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Amaury Cardoso

O homem, seu tempo e suas inquietações

Somos acometidos de muitas perguntas sendo algumas tão intrigantes que chegam a nos inquietar: Quem somos? Como é o mundo? Como são as coisas? Que lugar ocupamos no mundo? Para onde vamos? Essas indagações expressam nosso desejo de descoberta, de conhecer cada vez mais sobre algo que seja do nosso interesse e aguçam nossas reflexões, uma vez que observamos o mundo e os acontecimentos que nos cercam a partir de perspectiva diferente. Baseado no sentido de moral e ética que nos remete a um conjunto de questões comportamentais ligados ao dever, a como devemos agir em relação aos conceitos e valores pré-estabelecidos, Platão e Aristóteles concordavam que a finalidade de todos os indivíduos é a felicidade, contudo ela é vista por cada ser humano de forma diferenciada.
Amaury Cardoso

Redes sociais e sua influência na mudança de comportamento

Uma das principais mudanças no comportamento das pessoas, em particular crianças e jovens da primeira geração do século XXI, são as novas ferramentas digitais. Uma das principais preocupações da sociedade contemporânea, em particular os pais e avós, é com relação ao uso que a nova geração esta fazendo dessas novas tecnologias, que passam a maior parte do tempo conectados, fascinados, hipnotizados, anestesiados, distantes do mundo real. A visão que tenho é que para a atual e futuras gerações, não existe o mundo aqui fora, em razão de toda atenção se concentrar no visor das variadas modalidades de comunicação virtual.
Amaury Cardoso

Manifestações populares, mudança de paradigma do povo brasileiro

As manifestações ocorridas neste 15 de março se caracterizou no maior protesto enfrentado por um governante brasileiro desde as passeatas pelo impeachment de Collor, em 1992. Trinta anos após a posse do primeiro presidente civil, 15 de março de 1985, que pôs fim a um ciclo de 21 anos de regime (ditadura) militar, grande parcela da sociedade brasileira, numa demonstração de exercício pleno de cidadania, promove de forma pacifica seu direito democrático de livre manifestação, numa demonstração de que o sentimento de indignação levados as ruas não ocorre mais através de bandeiras partidárias.
Amaury Cardoso

O gargalo na Educação, um desafio ainda a ser vencido!

O maior gargalo para o efetivo desenvolvimento do país tem sido a educação, e o Brasil insiste em ficar para trás, ariscando seu futuro como nação desenvolvida, em razão de não promover mudanças estruturais voltado para o ensino de qualidade e universal, sendo um dos principais obstáculos o baixo investimento e má gestão dos recursos que são destinados ao setor educacional. Seria injusto deixar de registrar que no governo FHC, avançou-se na meta de universalizar o acesso ao ensino fundamental, e que no governo Lula, a opção de dar prioridade ao ensino superior, que considero um equívoco, foi revertida no segundo mandato, através da implantação do Plano de Desenvolvimento da Educação, para o ensino básico.
Amaury Cardoso

O dilema de um mundo interconectado

O nosso atraso sócio/cultural nos levou a viver por séculos sem consciência do aprofundamento da nossa mediocridade, impedindo-nos de enfrentar as nossas mazelas, erguer a nossa auto estima e nos reinventar como nação, nos tirando do atraso em que nos encontramos em relação aos níveis de renda, educação e produtividade tecnológica, alicerces necessário a uma nação que se pretende desenvolvida. O nosso país se originou da violência da dominação dos seus descobridores e exploradores europeus, o que explica em grande parte a construção da nossa sociedade e estrutura de poder cultural forjada por tendências de dominação...
Amaury Cardoso

A sociedade clama pela boa governança no setor público

Iniciamos o ano de 2014 com um diferencial político marcado pelos 30 anos da memorável manifestação de cidadania marcada pelo clamor popular das “DIRETAS JÁ”, em janeiro de 1984. Nessas três décadas o nosso país experimentou importantes avanços, especialmente no campo institucional. Mas, a nossa vagarosa consolidação democrática sofre um preocupante revés em decorrência da enorme insatisfação em relação ao sistema de representação, que precisa ser encarado com extrema cautela e seriedade, diante da indiferença e indignação da população com os absurdos abusos cometidos pela elite dirigente, em especial a classe política, que por falta de sintonia com a sociedade, que vem aprendendo a exercer a sua cidadania e tem exigido respostas as suas demandas, sendo o foco principal a eficiência na prestação dos serviços públicos e o zelo com a conduta ética e moral.
Amaury Cardoso

