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César Maia

A nova sinergia entre mídia e redes sociais

A novidade é o interesse das redes sociais. Na medida em que a credibilidade dos grandes veículos de comunicação passou a ser bem maior que a das redes, como demonstram tantas pesquisas de opinião, as redes passaram a usar a mídia como plataforma de lançamento de suas postagens.
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Razões da crise política-institucional do Estado do Rio de Janeiro

A ausência de oposição efetiva por vários anos criou a sensação de que tudo era possível. Leis tramitavam como decreto. Vários municípios adotaram o mesmo método. Os empresários acreditaram nisso e também se associaram. E mais ainda: passaram a participar das festas, das viagens e das reuniões lúdicas.
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Curiosidades da vitória de Trump

A popularidade e o charme de Obama, especialmente em nível internacional, não foram o suficiente. Obama e esposa mergulharam totalmente na campanha. Perderam. À noite, Bush anunciou que votou em branco. Perdeu também. Perderam os líderes republicanos que jogaram a toalha e pediram a renúncia de Trump duas semanas antes da eleição. Os principais líderes europeus declaram estar com Hillary. Perderam. Exceção de Putin.
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Campo aberto para Ciro Gomes em 2018

Os espaços estão abertos para Ciro Gomes entrar como uma nova esquerda, agressiva, moralista, desde o mesmo nordeste que impulsionou Lula e Dilma. Terá um tempo intermediário de TV que, dependendo das pesquisas pré-eleitorais, poderá ser agregado. E seus apoiadores torcerão para que uma provocação não produza um desgaste que lembre os piores momentos de Trump na atual campanha norte-americana.
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Prefeitura do Rio! Até 2024?

A ambição de Crivella e seu grupo é de poder. Não quer concorrer com Pereira Passos, Carlos Sampaio, Dodsworth, ou Lacerda…. Olhando o horizonte desde o “mirante” de 2016, os caminhos estão abertos a Crivella para 2020. E a expectativa de seus novos amigos, e hoje parceiros, apontará para 2024.
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Expectativas antecipam recuperação da economia e da política

Os atores econômicos e políticos já antecipam a expectativa que têm quanto a recuperação da economia e da política brasileiras. A Bolsa de Valores que em janeiro marcava 38 mil pontos fechou a semana passada em 56 mil pontos, num crescimento de quase 50%. Nas últimas semanas aforam registradas quedas contínuas do dólar em relação ao real. Depois de atingir 10,67% no ano passado, o mercado prevê uma inflação pouco superior a 7% em 2016, o que significará uma melhora no poder de compra dos consumidores.
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América Latina: os falsos profetas populistas terminaram desintegrando!

“Governar é fazer crer”, dizia Maquiavel. As lideranças míticas, sejam políticas, sociais ou religiosas, se afirmam por dois caminhos distintos. De um lado, os líderes cuja autoridade se afirma como guias de seus povos. São os detentores da legitimidade pelas ideias que conduzirão seus povos ao paraíso. Perón e Vargas são exemplos.
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Responsabilidade e transição

Os próximos dois anos e meio compreendem um período de transição e, portanto, de construção das condições de uma recuperação sustentada do país, seja em nível econômico, como político, como social e como ético. O presidente Temer, no início de sua gestão, tem mostrado claramente que é essa a sua estratégia.
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A tática de Dilma reforça a permanência de Temer

A tática do “é golpe” funciona como um bumerangue e cai na cabeça de Dilma e seguidores. Senadores que estavam de fato indecisos não estão mais. E se reservarão até o painel marcarem os seus votos. A sensação, logo após a votação, será de alivio para todo o país. E de depressão para os que acreditaram na possibilidade da volta de Dilma. Esses ficarão sem rumo, o que ocorre sempre que uma liderança convence seus seguidores de uma tática suicida.
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Pré e pós impeachment

É uma unanimidade entre os politólogos que a relação de representação entre o eleitor e o parlamentar é muito baixa. Aí estão as pesquisas de memória do voto que demonstram isso. E as pesquisas que mostram que os eleitores não se sentem representados pelos deputados e senadores.
César Maia

Não houve surpresa no plebiscito britânico! Era uma tendência!

