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César Maia

Um amplo programa de compensação social à crise!

A provável extensão temporal da crise brasileira levanta a necessidade de um amplo e diversificado programa de compensações sociais. Essa seria a mais importante e prioritária agenda positiva que presidenta, governadores e prefeitos deveriam adotar, em conjunto ou isoladamente. O maior complicador para essa decisão é o componente fiscal da crise, que reduz receitas e exige contenção de despesas, fechando o caminho keynesiano. Por isto mesmo há a necessidade de imaginação e programas pulverizados de baixo custo unitário.
César Maia

Os processos de democratização em Cuba e na Venezuela!

As ditaduras têm dinâmicas distintas no processo de democratização. Algumas de dentro para dentro, como, por exemplo, nos anos 80 no Sul da Europa e na América Latina. Outras de fora para dentro, como, por exemplo, na segunda guerra mundial. Há casos mistos, como, por exemplo, a desintegração do sistema soviético. Há situações em que a democratização se dá de dentro para dentro, mas de dentro -e entre- as próprias forças dominantes que governam.
César Maia

Crise brasileira vira encilhamento geral!

O que se via até a semana passada era uma parálise do executivo, sua ausência no parlamento, um ativismo do judiciário pelo vácuo político, e a ocupação de espaços políticos pela Câmara e pelo Senado. O executivo desistiu de agir no parlamento e entregou a tarefa ao vice-presidente e presidente do PMDB. Duas semanas depois, o PT reclamava do trabalho de Temer. O novo ministro da fazenda tomou iniciativas no Congresso, conversando com senadores e deputados.
César Maia

Dilma não tem consciência dos graves erros de antes e de agora!

Hoje, ao meio de uma gigantesca crise política, econômica, social e moral, Dilma não tem um gesto de grandeza e humildade, e não reconhece os enormes erros cometidos por seu governo. Desde a eleição de 2014 que Dilma vem insistindo em legitimar-se por ter participado da guerrilha urbana contra o regime militar, ter sido presa e torturada. Sua foto presa, estilizada, foi a imagem da campanha: Dilma guerreira. Sua coragem pessoal não está em jogo, mas, sim, sua atuação política, antes e depois.
César Maia

Lula volta à sua base sindical e se resindicaliza!

Lula tem dado conselhos a Dilma. Os últimos pedem que Dilma vá às ruas e que se encoste nos ombros do povo. Poder-se-ia usar um ditado popular: faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Será que Lula receberia uma boa acolhida popular se caminhasse, sem claque, numa rua de grande movimentação comercial, num bairro de uma grande cidade? Nem falo de áreas de concentração de classe média, como shoppings, onde certamente seria apupado. O que tem feito Lula, depois que termina de concluir seus conselhos a Dilma?
César Maia

PT autêntico quer derrubar Dilma!

Com a posse da presidente Dilma, apareceram como um tsunami a crise econômica, a crise moral, a crise social e a crise política. A autoridade da presidenta foi sendo diluída e as pesquisas de opinião foram rebaixando seu apoio a um dígito apenas. O Congresso, e em especial a Câmara de Deputados, assumiu a iniciativa e a priorização das leis.
César Maia

Grécia, um referendo mundial!

Neste domingo (05), o governo grego fará realizar um referendo sobre o acordo com a União Europeia e as obrigações do governo grego. Uma vitória do NÃO, defendido pelo governo de esquerda, legitimará as ações de resistência dele em relação às medidas exigidas. O SIM poderá abrir as portas para o acordo, com o governo lavando as mãos, dizendo ter honrado seus compromissos, mas que a decisão foi do povo. Ou renunciando e convocando novas eleições. As consequências do rompimento do acordo com a União Europeia são imprevisíveis, pois enquanto alguns dizem que virá o caos, outros acham que a União Europeia terá que acomodar uma solução.
César Maia

Afinal, onde está o João Santana?

Durante anos dos governos Lula-Dilma, o que se via era ambos despachando com o publicitário João Santana para desenhar a publicidade do governo na TV e aumentar ou recuperar, virtualmente, prestígio. E agora? Dilma bate recordes de impopularidade. Lula vai junto e passa a dar entrevistas e fazer palestras dando show de oportunismo, transferindo responsabilidades para Dilma e o PT.
César Maia

PT vai radicalizar à esquerda!

As reações de parlamentares e dirigentes do PT, Lula incluído, contra as medidas do chamado ajuste fiscal indicam, claramente, que o PT está disposto a perder o governo, mas não quer correr o risco de perder em médio prazo a hegemonia da esquerda. As mudanças políticas na Espanha, com as vitórias de candidatas às prefeituras de Madrid e Barcelona, fermentadas pelas redes sociais e apoiadas em novos movimentos sociais sem os sindicatos, usando os tradicionais chavões da esquerda, servem como referência para este novo ciclo que o PT inicia.
César Maia

A reação do eleitor aos mega-casos de corrupção tende a ser a anti-política!