A agenda da cidadania numa era de transformações

A afirmação por dignidade tornou-se um clamor por democracia e justiça, e vários movimentos expontâneos surgiram de causas específicas a cada país e evoluíram de acordo com as condições de seus contextos utilizando suas redes digitais para se conectar e difundirem seus pensamentos, suas revoltas e indignação. Em todos os casos, esses movimentos ignoraram partidos políticos, desconfiaram da mídia, não reconheceram nenhuma liderança e rejeitaram toda organização formal, sustentando-se na internet, se organizando e tomando decisões. A difusão e o uso de tecnologias de informação e comunicação favorecem a democratização, fortalecem a democracia e aumentam o envolvimento cívico, abrindo caminho para o aperfeiçoamento da democratização do estado.
Amaury Cardoso

STF e o golpe dos embargos infrigentes

Com a decisão da suprema corte do judiciário brasileiro de acatar um recurso esdrúxulo previsto em seu regimento interno, que são os embargos infringentes, permitindo um prolongamento indesejável a sociedade de algo por demais comprovado, nos acomete a sensação de achar que as coisas nunca mudam, ou de que pequenos e demorados avanços, repentinamente, retroagem, se perdem, nos levando a acreditar que não teremos em quem confiar e que a imoralidade venceu e, o que é pior, irá continuar prevalecendo como ideal de conduta, tamanha a insegurança jurídica e lucidez necessária para estabelecer os limites entre o certo e o errado.
Amaury Cardoso

O desafio do Brasil diante das transformações globais

O sistema político brasileiro durante décadas subestimou o poder das ruas e adotou uma linha de distanciamento que resultou na falta de sintonia com a sociedade, levando-a a cultivar o sentimento de descrédito com a classe política por não se sentirem representadas, e por perceberem que para a maioria dos políticos a cultura segundo a qual vale tudo para obterem o que lhes favoreça, ainda que em prejuízo dos avanços econômicos e sociais fundamentais para o desenvolvimento da nação e seu povo, é o que prevalece na sua tomada de decisões. As razões da indignação e insatisfação da sociedade se sustentam não só na percepção do despreparo, atraso moral e ético e hábitos políticos de malfeitos de grande parcela dos políticos, mas, também, pela degenerescência dos serviços públicos, cuja a ineficiência perdura à décadas, irritando o cidadão, ampliando o seu pessimismo com relação a solução de seus problemas mais imediatos.
Amaury Cardoso

O atraso ético da classe política

A mobilização da sociedade que culminou com as manifestações de junho foi um marco que revelou o despertar da cidadania, que descontente com o crescimento da corrupção, da impunidade, da ineficiência e precariedade dos serviços públicos, da baixa qualidade dos sistemas de educação e saúde, do transporte coletivo caro e ineficaz e dos privilégios abusivos da classe política, configuraram uma crise de representação onde a insatisfação com os políticos e a descrença nas instituições de poder, confirmam a falta de conexão entre governantes e a população.
Amaury Cardoso

A indignação transbordou!

A indignação transbordou e nos tirou do estado de complacência e inércia. A sociedade esta indo as ruas para protestar contra uma série de irregularidades praticadas por autoridades governamentais e políticos, que contaminam as instituições e levam ao seu descrédito. A corrupção avassaladora, a falta de ética, a deficiência na prestação dos serviços públicos, a falta de perspectiva de futuro de grande parte da sociedade cansada de viver na marginalidade social, a falta de oportunidade e expectativa de futuro dos jovens, etc, são motivos mais que suficientes para manifestarmos exigindo um BASTA À CONTINUIDADE DESSE SISTEMA IMORAL E PERVERSO.
Amaury Cardoso

Jovens, violência e delinquência: como enfrentar esse desafio social?

Aumentar as penas e o rigor das medidas coercitivas ao menor infrator, sem outras medidas paralelas que ofereçam ao jovem brasileiro as condições de uma plena, adequada e produtiva inserção no meio social, redunda na mais profunda injustiça e na repetição dos erros anteriores praticados por um mecanismo estatal incompetente na gestão das necessidades das camadas menos favorecidas da população, e por uma sociedade elitista e omissa que fez, durante décadas, ouvidos de mercador ao clamor da gente humilde desse país, e que agora, em vista do resultado desses anos de descaso e indiferença para com essa camada da população, vem sendo cobrada com juros e correção monetária através da escalada da violência de um modo geral, mais da juvenil em particular. Que moral temos para, pura e simplesmente, apenas punir com mais rigor sem oferecer nada digno em contrapartida?
Amaury Cardoso

Juventude: um futuro sem perspectivas até quando?