A crise financeira de 2008 afetou fortemente o centro financeiro londrino, e com ele a a taxa de desemprego. A reversão da primavera árabe, com a desintegraçāo da Líbia e da Síria e o crescimento do Estado Islâmico, os atentados em Paris, e os batalhões de refugiados em direção à Europa, fermentaram politicos nacionalistas, xenófobos e anti-muçulmanos.
César Maia

As redes sociais e o pós-impeachment de Dilma

No momento da votação do impeachment as redes sociais exultarão com sua inquestionável vitória. Mas a vida continua. Os que imaginam que isso significará apoio ao governo Temer enganam-se redondamente. Não é da natureza das redes sociais apoiarem qualquer governo. Não é da natureza das redes sociais mobilizarem opinião pública em torno de qualquer SIM.
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Parlamentarismo à brasileira

A montagem do gabinete do presidente Michel Temer passou por duas etapas. Na primeira, as pressões veiculadas pela imprensa falavam de um gabinete suprapartidário de especialistas destacados
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A queda na qualidade dos parlamentares no Brasil

A nova geração da elite social e cultural se afastou da vida política – mas não da carreira pública, haja vista no Brasil, por exemplo, a nova geração de promotores. A política é vista como um lugar de ineficiência e corrupção por uma geração com orientação cosmopolita e menos engajada nos problemas nacionais.
César Maia

O gigantesco erro do PT

A sofisticação crescente das técnicas usadas no marketing político produziu um grave equívoco. Os marqueteiros foram convencendo os políticos que bastava uma boa propaganda para que as imagens dos políticos e dos governos junto à opinião pública fossem construídas independentemente das ações e dos fatos efetivos.
César Maia

Lula não será mais candidato a presidente em 2018!

A mobilização dos militantes e simpatizantes de Lula, ao ser anunciada a sua condução para depoimento no dia 04/03, foi pífia. Somando todos os grupos que foram às ruas em São Paulo e outras cidades, não se chega a três mil pessoas. A Lava Jato engoliu Lula e, com ele, o projeto de eternização do PT no poder.
César Maia

Aumentos no imposto sobre heranças

A "Folha de S.Paulo" informou que 12 dos 27 estados aumentaram a alíquota do imposto sobre heranças e doações. Mais por necessidade do que por algum senso de justiça tributária, os governos dos Estados lançaram-se a uma ofensiva de aumento do imposto sobre doações e heranças... Leia o restante do artigo pelo link abaixo
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Micropolítica e o poder!

A expressão Micropolítica é um desdobramento de uma teoria que ganhou expressão no século XIX: a microssociologia. Microssociologia, cujo maior expoente foi o francês Gabriel Tarde, tinha e tem como coluna vertebral a ideia que a opinião pública se forma a partir da opinião dos indivíduos e dos fluxos de suas interações.
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No Rio, impacto da crise será maior em 2017

A partir do final pós-olimpíadas de 2016, a prefeitura do Rio será parte do problema, seja pela queda natural dos investimentos, seja pelas consequências fiscais do esforço de gasto tendo os Jogos Olímpicos-2016 como justificativa.
César Maia

Quem ganha com os Jogos Olímpicos é o COI!

E em meio aos prognósticos de que a situação neste ano não melhorará, a BBC ouviu economistas e analistas para saber se os Jogos poderão agravar ainda mais o cenário ou até trazer benefícios econômicos.
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Dilma e a teoria do violino

Com a crise se tornando explícita e profunda pós-eleição de 2014, Dilma, sem saber o que fazer, chamou Joaquim Levy para assumir o violino. Ela seguraria com a esquerda e ele tocaria com a direita. Não durou um ano....
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A crise e a rejeição à política pela juventude!

As pesquisas mostram a alta proporção de jovens decepcionados com o quadro moral e que veem a política como atividade suja. Esse é certamente o efeito mais grave do ciclo petista no poder culminando com uma crise moral, política, econômica e social, e rejeição à política formal.
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Eleições: seus temas e seus candidatos!

Pesquisas sobre as opiniões dos consumidores mostram que uma sensação e percepção negativas, produzem um multiplicador sobre a opinião dos demais, muito, muito maior, que uma sensação ou percepção positiva.
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Déficit fiscal e Ministério do Planejamento!

