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Aristóteles Drummond

Surge o novo Rio

A entrada em operação do VLT, no próximo dia 22, terá o significado especial de sinalizar para a população que as obras que tanto tumultuaram a vida da cidade estão chegando ao fim. E, mais ou menos, dentro dos prazos previstos, mostrando que outros projetos de grande importância estão com perspectivas muito positivas.
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Aécio tem toda razão

Posição lúcida é a do senador Aécio Neves, que anuncia o apoio de seu partido a Temer, mas sem indicar membros para o governo. União nacional, sim. Mas em torno de um programa. Aécio Neves Cunha com sua postura honra o pai e os avós.
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O poder embriaga

Caso dos mais tristes tem sido a mudança de comportamento do prefeito Eduardo Paes. Tem sido frequente o destempero e a prepotência quando algo lhe desagrada. O caso da médica do município é imperdoável na medida em que se intitulou ‘patrão’ da funcionária municipal e a ameaçou de demissão.
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Políticos em recesso

Os políticos de bom senso devem procurar nomes que atendam aos reclamos do momento, sob o risco de um retrocesso na gestão pública. O perigo é o voto passional, das implicâncias, em detrimento de uma opção com lastro no que melhor atende a sociedade. No Brasil de hoje, a aventura é imperdoável. Afinal, precisamos recuperar a democracia no imaginário popular.
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A irresponsabilidade coletiva

O país está derretendo na economia e marcha para grave crise social. A confusão política, que vem se arrastando e provocando a intranquilidade no país tem de ser resolvida para que o já sofrido povo não seja penalizado de forma cruel.
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A maior crise na história do Brasil

A crise é a maior da história. E a mais completa. Reúne ingredientes que isolados já seriam explosivos. Ninguém sabe para onde vamos. A opinião pública passou da fase de indignação. A crise na economia vai num crescer assustador e a previsão mais realista fala em um final de semestre trágico, com grandes empresas pedindo a Recuperação Judicial, novo nome da concordata.
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Para as Olimpíadas podemos esperar o pior?

A essa altura o sucesso das Olimpíadas passa a ser questão de honra nacional. Os jornais estrangeiros especulam até mesmo sobre a mudança para outra cidade. A dignidade do Brasil está em jogo e todos devem unir esforços para que o zika, a crise na economia, na política e até na paz social não venham a servir de pretexto para afastar ou dificultar o grande evento que vamos sediar em agosto.
Aristóteles Drummond

O exemplo de Vargas

Os partidos políticos e suas lideranças sonham com vinte anos de poder. No caso do PT, a corrupção e a crise na economia trataram de sepultar os sonhos, prorrogados de doze para dezesseis anos, num ousado lance de uma campanha eleitoral distorcida. O país pagou pela ausência do pluralismo, com forças políticas que, em boa parte, tiveram uma origem comum.
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Crise: o xis da questão!

O Brasil precisa mesmo é de uma guinada liberal, que pense no emprego e no aumento da arrecadação sem pressionar o contribuinte e na simplificação dos procedimentos. Desde detalhes, como a cota de 500 dólares nas compras dos turistas, que está há mais de 40 anos; e, a eterna discussão sobre a reabertura de bingos, máquinas de jogos e cassinos, atividade que pode gerar mais de cem mil empregos diretos...
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Qualidades dos militares

No Brasil em que vivemos, os mais injustiçados dos brasileiros são os militares. No entanto, nos vinte e um anos do regime muita coisa foi feita de positivo em termos de desenvolvimento econômico e social. O Brasil viveu anos dourados e com um time de craques.
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Responsabilidade social com emprego e renda

No Brasil em que quase tudo tem uma interpretação diferente do resto do mundo, a responsabilidade social é tida apenas como os deveres assistenciais do Estado, da legislação trabalhista e da disposição de empresários em de fazerem promoções voltadas para os mais carentes.
Aristóteles Drummond

Detalhes que são importantes

Por fim, mas não menos importante, devemos ter uma política que estimule o bom pagador, seja consumidor de serviços de comunicação, energia e não esta proteção ao caloteiro – um dos motivos dos preços cobrados pelas concessionárias e dos juros altos. O governo paga 14%, mais ou menos o mesmo da poupança, e os bancos precisam cobrar mais de 200% para cobrir clientes faltosos. Nos condomínios, a tolerância legal onera os bons pagadores, o que não é justo.
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Integração internacional

