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Regina Diniz

A sabedoria de conviver com o diferente, com a diversidade…

Algumas pessoas ricas sabem como usar sua riqueza de modo inteligente compartilhando-a com os necessitados e não em uma vida de luxos – mas muitos não sabem. Estão de tal forma envolvidos com a ideia de adquirir ainda mais riquezas que não abrem espaço para qualquer coisa diferente em suas vidas. Extremamente envolvidos deixam de buscar a felicidade que as riquezas deveriam trazer. É comprovado o alto grau e a frequência inquietante, nas populações dos países desenvolvidos materialmente, da ansiedade, do descontentamento, da frustração, da insegurança e da depressão.
Regina Diniz

O produto final do crescimento ético

Por que se fala tanto em moral hoje? Acredito que se fala muito de moral porque os problemas morais assumem dimensões assustadoras na sociedade contemporânea. Influentes pensadores, filósofos, historiadores, políticos e literatos de todas as épocas nos fornecem um vasto material que comprova a constante preocupação com a Ética e a Moral. O tempo atual vive grandes e rápidas transformações que afetam não só o exterior, mas também os fundamentos do ser e do pensar, as formas de julgar e decidir, as normas e valores.
Regina Diniz

A necessidade atrelada à integridade do outro ser

Por milênios e milênios se repete a proposta sedutora de grandes expectativas e doces sonhos de progresso. Procuramos entender para escapar dos indefiníveis perigos que o momento presente nos reserva. Não agüentamos tal pressão e ficamos depressivos e hipertensos, e com a saúde abalada caímos em doenças que nos atiram na obesidade mórbida. Desesperadamente nos endividamos, comprando câmeras de TV, contratando seguranças, e toda esta pressão confundem as nossas ações, pois não conseguimos propor uma cultura de paz. A vida urbana ficou arriscada e imprevisível. Pela ausência de trabalho surgiram os excluídos, que atirados a própria sorte, assaltam para se alimentarem, muitos deles matam por um prato de comida.
Regina Diniz

Bons e gentis em nossas relações recíprocas

A vida impõe decisões às pessoas o tempo todo, as pessoas as tornam de acordo com seu valor, considerando as particularidades de cada situação. Valores são quaisquer aspectos da decisão que: sejam considerados, desejáveis, indesejáveis, agradáveis, promissores, seguros, justos, bons, corretos, fáceis, incertos... Nossos sistemas de cognição moral, de valores éticos, e tomada de decisão evoluíram ao longo de milhões de anos para proporcionar uma maior aptidão de sobrevivência, sucesso reprodutivo e social, permitindo-nos desenvolver e aperfeiçoar critérios para avaliar opções e comportamentos próprios e alheios, considerando seu valor provável, sua aprovação e reprovação social, custos e riscos potenciais.
Regina Diniz

O respeito inquestionável pela ética

As normas éticas podem guiar nossa conduta em nossas relações mútuas, nosso relacionamento com os outros e simultaneamente dos outros para conosco, para que possamos nos sentir seguros e unidos, colaborarmos uns com os outros, cooperar pacificamente e espelhar mútuo prazer sem medo e com elevada confiança. Notamos que precisamos com urgência destas normas éticas. Interagimos na companhia de muitos grupos intermináveis de seres humanos, conhecidos e desconhecidos, cuja interação depende do que fazemos e influenciam por sua vez o que devemos fazer. As normas de mediações são importantíssimas em nossa vida, necessitamos do conhecimento e das capacidades morais mais do que as capacidades técnicas.
Regina Diniz

O caminho para a auto-estima sadia

Reconhecemos as nossas próprias forças e limites, que ampliamos superando as dificuldades, esforçando-nos ao máximo, enfrentando desafios e provações até quando fracassamos. Pode acontecer uma grande realização e esta pode afastar o medo. Esse é o melhor caminho para alcançarmos a auto-estima sadia, a qual se baseia não só na aprovação dos outros, mas também nas realizações e êxitos concretos e na autoconfiança realista que daí resulta. Para que o crescimento e a individuação sejam possíveis, é necessário compreender que as capacidades, órgãos e sistemas orgânicos exercem pressão para funcionar e expressar-se, assim como para serem usados e exercidos, e que tal uso é satisfatório, ao passo que o desuso é irritante.
Regina Diniz

O comportamento humano essencialmente livre

A possibilidade de aumentar o mundo com pessoas mais afetuosas e induzi-las a serem solidárias com as outras não figura nos objetivos criados pela utopia consumista. Os indivíduos da opulência (falsa) não se encontram rodeados, como sempre acontecera, por outras pessoas, mas por objetos. O indivíduo pobre é forçado a uma situação na qual tem de gastar o pouco dinheiro ou os parcos recursos de que dispõe com objetos de consumo sem sentido, e não com suas necessidades básicas, para evitar a total humilhação social e evitar a perspectiva de ser provocado e ridicularizado. A violência explode em todas as culturas consumistas.
Regina Diniz

A inclusão da cidadania plena

A liberdade é uma necessidade para o progresso e uma necessidade para a sobrevivência. Se perdermos a liberdade interior perdemos também a direção e a autonomia, as grandes qualidades que distinguem os seres humanos dos robôs. Como é importante redescobrir o verdadeiro significado da liberdade. Não pode haver liberdade que não comece com a liberdade para comer e o direito ao trabalho. Na luta pela democracia a segurança econômica só recentemente foi reconhecida como uma condição política da liberdade pessoal. Existe um medo reprimido na população, pela inflação descontrolada e o desemprego, ansiedade pela deterioração dos valores antigos, com a erosão das religiões, pela desintegração da estrutura familiar, preocupação com a crise do petróleo, com a violência urbana e assim por diante.
Regina Diniz

