<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Debates Culturais - Liberdade de Idéias e Opiniões &#187; Cristina Silveira</title>
	<atom:link href="http://www.debatesculturais.com.br/autores/cristina-silveira/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.debatesculturais.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 15:25:30 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>Para ser feliz</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/para-ser-feliz/</link>
		<comments>http://www.debatesculturais.com.br/para-ser-feliz/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 03:03:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristina Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristina Silveira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.debatesculturais.com.br/?p=7361</guid>
		<description><![CDATA[A propaganda de um determinado plano de saúde está usando como slogan a maravilhosa frase: “você não precisa de tanto para ser feliz” e apresenta várias situações em que as pessoas valorizam exacerbadamente determinadas coisas, como se as tais fossem fundamentais para se alcançar a felicidade plena. Uma das propagandas dizia mais ou menos assim: “Para ser feliz você precisa ser linda, ser magra, ter um trabalho, ter uma casa de revista e um casamento que seja perfeito”. Pura viagem isso!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Felicidade1.JPG" alt="Felicidade" title="Felicidade" width="238" height="220" class="aligncenter size-full wp-image-7363" />A propaganda de um determinado plano de saúde está usando como slogan a maravilhosa frase: <em>“você não precisa de tanto para ser feliz” </em>e apresenta várias situações em que as pessoas valorizam exacerbadamente determinadas coisas, como se as tais fossem fundamentais para se alcançar a felicidade plena. Uma das propagandas dizia mais ou menos assim: <em>“Para ser feliz você precisa ser linda, ser magra, ter um trabalho, ter uma casa de revista e um casamento que seja perfeito”</em>. Pura viagem isso!!!</p>
<p>Se alguém for atrelar sua felicidade a essas coisas vai enlouquecer e viver frustrado, pois, ainda que se tenham todas elas, a felicidade é algo construído no dia a dia e não é algo constante e permanente; já dizia o poeta: <em>“Tristeza não tem fim. Felicidade sim”</em>. A felicidade é composta de instantes, que se alternam com momentos não tão felizes e até com momentos infelizes. O que conta é a forma como lidamos com esses momentos, a prioridade que elencamos para cada um deles em nossa vida. Enquanto para uns felicidade é “ter”, para outros é “ser” e para outros ainda é “fazer”. Tendo, sendo ou fazendo tudo que nos preenche e nos enche da sensação de felicidade, ainda assim não é possível alcançar o “nirvana”, pois o caminho da felicidade possui atalhos múltiplos e se compõe de uma infinidade de pequenos detalhes.</p>
<p>Uma das definições de felicidade, segundo o dicionário, é “bom êxito”. Tudo aquilo que fazemos a contento, com êxito, nos preenche de satisfação e essa satisfação é felicidade. Quando ganhamos um beijo do filho ao retornar para casa isso nos dá prazer e esse prazer é felicidade. Quando reencontramos alguém que estava longe acabamos com a saudade e esse fim da saudade é felicidade. Quando ganhamos algo que gostamos ou que desejamos dizemos que tivemos sorte e essa sorte é felicidade. </p>
<p>Felicidade é acordar, abrir a janela e deparar-se com um dia lindo! É poder dormir um pouco até mais tarde. É encontrar em um sebo um livro que se procurava há tempos. É receber notícia de aumento de salário. É gritar “gol”. É solucionar um problema. É achar algo que se havia perdido. É encontrar vaga em um estacionamento lotado. É descobrir que suas roupas estão mais folgadinhas. É terminar um trabalho, um curso, uma tarefa difícil. É ser elogiado. É se descobrir apaixonado. É cortar o cabelo e gostar do resultado. É tanta coisa que nem dá para enumerar&#8230;</p>
<p>Eu poderia citar milhares e infinitos exemplos para ilustrar quão diluída a felicidade se encontra nas coisas simples da vida, o que não quer dizer que “ter”, “ser” ou “fazer” também não tragam felicidade. O que não é saudável é peneirar a vida, retendo apenas as grandes alegrias em detrimento de momentos singelos, mas tão importantes para formar a “malha” de felicidade que reveste nosso coração.</p>
<p>Sejamos felizes com o que temos, com o que somos e com aquilo que fazemos, não esquecendo de colaborar para fazer os outros felizes também!!!</p>
<p><em>*<strong>Cristina Silveira</strong> é professora do ensino fundamental e médio, pedagoga, especialista em dificuldades de aprendizagem, docente da rede estadual de ensino (RJ) e da rede municipal de Duque de Caxias (RJ), onde atua na Subsecretaria Adjunta de Planejamento Pedagógico e autora do livro <strong>Ziraldo na Sala de Aula</strong> (Editora Melhoramentos).</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.debatesculturais.com.br/para-ser-feliz/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meu filho não é perfeito, e agora?</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/meu-filho-nao-e-perfeito-e-agora/</link>
