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	<title>Debates Culturais - Liberdade de Idéias e Opiniões &#187; Liliana F. Verde</title>
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		<title>Questões pertinentes acerca da Educação Sexual em Portugal</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 02:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana F. Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Liliana F. Verde]]></category>

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		<description><![CDATA[A Lei que estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar (Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto) é uma lei recente. A Educação Sexual passa, assim, a ser de carácter obrigatório para «estabelecimentos do ensino básico e do ensino secundário», «aplicando-se a todos os estabelecimentos da rede pública, bem como aos estabelecimentos da rede privada e cooperativa com contrato de associação, de todo o território nacional.».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Educação-sexual.JPG" alt="Educação sexual" title="Educação sexual" width="256" height="220" class="aligncenter size-full wp-image-4367" />A Lei que estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar (Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto) é uma lei recente. A Educação Sexual passa, assim, a ser de carácter obrigatório para «estabelecimentos do ensino básico e do ensino secundário», «aplicando-se a todos os estabelecimentos da rede pública, bem como aos estabelecimentos da rede privada e cooperativa com contrato de associação, de todo o território nacional.».</p>
<p>Muito há a debater sobre as leis que implantam a Educação Sexual, dado serem medidas que profundamente têm que ver com importantes dimensões do Ser Humano, como a biológica, a psicológica, a sócio-cultural e a ético-moral. </p>
<p>A grande preocupação para uma Educação Sexual tem-se prendido e quase reduzido à sexualidade na sua perspectiva anatómica, preventiva e contracepcional. Ora, se atendermos às diferentes e integradoras dimensões do Ser Humano, vemos que abordar somente anatomia, contracepção e prevenção de doenças venéreas é apenas uma parte do que é necessário e que não podemos esquecer dependerem da forma como o indivíduo se relaciona com ele próprio e com os outros, com o meio familiar em que se forma, com as suas crenças e valores ético-morais.</p>
<p>Será pelo facto de se reduzir a abordagem da sexualidade à dimensão biológica, reprodutiva e de promoção da saúde, que na actual lei da educação sexual não se contempla a palavra “amor”? Impõe-se, então, uma questão: sem uma ligação com as atitudes, os comportamentos, a responsabilidade, a afectividade, os Valores e o Amor, que sentido faz a Educação Sexual?</p>
<p><em>*<strong>Liliana F. Verde</strong> nasceu em 1982, em Coimbra (Portugal). É licenciada em Línguas e Literaturas Clássicas e Portuguesa, pós-Graduada em Educação Especial/Dislexia, e mestranda na mesma área. Tem desenvolvido a sua área profissional na área da Educação. Foi assistente de Línguas Comenius, na Escola de Korso, na Finlândia (2006/2007). É colaboradora do blogue Algarve pela Vida (<a href="http://algarvepelavida.blogspot.com/">http://algarvepelavida.blogspot.com/</a>); e do Jornal Barreira.com com a Coluna Verde. Publica textos próprios e outros no seu blogue Sou o que sou: Eu (<a href="http://www.prasinal.blogspot.com/">http://www.prasinal.blogspot.com/</a>).<br />
</em></p>
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		<title>Dois em um: poupar o ambiente e na carteira.</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 02:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana F. Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Liliana F. Verde]]></category>