As grandes concentrações de trabalhadores

Que milagre foi este? O que foi que aconteceu para que mais de 1 milhão e meio de pessoas em 19 capitais e mais de 100 cidades brasileiras saíssem às ruas protestando? Qual é a natureza e o sentido das manifestações que tomaram o país, configurando o maior movimento popular da história do Brasil? Para qual direção apontam? São interrogações que persistem em nossas interpretações. Como fenômeno complexo, os atuais movimentos sociais desafiam analistas que desejam às interpretações definitivas, já que a velocidade vertiginosa dos acontecimentos impede inferências sobre as tendências futuras. É desafiador refletir sobre as perspectivas abertas pela dinâmica dos movimentos neste tempo de redes sociais ativas.
Regina Diniz

A subsistência: prerrogativa fundamental da humanidade

Os pobres de hoje, não são consumidores e não são desempregados. São pessoas simples definidos como consumidores falhos, já que o mais importante dos deveres sociais eles não desempenham que é o de comprador ativo de bens e serviços que o mercado oferece. Nos livros de contabilidade de uma sociedade de consumo, os pobres entram na coluna dos débitos, e nem por um erro de avaliação poderiam ser registrados na coluna dos ativos, sejam estes presentes e futuros. Desnecessários, indesejados, desamparados – onde é o lugar deles. A Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) contabilizou 53,9 milhões de brasileiros que vivem na pobreza. Isto corresponde a 31,7 da população do país. E dentro deste número existe um dado ainda mais preocupante: do total 21,9 milhões de pessoas indigentes. Estudos ajudam a mostrar como as riquezas são mal distribuídas no país. 50% da população mais pobre fica apenas com 13% de toda a renda. Um vexame. É por isso que somos considerados pela ONU como o segundo país do mundo com maior desigualdade social, atrás somente de Serra Leoa. Que cada movimento pessoal que ainda acreditam em Jesus, sindicatos sérios, ong’s, partidos políticos, que todos possam se unir juntamente com suas comunidades, para que aconteça uma modificação nesta realidade, pois não podemos aceitar essa situação caótica.
Regina Diniz

A expressão da própria humanidade

O avanço da globalização, que ultrapassou os processos econômicos, invadiu as dimensões políticas, sociais e culturais, trazendo conseqüências nas atribuições do Estado, desregulamentação nas economias nacionais, a reestruturação do mercado de trabalho, a flexibilização do trabalho, o crescimento dos empregos precários, o desemprego cíclico e estrutural, e a exclusão de contingentes de trabalhadores do mercado formal. A forte segmentação da força de trabalho ( incluídos X excluídos do mercado formal, qualificados X não-qualificados, trabalhadores de empresas modernas e trabalhadores de empresas terceirizadas desmobilizou a sindicalização dos trabalhadores. A globalização econômica corresponde, pois, a globalização do mundo do trabalho e da questão social.
Regina Diniz

A redistribuição quanto ao reconhecimento humano

A inclusão social é o maior desafio de nosso país, que por razões históricas que nunca foram devidamente esclarecidas, acumularam gigantesco conjunto de desigualdades sociais, que até hoje não foram elucidadas no tocante à distribuição da riqueza, do acesso aos bens materiais e culturais e na apropriação dos conhecimentos científicos e tecnológicos. Não podemos esconder de nós mesmos, e do mundo todo a favelização que cada vez mais aumenta sem o mínimo de acesso à redistribuição dos bens educacionais e culturais. O maior desempenho social é estabelecer condições para que todos os habitantes do país possam viver com adequada qualidade de vida e como cidadãos plenos de ampliar suas oportunidades no mercado de trabalho. Um país rico como o nosso não justifica a riqueza de poucos (20%) e extrema pobreza de muitos (80%).
Regina Diniz

O respeito pela autonomia do outro

Por milênios e milênios o nosso planeta demonstrou uma indiferença humana inexplicável pelos chamados supérfluos. Tão desprezados e humilhados não representam um potencial de luta política e não possuem condições de pedir ajuda. Podemos dizer sem condições nenhuma de pedir socorro para uma vida mais humana. São considerados supérfluos porque não fazem nada de socialmente útil, portanto não existem socialmente. Eles estão bem presentes e isso é o maior problema, pois são numerosos demais. Ao longo de sua história, os homens se colocaram certos objetivos, em que não apareciam os desejos de felicidade baseada na riqueza. No que diz respeito à sobrevivência, da estruturação de um grupo social, das operações ou ideologia técnica, a preocupação com a felicidade não aparecia. (Foi uma novidade proclamada pela revolução moderna) a possibilidade de produção de abundância e de garantia de uma vida material melhor, uma vida mais fácil, longe dos perigos, do cansaço, da doença e da fome.
Regina Diniz

A redistribuição econômica nos estados democráticos

Sabe-se que o setor financeiro internacional recebeu, apenas em 2010, dez vezes mais recursos públicos do que todos os países pobres do planeta nos últimos cinqüenta anos. O dado foi divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) pelas metas do milênio, destinada a combater a fome e a pobreza no mundo. Enquanto os países pobres receberam, em meio século, cerca de US$ 2 bilhões em doações de países ricos, bancos e outras instituições financeiras ganharam, em apenas um ano, US$ 18 bilhões em ajuda pública. Os planos dos países de renda baixa ou média para combater a pobreza priorizam o crescimento econômico e a criação de empregos, mas raramente explicitam estratégias para que esses processos beneficiem mais os pobres. Essa é a conclusão de um estudo que analisou o texto-base de programas de 22 nações em desenvolvimento, todos eles preparados após o lançamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (CODM – uma série de metas sócio-econômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015).
Regina Diniz

Integrações com as proteções sociais

O século XX acabou com muitos problemas, para os quais ninguém apresentou soluções. As autoridades globais, nacionais e transnacionais sempre estiveram de olho nos países que precisavam de dinheiro emprestado para impor-lhes políticas monetárias. Décadas de crises destruíram o consenso político. Surgiram povos solidamente identificados com seus governos, mas eram poucos na década de 1990. Os cidadãos de muitos países admitiram a idéia de um Estado forte, ativo e socialmente responsável, merecendo a liberdade de ação porque servia ao bem-estar comum. Mas esses Estados eram raros. Houve muitos países, onde o governo era suspeito por aderir a um anarquismo, individualista misturado com disputas e políticas de mamatas.Tinham também numerosos países, onde o Estado era tão ignorante socialmente e corrupto, que os cidadãos decepcionados não esperavam um governo que produzisse o bem público. Estes países são comuns no terceiro mundo.
Regina Diniz

