis meses que sinaliza o começo da aquisição da linguagem, evidenciando a inteligência lingüística presente em nossas vidas. Após o balbuciar, vêm as fases de criação de uma palavra, de duas palavras e mais tarde, a fase de construções complexas como as sentenças, etc. Dessa forma, a criança adquire a linguagem e passa a se comunicar.     </p>
<p><em>*<strong>Elias da Mota Ferreira</strong>, brasileiro, nascido em Duque de Caxias, é bacharel e licenciado em Letras Português/Italiano pela UFRJ e atua como professor.</em></p>
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		<title>O Romantismo e o Realismo do ponto de vista histórico</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 15:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elias da Mota Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Romantismo, como fenômeno literário, surgiu, em Portugal entre o final do século XVIII e o início do século XIX e trazia consigo o desejo a livre inspiração e estilo, quebrando com a rigidez que antes imperava na forma de se fazer literatura. Inclusive, os literatos de antes do período romântico, eram taxados de meros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Romantismo, como fenômeno literário, surgiu, em Portugal entre o final do século XVIII e o início do século XIX e trazia consigo o desejo a livre inspiração e estilo, quebrando com a rigidez que antes imperava na forma de se fazer literatura. Inclusive, os literatos de antes do período romântico, eram taxados de meros imitadores de modelos clássicos. Outra importante característica do Romantismo era o sentimentalismo presente nas obras, onde se expunha um grande apelo ao patriotismo e as tradições culturais de Portugal. O Romantismo surgiu em um momento no qual o Mundo passava por uma profunda transformação, em parte provocada pelo Iluminismo, que buscava entender o próprio Homem e o seu meio. As novas concepções sociais originadas a partir da Revolução Francesa ganharam bastante apreço dentre os intelectuais da época, também colaborando com as transformações iluministas. O século XIX foi riquíssimo de novas idéias e formas de pensar, principalmente nos aspectos políticos e sociais, como já citado, mas também no campo econômico, tendo como um exemplo clássico dessas novas formas de pensamento a publicação de <strong>“O Capital”</strong> de Karl Marx, onde o autor disseca a sociedade de então, baseando-se na sociedade inglesa e suas relações de poder.</p>
<p>O Romantismo não ficava indiferente às transformações pelas quais o mundo estava passando. Tanto que, no intuito de registrar fatos e passagens históricas, muitas obras foram criadas, porém não se detendo a mera exposição dos fatos, mas se utilizando desses fatos como alicerce para a criação de situações, fictícias, que se mesclavam. Batalhas, traições políticas e intrigas eclesiásticas foram cenários muito utilizados como pelos românticos.</p>
<p>Outra grande fonte de inspiração dos românticos eram as viagens, que acabam por serem narradas e despertavam grande curiosidade do público leitor, já que na época não era comum a prática do turismo, como fazemos hoje em dia. Conhecia-se o Mundo por intermédio das páginas dos livros e, neste contexto, deve-se citar Almeida Garret que em seu livro <strong>“Viagens na Minha Terra”</strong> narra suas experiências em viagens ao longo de terras portuguesas. O Romantismo ainda “redescobre” a Idade Média, buscando neste momento histórico todo um lirismo, uma ingenuidade, uma inocência e um espiritualismo que foram preteridos até então.</p>
<p>Ainda no advento Romântico, desenvolvem-se atividades ou modalidades literárias até então postas de lado, num segundo plano, que eram confinadas a determinados ambientes. Assim o Jornalismo passou a ter uma importância fundamental junto à sociedade, representando um papel fundamental junto à revolução romântica, passando a ser o veículo responsável pela formação de uma consciência social independente dos rígidos quadros administrativos e educando as massas quanto aos seus direitos e deveres.</p>
<p>Pode-se afirmar que o Romantismo, graças ao advento do surgimento do Jornalismo, foi um período marcado pela democratização da cultura e das relações sociais, formando uma nova mentalidade quanto a Portugal e também quanto ao mundo. Deve-se frisar que já em 1641 havia sido publicado o primeiro jornal em Portugal, no entanto, com uma forma de fazer jornalismo ainda bastante arcaica. Foi então somente no século XIX que os jornais passaram a ter o formato parecido com o que temos hoje em dia, com artigos relacionados a viagens, a assuntos políticos, críticas literárias e com a publicação, pelos folhetins, de obras literárias publicadas em capítulos.</p>
