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António Veríssimo

Timor-Leste: ex-ministra da Justiça foi presa!

Em Timor-Leste foi presa Lúcia Lobato, ex-ministra da Justiça do governo de Xanana Gusmão. Governo que veio insistentemente sendo acusado pela opinião pública de irregularidades no país reconhecidas por KKN (corrupção, conluio e nepotismo). Tendo mesmo um vice-ministro sido afastado por pressões depois de fazer fartas declarações sobre o referido KKN que assolava a administração timorense. De seu nome Mário Carrascalão, dirigente do partido PSD que se aliara ao partido de Xanana (CNRT), junto com o PD e formaram a AMP (Aliança de Maioria Parlamentar).
António Veríssimo

O presidente e o governo do caos em Portugal

Portugal assiste medianamente tolerante e pacificamente revoltado a decisões e atitudes de lesa-Pátria de um presidente atavico por ideologia e por cobardia, aliado a um governo de igual ideologia e de cobardia, usando com sofisma políticas que semeiam o caos no país. É a isso que no último ano os portugueses vêm assistindo, é isso que deve ser combatido pela salvação nacional e por todos em Portugal. Cavaco Silva e os outros estão afastados dos portugueses. Foi opção deles próprios. A isso as populações respondem com vaias e enormes manifestações de um civismo impressionante. Vaias merecidas que eles temem pela sua notória cobardia, não pela vergonha de estarem a contribuir com afã para a destruição do país. Se não fossem desprovidos de vergonha corrigiriam todas as suas opções de descalabro a que têm conduzido Portugal e os portugueses.
António Veríssimo

Mostrem ao povo o que não roubaram!

A notícia pode e deve ser objeto do nosso contentamento e de esperança num Timor-Leste que apesar de ter estado todos estes dez anos desde sua independência alapado na opacidade conveniente a políticos e agentes nas suas ilhargas (familiares e amigos) finalmente votou num Presidente da República que merece letras maiúsculas, que fez questão de ser transparente, honesto, e que lança um desafio público enorme a Xanana Gusmão – anterior e atual PM - à sua cumplicidade, ao seu conveniente desleixo, com a opacidade e roubos enormes que têm prejudicado o povo timorense a braços com carências inadmissíveis, apesar de imensos milhões de dólares alegadamente aplicados em benefício do país se terem exaurido não se sabe bem para onde. Para colmatarem as carências do país não foram, com toda a certeza.
António Veríssimo

De vaia em vaia, até a vaia final?

Temos visto o impensável, o triste espetáculo de chuvas de vaias aos governantes e ao presidente da República. A espontaneidade das populações portuguesas que assim reagem não permite que haja quem argumente serem ações orquestradas por esta ou aquela força partidária. O que vimos são portugueses esfomeados ou a caminho disso bastante indignados, revoltados, a contestar as ações injustas, esclavagistas e desumanas do governo de Passos Coelho, com o aval de Cavaco Silva. A semana que passou conta com dois incidentes bastante significativos. Cavaco fugiu cobardemente ao confronto não comparecendo numa escola de Lisboa porque temeu ser vaiado. Fugiu ao confronto democrático de o reprovarem na expressão pacífica da vaia. Cavaco deixou bem claro que antes de ser presidente da República não é mais que um cobarde que se quer conservar numa redoma de vidro, olhar-se ao espelho à espera que ele lhe devolva a imagem de que estava convencido que era: um quase infalível que “nunca se engana e raramente tem dúvidas” – como disse, ou o inverso. Este sujeito sempre teve aversão a expor-se a críticas, é a leitura possível.
António Veríssimo