A direção à crescente igualdade humana

As soluções salariais dos novos tempos estimularam novas estratégias a partir do Estado, objetivando a segurança e proteção social entre os interesses do mercado e as reivindicações do trabalho. Mas estas propostas históricas sempre foram debatidas para serem implementadas “no futuro” e é esta ausência de aprovação das leis salariais até hoje, colocam em debate o modo de socialização e as normas de integração com base no trabalho. A organização do trabalho e a estruturação do trabalho convidam a operacionalização da questão social diante do crescimento da vulnerabilidade de massa porque a própria constituição do Estado Social nunca foi aprovada ou instituída.
Regina Diniz

A responsabilidade pela melhoria progressiva de todos

Penso e repenso, e não consigo compreender porque os regulamentos estabelecidos por nós mesmos não significam benefício e proteção para cada um de nós. A insegurança moderna, em suas múltiplas manifestações, é caracterizada pelo medo dos roubos, dos crimes e dos criminosos. Desconfiamos dos outros e de suas intenções, nos recusamos a confiar na constância e na regularidade da solidariedade humana. É nesse contexto social que reaparece o apelo à solidariedade, para que todos, sem distinções de classes, comprometam-se na solução dos problemas sociais, principalmente a fome e a miséria e pela vida. A Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida (ACMV) deveria ser o maior projeto do Brasil. Hoje a solidariedade humana é fundamental na emergência dos que morrem de fome, enquanto aguardam a materialização das propostas nas mudanças de estrutura. E essas reformas estruturais só acontecem quando as mudanças do dia-a-dia ocorrem pela ação das pessoas, de todas as pessoas. Só assim o nosso Brasil terá Paz.
Regina Diniz

Nenhuma vantagem com o crescimento econômico

Número de favelados no Brasil será de 55 milhões em 2020 de acordo com um relatório das Nações Unidas sobre os centros urbanos no mundo. As Nações Unidas dizem que apesar do comprometimento e esforço do Brasil para tentar melhorar a qualidade de vida de moradores nas favelas, a desigualdade e pobreza crônicas aumentaram, e nada mudou em relação ao preconceito. De acordo com o relatório da ONU, um estudo feito no Rio de Janeiro, descobriu que moradores de favelas encontram grandes barreiras para conseguir empregos. Segundo a ONU, os governantes devem levar em conta a diferença entre a favela e outras áreas urbanas, na hora de formular políticas sociais.
Regina Diniz

A responsabilidade pela melhoria progressiva de todos

Penso e repenso, e não consigo compreender porque os regulamentos estabelecidos por nós mesmos não significam benefício e proteção para cada um de nós. A insegurança moderna, em suas múltiplas manifestações, é caracterizada pelo medo dos roubos, dos crimes e dos criminosos. Desconfiamos dos outros e de suas intenções, nos recusamos a confiar na constância e na regularidade da solidariedade humana. É nesse contexto social que reaparece o apelo à solidariedade, para que todos, sem distinções de classes, comprometam-se na solução dos problemas sociais, principalmente a fome e a miséria e pela vida. A Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida (ACMV) deveria ser o maior projeto do Brasil. Hoje a solidariedade humana é fundamental na emergência dos que morrem de fome, enquanto aguardam a materialização das propostas nas mudanças de estrutura. E essas reformas estruturais só acontecem quando as mudanças do dia-a-dia ocorrem pela ação das pessoas, de todas as pessoas. Só assim o nosso Brasil terá paz.
Regina Diniz

O mundo humanamente significativo

Qual é o benefício maior, que a prática da compaixão nos oferece? Ela nos traz força interior. Todas as experiências negativas se tornam muito dolorosas. Curamo-nos, quando nos lembramos dos outros afetivamente através de pensamentos positivos porque a nossa mente se amplia, e os nossos problemas se apequenam trazendo a paz duradoura. Quando procuramos consolar o sofrimento de nossos amigos, essa atitude voluntária abre as portas para o ser. Mesmo que emaranhada por problemas pessoais, esta atitude afetiva nos traz uma base de clareza, e a pessoa terá força para se sustentar.
Regina Diniz

A paz é fruto da justiça cultural

Atualmente começa a surgir um novo homem, que deseja ser ele mesmo, escolher, dominar e manejar a sua vida, organizando a sua vida social. Nesta confusão desenfreada, ele esta pensando, calculando e trabalhando com abstrações mais próximas de sua vida concreta. Começa a perceber os efeitos nefastos do capitalismo sobre a personalidade: o fenômeno desintegrador da alienação, que é um modo de experiência, que a pessoa não compreende e sente-se como um estranho, deslocado, totalmente manipulado. Felizmente o indivíduo começa a aproximar-se de si mesmo e também de outras pessoas. Percebe a si e os demais como seres humanos, como pessoas investidas de responsabilidades e não mais aceitam serem tratadas como coisas manipuladas. Conversam produtivamente consigo mesma, rejeitando a imposição das propostas padronizadas, deste capitalismo selvagem, assumindo tornar realidade a construção de tempos mais gratificantes emocionalmente. Está disposto a lutar a favor dele e escolhido por ele, aspirando a presença da individualidade. Agora a virtude está em ser diferente, que significa ser criativo, encontrando a plena satisfação interior.
Regina Diniz

Identidade e liberdade de ser

A evidência do consumo criada pela multiplicação dos objetos, serviços e bens materiais originou uma mutação abismal na espécie humana. Os indivíduos da cultura padronizada não se encontram rodeados como sempre acontecera, por outros seres humanos, mas por objetos. O conjunto das suas relações sociais, já não tanto com seus semelhantes, mas com a recepção e manipulação de mensagens, desde a organização doméstica extremamente complexa com dezenas de escravos técnicos, e de toda a maquinaria material das comunicações, até a celebração do objeto na publicidade. O homem dos tempos modernos começa a ter dificuldades em reencontrar os reflexos da civilização. Percebe a manipulação midiática e deseja a experiência de autonomia, descobre o senso do poder pessoal e possibilidades, que ele espera alcançar. Atualmente a maioria coloca a liberdade na posição mais elevada de sua lista de valores. Os eventos políticos da atualidade e os riscos implícitos para as conquistas máximas da cultura moderna mostram uma forte inclinação pela individualidade e originalidade da personalidade.
Regina Diniz

