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	<title>Debates Culturais - Liberdade de Idéias e Opiniões &#187; Daniel Archer Duque</title>
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		<title>Uma nova ameaça</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 02:03:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Archer Duque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Daniel Archer Duque]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil, atualmente, vive em um delicado momento político econômico. Após uma perigosa disputa por cargos entre governistas, além de pressões por maiores gastos para acomodar aliados, a nova presidente Dilma Rousseff está a frente de duras previsões de muitos analistas econômicos, que afirmam nova tendência de alta na inflação, desaceleração do crescimento e a necessidade de um ajuste fiscal e monetário. A que se deve, porém, quadros tão pessimistas para nosso futuro próximo?
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Dinheiro2.jpg" alt="Dinheiro" title="Dinheiro" width="259" height="194" class="aligncenter size-full wp-image-9909" />O Brasil, atualmente, vive em um delicado momento político econômico. Após uma perigosa disputa por cargos entre governistas, além de pressões por maiores gastos para acomodar aliados, a nova presidente Dilma Rousseff está a frente de duras previsões de muitos analistas econômicos, que afirmam nova tendência de alta na inflação, desaceleração do crescimento e a necessidade de um ajuste fiscal e monetário. A que se deve, porém, quadros tão pessimistas para nosso futuro próximo?</p>
<p>Nosso país, pela primeira vez em décadas, está sofrendo de uma onda de superaquecimento da demanda agregada, impulsionada pelo vigoroso crescimento do PIB do último ano, ocorrido devido a uma nova alta no preço das commodities e crescentes estímulos ao crédito e ao consumo concedidos pelo governo. Tais efeitos, porém, acabaram gerando fortes pressões inflacionárias, que estão sendo combatidas pelo Banco Central, com aumento da taxa de juros. </p>
<p>É nesse ponto que a política atrapalha em demasia nossa economia, interferindo inconvenientemente nos ajustes a serem feitos. Afinal, apenas duas medidas de difícil aprovação política precisariam ser tomadas pelo governo para que o BC não recorresse a um maior aperto financeiro, que provocaria menor poupança privada e menor acesso ao crédito ao consumidor, dois efeitos extremamente negativos para a economia do país.</p>
<p>A primeira ação, e a mais importante, seria a austeridade fiscal, abandonada no segundo mandato do governo Lula e necessária principalmente para a geração de superávit primária (economia de recursos para o pagamento dos juros da dívida interna). Essa meta, porém, mostra-se perseguida por tortos caminhos, com cortes supérfluos nos gastos governamentais, sem a reorganização necessária de toda a estrutura do orçamento público.</p>
<p>A segunda medida é, enfim, a manutenção da proposta de salário mínimo para R$ 545,00, que vem sido fortemente contestada por centrais sindicais e alas mais radicais de partidos esquerdistas. Além de poder gerar um déficit na balança comercial, através das importações, um aumento do salário mínimo acima da porcentagem do crescimento do PIB dos últimos dois anos (ajustado à inflação) aqueceria perigosamente a nossa já saturada demanda agregada. Com uma possível desindustrialização em curso, a produção nacional não poderá atender ao crescimento do consumo, o que acabará gerando uma pressão inflacionária de difícil freio. </p>
<p>Diversos setores da sociedade, infelizmente, parecem estar desatentos ao instável quadro econômico do nosso país, pressionando o governo por mais gastos e maiores ajustes nos salários. Dilma Rousseff enfrentará seu primeiro teste político com dificuldade e oposição de seus próprios aliados. É necessário, porém, não ceder ao populismo e manter a racionalidade em relação aos deveres do governo de salvaguardar a estabilidade e a saúde da economia de nosso país. O primeiro desafio da nossa primeira presidente mulher será o que nos conduzirá à continuidade do crescimento ou ao fracasso econômico.</p>
<p><em>*<strong>Daniel Vasconcellos Archer Duque</strong> é graduando em Ciências Econômicas pela UFRJ, membro do comitê de organização da Nova Organização Voluntária Estudantil (NOVE). Filiado ao Partido Verde, também colabora com outros sites e jornais.</p>
<p></em></p>
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		<title>O (ex)romantismo das UPPs</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Dec 2010 02:03:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Archer Duque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Daniel Archer Duque]]></category>

