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Tom Coelho

O país da corrupção

Laja-Jato, presidente e ex-presidentes, senadores, deputados, empresários. O cenário atual nos passa a impressão de que a corrupção e a falta de ética estão associadas exclusivamente ao cenário político-econômico. Infelizmente, isso não é verdade
Tom Coelho

Gestão com empatia

A prática da empatia evidentemente não se restringe ao ambiente corporativo. Assim, se você é um educador, como pode conduzir sua aula de modo a estimular os alunos, fazendo-os sentir-se engajados e determinados com o aprendizado, consciente de que a informação hoje está disponível em uma fração de segundos e a um clique em um computador ou celular?
Tom Coelho

Excelência no atendimento

A qualidade do atendimento começou já na recepção, com profissionais respeitosas e sensíveis, que tiveram a preocupação de orientar e agilizar os procedimentos. Após a liberação do quarto, fui muito bem recebido pela técnica em enfermagem
Tom Coelho

A arte de empreender

Tenha paixão pela atividade que escolher! Não há nada mais equivocado do que optar por algo pelo qual não se tenha competência, dedicação e entusiasmo. Assim, você precisa seguir um caminho alinhado aos seus propósitos, pois isso lhe trará a convicção de despertar pela manhã com o desejo pelo desafio e terminar o dia com a sensação de reconhecimento pelo que foi feito.
Tom Coelho

A força da vocação

Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali. É quase impossível que estes personagens de histórias em quadrinhos não sejam seus conhecidos e praticamente improvável que não tenham participado de sua vida, em especial durante sua infância.
Tom Coelho

Coragem para mudar

É preciso discernimento para identificar o que nos faz mal e coragem para eliminar tais fatores de nossas vidas. Tudo o que fazemos somente tem sentido quando pode nos proporcionar alegria e prazer. É evidente que há tarefas operacionais e situações enfadonhas que marcam nosso cotidiano, mas mesmo estas precisam estar vinculadas a um objetivo maior.
Tom Coelho

Anatomia do amor

Coloque de lado, por alguns instantes, os problemas políticos e econômicos que atingem nosso país, os ataques terroristas que vicejam pelo mundo, as fontes de ansiedade e angústia que nos afligem e faça uma breve reflexão sobre o que realmente importa: o amor e as relações afetivas que regem sua vida.
Tom Coelho

Brasil doente

Nosso país está enfermo. Infelizmente não se trata de uma gripe ou de uma doença passageira. Fomos acometidos por um câncer, o qual não se encontra em estágio inicial, pois está em fase de metástase. Este câncer é nosso sistema político.
Tom Coelho

Crise de liderança

Crise é a palavra mais recorrente em nosso atual contexto. É evidente que estamos diante de uma crise econômica, marcada por retração do PIB, inflação inercial, aumento do desemprego, desvalorização cambial, entre outros aspectos, além de uma crise política. Porém, nada se compara à crise de liderança, a qual não se restringe ao nosso país.
Tom Coelho

Tragédia não é fatalidade

Sábado, 23 de janeiro, cidade de Cananéia, litoral sul de São Paulo. Um barco chamado Pérola Negra, com 21 pessoas, regressava de um passeio turístico quando naufragou, vitimando uma mulher e seu filho, de apenas quatro anos de idade. Após o acidente, o piloto declarou à mídia que os passageiros se assustaram com o movimento das ondas, concentrando-se em apenas um lado da embarcação, desestabilizando-a e fazendo com que ele perdesse o controle, levando ao adornamento. Mentira!
Tom Coelho

Chega de angústia

A ansiedade é um tempo que não chega; a angústia, um tempo que não vai embora. Amantes que aguardam pelo encontro é ansiedade; relacionamentos desgastados que não terminam é angústia. O prenúncio do final de semana para um pai divorciado é ansiedade; a despedida dos filhos no domingo é angústia. A espera pelo resultado de um concurso é ansiedade; ter seu nome classificado em uma lista de espera é angústia. A expectativa do primeiro dia de trabalho é ansiedade; o fim do expediente que demora é angústia.
Tom Coelho