Novos caminhos de perceber e pensar

A contemporaneidade está muito confusa, achou que a felicidade seriam só bens materiais. A felicidade humana não tem preço de mercado e não pode ser comprada em lojas. Não podemos adquirir num shopping o amor e a amizade. A felicidade está na satisfação profunda de cuidar de nossos familiares, de ajudar uma pessoa em dificuldades. A auto-estima nasce do trabalho bem feito comum a todos nós, o reconhecimento, a simpatia e o respeito dos colegas e dos amigos e de todas as pessoas, que nos aproximamos. Estes são bens não negociáveis.
Regina Diniz

Direitos, responsabilidades pessoais e sociais

Todos nós deveríamos nos perguntar: até que ponto somos livres para optar e praticar as responsabilidades pessoais e sociais? Talvez sugestões renovadas, humanistas sobre o sentido da existência, seria o de encontrar no dia a dia, espaços para soluções de caminhos criativos, que sempre estão presentes em nosso interior à espera de confirmações. A opção de liberdade de escolha nos torna mais humanos e com certeza é o nosso maior triunfo. É de impressionar o número de pessoas que sacrificam prazeres, riquezas e muitas vezes a própria vida para a preservação desse bem maravilhoso. A capacidade de sentir espanto e reverência, escrever poesias, conceber teorias científicas e grandes obras de arte pressupõe a liberdade, que podemos chamar a concretização dos dons. Todos estes predicados são essenciais à capacidade humana de refletir. A liberdade é tão importante que é a mãe de todos os valores.
Regina Diniz

A necessidade de ouvir-se a si mesmo

A maneira harmoniosa com seus semelhantes demonstra o autoconhecimento a nível pessoal, que abre um leque de possibilidades construtivas, viabilizando elevada qualidade de pensamento consigo mesmo e com as outras pessoas. São necessários estudos e reflexões sobre o valor da ética humana, porque convivemos numa cultura materialista, que não admite o diálogo consigo mesmo, e, conseqüentemente, neutraliza a descoberta de si mesmo e do mundo. Pensar sobre os próprios valores existenciais, fazendo-se perguntas simples sobre a vida e o viver, nos oferece qualidade de vida, anulando ansiedades e depressões e também situações futuras difíceis.
Regina Diniz

A reflexão e interpretação de si mesmo

Todos os seres humanos são dotados de elevada inteligência, mas devido a forte padronização midiática, um grande número deles ignora a si mesmo. Acredita-se que a realização pessoal está em encontrar o ser no interior das outras pessoas e de si mesmo. A característica principal de um homem é sempre estar pronto a aceitar o desafio de viver. Talvez a padronização cultural seja o desencanto pela frustração pessoal que é grande, quando nos sentimos diferentes da maioria das pessoas. Em busca de aceitação social procuramos ser o que os outros são, ter o que os outros têm, pensar como os outros pensam, viver como os outros vivem. Ser diferente é ser discriminado, pensar diferente é ser banido, desta forma perpetua-se a hegemonia dominante. É impossível não falar deste triste retrocesso social...
Regina Diniz

A liberação do poder criativo humano

No século XIX, os homens de visão identificaram o processo de decadência e desumanização por trás dos encantos, da prosperidade e poder político da sociedade ocidental. Alguns deles se mostraram resignados com a necessidade dessa marcha para o barbarismo, outros enunciaram algumas alternativas. Mas com esta ou aquela atitude, sua crítica se baseou um conceito humanista de homem e sociedade. Criticando a sua própria sociedade, eles a transcenderam. Não foram relativistas a dizer que, enquanto a sociedade funciona, ela é equilibrada e sadia, e que enquanto o indivíduo está ajustado à sua sociedade ele é equilibrado e sadio.
Regina Diniz

O homem é a meta de todos os esforços sociais

Onde estamos agora e para onde nos dirigimos? O ser humano sempre lutou pela liberdade e pela felicidade e sempre se considerou como o senhor de seu destino. Na história da civilização ele sempre acreditou numa sociedade humanizada, na qual ele, e não os bens materiais seria a meta de todos os esforços sociais. De repente, sem ninguém entender, ele começou a competir pelos bens materiais, e tornou-se narcisista. É incrível que a força da megamáquina, a qual criou uma sociedade com funções maiores, e os homens como as peças de sua engrenagem com funções menores.
Regina Diniz

A universalidade da experiência ética

A “crise de valores” é percebida nos dias de hoje como um imenso perigo, detonando a moralidade que não é exercitada, por ser desacreditada a idéia da própria responsabilidade autônoma do sujeito moral. Na ausência da proposta ética (os regimes totalitários retiram o estudo da Ética dos bancos escolares e universitários como 1º. Ato) os indivíduos são confrontados com as próprias opções de acordo com o nível do julgamento moral, sentem-se inseguros e desorientados, porque não tiveram oportunidades de se desenvolverem. Esta “crise de valores” ou seja, a ausência do conhecimento ético é observada com preocupações. Hoje, para as pessoas, o reconhecimento do eu é tão importante quanto o de outros fatores do ambiente cultural, procurar a verdade sobre o eu é tão valioso quanto a procura da verdade em outros aspectos da vida. Devido a degradação dos costumes o indivíduo deveria saber se a sua introspecção é construtiva ou fútil. Podemos dizer que é construtiva quando direcionada para atender o desejo de tornarem-se seres humanos melhores, mais fecundos e mais fortes, cujo objetivo final seria a auto-aprovação. A sociedade humana em si é uma entidade inventada, idealizada em modelos muito diferentes, e não facilmente compreensíveis. Avaliá-la e considerá-la na sua pluralidade, para compreender as suas novas propostas, acompanhar e discutir o seu sistema humano e social é grande acerto. São normais as invalidações das possibilidades e somos atingidos por profundas incertezas de como organizar o próprio código ético, o que é o estado normal da sociedade humana.
Regina Diniz

