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Alessandro Lyra Braga

Só é bandido quem quer!

Se apenas condições familiares, sócio-econômicas e educacionais fossem os pré-requisitos para a bandidagem, os crimes financeiros e de corrupção política não existiriam, pois são praticados por pessoas com excelentes níveis educacionais, oriundos de famílias normalmente muito bem estruturadas e com boas condições sócio-econômicas. Até concordo que nossos políticos fogem a toda e qualquer regra de decência e que poucas são as teses acadêmicas que conseguem justificar tantos golpes e safadezas que, infelizmente, conhecemos tão bem. Já até admito que nossos políticos não possam ser classificados como da espécie "Homo sapiens sapiens', e sim "Homo sapiens corruptus", uma verdadeira sub-raça da espécie humana.
Alessandro Lyra Braga

Novas tendências da modernidade

Vivemos outras eras. Hoje, não somos mais donos de nós mesmos. Todos sabem o que fazemos, pensamos e onde estamos. A privacidade e até a opção pelo anonimato morreram. E o mesmo ocorre com as empresas, que estão tendo que se reinventar diante de tantas possibilidades de comunicação. Sabe-se e percebe-se que o mercado está se transformando. Que o conceito de tempo, satisfação do cliente e qualidade do que lhe é oferecido estão cada vez mais sob severa análise da sociedade. Hoje, quando um cliente está insatisfeito ele não se expressa mais apenas com um ou outro amigo, ele coloca nas redes sociais. E, uma vez na web, a coisa complica para as empresas.
Alessandro Lyra Braga

Já ganhei o meu presente de Natal!

Ainda hoje eu brinco que meus pedidos de Natal não costumam ser atendidos. E olha que nem são tão complicados assim! Eu não peço coisas do tipo "paz no Oriente Médio", "fim da corrupção no Brasil" ou uma "namorada que gaste pouco". Nada disso! Só peço coisas simples. Mas mesmo assim, eu não costumo ganhar. E justamente por isto fico revoltado quando vejo gente ganhando cada presente, que fico impressionado. Por exemplo, vi que o Maluf ganhou de Natal o direito de ser empossado como deputado federal. Vi que a Dilma, apesar de não ser uma boa menina, já que deixou seus amiguinhos brincarem à vontade com os cofrinhos da Petrobrás, ganhou uma reeleição. E eu, só ganho experiência?
Alessandro Lyra Braga

A passista e a porta-bandeira

Lembro-me de ver Vilma (da Portela) e Mocinha (da Mangueira) evoluírem na passarela como se suas roupas não pesassem e como se o chão fosse as próprias estrelas do céu. Eu, ainda moço, imaginava o que seria o vento que aquelas bandeiras faziam no rodopio. Teriam cheiro de alegria? Hoje eu sei que têm. O mesmo é com a passista. Não sei seu nome, de onde vem ou o que faz fora da escola, mas quando dança, lembro-me de outros carnavais. Antigamente, as passistas vinham no chão, com toda uma garra na cardíaca defesa de sua escola de samba. Hoje elas se preocupam com as lentes dos fotógrafos e as câmeras de televisão, numa busca desenfreada pela fama. O sambar virou um mero passaporte para algo tão efêmero. Mas nem todas são assim.
Alessandro Lyra Braga

Qual a maior intimidade que podemos ter?

Esses dias estive pensando: qual o maior momento de intimidade que pode haver entre duas pessoas que se gostam? Será o sexo? Será ir ao banheiro juntas? Ou será dormir juntas? Nelson Rodrigues dizia que se conhecêssemos a intimidade uns dos outros ninguém apertaria as mãos. Já Danuza Leão disse que só devemos cortar as unhas dos pés sozinhos e no escuro, e nunca na frente de quem gostamos. Uma pessoa me disse que intimidade é poder soltar um pum na frente de outra pessoa e não se sentir na obrigação de pedir desculpas (Um absurdo, entendo eu!).
Alessandro Lyra Braga

O jogo da sedução

Uma sedução inteligente pode ser erótica, sem ser pornográfica. Pode ser agressiva, sem ser violenta. Pode ser até em chinês, que mesmo assim entenderemos. O que ela tem que ser é eficaz e retratar a verdade do que sentimos naquele momento. Pensando em sedução, entendo que não é a lingerie que seduz, mas sim a expectativa do que ela reserva para depois. Assim, seduzir e ser seduzido é saber lidar com o tempo e as ansiedades, sabendo provocá-las (o sedutor) e sabendo com elas lidar (o seduzido). Seduzir é conquistar a permissão dada pelo seduzido de provar o que antes nos era proibido. Sedução é um jogo!
Alessandro Lyra Braga

A arte de amar uma pessoa difícil!

Pessoas difíceis existem aos montes. Parece que estamos vivendo uma epidemia de traumas e bipolaridade, ou outra forma qualquer de maluquice. Acredito piamente que ninguém é uma pessoa difícil por querer. Pessoas que têm a consciência de ser difíceis sofrem com isto. Fico impressionado quando encontro pessoas que dizem que não conseguem mais amar ninguém ou que não querem rotular seus relacionamento como "namoro", por exemplo, por mero medo de decepções.
Alessandro Lyra Braga

Não quero que meu filho seja professor!

Esta semana estava eu em uma padaria lanchando, quando ouvi de um camarada ao meu lado a seguinte frase: “Não quero que meu filho seja professor!”. Não ouvi toda a conversa, mesmo assim fiquei chocado. Nunca imaginei que alguém pudesse não desejar ter um filho professor. Passei o resto do dia mal, com a frase ecoando em minha mente. Sempre ouvira que os pais não queriam ter filhos ladrões, desonestos ou até políticos, mas professor eu nunca imaginei!
Alessandro Lyra Braga

Perdoar é difícil!

