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	<title>Debates Culturais - Liberdade de Idéias e Opiniões &#187; Aristóteles Drummond</title>
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		<title>A história mal contada</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 03:02:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristóteles Drummond</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aristóteles Drummond]]></category>

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		<description><![CDATA[A abertura econômica que nos trouxe ao progresso que vivemos, evitando um vexame completo, deve-se ao presidente Fernando Collor. Mas, antes dele, Roberto Campos já defendia o modelo da China Nacionalista – Taiwan –, depois Singapura, Coréia do Sul e outros denominados “tigres asiáticos”. E o General Albuquerque Lima, que implantou a Zona Franca no Governo Costa e Silva e que poderia ter se desdobrado em outras. No governo Sarney, foi a última tentativa das Zonas de Processamento para Exportação –ZPE –, sonho do seu ministro da Indústria e do Comércio, José Hugo Castelo Branco. Agora, o modelo tucano-petista de exportar produtos primários é exaltado, enquanto os manufaturados perdem importância que ganharam no tempo de Delfim Neto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/A-história-mal-contada.jpg"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/A-história-mal-contada.jpg" alt="" title="A história mal contada" width="180" height="233" class="aligncenter size-full wp-image-16048" /></a><em>Acima, presidente Fernando Collor.</em></p>
<p>O Brasil efetivamente não sabe reconhecer as figuras que, através da história, se anteciparam a acontecimentos ou a movimentos legítimos. Leva fama quem fez o gol ou até quem tem a própria existência posta em dúvida, como são os casos de Zumbi dos Palmares e o Aleijadinho, de documentação muito frágil sobre as versões de heroísmo ou genialidade.</p>
<p>No caso da abolição, inúmeros são os heróis conhecidos, sem retirar o mérito maior que, inegavelmente, foi da Princesa Isabel. Mas aparece pouco um pioneiro na defesa da abolição, mais de meio século antes do fato, que foi o patriarca José Bonifácio. Na questão dos índios, que vivemos um momento de exaltação que beira o ridículo, pelo exagero, a primeira e sensata voz observando a proteção devida aos habitantes originais do Brasil foi a do poeta maranhense Gonçalves Dias. </p>
<p>A abertura econômica que nos trouxe ao progresso que vivemos, evitando um vexame completo, deve-se ao presidente Fernando Collor. Mas, antes dele, Roberto Campos já defendia o modelo da China Nacionalista – Taiwan –, depois Singapura, Coréia do Sul e outros denominados “tigres asiáticos”. E o General Albuquerque Lima, que implantou a Zona Franca no Governo Costa e Silva e que poderia ter se desdobrado em outras. No governo Sarney, foi a última tentativa das Zonas de Processamento para Exportação – ZPE –, sonho do seu ministro da Indústria e do Comércio, José Hugo Castelo Branco. Agora, o modelo tucano-petista de exportar produtos primários é exaltado, enquanto os manufaturados perdem importância que ganharam no tempo de Delfim Neto.</p>
<p>Os programas sociais, colocados em prática nos governos petistas, foram criados no Governo do Distrito Federal, na administração Cristóvão Buarque. E ideias modernas, como o uso de vagas na rede privada para bolsistas, gestão direta das escolas das verbas de manutenção, criação de pólos de excelência, em Brasília, deve-se ao governador Joaquim Roriz, de quem se fala mal e não se reconhece que não se governa quatro vezes uma unidade da federação sem motivos. Brasília quis renovar e colocou um desclassificado como o José Arruda e, pelo que parece, depois de tudo que se viu, a emenda saiu pior do que o soneto, pois o atual não difere muito do anterior. Roriz ao menos teve o que mostrar.</p>
<p>Este ano que será mesmo de crise de tudo quanto é lado, pode vir a apresentar a conta da política externa equivocada. Com hostilidades aos nossos melhores aliados e tolerância com o atraso latino-americano do velho e corrupto caudilhismo populista.</p>
<p>Getúlio Vargas ainda não foi colocado no ponto fundamental de quem livrou o Brasil de envolvimento na guerra – entramos já no final com a disputa decidida – e nas lutas ideológicas radicais, que dividiam a maioria das nações.</p>
<p>Temos de conhecer melhor a história. </p>
<p><em>*<strong>Aristóteles Drummond</strong>, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.</em></p>
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		<title>Dificuldades reais</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 03:01:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristóteles Drummond</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aristóteles Drummond]]></category>