Os casos de corrupção medidos em bilhões e que alcançam elites políticas, elites econômicas e elites esportivas, ganham ampla divulgação, detalhes escabrosos e enorme repercussão de opinião pública. Estão aí a Lava-Jato, a Fifa, o Zelotes, e por aí vai. Qual tende a ser a reação política dos eleitores? Já há uma vítima: a presidenta Dilma, com níveis de rejeição recordes e irrecuperáveis. Mas ela não é mais candidata a nada. Na política não se aplica a lei da física de ação e reação, onde a reação é previsível e mensurável a partir da intensidade e direção da ação. Na política, o processo ação-reação é como aquela bolinha densa que as crianças jogam no chão e elas pulam para qualquer direção. Não é simples prever a reação.
César Maia

Os resultados da reforma política, suas causas e efeitos!

A reação do noticiário e de analistas entrevistados após as emendas constitucionais votadas foi sublinhar que nada aconteceu, que não houve avanço algum. Uma dedução simplista e, em certa medida, sofismática num plenário com vinte e oito partidos. Os temas escolhidos foram consensuais: sistema eleitoral, financiamento das campanhas, coligações, reeleição e cláusula de barreira. O instrumento necessário para dar estabilidade a eventuais mudanças foram projetos de emendas constitucionais – PECs. Para aprovar uma PEC são necessários 308 votos. Suponhamos que os três partidos com as maiores bancadas votassem juntos. A soma deles, calculada pelo número de deputados eleitos, alcança 190 deputados, ou 60% do necessário. Mas em plenário, esse total era ainda menor pelas ascensões de suplentes em coligações que todos aqueles três participaram. Se somarmos os seis partidos com as maiores bancadas não se chegaria a 300 deputados, abaixo dos 308 votos necessários. Nos dois casos citados, se supõe que as bancadas votariam 100% sem nenhuma exceção.
César Maia

Na reforma política o único perdedor foi o PSDB!

O PSDB nunca sabe se fica com a academia ou com a imprensa. De preferência, com os dois. Vota entre marcar posição e sair bem na foto. A questão de fundo é que passados os dias de votação, de brilho no plenário e de ampla cobertura da imprensa, recolhem-se os louros e os cacos e, então, se pode ver quem foram os vencedores e os perdedores. Destacadamente um partido se pode sublinhar como perdedor: o PSDB. Seu abre alas era o “voto distrital misto”. Com todo o coro dos analistas criticando o “distritão”, se sentiu estimulado por uma possível aliança de voto com o PT e a opinião do relator na comissão de reforma política.
César Maia

Pacote fiscal, a política e a mulher-bomba!

O Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, apresentou na sexta-feira o Decreto de Programação Orçamentária e Financeira com um corte de uns 70 bilhões de reais. Até aí nada diferente do que normalmente é feito no final de janeiro com o Decreto contingenciando despesas para ajustar os duodécimos à inflação e evitar que ministros antecipem empenhos, criando expectativas. Mas a questão de fundo não é orçamentária, mas POLÍTICA. Esse é o nó dos problemas da conjuntura brasileira, que não permite que vejamos luz no fim do túnel. A presidente tem sua autoridade diluída, o Congresso estabelece um parlamentarismo fake, já que não tem iniciativa de gestão.
César Maia

Por que as fusões de partidos agora são tão importantes?

O PSB e o PPS anunciaram a fusão de seus partidos. O PTB e o DEM informaram que analisam a fusão de seus partidos. Outras fusões estão em análise ainda de forma discreta ou especulativa. Por que tudo de uma vez só? E agora? Os sêniores do Congresso e os líderes partidários com força de aglutinação sabem que um elemento componente da crise política é a desintegração da Câmara de Deputados –representação do Povo- com 28 partidos. O partido com maior número de deputados é o PT com 13,6% dos deputados. Segue o PMDB com 12,8%. O PSDB maior partido de oposição tem 10,5% dos deputados. PSD, PP e PR uns 7% cada. PTB, DEM, PRB e PDT uns 4,5% cada. Etc.
César Maia

Como a crise vai influenciar as eleições municipais de 2016?

Há três vetores que tendem a envolver a decisão de voto para prefeitos nas eleições de 2016. O primeiro é a situação econômica entendida como riscos de desemprego, redução de renda real e inadimplência, que desde já é sentida. O segundo é o ambiente moral afetado pela sensação de ampla corrupção associada à política, exponenciada pelo Petrolão. Basicamente foi este o impulsionador das manifestações nas ruas, panelaços e especialmente as vozes sistemáticas nas redes sociais. O terceiro é a crise política sublinhada pela entressafra de lideranças políticas. Sem referências e alternativas, as pessoas não conseguem ver luz no fim do túnel e a indignação vem acompanhada de ansiedade.
César Maia

Ajuste fiscal, produtividade e competitividade!

