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Carlos Frederico Alverga

O poder da imprensa e o debate do marco regulatório

É preciso debater com seriedade a questão do oligopólio da informação exercido pelos órgãos privados de imprensa na América Latina. Trata-se de uma situação em que a quase unanimidade dos meios de comunicação privados desenvolvem campanhas sistemáticas e avassaladoras contra os governos progressistas da América do Sul, na Argentina, no Brasil, no Uruguai, no Equador, na Venezuela, no Peru. Sou a favor do pluralismo, da liberdade de expressão e de que a imprensa fiscalize incessantemente o governo, mas a situação é de um domínio quase absoluto dos meios de comunicação privados que acabam por subjugar os governos da região, todos legitimamente eleitos e reeleitos.
Carlos Frederico Alverga

Documentário denuncia a nefasta ingerência dos EUA na América Latina

Escrevo esse comentário sob o impacto de ter visto o documentário do cineasta australiano John Pilger, “A guerra na democracia”. O filme denuncia a imensa e nefasta lista de intervenções dos Estados Unidos na política da maior parte dos países latino americanos. Os exemplos são incontáveis: Guatemala 54; Brasil 64; Chile 73; Nicarágua 78/79; El Salvador no Governo Reagan (primeiro mandato), entre 80 e 84 etc. Mas o interessante é que Pilger baseia o filme nas relativamente recentes reações políticas ocorridas em países latino- americanos contra as políticas econômicas ditadas pelo FMI, pelo Banco Mundial(este, repartição do Governo americano), pelo Consenso de Washington e pelos Estados Unidos, todas orientadas pelo neoliberalismo e pelo dogma de que o Estado não deve regular a economia capitalista e que deve sempre prevalecer o livre mercado.
Carlos Frederico Alverga

A mudança social na Europa e a economia brasileira

A Espanha é um exemplo importante da mudança que está ocorrendo nos países da periferia do capitalismo europeu. Depois da especulação imobiliária e hipotecária que provocou a quebra das principais instituições financeiras espanholas, as quais foram socorridas por cerca de 40 bilhões de euros da União Européia, o governo espanhol tratou de baixar um pacote de ajuste fiscal aumentando impostos e reduzindo os gastos públicos, incluindo cortes no seguro desemprego, aumento do copago (parcela do preço do medicamento paga pelo cidadão), privatização da saúde, supressão da gratificação natalina dos servidores públicos etc, medidas dessa natureza para assegurar a existência de recursos para o pagamento do serviço da dívida pública, cujos títulos estão em mãos, principalmente, dos bancos alemães.
Carlos Frederico Alverga

A crise na Espanha se aprofunda cada vez mais

A crise na Espanha está se aprofundando cada vez mais. Os governos central e das comunidades autônomas cortaram a gratificação natalina dos servidores públicos, a saúde pública está sendo privatizada na Comunidade de Madri apesar das manifestações de protesto dos sindicatos, e os cortes orçamentários atingem até o seguro desemprego, isso sem falar nos despejos residenciais devido à crise imobiliária/hipotecária e na maior taxa de desemprego da União Européia de mais de 26% da população economicamente ativa, maior até do que a taxa da Grécia. As pessoas tomaram financiamentos nos bancos para comprar o imóvel próprio, dando o próprio imóvel como garantia; muitos perderam o emprego e a renda, ficaram sem dinheiro, não conseguiram mais pagar as prestações e, por causa disso, os bancos retomaram os imóveis, o que gerou, inclusive, suicídio de algumas pessoas em decorrência dos despejos.
Carlos Frederico Alverga

As cotas raciais nas universidades e a cor da pobreza no Brasil

A política de cotas é vital para tornar a sociedade brasileira mais justa e menos iníqua, e deve ser mantida até o momento em que os não-brancos tenham alcançado um grau apropriado de ascensão social em nosso país, de modo que nossos governantes concretizem aquilo que Joaquim Nabuco pregou há mais de um século, no sentido de que os negros fossem amparados pelo poder público como forma de reparação pelos malefícios de que haviam sido vítimas por mais de três séculos.