<p>Outras manifestações intelectuais que se manifestaram por ocasião do Romantismo foram a Oratória, o Teatro e a Historiografia, por exemplo. Dentro da própria arte de escrever uma estória, encontramos o Conto, a Poesia, e Novela e o Romance, como técnicas e formatos literários específicos. Convém expor que a Oratória, como prática, surgiu em conseqüência do ambiente político onde se fazia necessário se destacar e melhor expor suas idéias. Logo os discursos políticos e/ou acadêmicos passaram a ter uma grande importância, estimulando inclusive que, desde então, oradores, renomados pela sua capacidade, publicassem seus discursos, tanto parlamentares com até mesmo acadêmicos.</p>
<p>Seguindo o rastro do Jornalismo, a Historiografia também se destaca no Romantismo, quando a história passa a ser vista sob um prisma técnico, crítico, destacando-se Alexandre Herculano como um dos mais importantes nomes da Historiografia portuguesa de então.</p>
<p>Em todo o período romântico duas tendências se confrontam e se prolongam até o fim do século, já em pleno naturalismo: o lirismo pessoal, confessional e o de inspiração universalista – seja religiosa, social ou científica. Essa contradição será encontrada ainda em Guerra Junqueiro, embora este pertença, cronologicamente ao Realismo. Da mesma forma, pode-se classificar de romântica a poesia de Antero de Quental. Na verdade, apenas com a obra de Cesário Verde, autor de <strong>“O Livro de Cesário Verde” </strong>(póstumo), é que o Romantismo foi ultrapassado.</p>
<p>Conforme se avança na segunda fase do movimento romântico, ocorrem manifestações bem distintas, como a do ultra-romântico Soares de Passos, mórbido e convincente, ou a do romantismo social e satírico de Xavier de Novais e a agressiva passagem dos poetas panfletários. Na verdade, paulatinamente se chega ao terreno indeterminado em que a opção romântica dá lugar à vigência das escolas realista e naturalista. Na segunda metade do século XIX, essa mudança pode ser observada na obra de um mesmo escritor, na poesia em que se opõe o lirismo confessional e a poesia social ou, eventualmente, parnasiana.</p>
<p><strong>Realismo</strong></p>
<p>O Romantismo teve no Realismo senão um fenômeno opositor, pelo menos um fenômeno contestador da forma de o “Romantismo” ver e expor o mundo.</p>
<p>No Realismo o herói, ou melhor, a personagem de destaque, principal, era sempre uma figura que retratava alguma realidade, seguindo o fervor da exatidão, ou seja, toda descrição deveria ser exata quando se comparada com a realidade. A realidade deveria ser retratada tal como era, sem visões românticas ou com fundo de moral. Daí as constantes críticas a instituições, quer políticas, quer religiosas. Em países como a França, por exemplo, o Romantismo teve uma importância fundamental em um maior entendimento de sua sociedade. Escritores como Victor Hugo, autor de <strong>“Os Miseráveis”</strong> e Emile Zola, autor de <strong>“Germinal”</strong>, ainda hoje são reverenciados como marcos desse período literário, também ocorrido junto à literatura francesa.</p>
<p>Logicamente que todas as transformações e novas formas de pensar rapidamente chegariam em terras portuguesas, até porque a Universidade de Coimbra sempre foi um dos mais fortes e sempre atualizados pilares do saber ocidental. Assim, sob um mundo em que passava por uma profunda análise, Eça de Queirós se destacou como um grande retratista da realidade portuguesa e da alma humana de então. Tanto que em sua obra <strong>“A Relíquia”</strong>, por exemplo, Eça de Queirós expõe, até com profundo senso de humor, a capacidade do homem de então em não ter pudores, nem ética, fazendo-se uso de artimanhas com o objetivo de se locupletar. Convém salientar que a obra citada também acaba por revelar, quase que como uma descrição historiográfica, um interessante momento que o mundo passava que era a grande importância que neste século teve a Arqueologia, praticamente surgindo como Ciência, e em muito influenciada por Napoleão, que ao se deparar com as pirâmides do Egito, passou a incentivar toda uma série de escavações, tal qual alguns ingleses já faziam, no intuito do incremento de informações sobre nossa História Natural. Logo, a busca por uma relíquia histórica, religiosa, era um dos inúmeros assuntos do momento e ainda dava margem para severas críticas à Igreja Católica Apostólica Romana, que não só detinha grande parte dos acervos históricos, certamente com muitas relíquias, mas como ainda detinha um imenso poder político.</p>