Um desdobramento problemático dos ajustes fiscais produzidos na Europa após a crise de 2008 tem sido a estagnação ou queda da produtividade das economias que adotaram estes ajustes. Mesmo os ajustes menos agressivos que vieram da crise, como no Reino Unido, tiveram esse desdobramento. As exceções à regra têm sido e continuam sendo os Estados Unidos e a Alemanha, talvez pela atratividade e segurança que têm para os capitais financeiros, que migram. Mas o fundamental, nestes dois casos, é que desde a resposta a crise, imediatamente após a implosão financeira de 2008, foram adotadas medidas e estímulos ao crescimento da produtividade com suas repercussões na competitividade das suas economias.
César Maia

Voto distrital

O Senado aprovou projeto de lei criando o Voto Distrital majoritário nos municípios com mais de 200 mil eleitores. Essa lei certamente não tramitará na Câmara de Deputados, por ser retrógrada, inconstitucional e inviável. A Constituição de 1988 elevou os Municípios à condição de entes federados, logo no primeiro artigo da Constituição. Portanto devem ter tratamento partidário com os Estados. Essa lei ao não tratar dos Estados e só de parte dos Municípios cria um sistema eleitoral distinto para Estados e Municípios.
César Maia

Redes sociais, o equívoco dos que se imaginam líderes!

Hoje há institutos e empresas especializadas em identificar a temperatura das redes sociais. Na semana anterior à última manifestação de 12/04, estas afirmaram que a temperatura das redes virtuais estava bem menos aquecida e que provavelmente as ruas virtuais iriam para as ruas reais, em menor proporção, como, aliás, ocorreu. Em 2013 as siglas e líderes tinham outros nomes, agora em 2015, surgem outras, todas na verdade tiveram o mérito de sentir a pulsação das redes virtuais –horizontais, desverticalizadas, individuais, impessoais, anônimas- e impulsionar nas redes a informação sobre uma concentração nas ruas e sentir o retorno, para em seguida divulgar. São efeito, e não causa. São as folhas caindo e não a ventania.
César Maia

A crise é grave, muito grave!

O ajuste fiscal que estava caminhando para um acordo entre o ministro Levy e os blocos de Eduardo Cunha e Renan voltou a estaca zero. Com um feriadão pela frente, vai entrar em maio sem solução. E Eduardo Cunha –defensor da lei das terceirizações- saberá jogar com isso. As manifestações de ruas –15/03 e 12/04- mostraram indignação com a situação atual. Os líderes políticos e sociais, não se arriscaram a mostrar a cara, pois eles são parte da indignação. E dessa vez, os caras pintadas, tem mais de 50 anos como mostrou o Data-Folha. O PT vibrou com o depoimento de João Vacari na CPI. Fez projeções professorais, distribuiu responsabilidades com o PSDB, e saiu convencido do sucesso. Dias depois Vacari foi preso. Conclusão: mentiu e prestou falso testemunho. Dilma que voltava serelepe da reunião dos presidentes das Américas no Panamá, sequer reagiu, isolando-se, numa demonstração de perplexidade.
César Maia

Derivativos da política e a crise!

Após a debacle financeira de 2008, o foco dos discursos no Congresso do PPE (partidos de centro/centro-direita), bloco majoritário no Parlamento Europeu, que conta com vários primeiros-ministros, foi a crise e suas causas. Na época, os mais importantes líderes europeus repetiram a mesma tese: a crise econômica tem como preliminar uma crise de valores. Esses valores éticos foram ignorados nesse mundo de derivativos, especulações, abuso de riscos, paraísos fiscais.
César Maia

Ratos na CPI, a quem interessa?

A clássica pergunta feita pelos grandes detetives de livros e novelas deve-se aplicar ao caso dos ratos soltos na sala da CPI: A quem interessa? A quem interessava que as imagens do depoimento do tesoureiro do PT na CPI do Petrolão fossem desviadas para os ratinhos circulando? A quem interessava que a imagem dos ratinhos produzisse naturalmente uma generalização direcionada a todos os deputados da comissão e não apenas aos investigados? A quem interessava tumultuar a CPI? A quem interessava a associação que as fotos e imagens na TV fariam com os políticos em geral?
César Maia

Desgaste de Dilma chegou a Lula

Como era de se esperar, o desgaste de Dilma teria que chegar e chegou a Lula, seu criador. Agora, criatura e criador fazem parte do mesmo inferno astral. Lula se movimenta recebendo políticos, realizando reuniões políticas como a recente no Rio com PMDB, e vaza informações das reuniões para colunistas e matérias nos jornais e rádios. As linhas dos vazamentos são sempre as mesmas: críticas ao governo Dilma, sugestões de mudanças no governo e na política de comunicação. Cinicamente ressalva sua proximidade com Dilma.
César Maia

O que se previa aconteceu!