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		<description><![CDATA[O Rio de Janeiro vivenciou, há cerca de dois anos, a primeira experiência de uma política que supostamente seria a solução da segurança pública no estado: as Unidades de Polícia Pacificadora. No ano de 2008, a comunidade Santa Marta foi ocupada sem grandes problemas, afastando o tráfico daquele território, dando inicio a uma série de ocupações supostamente bem sucedidas. Nos anos decorrentes, ao passo em que outras comunidades foram pacificadas, as UPPs foram aplaudidas mesmo pelos críticos ao governo de Sérgio Cabral, rendendo-lhe a reeleição no primeiro turno desse ano. Atualmente, porém, já se vêem graves defeitos nas políticas de segurança pública do estado, refletidos nos ataques de terror constantes que facções estão realizando nas ruas de nossa cidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/UPP.jpg" alt="UPP" title="UPP" width="223" height="167" class="aligncenter size-full wp-image-8650" /><em>Acima, policial militar da UPP do Santa Marta. </em></p>
<p>O Rio de Janeiro vivenciou, há cerca de dois anos, a primeira experiência de uma política que supostamente seria a solução da segurança pública no estado: as Unidades de Polícia Pacificadora. No ano de 2008, a comunidade Santa Marta foi ocupada sem grandes problemas, afastando o tráfico daquele território, dando inicio a uma série de ocupações supostamente bem sucedidas. </p>
<p>Nos anos decorrentes, ao passo em que outras comunidades foram pacificadas, as UPPs foram aplaudidas mesmo pelos críticos ao governo de Sérgio Cabral, rendendo-lhe a reeleição no primeiro turno desse ano. Atualmente, porém, já se vêem graves defeitos nas políticas de segurança pública do estado, refletidos nos ataques de terror constantes que facções estão realizando nas ruas de nossa cidade.</p>
<p>É dever do governo do estado, sem dúvida alguma, retomar os territórios antes controlados pelo tráfico. O problema, no entanto, se deve à ausência de ações policias integradas que poderiam, junto às ocupações, prender os líderes das facções armadas e desestabilizar de fato toda a estrutura do crime organizado que domina o Rio. Porém, na atual gestão do governador, as ocupações foram feitas sem ações preventivas à fuga dos traficantes, que simplesmente mudaram de endereço. É por essa razão que, geralmente, quando as UPP’s são instaladas, não há incidentes armados, uma vez que os criminosos já saíram das comunidades.</p>
<p>O segundo problema está na falta de uma política de longo prazo do governo estadual para a permanência da segurança nas comunidades com as unidades. Aumentar o salário dos policiais, a fim de evitar problemas de corrupção, além de investir fortemente na educação, seriam políticas benditas que perpetuariam uma história de avanços sociais unidos à prevalência do Estado sobre seu território. Infelizmente, nosso governador já se posicionou contra a PEC-300, que daria piso salarial à polícia militar, além dos níveis de educação do Rio de Janeiro estarem baixíssimos em relação aos demais estados do Brasil. </p>
<p>A população fluminense, em consequência, sofre com a irresponsabilidade da Secretaria de Segurança Pública, que ao priorizar a uma política isolada, embora supostamente bem sucedida, sujeitou todo o nosso estado à ação dos criminosos que hoje espalham pânico pela nossa cidade maravilhosa. A fim de vencer novamente as eleições, nosso governador perdeu a oportunidade de prevenir o caos em que está o Rio de Janeiro. </p>
<p><em>*<strong>Daniel Vasconcellos Archer Duque </strong>é estudante secundarista, editor chefe do Jornal do Grêmio do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro. Filiado ao Partido Verde, também colabora com outros sites e jornais.<br />
</em></p>
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		<title>Pelo fim do desenvolvimentismo</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 02:03:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Archer Duque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Daniel Archer Duque]]></category>

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		<description><![CDATA[O maior retrocesso, porém, do desenvolvimentismo está na concepção da exploração crescente dos recursos naturais em benefício da produção. Embora muitos não percebam, esse modelo já se mostrou falho no século XX. Assistimos, nos últimos duzentos anos, o esgotamento de milhares de reservas naturais, a degradação de diversos domínios morfoclimáticos, a desesperadora diminuição de qualidade do nosso ar, a extinção de milhões de espécies animais e vegetais e, por fim, o início de um perigoso crescimento do aquecimento global. Tais fenômenos não são mera coincidência, como alegam alguns, muito menos eventos naturais que ocorrem ciclicamente, como afirmam outros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Desenvolvimentismo.jpg" alt="Desenvolvimentismo" title="Desenvolvimentismo" width="226" height="223" class="aligncenter size-full wp-image-8306" />São concluídas, no dia 31 de outubro desse ano, as eleições de 2010 no Brasil. Mais do que a ascensão ao poder desse ou do outro partido, já está confirmada a triste vitória do desenvolvimentismo, ideologia seguida pelos dois candidatos à Presidência da República do segundo turno. Em detrimento do avanço das ideias vivido pelo mundo inteiro, viveremos por mais quatro anos na prevalência de uma visão de mundo do século XX, com divergências de velhos esquerdismos e direitismos, que tanto atrasam nosso país.</p>