		<comments>http://www.debatesculturais.com.br/meu-filho-nao-e-perfeito-e-agora/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 May 2010 03:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristina Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristina Silveira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.debatesculturais.com.br/?p=5737</guid>
		<description><![CDATA[Que angústia para os pais perceberem que seu filho, que deveria ser o primeiro e melhor em tudo, não passa de um ser humano comum! Pior ainda é quando não enxergam essa “normalidade” do ser comum e começam a se sentir fracassados por não terem gerado filhos excepcionalmente “perfeitos”. E quantas crianças e adolescentes não são “torturados” por seus pais em uma cobrança frenética e sem sentido para que sejam os melhores em tudo sempre? Limites e aptidões, além de dons e talentos são desrespeitados nesse momento. Ainda que um menino não goste de futebol ele tem que jogar e bem, para alegria e deleite de seu pai. Ainda que a menina deteste balé ela é obrigada a dançar, esfolando os pés para agradar sua mãe, que talvez não teve oportunidade de fazer dança quando criança.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Pais-e-filhos.JPG" alt="Pais e filhos" title="Pais e filhos" width="220" height="276" class="aligncenter size-full wp-image-5738" />O nascimento de uma criança é cercado de expectativa: dos pais, da família, dos amigos e até dos médicos. Todos esperam uma criança “perfeita”! Que seja linda, saudável, calminha,&#8230; a alegria da casa. E ela chega. Calminha, saudável, linda, enfim, a alegria da casa. Perfeita! Cada um que cria suas expectativas não se dá conta da quantidade de coisas que espera dessa criança. </p>
<p>Ela nasce, cresce e se dá conta que não é exatamente “perfeita”.</p>
<p>Os pais começam a compará-la com outras crianças e percebem que ela não é melhor sempre, que não ganha sempre, que não é boa em tudo, mas que erra, faz um monte de bobagens e apanha muito da vida para aprender certas coisas que outros aprendem com facilidade. </p>
<p>Que angústia para os pais perceberem que seu filho, que deveria ser o primeiro e melhor em tudo, não passa de um ser humano comum! Pior ainda é quando não enxergam essa “normalidade” do ser comum e começam a se sentir fracassados por não terem gerado filhos excepcionalmente “perfeitos”. E quantas crianças e adolescentes não são “torturados” por seus pais em uma cobrança frenética e sem sentido para que sejam os melhores em tudo sempre? Limites e aptidões, além de dons e talentos são desrespeitados nesse momento. Ainda que um menino não goste de futebol ele tem que jogar e bem, para alegria e deleite de seu pai. Ainda que a menina deteste balé ela é obrigada a dançar, esfolando os pés para agradar sua mãe, que talvez não teve oportunidade de fazer dança quando criança.</p>
<p>Muitos pais querem se realizar nos filhos. Tentam impor a eles suas vontades, seus desejos e até seu modo de pensar, como se a vida dos filhos fosse uma extensão da sua, uma nova chance de fazer tudo aquilo que a vida negou no passado. O resultado disso são crianças com baixa autoestima, adolescentes desajustados e adultos infelizes. Ninguém tem o direito de usufruir da vida do outro assim!</p>
<p>Filho não é propriedade dos pais.</p>
<p>Filho não é bichinho de estimação.</p>
<p>Filho não é peça de exposição.</p>
<p>Filho é, antes de tudo, gente! Que sente, que ama, que sofre, que sonha, que veio ao mundo para ocupar um lugar único, específico, só seu. Não para dar continuidade aos sonhos de ninguém. Eles têm seus próprios sonhos.  </p>
<p>Não é sem causa que muitos filhos “sonhados” para se tornarem médicos, advogados, engenheiros e modelos, tornam-se professores, biólogos, físicos, dançarinos, cabeleireiros e acabam por embrenhar-se nas áreas mais diversas. E não é apenas em relação às questões profissionais que isso acontece. Não são poucos os filhos homossexuais que são discriminados por seus próprios pais ao assumirem sua opção sexual. Sem contar também aqueles que se decidem pelo celibato ou pela não geração de filhos. Não era isso que os pais haviam sonhado para eles&#8230;</p>
<p>O respeito ao outro não tem que se restringir aos de fora da família, mas, e principalmente, começar dentro de casa, em um exercício diário que se fosse praticado em todas as famílias não se teria discriminação no mundo.</p>
<p>Meu filho não é perfeito. E daí? Ninguém é!</p>
<p>Meu filho é simplesmente meu filho, a quem devo amar acima e antes de tudo. O resto é construído no dia a dia, na relação de amor e ódio que se trava entre pais e filhos. Ódio aqui citado apenas para remeter àqueles momentos em que nos iramos com eles a ponto de ter dor de cabeça, não mais que isso.</p>
<p>Que possamos amar nossos filhos de tal maneira que respeitemos todas as suas especificidades e apenas os apoiemos em todos os caminhos e direções por onde eles seguirem. E se eles tiverem dificuldades na vida, reais ou imaginadas, que possamos colocar este amor como escudo para defendê-los, como luz para iluminar o caminho deles e como colo, braços e abraços para o refúgio certo e seguro.</p>