As mediações pela paz mundial

O século XX acabou em problemas, porque nenhum país apresentou projetos sinalizando soluções. O terceiro milênio entrou com muitas dúvidas e não surgiram novas propostas. Desde 1990, não foi criada uma nova estrutura internacional. Desapareceram as conferências internacionais de trabalho, que foram substituídas por rápidas conferências de cúpula para relações públicas e sessões de fotos. As causas dessa impotência não eram a complexidade da crise mundial, mas o fracasso de todos os programas, velhos e novos para apresentar alternativas de superação dos conflitos da raça humana. O mundo do século XXI será bem mais saudável, será bem mais promissor. No dia 12 de outubro de 2012, a União Européia recebeu o Primeiro Nobel da Paz pela reconciliação dos países da Europa nos últimos 60 anos e a vitória da Paz e dos Direitos Humanos em toda a região. A escolha foi realizada pelo Comitê do Nobel da Noruega. Para o grupo a organização de 27 países conseguiu alcançar a paz e a promoção dos Direitos Humanos em duas ocasiões: A primeira é a união obtida após o fim da 2ª. Guerra Mundial (1939 – 1945) em que a Europa se dividiu entre aliados comandados pelos Estados Unidos, e o eixo liderado pela Alemanha governada por Adolf Hitler. Foi considerada também a reunificação depois da decadência do comunismo com a queda do Muro de Berlim (1989) e o fim da União Soviética (1991). A União Européia e as instituições que a precederam em sua formação contribuíram durante mais de seis décadas para a paz e a reconciliação, a democracia e os Direitos Humanos disse o presidente do Comitê Nobel, Thorbjoern Jagland, A entrega do prêmio Nobel será em 10 de dezembro, data que lembra a morte de Alfred Nobel.
Regina Diniz

O direito humano de ser diferente

As nações capitalistas supervalorizaram o princípio de igualdade e os socialistas supervalorizaram a igualdade. A fraternidade foi enfocada com a idéia de caridade por filantropia. Os movimentos religiosos cristãos, através de seus trabalhos adotaram os despossuídos do mundo em nome da fraternidade. Diante dos grandes desafios colocados pela humanidade: as violações de Direitos Humanos, as barbáries das guerras étnicas, a indiferença social produzida pela globalização e pelo neoliberalismo, não precisaríamos debater o lugar da fraternidade numa perspectiva de reconciliação do tripé da Revolução Francesa (Igualdade, Liberdade e Fraternidade). Não seria o momento de pensar: solidariedade, responsabilidade social, gestão honesta dos recursos públicos, respeito à diversidade, a alteridade, a multiculturalidade, e meio ambiente como aspectos da fraternidade universal?
Regina Diniz

A individualidade e o significado da liberdade

Sentado confortavelmente frente à tela de televisão, ou do computador, o sujeito contemporâneo satisfaz o seu desejo, o seu sonho visual. Se o anseio, se a aspiração de olhar, está subentendida na natureza do homem a avalanche de imagens, que planejou a era digital foi consumada ao infinito. Hoje por todas as mídias o espectador é cada vez mais seduzido em destruir a discrição. Desde sempre o homem sentiu a necessidade de satisfazer seu desejo audiovisual. A modernidade destruiu advertências como a de Santo Agostinho sobre os êxtases da visão, “a concupiscência dos olhos” pretendendo instalar um plano melhor, centrado na imagem religiosa, e no mundo com o texto divino. Não restam dúvidas de que o objetivo mais construtivo é a interação afetiva com outros indivíduos, com outros grupos, só assim conseguiremos afugentar a solidão.
Regina Diniz

A crença na própria identidade

Como se preocupar menos com o consumismo e com o dinheiro? Como manter a mente sã nesta cultura materialista e totalmente escravizante? Como encontrar o trabalho ideal? É importante salpicar reflexões sobre a vida cotidiana. Uma tremenda insanidade tomou conta dos indivíduos nas nações, onde reina a civilização capitalista. O consumismo grave como bandeira da felicidade trouxe consigo misérias individuais e sociais, que há dois séculos martirizam a humanidade que se tornou muito infeliz. A comunicação de massa exclui a cultura e o saber. O conteúdo genuinamente cultural só aparece como conotação e função secundária. Nota-se que o indivíduo contemporâneo fatigou-se de reciclar-se todos os anos, todos os meses, todas as estações, no vestuário, nos objetos e no carro.
Regina Diniz

A responsabilidade social da economia

Grande problema social provocado pela globalização é o aumento acelerado do índice de desemprego em todo o mundo, resultado dos avanços tecnológicos, que tiram inúmeros postos de trabalho. Mas apesar do crescimento mundial na produção, o mesmo não acontece com o consumo, porque esse deslancha somente em países desenvolvidos, ou em populações elitizadas de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, ou seja, em uma restrita parcela dos habitantes do planeta. A falta de emprego no mundo é alarmante diz a Organização Internacional do Trabalho. Desde o início da crise, em 2008, estão faltando, ou melhor, desapareceram 50 milhões de empregos.
Regina Diniz

O respeito à singularidade humana

A cultura pós moderna tem sério compromisso com a defesa permanente dos valores humanistas em todo o mundo. O reconhecimento de que o ser humano é a essência maior, e que necessita do amparo das leis em permanente atualização, é fundamental para que avancemos como civilização. A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um código de alta importância, mas não contemplou, e ainda não contempla os ideais presentes na História que brada por justiça de sobrevivência de homens, mulheres e crianças, sobretudo daqueles que por qualquer circunstância se encontrem numa situação de opressão, numa situação de miséria extrema.
Regina Diniz