<p>Essa vitória, além de tudo, marca o fim da discussão de ideologias, abrindo espaço para as questões religiosas e a troca de acusações sem fundamento. Afinal, quando dois candidatos têm uma mesma visão de mundo, não há nada a fazer se não confrontar banalidades. Sem a discussão de ideias, não há limites para a baixeza do nível de uma campanha.</p>
<p>O que é, no entanto, o desenvolvimentismo? No que se fundamenta tal ideologia? </p>
<p>Os candidatos desse segundo turno creem, infelizmente, em uma ideologia originalmente expressa na ideia de que o recursos naturais existem para serem utilizados para o conforto do ser humano. Tanto a direita quanto a esquerda desse país acreditam na exploração infindável da natureza a fim de, por meio do trabalho (que gera consumo), transformá-la em produção. Quanto maior a produção, maior será o volume de vendas, potencializando o capital obtido. Portanto, quanto maior a produção, maior será a riqueza do país. </p>
<p>Enquanto no socialismo o Estado é responsável pelo controle e gestão das indústrias, determinando também a distribuição “igualitária” da produção, no desenvolvimentismo, temos o Leviatã a financiar o consumo interno com crédito e subsídios, estimulando naturalmente o crescimento industrial privado. As empresas agradecem.</p>
<p>Nossos candidatos à presidência do segundo turno, no entanto, fecham os olhos para os efeitos colaterais do desenvolvimentismo. Do lado econômico, temos a provável instabilidade da finanças públicas. Afinal, incentivando o consumo, o Estado aumenta seus gastos a ponto de sua receita ser abissalmente inferior às despesas do mesmo. A solução, portanto, é emitir títulos da dívida pública, a qual é paga com juros (vale lembrar que os do Brasil são os mais altos do mundo). Pagamos essa chamada dívida interna financiados pelo próprio crescimento econômico, que aumenta a arrecadação. Se o PIB não cresce conforme o esperado, porém, a solução é incrementar a receita com mais impostos. Soa familiar?</p>
<p>O maior retrocesso, porém, do desenvolvimentismo está na concepção da exploração crescente dos recursos naturais em benefício da produção. Embora muitos não percebam, esse modelo já se mostrou falho no século XX. Assistimos, nos últimos duzentos anos, o esgotamento de milhares de reservas naturais, a degradação de diversos domínios morfoclimáticos, a desesperadora diminuição de qualidade do nosso ar, a extinção de milhões de espécies animais e vegetais e, por fim, o início de um perigoso crescimento do aquecimento global. Tais fenômenos não são mera coincidência, como alegam alguns, muito menos eventos naturais que ocorrem ciclicamente, como afirmam outros. O desenvolvimentismo financia essa catástrofe. É, sem dúvida alguma, essa visão de mundo atrasada que nos faz caminhar cada vez mais rápido para nosso próprio abismo.</p>
<p>Já existe, tanto no Brasil quanto no mundo, iniciativas da sociedade civil para que se desenvolva em todos os setores da sociedade uma uma nova maneira de pensar o mundo. Afinal, a própria Igreja Católica, símbolo máximo do conservadorismo, trabalha em uma campanha da fraternidade que procura conscientizar as pessoas de que, se não mudarmos nossa visão limitada, não poderemos viver nesse planeta nas próximas décadas. Felizmente, tivemos uma candidata à Presidência que, no primeiro turno, obteve praticamente 20% dos votos válidos, mostrando o reflexo nas urnas de uma população cada vez mais alinhada com uma nova concepção de desenvolvimento. Nossa esperança é que, nos próximos quatro anos, nossas eleições demonstrem o fim definitivo do atraso ideológico que domina nosso país.</p>
<p><em>*<strong>Daniel Vasconcellos Archer Duque</strong> é estudante secundarista, editor chefe do Jornal do Grêmio do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro. Filiado ao Partido Verde, também colabora com outros sites e jornais.</em></p>