<p><em>*<strong>Cristina Silveira</strong> é professora do ensino fundamental e médio, pedagoga, especialista em dificuldades de aprendizagem, docente da rede estadual de ensino (RJ) e da rede municipal de Duque de Caxias (RJ), onde atua na Subsecretaria Adjunta de Planejamento Pedagógico e autora do livro <strong>Ziraldo na Sala de Aula</strong> (Editora Melhoramentos).<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.debatesculturais.com.br/meu-filho-nao-e-perfeito-e-agora/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mulheres ao volante, segurança constante!</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/mulheres-ao-volante-seguranca-constante/</link>
		<comments>http://www.debatesculturais.com.br/mulheres-ao-volante-seguranca-constante/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 03:02:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristina Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristina Silveira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.debatesculturais.com.br/?p=5143</guid>
		<description><![CDATA[“Mulher ao volante perigo constante” é uma frase preconceituosa, machista, mentirosa e carregada de argumentação da profundidade de um dedo, nada, nada contundente! As mulheres conduzem seus veículos de maneira muito mais consciente, vigilante, coerente e tranqüila que os homens. Os dados estatísticos mostrados aqui nos apontam para a veracidade dessa afirmativa. Não é a crítica por si só, mas algumas observações que podem nos levar à reflexão e, quem sabe, à mudança de postura, por um trânsito menos violento e raivoso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Mulher-no-volante.JPG" alt="Mulher no volante" title="Mulher no volante" width="220" height="221" class="aligncenter size-full wp-image-5144" /><em>“Mulher ao volante perigo constante”</em> é uma frase preconceituosa, machista, mentirosa e carregada de argumentação da profundidade de um dedo, nada, nada contundente! As mulheres conduzem seus veículos de maneira muito mais consciente, vigilante, coerente e tranqüila que os homens. Os dados estatísticos mostrados aqui nos apontam para a veracidade dessa afirmativa. Não é a crítica por si só, mas algumas observações que podem nos levar à reflexão e, quem sabe, à mudança de postura, por um trânsito menos violento e raivoso.</p>
<p>As ruas estão povoadas de milhares de homens ao volante, muito mais do que mulheres, o que torna mais provável que os acidentes causados ou sofridos no trânsito sejam ocasionados por eles. Segundo dados do Denatran (2008), existem 71% de homens ao volante e apenas 29% de mulheres. Em cada 10 veículos que circulam nas ruas, apenas 03 são conduzidos por mulheres. Ainda somos minoria no quesito direção, o que talvez justifique ainda existir preconceito quanto às habilidades femininas de condução de veículos. Da mesma forma, como a maioria das pessoas que trabalha como empregado doméstico é do sexo feminino, os homens são “mal vistos” ao ocuparem essa função, pela conotação que ela tem de “função feminina”. </p>
<p>Com a correria do dia a dia, cada vez mais é necessário estar em vários lugares ao longo do dia. Quase chegamos a contrariar a lei da inviolabilidade dos corpos, querendo ocupar vários lugares ao mesmo tempo, em uma tentativa desesperada de ganhar tempo. E me pergunto para quê? Se o desperdiçamos com a TV e a internet, deixando de curtir o que realmente importa nessa vida: as pessoas que amamos.</p>
<p>27.449 homens perderam a vida no trânsito em 2008. Já o número de mulheres foi bem menor: 4.615. Devemos levar em consideração que algumas dessas mulheres morreram na condição de caronas, não de condutoras. E o número de pessoas feridas também não é nada pequeno: 450.623 homens e 143.550 mulheres. A pressa louca de uns, o egoísmo extremos de outros e o egocentrismo de quase todos frutificaram em muitas perdas, dor e solidão. As mortes e ferimentos no trânsito têm sido mais frequentes que pela violência das grandes cidades.</p>
<p>Quem passa boa parte do dia ao volante, principalmente nos horários de maior fluxo, percebe a quantidade de irregularidades que são cometidas por condutores apressados, arrogantes, impacientes, intolerantes, egoístas e abusados. E, como não poderia deixar de ser, a maioria é do sexo masculino, salvas as devidas proporções, claro. Sinais, faixas, preferências, limites de velocidade e outros condutores são desrespeitados. Motoqueiros vivem no mundo da “baixa costura”, circulando entre os veículos e buzinando o tempo todo, como que exigindo que os carros se espremam nos cantos das pistas para deixar caminho livre para que eles possam “costurar” a vontade. Nos estreitamentos de pista sempre existem os apressadinhos, que não “podem” esperar a vez de entrar na pista e “furam” a fila, entrando na frente dos demais condutores, forçando passagem de maneira perigosa, correndo o risco de danificar o seu carro e dos demais. Haja boa condução nessa hora!</p>
<p>E o que dizer dos condutores de veículos de grande porte? Circulam fora das faixas obrigatórias destinadas a eles, impedem a passagem de carros menores, fazem manobras arriscadas e alguns chegam a ponto de jogar o veículo para cima dos outros carros, dando as famosas “fechadas”, quando percebem que são guiados por mulheres, divertindo-se ao assustá-las. Uma festa de desrespeito!</p>