Na campanha de 2002, analistas nacionais e de outros países projetavam um quadro sombrio com a vitória de Lula. Três conclusões eram consensuais: a inevitável irresponsabilidade fiscal; o afrouxamento inflacionário; e a ocupação da máquina do Estado pela máquina do PT. Em função disso, Duda Mendonça redigiu e Lula assinou e divulgou a Carta aos Brasileiros, onde assumia compromissos de responsabilidade econômico-financeira. Com Palocci no ministério da Fazenda, o governo Lula foi afirmando os compromissos da Carta aos Brasileiros. Na verdade, essa não era a natureza nem a disposição do PT. As condições políticas e institucionais não permitiam outros caminhos, sob o risco de desintegração econômica e impasse político.
César Maia

O Rio não nasceu na região portuária!

O porto, até o século XIX, era frontal à Praça XV. O aterro viabilizou a transferência do porto para a atual área portuária. obra que só amadureceu após 1910. A Avenida Rio Branco nasceu como Central, ligando o novo porto ao centro e aos caminhos que se abriam em direção à Zona Sul através da construção da Avenida Beira Mar por Pereira Passos. O Rio, como cidade formal, nasceu na Urca e após a expulsão dos franceses teve sua sede alocada no entorno do morro do Castelo. Expandiu-se entre os jesuítas e os beneditinos no entorno da Rua Direita, hoje Primeiro de Março, costeando a entrada pelo mar do porto da época, onde ficava a sede do governo, o Paço - colonial.
César Maia

A intenção era outra!

Parlamentares proporão à Comissão de Reforma Política o término da reeleição, agregando novos argumentos. Não se trata de simplesmente repetir a questão já destacada, do uso da máquina pelo presidente/governador/prefeito candidato à reeleição. Essa era uma questão conhecida e levantada quando a Constituinte debateu e decidiu a reeleição. Outro ponto levantado à época era a necessidade de investimentos com prazos de maturação maiores que o período de governo e que poderiam ser interrompidos por um novo governo, por razões políticas. O argumento mais denso usado nos debates a favor da reeleição foi relativo à questão fiscal. No centro da discussão estava sempre presente o reiterado discurso para desgastar o governo que saía, da “herança perversa” recebida pelo governo que entrava.
César Maia

O fim do Ministério das Relações Exteriores!

Não há registro na história diplomática de desfeita política entre países tão grave quanto o gesto de não receber as credenciais de um Embaixador estrangeiro que já se encontrava em palácio para isso. Esse gesto tenderá a apressar o fuzilamento do brasileiro preso e afetar gravemente o relacionamento entre a Indonésia e o Brasil Por sinal, o Embaixador indonésio já foi chamado de volta por seu governo. Ninguém teve coragem de enfrentar a ira da Dilma e ponderar a inconveniência daquele seu gesto impulsivo e brutal.
César Maia

‘Impeachment now’! Um equívoco grave da oposição!

Políticos e analistas, após a divulgação da pesquisa do Datafolha relativa à primeira semana de fevereiro de 2015, vêm lendo errada e parcialmente os dados divulgados. Talvez tenham lido apenas o que a imprensa divulga, pois esta não pode detalhar dados que estão compreendidos em 243 páginas multiplicadas pelos cruzamentos. Alguns dizem que processos de impeachment vêm no bojo da curva de desgaste dos governos. Pode ser, mas uma coisa é opinião passiva e outra opinião ativa e mobilização. Na Espanha e Grécia a oposição de esquerda ativa não quis e não quer derrubar governos: quer desgastá-los e ganhar as eleições.
César Maia

Por que cresce a sensação de insegurança no Rio de Janeiro?

A sensação de insegurança da população é proporcional aos roubos (subtração de coisa alheia, mediante grave ameaça ou violência). A criminalidade é medida internacionalmente pelos homicídios dolosos ocorridos. Suas altas taxas e, em especial, os casos de latrocínio (roubo seguido de morte) levam a insegurança pessoal ser ampliada pelos riscos desses casos extremos. Mas são fatos, em geral, externos às pessoas. Mas a razão primária de sensação de insegurança das pessoas e das famílias são os roubos. Os manuais de segurança nas ruas indicam os riscos em função de porte de dinheiro, de joias, de celulares...
César Maia

Comunicação política na era eletrônica!

A comunicação política mudou muito na era eletrônica. Ocorre em tempo real e exige ao mesmo tempo velocidade e extremo cuidado para não expelir bobagens pelo smartphone, que serão manchetes no dia seguinte. A importância da comunicação cresceu de tal forma que todas as funções de governo estão associadas. Ministro de Economia/Comunicação. Ministro de Transportes/Comunicação. Presidente da Republica/Comunicação. Etc.
César Maia

Avaliação do PSDB é equivocada!