Geração sem-sem

Mas nada é mais preocupante, e irritante, do que o uso indiscriminado dos celulares. Pessoas com a “síndrome da cabeça baixa” reunidas presencialmente, porém focadas exclusivamente na tela de seus smartphones ignorando a tudo e a todos ao seu redor. Gente que liga o aparelho dentro do cinema e do teatro, responde mensagens durante aulas e reuniões, dirige falando ao celular colocando em risco a própria integridade e a segurança de outros.
Tom Coelho

Cuide da sua vida

Jamais se esqueça de olhar para trás, não com o intuito de contemplar de forma melancólica o passado (diz um provérbio russo que “ter saudades do que já passou é correr atrás do vento”) mas sim de observar o quanto do caminho já percorreu, enaltecendo suas vitórias, saboreando os frutos de sua evolução, aprendendo a deixar para trás tudo o que não precisa carregar consigo, como mágoas, ressentimentos e frustrações.
Tom Coelho

Feliz 2018!

Sejamos honestos: estamos atravessando um momento econômico comparável à década perdida dos anos de 1980 e um momento político similar ao vivenciado no início dos anos de 1990. Estamos diante de uma autêntica estagflação, ou seja, retração econômica, com projeção de queda do PIB entre 1% e 2% neste ano, associada à elevação dos índices de desemprego e uma inflação galopante decorrente de aumento das tarifas públicas e desvalorização do real. Na verdade, estamos colhendo os frutos de nossa baixa competitividade ocasionada pela conjunção de três fatores fundamentais: elevada tributação, falta de infraestrutura e baixa produtividade.
Tom Coelho

Ensaio sobre a amizade

Amigos são pessoas que compartilham com alegria as nossas vitórias, mas que nos acolhem despretensiosamente nos maus momentos. Nós os descobrimos na adversidade e na infelicidade. São apoiadores por natureza, mesmo quando discordam de nossas posições. Bons ouvintes, concedem-nos atenção e sabem que muitas vezes não queremos opiniões ou comentários, mas apenas sermos ouvidos com paciência. Adeptos da diversidade, pouco lhes importa aspectos como raça, credo ou condição socioeconômica, pois respeitam nossas diferenças antes mesmo de desfrutar as semelhanças. Surpreendem-nos com regularidade e são admiráveis confidentes, compartilhando seus segredos – e os nossos.
Tom Coelho

Mundo desigual

A "Forbes", revista de negócios norte-americana, publica anualmente uma lista avaliando o patrimônio dos bilionários em todo o mundo. A edição deste ano novamente apresenta nas três primeiras posições Bill Gates, fundador da Microsoft; Carlos Slim Helu, do setor de telecomunicações; e o banqueiro Warren Buffet. Juntos, eles detêm ativos da ordem de US$ 224 bilhões, o equivalente ao patrimônio estimado de cerca de 900 milhões de pessoas. Os dados ficam ainda mais alarmantes se tomarmos como referência os ativos dos dez mais ricos. Neste caso, chegamos a um total de US$ 551 bilhões, comparável ao patrimônio de algo em torno de dois bilhões de pessoas no planeta!
Tom Coelho

Corrupção padrão Fifa

Apenas uma semana. Este foi o tempo necessário para eclodir um dos maiores escândalos envolvendo o futebol em âmbito mundial. Primeiro, a prisão de sete dirigentes ligados à Fifa, a pedido da justiça norte-americana, com base em investigações promovidas pelo FBI desde 2011. Depois, a renúncia de Joseph Blatter, presidente eleito para seu quinto mandato consecutivo à frente da entidade. As suspeitas apontam para um esquema de corrupção generalizado envolvendo contratos de marketing, direitos de imagem, além das disputas para sediar os torneios da Rússia, em 2018, e do Catar, em 2022. E, certamente, isso é apenas o início.
Tom Coelho

A farsa do Facebook

Vou pontuar desde o início: este artigo é direcionado a todos que investem no Facebook como instrumento de marketing digital. Esta mídia social, como muitas outras, são canais incríveis para cultivar relacionamentos. Desde os tempos do falecido Orkut, tive a oportunidade de resgatar amizades perdidas ao longo dos anos graças a estas redes sociais. Com mais de 1 bilhão de usuários ativos no mundo, é natural que se procure gerar e potencializar negócios através do Facebook. Assim, empresas passaram a utilizar o chamado Face Ads, destinando uma verba mensal para promover seus “posts”, buscando aumentar o número de “seguidores” e de “curtidas”. A pergunta é: “Qual a efetividade desta estratégia?”.
Tom Coelho

