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Cristina Silveira

Para ser feliz

A propaganda de um determinado plano de saúde está usando como slogan a maravilhosa frase: “você não precisa de tanto para ser feliz” e apresenta várias situações em que as pessoas valorizam exacerbadamente determinadas coisas, como se as tais fossem fundamentais para se alcançar a felicidade plena. Uma das propagandas dizia mais ou menos assim: “Para ser feliz você precisa ser linda, ser magra, ter um trabalho, ter uma casa de revista e um casamento que seja perfeito”. Pura viagem isso!!!
Cristina Silveira

Meu filho não é perfeito, e agora?

Que angústia para os pais perceberem que seu filho, que deveria ser o primeiro e melhor em tudo, não passa de um ser humano comum! Pior ainda é quando não enxergam essa “normalidade” do ser comum e começam a se sentir fracassados por não terem gerado filhos excepcionalmente “perfeitos”. E quantas crianças e adolescentes não são “torturados” por seus pais em uma cobrança frenética e sem sentido para que sejam os melhores em tudo sempre? Limites e aptidões, além de dons e talentos são desrespeitados nesse momento. Ainda que um menino não goste de futebol ele tem que jogar e bem, para alegria e deleite de seu pai. Ainda que a menina deteste balé ela é obrigada a dançar, esfolando os pés para agradar sua mãe, que talvez não teve oportunidade de fazer dança quando criança.
Cristina Silveira

Mulheres ao volante, segurança constante!

“Mulher ao volante perigo constante” é uma frase preconceituosa, machista, mentirosa e carregada de argumentação da profundidade de um dedo, nada, nada contundente! As mulheres conduzem seus veículos de maneira muito mais consciente, vigilante, coerente e tranqüila que os homens. Os dados estatísticos mostrados aqui nos apontam para a veracidade dessa afirmativa. Não é a crítica por si só, mas algumas observações que podem nos levar à reflexão e, quem sabe, à mudança de postura, por um trânsito menos violento e raivoso.
Cristina Silveira

Criação de filhos: introdução ao manual básico.

“Criar filhos é a coisa mais fácil do mundo, principalmente se não são os nossos!”. Achei graça quando ouvi esta frase dita pelo escritor e cartunista Ziraldo, em uma palestra para professores. Depois fiquei pensando que ele tinha mesmo razão. Dar conselhos, dizer o que fazer é bem mais fácil do que fazer de fato. O fazer dá trabalho, e muito. Que o digam as pobres mães e pais desorientados e aflitos que já atendi nas escolas.
Cristina Silveira

A magia da contação de histórias

Acompanhando grupos de alunos da Prefeitura de Duque de Caxias para gravar o programa ABZ do Ziraldo pude observar o fascínio que uma história exerce sobre os indivíduos quando a ouvem com os ouvidos da alma! Ficando nos bastidores, de onde tinha visão privilegiada do apresentador – ninguém menos que o genial Ziraldo, de quem sou fã declarada – pude observá-lo, assim como algumas outras pessoas da produção do programa, enquanto os contadores de história e apresentavam. Ziraldo, no auge de seus setenta e tantos anos, não se diferenciava em nada das crianças ou dos demais ouvintes. Todos estavam nivelados por igual naquele momento mágico: apenas ouvintes, sem sexo, cor, idade, posição sócio-cultural,... Todos embevecidos, inebriados, seduzidos pela magia das palavras que os transportavam para os cenários onde os fatos narrados se desenrolavam. Cada um criava em seu imaginário seu mundo, seus cenários, seus personagens e os movimentos da história escutada de acordo com suas vivências, com suas expectativas e devaneios.
Cristina Silveira

As mulheres-maravilha na volta às aulas

O início do ano letivo se aproxima e milhares de mães-mulheres-trabalhadoras, assim como eu, estão na maior correria para comprar os livros e os materiais escolares de seus filhotes, além de mochilas, lancheiras, estojos e uniformes, isso tudo sem deixar de dar conta dos afazeres domésticos, como lavar, passar, cozinhar, arrumar... Ao mesmo tempo sendo criativas, pontuais, competentes e dinâmicas nos trabalhos, e ainda sexys, charmosas, elegantes e atraentes para os parceiros. Ufa! Mas será que damos conta de tanta coisa?
Cristina Silveira

Formando “Fazedores de Provas”

Quem olha para a escola de forma crítica, com olhar de educador consciente e responsável de seu papel, enxerga uma dura e triste realidade: ela não está formando cidadãos. Quando muito, informando e produzindo meros “fazedores de provas”. Conceitos são “ensinados”, decorados, “aprendidos”, cobrados nas provas e esquecidos. Passadas as avaliações pouco ou nada do que foi “trabalhado” nos bimestres ficou na memória dos alunos.