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		<description><![CDATA[Ano complicado este, em que as eleições municipais perdem o significado em função das principais capitais não refletirem vitória ou derrota para o governo federal. O difícil será mesmo controlar a inflação, as reivindicações sindicais, conter os absurdos que tornam as obras de infraestrutura cada vez mais distantes, gerir a reforma agrária, que custa cada vez mais e faz cada vez menos. No quadro político, o ano é curto com as campanhas municipais e as atenções se voltam para as tensões provocadas por radicais, fanáticos, que pregam a divisão dos brasileiros. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Dificuldades-reais.jpg"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Dificuldades-reais.jpg" alt="" title="Dificuldades reais" width="198" height="183" class="aligncenter size-full wp-image-16044" /></a>Ano complicado este, em que as eleições municipais perdem o significado em função das principais capitais não refletirem vitória ou derrota para o governo federal. Exceto São Paulo, onde o PT, se eleger um poste, pode reafirmar a liderança popular do ex-presidente Lula. No entanto, o mais provável é que as forças ligadas ao Palácio Bandeirantes e à ala complicada do PSDB não briguem com a realidade e o candidato seja o imbatível Guilherme Afif Domingos, que uniria PSDB, PSD, PP, DEM E PTB. No segundo turno, se for com o PT, o PMDB. O Rio reelege Eduardo Paes e Belo Horizonte, Márcio Lacerda. O PT teria chance com Fernando Pimentel, que eleitoralmente está liquidado; e politicamente, desgastado, inclusive pelo comportamento diante da imprensa. Não quer dar explicações e fica por isso mesmo. Mas fica também registrado. </p>
<p>O difícil será mesmo controlar a inflação, as reivindicações sindicais, conter os absurdos que tornam as obras de infraestrutura cada vez mais distantes, gerir a reforma agrária, que custa cada vez mais e faz cada vez menos. No quadro político, o ano é curto com as campanhas municipais e as atenções se voltam para as tensões provocadas por radicais, fanáticos, que pregam a divisão dos brasileiros. </p>
<p>Em Porto Alegre, vereador de um dos partidos da esquerda mais radical apresentou projeto substituindo o nome do Marechal Castelo Branco de importante logradouro, substituindo por Avenida da Legalidade, sob o pretexto de que o militar foi um ditador. Ora, Castelo foi eleito pelo Congresso – com o voto de JK, inclusive. E se valer a tese, os gaúchos teriam de substituir as milhares de homenagens a seu grande filho e estadista brasileiro Getulio Vargas, que chegou ao poder com uma Revolução, foi eleito pelo Congresso em 34 e governou em regime fechado por oito anos, de 37 a 45. E há outros exemplos, como Borges de Medeiros e Julio de Castilhos, nem sempre cumpridores dos tramites democráticos. E ainda o Marechal Floriano Peixoto. Enfim, uma proposta infeliz, marcada pelo revanchismo e o desejo de afrontar nossas Forças Armadas, impecáveis na sua postura ética, moral e política. </p>
<p>A crise lá de fora se fará sentir com mais força do que no ano passado. E nossa produção não cresce na medida em que não temos como escoar por estradas e portos inadequados, pelo atraso no projeto ferroviário.</p>
<p>A complicar o quadro, a situação no continente ficará tensa, em especial na Argentina, nossa parceira comercial, que tem imensas dificuldades de conter protestos, inclusive internacionais. E ainda há a triste determinação do governo de continuar mascarando dados econômicos e criando o “factóide” de jogar a culpa na imprensa. O Mercosul corre riscos por eventuais dificuldades no Prata.</p>
<p>E, por fim, a Copa de 14 será assunto polêmico. Onde tudo poderá ocorrer.</p>
<p><em>*<strong>Aristóteles Drummond</strong>, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.</em></p>
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		<title>Candidato tem de ser natural</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 03:03:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristóteles Drummond</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aristóteles Drummond]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste momento de criatividade e atividade voltadas para alianças eleitorais com vistas às municipais deste ano e já procurando amarrar coligações para 2014, os caciques no poder, inclusive nos estados, demonstram inacreditável soberba. Inimaginável aos que atingem o topo não terem um mínimo de humildade diante de área tão imprevisível como é a política, especialmente quando a palavra final vem do povo. Pelo menos dois meses antes das convenções para confirmarem os acordos de cúpula, as pesquisas começam a ser publicadas. E fica cada vez mais difícil se enfrentar a manifesta vontade popular, que logo corre para a Internet e a imprensa acaba registrando. Não adianta se armar dentro de um grupo com mais de um nome, se as pesquisas estiverem registrando outro, que naturalmente não queira abrir mão da candidatura. Os campeões de pesquisas precisam deixar claro que não estão na disputa. E isto deve ser combinado antes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Candidato-tem-de-ser-natural.jpg"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Candidato-tem-de-ser-natural.jpg" alt="" title="Candidato tem de ser natural" width="226" height="223" class="aligncenter size-full wp-image-16040" /></a>Neste momento de criatividade e atividade voltadas para alianças eleitorais com vistas às municipais deste ano e já procurando amarrar coligações para 2014, os caciques no poder, inclusive nos estados, demonstram inacreditável soberba. Inimaginável aos que atingem o topo não terem um mínimo de humildade diante de área tão imprevisível como é a política, especialmente quando a palavra final vem do povo.</p>
<p>Pelo menos dois meses antes das convenções para confirmarem os acordos de cúpula, as pesquisas começam a ser publicadas. E fica cada vez mais difícil se enfrentar a manifesta vontade popular, que logo corre para a Internet e a imprensa acaba registrando. Não adianta se armar dentro de um grupo com mais de um nome, se as pesquisas estiverem registrando outro, que naturalmente não queira abrir mão da candidatura. Os campeões de pesquisas precisam deixar claro que não estão na disputa. E isto deve ser combinado antes.</p>