Como perder clientes

Após quase 15 anos como cliente da Dell Computadores eu não imaginava que utilizaria esta empresa como um exemplo de omissão e negligência. Assim, para que este artigo não pareça um mero relato pessoal de insatisfação de um consumidor, decidi convertê-lo em uma lição para empreendedores e executivos listando um triste receituário de como jogar no lixo não apenas um cliente, mas a reputação de toda uma empresa. Toda venda deve ser consultiva, ou seja, focada em atender às demandas do cliente. Isso se aplica sobremaneira no caso de produtos ou serviços que possam ser customizados. Porém, quando acionei o departamento comercial da Dell, informando que realizava palestras em todo o país e que fazia uso intensivo do computador durante voos, apresentando todas as minhas necessidades a fim de formatar a melhorar configuração para o equipamento que estava adquirindo, fui ignorado, e acabei comprando uma máquina sem o recurso de teclado retroiluminado e sem conector VGA, essencial para acessar praticamente todos os projetores existentes no mercado.
Tom Coelho

Os deveres do poder público

Há anos a administração pública em nosso país, em todas as esferas de governo, tem terceirizado aos cidadãos suas atribuições básicas. Assim, é impraticável abrir mão de um convênio médico e odontológico, ficando à mercê do sistema público de saúde, formado por hospitais lotados, carência de médicos e espera superior a três meses para uma simples consulta. O mesmo se aplica à educação. Para oferecer um ensino de qualidade aos nossos filhos, precisamos recorrer a instituições privadas.
Tom Coelho

Terrorismo silencioso

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 805 milhões de pessoas no mundo não se alimentam em quantidade suficiente para serem saudáveis, sendo que uma em cada nove pessoas vai dormir com fome todos os dias. A Inter-agency Group for Child Mortality Estimation (IGME) estima que apenas US$ 0,25 por dia seriam suficientes para garantir a uma criança acesso a todos os nutrientes e vitaminas necessários ao crescimento saudável. Mas enquanto guerras e corrupção grassam pelo planeta, quantas são as manifestações efetivas – e não conduzidas por grupos temáticos e pontuais – que observamos e são divulgadas pela mídia com intuito de mitigar fatos como estes?
Tom Coelho, Welliton Caixeta Maciel

Au revoir Carnaval!

Há uma doença congênita que assola nosso país. Uma doença que ceifa empregos, impede o crescimento da renda e reduz o dinamismo da Economia, prejudicando toda a sociedade, mas que se reveste como algo bom, travestido com a toga da alegria. Esta doença atende pelo nome de Carnaval. Anualmente contamos 104 dias correspondentes a sábados e domingos e outros 15 dias, em média, representados por feriados prolongados. Ou seja, quase um terço do ano onde grande parte da população não trabalha, não produz.
Tom Coelho

Homenagem em vida

Em 1950, após a derrota para o Uruguai na final da Copa do Mundo realizada no Brasil, o dramaturgo Nelson Rodrigues cunhou a expressão “complexo de vira-lata” para qualificar o hábito de os brasileiros se colocarem voluntariamente em posição de inferioridade face ao resto do mundo. Um exemplo desta prática está no fato de sempre enaltecermos personalidades do exterior nos mais diversos campos do conhecimento, deixando de reverenciar os grandes nomes de nosso próprio país. Para ilustrar, podemos citar o estadunidense Philip Kotler, considerado o ícone do marketing. Porém, aqui no Brasil temos Francisco Alberto Madia de Souza, que atua em marketing desde 1968, quando este era ainda um tema obscuro no mundo corporativo.
Tom Coelho

Gestão empresarial em tempos de crise

Se o término das eleições definiu o cenário político para os próximos anos, o mesmo não se pode dizer com relação às perspectivas econômicas. Nossa atual conjuntura aponta para um crescimento próximo a zero neste ano e grande pessimismo para 2015. A inflação ultrapassou a meta definida, os gastos públicos bateram recorde, voltamos a ter déficit nas transações internacionais, a renda per capita encolheu e a indústria perde continuamente participação no PIB nacional. Até mesmo o desemprego em queda é ilusório, haja vista que é mensurado com base na estatística de pessoas que estão em busca de emprego, índice este declinante em decorrência dos programas sociais.
Tom Coelho

Não fique doente!

