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Anariam Alves

Como é difícil aceitar o outro…

Como é difícil aceitar o outro compreendendo a sua natureza, a individualidade. Pensamos, ao encontrarmos alguém, que com o tempo fica pertinho, que nossos desejos serão atendidos porque afinal, é a pessoa! Coitada da pessoa, se soubesse o peso, a responsabilidade que depositamos em seus ombros, por certo não fecharia o contrato de amizade ou de amor. Penso que somos "esquisitinhos": quando gostamos só um pouco de alguém, não cobramos, não exigimos e até dizemos nada esperar. Mas, quando gostamos, e muito, que agonia! Exigimos, exigimos, exigimos...
Anariam Alves

E se não for verdade?

Ouvi uma lenda que achei interessante: “Certa vez uma deusa percebendo que o homem vive em busca da ‘verdade’ determinou que em forma de um imenso espelho esta viesse para Terra. No transporte houve um acidente e o grande espelho, ao entrar em contado com a Terra, despedaçou-se, seus incontáveis pedaços foram espalhados por toda parte. Cada habitante pode ter em mãos um pedaço, parte da verdade.” O que fazer com parte da verdade nas mãos? Acredito que decidimos transformar o pedaço em inteiro. Dessa forma, sempre que estamos com a “nossa verdade”, somos cegos, surdos, indiferentes a qualquer outra forma de interpretação do fato.
Anariam Alves

Desculpa sempre!

Na certeza de que somos aprendizes da "escola da vida", compartilho com vocês a bela página encontrada em o livro “Vida Feliz” de autoria de Joanna de Angelis, por Divaldo Franco: “Desculpa, sinceramente, a ignorância dominante. Não esperes justificativas do outro, o teu ofensor. Supera os ingredientes indigestos da agressão dele e mantém-te bem, buscando esquecer de fato a ocorrência má. Quem guarda mágoa intoxica-se com os miasmas que elas exalam. O agressor está muito desequilibrado e necessita da medicação da bondade para recuperar-se. Perdeu a lucidez, e por isso agride.
Anariam Alves

O meu amigo e eu

Demonstração do quanto já evoluímos socialmente é a forma como nos reportamos ao outro. Ante a facilidade da linguagem falada e escrita, uma das expressões mais utilizada é: meu amigo ou minha amiga! Basta que a pessoa seja simpática ou atenda aos nossos desejos, corresponda às nossas expectativas ou facilite a nossa vida, para que seja identificada como “pessoa legal”. Sendo legal, mais de uma vez, é nossa amiga! Assim, vamos seguindo nesse estágio,colecionando “amigos”. Para com essas pessoas usamos a nossa simpatia, a disponibilidade, o mais largo sorriso...
Anariam Alves

A intriga

No livro "Vida Feliz", ditado pelo espírito Joanna de Ângelis, por Divaldo Franco, encontramos em todas as páginas, sugestões eficazes à nossa libertação. Libertação da mente. Ao ler os textos, cada mensagem, individualmente, encerra um convite específico: “a percepção do nosso proceder”. Sempre direcionada ao leitor, apresenta farto material para o exercício diário. No desejo de compartilhar tão salutar alimento, destaquei, para o dia de hoje, o que nos fala sobre o efeito da “INTRIGA” em nossa vida:
Anariam Alves

O que desejamos?

Quando desejamos fazer algo em favor de alguém devemos pensar na motivação. As perguntas que não podem faltar: o que motivou a minha atitude? O que espero como resultado? Como reagirei se o beneficiado não reconhecer o meu ato? Parece bobagem, mas não é. Encontro pessoas atravessando crises, porque realizaram algo em favor de alguém e não obtiveram qualquer agradecimento. Mágoas profundas retratam a desconsideração de alguém. Sempre haverá um ingrato, afirmam tantos.
Anariam Alves

Considerações sobre Educação nas constituições brasileiras

A temática Educação sempre esteve presente, em todas as Constituições brasileiras, permitindo-nos identificar, por certo, a ideologia correspondente a cada época. Diariamente, constatamos a falta de educação nas relações humanas. A indiferença que dá ensejo à morte da esperança; a falta de solidariedade que identifica a ausência de cooperação, necessária à vida. Quando o homem compreende o sentido pleno da palavra é porque já vivencia a Educação, desempenhando o papel de grande seriedade, que lhe cabe no processo evolutivo, aprendendo sempre e é consciente de que para alguém, seus atos, servirão de referência.
Anariam Alves

Pessoa mais ou menos

Muitas pessoas gostam de ser mais ou menos. São mornas por natureza: não trocam, não somam, não contribuem. Ser pessoa mais ou menos, independe de sexo, de cor, de classe social, de escolaridade, é escolha pessoal. São pessoas que nunca dizem o que pensam, porque não sabem pensar; aprenderam a reagir e sabem compor as situações, dizem o que não sentem, simulam compreender e fingem gostar. Quando perguntamos a opinião delas, a cerca de algum fato, dizem qualquer coisa, de preferência acompanhando a maioria, se lhes convier.
Anariam Alves

Censurar….

Existem pessoas que acreditam que foram contratadas pela vida para realizar o papel de censor. Realizam, em decorrência, a censura por onde passam e, não satisfeitas, acumulam o cargo de julgadoras, condenando sempre aquelas que, simplesmente humanas, realizam o que podem e como podem. Gravemente doentes, essas pessoas são aplaudidas pelos seus pares e rotuladas de sinceras, porque sabem identificar e apontar o que está errado em um evento; quem é antipático; quem é falso ou oportunista; quem finge ser feliz; quem merece ou não merece, etc.
Anariam Alves

A nossa historinha….

Crescemos ouvindo muitas historinhas. Algumas repetimos no decorrer de nossas vidas, outras esquecemos pelo caminho. Existem aquelas, porém, as quais procuramos sustentá-las a qualquer custo. Elas podem ser comparadas ao dogma, ao sagrado: inquestionáveis, incomparáveis! Em decorrência, tornamo-nos crentes fervorosos. Se a crença permanece como fator motivador para nossa vida, é fabuloso! Se surge a insatisfação, é o convite de revermos o texto...
Anariam Alves

Alguém que está ninguém…!

Alguém, em especial, ainda menino chegou à adolescência e vestido de adulto permanece até os dias atuais. Fisicamente é um homem que obedeceu aos padrões estabelecidos pela exigência de mercado investiu na boa forma, na aparência, no corpo modelado; não dispensando a roupa de grife, nem o perfume marcante. Ora menino, ora adolescente, as reações são sempre próprias à ocasião... Aprendeu a linguagem do adulto, aquela que é falada de acordo com a situação, e percebeu que pode, sem muito esforço, fingir que é feliz...
Anariam Alves

A praga das suposições…

Em decorrência da precipitação que permite que transformemos em verdade mera suposição, muitas amizades ficam pelo caminho... Penso em praga no sentido de maldição que ataca a pessoa, a qual se permite contaminar. Contaminado, o agente parte a transmitir a todos, que com ele estabeleça sintonia, a sua maldição. Por tal razão é que encontramos pessoas tomando partido de situações, prestando solidariedades, engrossando a fileira dos contaminados...