Já tive que perdoar. Ou melhor, já me pediram perdão. Se perdoei mesmo, até hoje eu não sei. A verdade é que nem sei ao certo o que é perdoar. Será esquecer? Será aprender a conviver com uma mágoa, passando por cima de fatos passados? Será aceitar o pecador do jeito que ele é? Não sei. Sei que sempre ouvimos a máxima que "quem não pecou que atire a primeira pedra", mas a questão não é que todos erram, mas sim quais erros praticados contra nós podemos superar.
Alessandro Lyra Braga

Declarando meu voto!

Declaro agora meu voto: para presidente, votarei na frustração. Para governador, votarei na decepção. Para senador, votarei no desânimo. Para deputado federal, votarei na descrença; e para deputado estadual votarei na nulidade. E tenho certeza que a maioria dos brasileiros votarão nestes mesmos candidatos! E por que? Porque mesmo que uns poucos políticos bem intencionados queiram mudar alguma coisa neste país, o sistema já está de tal forma corrompido, que estes poucos pouco poderão fazer.
Alessandro Lyra Braga

Marina Silva e o ultimato do povo brasileiro!

Vemos o crescimento da adesão dos brasileiros à candidatura de Marina Silva, mas o que isto significa? Significa que os brasileiros querem uma ruptura com o atual perfil brasileiro de poder e exercício da política, já que nos cansamos das promessas vãs e mentirosas dos oportunistas políticos de carreira que estão por aí. E não digo isto só na disputa presidencial não, mas também para todos os demais cargos que estão sendo disputados nesta próxima eleição. Na verdade, o que o Brasil precisa é de uma total ruptura com o modelo "paz e amor" que está aí.
Alessandro Lyra Braga

Por inveja, quase roubei um artigo!

Eu confesso, sinto inveja intelectual sim! E acho que esta é uma inveja saudável, porque estimula. Passamos a querer ser melhores, e isto não significa entrar em disputa com ninguém. Significa querermos superar nossas limitações de entendimento diante da vida. Percebo que muita gente sente inveja da inteligência e do modo de ser alheio, mas nada faz para mudar. Optam pelo continuísmo de suas vidinhas, mesmo que repleto de frustrações, e assim não vivem, apenas sobrevivem. À maioria falta a coragem de romper com os ditames da sociedade que impõe certas condições que amordaçam e vedam os olhos, para que assim a maioria de nós continue sendo de "robozinhos" estúpidos e pseudo-pensantes, mas altamente consumistas.
Alessandro Lyra Braga

Sobre Robin Williams

Foi um gênio... Se eu tivesse que citar meus vinte filmes preferidos, certamente quatro seriam com Robin Williams: "Sociedade do poetas mortos", "Gênio indomável", "O pescador de ilusões" e "Uma babá quase perfeita". Com estes quatro filmes eu me repensem em como ser um sujeito um pouquinho melhor e entendo que seja esta a finalidade da arte: auxiliar na evolução de caráter e na sensibilidade das pessoas. Se consegui ou não é outra questão. Sei de muitos casos de artistas que se entregam à bebida ou outro vício qualquer porque realmente não conseguem se compreender fora de seus personagens e fazem desses seus personagens verdadeiros ícones psicanalíticos de seus dramas, conflitos e sonhos.
Alessandro Lyra Braga

O mundo quase perfeito dos solteiros

Uma das maiores marcas da vida de solteiro é a total liberdade. Quando moramos sozinhos, podemos fazer de tudo sem a necessidade de pedir autorização a ninguém. Podemos comprar qualquer coisa sem reclamações de que estamos gastando dinheiro à toa e passar o dia sem lavar louça (sempre tem alguma na pia) ou arrumar a cama sem ouvir broncas. Podemos fazer dos lençóis de nossas camas verdadeiros festivais de variedade genética que enlouqueceria qualquer legista. Podemos tudo! O que não podemos é nos esquecer que existem outras pessoas no mundo. Tendemos a acreditar que somos só nós no planeta e que basta fecharmos a porta de casa que nada mais existe do lado de fora. Tem hora que até pensamos que o mundo fica estático se não estivermos circulando por aí. Eu mesmo já me surpreendi pensando assim.
Alessandro Lyra Braga

O que é ser inteligente?

Sei que uma pessoa inteligente não necessariamente é uma pessoa erudita. Nem todos que se formam em faculdades ou conhecem tudo de Shakespeare ou óperas são, de fato, inteligentes. Ouço muito aqueles comentários do tipo "fulano é muito inteligente, fala seis idiomas!". A questão não é saber falar seis idiomas, mas sim o que falar nestes seis idiomas. Ariano Suassuna nunca saiu do país ou falava outro idioma que não o português e era inteligentíssimo. Também tem muita gente que acredita que quem viaja muito fique inteligente apenas por este fato. Se isto fosse verdade, todo marinheiro seria um intelectual
Alessandro Lyra Braga

Fui paquerado, e agora?

Estava eu num evento político e o inesperado aconteceu: percebi que há alguns metros uma jovem me olhava, mas que eu confesso não a havia notado. Olhava daquele jeito que não quer que percebamos estar sendo vistos, mas que ao mesmo tempo quer. De início fiquei intrigado, afinal, era uma jovem belíssima, que deveria ter quase duas décadas de idade a menos que eu, enquanto eu aparento quase duas década mais de idade que realmente tenho. Enquanto aquele jogo de olhares continuava eu pensava, meio descrente: "o que será que ela deseja? Eu devo estar fantasiando.". E assim foi por mais de quarenta minutos. Pensava até que o açúcar do refrigerante que havia bebido estava fermentando, virando álcool e me embriagando...
Alessandro Lyra Braga

Quando as máscaras caem

Quem nunca presenciou a máscara de alguém cair? Não me refiro à máscara do Batman ou do Zorro, mas sim aquelas máscaras que alguns usam para que pensemos que são quem na verdade não são. Normalmente percebemos que as pessoas usam máscaras desde que as conhecemos, mas nós é que não queremos ver a realidade. Sempre achamos que podemos estar errados ou que elas podem mudar. Acabamos por mascarar nós mesmos os já mascarados.
Alessandro Lyra Braga

Por que se faz justiça com as próprias mãos?