Pode ser por decorrência de uma mudança climática, excesso de trabalho, estresse emocional, descuido ou por outros fatores, invariavelmente você será acometido, em algum momento, por uma enfermidade qualquer. Assim, com a saúde abalada, a prostração pode lhe visitar. Os dias tornam-se longos e improdutivos, e você se sente angustiado, à espera de recobrar sua integridade. Num primeiro momento, é natural que se recorra à automedicação. Um antitérmico para debelar a febre, um analgésico para aliviar a dor. Porém, se os sintomas persistirem, você precisa recorrer ao atendimento médico.
Tom Coelho

Tempo para arrumar a casa

O país parou, é uma constatação. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a taxa média de ocupação de assentos em voos nas cidades-sede é de apenas 37,5%. As próprias companhias aéreas estimam uma redução de 15% no movimento face ao mesmo período no ano passado, em virtude da queda nas viagens de negócios. Caminhe por um shopping center e seguramente você encontrará grande movimento apenas nas praças de alimentação. Observe a visitação ao site de sua empresa, contabilize o número de chamadas telefônicas, de solicitações de orçamentos e de e-mails trocados. Tente agendar visitas aos seus clientes...
Tom Coelho

Compre soluções e não problemas!

Anos atrás estive fazendo um estudo de viabilidade econômica para uma empresa com mais de duas décadas no mercado e que se encontrava em sérias dificuldades: títulos protestados, salários atrasados e dezenas de clientes com seus pedidos não entregues, embora tivessem pagado parcial ou integralmente pela mercadoria. O mais incrível era que novos consumidores continuavam comprando, fosse pela suposta credibilidade transmitida pelos “20 anos de tradição”, fosse pela habilidade do vendedor, fosse pelo preço menor face à concorrência (talvez graças ao não registro de funcionários e à sonegação de impostos, entre outros).
Tom Coelho

A volta da inflação

No ano em que o Plano Real comemora seu aniversário de duas décadas, constatamos que a inflação inercial, infelizmente, está de volta ao Brasil. A série histórica recente comprova que não temos conseguido ficar no centro da meta. Em verdade, os últimos dados indicam que possivelmente iremos superar o teto estabelecido de 6,5% ao ano ainda em 2014. Isso poderá ser evitado mediante a amarga elevação da taxa de juros, com impactos sobre o já pífio crescimento do PIB (além de atrair capital estrangeiro meramente especulativo). Ou o uso de subterfúgios, como por exemplo, postergar para janeiro o reajuste de tarifas públicas e do preço dos combustíveis.
Tom Coelho

Bandeiras da intolerância

A palavra “intolerância” diz muita coisa. Ela remete à incapacidade de tolerar, ou seja, de aceitar, de permitir, de escutar, de respeitar, mesmo que discordando. De tanto ostentar bandeiras, negligenciamos nossa própria liberdade, colocando-a em segundo plano, esquecendo o prazer de contemplar e de amar a vida. Mastros no chão, ao cruzar para o outro lado de um rio, ao atravessar uma ponte ou mesmo uma linha ou um marco imaginário, encontraremos alguém igual a nós, com as mesmas dúvidas, as mesmas incertezas e os mesmos desejos de respostas que povoam nossas mentes e nossos corações sem bandeiras.
Tom Coelho

Do lápis ao rojão

Em lugar de evoluir, estamos regredindo no que concerne ao convívio social. Motoristas que trafegam pelo acostamento e motociclistas que propositadamente avariam espelhos retrovisores. Pessoas que utilizam vagas destinadas a deficientes quando sua única necessidade especial é demonstrar esperteza e ganhar alguns minutos. Pichadores que danificam patrimônio público e privado como se estivessem produzindo obras de arte. Trabalhadores que apresentam falsos atestados médicos. Pessoas queimadas em praças públicas, decapitadas em celas, agredidas em virtude de sua orientação sexual. Torcidas que se digladiam nas ruas e em estádios de futebol. Crimes do colarinho branco. Exemplos de falta de escrúpulo, intolerância, desrespeito aos direitos e à dignidade do outro.
Tom Coelho

