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Carlos Chagas

Vão deixar Trump cumprir o prometido?

Donald Trump, anunciou em seu discurso de posse que vai extirpar o Estado Islâmico da face da terra. Terá o milionário coragem para tanto? Haverá força humana capaz de impedi-lo, e a que custo?
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Só falta privatizar as Forças Armadas

Trata-se de uma das maiores distorções do capitalismo: ganhar dinheiro com a desgraça alheia. A privatização das cadeias determinou o crescimento das quadrilhas envolvidas com o tráfico de drogas, além da transformação dos presos em animais.
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O silêncio de Temer e o Brasil abandonado

A intervenção federal no sistema penitenciário dos Estados também seria oportuna, porque não apenas o governador amazonense tem sua parcela de culpa. Os demais governadores também, sem exceção. Todos aceitaram a privatização dos estabelecimentos penais, em maior ou menor grau.
Carlos Chagas

Choro e ranger de dentes na sucessão de 2018

Fica difícil, senão impossível, seguir adiante dentro do atual quadro partidário. Cada legenda, inclusive as pequenas, divide-se em grupos conflitantes. São 35, hoje, dentro em pouco serão 70. O presidente Michel Temer conta com o apoio de 88% do Congresso, mas se ficar privilegiando cada um dos grupos em que os partidos se dividem, logo tornará inútil continuar governando cada vez com mais exigências.
Carlos Chagas

2017 será diferente, mas como será 2018?

Talvez o ano não termine antes do vazamento de mais algumas trapalhadas, com a indicação de seus autores, pinçados das delações premiadas de 77 diretores e ex-diretores da Odebrecht. Não há sala blindada e trancada no STF que consiga guardar todos os segredos das acusações.
Carlos Chagas

Pacotinho de bondades para as elites

É preciso aguardar a reação das centrais sindicais, dos grandes sindicatos e dos partidos e entidades voltadas para o trabalhador. Só então saberemos se o pacotinho de bondades anunciado quinta-feira pelo governo foi nova manifestação dos donos do poder em favor das elites e das empresas, de preferência as grandes. Porque em se tratando do trabalhador, nem paliativos. Nada com relação ao combate ao desemprego que atinge muito mais do que doze milhões de pessoas.
Carlos Chagas

Falta de alternativas na política nacional

Quanto ao presidente Michel Temer, precisará enfrentar sucessivas tertúlias que nem Papai Noel poderá evitar. Não surtirão efeito os apelos para que renuncie, sequer as tentativas para a convocação de imediatas eleições gerais.
Carlos Chagas

Senado e Supremo deveriam ter sido fechados

Nesta quarta-feira, antes que se reunisse o Supremo Tribunal Federal, primeiro, e o Senado Federal, depois, a única saída lógica e democrática para o impasse institucional seria a dissolução das duas instituições. Nem o Supremo nem o Senado mereciam estar funcionando. Melhor teria sido fechá-las. O diabo seria quem executaria essa missão profilática: o povo que domingo saiu às ruas? Os militares? As centrais sindicais? O presidente da República?
Carlos Chagas

No Congresso, oitenta cabeças próximas à guilhotina

No Congresso, há quem acredite que até a próxima segunda-feira, dia 28, será conhecida a relação de deputados e senadores incursos nas delações da Odebrecht. Seriam perto de oitenta parlamentares envolvidos nas tramoias da empresa
Carlos Chagas

Donald Trump, entre o impossível e o previsível

A primeira e mais importante conclusão da vitória de Donald Trump foi a falência total das prévias eleitorais nos Estados Unidos. Mais do que um clamoroso erro dos institutos de pesquisa, está o vexame dado pelos comentaristas da televisão, das emissoras de rádio e dos jornais, com ênfase para os brasileiros, cópia escancarada dos americanos. O mundo só não acordou em crise porque não dormiu.
Carlos Chagas

PT está em busca do novo através do velho

O Lula deixou claro estar disposto a contribuir para mudar o PT, mas sem abrir mão da preservação dos ideais dos tempos de sua fundação. Em outras palavras, pode candidatar-se à presidência do PT, agora, e até aspirar a presidência da República, em 2018.
Carlos Chagas