Muito cuidado com os valores e tradições de Cavaco Silva

Diz a Lusa que “Em Dia de Reis, Cavaco sublinha importância das tradições e dos valores”, isto porque alguém foi a Belém usar de talentos tradicionais relativos a este dia e fazer espetáculo para o senhor Silva e para a dona Maria. Li o título, o resto não. E não porque o que Cavaco diz entra a cem a sai a duzentos, visto que quase sempre diz uma coisa e faz outra. Naquele título o que assusta é Cavaco falar de “tradições e valores”, porque salazarento como é, facilmente poderemos presumir que se refere aos valores do salazarismo adaptado aos tempos modernos mas que sempre nos tramam, que sempre tramam o país e a democracia que a minha geração conseguiu tornar realidade após muita luta das gerações anteriores que nos ensinaram quanto valia o esforço de lutar pelos valores democráticos. Cavaco serve-se da democracia mas “em muitos dias do ano” não parece nada que seja democrático.
António Veríssimo

Passos falou, está falado: mais umas mentiras para mais tarde recordar

Passos Coelho, o mentiroso que há seis meses foi empossado primeiro-ministro de Portugal, falou hoje ao país (...). Quem o escutar atentamente e se lembrar quanto já mentiu, para obter o cargo que ocupa, fica ciente de que este “parlapié” é mais do mesmo. Na “conversa” ele diz que tem consciência disto e daquilo, das injustiças, dos problemas dos mais velhos e da juventude, etc, etc. E que assim, desse modo, graças a ter consciência, as reformas que vai implementar em 2012 terão por objetivo conseguir “grandes mudanças e transformações”. Isso já sabe a maioria dos portugueses: que nos vai tramar muito mais, com mais “mudanças e transformações”.
António Veríssimo

20 anos após o massacre de Santa Cruz, em Dili, Timor-Leste

12 de Novembro de 1991. Já lá vão 20 anos. Como o tempo passa depressa. E como a impunidade é oferta de uns quantos aos assassinos de massacres por esse mundo. Quantos milhões já pereceram em África, na América Latina e na Ásia, sem que castigo algum tenha recaído sobre centenas desses criminosos? E na Europa aconteceu e acontece também. Muitos que foram fieis apoiantes e assassinos ao serviço do nazismo hitleriano sobreviveram e até gozaram de vidas repimpadas e impunes noutros países, incluindo na dita democracia norte-americana, que teve o cuidado de tomar para si cérebros criminosos protegendo-os.
António Veríssimo

Cavaco Silva, uma revisitação de Oliveira Salazar

Estamos a assistir ao inimaginável pela maioria dos portugueses. Tão inimaginável que ainda hoje uma parte muito substancial dos portugueses se revela amorfa relativamente aos “sacrifícios para todos” que a classe política nos exige com o maior dos desplantes e a maior das injustiças. Os “sacrifícios para todos” são na realidade somente para a classe média e para aqueles que quase nada têm mas que estão a ser conduzidos para uma situação de quase esclavagismo ao perderem os direitos que confere ao patronato plenos poderes para sujeitar ou despedir os que neste país são a força produtiva.
António Veríssimo

Portugal, país condenado à forca… pela miséria

Em Portugal, a exemplo da chusma de mafiosos globais, sabemos (vamos sabendo) que espera aos portugueses dias muito mais negros que os do presente. Pouco mais de metade dos portugueses com direito a voto elegeram nas últimas eleições legislativas os de sua preferência. Uns ínfimos números deram para encontrar uma maioria parlamentar nos partidos de direita (se é que sabemos na atualidade o que é isso da “direita”). Outro resultado não seria de esperar visto que não existe uma opção de esquerda no país (se é que sabemos o que é isso de “esquerda” na atualidade).
António Veríssimo

FMI, ONU, Banco Mundial e a máfia global liderada pelos EUA

O relato é simples e rápido. Aponta sobretudo para as responsabilidades dos EUA, dos mafiosos nos poderes dos EUA, na subjugação do mundo aos seus impérios. Parece impossível, o que é denunciado em simples palavras, mas é certo que vimos o império norte-americano a devastar os jovens do seu próprio país em guerras por todo o mundo por alegadas razões que vimos quase sempre a saber serem falsas. Recordemos as alegações de George W. Bush sobre a existência de armas de destruição maciça no Iraque. Mentira. Repare-se que Bush se fez rodear de uns “palhaços” que lideravam outros países numa célebre Cimeira dos Açores. Portugal, Espanha e Inglaterra alinharam na cumplicidade da mentira.
António Veríssimo