Inventores do além

É preciso inicialmente compreender a diferença entre invenção e inovação. No primeiro caso, estamos diante de algo inédito, inusitado, seja um produto, um serviço ou um processo, decorrente de uma constatação, de mera observação ou empirismo, concebido com uma finalidade útil e percebido como tal. Já a inovação está associada à evolução de algo existente, que pode ser feito de maneira melhor, mais rápida ou mais barata. Dentro deste contexto, é coerente notarmos que as inovações são muito mais frequentes que as invenções, embora não menos importantes. E que inovações sucessivas podem conduzir a tal grau de desenvolvimento que, no limite, o paradigma vigente seja rompido dando espaço a um novo paradigma – e a uma possível invenção.
Tom Coelho

Custo, tempo e qualidade

Na busca pela competitividade, um fator primordial na atual conjuntura é a redução de custos, a racionalização dos investimentos e o combate aos desperdícios. Lemann, Sicupira e Teles compraram o Burger King em 2010 e dois anos depois elevaram os lucros da rede em 150%, mesmo com uma redução de 42,5% nas receitas, apenas enxugando custos. Recentemente a Gol Linhas Aéreas criou um bônus para seus pilotos por redução no consumo de combustível e a TAM optou por desligar o sistema de ar condicionado das aeronaves quando em solo, antes da decolagem. Na indústria automobilística observa-se o mesmo. Em 1987 tínhamos no Brasil apenas três montadoras: Chevrolet, Fiat e Autolatina (joint venture formada entre a Volkswagen e a Ford que vigorou até 1996). Atualmente temos 49 marcas sendo comercializadas no país e mais de 350 modelos de veículos, o que obviamente pressiona cada player a proporcionar aos clientes melhores preços, demandando redução de custos.
Tom Coelho

Administração do tempo se aprende na escola

Educar não se resume a prover alunos apenas de competências técnicas, aquelas vinculadas à inteligência intelectual, embora seja isso que façamos convencionalmente e nunca por inteiro. Educar passa também pelo desenvolvimento de competências comportamentais, aquelas atreladas à inteligência emocional, o que envolve relacionamentos e interação com o ambiente. Mas educar demanda, ainda, instruir os jovens na prática de competências valorativas, tendo o respeito e a integridade como primordiais, numa lição que se ensina de uma única maneira: através do exemplo.
Tom Coelho

Recordar é viver

Tenho por hábito reservar algumas horas nos últimos dias que antecedem minhas férias de final de ano para organizar papéis e arquivos diversos. São práticas triviais como descartar documentos cuja guarda é desnecessária, reunir materiais similares em pastas únicas, selecionar objetos que possam ser doados. É um procedimento que passa por gavetas, armários e até meu computador, e que embora pareça meramente operacional, reserva-me grandes surpresas... Em uma pasta suspensa, por exemplo, deparei-me com uma grande quantidade de trabalhos escolares produzidos há cerca de uma década por meus filhos mais velhos, hoje com 18 e 16 anos. Um material singular que me conduziu a uma viagem no tempo, à época em que estavam sendo alfabetizados. Os primeiros traços e letras, os desenhos coloridos e pueris, os singelos presentes a mim ofertados em datas comemorativas.
Tom Coelho

O resgate da inocência

Tive o prazer de desfrutar de uma experiência singular: a primeira apresentação de balé de minha filha de quatro anos. O evento, idealizado e organizado com carinho e competência por Patricia Famá, reuniu mais de 50 alunos de sua escola distribuídos em quatorze performances temáticas. Mas um detalhe em especial levou-me a uma reflexão que gostaria de compartilhar: a diferença entre as apresentações infantis e juvenis. As exibições das crianças, com faixa etária de quatro a doze anos, mas notadamente daquelas com até sete ou oito anos de idade, foram marcadas por características similares. As pequenas bailarinas entravam no palco com um sorriso contagiante no rosto. Reunidas em grupos de três a sete participantes, era comum observá-las se entreolhando, perguntando umas às outras sobre o enredo esquecido, e buscando guarida na professora, que escondida por detrás da cortina, estava sempre a postos para caprichosamente orientá-las.
Tom Coelho