<p>Algumas ultrapassagens realizadas nas vias terminam em verdadeiros “pegas”, quase sempre protagonizados por homens, que, por motivos que Freud deve explicar, não aceitam ser passados para trás. Nessa hora parece haver uma competição de virilidade, ainda mais se os infelizes estiverem acompanhados de alguma mulher. Aí parecem querer abrir as asas, como pavões e mostrar como são bons condutores a ponto e não se deixar ultrapassar. </p>
<p>Parece tão contraditório que os mesmos homens que são tão gentis com as mulheres, no trânsito as menospreze e até hostilize. O cavalheirismo e a cordialidade não são atributos de todos. E quanto maior o carro menor a capacidade de enxergar o próximo ao volante, neste caso, seja mulher ou homem. Isso Freud também deve explicar.</p>
<p>É claro que existem mulheres que dirigem mal, assim como também existem homens “ruins de roda”, mas o que incomoda é a arrogância da grande maioria dos machos dominantes que acham que mulher combina mais com fogão do que com carros. E também imaginam que, só pelo fato de ser homem, já se dirige bem e, ao verem uma mulher que dirija bem, têm a cara de pau de dizer que ela “dirige como um homem”. Essa demonstração de preconceito contra as mulheres deve ser combatida, assim como qualquer outra forma de preconceito, sejam contra as mulheres, contra os negros, contra os gays, contra os deficientes, contra os pobres, contras os estrangeiros e tantas outras.</p>
<p>Enquanto estamos no trânsito, transportando crianças ou adolescentes, qual é a nossa postura? Somos respeitadores, tanto das regras quanto das pessoas? Usamos de frases preconceituosas em relação às mulheres que encontramos guiando seus veículos nas mesmas vias que nós? Somos generosos e gentis com os demais condutores? Estas reflexões devem ser feitas por nós a cada dia, como forma de autopoliciamento, pois preconceito é algo que se aprende e temos a responsabilidade de formar opinião e postura dos futuros condutores. Nada ensina mais que o exemplo!</p>
<p><em>*<strong>Cristina Silveira</strong> é professora do ensino fundamental e médio, pedagoga, especialista em dificuldades de aprendizagem, docente da rede estadual de ensino (RJ) e da rede municipal de Duque de Caxias (RJ), onde atua na Subsecretaria Adjunta de Planejamento Pedagógico e autora do livro Ziraldo na Sala de Aula (Editora Melhoramentos).</p>
<p></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.debatesculturais.com.br/mulheres-ao-volante-seguranca-constante/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>15</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Criação de filhos: introdução ao manual básico.</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/criacao-de-filhos-introducao-ao-manual-basico/</link>
		<comments>http://www.debatesculturais.com.br/criacao-de-filhos-introducao-ao-manual-basico/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 03:03:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristina Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristina Silveira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.debatesculturais.com.br/?p=4467</guid>
		<description><![CDATA[“Criar filhos é a coisa mais fácil do mundo, principalmente se não são os nossos!”. Achei graça quando ouvi esta frase dita pelo escritor e cartunista Ziraldo, em uma palestra para professores. Depois fiquei pensando que ele tinha mesmo razão. Dar conselhos, dizer o que fazer é bem mais fácil do que fazer de fato. O fazer dá trabalho, e muito. Que o digam as pobres mães e pais desorientados e aflitos que já atendi nas escolas. 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4468" title="Educar filhos" src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Educar-filhos.JPG" alt="Educar filhos" width="219" height="220" /><em>“Criar filhos é a coisa mais fácil do mundo, principalmente se não são os nossos!”</em>. Achei graça quando ouvi esta frase dita pelo escritor e cartunista Ziraldo, em uma palestra para professores. Depois fiquei pensando que ele tinha mesmo razão. Dar conselhos, dizer o que fazer é bem mais fácil do que fazer de fato. O fazer dá trabalho, e muito. Que o digam as pobres mães e pais desorientados e aflitos que já atendi nas escolas.</p>
<p>Infelizmente já ouvi: <em>“não sei mais o que fazer com essa criança”</em>, e, ao olhar, deparei-me com uma criatura que não media nem mesmo um metro. Como pode alguém perder o controle da situação tão cedo?!! Desde pequena a criança precisa entender quem manda. Isso entendido, a vida flui em paz, amor, rosas e espinhos. Testar a autoridade e a paciência dos adultos ela irá fazer sempre que se estabelecer uma nova relação com outras pessoas às quais ela estará de certa forma, hierarquicamente, abaixo, como professores, parentes, médicos ou outros adultos.</p>
<p>Criança educada será adulto educado. E adulto educado, mundo melhor. Já imaginou que paraíso se todos fossem educados? Corrupção talvez não existisse. Crimes, bem menos. Pichações, nem pensar! Lixo na rua, jamais.</p>
<p>Muitos pais, por trabalharem fora, quando estão em casa permitem aos filhos a realização de todas as vontades, como forma de compensação. Que loucura! Não percebem que estão roubando dos filhos a chance de se educar. Crianças e adolescentes não se sentem amados se não forem cobrados. Por mais que reclamem do cerco, no fundo gostam, pois sabem que estão sendo observados, que os pais sabem que eles existem. Reclamar é de praxe!</p>