Desinteresse e irritação marcam as eleições desse ano

Vêm se aproximando perigosamente do dia da eleição dois fatores que as pesquisas eleitorais não consideram, pelo contrário, fogem deles como o diabo da cruz: o desinteresse e a irritação. Os candidatos, os partidos políticos, a justiça eleitoral e até a mídia omitem e abominam esses dois sentimentos que acompanharão boa parte do eleitorado e demonstrarão a pouca importância que o cidadão comum vem dando ao processo político.
Carlos Chagas

Mais um na porta de saída do Ministério

Desautorizado pelo telefone, e de Nova York, o ministro Geddel Vieira Lima não tem outra saída senão pedir para sair. Acusado pelo presidente Michel Temer de possuir uma posição personalíssima a respeito de anistiar quantos praticaram o Caixa Dois em todas as eleições, o ex-deputado baiano deixou claro ter sido um dos artífices da malograda emenda que anistiava todo mundo, no Congresso e fora dele, por haver doado e recebido dinheiro podre.
Carlos Chagas

A destruição do Brasil

É preciso prestar atenção. Do jeito que as coisas vão, logo o Brasil se verá envolvido num conflito que, se não for civil, passará bem perto. Apesar de dispor de designações variadas, estamos divididos em dois. Duas forças em choque: conservadores versus progressistas; direita contra esquerda; pobres, em oposição a ricos.
Carlos Chagas

Ameaça de prisão de Lula antecipa o processo sucessório

Agita-se o PT. A ordem, além de disputar as eleições municipais de outubro, é fixar desde já a candidatura do Lula para 2018. Expô-lo o mais possível, agora e depois de encerradas as campanhas para prefeito e vereador. Os companheiros pretendem criar uma parede de proteção ao ex-presidente, de modo a evitar que venha a ser processado por Sérgio Moro ou qualquer outro juiz, muito menos nas instâncias seguintes, fator que o afastaria da corrida.
Carlos Chagas

Cúmplices de Eduardo Cunha merecem o mesmo destino

Termina aqui? Nem pensar, porque o comportamento do antigo presidente da Câmara não se desenvolveu sozinho. Junto com ele, no mínimo dezenas de parlamentares e empresários contribuíram para as práticas criminosas. Se ainda não está tudo documentado, logo o Ministério Público, a Polícia Federal e as delações premiadas de seus parceiros revelarão. Mesmo aqueles que o condenaram na noite de segunda-feira têm contas a ajustar com o Judiciário.
Carlos Chagas

Bondades e maldades que caracterizam a política nacional

Como aceitar que Michel Temer tenha anunciado a iminência de um pacote de bondades, incluindo nelas montes de nomeações para presidências e diretorias de empresas públicas feitas por deputados e senadores da base aliada? Trata-se de chantagem pura, primeiro porque essas nomeações já deveriam ter sido feitas, em nome da eficiência administrativa do governo.
Carlos Chagas

Renovação no PT ou uma limpeza olímpica?

A mais recente pesquisa da Datafolha, nesta semana, dá ao Lula a vitoria no primeiro turno contra qualquer um dos outros possíveis candidatos presidenciais, em 2018. Não adianta brigar com a notícia, mesmo sabendo que no segundo turno o resultado poderá ser diferente, apesar da contradição.
Carlos Chagas
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Alerta Petrobrás! A privatização desta vez está vindo a galope!

Nos escaninhos mais escuros do governo Michel Temer, prepara-se o maior dos golpes contra a Petrobrás. É bom tomar cuidado antes que tamanha barbaridade aconteça, pois já está em desenvolvimento. A primeira fase é desmoralizar a Petrobrás, o que já vem sendo feito.
Carlos Chagas

Falta alguém na Lava Jato

Falta alguém no mundo da Lava Jato, e não são apenas os criminosos pretensamente condenados. Quem permitiu essas aberrações precisa ser denunciado e responder por elas. Pertence ao universo das elites, àquele grupo social onde a lei possui dimensões elásticas.
Carlos Chagas

Dois presidentes são nenhum!

Caso não tenha mudado de ideia, a presidente afastada Dilma Rousseff estará viajando hoje para Belém às custas de donativos da direção do PT para ressarcir a viagem aérea, possivelmente num avião da Força Aérea. Depois de muito meditar, Madame e sua turma desistiram de utilizar uma aeronave particular.
Carlos Chagas

Para resolver a crise, vontade política ou políticos com vontade?