Um instante, uma palavra

Hoje aprendi que em qualquer intervenção que eu faça, seja em uma palestra ou um treinamento, seja em uma reunião ou em diálogo conciso, basta uma fração de meu discurso para promover a reflexão em qualquer um dos presentes. E como cada pessoa é atingida de maneira diferente e em momentos específicos, é grande minha responsabilidade, pois a mensagem pode afetá-las positiva ou negativamente, influenciando suas decisões. Assim, cuide com atenção e carinho de seus argumentos. E lembre-se de que em comunicação, mais do que a razão, é a emoção quem impera.
Tom Coelho

Um mundo doente

Crise na Europa e nos Estados Unidos, queda de governos árabes, discussões sobre o aquecimento global. As doenças que acometem o mundo não são de ordem econômica, política ou ambiental. Nossas mazelas são de caráter social. A sociedade está enferma. As pessoas estão fisicamente doentes. Caminhe por uma praia e observe a condição dos banhistas para constatar a falta de cuidados com o próprio corpo, fruto de vida sedentária, alimentação desregrada, ausência de atividade física. Não é à toa que obesidade, hipertensão arterial e doenças coronarianas crescem vertiginosamente. As pessoas estão mentalmente doentes. Ansiedade, angústia, transtornos de humor. Como prova do que digo, observe a proliferação de drogarias por todo o país. E mais do que o número de novos estabelecimentos, a frequência maciça de consumidores. Não importam dia e horário, invariavelmente você encontrará filas nos caixas. Gente comprando de medicamentos para as dores do corpo, a ansiolíticos e antidepressivos.
Tom Coelho

Viver em condomínio

O homem é um ser social. No ônibus, o passageiro assentado ao lado assume ar de inimigo, invadindo nosso espaço, privando-nos de nossa própria liberdade. No trânsito, o veículo que se aproxima é um intruso, disputando um mesmo espaço. Já no condomínio, quem são nossos vizinhos, como os qualificamos? O barulhento do sexto andar, o invejoso do oitavo, o dono do carro importado da cobertura. De que valem estes rótulos? O homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se cercado de pessoas. De nada adianta nos enclausurarmos cada vez mais, deixando de vivenciar com o próximo as diversas possibilidades de experiências, atitudes e emoções.
Tom Coelho

A chave da boa educação

Não é tijolo que educa. Escolas podem ser reformadas e ampliadas, quadras poliesportivas construídas, computadores de última geração instalados, e ainda assim a qualidade de ensino continuar sofrível porque a chave para a boa educação está no professor. Ser professor neste país já foi símbolo de status. Contudo, pesquisa realizada em 2009, pela Fundação Carlos Chagas, encomendada pela Fundação Victor Civita, apontou que apenas 2% dos universitários escolhem o magistério como primeira opção de carreira. Pior, os que o fazem estão entre os 30% de estudantes com pior desempenho escolar que usam a licenciatura e a pedagogia como mera porta de entrada para o nível superior, haja vista serem cursos pouco disputados. Em contrapartida, na Finlândia, meca do ensino no mundo, para abraçar a carreira de docência o candidato deve estar entre os 20% melhores alunos. Em Cingapura, outra referência, apenas os 30% melhores são aceitos. A lição é simples: o caminho está em selecionar os professores com maior potencial, valorizá-los e extrair o máximo deles.
Tom Coelho

A vida sem celular

Viver sem celular fortaleceu meu instinto de planejamento, pois agendo compromissos, organizo-me para comparecer, saio com antecedência ou comunico previamente um eventual atraso. Trouxe-me segurança e serenidade, pois não sou interrompido em reuniões ou quando estou no trânsito. Permitiu-me a liberdade de ser dono do meu próprio tempo e não refém das demandas de outrem. Ademais, proporcionou-me momentos de intimismo, quando fico imerso em meus próprios pensamentos, ao invés de “aproveitar aqueles intervalos para telefonar ou enviar mensagem a alguém”. Céticos de plantão e profissionais que notadamente dependem da comunicação instantânea e em tempo integral dirão que é balela. E eu lhes direi que, ainda assim, precisam aprender a desligar seus dispositivos móveis algumas horas por dia para partilharem da companhia de familiares e de amigos – além de si mesmos.
Tom Coelho