Percebemos que, de um modo geral, a juventude não foi adequadamente preparada para os desafios deste século e suas adversidades. A frustração alimentada pela baixa qualificação, pela consequente exclusão devido à falta de oportunidades e a decorrente ausência de perspectivas a médio e longo prazo, ameaça destruir o sonho de futuro dos jovens, maiores vítimas da violência, drogas, corrupção, desigualdade, baixa qualidade da educação e da dificuldade de inserção no mercado de trabalho que isso acarreta. A falência dos princípios éticos e morais da nossa sociedade, acentuada dramaticamente nas últimas três gerações, se reflete em toda a sua desesperança principalmente na atual geração, cujos jovens demonstram um total desinteresse pela política, fruto da sua rejeição ao comportamento imoral e amoral da grande maioria dos políticos, que desprovidos de qualquer pudor, insistem na prática da politicagem enganosa que apenas visa a vantagens pessoais, sem nenhum compromisso com o verdadeiro objetivo da atividade política, que é simplesmente a consecução do bem-comum e nada mais.
Amaury Cardoso

Malabarismo fiscal: uma manobra arriscada

Como todo brasileiro consciente e bem-intencionado, esperei que tão logo o ano se iniciasse, o governo tomasse medidas que pudessem corrigir esses graves entraves à volta do nosso crescimento econômico, de uma maneira mais segura, menos quixotesca no afã de abandonar a orientação que garantiu a nossa estabilidade monetária, para entrar em caminhos pouco confiáveis buscando se chegar a um crescimento irresponsável e sem uma inflação ancorada nos parâmetros de segurança tidos como razoáveis para mantê-la sob controle. Evidentemente que sei que as coisas não mudam num passe de mágica, pois a natureza e a economia não dão saltos, contudo, cremos que todo início de ano é um período no qual o governo mostra as suas intenções, no que diz respeito à política que pretende adotar para a economia nos próximos doze meses.
Amaury Cardoso

Estímulo ao consumo: a falência de uma estratégia

Com a recente divulgação do pífio resultado do PIB relativo ao terceiro trimestre desse ano, que cresceu acanhados 0,6%, segundo o IBGE, foram categoricamente confirmadas, pois o desacerto do governo é evidente por não conseguir nem manter o nosso crescimento econômico, nem controlar a inflação que ainda está longe de voltar ao centro da meta considerada segura pela equipe econômica da presidente Dilma. A economia de um país forma um todo orgânico, semelhante ao corpo humano, onde as várias atividades econômicas correspondem aos órgãos e tal qual o nosso corpo, são afetados por perturbações que lhe afetam a integridade e o bom funcionamento. Quando fazemos um “check-up” buscamos avaliar a nossa saúde física através de um diagnóstico, assim como na economia, o PIB é o diagnóstico da nossa saúde econômica. Se cresce, e gera renda e riqueza, a economia da nação vai bem, mas se ocorre o contrário é sinal que esse todo orgânico sofre de algum mal que pode ser má distribuição de renda, alta inflacionária, aumento dos juros, baixa produtividade na indústria e agricultura, etc.
Amaury Cardoso

Perda dos royalties do petróleo: golpe baixo contra o Rio

O Brasil inteiro acompanha a indignação causada nos estados produtores de petróleo, particularmente no Rio de Janeiro, pela nova lei que redistribuí royalties e participações especiais, as chamadas PES, aprovada neste mês pela Câmara dos Deputados, e que sanciona perdas financeiras bilionárias para os municípios que têm direito a esses royalties. O Estado do Rio de Janeiro é, sem dúvida, o maior prejudicado por essa lei iníqua da primeira à última letra, tendo em vista os prejuízos anteriores que já sofreu com a mudança da capital para Brasília e com a fusão, que retiraram-lhe grandes fontes de desenvolvimento econômico e, portanto, de arrecadação que impossibilitaram maiores investimentos públicos e privados, o que levou ao estado amargar, durante as décadas de 80 e 90, uma retração no seu desenvolvimento que agravou as disparidades sociais na capital e na sua região metropolitana, tendo ainda enfraquecido o interior do estado.
Amaury Cardoso

