<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Debates Culturais - Liberdade de Idéias e Opiniões &#187; Carlos d´Omolu</title>
	<atom:link href="http://www.debatesculturais.com.br/autores/carlos-d%c2%b4omolu/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.debatesculturais.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sat, 11 Feb 2012 03:03:26 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>Nanã</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/nana/</link>
		<comments>http://www.debatesculturais.com.br/nana/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 03:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos d´Omolu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carlos d´Omolu]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.debatesculturais.com.br/?p=1636</guid>
		<description><![CDATA[Nanã não roda na cabeça de homem, aliás, Nanã abomina a figura masculina, pois o homem, através do esperma, líquido símbolo de Oxalá, semeia o óvulo e gera uma nova vida. Nanã é a morte que reside no âmago da vida, que possibilita o renascimento. A vida e tudo que a representa - o esperma (homem) e o sangue - são considerados tabus para Nanã. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Nanã4.JPG" alt="Nanã4" title="Nanã4" width="178" height="250" class="aligncenter size-full wp-image-1638" /><br />
<em>Acima, representação de Nanã Buruku.</em></p>
<p>Nanã Buruku é um Vodun africano da nação Jeje desde tempos imemoriais. Alguns pesquisadores afirmam ser originária de Dassa Zumê, é uma velha divindade das águas. </p>
<p>É considerada &#8220;orixá mais antigo do mundo&#8221;. Quando Orumilá chegou aqui para frutificar a terra, ela já estava. Nanã desconhece o ferro por trata-se de um orixá da pré-história, anterior a idade do ferro. O termo “nana” significa raiz, aquela que se encontra no centro da terra. </p>
<p>Nanã Buruku é sem dúvida muito antiga, cujo culto freqüentemente é ligado ao de Omolu. Suas características são muito diversas, e também não é fácil determinar seu lugar de origem.</p>
<p>Orixá dos mistérios, é uma divindade de origem simultânea à criação do mundo, pois quando Odudua separou a água parada, que já existia, e liberou do saco de criação a terra, no ponto de contato desses dois elementos formou-se a lama dos pântanos, local onde se encontram os maiores fundamentos de Nànà.</p>
<p>Senhora de muitos búzios, Nanã sintetiza em si morte, fecundidade e riqueza. Seu nome designa pessoas idosas e respeitáveis e, para os povos jêje, da região do antigo Daomé, significa Mãe. Sendo a mais antiga divindade das águas, ela representa a memória ancestral de nosso povo; é a mãe antiga (Ìyá Agbà) por excelência. </p>
<p>É a mãe dos orixás Iroko, Obaluayê e Oxumare, respeitada como mãe de todos os outros orixás. Nanã é o princípio, meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte. Ela é a dona do Axé por ser o orixá que dá a vida e a sobrevivência, a senhora dos Ibás que permite o nascimento dos deuses e dos homens.</p>
<p>As águas paradas e lamacentas dos pântanos têm uma aparência morta e à primeira vista ninguém imagina que por trás daquelas águas possa existir vida. Que sob a benção de Nanã a vida de plantas de grande fundamento como o oxibatá e oju-oro é possível. Essas plantas buscam nas profundezas das lagoas, na lama, a vida e o sustento.</p>
<p>Nanã é a alma da água que permite ao oju-oro e ao oxibatá nascer, viver e florescer. Entre os símbolos de Nanã está o ibiri, que é feito com palitos do dendezeiro e nasceu junto com ela, em sua placenta. Ele representa a multidão de egum, que são seus filhos na terra dos homens, e Nanã o carrega como se mimasse uma criança. Os búzios, que simbolizam morte por estarem vazios e a fecundidade por lembrarem os órgãos genitais femininos, também pertencem a Nanã. Contudo, o símbolo que melhor sintetiza o caráter de Nanã é o grão, pois ela domina também a agricultura e todo o grão tem que morrer para germinar. Nanã é proprietária de um cajado. Nanã salpicada de vermelho, suas roupas parecem banhadas em sangue, orixá que obriga o fon a falar nagô (Ketu). Água parada que mata repentinamente, ela mata uma cabra sem usar faca. É considerada &#8220;orixá mais antigo do mundo&#8221;.</p>