O Itamaraty precisa voltar a ter voz nos assuntos internacionais. Não deu certo a sua substituição por uma assessoria de cunho ideológico e que contraria uma tradição de equilíbrio e prestígio que vem desde os tempos dos grandes nomes da casa, como Rio Branco e Afrânio de Melo Franco. E, na área comercial, as lideranças empresariais que estão no front do comércio internacional precisam atuar com mais vigor.
Aristóteles Drummond

Preconceito ideológico trava progresso

No Brasil, defender o liberalismo econômico é uma atividade quase que clandestina entre os políticos. Até os que fizeram o país avançar na diminuição do Estado e na abertura da economia não gostam de tratar do assunto em público. O resultado do Estado controlador e do empresário assistencialista, que não respeita compromissos de controle das contas públicas, é essa crise econômica monumental, que vai se arrastando, convivendo com a crise política e agora a social.
Aristóteles Drummond

Responsabilidade política

Até mesmo os magistrados nomeados pelos governos do PT têm sentido o peso da toga e tomado atitudes de independência e coragem. O poder econômico, que sempre esteve impune em suas imprudências e ligações perigosas, está enquadrado e os políticos, seja de qual lado estiverem, estão ao alcance da Justiça. Inclusive a crise política poderá até ser resolvida na esfera judicial, considerando o que tem sido publicado sobre irregularidades nas contas de campanhas eleitorais.
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Um ex-Ministro da Fazenda exemplar

É justo se lembrar da felicidade com que Fernando Henrique Cardoso, contou na Fazenda com o exemplar Pedro Malan, homem correto, estudioso, sereno, austero, sem nenhuma afetação. Cumpriu com zelo a missão, enfrentando, inclusive, restrições por parte de incorrigível marxista que é o José Serra. Malan não é figura fácil na mídia; é discreto, voltado a participar de alguns conselhos e de fazer o que mais gosta, que é dar aulas.
Aristóteles Drummond

Razões da crise

Podemos virar um imenso canteiro de obras inacabadas e abandonadas. Carecemos de governo, de oposição e de forças civis sem comprometimento político, partidário ou ideológico, para tocar o país. E os quadros disponíveis não são do agrado dos governos. Os cortes não são percebidos. A gastança continua, o inchaço é ignorado.
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O papel da oposição

Hoje, falta uma estratégia nas oposições. O Congresso Nacional deveria apoiar as medidas do ajuste, que as forças formadoras de opinião reconhecem como acertadas, como ato de responsabilidade, deixando as queixas e reclamações para os aliados levianos da presidente. E, ao mesmo tempo, bater duro nas questões relacionadas aos escândalos, cobrando casos relegados ao esquecimento, apesar de sua gravidade. Oposição ao governo e não ao Brasil é o que se espera.
Aristóteles Drummond

Um general responsável

O general Antônio Martins Mourão, Comandante Militar do Sul transferido para a Secretaria de Economia e Finanças do Exército, exerce sua missão com bravura e patriotismo. Não faz política, como os assustados comunistas mal curados pretendem fazer crer, mas aborda o momento nacional com coragem e bom senso. Ao contrário do que assusta velhas personagens da chamada “luta armada”, não cogita nenhuma intervenção militar. Apenas alerta os mais jovens para a necessidade de uma profunda mudança no Brasil, que transcende a simples troca de nomes. Temos de construir uma democracia de verdade, com justiça social, ordem, respeito e austeridade.
Aristóteles Drummond

O país está precisando muito de gente que faz

A história registra um núcleo significativo de pessoas que admiram e exaltam os gestores públicos comprometidos com o progresso, especialmente com grandes obras públicas. Sem prejuízo de certa austeridade nas contas, claro. Os gastadores do passado não chegaram perto do que acontece hoje, nessa insolvência coletiva em gastos eleitoreiros, custeados por dívidas irresponsáveis.
Aristóteles Drummond

Curso de Roberto Campos para sair da crise

Estão disponíveis, espalhados em dezenas de livros, os artigos e discursos de Roberto Campos sobre como ele pensava o Brasil. Suas teorias tinham vantagem sobre a dos demais, pois, quando foi o todo-poderoso no governo Castelo Branco, mudou o Brasil com o FGTS, o BNH, a correção monetária, a criação do Banco Central e a reforma administrativa pelo Decreto-Lei 200. Ali estão reunidas medidas simples e baratas para um país falido sair rápido do buraco. Bastam coragem política, vontade e, claro, patriotismo.
Aristóteles Drummond