Penso que no caso de um reincidente desses ser preso, o advogado que o acompanhou em sua defesa e o juiz que o soltou deveriam ser co-responsabilizados pelo crime cometido e processados como cúmplices do meliante. Talvez assim os juízes fizessem pressão pela mudança de nossas leis e ordenamentos, e assim, talvez tivéssemos menos advogados que tudo defendem por dinheiro e juízes que só se preocupam em diminuir as pilhas de processos de suas mesas e com o lindo ordenamento jurídico do país, mas que pouco se importam com a realidade das ruas. Temos que questionar aqueles advogados que fazem de tudo pela soltura de seus clientes, sem se preocupar com a segurança da sociedade. Não é cabível a máxima de que o "cliente" vem em primeiro lugar. Não se trata de uma relação de consumo, onde o cliente sempre tem razão, mas de uma questão de vida ou morte.
Alessandro Lyra Braga

Hoje, eu tenho imensa vergonha do STF!

Se nem o próprio ministro Joaquim Barbosa, que conhece tão bem os bastidores do poder em nosso país, aguenta mais tanta sem-vergonhice, como que nós brasileiros iremos aguentar? Estamos vendo o primeiros passos para a implantação de uma cleptocracia no Brasil, com bandidos que deveriam estar na cadeia, protegidos e laureados pelo mantos negros e togados da parcimônia e do corporatismo lulista-petista, do tipo, "é dando que se recebe" e "temos que ser fiéis aos nossos líderes".
Alessandro Lyra Braga

Brasil: um país homofóbico

Recentemente, novos casos de violência contra homossexuais vieram à tona na mídia, com vários artigos e comentários a respeito, mas nada de eficaz contra a questão ocorreu. Até porque vivemos numa quase ditadura evangélica no país, onde todos têm medo da reação nas urnas dos cordeirinhos pastoreados pelos "senhores da Bíblia". No recente artigo "Mais um gay é morto. E o Congresso Nacional pode ter sido cúmplice" publicado em 16 de janeiro no Blog do Sakamoto, o articulista Leonardo Sakamoto expressou que "o Ministério Público Federal deveria co-responsabilizar os membros da bancada evangélica em Brasília por conta desses atos bárbaros de homofobia que pipocam aqui e ali. Pois ao travar uma medida que contribuiria com a solução, eles ajudam na manutenção das condições que geram o problema. São parte dele.".
Alessandro Lyra Braga

O objetivo de toda mulher é matar um homem na vida

As mulheres são seres mais do que especiais. São dotadas de uma forma toda especial de inteligência que os homens não conseguem nem de longe compreender. Embora sejam dotadas também de certas esquisitices, que os homens também nem de longe conseguem compreender. Mas, o que é mais certo quanto às mulheres é que elas nascem com o objetivo de matar um homem na vida. Não digo matar num ato de violência explícita, num ato criminoso, mas sim aos poucos, quer pela alimentação extremamente calórica ou mesmo por pura raiva.
Alessandro Lyra Braga

Coisas que não entendo

Tem muita coisa nesta vida que eu não entendo. Não sei se sou burro ou limitado apenas, mas o fato é que bóio em certas situações. Por exemplo, não entendo a forma reverencial com que os brasileiros tratam algumas pessoas que se destacam, mesmo que negativamente. Pode parecer implicância minha, mas o povo atribui títulos à esmo, apenas por um mínimo destaque. Qualquer um vira doutor da noite para o dia se ganha dinheiro ou publicidade, mesmo que jamais tenha pensado cursar um doutorado. Dou como exemplo o que aconteceu comigo mesmo. Há poucos meses, após uma reunião, posei com outras pessoas para uma fotografia que acabou sendo publicada num jornal local. Por conta dessa aparição, até dinheiro emprestado já me pediram justificando que se eu saí no jornal então eu estaria rico!
Alessandro Lyra Braga

Desejando dias melhores…

Acho muito curioso o sentimento de esperança por dias melhores que os brasileiros têm, que inclusive vai além da própria racionalidade e dos limites dogmáticos das religiões e/ou crenças. Na hora de se almejar melhoras e vitórias na vida, vale de tudo. Faz-se, independente de qual credo for, as mais variadas simpatias e amuletos que, dizem, abrirão todos os caminhos. Nestas horas, católicos e até crentes deixam escapar que às vezes conversam com um preto-velho ou uma cigana de confiança ou então que, por via das dúvidas, jogam flores brancas ao mar. Nesta época de final de ano, as praias brasileiras ficam cheias de centros espíritas fazendo suas oferendas em agradecimento às vitórias e demandas superadas ao longo do ano que se finda e por pedidos para o ano que está por se iniciar.
Alessandro Lyra Braga

Cartinha abusada ao Papai Noel

Quanto ao amor Papai Noel, você pisou na bola comigo. Só apareceu encrenca o ano todo. Parece até que eu paquerava em hospício. Você pode não acreditar, mas sei que minha outra metade está por aí, só esperando a hora de nos encontrarmos. Sempre acreditei que se ainda não a encontrei, é porque ela estaria ocupada, ou posando para a capa da Playboy ou filmando em Hollywood. Pelo menos, Papai Noel, você não me trouxe nenhuma jovem feia e burra, pois estas eu sempre arranjo sozinho mesmo! Mas o fato é que neste quesito, você esqueceu de mim Papai Noel. Concordo que esta minha cartiha está meio abusada, mas como eu já disse, durante este ano fui um bom sujeito.
Alessandro Lyra Braga

E quase nada mudou no Brasil…

O ano está quase acabando e, mesmo contrariando algumas correntes de pensamento, afirmo que quase nada mudou neste país. A roubalheira e a displicência na condução da coisa pública brasileira, apesar de todas as manifestações que tivemos, continua a pleno vapor. Vejamos o caso do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que pensando ser um ser alado, utilizava diariamente helicópteros para seu transporte pessoal e ainda se irritava com a cobrança popular quanto a este uso exacerbado. O que mudou? Nada. Em um dado momento parece que diminuiu o uso de tal transporte, para depois voltar a usá-los na mesma desfaçatez de antes, alegando agora questões de segurança pessoal.
Alessandro Lyra Braga

Perigo em sala de aula!