Ensinando a ousar

A cada minuto de nossas vidas estamos sempre assumindo dois papéis: o de professor e o de aluno. Dependendo do momento, do tema e do interlocutor, colocamos um ou outro véu. E num diálogo realmente edificante, chegamos mesmo a utilizar ambos. Porém, em regra, somos maus professores. Maus porque pregamos a mediocridade, inibimos a audácia, coibimos o risco, desestimulamos a galhardia. Ser medíocre é ser comum, mediano, modesto, despretensioso. Ser medíocre é estar seguro, ainda que não se esteja bem. Ser medíocre é fruto natural de nossa cultura ibérica e de nossa tradição católica.
Tom Coelho

Iniciativa, hesitação e acabativa

A reclamação é uma prática arraigada em todas as organizações. Poderia ser um instrumento de busca do aperfeiçoamento contínuo, mediante a sinalização de aspectos ineficientes e a proposição de ações corretivas. Porém, apresenta-se como um mecanismo de defesa, de transferência de responsabilidades ou, mais ainda, de culpabilidades. Apontamos o dedo para outra pessoa ou departamento e, com isso, justificamos nossas próprias deficiências além de desviarmos as atenções para outro alvo. Uma empresa é um organismo vivo, sinérgico, sistêmico, no qual um departamento depende dos demais, o trabalho de um colega tem impacto sobre o desempenho dos outros. É por isso que a palavra “organismo” é bem aplicada. Porque se trata de uma instituição que se organiza.
Tom Coelho

Ser e estar

Tenho observado com cautela o comportamento das pessoas e suas atitudes na vida em sociedade. E seja no ambiente corporativo, familiar, político, social, enfim, qualquer seja o meio no qual estejam inseridas, preocupa-me a instabilidade, a ausência de propósitos, a fragilidade das personalidades, perante questões diversas que lhes são impostas. As pessoas parecem tomadas por um senso de urgência, um imediatismo subserviente, por meio dos quais se manifestam em defesa de interesses de curto prazo, pontuados como se estivessem desconectadas do organismo social.
Tom Coelho

O caminho do meio

Equilíbrio. Talvez esta seja a palavra mais adequada para nortear a vida de qualquer pessoa. Quando cuidamos de nossos negócios, ou do negócio dos outros com atitude empreendedora, costumamos assumir uma postura extremada, engajando-nos de corpo e alma, labutando 14 horas diárias, negligenciando nossa saúde, família, vida social e cultural. Os dias mostram-se curtos, insuficientes para a realização das atividades propostas. O almoço torna-se supérfluo. Dorme-se pensando nas duplicatas vencidas e a vencer, nos clientes que deixaram de ser atendidos, nos atrasos na linha de produção. Deixamos de apreciar as experiências positivas que tivemos. Os problemas são recorrentemente mais pujantes.
Tom Coelho

Serviço civil obrigatório

A polêmica do momento é a ampliação para oito anos do curso de medicina, com dois anos dedicados ao SUS. Quer saber? Isso deveria ser aplicado a todos os cursos universitários. Vivemos em um país extremamente desigual, com elevada concentração de renda e oportunidades restritas a poucos. Segundo relatório sobre educação divulgado em setembro de 2012 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 11% da população brasileira com idade entre 25 e 64 anos concluiu o ensino superior, o que nos coloca na 38ª posição entre 40 nações.
Tom Coelho

Fracasso e sucesso

É preciso discernimento para reconhecer o fracasso, coragem para assumi-lo e divulgá-lo e sabedoria para aprender com ele. O fracasso está presente em nossa vida, em seus mais variados aspectos. Na discussão fortuita dos namorados e na separação dos casais, na falta de fé e na guerra santa, na desclassificação e no lugar mais baixo do pódio, no infortúnio de um negócio malfeito e nas consequências de uma decisão inadequada. A história e a literatura são unânimes em afirmar que cada fracasso ensina ao homem algo que necessita aprender; que fazer e errar é experiência enquanto não fazer é fracasso; que devemos nos preocupar com as chances perdidas quando nem mesmo tentamos; que o fracasso fortifica os fortes.
Tom Coelho