Verdades sobre Pinochet e o Chile

Há 42 anos o Chile viu terminar o pesadelo da desordem provocado pelo Presidente Salvador Allende, que estava levando o país para a orbita da URSS em estreita colaboração com Fidel castro. O país vivia dias de tensão, greves, badernas, ameaças a empresas, empresários. Reunia um grande grupo de latino-americanos de esquerda irmanados no ideal comunista.
Aristóteles Drummond

Justiça sem recentimentos

A operação Lava-Jato envolve políticos, partidos, executivos de estatais e empresários. Mas, de uns tempos para cá, a ação está muito concentrada nos dirigentes de empresas, algumas entre as maiores do Brasil e com presença internacional. Nenhuma delas é empresa de fachada. Empregam centenas de milhares de brasileiros, atuam em diferentes áreas da indústria e de concessões de estradas, portos e aeroportos, entre outros. Pelo andar das investigações, os três pólos agiam em perfeita harmonia. O tempo foi quebrando princípios éticos e morais, sem limites no abuso com o dinheiro público. Uma afronta à sociedade, que, no caso da Petrobrás, teve início com a temerária liberação dos controles e normas legais.
Aristóteles Drummond

Enquadramento do Itamaraty

A viagem dos senadores a Caracas foi uma humilhação inédita na nossa história. Maduro sabia que entre os senadores e ele, o Brasil oficial ficaria com ele. Portanto, nada mais natural que essa intimidade do Brasil com governos populistas, corruptos e de esquerda na América Latina, alinhados com a Cuba, ainda de Fidel, preocupe dos brasileiros. Aí, incluindo os militares, que pensam o Brasil.
Aristóteles Drummond

Cuidados com o dinheiro público

Não é só na corrupção que o Brasil perde bilhões em detrimento de investimentos na educação e na saúde que tanto carecemos. A infraestrutura atrofiada também impede o crescimento da economia pela falta de competitividade nos seus custos de energia e transportes. O mais criminoso, neste momento, podendo envolver também corrupção que foge ao controle interno, é o montante dos financiamentos de obras públicas em países sem tradição de pagadores de seus compromissos internacionais. Os contratos do BNDES com estes países são de retorno duvidoso e cobertos por estanho sigilo.
Aristóteles Drummond

Empregos, e não greves!

A greve não pode ser instrumento político, desgastada por categorias mais organizadas que incluem paralisações em seus calendários anuais, como o caso dos bancários mais dos sindicatos do que dos trabalhadores em sua maioria. A cada greve diminuem os empregos e aumenta a automação. Portanto, hoje, o emprego é um patrimônio do trabalhador. A indústria automobilística tem abandonado algumas cidades paulistas em função da intolerância sindical, que vai a ponto de não cumprir o acertado anteriormente. E quem perde com isso é o trabalhador e os municípios afetados.
Aristóteles Drummond

Fim dos planos de saúde

Parece claro que as esquerdas não sossegarão enquanto não acabarem com a saúde e o ensino privado no Brasil. Não importa os males para a população, em ambos os casos verdadeiramente catastróficos. E justo no momento em que não teríamos recursos para atender nem 10% dos que usam a rede privada escolar e hospitalar. Essa tentativa de cobrar de quem tem plano o atendimento na rede pública, do SUS, é de quem não acredita nas leis de mercado, na liberdade de escolha do cidadão. Direito ao SUS todos têm, pois o sistema, muito bem bolado e mal administrado, é universal. E mais: há famílias que tem optado por dois planos de saúde, uma vez que o patronal pode ser perdido em caso de dispensa ou troca de emprego. É a liberdade e o pluralismo de opções que o capitalismo oferece, pois é o regime econômico das democracias.
Aristóteles Drummond

Filantropia não é negócio!