Alunos agredindo e ameaçando seus professores! Rara é a semana que não fico sabendo de um caso de violência contra professores em sala de aula. É inacreditável que a profissão de professor tenha se tornado de alta periculosidade. Já soube de casos de alunos que eram traficantes e ameaçaram seus professores com suas armas apenas porque tinham tirado notas baixas. E o que foi feito contra estes alunos marginais? Nada, já que a maioria deles são menores de idade e acabam, de inúmeras formas, sendo protegidos pelo famigerado Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), embora não seja tal estatuto o único culpado de todas as distorções comportamentais relativas às nossas crianças e jovens.
Alessandro Lyra Braga

Resolvi assumir de vez!

É difícil assumir quem realmente somos. Não digo nem assumir para os outros características nossas, até porque não somos de forma alguma obrigados a ter atitudes desse tipo. A questão é que, mesmo que não queiramos, somos obrigados um dia a conversar com nossos próprios fantasmas, que normalmente estão escondidos nos mais profundos recantos de nossa consciência. A maior parte das pessoas acha que quando uso a expressão "assumir" me refiro a sexualidade. Pois agora eu digo que de todas as questões de circundam nossa existência, a sexualidade certamente não é a mais importante. O caráter, a honestidade, a decência e o senso ético são parâmetros muito mais importantes e saber analisar e assumir se somos possuidores, sob uma ótica positiva, de tais condições é dificílimo. Conheço um médico homeopata que uma vez ficou impressionado com uma nova paciente que foi procurá-lo exigindo ser medicada, pois se achava uma pessoa muito ruim e não sabia mais o que fazer para ser boa. Ela teve coragem suficiente para se assumir como alguém ruim e querer melhorar. Já foi um grande passo!
Alessandro Lyra Braga

Ensinar o quê aos nossos alunos?

A escola de hoje terá que se reinventar diante das necessidades do momento. Sou a favor de que sejam utilizados todos os artefatos tecnológicos disponíveis para facilitar o ensino. Aulas com vídeos e/ou projeções sempre despertam o interesse dos alunos. Há muito tempo que temos uma excelente variedade de documentários sobre os mais diversos temas, sendo que atualmente muitos deles estão disponíveis gratuitamente pelo Youtube. Sei que dada a imensa velocidade com que o mundo se transforma hoje em dia, dificilmente conseguiremos ter um currículo escolar sempre adequado e atualizado, mesmo assim as disciplinas básicas não podem ser preteridas, e devem ser cada vez mais valorizadas.
Alessandro Lyra Braga

É melhor acabar com a polícia militar?

Tenho ouvido de várias pessoas que é imprescindível a pronta desmilitarização da instituição "polícia militar", que a polícia militar tinha que acabar. Argumenta-se que hoje a PM (não importando o estado da federação) serve apenas como um agressivo e despreparado órgão de repressão às manifestações políticas legítimas e um corrupto órgão de uma pseudo repressão ao crime. Este entendimento se acentuou com as violentíssimas práticas repressivas utilizadas nas manifestações políticas dos últimos meses. Mas, será que esta é a solução mais acertada? O fato é que temos sim uma estrutura de policiamento ostensivo, logo de combate ao crime, seja ele qual for, deteriorada face às necessidades do dia-a-dia. Temos uma polícia civil, que teria funções investigativas, sucateada em praticamente todos os estados brasileiros, não conseguindo realizar nem medianamente suas atividades. Já a Polícia Federal, que exerce funções de polícia judiciária e investigativa de âmbito federal, encontra-se atuando muito além de suas atuais possibilidades e também carece de inúmeros recursos humanos e materiais, embora possua um corpo de policiais com inegável qualificação e remuneração mais adequada. Assim, a polícia mais próxima aos cidadãos é, sem a menor dúvida, a polícia militar.
Alessandro Lyra Braga

Quem manda em sala de aula: o aluno ou o professor?

Hoje, quando um professor chama a atenção de um aluno por estar, durante a aula, "navegando" pela internet com seu celular, ele corre o risco de ser taxado de opressor e de estar interferindo na individualidade do aluno. Se o professor for mais incisivo e tomar o celular, poderá ser acusado ter agredido este "indefeso" aluno. Ou seja, é o próprio sistema voltando-se contra a disciplina da sala de aula, diminuindo a importância do professor, colocando-o como um quase marginal diante dos valores mundanos de hoje em dia, que são levados para a sala de aula com todo o amparo legal. Dessa forma, como o aluno, que já não aprendeu a respeitar a hierarquia em casa, se conformará em respeitá-la em sala de aula. Se a omissão pela educação do aluno começa na família e depois passa pelo Estado, como poderá o professor agir sozinho? O professor acaba ficando perdido e sozinho nesta guerra de trincheiras.
Alessandro Lyra Braga

Acabaram com o ensino no Brasil e ninguém faz nada para mudar!

Ninguém reclama que a maioria de nossos universitários recém formados seja, na prática, analfabetos funcionais! A sociedade acostumou que o ensino seja de péssima qualidade, que o país não consiga ter profissionais de qualidade e que os professores sejam tratados como meros serviçais. Ninguém mais sonha e ter um filho ou uma filha professores. Sonha-se em ter filhos médicos, advogados, jogadores de futebol ou até "piriguetes", mas professor não! O fato é que hoje a sociedade não vê o professor com o respeito e até idolatria dos tempos de outra. Nosso ensino só mudará quando todos nós exigirmos isto de fato. Não adianta reclamar e depois trocar o voto por um churrasco ou um uniforme para o time de futebol oferecidos por algum político. Entendo que o primeiro passo seja não reelegermos nenhum deputado estadual, federal, senador, governador e presidente. Porque, estes que estão aí, tiveram, no mínimo, um mandato para fazer alguma coisa e nada fizeram
Alessandro Lyra Braga

Um mundo às avessas!

