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Luiz Tito

Que Brasil queremos?

Sem poderes fortes, dignos e decentes, sem leis que a todos submeta, sem a transparência da ação pública, nada há para esperarmos. Ou será que desejamos a perpetuação do que hoje assistimos? Seguramente, não. Somos melhores; merecemos mais
Luiz Tito

O que esperar agora?

Não há esperanças para o brasileiro, cansado de crer em vão, massacrado, subjugado, iludido. Se tais soluções não vierem das representações políticas e desse novo Brasil que o impeachment propõe e festeja, a população irá às ruas para exigir que sejam implementadas as mudanças prometidas, que se adiam com tanto prejuízo para o país. Sem pagarmos o preço da realização de reformas, o resto é conversa fiada. Com Dilma, Temer, Cunha ou Moro, não importa.
Luiz Tito

Vazio geral no Brasil sem governo

O governo acostumou-se com o apedrejamento moral a que foi submetido nos últimos tempos; nada o afeta ou o constrange. A nação evadiu-se da realidade, não cruzou a fronteira que a separa do improviso, da irresponsabilidade fiscal, do jogo político menor e inconsequente.
Luiz Tito

De que adianta a evolução da ciência se não há como aplicá-la?

Os números expostos pelas estatísticas oficiais sobre o flagelo gerado pelo mosquito Aedes aegypti demonstram, paralelamente ao descaso dos setores encarregados pela concepção e aplicação das políticas públicas de saneamento básico e saúde, a irresponsabilidade da sociedade, sem exceções, na geração e no acúmulo do lixo urbano e periurbano, o desinteresse pela própria saúde e a nossa mania de esperar que tudo seja resolvido pelo poder público.
Luiz Tito

Soluções também nascem das falências

Os juros cobrados pelo cheque especial, pelos cartões de crédito, pelos financiamentos da produção, facilitários oferecidos da maneira mais irresponsável e atacadista pela rede bancária, jogados de grila no Brasil, em qualquer outro lugar do mundo são considerados criminosos, ou no mínimo abusivos, suficientes para se levar à cadeia seus beneficiários, ou seja, os banqueiros que os praticam.
Luiz Tito

Fim da linha para Joaquim Levy?

Vivemos uma enorme crise política com a presidente da República nas cordas, lutando contra o nocaute e sempre salva pelo gongo. Dilma, ainda que tardiamente, precisa conter a enxurrada de gastos, alimentada pela irresponsabilidade, pela corrupção, pela histórica falta de critério e austeridade da gestão pública sempre presentes como nota tônica nos projetos de governos, no seu inclusive.
Luiz Tito

Déficit público assusta?

Apenas como registro, as bolsas federais que são administradas eleitoralmente pelas prefeituras de todo país, tipo Bolsa Família, se um dia forem fiscalizadas com seriedade e isenção, hão de mandar para a cadeia muita gente. Que nós, cidadãos, façamos todo dia essa conta sobre o que custam a Câmara Municipal de nossa cidade, a Assembleia Legislativa do nosso Estado, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Busquemos esses números relativos a tudo o que é pago com o nosso dinheiro, com o dinheiro público, nesse Brasil que tem 5.570 municípios. Saiba porque o Brasil tem um déficit fiscal de R$ 32 bilhões. E como zerá-lo, além da corrupção que vemos ampliar-se todos os dias, e que é nosso dever de cidadão denunciar e combater.
Luiz Tito

Todas as crises ao mesmo tempo

Durou pouco o alívio de Dilma Rousseff, como o que ocorreu na semana passada quando foi presenteada pela denúncia do ainda presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de seu envolvimento no festival de propinas da Petrobrás. Denunciado pelo MPF de haver recebido sucessivas contribuições em dinheiro como suspeita de suborno para facilitar negociações ocorridas na estatal, precisamente investigadas pela PF e pelo MPF, o presidente da Câmara foi alvejado com um tiro que o fez sair da trincheira por ele construída para desestabilizar o governo Dilma.
Luiz Tito