Não se passa um dia sem que jornais, rádios, televisões e sucedâneos deixem de acrescentar novos nomes de parlamentares, altos funcionários públicos, empreiteiros e bandidos em geral à lista de envolvidos com a roubalheira que tomou conta do país. São centenas de milhões de reais ou muito mais, surripiados dos cofres públicos, objeto de investigações que começam a produzir até cadeia.
Carlos Chagas

Isolada e esquecida, Dilma assiste o tempo passar

Dilma Rousseff não preside, muito menos governa. Apenas assiste o tempo passar, nessa estranha interinidade determinada pelo processo do impeachment a que responde. Raramente pode ser vista pedalando sua bicicleta, em Porto Alegre ou Brasília. Se acompanha ou não as iniciativas de Michel Temer, é segredo. Ninguém garante. A verdade é que não se falam.
Carlos Chagas

O Brasil pode se tornar um país ingovernável

A partir de segunda-feira começarão a ser definidas as medidas de contenção de gastos públicos e de consequentes sacrifícios à população. A opção pelo mercado não deixa dúvidas: para o país voltar a crescer e assim criar empregos, só facilitando a atividade empresarial.
Carlos Chagas

O pior é que não há nada que possamos fazer

Parece difícil, quase impossível, que o governo Dilma dê certo, com três anos abertos na mesma trajetória e, em especial, sem ter apresentado nenhuma alternativa. Não haverá solução interna, se a saída continuar na aceitação do desemprego em massa, do aumento de impostos, taxas e tarifas, da elevação do custo de vida, da diminuição da qualidade do ensino e da saúde pública, da ausência da segurança do cidadão e tantas mazelas a mais conduzidas pela égide da corrupção.
Carlos Chagas

Se meu apartamento falasse…

Afinal, o Lula teve, não tem mais, ainda tem e continuará tendo o triplex no Guarujá? Pagou pelo imóvel, não pagou, arcou com as despesas da reforma feita pela OAS ou a empreiteira trabalhou de graça por conta de contratos celebrados com a Petrobrás?
Carlos Chagas

Desse mato não sai coelho

A presidente Dilma insistiu na aprovação da nova CPMF, agora na reunião do Conselhão. Não convenceu o empresariado, muito menos as lideranças sindicais e os representantes de diversas entidades. Enquanto isso, os bancos permanecem faturando alto.
Carlos Chagas

Madame endoidou

Com todo o respeito, Madame parece que endoidou quando, sexta-feira, a um grupo de jornalistas, declarou-se favorável ao aumento de impostos, inclusive a volta da CPMF, e reconheceu que no correr deste ano o número de desempregados passará dos 10 milhões. Também confirmou que vai reformar a Previdência Social, aumentando a idade para as aposentadorias.
Carlos Chagas

Ganha força o impeachment

A partir dessa nova onda de delações premiadas há quem se preocupe com a sorte do governo, da presidente Dilma, do ex-presidente Lula e do PT. Só por milagre eles recuperam popularidade e prestígio, mas podem perder mais coisa. A começar pelas eleições deste ano e de 2018, entrando na equação o próprio poder.
Carlos Chagas

PT, governo, Dilma e Lula nem impasse irreversível

Mais do que um sinal de rompimento, foi uma declaração de guerra ao governo Dilma a mensagem distribuída nas redes sociais, segunda-feira, com a assinatura do presidente do PT, Rui Falcão. De início, leia-se Lula como o signatário real. Significa o quê, nessa passagem de ano, a veemente crítica da direção dos companheiros à política econômica reafirmada dias atrás pelo novo ministro Nelson Barbosa? Nada mais, nada menos, do que o estado de beligerância entre o criador e a criatura.
Carlos Chagas

A morte da memória nacional

Não raro registramos a morte da memória nacional. Um desastre quando, por motivos variados, o povo, as elites, os governantes, as escolas, os meios de comunicação e outros componentes da sociedade simplesmente esquecem ou ignoram nosso próprio passado. A dez dias do final de dezembro não há mais esperança de que 1945 venha hoje a ser lembrado e comemorado como o ano da vitória, quando 25 mil brasileiros retornaram dos campos de batalha da Europa. Mais de 600 não voltaram, sendo seus despojos, tempos depois, sido transladados ao Brasil para as necessárias homenagens.
Carlos Chagas