Imaginei um mundo às avessas. Neste mundo, tudo seria diferente do usual. Já pensaram como seria um filho chamar seus pais para uma conversa e dizer-lhes que tem uma revelação a fazer: “Pai, mãe, eu seu hétero!”? Diante de tal revelação, seus pais ficariam em silêncio e logo sua mãe, estarrecida, se levantaria, coçaria o púbis como se tivesse um “saco escrotal” e diria com voz grossa: “Fora de casa!”. Aí seu pai se levantaria e diria, todo afeminado: “Eu te amo mesmo assim!”. Num mundo às avessas os pais recomendariam quando seus filhos saíssem de casa para voltar bem tarde, beber muito e dirigir feito loucos, sem nenhum cuidado. Num mundo às avessas, os pais adorariam saber que suas filhas, menores de idade, estariam grávidas sem saber quem é o pai.
Alessandro Lyra Braga

O que Alckmin e Cabral não querem que saibamos!

Os governadores Geraldo Alckmin, de São Paulo, e Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, estão longe de saber praticar a plena democracia. Eles não querem que saibamos de jeito algum que toda a violência que ocorre nas manifestações políticas em ambos os estados sempre tiveram e ainda têm origem na violenta repressão policial das respectivas polícias militares de seus estados. Para estes governadores, quem não aceita participar de manifestações dentro dos limites que eles entendem como razoáveis, são dignos de absurda violência física e moral. São governadores truculentos, que não aceitam uma oposição popular aos seus ditames governamentais, que visam sempre fins eleitoreiros.
Alessandro Lyra Braga

Professores: desistam dessa profissão!

O Brasil vive numa séria encruzilhada. Sabemos que nossa classe política está destruindo o que falta do ensino público, já que desejam se perpetuar no poder. Lamento muito no que a profissão de professor se transformou. Para boa parte da sociedade, professor, hoje, é profissão de pobre. Pais de classe média querem que seus filhos sejam tudo na vida, menos professores, já que desejam um futuro de conforto, prosperidade e realização para seus filhos, e entendem que isto será impossível de se atingir sendo professores. Já os políticos, principalmente prefeitos e governadores, consideram todos os professores “comunistas chatos” que reclamam o tempo todo.
Alessandro Lyra Braga

Eles não largam o osso!

Por mais incrível que possa parecer, a desfaçatez de nossa classe política só piorou depois das manifestações de junho. O autoritarismo de nossos governantes está em níveis hediondos, talvez até por perceberem que, honestamente, não mais conseguirão permanecer no poder. Antes, eles fingiam que eram democráticos, agora eles escancaram seus dons ditatoriais e a necessidade de cumprir seus “acordos financeiros” de campanha fala mais alto. Aí, que se dane o povo e seus anseios! Se percorrermos o país teremos inúmeros exemplos de medidas arbitrárias, com respaldo subserviente de câmaras municipais e/ou assembleias legislativas e até do próprio Congresso Nacional, que jogam a vontade popular no lixo, provando que o povo é apenas um detalhe indesejado, que só serve para apertar o botãozinho das urnas eletrônicas, pagar impostos para a mamata continuar e apanhar da PM.
Alessandro Lyra Braga

Todo macho grosseirão é um gay enrustido?

Dizem por aí que todo cara metido a machão, que vive dizendo que detesta gay, na verdade é um homossexual enrustido, doido para “soltar a franga”. Será verdade? (...) Outra coisa que um machão detesta é ser chefiado por um gay. Para os machões isto é pior do que ser chefiado por mulher. Só que esta situação é cada vez mais comum, já que as estatísticas comprovam que os gays estão estudando mais e não mais aceitando ser apenas cabeleireiros, costureiros ou maquiadores como era no passado. Hoje gays executivos são cada vez mais comuns.
Alessandro Lyra Braga

Pão e circo no país da palhaçada

Vemos como é curioso que o PT tenha se empenhado tanto em trazer a Copa do Mundo para o Brasil, justamente para que ela aconteça meses antes de uma complicada eleição presidencial. Pessoalmente, acredito que muita coisa acontecerá nos bastidores do mundo político e futebolístico, e, consequentemente, acredito que o Brasil será campeão da Copa, fazendo o povo entender que cada centavo gasto valeu à pena. Alguém duvida disso?
Alessandro Lyra Braga

Será que vai acabar em pizza?

Apesar da ansiedade de todo o povo brasileiro, percebemos que o cheiro de pizza paira sobre o STF. Os embargos infringentes, neste momento, não são apenas um recurso jurídico, e sim um divisor de águas na história da justiça brasileira. Se os mensaleiros saírem vitoriosos, fugindo da cadeia, será a desmoralização definitiva do Estado brasileiro como um todo. Como estância máxima do judiciário, o Supremo Tribunal Federal figurava-se um referencial para a maioria dos brasileiros, que, mesmo sabendo que não se chega lá apenas por méritos teórico-jurídicos, ainda assim despertava algum tipo de confiança, principalmente pela postura do ministro Joaquim Barbosa, que há alguns anos se destaca por saber traduzir aos seus pares de toga as ansiedades do povo. Com o julgamento do Mensalão, percebíamos que por ele os mensaleiros seriam trancados e as chaves das celas seriam jogadas fora. Felizmente, apesar de alguns paus-mandados do PT, as condenações ocorreram.
Alessandro Lyra Braga

Estou me vendendo. Alguém quer?

É isto mesmo: estou à venda! O mais difícil de explicar é para que eu serviria, porque só me comprariam por algum motivo prático, é lógico. Pensando assim, faço agora uma auto-análise: é fato que ultrapasso todos os limites socialmente aceitos para afirmar que tenho um corpinho em forma. Na verdade, meu corpo está em forma de bola, o que talvez até sirva em época de Copa do mundo. Também já ultrapassei aquela fase que os hormônios pululam com todo fervor, menosprezando a lei da gravidade. Assim, sobra-me me ofertar como um ser pensante. No entanto, como ser pensante, na atual sociedade em que vivemos, de shopping centers cheios e bibliotecas vazias, minha cotação cairá vertiginosamente, embora eu tenha consciência que ela já não estava tão alta assim.
Alessandro Lyra Braga

Agora é oficial: no Congresso tem ladrão sim!

