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	<title>Debates Culturais - Liberdade de Idéias e Opiniões &#187; Bruno Fernandes Carvalho</title>
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		<title>Direitos humanos para humanos direitos</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 03:10:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Fernandes Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Fernandes Carvalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Frequentemente, vejo pessoas falando mal da polícia. Elas estão nos jornais, no rádio, na televisão, enfim, na vida. Malham os policiais para justificarem a insegurança de suas cidades. Perdi as contas das vezes que li “essa polícia assassina”, ouvi “mas que polícia corrupta” ou assisti a uma entrevista de um ‘defensor dos direitos humanos’ que afirma ser a polícia violenta e incompetente. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Frequentemente, vejo pessoas falando mal da polícia. Elas estão nos jornais, no rádio, na televisão, enfim, na vida. Malham os policiais para justificarem a insegurança de suas cidades. Perdi as contas das vezes que li “essa polícia assassina”, ouvi “mas que polícia corrupta” ou assisti a uma entrevista de um ‘defensor dos direitos humanos’ que afirma ser a polícia violenta e incompetente. </p>
<p>O grande erro que cometem nas referidas afirmações é, sem dúvida, a generalização. Primeiro: Existem três polícias: Militar, Civil e Federal, com atribuições um pouco diferentes. Segundo: Só na Militar do estado do Rio de Janeiro são cerca de 40 mil policiais. Existem os maus policiais? Existem. Mas, inegavelmente, os bons policiais estão em muito maior número. E com estes é injusto generalizar a polícia para o lado negativo. </p>
<p>Os policiais não podem ser responsabilizados, por exemplo, por uma política de segurança agressiva, cujos resultados são contestados por “defensores dos direitos humanos”. Eles apenas seguem orientações. Além disso, do conforto de escritórios com ar condicionado, é fácil julgarem um policial que, com revólver na cintura, a qualquer momento pode ser morto por um grupo de traficantes fortemente armados, com fuzis que derrubam até helicópteros.</p>
<p>Dizem que o bem mais precioso de uma pessoa é sua vida. Consideram os médicos heróis justamente por salvarem vidas. E os policiais? Estes, para salvarem vidas alheias, arriscam as próprias. Imagine, caro leitor, um homem casado, com dois ou três filhos. Morador de favela, ele tem que secar a farda atrás da geladeira para não ser descoberto. Desce o morro rezando para que, nunca, ninguém perceba que ele é policial. Para os filhos, que têm menos de 10 anos, ele diz ser motorista de ônibus. Honesto, nunca aceitou ser corrompido. Certo dia, voltando para casa, do trabalho, tarde da noite, o ônibus em que estava foi invadido por dois assaltantes. Para não ser descoberto quando entregasse a carteira, teve que reagir. Foi morto, com dois tiros no peito. Não havia outra solução, policial é policial 24 horas.</p>
<p>O caso descrito, acredite, é freqüente no Rio de Janeiro. Aos enterros desses policiais, dificilmente comparecem os defensores dos direitos humanos. Irônico, não? Isso tudo porque, além de arriscarem suas vidas e serem criticados pela sociedade, ganham um salário nada digno. Até acho que, no caso específico de nosso estado, a culpa também não pode ser atribuída a atual gestão. Na verdade, o governador já pegou uma bomba relógio. A falta de investimentos numa polícia moderna ao longo dos últimos anos, incluindo-se aí melhores condições de trabalho para os policiais e aumento de salário, gerou uma situação insustentável que, agora, explode no colo deste governo.</p>
<p>Nenhum dos argumentos apresentados, entretanto, parece ser suficiente para os críticos da polícia. Críticos que, aliás, se assaltados, roubados ou em perigo serão salvos pelos mesmos que policias de quem tanto mal dizem. Gostaria de ver, apenas durante um mês, essas pessoas vestirem a farda, terem que secá-la atrás da geladeira, pegarem em fuzis, subirem um morro, levarem tiros, darem tiros, andarem de ônibus armados e com carteira policial, e, no final do mês, receberem um salário na faixa dos que a maioria dos policias recebe.  </p>