Depois que se criou ONGs que pelo nome são não governamentais, mas todas vivem do dinheiro público, pouco controlado, inclusive , o Rio viu serem fechadas e encolhidas algumas de suas mais tradicionais e importantes entidades filantrópicas. Estas geralmente ficavam sob o comando de senhoras devotadas e de sensibilidade social, sem remuneração alguma. Muitas desapareceram ou diminuíram muito em função da perda de suas madrinhas, como a Casa do Pequeno Jornaleiro, fundada por D. Darcy Vargas e depois dirigida por sua filha Alzira Amaral Peixoto.
Aristóteles Drummond

Função social do capital

No regime capitalista, as fortunas são formadas pelo trabalho, pela poupança ou pela herança. Infelizmente também pela corrupção, como ocorre no terceiro mundo. E existem as criadas à sombra de benefícios do Estado, via entidades financeiras. São os casos do BNDES, no Brasil, em que as operações são protegidas por sigilo que inclui o Congresso Nacional, ou no Chile, onde o banco oficial financiou especulação da nora da presidente Bachelet, conhecida agora como a sogra do ano. O Brasil forma com o Canadá e os EUA o trio de países com maior mobilidade social.
Aristóteles Drummond

O risco dos bancos

Nestes tempos de crise, com a inflação assustando e provocando a alta dos juros, os juros do Brasil estão mais uma vez entre os maiores do mundo, passando de 300% ao ano em alguns casos. E quando aplicado, rende 15%, no máximo, e em condições muito especiais. Por isso, é bom falar sobre bancos. Jogando na falta de informação do povo em relação à realidade do mundo financeiro, aqueles que sonham com o crédito estatizado, meio mais seguro de se controlar politicamente um país, apontam os bancos como vilões. A começar pelo sindicato dos bancários, em todo o país, que deveria procurar preservar empregos e não levar os bancos a diminuírem quadros e aumentarem a automação.
Aristóteles Drummond

A tragédia grega

Analistas europeus, de formação conservadora, acompanham a pregação das esquerdas no continente, sempre em favor da imigração mesmo que clandestina, do calote nas dívidas, na campanha contra o regime capitalista, na tentativa de desmoralizar instituições e lideranças políticas. E traçam um quadro pessimista a partir da crise grega, na qual estão convictos do desinteresse do atual governo em apresentar um plano com um mínimo de viabilidade. Antes atribuíam as desgraças aos juros. Hoje a situação é diferente.
Aristóteles Drummond

Mais impostos é burrice!

Aumentar impostos no ajuste, como chegou a admitir o ministro Joaquim Levy, é uma bobagem. E ele sabe disso. Não adianta aumentar tarifas, se a economia não cresce. Além do que, todos sabem que impostos altos provocam sonegação, fraude, falta de investidores. O governo poderia arrecadar pelo menos 20% a mais, sem investimento, combatendo à fraude e à sonegação. E isso só é possível pela via da simplificação dos impostos, com cobrança eletrônica sempre que possível.
Aristóteles Drummond

Economia sem rumo, política sem coerência…

Reparem as lojas fechadas. O Titanic navega, todos dançam animadamente na noite. Até quando? O dinheiro investido ou a receber de países caloteiros e falidos passa de dez bi de dólares. Agora é o aeroporto de Havana financiado pelo Brasil. Meio século de observador do Brasil, como jornalista e participando da administração publica, me permitem a ousadia de tecer considerações sobre o futuro de nossa economia que me parece sombrio. Esta história de tributar o lucro dos bancos é coisa de puro sentido ideológico.
Aristóteles Drummond

Portugal e o Golden Visa

Os países europeus, todos democráticos, vêm adotando medidas objetivas para captar divisas que ingressem de maneira sólida e não especulativa. Portugal, por exemplo, lançou com sucesso três anistias fiscais, com um pagamento quase que simbólico, que resultou em significativo retorno de dinheiro de titularidade de portugueses que estava fora do país. Inclusive favoreceu a queda do nível do endividamento de muitas empresas médias e pequenas. E um programa denominado de Visa Gold, que é dar o visto de residência a quem invista 500 mil euros, em imóveis, o que tem ocorrido, ou em negócios que possam gerar pelo menos dez empregos e que o dinheiro permaneça investido. A Itália sobreviveu a grande crise com corajosa anistia, cobrando apenas 04% e aberta a todo e qualquer italiano que não estivesse sendo processado por atividades ligadas ao crime organizado ou a casos de corrupção no setor público.
Aristóteles Drummond