O Brasil no volume morto

O atual estágio do PT, sem capacidade de reação para deixar o “volume morto” onde seus maiores nomes reconhecem que está, deixa claro o quadro de dificuldades que a agremiação e seus membros terão nas próximas disputas. Só um milagre seria capaz de fazer com que o PT conseguisse levar para as ruas uma motivação que melhorasse sua aceitação pelo eleitorado. Como está hoje, assumir que pertence e acredita no PT anda perigoso. Por falta de transparência em suas ações administrativas, por inabilidade política, pelas dificuldades de ajustar-se com os demais partidos da base de sustentação da presidente Dilma, a maior parte delas construídas pela postura belicosa e rabugenta da própria presidente, o PT não conseguirá repetir o êxito alcançado nas últimas disputas.
Luiz Tito

Somos coniventes ou idiotas?

A discussão sobre a propriedade ou não das doações privadas às campanhas eleitorais, muito motivadas pelos últimos escândalos que envolveram empresas fornecedoras da Petrobrás, estão se desenvolvendo como se o que agora fora revelado fosse coisa inimaginável, um sinal dos tempos. Há décadas que as eleições no Brasil são financiadas dessa mesma forma, com empreiteiras, bancos, laboratórios, empresas multinacionais de variados setores destacando em seus orçamentos verbas consideráveis para transferir a candidatos e a seus partidos para custear a farra eleitoral. No capítulo das doações oficiais, esse é mais ou menos o quadro.
Luiz Tito

Dilma sumiu e perdeu a voz…

A corrupção vai seguir existindo, vigorosa, haja vista a participação que tiveram grandes grupos econômicos no custeio das últimas campanhas políticas, de todos os candidatos importantes, independentemente das posições que ocupavam esses mesmos candidatos. A prestação de contas oficial feita à Justiça Eleitoral é pública; é só ver. E, dizem, ainda tem o “por fora” de cujos montantes ninguém fala. Nenhum candidato recebeu tais somas para não devolver em favores, obras, interesses. Temos que mudar o jogo enquanto é tempo. Já se furtou muito. Estamos atrasados.
Luiz Tito

Estados irão quebrar em breve!

Com o quadro deixado em seus Estados pelos governos substituídos em todo país, é de se imaginar a alegria daqueles que transferiram as consequências da bomba-relógio (prestes a explodir) que se tornou a administração pública brasileira. Reféns do caixa e da boa vontade do governo federal, em função do ordenamento fiscal construído no Brasil há mais de duas décadas, Estados e municípios brasileiros, sem exceção, estão em situação falimentar.
Luiz Tito

O vácuo pós-eleição, quando nada caminha

No Brasil, os mandatos, de prefeitos, governadores e até presidentes da República não reeleitos, que se estendem após o período eleitoral geram a mesma sensação que representam os pedidos de “um tempo” nos namoros desidratados. Fica um vazio incômodo, improdutivo, quase fúnebre nesse lapso que se sucede aos outubros e a posse dos novos eleitos. Nada caminha, nada se constrói em favor das cidades, dos Estados e do país.
Luiz Tito

Cabeça do eleitor

Terminado o debate do qual participou há algumas semanas na Rede Bandeirantes com outros presidenciáveis, Dilma Rousseff afirmou, quando perguntada por uma repórter sobre as dificuldades geradas pela ameaça de volta da inflação nesse último ano e das consequências de um baixíssimo crescimento econômico nos anos que governou, “que uma coisa é criticar seu governo em campanhas eleitorais e debates e outra, muito diferente, é governar um país, com pressões diárias, com um histórico econômico que reflete uma constante luta para se construir resultados sociais imediatos”.
Luiz Tito

Voto bambo

Nenhum cidadão com razoável discernimento aprova, por exemplo, a constituição atual das câmaras municipais, das assembleias legislativas, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sem tecer críticas, as mais contundentes. De nenhum dos candidatos atuais, de qualquer partido e a qualquer cargo, se ouviu como proposta a revisão, mínima que seja, da dotação orçamentária estabelecida pela Constituição Federal para o funcionamento das câmaras municipais, que sugam recursos importantes dos cofres dos município para depois jogá-los no lixo.
Luiz Tito