Ulysses Guimarães: o artífice da democracia

Ulysses Guimarães participou dos principais acontecimentos da história política recente do Brasil. Se mede um homem por suas ações e seus atos. Mesmo sendo um homem de dialogo, cuja única arma era a palavra, Ulysses se notabilizou não só por ser um grande articulador e hábil negociador, mas também por sua imensa capacidade de liderança estando à frente da resistência à ditadura militar, liderou o movimento diretas já, defendeu a anistia e presidiu a Assembléia Nacional Constituinte sempre com posições firmes, porem conciliadoras. Palavra e ação se complementavam na figura de Ulysses sendo um dos maiores políticos da história recente do Brasil. Quando alguma situação política ficava muito complicada todos recorriam a ele para encontrar uma solução satisfatória. Sendo um homem de integridade absoluta, correto no trato do patrimônio público, afirmava repetidas vezes que "a corrupção é o cupim da república".
Amaury Cardoso

Revolta síria: quem ganha e quem perde

Desde 2011, o mundo árabe foi sacudido por uma série de revoltas populares que levaram à deposição de regimes autocráticos e corruptos, alguns no poder há mais de trinta anos, como nos casos do Egito, Iêmen, Líbia e Tunísia. Em outros países árabes, como o Marrocos, a Argélia e a Jordânia, houve reformas constitucionais e o fim do “Estado de Emergência”, em atenção às manifestações populares, pois tanto o rei Mohamed VI do Marrocos, quanto o presidente argelino Abdelaziz Boutefika, bem como o rei Abdullah II da Jordânia, perceberam que para se manterem no poder e garantirem a estabilidade político-social de seus países, não podiam mais fazer ouvidos de mercador ao clamor popular por mais liberdade e democracia, sempre lembrando que a estrutura social e de distribuição de renda, além da política, nos países islâmicos pode ser considerada feudal, inclusive com amplo apoio do clero muçulmano, bastante avesso a qualquer tipo de reforma que limite o seu extraordinário poder.
Amaury Cardoso

Economia em marcha lenta: a crise global bate à porta

A economia brasileira, ao contrário do que propalava o governo, entrou em marcha lenta, mostrando que a crise global bate à porta e chega cada vez mais perto. No primeiro semestre de 2012, o nosso ritmo de crescimento econômico só chegou a medíocres 1.9%. Se dividirmos o PIB por setor econômico, vemos um quadro dramático, na indústria à queda foi de 10,5% para 0,7%; na agricultura de 6,3% para 0,8% e no setor de serviços foi de 5,7 para 2,1%, isso no acumulado dos últimos 12 meses. Contrariando o afirmado pelo governo, vemos que o Brasil não está tão imune à crise internacional quanto querem fazer parecer. O que é mais que natural, tendo em vista que num mundo globalizado, as economias são interdependentes e, portanto, o enfraquecimento é mútuo face a qualquer crise.
Amaury Cardoso

Ficha Limpa: a retomada da ética na política

Em abril de 2011, diante da lamentável decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que se posicionou contra a adoção da Lei da Ficha Limpa já para as eleições de 2010, indignado, escrevi um artigo sob o título: “Ficha limpa: A sociedade perdeu”. Afirma que a moralidade na política brasileira tinha sido, mais uma vez, adiada, perdendo-se uma grande oportunidade de prevalecer o que é moralmente justo e digno, com clara falta de sintonia com os anseios da sociedade. Contudo, com a revisão e recente (fevereiro/2012) decisão do Supremo Tribunal Federal garantindo a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, vigorando para as eleições municipais de 2012, abre-se uma perspectiva para reconquista da confiança e credibilidade da sociedade na política e, consequentemente, uma oportunidade para reforma e reabilitação das instituições político-partidárias, uma vez que o projeto da Lei da Ficha Limpa nasceu de uma grande mobilização da sociedade que, indignada, buscava assegurar que pessoas inescrupulosas, sem o mínimo de moral e ética continuassem a participar do processo político-eleitoral.
Amaury Cardoso