Pátrias da lusofonia sem Português na comunicação em Timor-Leste

Não será desta vez que sustentarei o meu apetite em abordar a política timorense dos últimos tempos, nem falarei dos “banhos” nas eleições em São Tomé e Príncipe – onde se compram votos e as consciências na cara da legalidade e dos políticos asquerosos que não legislam aquele preceito incorreto, imoral, antidemocrático e revelador de que o país vive em outro século, quase no esclavagismo colonialista. São Tomé saiu da trampa do colonialismo português para ser colonizado por políticos sem escrúpulos que pegam em “tradições” que lhes dêem vantagens e fazem daquelas “legalidade”. Comprar e vender votos, os ditos “banhos”, é inadmissível!
António Veríssimo

Portugal fede, tem lixo que tresanda

Temos o Cavaco no lixo. Temos o Portas no lixo. Temos o Coelho no lixo (estragação, porque é recomendável estar na panela depois de levar umas chumbadas ou uma cacetada atrás das orelhas e ir pra vinha d‘alhos). O novo governo está no lixo. Portugal e os portugueses estão no lixo. Foi a Moody’s que nos condenou. Que odores pestilentos. Nem se fala de outra coisa! A notícia é contundente e surgiu ontem quase no final do dia em Portugal. Apanhou todos de surpresa e até eu tive dificuldades em encontrar um computador mais ou menos asseado nesta lixeira onde viemos parar.
António Veríssimo

Dia de Portugal, de Camões e das comunidades

Recordo os tempos idos dos anos sessenta em que qualquer de nós, português e rapaz, já sabia aos 12, 14 ou 15 anos, com a devida antecedência, que ia ter de “gramar” a tropa e a guerra colonial, que nos arrasaria a juventude e nos atrasaria a vida, na melhor das hipóteses. Na pior não regressaríamos vivos ou então deixaríamos lá, pelo dito ultramar, uma ou duas pernas, ou braços, ou pés, ou mãos… a alma… Qualquer parte de nós próprios em nome da glória de uma pátria fascista e colonialista que servia quase em exclusivo uns oficiais das forças armadas cheios de reumático, de teias de aranha e negociatas com a dúzia de famílias a quem pertencia Portugal.
António Veríssimo

UNMIT pede desculpas e FRETILIN justifica-se perante “Ditador Gusmão”

Passou o Dia Mundial da Criança. E depois? O que é que isso contribui para a felicidade das minorias das elites? O que é que isso contribui para as crianças maltratadas e famintas que existem pelo mundo fora? O que é que isso contribui para julgar e condenar os que fomentam a fome ao apropriarem-se indevidamente dos recursos naturais e mais valias produzidas pelos povos? Este é mais um dia em que crianças morrem de fome e também em que famílias vendem filhos para conseguirem mitigar a fome dos que ainda restam lá em casa. É o caso de Timor Leste. É ver mais em baixo a notícia da Lusa.
António Veríssimo

Os generais da NATO, Espanha revoltada e o Portugal cobarde

Espanha está em efervescência. Quer verdadeira democracia. Quer controlar os políticos. Quer criminalizá-los e acabar de vez com as suas impunidades em roubos categóricos e evidentes ao considerarmos as suas fortunas após alguns anos de atividade política. O povo, principalmente a juventude espanhola, ocupa há duas semanas ruas e praças de Espanha em contestação aos políticos e políticas atuais. Conscientes das realidades, pacificamente, manifestam-se e gizam modos democráticos de pôr cobro aos esvair dos bens públicos para as contas bancárias de uns quantos criminosos a gozar de impunidades absolutas. São centenas de milhares por toda a Espanha, em praticamente todas as cidades, vilas e aldeias que manifestam e mostram apoio, solidariedade, com os protagonistas das maiores manifestações e resistências, em Madrid e em Barcelona.