<p>O que aconteceu com as famílias que se negam a ter regras? Dá trabalho criar, observar e cobrar o cumprimento das regras, mas, a longo prazo, nada traz mais tranqüilidade a uma família que ter regras. Os pais devem criar as regras, dizer como querem que a casa funcione, e passá-las aos filhos, de forma clara, simples e direta. Educar é paciência! Errou, tem que mostrar onde está o erro, remeter ao cumprimento da regra, exigir que seja cumprida. Insistiu no erro, aplicar penalidades que estejam previstas para o não cumprimento, assim as crianças crescem entendendo que as ações têm conseqüências. Isso também traduz a idéia de responsabilidade.</p>
<p>Promessas devem sempre ser cumpridas. Isso traz confiança. Mas cuidado com as promessas feitas, tanto as boas quanto as ruins. Prometeu uma punição, faça, para não cair em descrédito. Não prometa presentes que não possa dar ou que irão onerá-lo demais. Não cause frustração desnecessária. Também não premie por aquilo que deveria ser feito como parte da obrigação de filho: estudar, manter o quarto arrumado, passar de ano, respeitar as outras pessoas, etc.</p>
<p>Eu poderia dar milhões de outros conselhos, mas o melhor deles, que vai direto ao ponto, é ame seu filho de maneira que ele perceba o tamanho desse amor! Declare seu amor todos os dias e de maneiras variadas. E outro, viva a sua vida da maneira mais correta possível, porque você é o maior exemplo para ele e suas atitudes falam bem mais alto que suas palavras. Ele irá copiá-lo em tudo e você gostará do que irá ver? Você se verá em seu filho! Ele irá refletí-lo.</p>
<p><em>*<strong>Cristina Silveira</strong> é professora do ensino fundamental e médio, pedagoga, especialista em dificuldades de aprendizagem, docente da rede estadual de ensino (RJ) e da rede municipal de Duque de Caxias (RJ), onde atua na Subsecretaria Adjunta de Planejamento Pedagógico e autora do livro <strong>Ziraldo na Sala de Aula</strong> (Editora Melhoramentos).<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.debatesculturais.com.br/criacao-de-filhos-introducao-ao-manual-basico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A magia da contação de histórias</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/a-magia-da-contacao-de-historias/</link>
		<comments>http://www.debatesculturais.com.br/a-magia-da-contacao-de-historias/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 03:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristina Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristina Silveira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.debatesculturais.com.br/?p=4458</guid>
		<description><![CDATA[Acompanhando grupos de alunos da Prefeitura de Duque de Caxias para gravar o programa ABZ do Ziraldo pude observar o fascínio que uma história exerce sobre os indivíduos quando a ouvem com os ouvidos da alma! Ficando nos bastidores, de onde tinha visão privilegiada do apresentador – ninguém menos que o genial Ziraldo, de quem sou fã declarada – pude observá-lo, assim como algumas outras pessoas da produção do programa, enquanto os contadores de história e apresentavam. Ziraldo, no auge de seus setenta e tantos anos, não se diferenciava em nada das crianças ou dos demais ouvintes. Todos estavam nivelados por igual naquele momento mágico: apenas ouvintes, sem sexo, cor, idade, posição sócio-cultural,... Todos embevecidos, inebriados, seduzidos pela magia das palavras que os transportavam para os cenários onde os fatos narrados se desenrolavam. Cada um criava em seu imaginário seu mundo, seus cenários, seus personagens e os movimentos da história escutada de acordo com suas vivências, com suas expectativas e devaneios.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Contador-de-história.JPG" alt="Contador de história" title="Contador de história" width="219" height="220" class="aligncenter size-full wp-image-4459" />Acompanhando grupos de alunos da Prefeitura de Duque de Caxias para gravar o programa ABZ do Ziraldo pude observar o fascínio que uma história exerce sobre os indivíduos quando a ouvem com os ouvidos da alma!</p>
<p>Ficando nos bastidores, de onde tinha visão privilegiada do apresentador – ninguém menos que o genial Ziraldo, de quem sou fã declarada – pude observá-lo, assim como algumas outras pessoas da produção do programa, enquanto os contadores de história e apresentavam. Ziraldo, no auge de seus setenta e tantos anos, não se diferenciava em nada das crianças ou dos demais ouvintes. Todos estavam nivelados por igual naquele momento mágico: apenas ouvintes, sem sexo, cor, idade, posição sócio-cultural,&#8230; Todos embevecidos, inebriados, seduzidos pela magia das palavras que os transportavam para os cenários onde os fatos narrados se desenrolavam. Cada um criava em seu imaginário seu mundo, seus cenários, seus personagens e os movimentos da história escutada de acordo com suas vivências, com suas expectativas e devaneios.</p>