Em 1993 se implantou na prefeitura do Rio o sistema dos países desenvolvidos, eliminando a secretaria de planejamento e dando à secretaria de fazenda a responsabilidade financeira sobre receitas e despesas. Entre 1983 e 1986, no Estado do Rio, se fez um primeiro experimento, deixando com a secretaria de planejamento apenas os investimentos, assim mesmo com valores e teto pré-estabelecidos pela secretaria de fazenda. Portanto, 10 anos depois se completou esse processo.
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Estado do Rio: crise na saúde, crise financeira, o presente e o futuro!

A queda do ICMS, mesmo que estanque ou, no limite do otimismo, retorne em 2017 a 2014, não resolverá o desequilíbrio. Não tem mais patrimônio para vender e novas operações de crédito não repetirão mais o volume de antes, pelos riscos que o Estado expõe. Os aumentos de fim de ano implementados em alíquotas do ICMS e imposto a heranças/doações, apenas ajudarão a cobrir parte das perdas do ICMS com a crise.
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Impeachment e decisão do STF: quem ganhou e quem perdeu?

A decisão do STF dando ao Senado poder para não receber a denúncia de impeachment da presidente Dilma, a destituição da comissão eleita pela Câmara por voto secreto e a constituição dessa comissão por indicação dos líderes foi traduzida como uma vitória de Dilma e do governo. Será?
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Consequências políticas e econômicas do pedido de impeachment

Um momento que o Brasil nunca viveu antes: os presidentes do poder executivo e do poder legislativo estão sob processos de impeachment. A fragilização dos dois poderes tira de ambos poder de decisão e autoridade. O impeachment da presidente foi apresentado por dois juristas renomados. A assessoria técnica-jurídica da Presidência da Câmara de Deputados entendeu que o pedido de impeachment tem base legal.
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A crise já atinge os mais pobres e começará a ter repercussões políticas!

As pesquisas de opinião nos últimos dias mostram que as taxas de rejeição aos governos e aos políticos já equiparam a classe média aos mais pobres. E mais grave: cresce a taxa de desesperança em relação ao futuro e o número de empresas e de pessoas que emigram na busca de dias melhores é recorde. A crise social chegando aos mais pobres torna a crise política ainda mais complexa, as ruas mais ocupadas e dificulta a aprovação de leis de ajuste fiscal com repercussões sociais.
César Maia

Os jovens, a política hoje e as tendências!

Pesquisa do IBOPE divulgada semana passada confirmou uma fuga do PT dos votos dos jovens. Enquanto a refeição ao PT alcançou, nessa pesquisa, 38%, entre os jovens na faixa de 16 a 24 anos a rejeição ao PT chegou a 43%. Entre os maiores de 55 anos a rejeição atingiu 33%. Nas avaliações da presidente Dilma, em diversas pesquisas e nas intenções de voto preliminares para 2018, esta tendência se confirma.
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Quais as razões da ascensão mundial da direita?

Nos últimos dias, candidatos de direita e centro-direita venceram as eleições em Portugal, Polônia, Guatemala e em Bogotá. Na Argentina, a votação de Macri surpreendeu até mesmo a sua campanha e parte para o segundo turno como favorito. A extensão desses fatos e a diversidade das situações e tantos outros casos nos últimos anos permite pensar que se trata de uma ascensão globalizada da direita nas expectativas do eleitorado.
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Uma crise sem fim?

A cada dia a crise brasileira se aprofunda e se torna mais complexa. Uma crise de quatro lados: Política, Econômica, Social e Moral. A convergência das quatro crises, com aprofundamento simultâneo delas, está tendo um efeito geométrico na intensidade da crise geral. A cada dia fica mais claro que há uma necessidade extrema de um acordo político nacional. Imaginar que possa ocorrer com Dilma é ilusão apenas.
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Lula quer mesmo derrubar Dilma!