O desafio de resgatar a dívida social e construir a cidadania – Parte II

Inicio minha abordagem sobre este tema reconhecendo o considerável esforço na montagem e implementação de políticas sociais em nosso país, que nos últimos anos tem levado a melhoria nas condições de vida dos segmentos menos protegidos da sociedade. Não tem sido fácil avançar face as grandes diferenças regionais de um país da extensão do nosso, agravada pela grande burocracia e o grande índice de desvios financeiros devido à alta corrupção, com o agravante da estratégia das políticas sociais estarem, em sua maioria, fortemente concentrada no aumento dos gastos do que no combate focalizado na pobreza e na desigualdade. Para se ter uma visão clara do montante de recursos transferidos, sito o estudo recente do Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada – IPEA, onde na década passada (2001 à 2010), as chamadas transferências de renda para famílias cresceram o equivalente a 1,89% do PIB, enquanto os investimentos evoluíram minguados 0,33%. Entre as áreas com baixo investimento esta a educação.
Amaury Cardoso

O desafio de resgatar a dívida social e construir a cidadania – Parte I

Todas as ações pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, visando criar um clima de normalidade nas áreas onde estão sendo implantadas as UPPs, são vistas, de modo geral, pela sociedade carioca como medidas positivas que geram na sociedade brasileira e na comunidade internacional repercussões favoráveis não apenas na área da segurança pública, mas também no setor de turismo e nos investimentos da iniciativa privada, fundamentais para o desenvolvimento do nosso estado. A ampla cobertura da mídia, usando os recursos da comunicação e da informação, dá a esses eventos uma conotação massificadora como se no momento em que essas ações são implementadas, só elas fossem importantes para a população e todas as outras notícias ficam relegadas a um segundo plano, numa clara demonstração do impacto social de tais medidas junto á sociedade como um todo, transformando uma questão policial numa questão política de alcance social muito mais amplo, graças à atuação dos órgãos da mídia em geral.
Amaury Cardoso

Fragilização do ensino: um desafio ainda a ser vencido

Os sucessivos resultados que nos são revelados referentes à situação educacional em nosso país, têm mostrado que ao invés de avançarmos na universalização do ensino público de qualidade, estamos ampliando a desigualdade educacional, com o agravante da constatação da permanência da baixa qualidade do Ensino Básico, onde a grande maioria dos alunos não dispõe das ferramentas essenciais para prosseguir e acompanhar os níveis seguintes, ou seja, nossas crianças têm encontrado barreiras para atravessar o chamado “Ciclo de Alfabetização”, ficando, com isso, com dificuldade para aprender outras disciplinas. Essa precariedade na base da pirâmide educacional é fatal para o futuro do nosso país. O Brasil precisa investir muito acima do que hoje investe no Ensino Básico, pois se não o fizer estaremos condenados eternamente à condição de meros receptores das novas tecnologias desenvolvidas pelo mundo, nos reduzindo a uma situação análoga àquela que vivemos durante o período colonial, com uma insuperável dependência do exterior e impossibilitado de consolidar as conquistas econômicas e sociais que nos colocaram entre os países emergentes.
Amaury Cardoso

Ajustes e reajustes – as incertezas da economia permanecem

Não é a primeira vez que abordamos temas relacionados à política econômica do atual governo, tendo em vista que a volta de uma inflação de consumo ou de demanda, como queiram, trouxe justificadas apreensões não apenas aos especialistas da área, mas, principalmente, à população em geral que tendo se habituado a uma estabilidade nos preços e serviços do seu dia a dia, se alarmou ante o início da volta da corrosão dos seus rendimentos, pelo maior causador de instabilidade monetária e social de um país: a espiral inflacionária. Para não sermos enfadonhos, não vamos discorrer, nesta oportunidade, sobre os motivos que ressuscitaram o dragão da inflação, pois já o fizemos anteriormente, frisando que o importante agora é uma breve análise dos ajustes e reajustes que a equipe econômica da Presidente Dilma tem feito, para equilibrar o binômio “Controle Inflacionário X Manutenção do Crescimento Econômico”.
Amaury Cardoso

Tancredo Neves, homem forjado na têmpera dos grandes desafios

Para falar sobre Tancredo Neves, e de sua fundamental importância no processo de construção das liberdades democráticas, não vamos cair no lugar comum da repetição pura e simples dos momentos da sua vida que o colocaram como um expoente no nível de referencial político em nosso país. Tancredo Neves possuía uma qualidade singular, pelo fato de sempre ter guardado gratidão, sendo uma das primeiras na sua longa carreira política a gratidão a Augusto Viegas, líder político do seu município, São João Del Rei, que o lançou na política.
Amaury Cardoso

Incômodo conformismo. Aonde chegamos?