A oportunidade perdida pelo PMDB

Há meses que o PMDB deveria ter saltado de banda, tanto faz se com educação ou com truculência. Os companheiros do PT fracassaram, a hora seria de os peemedebistas construírem a alternativa. Importa menos verificar que não dispõem de um candidato capaz de empolgar o eleitorado. Na falta de alguém de peso, porém, Michel Temer mesmo serviria, até porque, nos demais partidos, a safra é mais magra ainda.
Carlos Chagas

Eduardo no Planalto

Sobreviverá a Câmara dos Deputados a um ano inteiro, no caso, 2016, com Eduardo Cunha na sua presidência? Na hipótese dele escapar do Conselho de Ética e, eventualmente, até do Supremo Tribunal Federal, não haverá outro jeito senão aceitá-lo na direção dos trabalhos, aliás, até fevereiro de 2017. Poderá aprontar o que quiser. Com Dilma, o parlamentar fluminense permanecerá como o segundo na linha sucessória.
Carlos Chagas

Confiança, o produto mais em falta

Na questão do impeachment, não há terceira via nem jeitinho: ou Dilma consegue 171 votos de deputados, mínimo para mantê-la no poder, ou Michel assume. Na primeira hipótese, Madame precisará reformular suas diretrizes de governo e mudar o ministério, sabendo não poder contar com os grupos do PMDB e de outros partidos que terão votado contra ela, mesmo os hesitantes da base oficial.
Carlos Chagas

A greve geral como solução para o desemprego

O desemprego, na realidade, já chegou aos dois dígitos. Mais ainda: anda em torno dos 15%, apesar de os números do governo teimarem em ficar nos 8%. A pergunta vai para a presidente Dilma, não como responsável única pelo descalabro, mas porque insistiu em recandidatar-se, ganhou, e agora não sabe o que fazer. Mas há outros culpados, a começar pelo empresariado, cuja primeira reação diante de queda no faturamento é mandar embora parte de sua força de trabalho. Em vez de aumentar a produtividade, usar a imaginação para buscar novos negócios, aceitar redução temporária nos lucros e abrir mão de vantagens pessoais, os donos do capital optam pelo caminho mais fácil: demitir. Os demitidos que se arrumem.
Carlos Chagas

Subserviência e desimportância

Com trinta dias de atraso, a rede de televisão americana CNN divulgou não propriamente uma entrevista, mas duas ou três respostas da presidente Dilma a um de seus repórteres. O diálogo durou apenas cinco minutos e a demora de sua divulgação dá bem a medida da importância que a mídia nos Estados Unidos dá ao Brasil. Porque a gravação foi feita nos dias em que Madame viajou para discursar na abertura da Assembléia Geral das Nações Unidas. Aliás, seu pronunciamento mereceu simples registro de três linhas num dos jornalões de Nova York. Nada mais.
Carlos Chagas

O acordo dos dois grilos

Só como piada pode-se admitir a versão de que parlamentares andam tentando um acordo de mútua preservação entre a presidente Dilma e o deputado Eduardo Cunha. O presidente da Câmara impediria a abertura de processo de impeachment contra Madame, que por sua vez mobilizaria o Procurador Geral da República e as bancadas governistas para manter o mandato e a função do deputado. Entendimento tão execrável nem nos tempos de Al Capone poderia ser celebrado. Revelaria olímpico rebaixamento moral das duas partes, capaz de justificar a extinção da República e a dissolução das instituições.
Carlos Chagas

Todo o poder ao Judiciário

Renunciar, ele não vai. Nem à presidência da Câmara nem ao mandato. Não há instrumento jurídico no regimento interno para proporcionar seu imediato afastamento da direção dos trabalhos, à exceção da renúncia. A cassação, pela via do Conselho de Ética, é demorada. Sendo assim, só existe uma saída para os que querem imediatamente ver Eduardo Cunha pelas costas: a condenação dele pelo Supremo Tribunal Federal como incurso num dos crimes ligados à Operação Lava Jato. Seria automática a perda do mandato, ainda que também levasse tempo.
Carlos Chagas