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		<description><![CDATA[Circulava um dia destes pela cidade, quando dei por mim a rir com uma publicidade institucional muito interessante de sensibilização para a selecção de lixo: <em>“Eu já fui uma lata de sardinhas”</em> ou <em>“Eu vou ser um regador”</em>. Pensei imediatamente na quantidade de coisas em que se tornaria todo o lixo que tão facilmente acumulamos em casa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Planeta-verde.JPG" alt="Planeta verde" title="Planeta verde" width="220" height="220" class="aligncenter size-full wp-image-2889" /><br />
Circulava um dia destes pela cidade, quando dei por mim a rir com uma publicidade institucional muito interessante de sensibilização para a selecção de lixo: <em>“Eu já fui uma lata de sardinhas”</em> ou <em>“Eu vou ser um regador”</em>. Pensei imediatamente na quantidade de coisas em que se tornaria todo o lixo que tão facilmente acumulamos em casa. Mas tão rapidamente este pensamento me ocorreu, como me assaltou uma questão: quem lucra com os meus gestos diários? Não me refiro ao lucro ambiental e aos naturais benefícios para as gerações futuras, mas aos ganhos financeiros.</p>
<p>Não sei se o/a leitor/a já pensou nisso, mas o lixo reciclável pode constituir um lucro, ao transformar-se naquela “lata de sardinhas” ou no “regador” da publicidade.</p>
<p>Não há muito tempo, quando tendo vivido nos países nórdicos, apercebi-me de algo que me deixou tão impressionada quanto estupefacta, pelo inédito que constituiu para mim, visto ser ainda impraticável no nosso país, ou, pelo menos, que constitua uma prática corrente. Tratava-se de uma senhora, cidadã tão comum como qualquer um de nós, que entrou para um supermercado e tirou de um saco umas tantas latas e garrafas de plástico, introduzindo-as numa máquina que lhe retribuiu em dinheiro.</p>
<p>Atendendo a que o lixo constitui uma matéria-prima, seria, de facto, de esperar que por ele fosse reavido o seu valor equivalente em dinheiro, ou este convertido noutros benefícios que compensassem um gesto que, afinal, pode constituir uma fonte de rendimento. (Por mim, podem converter esse valor em bilhetes de cinema e vales de compras de livros. Ou muito me engano ou uma medida destas só iria lá por meio da vontade política…) Seria uma questão de justiça social e uma forma de levar o cidadão comum ao ecoponto.</p>
<p>Os países nórdicos, profícuos na forma como gerem as questões ambientais, igualmente me surpreenderam em três subtis hábitos. O primeiro, a existência de pequenas casinhas onde se alojavam todos os contentores do lixo, permitindo manter a área circundante mais limpa, e munir os habitantes de toda a variedade possível de contentores, evitando, ao mesmo tempo, o vandalismo por estranhos. O segundo, lojas de roupa em segunda-mão como nunca pensei que pudessem existir à face da terra, ou um novo “design” de estilistas que marcam pela originalidade. Era verdadeiramente interessante, e chegava a ser cómico, ver como as ditas lojas se apinhavam de gente, sobretudo na época das promoções! O terceiro, e o que mais me espantou pelo carácter comunitário, foi o uso comum de máquinas de lavar a roupa. Imaginem-se a alugar um apartamento e a preencherem, todas as semanas, uma lista com o vosso nome para lavarem a roupa! </p>
<p>Lixo para reciclar trocado por dinheiro, roupa reutilizada e máquina de lavar a roupa, comum aos habitantes de um prédio, podem parecer-nos hábitos muito, muito estranhos, mas são formas de reduzir, de reutilizar, de reciclar e de reparar eficazes.</p>
<p>O português, pobre com mentalidade de rico, desperdiça formas de poupar o ambiente e de poupar na carteira. Talvez a crise nos faça mudar. Há sempre males que virão por bem… </p>
<p><em>*<strong>Liliana F. Verde</strong> nasceu em 1982, em Coimbra (Portugal). É licenciada em Línguas e Literaturas Clássicas e Portuguesa, pós-Graduada em Educação Especial/Dislexia, e mestranda na mesma área. Tem desenvolvido a sua área profissional na área da Educação. Foi assistente de Línguas Comenius, na Escola de Korso, na Finlândia (2006/2007). É colaboradora do blogue Algarve pela Vida (<a href="http://algarvepelavida.blogspot.com">http://algarvepelavida.blogspot.com</a>); e do Jornal Barreira.com com a Coluna Verde. Publica textos próprios e outros no seu blogue Sou o que sou: Eu (<a href="http://www.prasinal.blogspot.com/">http://www.prasinal.blogspot.com/</a>).</em></p>
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		<title>Urge uma nova política, para um Mundo novo!</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 03:05:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liliana F. Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Liliana F. Verde]]></category>

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		<description><![CDATA[A obra <em>O Triunfo dos Porcos</em>, de George Orwell é uma fábula política que retrata com tal exactidão a corrupção, o poder e a mentira políticas, que chega a ser assustador lê-la pelo paralelismo que tem com o mundo político actual.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A obra <em>O Triunfo dos Porcos</em>, de George Orwell é uma fábula política que retrata com tal exactidão a corrupção, o poder e a mentira políticas, que chega a ser assustador lê-la pelo paralelismo que tem com o mundo político actual. Lê-la faz-nos questionar se, de entre acreditar ou menosprezar os políticos, quando se revelam o contrário daquilo em que fazem os eleitores acreditar, devem os Cidadãos acreditar nas ideologias, na política e até na própria Democracia, tantas vezes ultrajada e corrompida em favor de outros interesses que não os do bem-comum.</p>
<p>Vem esta fábula política muito a propósito de uma petição dos bispos brasileiros, já com mais de um mês, contra a corrupção, onde apelam à justiça, à honestidade, à transparência e à vontade de servir o bem-comum.</p>
<p>É constrangedor que valores como os citados precisem de ser apelados, em pleno século XXI! Não serão o Bom-Senso e a Ética guiadores da nossa acção? Se não são, em que anarquia andamos engendradamente metidos? </p>
<p>Faço votos de que, com as próximas eleições, em Portugal (e já agora, no Brasil), os políticos façam os Cidadãos merecer a sua confiança, ao menos aquela de os fez levar às urnas. Se não acreditarmos em quem elegemos e os próprios políticos não se fizerem merecedores dessa confiança, porque haveremos, nós, simples cidadãos, de cumprir com os nossos deveres?</p>
<p>Sejamos, pois, todos, cumpridores do dever (ético) que cabe a cada um. E, em caso de isso não se manifestar, que a Justiça exerça também o seu papel. Se assim não for, teremos de admitir que o final de <em>O Triunfo dos Porcos</em> não podia ser outro: os porcos não se distinguem dos humanos e os humanos dos porcos.</p>
<p>Os jovens querem outro Mundo e outra Humanidade! Para isso, exigem também uma outra Política.</p>
<p><em>*<strong>Liliana F. Verde</strong> nasceu em 1982, em Coimbra (Portugal). É licenciada em Línguas e Literaturas Clássicas e Portuguesa, pós-Graduada em Educação Especial/Dislexia, e mestranda na mesma área. Tem desenvolvido a sua área profissional na área da Educação. Foi assistente de Línguas Comenius, na Escola de Korso, na Finlândia (2006/2007). É colaboradora do blogue Algarve pela Vida (http://algarvepelavida.blogspot.com/); e do Jornal Barreira.com com a Coluna Verde. Publica textos próprios e outros no seu blogue Sou o que sou: Eu (http://www.prasinal.blogspot.com/).<br />
RAS.</em></p>
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