O auto-interesse e a preocupação com os outros

A modernidade desde o início produziu “gente supérflua”. A indústria moderna que representa o chamado “progresso econômico” sempre produziu “consumidores falhos”, que sempre foram excluídos. Este acontecimento histórico não é novo. A população supérflua da Europa que se modernizava, no século XIX era descarregada em terras desertas: América do Norte, sul da África, Austrália, Nova Zelândia, que dispunham de territórios inabitados, pois as pessoas que ali viviam eram consideradas fracas e selvagens. O moderno estilo de vida venceu: livre mercado, economia e consumo livres e McDonald’s para todos.
Regina Diniz

Os benefícios de uns para os outros

As transformações sociais pelas quais passamos nas últimas décadas desencadearam profundas mudanças nas relações pessoais, nas relações sociais e nas relações de trabalho. O conceito de competência humana evoluiu muito, e atualmente não basta provar o conhecimento técnico exigido pela profissão, é preciso mostrar autonomia criativa para solucionar problemas. É importante a disposição de interagir construtivamente no grupo, oferecendo ótimas decisões e dividindo responsabilidades com as outras pessoas. É imprescindível a qualificação humanizada no conjunto das capacidades técnicas que se entrelaçam na capacidade de organizar, coordenar, inovar, motivar e cooperar, fortalecendo o grupo de indivíduos. Essas competências humanas tornaram-se indispensáveis para as pessoas alcançarem êxito não só no trabalho, mas na vida pessoal, social e cultural. Acreditamos que as palavras mais apropriadas seriam as de que são processos positivos, construtivos, realistas e dignos de confiabilidade, portanto muito bem vindos.
Regina Diniz

Acordos de cooperação mais justos

Nas últimas décadas do século XX, segundo o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, pelo menos cem das nações em desenvolvimento ou em reforma vivenciaram uma forte queda econômica, e teve como efeito, que a renda per capita estivesse aqui mais baixa do que 10,15,20 ou até 30 anos atrás. Certamente os frutos do crescimento econômico se concentraram numa pequena minoria da população mundial, de modo que a pirâmide do bem-estar se torna sempre mais íngreme: as 200 pessoas mais ricas possuem o correspondente àquilo que 41% da população mundial possui.
Regina Diniz

O desafio do renascimento educacional

A educação brasileira necessita urgentemente de defensores e debatedores para a sua melhoria em todos os níveis de escolarização. Precisamos da presença atuante da Mídia, exercendo um papel sério e moderno em prol da qualidade do ensino. A mobilização social é necessária para ajudar a educação se tornar realmente uma prioridade nacional. Precisamos construir urgentemente um ideal permanente de ação. Investir nas crianças, nos jovens, e em todos que acalentam o sonho de estudar é o grande projeto para construir um presente e futuro melhor.
Regina Diniz

A ética do desenvolvimento qualitativo

É preciso que a sociedade desperte para o valor da significação da liberdade humana de vivenciar a qualidade de vida digna. Dependemos de ordenamentos sociais atrelados a ordenamentos econômicos. Os serviços de educação, de saúde, de direitos políticos e civis, como os incentivos nas participações comunitárias devem surgir nos debates políticos e nas decisões públicas. O verdadeiro desenvolvimento e crescimento qualitativo aumentam as escolhas e as oportunidades das pessoas para exercerem a sua capacitação e sua condição de agentes participativos no rumo de seu país.
Regina Diniz

A convivência em valores de civilidade

Todos os seres humanos querem ser felizes, mas para descobrir o que torna a vida feliz não é muito fácil. Ao longo da caminhada, é importante que encontremos amigos com os mesmos objetivos de crescimento pessoal, então nos completaremos, confirmando valores éticos de crescimento, então a nossa vida ficará mais rica em humanismo. É fácil ficar a vida inteira à deriva, porque as manipulações padronizadas com o objetivo de aniquilar a nossa individualidade e nos reduzir a seres irracionais, nos separando um dos outros, são verídicas em nossos tempos. A nossa salvação depende do esforço de cada ser humano valorizar a sua contribuição com idéias de aproximações construtivas.
Regina Diniz

A força afetiva de interação interpessoal

Parar de vez em quando com tudo é abrir um espaço de autodescoberta, é se dar um verdadeiro presente, é escancarar uma janela em nossas vidas totalmente agendadas. O prazer do relax resgatado na prática de uma simples caminhada, apreciando as árvores floridas, que nos alegram, admirando os pássaros que cantando nos dizem: - como a vida é bela!...Sentimos então nascer do fundo do nosso ser a força interior, condição fundamental para o renascimento da auto-estima, que depende da busca de felicidade, que nos oferecemos através do respeito afetivo por nós mesmos. A maior batalha do ser humano é o crescimento interior, que se revitaliza pelas demonstrações de interesse pessoal, pela compaixão e carinho conosco, para depois exercitar esta força afetiva com as outras pessoas. Quando desejamos nos ouvir com atenção, surge uma longa exposição de novos pensamentos, esperanças e apreensões mais íntimas, que são os valores humanos não-negociáveis. Os valores capazes de tornar a vida mais feliz são os não-monetários, risquemos então os mercados de consumo.
Regina Diniz

A multidimensionalidade do crescimento qualitativo humano

Em pleno século XXI, assistimos estarrecidos estes comportamentos bélicos, porque 20 guerras e 166 conflitos armados para se apropriarem indevidamente do combustível fóssil, que já está se esgotando, é inexplicável. Todos nós desejamos que a natureza do nosso planeta seja respeitada e protegida. Precisamos de paz, e somente pela inclusão da consideração ética, e de uma economia totalmente ética é que avançaremos como seres humanos mais inteligentes e felizes. Já descobrimos novas energias renováveis, e com grande esperança depositamos total confiança em práticas bem mais civilizantes. A voz maior em muitos países, neste século XXI, está na exigência de um sistema financeiro sustentável. Debate-se muito sobre a proteção dos ecossistemas, conservando os seus recursos naturais, respeitando as espécies, purificando os ares, limpando os solos, descontaminando as águas, porque dependemos deles para a sobrevivência de nossa própria vida.
Regina Diniz