<p>Nanã assegura uma vida saudável e com bastante força àqueles que a agradam; pode ajudar na maternidade, principalmente quando tudo indica que a criança não vai vingar, mas sua principal função é garantir o grão e o pão de cada dia a todos os que merecem.</p>
<p>Nanã não roda na cabeça de homem, aliás, Nanã abomina a figura masculina, pois o homem, através do esperma, líquido símbolo de Oxalá, semeia o óvulo e gera uma nova vida. Nanã é a morte que reside no âmago da vida, que possibilita o renascimento. A vida e tudo que a representa &#8211; o esperma (homem) e o sangue &#8211; são considerados tabus para Nanã. Seus adeptos dançam com a dignidade que convém a uma senhora idosa e respeitável. Seus movimentos lembram um andar lento e penoso, apoiado num bastão imaginário que os dançarinos, curvados para frente, parecem puxar para si. Em certos momentos, viram para o centro da roda e colocam seus punhos fechados, um sobre o outro, parecendo segurar um bastão.</p>
<p><em>*<strong>Carlos d&#8217;Omolu</strong>, nascido no Rio de Janeiro, é graduado em Administração de Empresas, pesquisador da mitologia do Candomblé, “feito no Orixá” há 27 anos, e tornou-se Omo Ifá com o passar dos anos.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.debatesculturais.com.br/nana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Oxumaré (Òsùmàrè)</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/oxumare-osumare/</link>
		<comments>http://www.debatesculturais.com.br/oxumare-osumare/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 03:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos d´Omolu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carlos d´Omolu]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.debatesculturais.com.br/?p=1579</guid>
		<description><![CDATA[Oxumarê também é a beleza das cores. É o arco-íris, que vai colorir o céu, anunciando coisas boas. É o fenômeno que vai gerar o colorido do céus. É a beleza da cor, a hipnose da cobra, a felicidade do lucro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Oxumaré-Recortada.JPG" alt="Oxumaré Recortada" title="Oxumaré Recortada" width="185" height="248" class="aligncenter size-full wp-image-1650" /><br />
<em>Acima, representação de Oxumaré.</em></p>
<p>Oxumaré (Òsùmàrè) é o orixá de todos os movimentos, de todos os ciclos. Se um dia Oxumaré perder suas forças o mundo acabará, porque o universo é dinâmico e a Terra também se encontra em constante movimento. Imaginem só o planeta Terra sem os movimentos de translação e rotação; imaginem uma estação do ano permanente, uma noite permanente, um dia permanente. É preciso que a Terra não deixe de se movimentar, que após o dia venha a noite, que as estações do não se alterem, que o vapor das águas suba aos céus e caia novamente sobre a Terra em forma de chuva. Oxumaré não pode ser esquecido, pois o fim dos ciclos é o fim do mundo. </p>
<p>Oxumarê mora no céu e vem a Terra nos visitar através do arco-íris. Ele é uma grande cobra que envolve a Terra e o céu e assegura a unidade e a renovação do universo. </p>
<p>Filho de Nanã Buruku, Oxumaré é originário de Mahi, no antigo Daomé, onde é conhecido como Dan. </p>
<p>Dizem que Oxumaré seria homem e mulher, mas, na verdade, este é mais um ciclo que ele representa: o ciclo da vida, pois da junção entre masculino e feminino é que a vida se perpetua. Oxumaré é um Orixá masculino. </p>
<p>Oxumaré é um deus ambíguo, duplo, que pertence à água e a terra, que é macho e fêmea. Ele exprime a união de opostos, que se atraem e proporcionam a manutenção do universo e da vida. Sintetiza a duplicidade de todo o ser: mortal (no corpo) e imortal (no espírito). Oxumaré mostra a necessidade do movimento da transformação. </p>
<p>Oxumarê também é a beleza das cores. É o arco-íris, que vai colorir o céu, anunciando coisas boas. É o fenômeno  que vai gerar o colorido do céu. É a beleza da cor, a hipnose da cobra, a felicidade do lucro.</p>
<p>Omolu é o irmão mais velho de Oxumaré, mas foi abandonado por sua mãe por ter nascido com o corpo coberto de chagas. Em tempo, não se pode condenar Nanã por esse ato, já que era um costume, quase uma obrigação ritual da época, que se abandonasse às crianças nascidas com alguma deformidade. O deus do destino disse a Nanã que ela teria outro filho, belíssimo, tão bonito quanto o arco-íris, mas que jamais ficaria junto dela. Ele viveria no alto percorreria o mundo sem parar. Nasceu Oxumaré. </p>