<p>Em alguns momentos a porta do estúdio era aberta, fazendo um discreto, mas perceptível barulho, que ninguém ouvia, só eu, que intercalava entre os dois mundos: o da magia e o real. Interessante que o recém-chegado expectador, em questão de segundo, era tomado pela mesma magia que dominava a todos. Que cena espetacular de se observar!</p>
<p>Terminada a história era possível notar todos saindo da letargia em que se encontravam. As crianças voltam a se mexer: vira pra lá, vira pra cá, coça aqui, coça ali, mexe no cabelo, põe a mão na boca&#8230; Ziraldo, meio tonto com a mudança de um mundo para o outro, não se nega a elogiar e declarar sua alegria com aquele delicioso momento de prazer.</p>
<p>A tradição oral é um elemento que precisa ser resgatados dentro das famílias, dentro das escolas, em todos os grupos em que as pessoas se reúnam para se confraternizar. O ato de ouvir histórias agrega, acalma, estimula a criatividade e faz sonhar. Ah! Os sonhos&#8230; Tão necessários à vida!</p>
<p>Na escola, ao contar histórias para os alunos, o professor deve manter o contato visual com todos, “passear” seus olhos sobre os olhinhos curiosos e cheios de vida dos alunos. Isso é uma forma de carinho, pois naquele momento, em que é olhado e visto durante a contação, ele se sente importante: “o professor “falou’ comigo enquanto contava a história para todos”, é um breve momento de cumplicidade tão importante para a criança e para o fortalecimento da relação dela com o professor. Isso a criança não esquece e faz desejar este momento.</p>
<p>Toda criança e adolescente gosta de ouvir histórias de suas famílias, de coisas que aconteceram com seus pais, com seus avôs, com seus antepassados. Isso, de certa forma, os insere no passado da família, os mostra qual é o fio da meada, ao qual devem dar continuidade.</p>
<p>Bettelheim, analisando os contos de fada, diz que a criança se vale deles para aprender a lidar com suas angústias e resolver seus conflitos internos. Sem correr riscos, ela vai vivenciando no imaginário o duelo travado pelos personagens dos contos com as forças do mal. Cada vitória deles dá a ela a segurança necessária para lidar com seus próprios conflitos, uma vez que sabe do sucesso garantido no desfecho. Ao ouvir as histórias favoritas várias vezes, a criança fortalece sua alma, tornando-se capaz de amadurecer seu emocional. Eis a razão de pedir tantas vezes a mesma história! É preciso ser este condutor de segurança para as crianças, contando-lhes inúmeras histórias.</p>
<p>Pais que alegam não ter tempo para dar atenção às suas crianças podem se valer do momento de colocá-las na cama para contar-lhes uma história, que pode ser lida ou retirada da memória, mesmo que seja a narração de suas peripécias de infância. Isso, além de fortalecer os laços, uma vez que a voz que o nina o acompanhará no mundo dos sonhos, dando segurança para uma noite mais tranqüila, também se torna elemento de agregação familiar. Essa criança terá a certeza de que é amada e que tem com quem contar. E, além disso, teremos adultos mais criativos e felizes. </p>
<p><em>*<strong>Cristina Silveira</strong> é professora do ensino fundamental e médio, pedagoga, especialista em dificuldades de aprendizagem, docente da rede estadual de ensino (RJ) e da rede municipal de Duque de Caxias (RJ), onde atua na Subsecretaria Adjunta de Planejamento Pedagógico e autora do livro <strong>Ziraldo na Sala de Aula</strong> (Editora Melhoramentos).<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.debatesculturais.com.br/a-magia-da-contacao-de-historias/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As mulheres-maravilha na volta às aulas</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/as-mulheres-maravilha-na-volta-as-aulas/</link>
		<comments>http://www.debatesculturais.com.br/as-mulheres-maravilha-na-volta-as-aulas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 02:03:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristina Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristina Silveira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.debatesculturais.com.br/?p=4021</guid>
		<description><![CDATA[O início do ano letivo se aproxima e milhares de mães-mulheres-trabalhadoras, assim como eu, estão na maior correria para comprar os livros e os materiais escolares de seus filhotes, além de mochilas, lancheiras, estojos e uniformes, isso tudo sem deixar de dar conta dos afazeres domésticos, como lavar, passar, cozinhar, arrumar... Ao mesmo tempo sendo criativas, pontuais, competentes e dinâmicas nos trabalhos, e ainda sexys, charmosas, elegantes e atraentes para os parceiros. Ufa! Mas será que damos conta de tanta coisa?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Mulher-Maravilha.JPG" alt="Mulher Maravilha" title="Mulher Maravilha" width="220" height="220" class="aligncenter size-full wp-image-4022" />O início do ano letivo se aproxima e milhares de mães-mulheres-trabalhadoras, assim como eu, estão na maior correria para comprar os livros e os materiais escolares de seus filhotes, além de mochilas, lancheiras, estojos e uniformes, isso tudo sem deixar de dar conta dos afazeres domésticos, como lavar, passar, cozinhar, arrumar&#8230; Ao mesmo tempo sendo criativas, pontuais, competentes e dinâmicas nos trabalhos, e ainda sexys, charmosas, elegantes e atraentes para os parceiros. Ufa! Mas será que damos conta de tanta coisa?</p>