Tempestade sobre Brasília

Poderá criar mais problemas do que resolvê-los a extinção de dez ministérios anunciada para amanhã pelo palácio do Planalto. Porque se, ao inaugurar seu segundo mandato, a presidente Dilma tivesse passado a faca nas próprias estruturas, o mundo político aceitaria sem fazer cara feia. Afinal, Madame vinha de uma vitória indiscutível nas urnas, aceitando-se que um novo período de governo comporta todo tipo de mudanças.
Carlos Chagas

Bandidos controlam nossa soberania

Não se duvida de que o governo Dilma Rousseff tem sido uma lástima. Que o desemprego chegou em massa, os impostos aumentam sem chance para o contribuinte, direitos trabalhistas foram reduzidos, paramos de crescer e a alta do custo de vida atinge todo mundo. Uma situação para o Brasil exasperar-se.
Carlos Chagas

Assalto a mão armada!

Tanto faz se estão usando gazua, pistola ou punhal. A verdade é que ao propor a elevação do imposto de renda das pessoas físicas, o ministro da Fazenda e sua quadrilha assumiram a condição de assaltantes. Porque o assalariado não tem como escapar do assalto. É descontado em folha ou perde-se no emaranhado de declarações que só os contadores entendem, esbulhado por um poder público que não retribui as contribuições com serviços e demais obrigações.
Carlos Chagas

Entre Dilma e Temer, o silêncio…

Quem assistiu o desfile militar de ontem na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, terá reparado que nas duas horas em que se mantiveram lado a lado no palanque oficial, a presidente Dilma e o vice-presidente Michel Temer não trocaram uma palavra. Só os cumprimentos protocolares quando Madame chegou e saiu. Sequer um comentário sobre o garbo da tropa ou a excelência dos blindados construídos no Brasil. Não que fosse a ocasião para diálogos prolongados, ainda mais de pé, mas ficou claro que nada tinham a dizer, um à outra e vice-versa.
Carlos Chagas

Nem tudo está perdido para o PT

Faz tempo, doze anos e sete meses, para sermos precisos, que o partido mudou. Mesmo gradativa, a mudança tornou-se clara e infeliz. Foi para pior. Os companheiros vestiram os andrajos dos demais partidos, igualando-se aos que faziam da política mero trampolim para a satisfação de seus interesses pessoais. Inebriaram-se pelo poder e suas benesses. Fora, é claro, os que já se haviam desligado, como os intelectuais, a Igreja, parte da lideranças sindicais e grupos de políticos desiludidos com o abandono do programa sob o qual o PT foi fundado.
Carlos Chagas

O legado do PT

Quando criado, o partido parecia pleno de entusiasmo. Tinha metas e objetivos. Os primeiros a cair fora foram os intelectuais. Depois a Igreja. Em seguida os líderes sindicais. Os trabalhadores. A juventude. Hoje, o PT resume-se a um aglomerado sem ideais. Carente de um programa em condições de sensibilizar e unir a massa à qual se dirigiu. Até o Lula perdeu sua razão de ser, transformado em pequeno burguês milionário a serviço dos que, no passado, imaginou extirpar. Por essas e outras, o PT começará derrotado nas eleições municipais do próximo ano. Depois, em 2018…
Carlos Chagas

Amadorismo e incompetência

Madame continua conquistando os troféus de amadorismo e de incompetência política, agora ao mandar anunciar que extinguirá dez ministérios, mas sem dizer quais, aumentando a temperatura entre os partidos incrustados no poder sem querer perdê-lo. A briga vai ser de foice entre PT e PMDB para segurar seus lugares. Acresce que a presidente deixou passar um tempo precioso desde as primeiras pressões recebidas para enxugar o governo, de início negando-se e agora voltando atrás.
Carlos Chagas

Como enfrentar o monstro do desemprego?