<p>Depois disso, aí sim, confiarei no que escrevem e dizem. Até lá, continuo confiando nos policiais, que, por mim e até por esses críticos, perdem o sono e, muitas vezes, a vida.  </p>
<p><em>*<strong>Bruno Fernandes Carvalho</strong> é presidente do Grêmio Estudantil do Colégio Santo Inácio, já tendo participado do Grêmio Estudantil do Colégio de Aplicação da UFRJ, da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro e do DCE-PUC/RIO como colaborador externo secundarista, sendo, atualmente, militante da Juventude do PMDB do Rio de Janeiro. Também no Colégio Santo Inácio, é professor voluntário de Língua Portuguesa do curso noturno de Educação de Jovens e Adultos.<br />
</em></p>
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		<title>Geração caras-brancas</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 03:10:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Fernandes Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Fernandes Carvalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Quanto ao legislativo, não temos tanta sorte. A crise do senado – diga-se de passagem ela não é de seu presidente, ele é apenas um dos muitos protagonistas dessa trama – nos deixa clara a necessidade de intervenção suprema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A geração caras-pintadas explodiu no Brasil no ano de 1992 quando lutava pelo impeachment do então Presidente da Republica, Fernando Collor de Melo. Oito anos antes,aliás, o povo brasileiro gritou por eleições diretas, no movimento conhecido como “ Diretas já”.</p>
<p>No caso dos caras-pintadas, especificamente, eram – na maioria &#8211; jovens  com os rostos pintados com as cores da bandeira do país, gritando por justiça, ao exercer,na prática, a cidadania. Seguiam uma linha de raciocínio lógica: Se fomos nós quem o pusemos no poder, somos nós quem vamos tira-lo de lá.</p>
<p>Esse tipo de pensamento é bem convincente, entretanto parece ter sido esquecido – ou ignorado &#8211; pelos (na teoria) principais interessados: Os próprios políticos. Pense comigo, caro leitor: Na iniciativa privada, o patrão escolhe o candidato que lhe parece ser o melhor futuro empregado, lhe paga um determinado salário e se tal funcionário comete algum equivoco grave, o chefe simplesmente o demite e contrata outro.</p>
<p>Então, por que na política – mesmo sendo eleitos, “são funcionários públicos“ – seria diferente? Não pode, e nem deve o ser. Gosto da teoria de que os políticos são funcionários do povo e por uma razão muito lógica se fizermos uma comparação com a dinâmica de contratação empresarial anteriormente citada.</p>
<p>Para os cargos políticos eletivos, a população vota no melhor candidato, de quem, por meio dos encargos, paga o salário e a quem, por meio dos mesmos, dá condições de trabalharem. Lembram-se de que, até agora, são as mesmas tarefas que na iniciativa privada cabem ao patrão?</p>
<p>Pois então, se cabe a tal patrão demitir seu funcionário, por que não poderia a população demitir o candidato eleito? E ai é que entra a chave da questão: A população deve fazer isso, só não sabe que o pode, devido, em grande parte, à lavagem cerebral feita pela ditadura militar durante muitos anos de nossa “historia recente”, como retirar do currículo escolar disciplinas de sociologia e filosofia.</p>
<p>Atualmente, acredito não haver necessidade de demitir nenhum chefe do poder executivo, mas julgo imprescindível que a população saiba que, se houvesse necessidade, poderia fazê-lo. Além disso, deve saber que tem uma grande incumbência de chefe: A de cobrar, por mais que os resultados momentâneos sejam satisfatórios. A população tem que mostrar que quer sempre mais e que, independente dos resultados, estará sempre de olho.</p>
<p>Quanto ao legislativo, não temos tanta sorte. A crise do senado – diga-se de passagem ela não é de seu presidente, ele é apenas um dos muitos protagonistas dessa trama – nos deixa clara a necessidade de intervenção suprema.</p>
<p>E intervenção suprema, assim como dentro de uma empresa, é intervenção do patrão: neste caso, do povo! Este tem duas opções: Exercer o papel de chefe e cobrar explicações ou simplesmente não lutar por seu patrimônio (financeiro, histórico,cultural) e o entregar de “mão beijada” a funcionários mal intencionados. E isso, acreditem, pode nos levar à “falência”.</p>