Cooperação e solidariedade na superação da pobreza

Pelos dados estatísticos, observa-se na realidade um assustador crescimento da miséria, que maltratou o nosso país, desde o início, ou seja, o período do desenvolvimento, da monarquia e das repúblicas à nova república, das esperanças de milhares de favelados, dos desempregados, dos menores abandonados nos caminhos da vida... O problema da pobreza nunca foi encarado com responsabilidade social, porque ela sempre carregou uma longa história de indiferença humana pela insensibilidade em construir um país de maneira harmoniosa e equilibrada. Pagamos um alto preço, pelo perfil da miséria que mostramos ao mundo, mesmo sendo um país potencialmente rico, convivemos com percentuais sociais desumanos, o que sempre nos causou profundo constrangimento.
Regina Diniz

O desenvolvimento do país depende da educação

O contexto atual no Brasil e no mundo é marcado pela abertura política, pela abertura econômica, pelas mega-fusões entre as indústrias, pela queda das fronteiras. O mercado mundial se expande, se moderniza e se multiplica em renovações de mercados. Essas transformações exigem desenvolvimento da cultura e da educação, que devem demonstrar autonomia e liderança. A exigência de uma educação crítica e independente deve ser a proposta renovadora. A escola aproveita as forças, que também educam como a televisão, o rádio, os jornais, as revistas etc... Inexplicavelmente, as escolas públicas brasileiras ainda não possuem computadores, que através da Internet possibilitaria um grande avanço em interações com outras nações mais adiantadas. Inexistem bibliotecas organizadas nas escolas públicas de todo o país.
Regina Diniz

O investimento cultural e o capital humano

Há mais de quarenta anos, as nações do mundo afirmaram na "Declaração Universal dos Direitos Humanos" que “toda pessoa tem direito à educação”. No entanto, nada foi realizado por países do mundo inteiro, que não implementaram o direito à educação para todos, pois persistem as mesmas realidades. – mais de cem milhões de crianças das quais pelo menos 60 milhões são meninas não tem acesso ao ensino primário. Mais de um terço dos adultos do mundo não têm acesso ao conhecimento impresso, não tem acesso às novas habilidades e tecnologias, que poderiam melhorar a qualidade de vida e ajudá-los a perceber às mudanças sociais e culturais.
Regina Diniz

Livres e iguais em dignidades e direitos

Os direitos humanos são conquistas de uma longa história, que foram debatidos ao longo dos séculos por filósofos e juristas. O avanço civilizatório desta conquista começa no Cristianismo durante a Idade Média que se posiciona na defesa da igualdade, comparando todos os homens numa mesma posição de dignidade. É neste período que os matemáticos cristãos recolheram e desenvolveram a Teoria do Direito Natural. Da evolução destas correntes, originou o Acto Hábeas Corpus (1679) que foi a primeira tentativa para impedir as detenções ilegais. Com as Declarações Americanas da Independência, que surgiu em 04 de julho de 1776, constavam os direitos naturais do ser humano, que o poder político deveria respeitar com base na Declaração de Virginia, que valorizou os direitos humanos e definiu os direitos econômicos e sociais.
Regina Diniz

A complexidade dos acordos conciliatórios

O reconhecimento do “outro”, como ser humano pleno e com os mesmos direitos elevou a qualidade de interação social em nossa pós-modernidade. Infelizmente, a chaga exposta da discriminação, que nos causa constrangimento, porque não entendemos ainda a inclinação pelas práticas de xenofobia, de racismo, de aversões étnicas, segregação etc... Através da interpretação essencialmente construtiva nos protegemos das identificações sociais negativas, e assim não nos envolvemos em desavenças desagregadoras por motivo de raça, riqueza, pobreza, educação, religião, nacionalidade. Começa a surgir culturas humanizadas, que estão renovando as interações, apostando na conciliação, isto é na aceitabilidade dos novos valores, permitindo e incentivando as diferentes formas de auto-expressão. Este revigoramento atual significa aceitar o direito da individualidade do outro. As diferentes interpretações e atitudes dos indivíduos são vertentes naturais de idéias de prontidão criativa.
Regina Diniz

Livres e iguais em dignidades e direitos

Os direitos humanos são conquistas de uma longa história, que foram debatidos ao longo dos séculos por filósofos e juristas. O avanço civilizatório desta conquista começa no Cristianismo durante a Idade Média que se posiciona na defesa da igualdade, comparando todos os homens numa mesma posição de dignidade. É neste período que os matemáticos cristãos recolheram e desenvolveram a Teoria do Direito Natural. Da evolução destas correntes, originou o Acto Hábeas Corpus (1679) que foi a primeira tentativa para impedir as detenções ilegais. Com as Declarações Americanas da Independência, que surgiu em 04 de julho de 1776, constavam os Direitos Naturais do ser humano, que o poder político deveria respeitar com base na Declaração de Virginia, que valorizou os Direitos Humanos e definiu os direitos econômicos e sociais.
Regina Diniz

A igualdade de direitos em educação

Os professores brasileiros são verdadeiros heróis, nesta missão humanística. Tremendamente mal remunerados realizam o impossível. O poder público não paga especialistas de educação como psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, sociólogos etc… São suportes emocionais e sociais, que esta população requer. Debates, pesquisas, registros escritos, falados, observações, e vivências, são alguns processos pedagógicos indicados para a realização destas atividades ressocializantes. Pagar mal os professores, não investir na estrutura pedagógica, não reconhecer a validez do trabalho humanístico dos professores é não desejar a inclusão social.
Regina Diniz

A crença na interação de toda a humanidade

A cultura de um povo compõe a sua dignidade. É imprescindível que nos conscientizemos de que o princípio da existência não admite a prática da tortura, de penas e tratamentos degradantes. Já admitimos a prática da comunicação saudável ao tratar as pessoas. Quando adotamos o pensamento de união e conciliação, optamos pela auto-expressão positiva, então as nossas divergências, as nossas discussões, os nossos conflitos tendem, a ser amigavelmente resolvidos. Precisamos assegurar os direitos e as condições humanas necessárias a uma sociedade fundada na harmonia social e comprometida com as soluções pacíficas.
Regina Diniz