Dias atrás eu divulgava a informação vazada do entorno do Instituto Lula que o mais conveniente para Lula seria Dilma pedir licença por doença. Temer assumiria a presidência e, em seguida, Lula e o PT partiriam para a oposição. Dilma não perderia seus direitos. E haveria tempo suficiente para organizar a campanha de Lula em 2018 como defensor dos pobres contra as medidas neoliberais que estariam sendo introduzidas.
César Maia

As últimas crises presidenciais brasileiras

Em vinte e cinco anos o Brasil viveu quatro crises importantes econômicas e políticas. Uma média de uma crise importante a cada seis anos, pouco mais de um mandato presidencial. Em praticamente todas elas há dois elementos que se destacam, seja pelas razões seja pela coincidência.
César Maia

Uma nova Thatcher em Portugal!

Passos Coelho obteve uma vitória exuberante no domingo. Sua coligação alcançou 40% dos votos. O PS alcançou 32%. Quem apostava no desgaste político e eleitoral do duro ajuste fiscal errou redondamente. Com a campanha eleitoral aberta com o PS na frente, essa vantagem foi sendo reduzida e, nos últimos quinze dias, revertida para uma clara vantagem de Passos Coelho. António Costa, secretário-geral do PS, foi ultrapassado em sete pontos. Nem a vitória percebida de Costa no debate na TV modificou esse quadro. O PS ainda sonhava com a abstenção para recuperar a diferença.
César Maia

A nova lei eleitoral só ajuda os candidatos à reeleição e os muito conhecidos!

A nova lei eleitoral recentemente sancionada pela presidente Dilma ajuda os prefeitos candidatos à reeleição. Em primeiro lugar porque a proibição de financiamento privado concentra recursos nas mãos de quem governa, que prescinde de recursos privados diretos, pois conta com os recursos privados indiretos conforme expliquei há poucos dias.
César Maia

O financiamento eleitoral e a vantagem de quem está no governo!

O STF considerou inconstitucional o financiamento eleitoral por parte de empresas. Vários analistas, vários acadêmicos, máquinas sindicais, os pequenos partidos ideológicos outsiders, etc., comemoraram a decisão. Ou é por boa fé, por desconhecimento, por ingenuidade ou por esperteza. Com essa decisão do STF, as vantagem dos que estão no governo controlando as máquinas e orçamentos é flagrante. Passam a ter monopólio do financiamento, só que não diretamente pelas empresas, mas indiretamente e através dos governos.
César Maia

Formas de entender o impacto da mídia

Já há algum tempo que os institutos de pesquisa e os próprios meios de comunicação passaram a medir o número de leitores e telespectadores através de duas formas: física e digital. A partir dessa mudança, os meios de comunicação medem e divulgam seus resultados de circulação e audiência somando as duas versões: física e digital. Para se ter uma ideia, no primeiro semestre de 2015, a versão digital da "Folha de São Paulo" correspondeu a 44% de sua circulação total e a versão digital de "O Globo" a 37%.
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Crises para todos os lados!

A grande bravata dos presidentes, ditos, de esquerda, da América Latina, foi comemorar como um grande evento terem ficado livres do FMI. Da mesma forma comemoraram como uma grande vitória sobre o imperialismo ianque liquidarem de vez com a ALCA (área de livre comércio das Américas). Da mesma forma liquidaram o Grupo Andino e o Mercosul.
César Maia

Pessimismo empresarial aprofunda a crise! Como reverter?

Keynes afirmava que a economia capitalista iria bem se os empresários acharem que ela irá bem. Da mesma forma se pode afirmar que ela irá mal quando os empresários acharem que ela irá mal. O clima atual de pessimismo empresarial medido por índices diversos e pelas reuniões por todo o país é, talvez, o pior pela qual passou o país na República. O impasse político só faz agravar o pessimismo e a dinâmica do Lava-Jato traz a cada dia nova surpresa. Isso porque os nomes dos políticos envolvidos ainda não foram divulgados.
César Maia

PT não desmancha por si só, Lula precisa derreter antes!

O desgaste do PT medido por todas as pesquisas de opinião não é garantia que em eleições futuras sua representação legislativa irá derreter. Um sofisticado estudo mostra que o PT cresceu arrastado por Lula e que se a popularidade de Lula for atingida significativamente, o PT, aí sim, derreterá.
César Maia

A juventude política hoje!