A mídia maquia o horror divulgando estar o desemprego em 07% da população. Os números reais são omitidos para não chocar, pois hoje os desempregados são oito milhões de trabalhadores, boa parte demitida nos últimos meses. Quer dizer, uma força de trabalho alijada da indústria, do comércio, dos serviços e da agricultura, essencial para o desenvolvimento e condenada à fome, à miséria e à indigência. Multiplique-se o número por suas famílias e se terá a receita de uma sociedade posta em frangalhos. Aumenta a tentação para o crime, conforme demonstra o noticiário policial.
Carlos Chagas

O povão não foi

De que o governo Dilma é um desastre, ninguém duvida. A vida de todos ficou pior, nos últimos meses, com desemprego crescente, custo de vida em ascensão, tarifas de serviços públicos e privados mais altas, inflação, redução de direitos trabalhistas, educação e saúde públicas no fundo do poço, naufrágio da pequena e média empresas e, acima de tudo, corrupção desvairada.
Carlos Chagas

Rebelião ou rendição das massas?

Em função de Renan Calheiros, o mandato da presidente Dilma pode estar momentaneamente preservado, ainda que não se tenha certeza do que poderá acontecer com as manifestações de protesto do próximo domingo. Ou também porque se desconhece todo o potencial do pacote de maldades do deputado Eduardo Cunha. Mesmo que Madame consiga superar o permanente inferno zodiacal fora de seu aniversário, ficarão cicatrizes difíceis de superar.
Carlos Chagas

Sobra apenas o Tiririca…

É a vida superando de muito a ficção. Por isso, surge a pergunta: Dilma Rousseff concluirá seu mandato em meio a uma das mais violentas crises econômicas e políticas de nossa História? E quem ocupará a presidência da República na hipótese de Madame renunciar ou ser submetida ao impeachment?
Carlos Chagas

Impossível não pensar em 2018, ou antes…

O acirramento de acusações, delações e denúncias sobre corrupção, envolvendo governo, partidos, Congresso, estatais e empreiteiras, tem provocado uma série de efeitos colaterais ao escândalo. O maior deles é a antecipação da sucessão presidencial de 2018 ou mesmo antes. Não faria sentido discutir-se a questão quando nem um ano transcorreu da reeleição de Dilma Rousseff, mas diante de um futuro no mínimo incerto, não há quem deixe de especular a respeito.
Carlos Chagas

Para que votar?

Não é de hoje que a sujeira escorre das estruturas do poder público. Do privado também. Apenas, haverá que estabelecer um marco para não nos perdermos nas sombras do passado. A roubalheira acentuou-se, não há como negar, a partir do governo Lula, quando se descobriram o mensalão e suas fontes de corrupção. De lá para cá, tudo piorou. Suposições e boatos viram-se substituídos por fatos, denúncias, evidências, provas e delações envolvendo altos integrantes do Executivo, com ramificações no Legislativo. E no empresariado.
Carlos Chagas

A montanha gerou uma ratazana

Favoreceu deputados e senadores, mais do que as instituições democráticas, a reforma política aprovada quinta-feira na segunda votação pela Câmara. Porque, em vez de proibir doações eleitorais de empresas, como seria correto, permitiu que possam ser feitas aos partidos, não aos candidatos, limitadas a 20 milhões de reais. Dá quase no mesmo, tendo como resultado que dinheiro sujo continuará filtrando pelas urnas, com a peculiaridade de favorecer os caciques partidários, que distribuirão os recursos conforme seus interesses, em especial para eles mesmo. As empresas que ultrapassarem o valor fixado ficarão proibidas por cinco anos de participar de licitações e de celebrar contratos com o poder publico, penalidade fácil de contornar dada a multiplicidade de empresas pertencentes a um mesmo grupo. Aquela que estiver realizando obras para o governo federal não poderá doar para campanhas de presidente da República, mas suas irmãs gêmeas poderão.
Carlos Chagas

Dinheiro e eleições são incompatíveis!

É crime desviar dinheiro da Petrobrás para empreiteiras pagarem propina a políticos e a partidos, visando manter e ampliar contratos superfaturados com a empresa. Mas não será crime, também, candidatos comprarem votos com esses recursos podres para eleger-se, distorcendo o processo eleitoral? Está na hora de o Congresso rever fundamentalmente as regras do jogo. A Câmara deixou de votar a proibição de empresas doarem para partidos, ainda que não possam mais fazê-lo para candidatos. Como o Supremo Tribunal Federal interrompeu o julgamento da questão, quase um ano atrás, continuamos diante da prática criminosa de eleições compradas. De mandatos adquiridos pelos mais ricos ou pelos que recebem, direta ou indiretamente, através dos partidos, dinheiro para iludir o eleitor.
Carlos Chagas