<p>Oxumarê é o Arco Íris, sinal de bons tempos, de bonança. É o Orixá da riqueza, do dinheiro, chamando carinhosamente de “o banqueiro dos Orixás”. É a cobra sagrada Dan. Orixá da prosperidade, da fartura, do lucro.</p>
<p>Oxumaré que fica no céu, controla a chuva que cai sobre a terra. Chega à floresta e respira como o vento</p>
<p><em>*<strong>Carlos d&#8217;Omolu</strong>, nascido no Rio de Janeiro, é graduado em Administração de Empresas, pesquisador da mitologia do Candomblé, “feito no Orixá” há 27 anos, e tornou-se Omo Ifá com o passar dos anos.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.debatesculturais.com.br/oxumare-osumare/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Omolu (filho da Terra) e Obaluwaiye (rei e senhor da terra)</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/omolu-filho-da-terra-e-obaluwaiye-rei-e-senhor-da-terra/</link>
		<comments>http://www.debatesculturais.com.br/omolu-filho-da-terra-e-obaluwaiye-rei-e-senhor-da-terra/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 03:15:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos d´Omolu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carlos d´Omolu]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.debatesculturais.com.br/?p=1446</guid>
		<description><![CDATA[Esse orixá tem a propriedade de transformar a evolução humana. É um orixá fundamental em todos os Axés. Relaciona-se com todos os orixás, já que o elemento terra é a base de todos os outros três elementos da natureza: água, ar e o fogo, que nasce de dentro da terra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Omolu-reduzido.JPG" alt="Omolu reduzido" title="Omolu reduzido" width="200" height="172" class="aligncenter size-full wp-image-1447" /><br />
<em>Acima, representação de Omolu pelo sincretismo do Candomblé.</em></p>
<p>Como estamos no mês de agosto e neste mês todos comemoram Obaluwaye ou Omolu, e aproveitando os conhecimentos da nação Keto, tentarei aqui contribuir para esclarecer algumas duvidas sobre esse maravilhoso e poderoso orixá. Não quero criticar nem fazer correções à vida espiritual ou ensinamentos de outras “casas”, nem tão pouco fazer comparações, quero apenas ajudar aos leigos.</p>
<p>Para quem estranhar a grafia “omolu”, quando a mais usada é “omulu”, quero apenas esclarecer que “omó”, em Yorubá, significa filho, menino.  </p>
<p>Esse orixá tem a propriedade de transformar a evolução humana. É um orixá fundamental em todos os Axés. Relaciona-se com todos os orixás, já que o elemento terra é a base de todos os outros três elementos da natureza: água, ar e o fogo, que nasce de dentro da terra.</p>
<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/São-Lázaro.JPG" alt="São Lázaro" title="São Lázaro" width="275" height="442" class="aligncenter size-full wp-image-1452" /><br />
<em>Acima, representação de Obaluwaiye pelo sincretismo da Umbanda.</em> </p>
<p>É um orixá anterior a vinda de Oduduwa, pois seu nome não consta na lista dos orixás que vieram com Oduduwa para criar a terra.</p>
<p>É um orixá que está diretamente relacionado com a fertilidade da terra (prosperidade), sendo um orixá muito rico. Também está ligado às doenças infecciosas que causam febre, doenças epidêmicas, às doenças de pele, e às doenças da gravidez. Omolu é o orixá que protege o homem dos efeitos maléficos causados pro todos estes processos.</p>
<p>Filho de Oxalá e Nanã tem como símbolo o Xaxará, objeto que representa a imagem coletiva dos ancestrais. E sendo Onilé &#8220;Mãe terra&#8221; (o grande ventre), Omolu é a simbologia do ventre fecundado e de todos os espíritos contidos na terra.</p>
<p><em>*<strong>Carlos d&#8217;Omolu</strong>, nascido no Rio de Janeiro, é graduado em Administração de Empresas, pesquisador da mitologia do Candomblé, “feito no Orixá” há 27 anos, e tornou-se Omo Ifá com o passar dos anos.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.debatesculturais.com.br/omolu-filho-da-terra-e-obaluwaiye-rei-e-senhor-da-terra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