Enxugando gelo

A quarenta dias das próximas eleições, através das quais o Brasil deveria caminhar para o encontro de propostas e soluções reclamadas como essenciais para a construção de uma nova realidade nacional, as campanhas eleitorais e seus candidatos ainda não conseguiram sensibilizar o eleitorado para a importância histórica desse momento. O eleitor transita entre o estado de total desencanto e incredulidade para uma outra ponta, na qual ele chega a reagir agressivamente à eventual abordagem que lhe fazem para tomar seu voto.
Luiz Tito

Foi dada a partida!

O nome de Marina tem um recall elevado, conquistado em campanhas anteriores, uma rejeição pouco sentida, e a primeira pesquisa mostra que será uma opção para os que se cansaram do PT de Dilma e do PSDB de Aécio. O inesperado pode colocar prazo de validade nessa polarização que, mais do que resultados para a sociedade, tem cristalizado estilos e posturas que engessam esperanças de mudanças e o avanço de uma agenda de reformas. Mas ela tem pronto o programa de Eduardo Campos; se tiver o juízo de abri-lo e usá-lo para pavimentar sua caminhada, Marina terá reorganizado o processo, com o aval dos eleitores que já teve e que até o momento anterior à morte de Eduardo Campos não haviam acordado.
Luiz Tito

Campanhas eleitorais e a vã promessa

A inegável rejeição ao nome da presidente Dilma Rousseff como candidata à reeleição, manifestada robustamente por parte de setores da indústria, do comércio, das lideranças políticas e profissionais, médicos em especial, parece não ter sido suficiente ainda para ferir de morte as pretensões do PT e de sua representante na chapa. Dilma segue liderando todas as pesquisas, e seus oponentes mais frontais, o senador Aécio Neves e o ex-governador Eduardo Campos, não conseguiram sensibilizar o eleitorado para se incorporar com convicção aos argumentos de cada uma dessas campanhas.
Luiz Tito

Chega de tanta mentira!

Os empresários gritam contra a carga tributária, com total razão. Pagamos impostos de tudo, numa criminosa participação dos tributos no conjunto da economia. Mas estamos também entre os países onde mais se sonega impostos, mais se frauda e se corrompem agentes públicos no mundo. Debatemos a impunidade, mas criticamos as polícias que prendem, a Justiça que se exerce, o Estado que atua como agente da aplicação e do respeito à lei como parâmetro de construção do contrato social.
Luiz Tito

Dilma, cozida em fogo brando

A presidente Dilma Rousseff viveu nestes últimos meses os piores momentos que seu papel como gestora e líder política poderia encenar. Erguida ao comando da nação pela sua proximidade, como ministra, com o ex-presidente Lula, Dilma, com sua postura, conseguiu desconstruir a esperança artificialmente fabricada pelo marketing oficial de que ela no poder representaria a gerentona, a xerife, a “mãe do PAC” e não apenas um poste, como a crítica política jocosamente nomeia aqueles que, não sendo do ramo, saem vitoriosos das eleições.
Luiz Tito

O preço do despreparo

A presidente Dilma Roussef viu firmar-se nas últimas semanas um quadro de intolerância e resistência ao seu governo que tornou mais forte a preocupação do PT e de seus aliados em relação ao seu estilo de relacionar-se com a classe política e sua base de apoio. O conflito, que começou na relação com o líder na Câmara, deputado Eduardo Cunha, ganhou força dentro do PMDB e trouxe para o centro da briga os demais partidos, ávidos em rechear suas reservas para enfrentarem com mais conforto a disputa de outubro. A reeleição de Dilma, a renovação da Câmara, de um terço do Senado, das assembleias legislativas e a escolha de governadores norteiam os sentidos das conversas.
Luiz Tito