As principais lideranças do PSDB têm reiterado nas últimas semanas que as medidas adotadas pelo novo ministro da fazenda são as que o PSDB no governo adotaria e que essas medidas demonstram que o candidato presidencial do PSDB tinha razão. A imprensa multiplica essas afirmações. Até parte do PT faz coro: Será que ganhamos a eleição para aplicar as medidas que o PSDB adotaria? O que a oposição deve afirmar é que o conjunto da economia do país, as forças políticas e sociais, as circunstâncias e a debilidade política do governo e das forças que o compõem são garantia que pontos de política econômica adotados e aparentemente corretos, apenas aprofundarão os problemas pela ansiedade com que são adotados e por ignorarem o complexo de influências.
César Maia

Magnicídios, melhor prevenir do que lastimar!

O assassinato, dias atrás, do Promotor argentino Alberto Nisman, que investigava os atentados terroristas na Argentina contra a embaixada de Israel (ocorrido em 1992 e que deixou 29 mortos) e a associação judia AMIA -de 1994, com 85 mortos-, apesar de estar com escolta pessoal e residencial, mostrou a fragilidade das mesmas, ao não avaliar os riscos em relação a moradores vizinhos, etc., hoje alvos de investigação. Um revólver 22 ao lado do corpo do promotor só aumenta as suspeitas sobre o suposto suicídio, já que o promotor, por sua condição, tinha posse de armas de muito maior impacto.
César Maia

Recado aos ministros e secretários estaduais!

Cada dia fica mais e mais evidente que o ano de 2015 será um ano basicamente de rolagem dos serviços essenciais e continuidade, à velocidade de caravana, de obras e programas em andamento. E, assim mesmo, com revisão de custos, buscando supurar gorduras e excessos e desvios. Deve ser um ano de revisão de procedimentos e de planejamento, de forma a que o ano de 2015 termine, aí sim, com novas iniciativas submetidas a processos licitatórios. Sendo assim, as novas realizações dos governos -federal e estaduais- poderão começar a emergir no segundo trimestre de 2016.
César Maia

2015, um ano crítico!

Os quatro anos de governo têm nos dois anos intermediários, anos decisivos para as pretensões eleitorais. O primeiro ano é sempre o de preparação das ações de governo buscando apoio e popularidade para o final do governo. Os dois anos seguintes são anos de execuções e realizações. O último ano é o ano eleitoral em que se conclui o que está sendo feito e não se inicia nada de significativo.
César Maia

Medidas para enfrentar a crise

A crise econômica, exponenciada no Estado do Rio com a derrubada dos preços do petróleo e a concentração das grandes empreiteiras investigadas na operação Lava-Jato, em obras urbanas, exige dos governos uma mudança total do tipo de gestão na execução orçamentária/financeira. Ao lado das projeções financeiras a partir de dados previsíveis, como os royalties do petróleo, deve-se construir um acompanhamento diário do fluxo de caixa de forma a evitar que eventuais, e prováveis, perdas de receitas não gerem um processo de multiplicação de atrasos nos pagamentos a fornecedores, contaminando a credibilidade da gestão.
César Maia

Economia e política na América Latina em 2015!

Em 2014 ocorreram quatro eleições presidenciais na América Latina: Colômbia, Brasil, Bolívia e Uruguai. Essas quatro eleições ratificaram o quadro político anterior nesses países e, especialmente, na América do Sul. Todo o grupo bolivariano e os governos do mesmo bloco, Argentina e Brasil, em base a esta legitimação pelo voto, aprofundaram a ideia de integração a partir da UNASUL e com a ampliação do MERCOSUL - descaracterizando sua origem como acordo comercial.
César Maia

Manifestações devem voltar em 2015

O desconforto das pessoas será crescente com preços crescendo mais que os salários, com a inadimplência aumentando, com o desemprego avançando, com a aceitação de novos empregos com salários menores... O derrame do Petrolão excitará os protestos antipolíticos, na medida em que os nomes de políticos forem sendo divulgados. Os milhões da corrupção inevitavelmente levarão a uma dedução, exagerada, mas inevitável: o sofrimento que as pessoas passam é produto da corrupção.
César Maia

Em abril de 2015, três novos partidos políticos!

