<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Debates Culturais - Liberdade de Idéias e Opiniões &#187; Albertina Ramos</title>
	<atom:link href="http://www.debatesculturais.com.br/autores/albertina-ramos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.debatesculturais.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 15:25:30 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>Kizomba com kukeca</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/kizomba-com-kukeca/</link>
		<comments>http://www.debatesculturais.com.br/kizomba-com-kukeca/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 03:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Albertina Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Albertina Ramos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.debatesculturais.com.br/?p=6166</guid>
		<description><![CDATA[Este mês, nosso coração vai estar na África. E durante muito tempo, foi a África que ajudou a construir nosso país. Do século XVI ao século XIX, vieram cativos para o Brasil os negros, falantes da língua africana. Foram esses irmãos que deixaram suas mãos marcadas nas mais lindas construções do Brasil. Eram esses escravos que carregavam pesadas pedras, que ao sol ou à chuva trabalhavam nas cidades ou também na zona rural, nas construções, na terra, até preparando os mais saborosos quitutes nas cozinhas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/África2.JPG" alt="África" title="África" width="220" height="225" class="aligncenter size-full wp-image-6170" />Nosso time está completo. Concordando – ou não – com Dunga, o que o brasileiro espera é a festa do final da Copa do Mundo, trazendo a Taça para o Brasil.</p>
<p>Este mês, nosso coração vai estar na África. E durante muito tempo, foi a África que ajudou a construir nosso país. Do século XVI ao século XIX, vieram cativos para o Brasil os negros, falantes da língua africana. Foram esses irmãos que deixaram suas mãos marcadas nas mais lindas construções do Brasil. Eram esses escravos que carregavam pesadas pedras, que ao sol ou à chuva trabalhavam nas cidades ou também na zona rural, nas construções, na terra, até preparando os mais saborosos quitutes nas cozinhas.</p>
<p>Sua passagem por aqui deixou termos na nossa língua: esmolambado, dengoso, sambista, xingar, mangar, molequeira, caçulinha, banguela, agogô, berimbau, capanga, cachaça, cachimbo, forró, fubá, cuíca, mocotó, jiló, samba, muamba, tanga, sunga, maracutaia. Afinal, não foram os índios que fizeram o trabalho escravo, mas uma população estimada entre quatro e cinco milhões de africanos trazidos para o Brasil. E esse grande número de afrodescendentes trocava informações diariamente na senzala, na terra, nos momentos de lazer, enfim, na convivência do dia a dia. E não se pode esquecer a religião dos negros, que também contribuiu para essa herança vocabular: pela chamada “língua de santo” da Bahia. </p>
<p>Yeda Pessoa de Castro tem um estudo que vale a pena ler: chama-se <strong>A influência das línguas africanas no português brasileiro</strong> e pode ser encontrado na Internet, em <a href="http://www.smec.salvador.ba.gov">www.smec.salvador.ba.gov</a>, onde a autora também cita a importância da mulher negra na cultura do Brasil e, consequentemente, nos termos que surgiram a partir daí.: <em>“A mulher negra, na função de “mãe-preta”, teve oportunidade de interagir e exercer sua influência naquele ambiente doméstico e conservador, incorporando-se à vida cotidiana do colonizador, fazendo parte de situações realmente vividas e interferindo no comportamento da criança através de seu processo de socialização linguística e de determinados mecanismos de natureza psicossocial e dinâmica.”</em>.   </p>
<p>Há também as comidas temperadas com azeite-de-dendê, os contos populares e cantigas-de-ninar com seres fantásticos (tutus, mandus, boi-da-cara-preta), expressões de afeto (dengo, xodó), crenças e superstições (o homem-do-saco é um exemplo). É também nesse estudo que se encontra outra informação interessantíssima. A autora  explica a origem do termo “ladino”, que até hoje se usa com o sentido de ardiloso, astuto, manhoso. Ladinos eram os negros que aprendiam um pouquinho de português e assim se transformavam em bilingues, podendo por isso frequentar a casa grande, além da senzala, e se transformavam em leva e traz, com assuntos que interessavam a senhores e escravos. </p>
<p>E vamos nós! Gritando, em brados agudos que se prolongam, chamados “kukeca”, mas sambando, ao toque de berimbau, agogô, cuíca – ou ainda comendo um suculento mocotó, exagerando no xodó e cafuné &#8211; mas não na cachaça &#8211; em nossa kizomba, a linda festa em que &#8211; se Deus quiser – iremos comemorar a vitória que nos fará donos da Copa de 2010.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.debatesculturais.com.br/kizomba-com-kukeca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Acordo ortográfico empoeirado</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/acordo-ortografico-empoeirado/</link>
		<comments>http://www.debatesculturais.com.br/acordo-ortografico-empoeirado/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 01:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Albertina Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Albertina Ramos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://debatesculturais.wordpress.com/2009/02/12/acordo-ortografico-empoeirado/</guid>
		<description><![CDATA[Rolou pelas gavetas do tempo esse Acordo. Mais de vinte anos para se conseguir uniformizar a ortografia nos países de língua portuguesa. Presenciei algumas discussões sobre o Acordo. No início dos anos 90 assisti a uma delas com um professor português, à mesa com professores brasileiros, da qual também participava, como mediador, o Prof. Evanildo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rolou pelas gavetas do tempo esse Acordo. Mais de vinte anos para se conseguir uniformizar a ortografia nos países de língua portuguesa. Presenciei algumas discussões sobre o Acordo.</p>
