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Ana Maria Gomes Almeida

Carta à Marta Suplicy

Essa senhora Marta Suplicy é louca de hospício; é o próprio desvio de conduta em si; é o próprio desmantelamento da moral; forte contribuinte para o desmantelamento do Estado de Bem-estar social. Marta mude os seus documentos, retirando o nome do homem e da mulher que a geraram, a conceberam na ideia e no espírito, eles que, infelizmente, coitados, não sabiam o óbvio, sua filha Marta, seria esta pessoinha sem noção dos princípios fundamentais do existir humano. Senhora, vá fazer algo para mudar as questões sociais, estas que são tão pertinentes no mundo e, sobretudo no nosso Brasil criatura intragável!
Ana Maria Gomes Almeida

O homem, uma folha de papel em branco e sua experiência: escreva sua história!

A maneira como nos construímos é experiência vivida e só quem viveu e experienciou alguma coisa pode falar dela com convicção, com conhecimento de causa. Então, você tem material de sobra para botar no papel! Você é um escritor ou escritora em potencial! Todavia, alguém pode escrever sua história! Mas, obviamente, faltarão detalhes ou terão sido acrescidos detalhes que não coadunam com sua subjetividade, com seu jeito próprio de ser de existir e de estar no mundo. Detalhes que talvez você perceba só depois de algum tempo. Ademais, pode acontecer de você viver e conviver por muito tempo de um modo e, em algum momento tudo que viveu tornar-se totalmente estranho a si mesmo. Talvez em um dado momento, você venha a se perguntar cadê sua vida de fato, pois o que está sendo vivido no momento pode se lhe parecer estranho, parecer não fazer parte do que pensou ser, ter vivido... Daí as expressões comuns em alguns discursos
Ana Maria Gomes Almeida

Internet: pecados na rede?!

Há quem ache inadmissível a censura na internet. Isso, pelo fato dos avanços tecnológicos, a velocidade e democratização das informações não deixar ou permitir espaço para censura. Assim sendo, censura seria um retrocesso então?! Você, o que pensa disso? Mas, a pergunta que não quer calar é: a internet como fruto da inteligência e do avanço do homem moderno deve ser vista como uma fonte de pecados?! Sabe-se que informações da internet para determinados tipos de público devem levar em conta o respeito, considerando desde a faixa etária ao estilo da pessoa, no caso, crianças, jovens, idosos, pessoas especiais, enfim. Você concorda?
Ana Maria Gomes Almeida

Velhos pecados capitais, novos vícios modernos: quais os mais cruéis?

Na Idade Média eram listados como pecados capitais a avareza, a gula, a inveja, a ira, a luxúria, o orgulho e a preguiça. Hoje esses “pecados” são comuns, rotineiros, porque aceitos normalmente. Fazem parte do passado; fazem parte de uma visão de mundo na qual foi bastante rigorosa na repreensão e no combate desses pecados. Todavia, temos hoje os novos vícios modernos, que podemos identificá-los como corrupção, desigualdade social, cinismo, irresponsabilidade, conformismo, discriminação, censura e etc., esses vícios parecem bem mais cruéis porque prejudicam pessoas, excluem-nas, maltratam-nas da pior maneira. Esta é uma visão do mundo moderno que com o advento da globalização, da economia e expansão da internet, deixaram os velhos pecados capitais tão corriqueiros a ponto de serem compreendidos na sua prática sem quaisquer questionamentos.
Ana Maria Gomes Almeida

Pode-se viver sem ter emoções?!…

Pode-se viver sem ter emoções? Sim! Afirma Packter, pai e fundador da Filosofia Clínica. Segundo ele, “emoção é o movimento em partes da Estrutura de Pensamento, que a pessoa vivencia como um estado afetivo qualquer: prazer, dor, tristeza, amor, ódio, bem-estar, esperança, desejo, saudade, carinho, etc.” Por Estrutura de Pensamento entende-se o modo como a pessoa vive – como estão nela os seus sentimentos, seus entendimentos, seus dados valorativos, o seu olhar para o mundo, seus estados afetivos, suas relações pessoais, interpessoais, suas buscas – compreendendo aqui os seus projetos de vida, os seus sonhos mais íntimos – compartilhados ou não, como também os seus estados afetivos.
Ana Maria Gomes Almeida

Filosofia Clínica e sua praxe

A medicina tem utilizado os mais diversos procedimentos em benefício da recuperação da saúde do ser humano no seu aspecto físico e emocional. A terapêutica surge como um ramo da medicina objetivando tratar doenças, outrossim, pesquisar maneiras propícias de restauração da saúde da pessoa “doente” sendo este o objetivo específico da medicina. Sob diferentes aspectos, a terapêutica se nos apresenta com denominações várias. Inúmeras são as áreas terapêuticas propondo-se a tratar pessoas, seja de forma curativa ou paliativa. Todas têm, como princípio fundamental ou de caráter complementar em suas técnicas, a intenção, ainda que diferentemente uma das outras, no âmbito dos recursos utilizados – formas isoladas ou associadas, que atuam numa mesma linha de “cura”, ou numa outra linha, uma outra abordagem, objetivos comuns: sanar ou minimizar os males do corpo e os males da alma humana.
Ana Maria Gomes Almeida

Não-violência e verdade: dois pólos axiológicos sobre os quais girou a vida e atividade de Gandhi

Na Índia, casavam-se e ainda hoje se mantêm o costume em que meninos e meninas casam-se ainda muito jovens. Gandhi casou-se aos 13 anos. Lançou-se ao mundo das paixões e viveu por um tempo envolto com prazeres excessivos do sexo. Tentou sem sucesso um suicídio aos 15 anos. Num outro momento da sua vida, chegou a vender uma pulseira de ouro do irmão por estar endividado. Entretanto, tal atitude o deixou moralmente mal. Sentindo-se impulsionado pela culpa e vergonha do seu ato, resolveu contar ao pai sua atitude desonesta, buscando com isso começar uma vida nova, pura, e íntegra. O que ele mesmo relata na sua autobiografia, conforme segue:
Ana Maria Gomes Almeida

Filosofia Clínica: uma ferramenta nas organizações

A Filosofia Clínica é uma área terapêutica. E, como terapia é uma das respostas ao ser humano nas suas problematizações – suas dores, dúvidas, angústias, inquietações, perdas, medos, ou seja, modos de ser e estar no mundo que lhe causem transtornos. Portanto, se apresenta como uma ajuda pessoal que possibilita ao Filósofo Clínico trabalhar as questões existenciais da pessoa nas suas várias formas de manifestações a partir do exercício do filosofar.