As ruas e suas circunstâncias

A volta das manifestações nas ruas, Brasil afora, sinaliza que o ano da Copa e das eleições será também o ano da substituição da fala pela violência. A vida urbana está com pressa, não quer esperar e o que estamos vendo nas ruas passou a ser a nova forma de protagonização da cena política. A força como argumento. O povo cansou de só ver a inércia e o desserviço daqueles que elegera como seus representantes no Executivo e no Legislativo, uma classe política mal-organizada, em partidos mofados, que não entendeu que as demandas atuais, especialmente aquecidas pela fantasia do crédito, das bolsas, da pseudo-casa pseudo-própria, dos diplomas universitários outorgados, muitas vezes aos quilos por faculdades de parca ou nenhuma autonomia intelectual e científica, não fossem mudar as regras do jogo.
Luiz Tito

Fora o poder público!

O país conviveu nos últimos dias com a repetição de problemas que parecem não ter fim: a falência operacional dos nossos aeroportos, como parte de uma falência ainda muito maior, que é da infraestrutura de transportes e mobilidade no Brasil. O que ocorreu nos principais aeroportos brasileiros nesses dias não é nada além do esperado e é, em menor volume, vivido todos os dias por passageiros, companhias aéreas e operadores. Os principais aeroportos brasileiros, junto com as rodoviárias, as estações de metrô e tudo do gênero comandado pelo poder público, têm uma falta de qualidade quase imoral, desumana, nojenta e onde prosperam esquemas criminosos de corrupção, desvios e favorecimentos.
Luiz Tito

Gastos públicos e eleições

As últimas semanas têm trazido com destaque a encruzilhada em que se acha o governo Dilma e a preocupação dos setores mais representativos da economia em relação aos frustrantes resultados que se desenham do déficit fiscal em 2013. O governo federal abriu descontroladamente a torneira das benesses, sem o necessário cuidado com a geração de recursos para provê-los, e agora se vê oprimido para decidir no que cortar, sem os riscos que ameacem o apoio popular que busca nas próximas eleições. Na realidade, não há mais o que se oferecer sem grave repercussão e comprometimento dos já escassos recursos de caixa e o que está feito não se mostra suficiente para viabilizar sem dúvidas a reeleição da presidente Dilma e de sua base de sustentação.
Luiz Tito

Os protestos e sua produção

O balanço das manifestações de rua, que em todo país eclodiram mais fortemente em junho e ainda se arrastam pontualmente, dão conta que nos resultados auferidos destaca-se como o mais relevante a percepção de que a sociedade, quando quer e se organiza, pode fazer andar a solução de suas demandas. Plantou-se a necessidade de acompanhamento das negociações sobre os custos do transporte urbano, periodicamente majorados através de acordos das concessionárias do serviço e a municipalidade, em todo país. Alguns aumentos foram revistos, o poder das empresas e seus sindicatos minimizados e os prefeitos contidos em eventuais generosidades. Também os serviços prestados à população que dele depende, recebeu reparos, para melhor. No campo da saúde, o governo federal rabiscou o projeto “Mais Médicos”, trocando a qualidade na oferta dessa obrigação constitucional pela quantidade, reafirmando o equívoco de que médicos soltos Brasil afora trarão soluções, hoje distantes ou inexistentes.
Luiz Tito

O poder vivo das redes sociais

As últimas pesquisas divulgadas pelo Instituto Datafolha, que o governo Dilma insiste em não valorizar, revelaram o quanto as manifestações públicas, servidas dos recursos das redes, impuseram um novo traço no processo de organização política do povo brasileiro e realçaram sua capacidade de se manifestar e reclamar. Excluída a violência, que nós civilizados repudiamos, o saldo que deixaram até agora as manifestações é muito positivo. Primeiro, foi o retrocesso de governadores e prefeitos das cidades que haviam permitido o reajuste das passagens e tiveram que desfazer tais concessões, mote dos protestos iniciados em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, para depois ganharem as ruas do país.