<p>No início dos anos 90 assisti a uma delas com um professor português, à mesa com professores brasileiros, da qual também participava, como mediador, o Prof. Evanildo Bechara, hoje de fardão da A.B.L. Cena patética: os brasileiros mal deixavam o professor lusitano abrir a boca. Impunham suas idéias, diziam que as consoantes mudas tinham de deixar de existir. (Portugueses distinguiam “fato, acontecimento, escrevendo “facto” e deixavam “fato” para nomear o terno, de vestir.) Dessa forma &#8211; pobres portugueses! &#8211; teriam de escrever  sem distinção “fato” tanto o acontecimento, como o  terno (calça e paletó). O professor português, educadamente, queria defender sua ideia, mas os antigos colonizados o tratavam como se ele representasse o dominador, a explorar a terra brasileira.</p>
<p>Afinal, o Acordo é um fato. E, dentre outras bases, as consoantes mudas não existem mais: <i>fato</i>, <i>datilografia</i>, por exemplo, não poderão mais ser <i>facto</i>, nem <i>dactilografia</i>, nem aqui, nem em qualquer país de língua portuguesa. Assinado em setembro de 2008, entrou em vigor em janeiro de 2009, mas até 2012 se aceitarão as normas antigas (de 1943 com as alterações de 1975).</p>
<p>É boa a reforma proposta pelo Acordo?</p>
<p>Se considerarmos que países de mesma língua devem ter a mesma ortografia, a resposta é sim. Ainda em 2003 eu trabalhava num Projeto de educação para Angola e tinha de fazer revisão em todos os textos escritos no Brasil, mas na ortografia angolana. E é claro que isso demandou mais custos àquele Projeto.</p>
<p>Se pensarmos, porém, que somos capazes de ler José Saramago sem dificuldade porque a língua é a mesma e vivemos muito bem sem as letras <span style="font-style:italic;">k</span>, <span style="font-style:italic;">w</span> e <span style="font-style:italic;">y</span> &#8211;  agora no alfabeto &#8211; porque há muito tempo  assistimos a <span style="font-style:italic;">shows</span>, temos <span style="font-style:italic;">know-how</span> e cantamos <span style="font-style:italic;">Yes, nós temos bananas</span>,  o Acordo não nos parecerá tão útil  assim. </p>
<p>Uma coisa é certa: editoras estão muito felizes. Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste trocarão textos escritos da mesma forma, e em cada país os livros serão reeditados de acordo com a Reforma ortográfica. É muito dinheiro!&#8230;</p>
<p>Perguntaram-me se a Reforma ia fazer o brasileiro escrever melhor. E eu disse que não. Porque os brasileiros que não conheciam as antigas regras ortográficas vão continuar a desconhecer as novas. E não são poucos.</p>
<p>O Prof. Evanildo Bechara, da A. B. L., em entrevista a um Jornal de TV, no último dia 17, tentou demonstrar que o Acordo já é aceito pelo povo, ao declarar: &#8211; Soube de um botequim no Rio de Janeiro que chamou um prato de “linguiça com trema” e outro de “linguiça sem trema”.</p>
<p>Ah! como está mal informado o prof. Bechara! O botequim não era carioca, o povão <span style="font-style:italic;">nem está aí pro</span> Acordo porque não sabe ler, não lê e nem sabe o que é trema. Mas essa é uma outra história.</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.debatesculturais.com.br/acordo-ortografico-empoeirado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um pouco como me sinto</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/um-pouco-como-me-sinto/</link>
		<comments>http://www.debatesculturais.com.br/um-pouco-como-me-sinto/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 23:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Albertina Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Albertina Ramos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://debatesculturais.wordpress.com/2009/01/14/um-pouco-como-me-sinto/</guid>
		<description><![CDATA[Escrever um “blog”, ocupar um espaço com idéias me parece um pouco invasivo. Afinal, a folha branca pressupunha a escolha do leitor: ele a tomava nas mãos, lia &#8211; ou não lia e a abandonava. A tela, porém, está aí, à frente de mim, de você&#8230; simplesmente está. Será que tenho o direito de macular [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrever um “blog”, ocupar um espaço com idéias me parece um pouco invasivo. Afinal, a folha branca pressupunha a escolha do leitor: ele a tomava nas mãos, lia &#8211; ou não lia e a abandonava. A tela, porém, está aí, à frente de mim, de você&#8230; simplesmente está. Será que tenho o direito de macular o branco em silêncio? Busquei Saramago (&#8230;)<br />
<blockquote><b>A página infinita da Internet</b><br /><i>By José Saramago</i></p>
<p>Acabamos de sair da conferência de imprensa de São Paulo, a colectiva, como dizem aqui.<br />Surpreende-me que vários jornalistas me tenham perguntado pela minha condição de blogueiro quando tínhamos atrás o anúncio de uma exposição estupenda, a que é organizada pela Fundação César Manrique no Instituto Tomie Ohtake, com os máximos representantes e patrocinadores, e com a apresentação de um novo livro à vista. Mas a muitos jornalistas interessava-lhes a minha decisão de escrever na “página infinita da Internet”. Será que, aqui, melhor dito, nos assemelhamos todos? É isto o mais parecido com o poder dos cidadãos? Somos mais companheiros quando escrevemos na Internet? Não tenho respostas, apenas constato as perguntas. E gosto de estar escrevendo aqui agora. Não sei se é mais democrático, sei que me sinto igual ao jovem de cabelo alvoroçado e óculos de aro, que com os seus vinte e poucos anos, me questionava. Seguramente para um blog.</p>
<p><span style="font-style:italic;">Disponível em:  Acesso em: 14 jan. 2009.</span></p></blockquote>
<p>É assim que me sinto: “igual ao jovem de cabelo alvoroçado e óculos de aro, que com os seus vinte e poucos anos, me questionava”. E é assim também que me sinto.</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.debatesculturais.com.br/um-pouco-como-me-sinto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