<p>Pesquisa não elege, mas ajuda a formar alianças e consolidar candidaturas. Em 2010, ficou claro que o erro de Aécio Neves foi sua ausência no cenário nacional – pessoalmente ou pela mídia. Tal fato deu vantagem a seu oponente no partido, que já tinha uma candidatura presidencial, fora ministro e prefeito da maior cidade do país. Apesar de rejeitado pela postura censurável na vida pública, a posição nas pesquisas favoreceu o equívoco de sua indicação pelo PSDB, que tinha no núcleo paulista uma forte base. </p>
<p>No Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral, de alta popularidade e bons resultados na gestão, tem no seu vice, Pezão, o candidato anunciado e reconhecido parceiro na grande obra que vem sendo realizada nestes dois mandatos. Mas é preciso que, na base aliada, não tenha um nome que corra por fora, que possa surpreender nas pesquisas e criar uma divisão desaconselhável aos interesses do estado do Rio, que ainda depende muito da continuidade da atual orientação. </p>
<p>Em Minas, a continuidade administrativa é fundamental para que o Estado prossiga ganhando espaços na economia nacional e consolide projetos de monta já desenhados. A mais, a corrida dos investidores para o estado se deve ao pressuposto da continuidade da orientação firme e responsável. Como no Rio, o candidato natural e ideal é o vice-governador, Alberto Pinto Coelho, discreto, leal, cumpridor e com a confiança da classe política, da base ou não, singular nas últimas décadas como grande político de atuação regional. Um Pio Canedo redivivo. Foi o grande presidente da Assembléia Legislativa e tem uma bonita história de lealdade e permanente cordialidade. Não pode ser atropelado por nenhum nome que venha a ser criado e muito menos deixar espaço para o trabalho da oposição, que a esta altura só tem no ex-prefeito Patrus Ananias um nome sem suspeições. O PMDB dificilmente dará nova chance ao ex-senador Hélio Costa, uma vocação para a derrota na disputa estadual.</p>
<p>São Paulo, fragmentado, só teria mesmo confiabilidade numa gestão responsável, com reais chances de vitória, com o vice Afif Domingos. Fora dele, há incerteza de resultado e mais ainda de gestão da grande metrópole. Lá, em 2014, tem no governador o candidato mais do que natural. </p>
<p><em>*<strong>Aristóteles Drummond</strong>, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.</em></p>
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		<title>Atitudes de alto risco</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 03:03:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristóteles Drummond</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aristóteles Drummond]]></category>

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		<description><![CDATA[O que Brasil de hoje nos leva a crer que estamos mesmo acima da crise e vivemos as delícias do “mundo da lua”, sem preocupações; apenas filosofando e tratando de temas sentimentais e até mesmo históricos. Um SPA mental! Parece que não temos uma das maiores cargas fiscais do mundo. Muito menos que nossa legislação trabalhista a cada momento se torna mais onerosa para o empresário e faz retrair cada vez mais o mercado de trabalho. As contas são lidas com otimismo e mil justificativas para os dados verdadeiramente preocupantes. O grevismo inconsequente, e justamente dos mais protegidos e bem remunerados, corre solto e impune. O país é presa fácil de um sindicalismo que já não sobrevive no mundo responsável. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Atitudes-de-alto-risco.jpg"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Atitudes-de-alto-risco.jpg" alt="" title="Atitudes de alto risco" width="192" height="194" class="aligncenter size-full wp-image-15663" /></a>O que Brasil de hoje nos leva a crer que estamos mesmo acima da crise e vivemos as delícias do “mundo da lua”, sem preocupações; apenas filosofando e tratando de temas sentimentais e até mesmo históricos. Um SPA mental!</p>
<p>Parece que não temos uma das maiores cargas fiscais do mundo. Muito menos que nossa legislação trabalhista a cada momento se torna mais onerosa para o empresário e faz retrair cada vez mais o mercado de trabalho. As contas são lidas com otimismo e mil justificativas para os dados verdadeiramente preocupantes. O grevismo inconsequente, e justamente dos mais protegidos e bem remunerados, corre solto e impune. O país é presa fácil de um sindicalismo que já não sobrevive no mundo responsável. </p>
<p>Reformas, avanços modernizantes, retiradas de entraves a importação, exportação, movimentação de capitais, segurança nos portos e estradas, nada mais é aventado. Resta a presidente Dilma, que reage, mal ou bem, ao saque dos aliados políticos, ocupando de má-fé ministérios. Mas nem tão rigorosas com os íntimos.</p>
<p>Queremos crescer sem estradas, portos, aeroportos e fontes competitivas (e limpas) de energia. As obras do governo federal, que se acredita do mais alto interesse nacional, são barradas por índios, ambientalistas e supostos herdeiros de quilombos, na sua maioria imaginários. Se existissem os mais de mil reivindicados no pequeno – mas produtivo – Estado de Santa Catarina, não teria havido escravidão por ali. E o povo local é mais louro do que moreno.</p>
<p>O Congresso discute projetos eleitoreiros, se preocupa com a liberação de emendas e a crise vai se agravando&#8230; Nada é feito de concreto para defender as contas públicas dos rombos do sistema financeiro que são estranhamente absorvidos pelos bancos oficiais.  </p>