Três novos partidos já anunciaram que até abril terão cumprido todas as exigências do TSE e passarão a ter seus registros oficializados. São eles: o REDE de Marina Silva; o Partido Novo, de economistas liberais com origem no sistema financeiro; e o Partido Liberal, mais um partido criado pelo ex-prefeito Gilberto Kassab, depois do PSD. O Congresso Nacional, no final do ano passado, aprovou lei, já sancionada pela presidente Dilma, terminando com o princípio da portabilidade. Ou seja: se um deputado sai de um partido para outro, mesmo recém criado, não leva mais consigo sua quota proporcional no Fundo Partidário e no tempo de TV.
César Maia

Sobre homicídios na América Latina

Barômetro das Américas de 2014, elaborado pelo Projeto de Opinião Pública da América Latina da Vanderbilt University, pesquisa realizada com 50 mil pessoas em 28 países, mostra que um em cada três entrevistados considera que o problema mais importante que enfrenta seu país é a insegurança. 17% foram vítimas de algum tipo de crime, um número que permanece constante desde 2004 e 40% dizem ter medo de transitar em áreas de seu bairro. É um problema urbano.
César Maia

Consequências do ‘Petrolão’

O “mensalão” teve um impacto inicial nesse sentido ao expandir a abstenção e os votos brancos e nulos. Em 2010 e 2014 a candidatura de Marina mostrou as fissuras no quadro tradicional. Foram criados partidos, mas nos dois casos são novas legendas para teses tradicionais. Agora vêm a criação de outros dois – a Rede de Marina e o Partido Novo, esse com teses liberais radicais, mas que afirmam uma postura de antipolítica na crítica ao Estado. Em 2015, com o desdobramento do “mensalão” para o “petrolão”, este processo provavelmente culminará, atingindo os maiores partidos na câmara de deputados.
César Maia

Getúlio, a oposição e a história!

Getúlio foi eleito em 03/10/1950, com praticamente 50% dos votos. Seus adversários da UDN e do PSD tiveram mais ou menos 30% e 20%. Após eleito o general Canrobert ministro da guerra do presidente Dutra, lhe deu três conselhos,(ver Getúlio 3 de Lira Neto): a) não nomear para ministro da guerra(exército) o general Estillac Leal presidente do Clube Militar, nacionalista e com idéias de esquerda; b) se afastar de Ademar de Barros que estava contaminado pela corrupção; c) cuidado pois podem assassiná-lo para que Café Filho assuma o governo.
César Maia

Para onde vão Marina e a Rede?

Marina saiu da eleição presidencial de 2010 fortalecida e em ascensão. Tornou-se um destaque nacional e internacional, sinalizando que, em 2014, seria uma alternativa de poder. Em função da "plasticidade" do PV, Marina rompeu com o partido e se declarou independente. Agrupou em torno dela um grupo com ideias afins, sendo que muito poucos com mandato, talvez uns 3 deputados federais. Em função da afirmação de princípios e redação de documentos, atrasou a criação de seu partido ao qual denominaram Rede - Rede de Sustentabilidade.
César Maia

Cresce o prestígio de Evo Morales!

Evo Morales injetou na maioria dos bolivianos sentimentos de pertencimento: um homem como tantos outros que emergiu como o primeiro presidente vindo dos povos indígenas,...
César Maia

Abstenção, branco e nulos

As pesquisas são feitas em base às informações do TSE, que incluem gênero, idade e local de votação. Os demais recortes são feitos em base censitária pelos institutos de pesquisa. Dessa forma, a base das pesquisas é o total do eleitorado, incluindo, portanto, o que na urna se saberá em relação a brancos, nulos e abstenção. Usando como referência uma série de eleições, os números de um ou outro candidato só podem sinalizar favoritismo e vitória se as pesquisas finais indicarem uma vantagem de 05 pontos sobre os votos totais. Nas pesquisas já publicadas do Datafolha e Ibope, esta vantagem ainda está em torno da metade desses 05%.
César Maia

Debates hostis na TV

A imprensa reclama da agressão mútua dos candidatos a presidente nos debates pela TV. Mas o desenho do posicionamento dos candidatos estimula esse tipo de dinâmica. Um de frente para o outro, não poderá dar outro resultado. E os candidatos morderam a isca e caíram na armadilha. No debate eleitoral pela TV, o foco dos candidatos deve ser os eleitores. Mesmo que estejam cara a cara, devem lembrar que, na TV, os gestos e a voz devem ser suaves, escandidos.
César Maia

Eleições na América do Sul em outubro!

Neste domingo, 12/10, haverá eleição presidencial na Bolívia. O presidente Evo Morales é franco favorito para vencer no primeiro turno. As pesquisas indicam que terá um pouco menos de 60% dos votos. A oposição pulverizada tem como adversário com maior porcentagem de intenções de voto o empresário Samuel Doria Medina, que está no entorno dos 15%. No domingo, 26/10, haverá eleição presidencial no Uruguai. Dessa vez a probabilidade de haver segundo turno é muito alta.
César Maia

Marina, um erro crucial da campanha de Dilma!

A entrada de Marina na campanha e sua presença inicial, explosiva, nas primeiras pesquisas levaram a campanha de Dilma (Santana?) a uma decisão açodada. Imaginando que o apoio a Marina no segundo turno pelo PSDB seria automático e não necessariamente o contrário, “Dilma” iniciou um bombardeio, aberto e fechado, a Marina. Atacar ou não atacar Aécio não mudaria a posição do PSDB num eventual segundo turno entre Dilma e Marina.
César Maia

As pesquisas, os resultados eleitorais e o segundo turno!