Sonhos e metas

Não há nada como um sonho para criar o futuro. Tudo isso pode parecer piegas, mas você deve monitorar seus passos em relação aos seus sonhos e nunca se afastar deles. Se preferir ser mais técnico e menos filosófico substitua a palavra “sonhos” por “metas”. Mas siga sempre confiante em direção ao cumprimento de seus planos, reto como uma flecha, pois o que torna um sonho irrealizável é a inércia de quem o sonha. O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo. A maioria das pessoas toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo. Elas veem as coisas e perguntam o porquê delas.
Tom Coelho

A visão do futuro

O futuro não é o lugar para onde estamos indo. É o lugar que estamos construindo e que dependerá daquilo que fizermos no presente. Por isso, como nos ensinou o mestre Peter Drucker, a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo. Aqueles que constroem o próprio futuro constroem o futuro dos outros. A capacidade de empreender o próprio futuro está se tornando uma questão de sobrevivência. Administrar bem um negócio é administrar seu futuro. E administrar seu futuro é administrar informações. O futuro não é mais sobre tecnologia. É sobre informação processada como conhecimento. Se a história testemunhou a triste divisão entre nações ricas e pobres, o futuro pode nos reservar a separação entre as que sabem e as que não sabem.
Tom Coelho

Desenvolvendo a cultura de dono

O conceito de intra-empreendedorismo, também denominado empreendedorismo corporativo, foi apresentado em 1985 por Gifford Pinchot III, em sua obra homônima cujo subtítulo dizia: “Por que você não precisa deixar a empresa para tornar-se um empreendedor”. De fato, a interpretação do empreendedor como sendo dono do próprio negócio está ultrapassada. A visão coerente remete ao executivo capaz de agir como se fosse um dos principais gestores de uma organização. Veja na sequência dez requisitos para promover o intraempreendedorismo em sua corporação.
Tom Coelho

O trânsito e as novas relações de trabalho!

A mobilidade não é apenas um problema de infraestrutura viária, mas de saúde pública. Afora a perda material, há efeitos intangíveis e de difícil mensuração. Primeiro, o tempo das pessoas, que deixam de cumprir compromissos e realizar tarefas diversas porque estão presas no trânsito. Reuniões canceladas, clientes e pacientes não atendidos, produção que deixa de ser gerada. A falta de transporte coletivo em quantidade e de qualidade impede a integração do automóvel com as redes de ônibus, trem e metrô. E mesmo as estações inauguradas recentemente não dispõem de edifício-garagem para estimular o motorista a rodar menos com seu carro.
Tom Coelho

Facespam, chatwitter e a relevância na internet

Estou inscrito em diversos grupos no Facebook e no Linkedin. Note que disse “estou inscrito” e não “participo”, porque no segundo caso seria necessário envolvimento e interação, o que sinceramente não tenho oferecido – você compreenderá o porquê no decorrer deste texto. Recentemente recebi uma mensagem do fundador de um destes grupos. Ele informava que havíamos chegado a 1500 participantes, mas reconhecia que isso era apenas um insólito número, porque uma ação recente para divulgação de obra literária de um dos membros – sim, o grupo é formado por escritores, autores e editores – teve a adesão de apenas três pessoas. Para quem gosta de matemática, 0,2%. Como parâmetro, há 20 anos uma singela mala direta despachada pelo correio era considerada bem sucedida quando alcançava retorno da ordem de 3%.
Tom Coelho

O mal da mediocridade

A mediocridade é uma das maiores chagas do mundo moderno. É medíocre o aluno que se esforça apenas para obter a nota mínima exigida para passar de ano. É medíocre o estudante de pós-graduação que comparece às aulas com desinteresse, pois seu único objetivo é alcançar o certificado de conclusão do curso para rechear seu currículo. É medíocre o trabalhador que lacônica e covardemente apenas cumpre ordens, destituindo-se de um mínimo de bom senso e flexibilidade, como nos dois casos acima relatados.