Os compassos pacíficos da evolução humana

O nosso destino, por sermos presenteados pela renovação interior permanente, significa percorrer um longo caminho com oportunidades de corrigir más escolhas, amadurecer pensamentos saudáveis e aceitar dar mil perdões. Acreditamos que é dessa maneira gloriosa que evoluímos como pessoas. É gratificante ingressar por conta própria, num padrão emocional de qualidade no qual compreendemos, que muito bem temos a nos fazer para avançar em nossas idealizações de crescimento emocional. A nossa interação é convivência, a nossa interpretação social é complexa, exige a consciência tranqüila, de que passamos toda a nossa vida, empenhados em nosso desenvolvimento pessoal, intelectual e espiritual. De um jeito ou de outro procuramos ser úteis ao nosso próximo e a nossa sociedade. Nós temos honrosos compromissos conosco e com Deus. Quando decidimos por uma postura de acolhimento estamos devolvendo ao universo o que temos a dar.
Regina Diniz

A preciosa herança de liberdade e nobreza

Há milênios o ser humano descobriu, que o amor é um fenômeno de riqueza e opulência interior. O impulso afetivo do amor é a expressão do vigor emocional do indivíduo que pode oferecê-lo. O amor é fecundidade e fertilidade, é o que nos dá força interior autêntica. A compreensão da própria vida – felicidade – crescimento – liberdade autêntica – origina-se de sua capacidade afetiva, isto é, vigilância carinhosa, respeito, responsabilidade e conhecimento. O amor procura construir a união entre as pessoas, e os teóricos manipuladores da sociedade competitiva coloca-as numa disputa social cruel e insana.
Regina Diniz

O dever da esperança em melhorar o mundo

Muitos anos atrás, e alguns anos antes que os eventos do 11 de Setembro, o tsumani, o furacão Katrina, e o terrível salto subseqüente nos preços do petróleo (ainda que misericordiosamente por pouco tempo desta vez) propiciassem essas oportunidades horríveis de acordar e ficar sóbrio, Jacques Attali refletia sobre o fenomenal sucesso financeiro do filme Titanic, que superou todos os recordes de bilheteria anteriormente obtidos por filmes catástrofes aparentemente semelhantes. Ele então ofereceu a seguinte explicação, notavelmente plausível quando a escreveu, mas que, alguns anos depois, nos soa nada menos que profética:
Regina Diniz

A vivência da genuína felicidade

Os economistas e políticos do século XIX observaram, que o processo de produção era um meio para um fim e não um fim em si. Quando admitido um teto sustentável de vida material, acreditava-se que as energias produtivas fossem reordenadas para o desenvolvimento humano da sociedade. O homem surge na história como um ser cultural. Ao agir, ele age culturalmente, apoiado na cultura e dentro de uma cultura. Esperava-se que surgissem projetos, que estimulassem todos os tipos de cultura mental e de evolução moral e social. Os economistas e políticos do século XIX estudaram possíveis práticas de motivação, para despertar o progresso da inteligência criativa, a fim de que as mentes não se deixassem dominar pelo “artifício de prosperar”. Ao estudar o consumo Alfred Marshall afirma: “que pouco ou nada contribui para tornar a vida mais nobre ou verdadeiramente mais feliz”. Através de métodos mais dignos de consumo, as pessoas não seriam tão estressadas, e usufruiriam o insubstituível lazer, que se ausentou na modernidade.
Regina Diniz

O mundo em que todos serão amigos e iguais

Os problemas cruciais do mundo de hoje e da sobrevivência da espécie humana em face da política belicista das grandes potências como meio para assegurar o domínio sobre todos os recursos naturais da humanidade, criando necessidades e escassez para milhões de pessoas assusta o mundo inteiro inteiro. Se continuar assim dificilmente se terá uma adequada distribuição de renda oriunda das imensas riquezas que detém a maioria dos países pobres. E como defenderemos o nosso Pré-sal? Precisamos imediatamente criar Universidades de Mediações Internacionais para a Paz Mundial.
Regina Diniz

O poder da compreensão mútua

Na liberdade construtiva, o próprio homem é que fixa as normas valorativas, ativando a sua própria fonte de ser, que é a origem de sua competência. Somos respeitados pelo valor de nossas propostas abertas ao bem comum. Nesta prática nota-se a ausência total de intimidação, sem as qualidades mágicas da admiração como também sem o respeito cheio de medo.
Regina Diniz

O aspecto interior da vida

Somos herdeiros de um cabedal de conhecimentos éticos admiráveis. A nossa cultura ocidental, nestes últimos séculos, sentiu uma satisfação repleta de esperanças de que a felicidade máxima alcançaria a humanidade. O indivíduo aprendeu a manipular energias físicas e conseguiu as condições materiais para viver condignamente. Todos nós refletimos sobre a grande idéia da unidade da raça humana, que não é mais um sonho, porém uma possibilidade realista.
Regina Diniz

A força dos anseios de felicidade

A pós-modernidade é carregada de planos econômicos tremendamente fracassados. Não há registros de semelhante catástrofe de sustentabilidade social, a nível global em tempos anteriores. Numa época carregada de problemas insolúveis, a vida cotidiana passa a ser um forçado exercício de sobrevivência. Vive-se um dia de cada vez. Nunca se olha para trás, por medo de sucumbir a uma debilitante depressão. Este furacão é naufrágio total e não progresso.
Regina Diniz

A reafirmação da união humana

A consciência pode ser denominada a voz de nossa cuidadosa atenção por nós mesmos. A consciência representa não só a expressão do verdadeiro eu; contém a essência de nossas experiências éticas na vida. Nela protegemos as nossas descobertas e mantêm o potencial cognitivo nos objetivos e princípios, que nós mesmos levantamos o véu e iluminamos a nossa alma, e que constatamos como verídicas. Dizemos aos outros, o que devem pensar de nós através de nossas ações e reações, silêncios e decisões...