Quando chegaremos ao limite da nossa tolerância diante de tudo que assistimos, que atinge frontalmente a moralidade e a ética nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário? A cultura da impunidade e do corporativismo está ampliando uma fenda na estrutura das instituições de estado, desmoralizando-as, aumentando ainda mais o seu descrédito perante a população, criando um abismo entre a sociedade organizada e os poderes da nação que começa a se mostrar intransponível. Os inúmeros casos de corrupção que são levados ao conhecimento da população,
Amaury Cardoso

Comunicação virtual: como lidar com esse poderoso instrumento e suas transformações

As grandes redes sociais e demais instrumentos que a mídia eletrônica oferece, dão à impressão de que os relacionamentos humanos foram dinamizados, que as relações entre as pessoas foram ampliadas com a redução das distâncias, que é impossível sentir-se só. Entretanto, esta sensação não corresponde à realidade. As pessoas têm um imenso medo de se relacionarem frente a frente, pois o celular, o computador e os outros meios de comunicação virtual, agem como barreira à verdadeira troca de experiências que possa gerar um vínculo afetivo que só o contato pessoal constrói.
Amaury Cardoso

Turbulências no Capitalismo – D’Gaulle tinha razão!

Aquilo que parecia inviável de se pensar, até bem pouco tempo atrás, tornou-se uma possibilidade ameaçadoramente concreta: um calote norteamericano. Não é difícil imaginar que no caso de uma moratória norteamericana, teríamos uma catástrofe de proporções realmente muito difíceis de prever, considerando que o momento econômico pelo qual passam as outras potências líderes do capitalismo mundial não é dos melhores, onde temos a Europa acossada pela crise das dívidas de Grécia e Portugal, pela situação delicada de Irlanda e Espanha, somadas aos primeiros sinais de problemas que batem à porta dos italianos, levando risco à própria existência do euro.
Amaury Cardoso

O desafio social do governo Dilma – dividir para crescer

O Brasil tem vivido nos últimos anos um espetacular surto de crescimento, que pode muito bem ser comparado ao chamado “Milagre Econômico”, ocorrido durante o Regime Militar, quando chegamos a ser a oitava economia do mundo. A estabilidade da moeda, a consolidação da democracia e a organização dos movimentos sociais trouxeram uma estabilidade política, que conjugada aos programas assistencialistas governamentais, que ampliaram o mercado consumidor nacional, possibilitaram o aporte de mais investimentos, fato que alavancou o crescimento do país neste período, particularmente da cidade e do Estado do Rio de Janeiro, como mostram os números do crescimento populacional dos municípios do interior, a exemplo de Rio das Ostras que teve um aumento na sua população de 190% nos últimos 10 anos, causado principalmente pelo “boom” econômico proporcionado pelos royalties do petróleo, vitais para a saúde e sobrevivência financeira dos municípios por eles beneficiados, o que torna essencial a sua manutenção.
Amaury Cardoso

Combate à inflação – o governo contra ataca!

As palavras de Gustavo Loyola, que presidiu o Banco Central durante o governo Itamar Franco, ao afirmar que a volta da inflação, mais do que um desastre econômico é um desastre político, foram proféticas porque a inflação já é uma realidade, não apenas uma possibilidade. Artifícios econômicos usados para manter o crescimento, face à crise de 2008/2009, foram prolongados na sua vigência visando ao atendimento de questões de cunho puramente eleitoral, transformando o remédio em veneno. Agora, ao povo brasileiro é apresentada a fatura desta irresponsabilidade do governo anterior, do qual a atual presidente fez parte, que tem um alto custo social e econômico, chamada inflação.
Amaury Cardoso

Revoltas no mundo árabe: o que vem depois…

Como o mundo inteiro, temos acompanhado com grande interesse os acontecimentos que vêm se desenrolando em todo o mundo árabe, tendo o povo como principal protagonista das ações que levaram à queda ou a flexibilização de ditaduras, de estruturas de poder arcaicas e corrompidas pela ineficiência e pela corrupção, sem contar o cerceamento das liberdades individuais, até então vigente, característica fundamental de todo regime de força, cuja autoridade nega a soberania popular, ao invés de dela derivar.
Amaury Cardoso

Governo Dilma – 100 dias de acertos e incertezas

No que diz respeito ao governo Dilma, esses primeiros 100 dias já acumularam alguns acertos, principalmente no tocante à política externa, no entanto, deixa ainda muitas incertezas no campo econômico, na questão ambiental e, politicamente, na administração de conflitos entre ministérios e a direção de empresas do governo, que causam certa instabilidade nos mercados e, portanto, prejuízos aos investimentos e aportes de capital necessários à solução dos grandes gargalos que insistem em obstruir o pleno desenvolvimento econômico e social brasileiro.
Amaury Cardoso

Ficha Limpa: a sociedade perdeu!