<p>A dívida dos estados exige uma reavaliação e repactuação. Os juros são altos demais, as dificuldades para a liquidação das dívidas é imensa, mas vai se empurrando o problema com a barriga, como se diz popularmente. São bombas que, ao contrário do passado, explodem com muita velocidade. Não compensa mais enganar e protelar. </p>
<p>A inflação é um fato. A qualquer momento pode haver fuga de capitais do mercado financeiro e a retomada da confiança demora. Existe uma percepção de influência maior do que a conta de radicais, inclusive nas agências reguladoras e na gestão das greves. Tudo acaba se refletindo na credibilidade nacional. </p>
<p>Em termos de posições políticas no campo internacional, nos fartamos de errar ao longo deste ano. O que, no fundo, ajuda a conter esta onda de simpatia que tanto tem nos ajudado. Sem falar no revanchismo em relação aos militares que, em primeiro lugar, é impatriótico e injusto. </p>
<p>Vamos aproveitar o clima de virada de ano e colocar os pés no chão. Temos de agir e não de tolerar esta conversa de gente irresponsável, que sabota patologicamente o Brasil, pela via das restrições ambientais, das decisões judiciais, das regulações hostis ao empreendedor e desta fúria fiscal, que, de muito, ultrapassou os limites da paciência empresarial. </p>
<p>Não temos o direito de interromper um ciclo, que, apesar dos pesares, tem sido positivo.</p>
<p><em>*<strong>Aristóteles Drummond</strong>, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.</em></p>
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		<title>Encontro de gerações</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 03:01:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristóteles Drummond</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O governador Antônio Anastásia, em sua vinda ao Rio para almoço na Associação Comercial – que contou também com o patrocínio do Centro Brasileiro de Relações Internacionais –, teve oportunidade de conversar com o ex-governador Rondon Pacheco, lúcido e forte aos 92 anos. A política tradicional mineira e a lembrança da antiga UDN ficaram ainda por conta da emoção manifesta pelo veterano político – oito mandatos de deputado federal por Minas – ao ser apresentado a jovem vereadora no Rio Andréa Gouvêa Vieira, neta de João Franzen de Lima, grande jornalista, jurista, político da UDN, e que foi prefeito de Belo Horizonte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Rondon-Pacheco1.jpg"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Rondon-Pacheco1.jpg" alt="" title="Rondon Pacheco" width="194" height="182" class="aligncenter size-full wp-image-15659" /></a><em>Acima, foto de Rondon Pacheco.</em></p>
<p>O governador Antônio Anastásia, em sua vinda ao Rio para almoço na Associação Comercial – que contou também com o patrocínio do Centro Brasileiro de Relações Internacionais –, teve oportunidade de conversar com o ex-governador Rondon Pacheco, lúcido e forte aos 92 anos. A política tradicional mineira e a lembrança da antiga UDN ficaram ainda por conta da emoção manifesta pelo veterano político – oito mandatos de deputado federal por Minas – ao ser apresentado a jovem vereadora no Rio Andréa Gouvêa Vieira, neta de João Franzen de Lima, grande jornalista, jurista, político da UDN, e que foi prefeito de Belo Horizonte.</p>
<p>Rondon Pacheco foi um governador bafejado pelo destino, uma vez que, em seu mandato, pôde aproveitar dez anos de progresso dos governos Magalhães Pinto e Israel Pinheiro, instalando a Fiat e as siderúrgicas Samarco e Mendes Júnior. E ainda o maior avanço energético de Minas, com as obras da Cemig em Jaguara, São Simão e Volta Grande, fazendo a energia chegar ao sofrido Vale do Jequitinhonha. Apesar de político a vida inteira, ao deixar o governo presidiu a Usiminas, retornando depois à Câmara dos Deputados. Sempre na coerência partidária, sendo da Arena, PDS e hoje do PP, partido que vem governando com sucesso sua cidade natal, Uberlândia. </p>
<p>Humberto Mota o levou para o Conselho Superior da Associação Comercial, onde se faz presente, reverenciado, merecidamente, como um ilustre e exemplar homem público. Respeitado, nunca atribuiu sua presença junto ao regime militar, quando foi Chefe da Casa Civil do presidente Costa e Silva, a outros motivos que não a identidade com o movimento que considera um contragolpe. Outros companheiros findo o regime, justificam a adesão ao fato de colegas de antigos partidos terem tomado esse rumo. Alguns mais foram buscar o mandato em outros estados.</p>
<p>Rondon é o último remanescente de um grupo de políticos da UDN que marcaram a segunda metade do século XX, como Magalhães Pinto, José Bonifácio, Bilac Pinto, Milton Campos, Pedro Aleixo, Oscar Dias Corrêa. O denominador comum entre todos foi a correção pessoal, a bravura cívica e o legítimo respeito de seus contemporâneos. Homem de atitudes, Rondon Pacheco, embora deputado pelo PDS, sem aderir à dissidência, votou em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral. Exerceu muitos mandatos na Câmara com o presidente eleito que não assumiu, embora sempre em partidos distintos. E não faltou a Minas em momento em que os mineiros voltavam a garantir a democracia ao Brasil, na conciliação.</p>
<p>Entre Anastasia e Rondon, a distância é apenas de geração, uma vez que cultuam as mesmas linhas de conduta na vida pública. Ambos, cada um a seu tempo e estilo, afinados com a  prioridade de elevar o padrão de vida do povo mineiro, acima de diferenças partidárias.   </p>