Política com patriotismo

O mundo não permitiria um país das nossas dimensões mergulhar no caos. E temos uma classe média forte, preparada, produtiva, com empreendedores vitoriosos nas cidades como nos campos. O discurso radical e emocional não encontra eco nas forças vivas da nacionalidade. O pragmatismo leva a uma certa conciliação na direção da paz e do crescimento econômico. A presença do ministro Joaquim Levy mostra esse esforço pelo entendimento. E se espera que dure muito sua gestão. O fator credibilidade é essencial e ele a tem junto aos mercados internacionais. É preciso uma pausa na guerra política. A reforma eleitoral deve ser gradual e começar pela volta da cláusula de barreira e a eleição proporcional ser pelos mais votados, excluídos os votos de legenda que favorecem distorções.
Aristóteles Drummond

Demagogia não paga contas…

Não é só o Brasil que vive um momento de tensão, com crise política e problemas nas áreas social e econômica. O fenômeno atinge os povos latinos em geral, na mesma linha cultural do que a nossa. Na Europa, com eleições este ano na Itália, em Portugal e Espanha, a incerteza vem de partidos novos, indefinidos, mas possivelmente orientados por pensamento radical ou de certa ingenuidade no trato de questões sérias como as relações no mercado financeiro internacional. E isso cria um clima de preocupações e certa imobilidade nos agentes econômicos. A Argentina, que era um país de referência no continente com pobres mas não miseráveis, com bom padrão de vida e de educação, mergulhou nesta crise, com desemprego, problemas no abastecimento, inflação, depois que deixou de pagar dívidas.
Aristóteles Drummond

Setor elétrico deve ser prestigiado

Vivemos um momento de imensas preocupações com os efeitos da longa estiagem nos reservatórios das nossas usinas hidroelétricas, em níveis que colocam em risco a operação de muitas delas. E temos a crise da água para consumo humano, atingindo quase todo o país. Estes problemas podem ser divididos em duas origens: as climáticas e as políticas. Quanto à primeira, nada a fazer além do que o mundo já vem fazendo e recomendando. A segunda se deve a equívocos e erros nas alterações das últimas décadas. A primeira, e muito grave, foi a interferência dos ambientalistas, sem fundamentos técnicos convincentes, interferindo na aprovação dos projetos, permitindo que tenhamos usinas com reservatórios insuficientes, inclusive na Amazônia. Menos capacidade de armazenar, menos capacidade de enfrentar anos menos chuvosos.
Aristóteles Drummond

Pegar é só querer

O noticiário envolvendo malfeitos, sejam casos ligados à administração pública ou a organizações criminosas de diferentes áreas, costuma registrar a apreensão de automóveis de alto luxo, quando não de embarcações de recreio milionárias. Portanto, nada mais natural que a Receita Federal controlasse os compradores de automóveis acima de 500 mil reais e embarcações novas ou de determinado tamanho para cima. Seria meio caminho andado. As importações passam pela Receita, são poucas as empresas que comercializam estes itens de alto luxo. E os clubes náuticos e a Marinha do Brasil são obrigados a manterem o registro das embarcações. As empresas seriam punidas nos casos de emissão de notas por valores inferiores e as imobiliárias e cartórios passariam a ser responsáveis pelos valores constantes em escrituras públicas de compra e venda. Um preço diferente pode até ser praticado, desde que explicado e com laudo, no caso de imóveis em mal estado de conservação.
Aristóteles Drummond

Cuidado com a tesoura!

Nesse momento de cortes, é preciso o estabelecimento de critérios gerais, para que o período de desconforto da sociedade seja o menor possível. O caso do Rio de Janeiro é prioritário na medida em que as obras atingem toda a capital e temos o prazo determinado pelas Olimpíadas. O evento que prende a atenção do mundo por semanas não pode se constituir em fator de desgaste para o Brasil, que já vem sofrendo rebaixamentos em dezenas de itens que medem a qualidade de vida de um país.
Aristóteles Drummond

História para historiadores

Desde que o mundo é mundo se tenta distorcer a verdade histórica, ao sabor do pensamento dos poderosos do momento. No Brasil, a despeito de iniciativas de cunho ideológico, inspirados no ódio e no revanchismo, uma safra de historiadores e biógrafos modernos vem consolidando a história. E nisso não falta o testemunho de jornalistas que a viveram, como é o caso de Carlos Chagas. dedicada a biografar artistas, com sucesso e talento, como nos casos de Elis Regina e Cazuza e chegou à história com a biografia consentida do presidente José Sarney.
Aristóteles Drummond