<p>Criamos uma falsa ilusão de que somos mulheres-maravilhas, capazes de dar conta de tudo que foi mencionado sem prejuízo de nossa saúde física ou mental. O estresse nos rodeia as vinte e quatro horas do dia, até mesmo quando dormimos, isso quando conseguimos dormir, pois muitas atravessam a noite aprontando refeições para o dia seguinte ou terminando relatórios de trabalho, para cumprir prazos e não passarem por incompetentes. Até quando vamos nos sentir “a dona” da casa, a única responsável pela criação dos filhos e a culpada de todos as mazelas da humanidade?</p>
<p>Por falar em culpa e em ano letivo, ao final de cada um, ao recebermos os boletins, costumamos quase ignorar os resultados positivos, mas nos apegamos enormemente aos resultados ruins. Uma nota baixa nesta ou naquela disciplina já assumimos que foi culpa nossa: não demos atenção à nossa criança ou adolescente, ajudando-o a superar as dificuldades. Uma reprovação, então, nem se fala, total culpa nossa: não estivemos presente na vida deles ao longo do ano&#8230; Coitadinhos!  Agimos como se tudo de ruim que acontece aos filhos fosse culpa nossa e de mais ninguém. Esquecemos que não os trouxemos ao mundo sozinhas, mas assumimos, não de ontem para hoje, mas ao longo de séculos, a total responsabilidade pelo cuidado com a prole.</p>
<p>Ninguém agüenta conviver com tanta culpa, para isso, ao início de cada ano, tentamos fazer tudo “certinho”: fazemos mil planos, muitas promessas a nós mesmos e juramos que não vamos nos desviar nem um centímetro deles. De novo esquecemos que não somos super-poderosas! Para não nos frustramos ao longo do ano, devemos envolver todos nas tarefas e cuidados com a casa e os filhos, inclusive os próprios, que devem ter consciência das responsabilidades que têm ao longo do ano, como membro da família e como estudantes.</p>
<p>Faça uma reunião com todos da família, estabelecendo as regras a serem seguidas ao longo do ano para sucesso de todos e para que alguns poucos não sejam sobrecarregados, como acontece, quase sempre, com as mulheres-maravilha! Conversas entre o casal devem ser feitas a sós, sem a participação das crianças e essas, por menores que sejam, devem participar de reuniões familiares, assim se sentem amadas e parte importante da família, o que ajuda em seu amadurecimento, além de crescimento de sua autoestima.</p>
<p>As regras para o novo ano devem ser claras, bem entendidas por todos e fazer parte de um acordo maior da família. Pode-se acordar algum item de recompensa para o cumprimento das regras, o que não implica, necessariamente, em prêmio, mas elogios de vez em quando fazem bem ao ego de qualquer um. Lazer e entretenimento não podem ser descartados ao longo da semana, pois é necessária uma higiene mental, apenas estabeleça os horários, de maneira que não interfiram nem no tempo para os estudos, nem no período do sono. Isso acordado, não faça exceções, pois perderá a credibilidade. Regras discutidas e entendidas por todos, elas devem ficar expostas, de preferência em um quadro de avisos, para serem lembradas a cada dia.</p>
<p>Tente se organizar para participar ao menos das reuniões de pais, isso alegra a criança ou o adolescente e dá a você a oportunidade de estar por dentro da vida escolar deles. Porém não se martirize se não puder comparecer a todas, mas tente, ao menos, enviar um representante, comunicando à escola e aos filhos. Na matrícula ou logo nos primeiros dias de aula, deixe bem claro sua pouca disponibilidade para estar na escola, mas ofereça todos os seus telefones possíveis e mantenha contato regularmente por telefone, email ou bilhete.</p>
<p>Estabeleça horários para verificar o andamento das tarefas escolares, o que pode ser feito durante a execução das mesmas, caso sejam feitas quando você está em casa. Uma olhada nos cadernos e livros a noite, quando eles já estão dormindo, às vezes, é a única oportunidade que temos, neste caso, deixe bilhetes presos ao material, orientando ou elogiando. Não se sinta mal pela falta de tempo, mas zele pela qualidade dele quando estiverem juntos e faça com que percebam que você faz tudo que pode para caminhar junto com eles na vida acadêmica.</p>
<p>Livrar-se da culpa não é simples, mas é possível. Resolva suas questões o quanto antes, para que você seja feliz e faça os outros felizes também. Lembre-se que existem pessoas que ficam felizes com o simples fato de nos verem felizes.</p>
<p><em>*<strong>Cristina Silveira</strong> é professora do ensino fundamental e médio, pedagoga, especialista em dificuldades de aprendizagem, docente da rede estadual de ensino (RJ) e da rede municipal de Duque de Caxias (RJ), onde atua na Subsecretaria Adjunta de Planejamento Pedagógico e autora do livro <strong>Ziraldo na Sala de Aula</strong> (Editora Melhoramentos).</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.debatesculturais.com.br/as-mulheres-maravilha-na-volta-as-aulas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Formando “Fazedores de Provas”</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/formando-%e2%80%9cfazedores-de-provas%e2%80%9d/</link>