As juventudes políticas sempre foram grandes massas de manobra para líderes políticos. Num esquema polar teríamos de um lado as juventudes comunistas e de outro, as juventudes hitlerista e fascista. Mobilizavam milhares e milhares de jovens, em marchas treinadas e coreografadas, repetindo palavras de ordem. As mobilizações das juventudes foram progressivamente esvaziadas a partir das grandes manifestações de 1968 que tinham foco na educação e nos costumes e, assim, não repetiam os automatismos dos anos 20 e 30, pois tinham foco e conteúdo. Nos últimos anos o esvaziamento foi quase generalizado.
César Maia

A crise é política, não é parlamentar!

Hoje, vivemos uma crise tripla: econômica, política e moral, depois de destampadas as relações do poder. Após as eleições de 2014, atravessou-se a fronteira e o castelo de cartas desmanchou. A presidente Dilma fragilizou-se e entrou num encilhamento. Lula entrou no jogo com as carta que jogou nos seus governos. O caminho é esse que vemos, atrair os parlamentares para formar maioria, uma velha maioria com os mesmos métodos e os mesmos personagens.
César Maia

Lava-jato, imprensa e política!

A operação Lava-Jato, em suas diversas partes, tem uma característica muito importante. As informações colhidas foram diretamente pelo Estado, ou seja, pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário. O jornalismo investigativo não está na fonte de nenhuma dessas informações. Isso constrói uma relação pacífica e estável entre os meios de comunicação e os jornalistas investigativos. Esses disputam quem chega primeiro às informações colhidas por aqueles três sistemas. Assim, a imprensa suita os três sistemas, muito mais que investiga.
César Maia

Obama na África

Barack Obama foi muito criticado por visitar um país acusado de restringir a liberdade de expressão. Além dos elogios que fez, o Presidente norte-americano acusou o Governo etíope de ter uma falsa democracia: “Vocês têm democracia no nome, mas não na consistência do país”. Disse ainda não compreender o fato de alguns líderes africanos “se negarem a deixar os postos”, referindo-se ao Presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, que alterou recentemente a legislação para poder ficar mais tempo no poder.
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Um amplo programa de compensação social à crise!

A provável extensão temporal da crise brasileira levanta a necessidade de um amplo e diversificado programa de compensações sociais. Essa seria a mais importante e prioritária agenda positiva que presidenta, governadores e prefeitos deveriam adotar, em conjunto ou isoladamente. O maior complicador para essa decisão é o componente fiscal da crise, que reduz receitas e exige contenção de despesas, fechando o caminho keynesiano. Por isto mesmo há a necessidade de imaginação e programas pulverizados de baixo custo unitário.
César Maia

Os processos de democratização em Cuba e na Venezuela!

As ditaduras têm dinâmicas distintas no processo de democratização. Algumas de dentro para dentro, como, por exemplo, nos anos 80 no Sul da Europa e na América Latina. Outras de fora para dentro, como, por exemplo, na segunda guerra mundial. Há casos mistos, como, por exemplo, a desintegração do sistema soviético. Há situações em que a democratização se dá de dentro para dentro, mas de dentro -e entre- as próprias forças dominantes que governam.
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Crise brasileira vira encilhamento geral!

O que se via até a semana passada era uma parálise do executivo, sua ausência no parlamento, um ativismo do judiciário pelo vácuo político, e a ocupação de espaços políticos pela Câmara e pelo Senado. O executivo desistiu de agir no parlamento e entregou a tarefa ao vice-presidente e presidente do PMDB. Duas semanas depois, o PT reclamava do trabalho de Temer. O novo ministro da fazenda tomou iniciativas no Congresso, conversando com senadores e deputados.
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Dilma não tem consciência dos graves erros de antes e de agora!

Hoje, ao meio de uma gigantesca crise política, econômica, social e moral, Dilma não tem um gesto de grandeza e humildade, e não reconhece os enormes erros cometidos por seu governo. Desde a eleição de 2014 que Dilma vem insistindo em legitimar-se por ter participado da guerrilha urbana contra o regime militar, ter sido presa e torturada. Sua foto presa, estilizada, foi a imagem da campanha: Dilma guerreira. Sua coragem pessoal não está em jogo, mas, sim, sua atuação política, antes e depois.
César Maia

Lula volta à sua base sindical e se resindicaliza!