A união faz a força

A crise na economia é uma realidade cada vez mais evidente e de grandes dimensões. É preciso mais do que um bom nome. Talvez fosse o momento de uma patriótica trégua nos embates políticos, para uma união em torno de resultados na economia e no social. Instrumentos ágeis no Judiciário para agilizar a apuração dos casos de má conduta de servidores públicos, incluindo políticos, para atender a justo reclamo popular, que não pode nem deve servir de caldo de cultura para manifestações radicais. o Ministério, um homem de centro, de bom senso que poderá arrumar as contas nacionais. Dar um crédito de confiança e um prazo para que as medidas sejam tomadas na direção correta. Seria razoável.
Aristóteles Drummond

O AI-5 e a História

A mídia nacional destaca o Ato Institucional Número 05, a cada aniversário dele, como o mais duro instrumento do autoritarismo em nossa história republicana. E realmente os poderes atribuídos pelo instrumento revolucionário eram quase que ilimitados, ditados em momento de grande tensão nacional. A resistência ao regime autoritário o Congresso aberto, censura parcial, direito de ir e vir respeitado, propriedade privada preservada tinha uma parcela, especialmente de jovens cooptados pelo comunismo internacional, notadamente Cuba, que fez a opção pela luta armada, com sequestros de diplomatas, assaltos a bancos, atentados, execuções de policiais.
Aristóteles Drummond

Somos todos brasileiros

Agora querem criar uma comissão para mexer no processo da escravidão, página lamentável da história mundial, antes mesmo de Cristo. Vamos baixar a bola, olharmos para o futuro, para o Brasil de nossos filhos e netos e não ficarmos mexendo em feridas do passado. Somos todos brasileiros, multirraciais, democratas que respeitam as opções religiosas, políticas e sexuais do próximo. E esta historia do dividir para reinar é tão velha que ninguém acredita mais.
Aristóteles Drummond

Pauta positiva

É claro que devemos louvar a obra e a linha de Gilberto Freyre, nosso antropólogo maior, notável escritor, intelectual, militante político desde sempre, deputado constituinte em 1946 e solidário com o movimento de 1964. Ele interpretou o brasileiro como ele é: cordial, alegre, sem preconceitos, sem restrições a cor, credo e classe social do próximo. fortunas foram construídas e não herdadas e, na lista das cem maiores, menos de dez são de terceira geração.
Aristóteles Drummond

25 anos de liberdade

No próximo domingo, Berlim comemorará os 25 anos da queda do muro, que foi o ponta pé inicial da liberdade em todo o leste europeu e a própria Rússia. Certamente um dos grandes momentos do século XX foi o dia em que a famosa "cortina de ferro", que aprisionava milhões de pessoas, ruiu sem a necessidade de um tiro sequer. Atribui-se a quatro personalidades ocidentais o grande feito: o ex-presidente americano Ronald Reagan, o Papa João Paulo II, a primeira-ministra da Inglaterra Margareth Thatcher e o dirigente soviético Mikhail Gorbachev. O mapa político e econômico da Europa se modificou e a Alemanha foi reunificada, em processo exemplar na integração econômica e na pacificação política.
Aristóteles Drummond

Burocracia inaceitável

Esse complexo sistema tributário nacional incluindo o ICMS, que é estadual cria insegurança e engessa a atividade econômica dos estados. Os casos do café e da água mineral são emblemáticos. A relação do Rio e de Minas, por exemplo, que poderia ser mais estreita, é perturbada por políticas diferentes em relação ao ICMS, com prejuízos para todos. O Rio, em governos anteriores, onerou a torrefação de tal forma, que sobraram poucas sediadas no Estado. E as águas mineiras encontram dificuldade de ingresso no mercado fluminense, onde têm tradição de gerações, pela tributação.
Aristóteles Drummond

Disputa mais autêntica

Segundo turno é uma nova eleição e os candidatos têm o dever de mostrar o que pretendem fazer e de justificar posições recentes no trato da economia, das relações internacionais, no comportamento de companheiros de vida pública. E ambos os candidatos têm história para contar e condições para responder. Aécio Neves foi governador por oito anos e saiu consagrado do governo, a ponto de fazer seu sucessor, que não era político, e domingo mostrou o quanto acertou em sua gestão com a inequívoca vitória na disputa pela vaga mineira no Senado.
Aristóteles Drummond