<p>Ainda, como segundo exemplo do enfoque realista da literatura de Eça de Queirós, em sua obra <strong>“O Primo Basílio”</strong> o autor novamente satiriza a mentalidade e o comportamento da alta-burguesia de Lisboa. Publicado em 1878, representa um dos primeiros momentos de reflexão crítica sobre a organização da sociedade burguesa em Portugal no século XIX. Valores sociais são questionados e não é mais possível fingir que não existe uma sociedade hipócrita, que vive de aparências.</p>
<p>Acreditando que apenas baseados na verdade poderiam combater as injustiças sociais do mundo, os realistas negaram a arte pela arte, aboliram a retórica considerada como uma arte de comoção e analisaram os valores sociais baseados na verdade absoluta.</p>
<p>O Realismo, como fenômeno literário teve início a partir de uma série de desagravos e debates principalmente em torno do esgotamento do Romantismo, mas também gerados por questões disciplinares impostas aos alunos da Universidade de Coimbra. Esses alunos que protestavam liam as mais recentes obras literárias de então, que estavam repletas de idéias liberais, logo uma disciplina clerical não era por eles admitida. Foi por isso que, na cerimônia solene de distribuição das premiações acadêmicas de 1862, mal o reitor iniciou o discurso com as palavras sacramentais “Mocidade acadêmica”, a citada mocidade acadêmica lhe voltou às costas, saiu em bloco da sala e foi para o Pátio dos Gerais protestar.</p>
<p>Os jornais políticos levaram isso muito a sério e deram uma enorme cobertura ao fato. A sociedade temia que a falta de ordem na universidade pudesse trazer problemas futuros ao país. A opinião pública assim condenou a atitude dos estudantes e um deles, Antero de Quental, um jovem que gozava de grande prestígio entre seus colegas, veio a público com um manifesto dando explicações sobre as razões dos estudantes. Com o tempo, apenas no campo literário que esta ação se fez sentir.</p>
<p>Em 1865, em nome do <em>status quo</em>, o academicista Antônio Feliciano de Castilho atacou, via carta, a temática de poetas publicados por um editor de Coimbra e, na ocasião, fez comentários depreciativos a Teófilo Braga e Antero de Quental.</p>
<p>Antero de Quental publicou então um livro de poemas, <strong>“Odes Modernas”</strong>, e incluiu nele uma nota em prosa, nomeada “Bom Senso e Bom Gosto”, na qual escrevia: <em>“A poesia moderna é a voz da Revolução – porque a Revolução é o nome que o sacerdote da História, o tempo, deixou cair sobre a fronte fatídica do nosso século”</em>. Ainda taxou de imobilista e provinciana a poesia de Castilho, defendendo as ciências, as novas idéias e o realismo. Camilo Castelo Branco e Ramalho Ortigão intervieram a favor de Castilho, enquanto Eça de Queirós apoiou Antero de Quental. Essa atitude que desencadeou a famosa “Questão Coimbrã”, uma polêmica puramente literária que fez correr rios de tinta.</p>
<p>Foi um verdadeiro entrave o que ocorreu entre duas tendências opostas; de um lado uma nova corrente de pensamento científica e realista, e de outro lado a antiga corrente sentimental e romântica. Foi um movimento que se apresentou com uma real capacidade de entendimento dos destinos mais nobres e superiores da literatura moderna, contrapondo-se, protestando, contra a banalidade do falso sentimentalismo, defendiam alguns intelectuais da época. Para Teófilo Braga <em>“a Questão de Coimbra significa simplesmente a dissolução final do Romantismo”</em>. Seria este o ponto de partida para o Realismo.</p>
<p>Certamente, a principal diferença entre Romantismo e Realismo é que o primeiro é ficção e sentimentalismo, e o segundo é a busca mais próxima possível do retrato da realidade, sem sentimentalismos. É a própria crítica.</p>
<p>Após essas comparações e digressões, para melhor exemplificar o trabalho, pode-se observar que no Romantismo havia uma idealização enquanto que no Realismo havia uma crítica e com a necessidade de mudança e de inovação, foram surgindo novas maneiras de se pensar literatura e o mundo ao seu redor. </p>
<p><strong>Bibliografia</strong></p>
<p>FERREIRA, Joaquim. <em>História da Literatura Portuguesa</em>. Editorial Domingos Barreira Porto, quarta edição. 1971.</p>
<p>MASSAUD, Moisés. <em>A Literatura Portuguesa</em>. Editora Cultrix, sétima edição. São Paulo, 1969.</p>