Lula tem dado conselhos a Dilma. Os últimos pedem que Dilma vá às ruas e que se encoste nos ombros do povo. Poder-se-ia usar um ditado popular: faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Será que Lula receberia uma boa acolhida popular se caminhasse, sem claque, numa rua de grande movimentação comercial, num bairro de uma grande cidade? Nem falo de áreas de concentração de classe média, como shoppings, onde certamente seria apupado. O que tem feito Lula, depois que termina de concluir seus conselhos a Dilma?
César Maia

PT autêntico quer derrubar Dilma!

Com a posse da presidente Dilma, apareceram como um tsunami a crise econômica, a crise moral, a crise social e a crise política. A autoridade da presidenta foi sendo diluída e as pesquisas de opinião foram rebaixando seu apoio a um dígito apenas. O Congresso, e em especial a Câmara de Deputados, assumiu a iniciativa e a priorização das leis.
César Maia

Grécia, um referendo mundial!

Neste domingo (05), o governo grego fará realizar um referendo sobre o acordo com a União Europeia e as obrigações do governo grego. Uma vitória do NÃO, defendido pelo governo de esquerda, legitimará as ações de resistência dele em relação às medidas exigidas. O SIM poderá abrir as portas para o acordo, com o governo lavando as mãos, dizendo ter honrado seus compromissos, mas que a decisão foi do povo. Ou renunciando e convocando novas eleições. As consequências do rompimento do acordo com a União Europeia são imprevisíveis, pois enquanto alguns dizem que virá o caos, outros acham que a União Europeia terá que acomodar uma solução.
César Maia

Afinal, onde está o João Santana?

Durante anos dos governos Lula-Dilma, o que se via era ambos despachando com o publicitário João Santana para desenhar a publicidade do governo na TV e aumentar ou recuperar, virtualmente, prestígio. E agora? Dilma bate recordes de impopularidade. Lula vai junto e passa a dar entrevistas e fazer palestras dando show de oportunismo, transferindo responsabilidades para Dilma e o PT.
César Maia

PT vai radicalizar à esquerda!

As reações de parlamentares e dirigentes do PT, Lula incluído, contra as medidas do chamado ajuste fiscal indicam, claramente, que o PT está disposto a perder o governo, mas não quer correr o risco de perder em médio prazo a hegemonia da esquerda. As mudanças políticas na Espanha, com as vitórias de candidatas às prefeituras de Madrid e Barcelona, fermentadas pelas redes sociais e apoiadas em novos movimentos sociais sem os sindicatos, usando os tradicionais chavões da esquerda, servem como referência para este novo ciclo que o PT inicia.
César Maia

A reação do eleitor aos mega-casos de corrupção tende a ser a anti-política!

Os casos de corrupção medidos em bilhões e que alcançam elites políticas, elites econômicas e elites esportivas, ganham ampla divulgação, detalhes escabrosos e enorme repercussão de opinião pública. Estão aí a Lava-Jato, a Fifa, o Zelotes, e por aí vai. Qual tende a ser a reação política dos eleitores? Já há uma vítima: a presidenta Dilma, com níveis de rejeição recordes e irrecuperáveis. Mas ela não é mais candidata a nada. Na política não se aplica a lei da física de ação e reação, onde a reação é previsível e mensurável a partir da intensidade e direção da ação. Na política, o processo ação-reação é como aquela bolinha densa que as crianças jogam no chão e elas pulam para qualquer direção. Não é simples prever a reação.
César Maia

Os resultados da reforma política, suas causas e efeitos!