A sociedade brasileira tem vivido uma auspiciosa expectativa quanto à sua evolução política, no aguardo do resultado de mais uma tentativa de reforma política, na esperança de, finalmente, poder assegurar que num futuro quase imediato, o país esteja a salvo de políticos inescrupulosos e tenha sepultado as forças oligárquicas que sempre obstaram o desenvolvimento soberano de nossa nação, dentro de uma moralidade indispensável para a realização deste intento.
Amaury Cardoso

A política e a “política”

Ciência e arte, assim podemos definir livremente a política. Como ciência que estuda o poder e suas formas, é de fundamental importância dentro da sociedade, uma vez que por seu intermédio a mesma se organiza para efetivamente participar das decisões que são fundamentais à sua existência e evolução. Como arte é capaz de produzir ações improváveis como conciliar opostos radicais, visando o bem comum, o que nos faz concluir que a arte da política se faz construindo pontes e derrubando muros, conciliando a todos para que se alicerce um estado de bem estar social.
Amaury Cardoso

China: o renascer de um império no século XXI

Não resta a menor dúvida que dos países emergentes, chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), a China é o país deste grupo que já atingiu um estágio de desenvolvimento econômico e social que permite classificá-la como país desenvolvido, com tecnologia de ponta e que, apesar de não ter ainda logrado um padrão de vida elevado em áreas do interior do país, possuí IDH bastante alto e disputa mercados com os produtos ocidentais em todos os continentes.
Amaury Cardoso

Catástrofes naturais: onde estão as políticas públicas de prevenção?

Como eu, acredito que muitos cidadãos brasileiros que acompanham há dias, através dos noticiários, a agonia de milhares de pessoas diante da tragédia que ceifou um grande número de vidas, que a cada dia aumenta nos fazendo acreditar ultrapassar o número de mil mortos, em razão de bairros inteiros terem sido soterrados, havendo a possibilidade de centenas de corpos não serem encontrados, fazendo com que esta tragédia brasileira passe a figurar entre as dez maiores catástrofes naturais do planeta, ocorridas nos últimos anos, resultado da complacência de governos com uma urbanização descontrolada,
Amaury Cardoso

Organizações sociais – agilidade ou desmonte do Estado?

Por definição, Organizações Sociais são entidades públicas de direito privado, não estatais, que gozam de autonomia administrativa e financeira, dotadas de finalidade social, sem fins lucrativos e que, desde que habilitadas pelo Poder Público, estão aptas a poder receber dotações orçamentárias e a firmar contratos de gestão com entes governamentais. As Organizações Sociais podem ser consideradas como o resultado mais expressivo e de maior aceitabilidade, de um processo de redefinição de antigos modelos de relacionamento entre o Poder Público e entidades não lucrativas
Amaury Cardoso

Os desafios do Brasil para a próxima década

Recentemente, em entrevista ao jornal O GLOBO, em 14/11/10, o respeitado sociólogo Frances Alain Touraine, estudioso das sociedades ocidentais e especialista do processo sócio-político na América Latina, apesar de elogiar os governos Fernando Henrique e Lula, frisou que o Brasil tem um passado marcado pelo populismo e alertou quanto à possibilidade de uma influência maior de “segmentos autoritários do PT” no governo da presidente eleita Dilma Rousseff, que definiu seu futuro governo como “ser uma incógnita face o pouco conhecimento que se tem sobre ela”.
Amaury Cardoso

Educação: prioridade para um futuro melhor

Estamos nos aproximando do final da primeira década do século XXI, o Brasil conseguiu importantes avanços no campo econômico, social e político, com a consolidação das suas instituições democráticas, fazendo com que passasse a figurar internacionalmente, principalmente entre os países ricos, membros do G-5, como uma potência num futuro próximo. Sua localização geográfica, sua extensão territorial, sua imensa biodiversidade, a riqueza do seu solo, suas reservas energéticas, seu potencial hídrico e seu mercado consumidor colocam o Brasil na condição de destaque entre os países integrantes do BRIC, muito embora o nosso crescimento (PIB), nesta primeira década, tenha sido menor entre os países membros.
Amaury Cardoso