<p><em>*<strong>Bruno Fernandes Carvalho </strong>é presidente do Grêmio Estudantil do Colégio Santo Inácio, já tendo participado do Grêmio Estudantil do Colégio de Aplicação da UFRJ, da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro e do DCE-PUC/RIO como colaborador externo secundarista, sendo, atualmente, militante da Juventude do PMDB do Rio de Janeiro. Também no Colégio Santo Inácio, é professor voluntário de Língua Portuguesa do curso noturno de Educação de Jovens e Adultos</em></p>
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		<title>Um balanço do choque de ordem</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 03:05:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Fernandes Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Fernandes Carvalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre opiniões favoráveis e artigos desgostosos em relação a ele, o fato é que esta é a grande novidade desta prefeitura e mostrou não ser um marketing inicial de governo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem ganhado muito espaço na mídia, desde o inicio do ano, o choque de ordem – promovido pela nova gestão da prefeitura do Rio de Janeiro, sob a direção de Eduardo Paes. Entre opiniões favoráveis e artigos desgostosos em relação a ele, o fato é que esta é a grande novidade desta prefeitura e mostrou não ser um marketing inicial de governo – a comum primeira semana de ações arrebatadores para, de fato, impressionar a população.</p>
<p>O choque de ordem surpreendeu, e deve-se isso à sacada bem-sucedida do prefeito em criar a Secretaria Especial de Ordem Púbica, ocupada por Rodrigo Bethlem. Tendo o feito, o prefeito assegurou serem rotineiras as ações contra a ilegalidade e desordem urbana, conquistando a confiança e credibilidade necessárias para se tomar decisões tão polêmicas, como despejar moradores de uma construção ilegal e tirar o trabalho de ambulantes também ilegais.</p>
<p>Acontece, no entanto, que tanto os discursos favoráveis quanto alguns contrários têm razão. Por exemplo: é verdade que é ilegal e injusto montar-se uma barraca no meio da calçada e vender produtos, falsificados ou não, enquanto diversos comerciantes estão atolados de dividas devido aos altos encargos que devem pagar por possuírem um estabelecimento comercial. Perante isso, é inacreditável alguém defender a ilegalidade.</p>
<p>Porém, a alegação de “deixe a pessoa trabalhar, pelo menos não está roubando” soa surreal, mas dependendo da linha de raciocínio faz sentido. Se isso for argumentado justificando que um possível criminoso o é e o pode ser simplesmente por não ter um emprego é absurda. Entretanto, se formos buscar a raiz do motivo pelo qual o cidadão é desqualificado profissionalmente e por isso não consegue emprego, certamente, será a falta de uma educação de qualidade e isso deve-se ao Estado. O mesmo que, agora, tira o trabalho (ilegal) do cidadão e que, embora devesse constitucionalmente, não lhe ofereceu ferramentas para torná-lo um bom profissional. Logo, alegação parece mais sensata.</p>
<p>Como se vê, trata-se de um terreno pantanoso sobre o qual o prefeito deve vestir galochas para adentrar. Nesta balança de prós e contras, algo pode desequilibrar. Embora existam e se tornem públicas criticas e elogios, a insatisfação virá, sobretudo, da classe social de poder aquisitivo mais baixo, residente das áreas mais carentes da cidade. Deve-se lembrar, todavia, que, eleitoralmente, são as zonas geográficas e a classe social mais importantes. Será que isso pesará nessa balança? Isso, só 2012 vai nos dizer.</p>
<p><em>*<strong>Bruno Fernandes Carvalho </strong>é presidente do Grêmio Estudantil do Colégio Santo Inácio, já tendo participado do Grêmio Estudantil do Colégio de Aplicação da UFRJ, da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro e do DCE-PUC/RIO como colaborador externo secundarista, sendo, atualmente, militante da Juventude do PMDB do Rio de Janeiro. Também no Colégio Santo Inácio, é professor voluntário de Língua Portuguesa do curso noturno de Educação de Jovens e Adultos. </em></p>
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