A reação do noticiário e de analistas entrevistados após as emendas constitucionais votadas foi sublinhar que nada aconteceu, que não houve avanço algum. Uma dedução simplista e, em certa medida, sofismática num plenário com vinte e oito partidos. Os temas escolhidos foram consensuais: sistema eleitoral, financiamento das campanhas, coligações, reeleição e cláusula de barreira. O instrumento necessário para dar estabilidade a eventuais mudanças foram projetos de emendas constitucionais – PECs. Para aprovar uma PEC são necessários 308 votos. Suponhamos que os três partidos com as maiores bancadas votassem juntos. A soma deles, calculada pelo número de deputados eleitos, alcança 190 deputados, ou 60% do necessário. Mas em plenário, esse total era ainda menor pelas ascensões de suplentes em coligações que todos aqueles três participaram. Se somarmos os seis partidos com as maiores bancadas não se chegaria a 300 deputados, abaixo dos 308 votos necessários. Nos dois casos citados, se supõe que as bancadas votariam 100% sem nenhuma exceção.
César Maia

Na reforma política o único perdedor foi o PSDB!

O PSDB nunca sabe se fica com a academia ou com a imprensa. De preferência, com os dois. Vota entre marcar posição e sair bem na foto. A questão de fundo é que passados os dias de votação, de brilho no plenário e de ampla cobertura da imprensa, recolhem-se os louros e os cacos e, então, se pode ver quem foram os vencedores e os perdedores. Destacadamente um partido se pode sublinhar como perdedor: o PSDB. Seu abre alas era o “voto distrital misto”. Com todo o coro dos analistas criticando o “distritão”, se sentiu estimulado por uma possível aliança de voto com o PT e a opinião do relator na comissão de reforma política.
César Maia

Pacote fiscal, a política e a mulher-bomba!

O Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, apresentou na sexta-feira o Decreto de Programação Orçamentária e Financeira com um corte de uns 70 bilhões de reais. Até aí nada diferente do que normalmente é feito no final de janeiro com o Decreto contingenciando despesas para ajustar os duodécimos à inflação e evitar que ministros antecipem empenhos, criando expectativas. Mas a questão de fundo não é orçamentária, mas POLÍTICA. Esse é o nó dos problemas da conjuntura brasileira, que não permite que vejamos luz no fim do túnel. A presidente tem sua autoridade diluída, o Congresso estabelece um parlamentarismo fake, já que não tem iniciativa de gestão.
César Maia

Por que as fusões de partidos agora são tão importantes?

O PSB e o PPS anunciaram a fusão de seus partidos. O PTB e o DEM informaram que analisam a fusão de seus partidos. Outras fusões estão em análise ainda de forma discreta ou especulativa. Por que tudo de uma vez só? E agora? Os sêniores do Congresso e os líderes partidários com força de aglutinação sabem que um elemento componente da crise política é a desintegração da Câmara de Deputados –representação do Povo- com 28 partidos. O partido com maior número de deputados é o PT com 13,6% dos deputados. Segue o PMDB com 12,8%. O PSDB maior partido de oposição tem 10,5% dos deputados. PSD, PP e PR uns 7% cada. PTB, DEM, PRB e PDT uns 4,5% cada. Etc.
César Maia

Como a crise vai influenciar as eleições municipais de 2016?

Há três vetores que tendem a envolver a decisão de voto para prefeitos nas eleições de 2016. O primeiro é a situação econômica entendida como riscos de desemprego, redução de renda real e inadimplência, que desde já é sentida. O segundo é o ambiente moral afetado pela sensação de ampla corrupção associada à política, exponenciada pelo Petrolão. Basicamente foi este o impulsionador das manifestações nas ruas, panelaços e especialmente as vozes sistemáticas nas redes sociais. O terceiro é a crise política sublinhada pela entressafra de lideranças políticas. Sem referências e alternativas, as pessoas não conseguem ver luz no fim do túnel e a indignação vem acompanhada de ansiedade.
César Maia

Ajuste fiscal, produtividade e competitividade!

Um desdobramento problemático dos ajustes fiscais produzidos na Europa após a crise de 2008 tem sido a estagnação ou queda da produtividade das economias que adotaram estes ajustes. Mesmo os ajustes menos agressivos que vieram da crise, como no Reino Unido, tiveram esse desdobramento. As exceções à regra têm sido e continuam sendo os Estados Unidos e a Alemanha, talvez pela atratividade e segurança que têm para os capitais financeiros, que migram. Mas o fundamental, nestes dois casos, é que desde a resposta a crise, imediatamente após a implosão financeira de 2008, foram adotadas medidas e estímulos ao crescimento da produtividade com suas repercussões na competitividade das suas economias.