A república dos paradoxos

Às vésperas da conclusão do processo eleitoral que definirá o presidente da república pelos próximos quatro anos, temos observado incríveis contradições na política brasileira que, evidentemente, tendem a influir no segundo turno da eleição e, justamente por isso, merecem a nossa atenção. Dentre os casos a serem abordados, inicio pelo que considero ser o mais emblemático, que é o recente processo de capitalização da Petrobras que foi um retumbante sucesso. Nem poderia ser diferente, já que o governo comprou tudo o que não foi adquirido pelos outros acionistas. Contudo, seria muito bom se isso não significasse um grau bem maior do que o desejado de intervencionismo estatal numa empresa de capital aberto, que negocia suas ações no mercado internacional e que tal paradoxo gera tamanha insegurança para o investidor, que o valor das ações caiu em um quarto da cotação anterior. Capitalização com perda no valor das ações não é ma paradoxal incoerência?
Amaury Cardoso

Educação, base para o desenvolvimento

Sabemos que é através da educação que se pode unicamente formar um cidadão, construir um caráter. Educação é o princípio, meio e fim na formação da cidadania, do homem em todo seu contexto, de suas idéias, de suas ações. (...) Somos do tempo que a escola pública era uma referência e as vagas eram disputadas ferreamente, pois se sabia da excelência da escola pública, ficando a iniciativa privada em segundo plano em razão de não terem como acompanhar o ritmo implementado pela rede pública,
Amaury Cardoso

Capitalismo de Estado, será o Socialismo do século XXI?

Recentemente li um artigo sobre o novo livro do cientista político norte-americano Ian Bremmer sobre o crescimento do capitalismo de Estado no mundo. Em que pese não ser o assunto de minha preferência, em razão de minhas convicções político-ideológicas, não posso me furtar a abordá-lo. Embora o autor entenda que o sistema de livre-mercado vai prevalecer, cremos que talvez a discussão não seja exatamente a prevalência desse sistema, mas a forma dessa prevalência, o que nos leva a refletir sobre a natureza desse novo capitalismo, com grandes bancos e seguradoras à beira da bancarrota, fora outras grandes empresas,
Amaury Cardoso

Esporte e cidadania, uma proposta global

É com grande entusiasmo que na condição de gestor do maior complexo esportivo municipal da América Latina estaremos, no próximo dia 16/04/10, sediando a III CONFERÊNCIA MUNICIPAL DO ESPORTE, preparatório para o encontro nacional, razão pela qual me congratulo com o Ministério do Esporte pela acertada iniciativa de patrocinar um plano decenal de esporte e lazer, a ser discutido em junho próximo, na III CONGERÊNCIA NACIONAL DO ESPORTE, que espero, dentro de um paradigma que atenda aos anseios da sociedade brasileira que entende, já há algum tempo, ser a prática esportiva uma ferramenta fundamental para a plena inserção de todos no contexto social, principalmente os jovens pertencentes às classes sociais menos favorecidas.
Amaury Cardoso

Proposta para um país viável

O sentimento é de estarmos vivendo um vazio de lideranças políticas autênticas ede pessoas éticas. Com esse vazio abre-se espaço para os aventureiros eoportunistas de plantão, “personalidades pequenas” que no vácuo político, provocado pela descrença nos políticos e na instituição partidária, aproveitam-se para iludir a boa fé das pessoas, em alguns casos até pessoas esclarecidas, utilizando-se das suas carências e necessidades como um trampolim para realização de seus projetos pessoais, motivados por razões inconfessáveis, sem atentarem, em nenhum momento, para a urgência das soluções exigidas por essas carências, aprofundando, mais radicalmente, o fosso existente entre a sociedade e aqueles que exercem a atividade político-partidária, vital para a estabilidade social e cuja finalidade precípua é a consecução do bem
Amaury Cardoso

O livro é o fato

Ler é um ato revolucionário, e uma conseqüência da alfabetização e aprendizado. Um gesto natural transformado em sociocultural. O homem é um ser observador e ler é uma observação, da natureza, dos atos e fatos naturais, sociais, culturais e políticos. Devemos encarar a leitura como uma ação essencial à vida como respirar, comer, dormir, consciência da ignorância não conformada.