A população brasileira está indignada com o corporativismo safado, explícito e vexatório dos demais deputados federais. É uma verdadeira formação de quadrilha o que vimos neste episódio. Neste momento não há mais como acreditarmos numa instituição que permite tais fatos. Sabemos que sempre houve ladrões do erário público no Congresso Nacional, mas nunca com tanta sem-vergonhice como agora. Será que se o povo continuasse nas ruas, como ocorreu em junho, os deputados teriam sido tão corporativistas assim? Alguns deputados querem a anulação da votação alegando que o deputado-ladrão não poderia ter votado pela sua cassação ou não. Porém, de nada adianta tentar reverter a situação agora. A mensagem já foi passada ao povo e os deputados disseram,
Alessandro Lyra Braga

Discutindo a relação

Começarei já polêmico: qual mulher não gosta de discutir a relação? Será que algum homem discute a relação de livre e espontânea vontade? Provavelmente as respostas para as perguntas acima serão “Sim, as mulheres adoram” e “Não, os homens só discutem a relação se forem pressionados, obrigados”. Mas, por que isto? Eu afirmo as mulheres gostam de discutir suas relações por pura insegurança. Há muito pouco tempo que as mulheres perceberam que o mundo também é delas, podendo discutir seu papel na sociedade e sendo partícipe de todo e qualquer evento do nosso cotidiano. Mas também é verdade que há pouco tempo que todas as mulheres puderam perceber isto, porque algumas, que muito anteriormente perceberam que eram tão capazes quanto os homens, já haviam conquistado um importante lugar na história mundial, como é o caso de Cleópatra e rainha Vitória. Dessa forma, a mulher, por insegurança, tenda discutir a relação como forma de entender como seu parceiro a vê e se sente ao seu lado. Esta minha visão pode parecer estranha ao leitor, mas talvez não seja à leitora.
Alessandro Lyra Braga

Coisas do passado…

Lembrar do passado é o dia-a-dia de todo historiador. Buscamos reviver um mundo que já não mais existe, pelo menos para todos. Porém, em nossas mentes saudosistas, Napoleão conversa com Cleópatra e Getúlio Vargas como se fossem contemporâneos e amigos. Parece doideira. E é... Não vivo o passado apenas por ser historiador. Sou saudosista mesmo. Lembro-me dos tempos de outrora, dos quais eu me identificava muito mais que agora. Os tempos atuais são doidos demais, velozes demais e impessoais demais. Antigamente havia mais olho no olho que agora. Hoje, vemos e somos mais vistos por lentes de câmeras do que imaginamos ou queremos.
Alessandro Lyra Braga

Temos que reclamar sim!

Nós brasileiros ainda estamos aprendendo a reclamar de verdade há muito pouco tempo. Inclusive, é comum aquelas pessoas que reclamam ser taxadas de encrenqueiras e chatas, mesmo que estejam com toda razão. Reclamar deveria ser visto como um direito e não uma chatice. Reclamar é nosso direito sim e deve ser plenamente exercido! Não me refiro aqui àquelas reclamações idiotas do dia-a-dia, pois tem gente que realmente reclama de tudo. Reclama se chove, se faz sol, se está quente ou se está frio. Estas pessoas só enchem o saco e não ajudam em nada a humanidade a evoluir. Não vou sugerir que coloquemos estas criaturas em sacos e joguemos no mar, para não perdermos o saco e não poluirmos o mar, mas que seria uma boa solução, lá isto seria!
Alessandro Lyra Braga

A vantagem de ser trouxa

Dizem que o mundo é dos espertos. Será mesmo? Será que ser esperto e sempre se manifestar diante de tudo que os olhos e a mente enxergam é prova de inteligência? Já perdi a conta de quantas vezes na vida eu me fiz de idiota, de trouxa, só para viver melhor alguma situação. Em algumas ocasiões temos que fingir não perceber certas coisas, fazendo a política da vista grossa e dos ouvidos tapados, na certeza de que os benefícios oriundos dessa pseudo ignorância serão maiores que a “vergonha” de sermos trouxas para algumas pessoas. Muita gente deve estar sem entender direito esta minha tese, achando que eu fiquei doido de vez. Na verdade, estou admitindo que em muitas ocasiões eu deveria ter tido certas atitudes e não as tive. Percebi que me fazer de bobo seria mais interessante, que eu teria mais a perder se não tivesse “cabeça fria”. E, acreditem, sempre que agi assim eu saí ganhando.
Alessandro Lyra Braga

Pais omissos, filhos malcriados!

Criar um filho requer dedicação. É abdicar do pronome EU e adotar os pronomes ELE(A) ou NÓS. O problema é que cada vez mais as pessoas não querem deixar de ser apenas elas mesmas. Para estas pessoas, o ideal é que os filhos tivessem um botão ON/OFF para desligá-los quando fosse interessante ou estivessem estressados demais. Mas não é assim que a coisa funciona e quem não sabe disso, ou deve aprender e se conscientizar ou então não ter filhos, o que não é nenhuma vergonha ou demérito. Os filhos são o resultado da postura e dos ensinamentos que seus pais lhe passam. Pais que deixam seus filhos ainda muito novos em creches ou com babás, achando que estes deverão saber criá-los, estão criando problemas, e não filhos. A presença e a atenção dos pais no dia-a-dia de seus filhos são essenciais para um sólido alicerce das crianças diante da vida.
Alessandro Lyra Braga

Criando um monstro!