<p><em>*<strong>Aristóteles Drummond</strong>, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.</em></p>
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		<title>Condições para o progresso</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 03:03:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristóteles Drummond</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A luta pelo desenvolvimento é o foco dos povos que desejam melhorar a qualidade de vida da sociedade em que estão inseridos, com maior renda e serviços básicos, como saúde, educação e segurança. Todos buscam este ideal, que está ligado à felicidade das famílias. Só os radicais, enlouquecidos por ideologias, fanáticos de fundo religioso ou envenenados no fundo da alma por frustrações menores não procuram se enquadrar dentro dessa lógica do desenvolvimento, econômico, social, cultural. No entanto, por mais incrível que pareça, no mundo em que a comunicação é quase instantânea, que a troca de informações entre homens e mulheres de diferentes níveis culturais são permanentes, as forças do ressentimento e do atraso são mais fortes do que se imagina. Vivemos um momento que fascinaria Freud, se estivesse entre nós.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Condições-para-o-progresso.jpg"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Condições-para-o-progresso.jpg" alt="" title="Condições para o progresso" width="229" height="199" class="aligncenter size-full wp-image-15443" /></a>A luta pelo desenvolvimento é o foco dos povos que desejam melhorar a qualidade de vida da sociedade em que estão inseridos, com maior renda e serviços básicos, como saúde, educação e segurança. Todos buscam este ideal, que está ligado à felicidade das famílias. Só os radicais, enlouquecidos por ideologias, fanáticos de fundo religioso ou envenenados no fundo da alma por frustrações menores não procuram se enquadrar dentro dessa lógica do desenvolvimento, econômico, social, cultural. </p>
<p>No entanto, por mais incrível que pareça, no mundo em que a comunicação é quase instantânea, que a troca de informações entre homens e mulheres de diferentes níveis culturais são permanentes, as forças do ressentimento e do atraso são mais fortes do que se imagina. Vivemos um momento que fascinaria Freud, se estivesse entre nós.</p>
<p>O brasileiro, mal sai do berço, já aprende que Ordem e Progresso andam de mãos dadas, sendo a divisa de nossa bandeira. E temos tido, entre nós, um forte grupo apedrejando a Ordem, através de manifestações irracionais, passando por greves prolongadas, que afetam crianças nos seus estudos, doentes em suas dificuldades. O povo em geral, no seu dia a dia, depende de transportes, fornecimento regular de combustíveis e serviços bancários e de Correios. E foi um ano complicado nesses aspectos.</p>
<p>Fala-se em progresso, novas indústrias e melhores empregos, mas se tenta embargar, pelos mais absurdos motivos, as obras para geração e transmissão de energia, de estradas e de portos. Tudo em nome do meio ambiente, que, na verdade, reside mais na miséria em que vive parte da população do que pelo corte de meia dúzia de árvores, facilmente replantáveis em outras áreas e até mesmo o silêncio para o justo sono dos silvícolas. A estrada que liga Manaus a Boavista, única ligação terrestre da capital amazonense, fecha 12 horas por dia para que o barulho dos caminhões não perturbe os índios. O morador de qualquer cidade, ou das margens de qualquer estrada, acha até graça desta realidade que beira o ridículo.</p>
<p>Como atrair investidores com esse tipo de comportamento, com uma legislação trabalhista que inibe a oferta de empregos, uma política tributária que é das maiores do mundo e convive com a fraude e a sonegação impunes. Ficaríamos entregues aos que investem apenas com recursos de entidades públicas ou com ousadia que beira a irresponsabilidade, como projetos em licenciamento na Prefeitura do Rio para se destruir a paisagem do Parque do Flamengo ou congestionar a principal rua do Leblon.</p>
<p>O Judiciário e o Ministério Público precisam avaliar as repercussões de parar uma obra vital ao progresso. O governo deveria enquadrar os organismos que sabotam projetos de interesse nacional, como estradas e usinas. Senão, estaremos condenados a sermos uma simples promessa de ordem e de progresso.</p>
<p><em>*<strong>Aristóteles Drummond</strong>, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.</em></p>
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		<title>Rumo certo em Roma</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 03:02:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristóteles Drummond</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aristóteles Drummond]]></category>

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		<description><![CDATA[A Itália saiu na frente e montou seu pacote de austeridade. Mário Monti abriu mão de seu salário e marcará como um exemplo a coragem e o realismo das medidas. Os outros, como Grécia, Portugal e Espanha, patinam em alterar as “bondades” distribuídas pelos governos de esquerda, que a população não quer abrir mão. E ainda promovem protestos como se os governos promovessem cortes por mero sadismo. Na verdade, a situação hoje na Europa, como no resto do mundo, é da velocidade nas medidas. Portugal prometeu e ainda não vendeu suas participações em empresas de telecomunicações e eletricidade, por exemplo. Não promoveu a fusão de bancos, com presença do Estado para garantir a sobrevivência e depois vender a parte pública. Nesta questão do Estado entrar para salvar ou viabilizar, Minas Gerais deu o grande exemplo com a Fiat, da qual foi acionista no início e, depois, vendeu, como previsto, suas ações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Mário-Monti.jpg"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Mário-Monti.jpg" alt="" title="Mário Monti" width="202" height="185" class="aligncenter size-full wp-image-15271" /></a><em>Acima, Mário Monti.</em></p>