Educação sem demagogia

Hoje, o governo tem de investir na qualidade e na segurança do professor e dos alunos. As avaliações devem ser frequentes; os cursos de aperfeiçoamento, constantes; a manutenção das instalações, corretas; a garantia física de professores e alunos, imposta. A indisciplina e desrespeito reinantes alimentam uma má formação do cidadão. A escola acaba incentivando o infrator de amanhã. Diretor de escola tem de ser acompanhado de perto; expulsar aluno que agride professor, afastar professor que abusa das faltas e que demonstra desinteresse. Até a apresentação precisa ser exigida. Professor de bermuda e sandália de dedo desmoraliza a nobre posição. O policiamento deve fazer parte das obrigações do Estado no entorno das escolas nos horários de aula.
Aristóteles Drummond

O perigo das promessas

Um dos problemas das campanhas eleitorais em nossos dias, tanto aqui como em nações de povos com melhor nível cultural, é que a massificação leva os candidatos ao mesmo discurso, às mesmas evasivas. Cabe ao eleitor perceber, intuitivamente, quando o candidato diz que é a favor, mas, na verdade, é contra. Todos ficam cheios de dedos para não cair na má vontade dos ativistas, geralmente defensores de programas alheios aos anseios da maioria. O dobro seria capaz de suportar as promessas.
Aristóteles Drummond

Uma tese para meditação

Em dezembro de 2015, o Brasil completa 200 anos de sua Independência e surpreendentemente nada se projeta para comemorar o grande evento. Afinal, o sete de setembro de 1822 representa apenas a separação de Portugal, do qual já éramos reino unido desde 1815, tendo, inclusive, o mesmo Rei e sendo a capital do Reino no Rio de Janeiro. Os governos de Portugal e do Brasil deveriam criar uma comissão mista para tratar do assunto com a importância que o mesmo merece, inclusive nas relações entre as duas nações, separadas e independentes, mas com profundos laços culturais, históricos e dividindo a mesma língua.
Aristóteles Drummond

Não podemos esquecê-lo!

Impossível passar os 60 anos da morte trágica de Getúlio Vargas sem registrar a importância do estadista na história republicana. Era homem vocacionado para o poder, que exerceu de maneira integral ao se tornar o líder da Revolução de 1930, ser confirmado na Constituinte de 1934, ter assumido em 1937, ao implantar o Estado Novo, que garantiu a paz, a ordem e o progresso. Deposto em 1945, foi eleito deputado e senador no ano seguinte por várias unidades da federação, para, depois de eleger Marechal Dutra seu sucessor, em 1950, retornar ao Catete nos braços do povo, de onde saiu da mesma maneira, em 24 de agosto de 1954.
Aristóteles Drummond

Democracia com respeito

O negócio de campanha eleitoral na base da troca de acusações, insultos, futricarias menores não encontra acolhida junto ao eleitor. Mesmo os mais sofridos e humildes concluíram que o importante é a capacidade de realizar, fazer um bom governo, atender aos anseios da população, planejarem mais o futuro a médio e longo prazo do que promessas imediatistas sem sustentabilidade ao longo do tempo. Por isso, quem já exerceu cargos no executivo, como prefeito e governador, precisa dizer a que veio e o que andou fazendo. Mostrar que conhece a realidade da vida da população e sabe o que o Estado deve e precisa fazer para melhorar a qualidade dos serviços prestados. Nada será resolvido em um ou dois mandatos. Mas tem de evoluir na direção correta para alcançar um nível satisfatório.
Aristóteles Drummond

Um livro a ser lido

O livro que o sr. José Serra, ex-presidente da UNE e orador no comício de Jango no dia 13 de março de 1964, acaba de lançar um livro onde narra sua experiência desde a eleição para a União Estadual de Estudantes, em São Paulo, até a volta do exílio, treze anos depois. E é uma leitura obrigatória para quem gosta de conhecer diferentes visões da política, naqueles anos. O texto é quase que coloquial, fazendo com que a leitura seja contínua. E, embora homem fechado, transmite absoluta sinceridade na identificação de pessoas e opiniões.
Aristóteles Drummond

A nova Duque de Caxias

Os municípios nas periferias das grandes capitais, infelizmente, não são exemplos de boa gestão pública, de um olhar sério para o futuro. A visão de seus políticos, na maioria dos casos, não ultrapassa a eleição seguinte. Pouco é feito pelas contas, pelo planejamento e muito menos pelo ambiente favorável a investimentos que as permitam que deixem de ser meros dormitórios e feudos eleitorais. Aqui, no Rio, estamos assistindo, em Duque de Caxias, a um bom exemplo de gestão compromissada com o acerto, sem se refugiar no dia a dia eleitoreiro do clientelismo.
Aristóteles Drummond