O mundo é cruel com quem enxerga e pratica apenas o bem. A maldade é e sempre foi a grande mola propulsora da humanidade. A questão é que ser bom é quase um sinônimo de ser boçal, otário. As pessoas boas acabam sendo exploradas, já que normalmente são ingênuas e percebem o próximo como alguém bem intencionado. Como diz o ditado, de gente bem intencionada o inferno está cheio. Há tempos que venho observando os bonzinhos. Chegam a ser uma quase “espécie” em meio à sociedade, que ainda existe porque quando os monstros do dia-a-dia percebem que os bonzinhos podem se extinguir, acabam ficando “meio-bonzinhos”, numa atitude de preservação da espécie ameaçada. É como fazer uma campanha para salvar o Mico-leão Dourado. Aí, quando percebem que o quase ex-bonzinho volta a ser bonzinho, os monstros voltam a atuar com toda força. Vemos isto no casamento, por exemplo, quando um dos cônjuges está quase explodindo e o outro fica quieto por um período, às vezes até dizendo por aí que “vai maneirar por uns tempos até a poeira baixar!”.
Alessandro Lyra Braga

Sou feio sim, e daí?

Vivemos a ditadura da beleza. Quem não segue o padrão de beleza do momento e é feio aos olhos da coletividade tem mais é que morrer ou viver escondido, como se fosse a mais nojenta das ratazanas. Imagina um gordo, careca e dentuço ir à praia de Ipanema. Corre o risco de ser preso por crime ambiental ou atentado ao bom gosto dos demais banhistas. Hoje em dia para ser alguém na vida temos que ser “sarados”, bem tratados e triviais. Agir de forma diferente é ser visto como um ET. Eu, por exemplo, sou carioca e sou branquelo como pouca gente consegue ser. Fujo do sol como o Diabo da cruz e não me visto com bermudas estampadíssimas que parecem ter sido feitas com cortinas de quarto de mulher-dama e não saio na rua de chinelos de jeito nenhum! Prefiro roupas clássicas e procuro estar sempre adequadamente trajado aonde vou. Por conta disso, muita gente me pergunta se sou paulista. Puro preconceito!
Alessandro Lyra Braga

Liberdade de escolha ou discriminação?

Até onde o exercício de nossa liberdade individual de escolher pode significar um ato de discriminação é uma das questões mais sensíveis nos dias atuais. Interessante para compreender esta questão é entender que “discriminar” significa "fazer uma distinção", “escolher”. Já está solidificado no senso comum de todos que discriminar é sempre crime ou uma prática odiosa. Entendo que discriminação racial, religiosa ou sexual são realmente crimes ou práticas sociais perversas, que têm que ser combatidas com incisivas campanhas públicas de esclarecimento, e, dependendo da forma praticada, até com o rigor da lei. Mas sempre elucidando que temos o pleno direito de ter nossas opiniões ou escolhas, só não temos o direito de agredir ao próximo com estas decisões ou considerações.
Alessandro Lyra Braga

As várias formas de burrice

Muito já se falou sobre os vários tipos de inteligência, mas todos esquecem de procurar entender as diversas formas de burrice, mesmo sendo elas absurdamente...
Alessandro Lyra Braga

O Brasil acordou, e agora?

Custou mas aconteceu, o povo acordou. O Brasil acordou de sua longa hibernação e prostração diante de tanta politicagem barata e irresponsável. Foram décadas de roubalheiras desenfreadas sem que ninguém fizesse algo que pusesse medo nos grandes ladrões dessa pátria. Agora a coisa será diferente. O povo acordou e não vai dormir tão cedo! De início, espero que nossos dirigentes passem a realmente acreditar que estamos de saco cheio deles e que não sentiremos falta se todos forem exportados para Cuba, por exemplo, em retribuição aos médicos que a “simpática” ilha está para nos enviar. Não iremos mais tolerar “ginásticas” contábeis para maquiar as nebulosas contas públicas com resultados mentirosos. Não iremos mais tolerar obras superfaturadas para que políticos e empreiteiros possam depois festejar em luxuosos restaurantes parisienses ou comprando imóveis cinematográficos, que estão muito além da capacidade de sonhar da maioria dos brasileiros. Não iremos suportar mais quase nada desses políticos que não seja competência com a gestão da coisa pública, austeridade e honestidade. Se não for assim, não nos serve!
Alessandro Lyra Braga

Estaremos vivendo a “Primavera Tupiniquim”?

A questão que envolve o crescimento das manifestações contrárias ao aumento das passagens de ônibus é muito maior e mais profunda do que gostaria os políticos calhordas desse país: o povo encheu o saco! Não aguenta mais ser desprezado, espoliado e explorado pela corja que o governa. Não aguenta mais saber que existe um abismo entre os interesses públicos e os interesses de políticos e empresários que, unidos, deixam tudo que é público de lado e só privilegiam seus interesses pessoais. Ainda bem que o povo está acordando!
Alessandro Lyra Braga

O povo unido jamais….

Dizem o que o povo unido jamais será vencido, será verdade? Entendo que dependerá muito da forma como o povo esteja unido. Os últimos meses serviram como prova de que unidos pelas redes sociais, fazendo campanha contra o Renan Calheiros ou o Marco Feliciano por exemplo, nós nada conseguiremos. Nossa estrutura de poder está montada de forma que a vontade popular não seja nenhum obstáculo aos interesses privados de nossos corruptos dirigentes. Parece conversa de revolucionário dos anos sessenta e setenta, mas só pegando em armas é que podemos conseguir alguma coisa.
Alessandro Lyra Braga

O real perigo de uma teocracia no Brasil

O Brasil está correndo o grave risco de se tornar um país teocrático, ou seja, suas diretrizes serem baseadas em conceitos teológicos, que muitas das vezes são mal interpretados ou então interpretados em prol do interesse de grupos muito específicos. O interessante é que nossa constituição prega o Estado laico, mas não é isto que está ocorrendo. Hoje, a ditadura das igrejas evangélicas se faz presente com a total submissão dos políticos de plantão, mesmo que estes não sejam evangélicos declarados. Inclusive, muitos políticos se dizem evangélicos apenas para pleitear o voto, muitas vezes de cabresto, que estas igrejas proporcionam. Hoje, é raro o dia que um prefeito ou outro político não se curve diante de uma solicitação de um pastor. O mesmo não ocorre com representantes de outros segmentos religiosos ou de outras expressões sociais.
Alessandro Lyra Braga

Seu passado lhe condena?