<p>A Itália saiu na frente e montou seu pacote de austeridade. Mário Monti abriu mão de seu salário e marcará como um exemplo a coragem e o realismo das medidas. Os outros, como Grécia, Portugal e Espanha, patinam em alterar as “bondades” distribuídas pelos governos de esquerda, que a população não quer abrir mão. E ainda promovem protestos como se os governos promovessem cortes por mero sadismo.</p>
<p>Na verdade, a situação hoje na Europa, como no resto do mundo, é da velocidade nas medidas. Portugal prometeu e ainda não vendeu suas participações em empresas de telecomunicações e eletricidade, por exemplo. Não promoveu a fusão de bancos, com presença do Estado para garantir a sobrevivência e depois vender a parte pública. Nesta questão do Estado entrar para salvar ou viabilizar, Minas Gerais deu o grande exemplo com a Fiat, da qual foi acionista no início e, depois, vendeu, como previsto, suas ações. </p>
<p>Faltam líderes, figuras com carisma e audácia, ou independência e entrega à missão, como o caso italiano. E a situação exige a ampliação das políticas, uma vez que a situação da Bélgica, por exemplo, não é muito diferente.</p>
<p>No Brasil, nada se faz para deter o fraco desempenho da Petrobrás, os entraves nas obras de energia, a retomada de projetos prioritários como o ferroviário e rodoviário. A transposição do São Francisco está emperrada, com elevação de custos e sem se cumprir o compromisso da revitalização de sua cabeceira, na Serra da Canastra. E dragagem onde for necessária. </p>
<p>Na política, a velocidade é fundamental. O desgaste da presidente Dilma no caso Lupi se deveu a demora em agir quando o ministro foi pego em flagrante, mentindo, com direito a foto e filme (como no caso do avião) e a documentos, comprovando acumulações indevidas. E tem mais gente na fila, sem justificativa ética e moral, apenas a fiscal. Mas ninguém discute sonegação nesses casos, mas, sim, ética, razoabilidade nas explicações e tudo sempre na mesma faixa das “consultorias”, eventuais e apenas para justificar rendimentos. Só no Brasil existe “consultoria oral”.</p>
<p>O próprio Ministério Público está muito envolvido em política. Em Nova Iguaçu, uma quadrilha bem amparada politicamente lesou o fundo de previdência do funcionalismo, um rombo e tanto. E o responsável migrou para o fundo da capital, promoveu outro golpe, que a Prefeitura abortou em tempo, e o Ministério Público não atua como deveria. Tudo isso desmoraliza a instituição. Estão todos impunes e&#8230;&#8230;&#8230;.. ricos.</p>
<p>O mundo anda com baixa taxa de competência e de probidade. E, sobretudo, de seriedade. Estes rombos não se devem apenas a roubos, mas a irresponsabilidade com que se trata o dinheiro público. Na Espanha, os socialistas criaram, ou deixaram ser criadas, cerca de cem televisões públicas, cujo prejuízo equivale a cerca de mil e poucos euros/ano para cada cidadão. Tinha que acabar em crise!                 </p>
<p><em>*<strong>Aristóteles Drummond</strong>, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.</em></p>
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		<title>Plantando racismo</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/plantando-racismo/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 03:03:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristóteles Drummond</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aristóteles Drummond]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem conhece os estados brasileiros onde existem populações indígenas instaladas, percebe que o paternalismo do Estado brasileiro em relação aos silvícolas está sendo exagerado, permitindo desperdício do dinheiro público, falta de segurança para obras de infraestrutura e mesmo atividades privadas. E, o que é pior, um sentimento de revolta na população civil que cresce visivelmente. Exemplo maior é Roraima. Lá, os rizicultores foram, desnecessariamente, expulsos de suas terras, onde, inclusive, contavam com apoio de parte dos índios. Hoje vivem na miséria e a região deixou de produzir e até exportar arroz para Manaus. Com 10% da população de Roraima, as reservas representam mais de 70% da área do estado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Plantando-racismo.jpg"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Plantando-racismo.jpg" alt="" title="Plantando racismo" width="216" height="183" class="aligncenter size-full wp-image-15204" /></a>Quem conhece os estados brasileiros onde existem populações indígenas instaladas, percebe que o paternalismo do Estado brasileiro em relação aos silvícolas está sendo exagerado, permitindo desperdício do dinheiro público, falta de segurança para obras de infraestrutura e mesmo atividades privadas. E, o que é pior, um sentimento de revolta na população civil que cresce visivelmente.</p>