A cabeça do eleitor

O eleitor vai querer saber se o processo se dará com mais ou menos intervenção estatal, com mais ou menos controle da inflação, com mais ou menos combate à burocracia e ao inchaço do Estado, com política externa mais pragmática ou com maior alinhamento político. É o que deve acontecer nos estados e na própria sucessão presidencial. Ganhará quem convencer o brasileiro que terá melhores condições de acertar e não apenas de discursar.
Aristóteles Drummond

Maus empresários

No mesmo momento em que as lideranças empresariais se empenham na defesa de um melhor ambiente de negócios no Brasil, de um pouco de otimismo nos empreendedores e consumidores, de confiança numa economia mais aberta, com menos impostos e maior base de contribuintes, tem gente que ainda defende barreiras protecionistas. Com isso, apequenam um empresariado moderno, ágil, que vem conquistando com sacrifício prestígio e qualidade ao que é produzido no país. O que o empreendedor pede é pouco. Quer apenas respeito aos contratos, impostos justos e cobrados a todos, sem ilhas de contemplados eventuais, e a reforma trabalhista que estimule o emprego e favoreça as relações trabalhistas, dentro da tradição do Brasil de harmonia entre capital e trabalho.
Aristóteles Drummond

Bom senso é bom!

Cautela e caldo de galinha são conselhos sempre úteis aos imprudentes. Não estamos vivendo um bom momento na economia, na harmonia e no social. Muitas queixas e reclamações, quase todas justas e com sentido, surgem diariamente. Mas o caminho para superar as deficiências não é o de gerar dificuldades para o dia a dia das cidades, das empresas e das pessoas. Muito pelo contrário, desestimula qualquer investidor um clima de insegurança, violência, intolerância. O mundo todo anda procurando vender oportunidades para atração de novos negócios, que empregam gente, pagam impostos, contribuem para a o progresso. Hoje, todos acompanham o que se passa no mundo pela televisão. Será que queremos viver um longo período de confusão nas ruas como vem ocorrendo no Egito e na Venezuela, por exemplo?
Aristóteles Drummond

O etanol é nosso!

O Brasil foi pioneiro no uso do etanol como combustível para o setor automotivo. Primeiro, na mistura na gasolina e no diesel, depois no motor projetado para uso do álcool e, por fim, no lançamento dos veículos flex, hoje dominado a indústria mundial. No governo do presidente João Figueiredo, criou-se formidável parque produtor, nas usinas de açúcar e nas destilarias voltadas para o álcool. Em seguida, como que por idiossincrasia política, o álcool foi sendo abandonado, deixou de ser incentivado e ficou praticamente restrito à mistura, que tem efeitos ambientais altamente positivos.
Aristóteles Drummond

Carlos Lacerda imperdível

De sua famosa metralhadora giratória não escaparam amigos que se tornaram, na maioria das vezes, ex-amigos, como os casos de Mario de Andrade, Sobral Pinto, Gustavo Corção, Julio de Mesquita Filho. Era duro e violento em bater em monstros sagrados de seu tempo, como os Robertos Campos e Marinho e o Marechal Castelo Branco, que foi num crescente para chegar, por fim, ao rompimento. Durante pelo menos dois anos, afirmou ser um dos líderes da Revolução, para depois se referir ao movimento como golpe militar. Um furacão de incoerência, de ambição, mas de muito talento.
Aristóteles Drummond

Bom senso e boa educação

Anda faltando razão e bom senso em tudo quanto é lado neste Brasil que se deixa dominar pelas tensões pré-eleições. Nesta confusão toda, governo e oposição têm suas motivações, mas, no final, todos perdem a razão. A oposição é negativista demais, por vezes exagerando nas críticas, e omissa nas propostas concretas. O governo, com certa arrogância, não ouve seus próprios quadros e permanece imóvel com o fogo amigo dos que entravam projetos nas áreas do meio ambiente, dos índios e dos agitadores do campo. Ora, ninguém pode negar a qualidade dos quadros do setor elétrico, preservados inclusive pela presidenta, que tem gente de sua confiança e reconhecida competência na área.