		<comments>http://www.debatesculturais.com.br/formando-%e2%80%9cfazedores-de-provas%e2%80%9d/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 02:03:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristina Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristina Silveira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.debatesculturais.com.br/?p=2785</guid>
		<description><![CDATA[Quem olha para a escola de forma crítica, com olhar de educador consciente e responsável de seu papel, enxerga uma dura e triste realidade: ela não está formando cidadãos. Quando muito, informando e produzindo meros “fazedores de provas”. Conceitos são “ensinados”, decorados, “aprendidos”, cobrados nas provas e esquecidos. Passadas as avaliações pouco ou nada do que foi “trabalhado” nos bimestres ficou na memória dos alunos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Dia-de-Prova.JPG" alt="Dia de Prova" title="Dia de Prova" width="201" height="220" class="aligncenter size-full wp-image-2786" />Quem olha para a escola de forma crítica, com olhar de educador consciente e responsável de seu papel, enxerga uma dura e triste realidade: ela não está formando cidadãos. Quando muito, informando e produzindo meros “fazedores de provas”. Conceitos são “ensinados”, decorados, “aprendidos”, cobrados nas provas e esquecidos. Passadas as avaliações pouco ou nada do que foi “trabalhado” nos bimestres ficou na memória dos alunos. Em uma situação cotidiana são incapazes de recorrer a um ensinamento aprendido na escola para aplicar e solucionar o problema. Na verdade, a grande maioria sequer vê utilidade para os conteúdos escolares, a não ser passar nas provas.</p>
<p>Há algum tempo, questionando um grupo de alunos sobre o motivo pelo qual eles estudavam, obtive como resposta: “para fazer prova”. Essa colocação dos alunos, tão ingênua e franca, deixou-me profundamente alarmada. Na cabeça daquelas crianças a escola é apenas um lugar aonde se vai para se preparar para as famigeradas provas. Essas crianças não viam na escola qualquer aspecto de camaradagem, de ambiente enriquecedor de cultura, de espaço de preparação para a vida social ou para o trabalho.</p>
<p>Impressiona-me como a maioria das crianças, depois de 4, 6 anos na escola têm dificuldade para resolver problemas simples do cotidiano, como calcular mentalmente o valor a ser pago por pequenas compras, qual será o troco, quantos outros produtos podem adquirir com o valor que possuem, de quanto mais precisariam para comprar outros tantos e por aí vai, enquanto que crianças que vivem nos sinais de trânsito, algumas delas sem nunca ter freqüentado os bancos de uma escola, resolvem e respondem essas perguntas de pronto, sem titubear. E, em contrapartida, essas mesmas crianças se atrapalhariam enormemente se tivessem que “armar e efetuar” um cálculo, tamanha a falta de intimidade com essa “coisa acadêmica” da representação numérica, a que as crianças que freqüentam a escola estão habituadas, pois, mesmo sem conseguir usar os cálculos no cotidiano, elas conseguem representá-los no papel.</p>
<p>Se considerarmos que o conhecimento se dá quando tornamos uma coisa antes desconhecida em familiar, não podemos dizer que o ensino ministrado na escola esteja acrescentando conhecimento matemático aos alunos, uma vez que os cálculos continuam na obscuridade, no mundo do estranhamento. Os alunos só reconhecem como familiar os cálculos abstratos e sem propósito do papel e do quadro. Sem propósito para a vida, mas não para as provas bimestrais, as quais eles serão submetidos. É um conhecimento acadêmico que fica no mundo acadêmico, não conseguindo avançar no mundo fora da escola.</p>
<p>Quando aprendemos uma coisa nova, nosso cérebro procura ligar esse novo conhecimento com os anteriores, formando uma rede de conhecimento sobre o assunto, que pode ir aumentando à medida que vamos aprendendo mais e mais coisas sobre ele. Em determinadas situações, quando precisamos daquele conhecimento, nosso cérebro ativa essa rede, buscando as informações armazenadas. Se, fora da escola, em um momento de solução de um problema cotidiano – como as compras mencionadas anteriormente – a criança não é capaz de buscar uma relação com o que é aprendido na escola, isso só confirma que ela está “aprendendo” apenas a fazer prova.</p>
<p>Esse fato, que deveria estar sendo visto com verdadeiro terror, parece não incomodar muitos professores que continuam a “dar suas aulas” sem o cuidado de fazer a contextualização entre o “saber da escola” e as necessidades da vida cotidiana e de verificar o crescimento pessoal de seus alunos. A famosa frase “só há ensino quando há aprendizagem” precisa fazer sentido em nossa vida enquanto educadores! A coerência pedagógica há de ser buscada com urgência, sob pena de vermos engrossar a fileira dos analfabetos funcionais.</p>
<p><em>*<strong>Cristina Silveira</strong> é professora do ensino fundamental e médio, pedagoga, especialista em dificuldades de aprendizagem, docente da rede estadual de ensino (RJ) e da rede municipal de Duque de Caxias (RJ), onde atua na Subsecretaria Adjunta de Planejamento Pedagógico e autora do livro <strong>Ziraldo na Sala de Aula</strong> (Editora Melhoramentos).</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.debatesculturais.com.br/formando-%e2%80%9cfazedores-de-provas%e2%80%9d/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