<p>Exemplo maior é Roraima. Lá, os rizicultores foram, desnecessariamente, expulsos de suas terras, onde, inclusive, contavam com apoio de parte dos índios. Hoje vivem na miséria e a região deixou de produzir e até exportar arroz para Manaus. Com 10% da população de Roraima, as reservas representam mais de 70% da área do estado.</p>
<p>Mas em outros estados, e muito em função de obras públicas, as exigências materiais beiram o absurdo. Encarecem obras, criam territórios sem controle e deixam a população sendo manipulada, quando não explorada. Alguém precisa levantar esses privilégios e custos. Deve ter muita ONG metida nisso.</p>
<p>O nosso Brasil, como entendeu Gilberto Freyre, está mudando. Planta-se ressentimento para com os índios, que têm todos os direitos e nenhum dever. Cria-se certa instabilidade com esta história de “quilombolas”, que também beira o ridículo, mas que tem levado intranquilidade a milhares de famílias e até a cidades inteiras. Em Belo Horizonte surgiu um “quilombo” em pleno Grajaú, bairro da classe média.</p>
<p>Não dá para entender os objetivos desse tipo de ação, que vai ganhando espaço na máquina pública, no Judiciário e colocando o nosso Brasil em situações ridículas perante a investidores estrangeiros – como ocorre nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará, principalmente. Mas, em Santa Catarina, onde a escravidão foi diminuta, tem uma cidade sem crônica de abrigar população de origem africana que está sob ameaça de um grupo que reinvidica a área central do município. E são mais de mil as áreas requeridas no pequeno estado, exemplo de distribuição de terras produtivas no Brasil. Não bastasse o Código Florestal, que quase liquida seu agronegócio.</p>
<p>Esse assunto não comporta tolerância. Nada mais sagrado para a índole do brasileiro do que a paz e a fraternidade numa sociedade reconhecida pelo seu pluralismo racial internacionalmente.</p>
<p>Mas, na verdade o clima anda ruim. Quem não tiver sangue índio ou de origem africana acaba sendo considerado de uma raça exploradora e devedora da sociedade. Os ganhos dos índios são verdadeiramente inacreditáveis. Até o Porto de Santos tem uma obra para melhorar seus acessos sem licença por, eventualmente, provocar barulho que pertube a vida de um grupo indígena, que mora cerca de quinze quilômetros da obra.</p>
<p>A falta de reação a estes absurdos é muito preocupante. Mostra uma sociedade acomodada a retroceder no progresso e na dignidade.</p>
<p><em>*<strong>Aristóteles Drummond</strong>, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.</em></p>
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		<title>O Aécio pai</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 03:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristóteles Drummond</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aristóteles Drummond]]></category>

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		<description><![CDATA[Percorrendo a Internet, encontrei um blog de admiradores do senador Aécio Neves. E, nele, estava um artigo publicado em Belo Horizonte, em que o político mineiro falava do pai, que havia morrido no dia da eleição que o elegera senador da República, no ano passado. Tive a oportunidade de conhecer Aécio Cunha, tendo convivido com ele por quase trinta anos, mais assiduamente nos últimos doze, quando ambos participávamos de conselhos da CEMIG. Um encontro sempre marcado pelo afeto, pelas afinidades, pelo passado político comum, mas, sobretudo, pela percepção de que se estava diante de uma personalidade muito especial, na correção, no rigor consigo próprio, no amor à verdade e ao bom senso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Aécio-Cunha-e-Aécio-Neves.jpg"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Aécio-Cunha-e-Aécio-Neves.jpg" alt="" title="Aécio Cunha e Aécio Neves" width="214" height="236" class="aligncenter size-full wp-image-14953" /></a><em>Acima, Aécio Cunha e Aécio Neves.</em></p>
<p>Percorrendo a Internet, encontrei um blog de admiradores do senador Aécio Neves. E, nele, estava um artigo publicado em Belo Horizonte, em que o político mineiro falava do pai, que havia morrido no dia da eleição que o elegera senador da República, no ano passado. </p>
<p>Tive a oportunidade de conhecer Aécio Cunha, tendo convivido com ele por quase trinta anos, mais assiduamente nos últimos doze, quando ambos participávamos de conselhos da CEMIG. Um encontro sempre marcado pelo afeto, pelas afinidades, pelo passado político comum, mas, sobretudo, pela percepção de que se estava diante de uma personalidade muito especial, na correção, no rigor consigo próprio, no amor à verdade e ao bom senso.</p>
<p>Deixou exemplos marcantes, como quando renunciou à nomeação para o Tribunal de Contas da União, ao resolver deixar a cadeira de deputado federal, que ocupava pela terceira vez, e que fora de seu pai, Tristão, em favor do filho. Noticiário maldoso o aborreceu a ponto de abrir mão do honroso cargo para ele, e muito disputado por outras personalidades. Mais adiante, membro do Conselho de Administração de Furnas, ao final do primeiro mandato do presidente Lula, renunciou em função do filho, governador de Minas, apoiar outro nome na sucessão presidencial. Mais adiante, contrariando todos os pareceres jurídicos, achou-se moralmente obrigado a renunciar ao Conselho da CEMIG, em função da chamada lei do nepotismo. Não o atingia a lei, uma vez que a empresa é sociedade de capital aberto e não depende de nomeação do Estado, mas, sim, dos acionistas. </p>