A abstenção no Rio alcançou 20% dos eleitores inscritos para votar. Os que votaram em branco ou anularam seus votos somaram quase 15%. Ao todo uns 35%. Um dado recorde para o Rio desde a introdução da urna eletrônica. Esse número retrata o desinteresse por essas eleições que foi em geral no Brasil. Isso explica as flutuações e os desvios das pesquisas, especialmente na reta final. Exemplos estão aí, como a subida exponencial de Sartori do PMDB no Rio Grande do Sul, a diferença de Garotinho no Rio entre os 28% apontados pelo Ibope e os 19% que conquistou, a subida também exponencial de Rui do PT na Bahia e por aí vai.
César Maia

Marketeiros e analistas não se entendem!

Toda a regra tem suas exceções. Mas aqui no Brasil são poucas nesse caso. Quase todos os analistas de pesquisas dos institutos reclamam dos publicitários que dirigem as campanhas dos candidatos majoritários. Estes dizem que os marqueteiros adoram os resultados das pesquisas, mostrando que seus candidatos vão bem e mandam logo fazer gráficos ascendentes dos seus e descendentes dos adversários. Por seu lado, alguns assessores de publicitários que aceitaram falar, concordam que o diálogo pesquisas-publicidade é escasso nas campanhas.
César Maia

Bolha imobiliária no Brasil!

Os preços dos imóveis em algumas das principais cidades brasileiras reforçam a ideia de que há uma desaceleração no mercado imobiliário no país. Na semana passada o índice do valor das moradias anunciados na internet mostrou que o aumento anual do preço por metro quadrado perdeu força pelo sexto mês consecutivo. É mais um ingrediente para a acalorada discussão entre aqueles que acreditam que há uma bolha imobiliária que pode estar esvaziando, sem nunca ter chegado a estourar.
César Maia

Populismo eletrônico: governos virtuais construídos na campanha eleitoral!

É verdade que quando um governo, antes de julho da campanha eleitoral, tem uma aprovação excepcional não precisa de tempo de TV para mostrar nada. É verdade que quando um governo é um completo desastre, antes de julho, nem todo tempo de TV na campanha eleitoral resolve. Mas quando um governo tem uma avaliação entre ruim e regular, um generoso tempo de TV na campanha eleitoral pode construir virtualmente –por ficção televisiva- um bom governo, elevando sua avaliação ruim a regular para boa e até ótima.
César Maia

O que preocupa, para valer, na Copa!

Em reunião de simulação de situações em Brasília, os analistas chegaram à conclusão que a Copa em si não será problema. Em torno dos estádios se colocam cinturões de isolamento com duas circunferências concêntricas. Os assistentes mostrariam seus ingressos em cada uma delas e finalmente no estádio. Mobilizações eventuais ficariam na parte externa à primeira circunferência. Um pouco de barulho, alguma ação de separação por parte da polícia e nada mais grave. E assim se iria até a grande final no Maracanã. Bem, se o Brasil for vencendo as etapas anteriores. Mas se não for.
César Maia

Chile: reformas tributária, eleitoral e instabilidade futura!

A velha guarda, moderada, socialista foi “aposentada” com embaixadas e representações internacionais. O governo ao renovar com geração mais jovem, seus quadros políticos, não só mudou o nome da coligação de ‘Concertación’ para ‘Nueva Maioria’, como se deslocou intensamente do Centro para a Esquerda. Hoje detém maioria clara no parlamento com 60%. Pode fazer tudo, menos mudar a Constituição que exige 2/3 dos votos. As propostas de reforma tributária e reforma eleitoral estão na boca do vulcão. Em nome da justiça fiscal e da distribuição de renda, a reforma tributária afeta o coração da lógica do imposto de renda. A alíquota maior subirá de 17% para 25%, o que não seria o problema maior. Mas no sistema chileno toda a parte do imposto de renda que é investida pelas empresas é isenta de imposto de renda. Com isso, na prática, a alíquota efetiva subirá para mais de 30%.
César Maia

‘Seguidores’ de artistas e políticos!

As estatísticas de seguidores de twitters cometem um engano que ilude os políticos. Levantam simplesmente o número de seguidores e comparam. Por exemplo: no Globo de domingo analistas comparam os mais de dois milhões de seguidores de Dilma com os mais de dois milhões de seguidores de Juliana Paes. São coisas completamente diferentes. Um seguidor de Juliana Paes é basicamente um fã, que a multiplica positivamente. Quer saber das coisas dela, das fofocas, de como pensa. Os seguidores de Dilma são de vários tipos, ou de uma forma simplificada: são apoiadores e críticos que querem multiplicar a opinião dela ou criticá-la.
César Maia

Novidades no front das eleições no Rio de Janeiro?