Dificilmente alguém lerá o título desse artigo e não ficará reflexivo. Qual passado não nos condena? Mesmo que não tenhamos cometido atos ilícitos do ponto de vista jurídico, fantasmas de atos que podemos classificar de várias formas, sempre aparecem. Parece que ninguém está livre dessa verdade! Comportamentos questionáveis, vergonhas passadas, porres colossais e brigas selvagens são fantasmas comuns a praticamente todas as pessoas. Nestes quesitos não há quem não tenha um passado condenatório. Conheço uma pessoa que num porre fenomenal pediu uma almofada roxa em casamento! Ainda quanto aos porres, tenho um amigo que tomou um pavoroso porre de licor de ovo e hoje se arrepia só em ver shampoo Colorama.
Alessandro Lyra Braga

Cuidado com suas conquistas!

O ser humano é um conquistador nato! Desde os mais remotos tempos imemoriais, que a raça humana vive e morre em torno de conquistar algo, seja território, alimento ou afeto. O mais interessante é que ainda hoje a prática de conquistar, mesmo que com outros métodos, continua fazendo parte de nossas realidades. Conquistar um sonho, seja ele qual for, ainda é a pauta de dia! Conquistar um lugar no mundo é a mais contínua luta do ser humano. Temos que nos fazer notados, notarmos as outras pessoas e todos tentarmos conviver em harmonia, mesmo que o mundo seja o mais completo caos, como é hoje em dia. Lógico que constantemente as coisas dão errado! Buscar ter reconhecimento pelo que somos e não pelo que temos é um dos grandes objetivos que as pessoas lúcidas tentam conquistar.
Alessandro Lyra Braga

Lidando com gente doida

Gente doida é o que mais há por aí. Pelo menos é o que inicialmente pensamos. Mas, será que estas pessoas são mesmo doidas ou nós é que não conseguimos entendê-las? Eu costumo afirmar que tenho um verdadeiro imã para atrair gente maluca. Tenho amigos e até parentes que não deveriam passar nem perto de hospícios, pois poderiam ser internados na hora. O mais curioso é que quanto mais doida a criatura, mais interessante é o seu ponto de vista sobre o mundo. O mundo dos doidos é fascinante. A expressão “festa estranha, com gente esquesita” acaba não sendo obra de ficção e sim uma correta descrição do dia-a-dia de algumas pessoas.
Alessandro Lyra Braga

Um povo comodista

O brasileiro é comodista por índole. Aposto que se hoje o governo federal baixar uma norma, triplicando imediatamente todos os impostos, nada acontecerá. O povo aceitará tudo passivamente. Nem uma passeata, ou um protesto mais incisivo será visto. As pessoas até reclamarão nas salas de espera, nas conduções para o trabalho ou nas demoradas filas de banco, mas mesmo assim continuarão comprando suas caixas de cerveja, as praias continuarão cheias e todos continuarão fazendo churrasquinhos nos finais-de-semana.
Alessandro Lyra Braga

E a monstruosidade continua…

Para aqueles que entendem e defendem que bárbaros assassinos podem e devem ser ressocializados e se tornar bonzinhos, deixo aqui um desafio: que tal adotar um assassino desses, levando-o para suas residências, ressocializando-o no seio de suas famílias? Deixem, sem medo ou receio algum, que estes assassinos convivam com seus filhos e netos. Se vocês tiverem coragem de agir assim, eu acreditarei que suas opiniões não são proselitismos baratos.
Alessandro Lyra Braga

Recado aos apaixonados

Quem nunca se apaixonou que levante a mão! Apaixonar-se é um verdadeiro combustível para se viver. Ou será que alguém pensa ao contrário? Dizem os estudiosos do comportamento humano, que a paixão pode até ter um componente doentio, mas esta é uma seara que prefiro não adentrar. Meu conhecimento neste assunto é meramente empírico. Normalmente, quando falamos em paixão, acabamos por simbolizá-lo por um coração. Os gregos antigos associavam o fígado e não o coração ao “órgão humano” símbolo da paixão. Os gregos, muito sabiamente, já sabiam que o fígado, que na verdade é uma glândula, tem a capacidade de se regenerar se for maculado. Assim, eles entendiam que se sofremos por uma paixão mal correspondida, temos ainda a real capacidade de nos curarmos e ficarmos prontos para outras paixões. Não eram sábios os gregos da antiguidade clássica?
Alessandro Lyra Braga

O ser humano merece existir?

Tenho certeza que num primeiro momento meus leitores dirão que eu fiquei louco de vez, já que questionar a existência humana é muito pouco usual. Na verdade, percebo que até hoje a humanidade nunca se perguntou se valeu à pena termos deixado de ser meros primatas coletores de alimento e integrados à natureza, para virarmos o ser dominante do planeta. Na verdade, deixamos de agir como animais integrados à natureza há bem pouco tempo e, desde que dominamos o fogo, passamos a destruir nosso meio ambiente, adaptando-o em prol da chamada civilização, que sempre busca, com todo seu egoísmo, o maior bem estar possível. Para ilustrar bem esta questão, desde a antiguidade que somos capazes até de mudar o relevo do planeta. Na antiga Mesopotâmia, fazia-se obras de transposição nos rios Tigre e Eufrates, alterando seus cursos e promovendo obras de irrigação em pleno deserto, utilizando-se de ferramentas hoje consideradas rudimentares, mas que na época foram altamente eficientes. Hoje, alguns rios de tão explorados somem, acabam. É o caso do rio Colorado, nos Estados Unidos, que antes tinha sua foz no Golfo da Califórnia e que hoje simplesmente acaba no deserto, pois, de tanto ter suas águas desviadas e utilizadas para diversos fins, principalmente nos estados da Califórnia e do Arizona, não consegue mais terminar seu percurso.