<p>Durante o tempo em que foi genro de Tancredo Neves e com ele morava em Brasília, tinha uma amizade efetivamente familiar, embora ambos deputados federais da bancada mineira, mas o sogro na oposição, MDB, e o genro da situação, ARENA-PDS. A diferença partidária nunca foi questão que afetasse sua relação com o sogro e com os filhos.</p>
<p>O artigo do senador Aécio Neves Cunha sobre a perda do pai é uma página rica de emoção, de lições, de compromissos implícitos. Colocam diante do leitor o lado humano e afetuoso, importante na avaliação de um homem público, que não precisa ser um frio político, mas saber conciliar as responsabilidades da vida pública com os sentimentos e qualidades de quem sabe dar valor à família e a seu significado na vida.</p>
<p>Essas e outras coisas realmente fazem o diferencial do político que hoje encarna a esperança das forças vivas da nacionalidade numa mudança para melhor no Brasil. São estas marcas que trás do berço, do amor a pai cativante na bondade, as lições políticas do avô sábio e a experiência de um governo que foi dinâmico, realizador e nem por isso deixou de atender ao social com grande ênfase.</p>
<p>Infelizmente, a qualidade de nossos homens públicos é isso que se vê no noticiário diariamente. Mas a geração dos grandes exemplos, como o pai e os dois avós de Aécio, encontra renovação nele e em outros jovens que podem se constituir em uma alternativa válida de poder.</p>
<p>A sociedade hoje está atenta. Por vezes até peca, mas está certa em pressionar pelas leis que coíbam a ação perversa de políticos, para que exemplos como o que se vê em Brasília, onde a emenda está saindo quase pior do que o soneto, não se tornem rotina. No Rio, surgiu um site de jovens para acompanhar as contas publicas e os serviços prestados a população pelo Poder Público. Entre seus fundadores e dirigentes, o jovem Miguel Corrêa do Lago, bisneto de Oswaldo Aranha, neto do embaixador Antonio Correa do Lago, que foi referencia de correção em sua geração. Por aí as coisas podem começar a mudar. Com gente nova.</p>
<p><em>*<strong>Aristóteles Drummond</strong>, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.</em></p>
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		<title>A reforma eleitoral</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 03:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aristóteles Drummond</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aristóteles Drummond]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma vergonha, mais uma, não se tocar mais no tema da reforma política, quando vamos para as municipais ano que vem. E, logo depois, as campanhas estaduais e a sucessão presidencial já estarão nas ruas e com o emocionalismo que marcam as grandes disputas. O momento, portanto, seria agora. Alterar as posses, uma data infeliz que cria transtornos a todos. Depois, fazer como muitas democracias, baixando para 40% dos votos os necessários para que se evite o segundo turno, que, por vezes, serve para mudar os rumos do país e desagrada a maioria em termos de filosofia política. E precisamos ter menos partidos, para sermos mais transparentes, definindo opções para o encaminhamento das grandes questões nacionais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Reforma-eleitoral.jpg"><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Reforma-eleitoral.jpg" alt="" title="Reforma eleitoral" width="246" height="204" class="aligncenter size-full wp-image-14865" /></a>Uma vergonha, mais uma, não se tocar mais no tema da reforma política, quando vamos para as municipais ano que vem. E, logo depois, as campanhas estaduais e a sucessão presidencial já estarão nas ruas e com o emocionalismo que marcam as grandes disputas. O momento, portanto, seria agora.</p>
<p>Alterar as posses, uma data infeliz que cria transtornos a todos. Depois, fazer como muitas democracias, baixando para 40% dos votos os necessários para que se evite o segundo turno, que, por vezes, serve para mudar os rumos do país e desagrada a maioria em termos de filosofia política. E precisamos ter menos partidos, para sermos mais transparentes, definindo opções para o encaminhamento das grandes questões nacionais.</p>
<p>Já perdemos a oportunidade de consolidarmos uma economia estável. Antes da crise, o orçamento de custeio foi aumentado, com nomeações e “bondades”, muitas de cunho eleitoral. O endividamento público nunca parou de crescer. A farra do câmbio baixo, estimulando importações e viagens, foi outra leviandade, cuja conta começa a ser apresentada. E a crise chegando.</p>
<p>As atividades empresariais estão sendo muito prejudicadas pelas agências reguladoras, que, ao invés de estimularem investimentos, criam dificuldades tais, que tem muito investidor arrependido do que construiu. E muitos estão vendendo ativos, especialmente estrangeiros. A desculpa da crise lá fora não se justifica, quando poderíamos ser justamente o melhor investimento, e não a melhor venda.</p>
<p>O clima de dificuldades para a atividade empresarial pode se agravar, com a falta de obras em curso por dificuldades ambientais. O país está amarrado. E para complicar as coisas, o PAC, grande conjunto de projetos, da especial atenção da presidente, sofre atrasos por causa do próprio governo.</p>
<p>O tempo é implacável. Já não temos condições de executar muitas das obras para a Copa de 2014, a começar por aeroportos e, em algumas cidades, até hotéis. Tudo pode acontecer até junho. Inclusive, a Copa sair do Brasil.</p>
<p><em>*<strong>Aristóteles Drummond</strong>, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.</em></p>
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