Olhando as pesquisas publicadas, a sensação que se tem é que tudo está na mesma há pelo menos cinco meses. Os dois, Garotinho e Crivella, que lideram dividem, quase ao meio, os 35% das intenções de voto. Depois vem, no entorno dos 10%, Lindbergh, um pouco a frente, e Cesar Maia. A seguir Pezão com seus 5% ou pouco mais e depois Miro com 2%. O destaque nas pesquisas que captam bem os que não responderam são os 40% ou algo mais (até 48%) que dizem não votar em nenhum deles. Como todos os nomes são bem conhecidos, fica a indagação se essa tendência a não votar em ninguém se manterá.
César Maia

CPI da Petrobrás: escândalos e privatização!

A cada dia e a cada declaração de governistas e oposicionistas, fica mais e mais claro que a CPI dos escândalos com a Petrobrás já tem seu roteiro definido. De um lado a oposição querendo demonstrar os desmandos do PT na Petrobrás como o caso da refinaria de Pasadena, desmontando de vez a áurea do PT como partido sem máculas e defensor do povo. O mensalão e suas prisões dão a “pièce de résistance” para isso e os demais casos que surgiram servem como confeite. Objetivo maior será mostrar a incapacidade gerencial de Dilma e, com isso, conseguir que ela desça mais degraus na avaliação das pesquisas.
César Maia

O uso equivocado das redes sociais em campanhas eleitorais

No Painel da" Folha de SP", Vera Magalhães destaca o planejamento do PSDB para uso das redes sociais na campanha presidencial de 2014. Diz assim: O comando da campanha de Aécio Neves (PSDB) ao Palácio do Planalto montou uma força-tarefa para formar nove mil militantes em todo o Brasil para atuar nas redes sociais a favor da candidatura do tucano. Até o fim de maio, serão 300 sessões de treinamento. Os militantes são orientados a difundir noticiário positivo de Aécio e críticas ao governo Dilma Rousseff. O PSDB bancará os custos com salas e equipamento. O PT fará evento semelhante, em abril, em São José dos Campos (SP). Segundo um dirigente tucano, a maior parte dos militantes é jovem e quase todos são voluntários. Reservadamente, o partido admite pagar uma ajuda de custo para incentivar a adesão ao programa.
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A ilegitimidade das leis aprovadas

Todas as semanas a imprensa informa sobre as “negociações” que estão por trás, e pela frente, dos votos dos parlamentares no Brasil. O caso extremo é a compra explícita de votos em nível municipal, estadual e federal, chamada de “mensalão”. Essa compra tanto ocorre por ação direta de governos interessados ou grupos empresariais interessados. A “venda” de votos ocorre de maneira a mais diversa: troca por cargos, troca por emendas, troca por contratos, troca por empregos, troca por obras, troca por programas, troca por ONGs..., e por aí vai.
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Consciência de culpa!

O governador Sérgio Cabral havia decidido sair no início de abril e passar o cargo para Pezão, seu vice e candidato a governador. Mas a atual crise, com ações terroristas de traficantes sobre as UPPs, recolocou essa decisão para avaliação dele e seu entorno. Sair nesse momento, em plena ofensiva dos traficantes contra as UPPs, passará a ideia de fujão. Se sua imagem está estilhaçada, ficará quebrada de vez. Afinal, não haveria como explicar seu pedido de ajuda de forças policiais e militares federais e simultaneamente sair fora e jogar a granada política no colo de seu vice e candidato Pezão. Seus auxiliares mais íntimos já estavam com suas atividades pós-Cabral em programação.
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Rio: por que os traficantes atacam as UPPs?

A cada dia crescem os ataques de gangues de traficantes às UPPs. Crescem e se tornam mais ousados, chegando aos escritórios das UPPs e a seus comandantes. Quais as razões? Afinal, no mínimo, aumentou muito a proporção dos moradores sem o temor de antes e com sensação de alívio. O secretário de segurança tenta explicar essa dinâmica pela ausência de serviços públicos e sociais. Uma desculpa para quem quer, simplesmente, transferir responsabilidades. Por mais equivocada que sejam as ações de pessoas e abjeta que sejam as ações de grupos criminais organizados, elas se movem por racionalidade econômica. Ou seja: as decisões de todos os tipos, imaginam que dentro das possibilidades dos atores, isso gera ganhos para quem o faz.
César Maia

Partidos políticos e governos de especialistas!

Na medida em que a decisão sobre muitas políticas públicas tem sido passada para as mãos de organizações internacionais e de organismos formados por especialistas não eleitos, e enquanto os pacotes partidários ideológicos perderam a eficácia, os partidos foram ficando quase que exclusivamente como máquinas para a seleção de cargos públicos. Quando esta seleção de pessoal político é endogâmica, a publicidade das batalhas pelos cargos dentro dos partidos só reforça ainda mais sua imagem de impotência política e de alienar os cidadãos que acompanham isso através da mídia.