<p><em>*<strong>Elias da Mota Ferreira</strong>, brasileiro, nascido em Duque de Caxias, é bacharel e licenciado em Letras Português/Italiano pela UFRJ e atua como professor.</em></p>
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		<title>Garrett</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 13:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elias da Mota Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Elias da Mota Ferreira]]></category>

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		<description><![CDATA[João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu na cidade portuguesa do Porto, em 1799. Não fugindo à intrínseca característica dos escritores e poetas portugueses em todos os tempos, sempre avançados intelectualmente, possuía uma evidente sensibilidade. A grande contribuição de Garrett foi romper com a narrativa tradicional e transformar sua obra numa narrativa mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu na cidade portuguesa do Porto, em 1799. Não fugindo à intrínseca característica dos escritores e poetas portugueses em todos os tempos, sempre avançados intelectualmente, possuía uma evidente sensibilidade. A grande contribuição de Garrett foi romper com a narrativa tradicional e transformar sua obra numa narrativa mais viva, mais espontânea, diferenciando-se daqueles modelos antigos.</p>
<p>Garrett não era propriamente um literato. Atuou na política, tendo sido ministro e, muito provavelmente por isso, ele tenha tido uma visão mais ampla, mais holística, de mundo. Ele queria, assim como o também escritor português Alexandre Herculano, tornar a literatura mais popular. Para tal, ele introduziu em sua literatura costumes e hábitos populares de então. Lembrando que o Romantismo, como movimento literário, propunha que os literatos e intelectuais engajados no movimento percebessem e  valorizassem as tradições do povo, inserindo-as como elementos de suas obras.</p>
<p>Garret, com suas observações e excelente narrativa presentes em <i>Viagens na Minha Terra</i>, transformou as características e a forma de escrever da época. O estilo <i>garrettiano</i> liberta-se do estilo clássico e assim, cria uma narrativa mais ativa, mais solta, quase jornalística.</p>
<p><i>Elias da Mota Ferreira, brasileiro, nascido em Duque de Caxias, é bacharel e licenciado em Letras Português/Italiano pela UFRJ e atua como professor.</i></div>
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		<title>Alexandre Herculano e a vertente historicista do Romantismo Português</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 02:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elias da Mota Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu em Lisboa em 1810. Seus pensamentos e idéias estavam à vanguarda de seu tempo. Tinha o ideal de tornar a literatura de então e algo mais popular, sendo que seus textos que expunham as relações de poder da sociedade, dando especial enfoque ao Clero. Era visceralmente contrário ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu em Lisboa em 1810. Seus pensamentos e idéias estavam à vanguarda de seu tempo. Tinha o ideal de tornar a literatura de então e algo mais popular, sendo que seus textos que expunham as relações de poder da sociedade, dando especial enfoque ao Clero. Era visceralmente contrário ao fanatismo religioso e político e sua importância como escritor é evidenciada também pelos seus escritos que analisam fatos e situações históricos. A vertente histórica do Romantismo é bem representada por Herculano, sobretudo porque ele estava mais preocupado em descrever assuntos históricos do que em descrever outros assuntos que os escritores comuns já escreviam.</p>
<p>Em <i>A Dama Pé de Cabra</i>, por exemplo, Herculano faz duras críticas à Igreja. Tanto que essa instituição, por intermédio dos tribunais da Inquisição, o acusa de heresia, como fez com Giordano Bruno, Galileu Galilei e tantos outros intelectuais, pensadores e cientistas do passado.</p>
<p>Enfim, Herculano foi um escritor, historiador, erudito, porém, soube tornar a sua obra popular ao falar de coisas simples, como, por exemplo, a questão das lendas e mitos, e ao mesmo tempo deixar sua marca na rica historia da literatura portuguesa.     </p>
<p><i>Elias da Mota Ferreira, brasileiro, nascido em Duque de Caxias, é bacharel e licenciado em Letras Português/Italiano pela UFRJ e atua como professor.</i></div>
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