Impossível desconhecer a Constituição

Dilma não conseguirá tirar do Congresso o dever irrevogável de zelar pela sobrevivência das instituições democráticas. Porque, frente a tantos escândalos denunciados e evidenciados, não sobreviveremos como nação e como estado organizado caso não se faça justiça. Pode ser cruel o afastamento de quem não participou, pessoalmente, do festival de corrupção encenado até antes de seu primeiro mandato, mas fica claro que tudo aconteceu com seu conhecimento. Como imaginar que pudesse fechar-se na redoma de vidro do palácio do Planalto, cercada por inocentes e, mesmo, por coniventes? Até por isso, se fosse verdade, não teria condições de continuar. O país não aguentará três anos e meio de silêncio, depois de tanto tempo com as vísceras expostas.
Carlos Chagas

Uma denúncia a esclarecer

Gravíssima a denúncia feita pelos oito senadores que foram e voltaram da Venezuela sem sair das proximidades do aeroporto de Caracas: o ministro da Relações Exteriores, Mauro Vieira, teria instruído o embaixador do Brasil naquele país, Rui Pereira, a não acompanhar a comitiva, que apenas cumprimentou na chegada e na saída, inclusive sem deixar nenhum diplomata à disposição deles. A ordem teria partido do palácio do Planalto, com a presidente Dilma irritada pela intervenção de parlamentares oposicionistas nos negócios internos de um país nosso limítrofe.
Carlos Chagas

PT, um partido esgotado

O V Congresso Nacional do PT, já encerrado, mostrou um partido dividido entre o imaginário e o real. Companheiros fiéis aos tempos da fundação, 35 anos atrás, e companheiros empenhados em apagar o passado. Estes pretendendo integrar a onda neoliberal que assola o país, aqueles buscando nas lembranças combustível para a reviravolta. Uns desconfiados dos outros. Todos sentindo a rejeição crescente da população ao governo Dilma por conta da ausência de iniciativas capazes de contentar as duas partes em conflito. Nem reformas sociais profundas nem ampliação das benesses das elites. Não é preciso bola de cristal para perceber que o PT marcha para a derrota eleitoral. O ensaio geral de 2016 tornará realidade a "débâcle" de 2018.
Carlos Chagas

Madame ainda não sabe se volta ou se fica

A viagem da presidente Dilma a Bruxelas estava prevista e confirmada há pelo menos um mês e meio, evidência da importância dada pelo Brasil à Comunidade Européia. Madame chegaria à capital belga na madrugada de quarta-feira, dia 10, como chegou, horas depois começando a cumprir agenda carregada, exigindo-lhe no mínimo dois dias, ou seja, decolaria para o Brasil na tarde de sexta-feira, 12. Haveria choque com o calendário político-partidário interno, já que o PT tinha marcado com muita antecedência seu V Congresso Nacional para Salvador, a instalar-se quinta-feira, dia 11.
Carlos Chagas

Porque votar é um dever

Quem será prejudicado caso o Congresso aprove o fim da obrigatoriedade do voto? O trabalhador. Porque se votar tornar-se um direito, não um dever, quantos optarão por ficar em casa ou ir à praia em vez de enfrentar filas para escolher candidatos nos quais não acreditam e até desprezam? O cidadão comum, aquele que não aguenta mais assistir o festival de roubalheira encenado pela maioria de nossos políticos, aproveitará a oportunidade para evitar sacrificar-se. Precisamente aquele que, mesmo a contragosto, costuma eleger gente igual a ele, apesar das frustrações.
Carlos Chagas

O sonho que virou pesadelo

O orçamento foi aprovado pelo Legislativo, segundo previsão do Executivo, que agora retira 69.9 bilhões de reais do total. Todos os setores do governo foram atingidos, mas a indignação maior refere-se à Saúde, que perde 11.774 bilhões e à Educação, garfada em 9.423 bilhões. Hospitais e escolas, de resto deficientes e insuficientes, sofrem a maior agressão. A quem a população deve reclamar? Aos que puseram a economia nacional em frangalhos, quer dizer, o governo, grande responsável pelo caos que nos assola. Primeiro por sua incapacidade. Depois pela imprevidência. Só que quem vai arcar com o prejuízo somos nós, a sociedade.