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Agnaldo Ferreira dos Santos

Imitar os bons exemplos é preciso

Quando falamos sobre imitação nos dias atuais, descobrimos que não é de hoje que é praticada na sociedade. O homem imitou, imita e nunca vai deixar de imitar. Podemos afirmar que na sociedade contemporânea, de fato, imita-se. Quais são as pessoas que se imitam na sociedade contemporânea? Antes de tudo, em matéria de modas. Em modas, afinal de contas, vivemos da imitação. É preciso saber o que é que está sendo usado, e o que está sendo usado não obedece a nenhuma regra da razão.
Agnaldo Ferreira dos Santos

Como não conquistar a felicidade

Para muitos, viver uma vida feliz é respirar contentamento. Quanto mais, melhor! Homem bem sucedido na vida seria o que alcança esse contentamento. E quanto mais distante esteja dessa meta, menos feliz. O candidato a homem feliz fica, então, tentando adivinhar quais são as qualidades requeridas para atingir o que tanto deseja. Evidentemente, pensa: são aquelas pelas quais se vence na vida. Pois o “certo” — o homem perfeito da era moderna — é aquele que vence na vida. O que não faz essa escolha é o “fracassado”, o “errado”.
Agnaldo Ferreira dos Santos

Uma sociedade ou uma zorra?

Achei brilhante um fato que li a poucos dias num livro de um dos maiores ministros que a França já teve no século XVIII, o grande Tayllerand. Perguntaram-lhe, certa feita, sobre o motivo de ele atrair tanta gente para as suas rodas de conversas, e o que tanto conversavam que fazia com que seus convidados ficassem no afã de voltar a sua casa para conversar. Ele respondeu que o segredo para alguém atrair outros para suas rodas é um só: quando quisermos que as pessoas se sintam bem em nossas rodas de conversa, falemos delas mesmas; quando quisermos que vão embora, falemos de nós. Ou seja, como, mais do que nunca, queremos mesmo é falar de nós, não encontramos quem nos ouça.
Agnaldo Ferreira dos Santos

Mediocridade, uma praga contagiosa

Chegamos a ponto de o ser humano viver da bisbilhotice, da “espiada” da vida alheia com estilos Big Brother e companhia. Então, só nos resta perguntar: como podemos formar uma sociedade mais justa, mais humana e mais religiosa se optamos pela mediocridade e pelo mediano da vida? Uma sociedade cresce quando seus membros têm desejos das alturas, dos cumes; ou seja, de crescer, seja intelectualmente, religiosamente, fraternalmente. Volto a dizer que vivemos da mediocridade que a vidinha nos oferece.