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		<title>Os três avanços</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Sep 2010 03:03:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Archer Duque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Daniel Archer Duque]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesses últimos 20 anos de democracia, apesar de um começo conturbado, obtivemos avanços consideráveis em diversas áreas fundamentais para o desenvolvimento do país, como nossa economia, que passou por uma reformulação com FHC e nossas conquistas, que foram prioridade no governo Lula. Será, todavia, que  esses avanços foram suficientes? Será que precisamos agora apenas do continuísmo dessas mesmas políticas, sem uma nova reforma em outro campo do governo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Rumos.JPG" alt="Rumos" title="Rumos" width="181" height="279" class="aligncenter size-full wp-image-7714" />Nesses últimos 20 anos de democracia, apesar de um começo conturbado, obtivemos avanços consideráveis em diversas áreas fundamentais para o desenvolvimento do país, como nossa economia, que passou por uma reformulação com FHC e nossas conquistas, que foram prioridade no governo Lula. Será, todavia, que  esses avanços foram suficientes? Será que precisamos agora apenas do continuísmo dessas mesmas políticas, sem uma nova reforma em outro campo do governo?</p>
<p>O Brasil, desde 94, vem mostrando ao mundo com sua força potencial, com duas verdadeiras revoluções legitimadas que mudaram o rumo do país. No entanto, uma vez que já estão estruturadas ambas conquistas, é preciso um novo avanço na nossa sociedade: a transparência de nossas instituições.</p>
<p>O tema é de fundamental importância, no entanto, nenhum dos dois principais candidatos à presidência discute, infelizmente, uma reforma política-institucional que garanta uma verdadeira mudança qualitativa no governo. A candidata da situação assiste a diversos casos de corrupção e falta de escrúpulos no ministério que chefiava antigamente, negando qualquer participação ou responsabilidade pelas ações. O candidato da oposição, ao invés de discutir ideias para o país, faz uso de campanha de escândalos quaisquer para promover-se e, assim, fazer com que as notícias mudem o rumo das pesquisas, sem muito sucesso.</p>
<p>Uma candidata, porém, começou a emergir no quadro eleitoral com um real plano estratégico para o futuro da política nacional. Talvez não haja tempo para que vença, talvez falte estrutura na sua campanha e mesmo no seu partido para que possa almejar a presidência, mas, mesmo com todos os problemas, a sociedade começa a atribuir a Marina Silva uma chance para a mudança.</p>
<p>Foram necessários oito anos para reformular a economia do país. Foram necessários oito anos para dar um salto na área social. Agora, é dando continuidade a esses dois avanços que a candidata pelo Partido Verde pretende lutar contra o fisiologismo e, finalmente, restruturar a forma de governar, consolidando o terceiro e último avanço necessário ao desenvolvimento.</p>
<p>Essa tarefa, no entanto, será talvez ainda mais difícil do que a dos presidentes anteriores. Tanto FHC quanto Lula acabaram reféns da máquina pública, com escândalos em ambos governos, muitas vezes ligados diretamente a seus partidos ou outros coligados. Somente com uma força política poderosa, aliada a parcerias éticas e comprometidas, com investimentos em diversas áreas essenciais, será possível o fim do atraso político em que vivemos atualmente.</p>
<p>A transparência promete ser a luta principal de Marina Silva, junto à educação e à sustentabilidade, três bandeiras igualmente fundamentais para o Brasil de século XXI, estruturando uma nova conquista para o povo brasileiro. Mesmo que saia dessas eleições perdendo, Marina perderá ganhando. Somente assim, nosso país poderá caminhar pelo rumo certo do desenvolvimento.</p>
<p><em>*<strong>Daniel Vasconcellos Archer Duque</strong> é estudante secundarista, editor chefe do Jornal do Grêmio do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro. Filiado ao Partido Verde, também colabora com outros sites e jornais.</em></p>
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		<title>O pão e o circo do século XXI</title>
		<link>http://www.debatesculturais.com.br/o-pao-e-o-circo-do-seculo-xxi/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 03:03:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Archer Duque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Daniel Archer Duque]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil, hoje em dia, vive um período atípico de sua história política. O Presidente da República, há pouco tempo, atingiu excepcionais índices de popularidade, alcançando grandes figuras como Vargas e J.K.. A situação ganha cada vez mais força, a ponto de beirar uma hegemonização do poder pelos partidos aliados ao atual governo. A oposição não arrisca ataques diretos, diminui sua presença no cenário político brasileiro, além de sofrer de uma problemática crise ideológica de seus partidos. A que se devem tais fatos?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/O-pão-e-o-circo-do-século-XXI.jpg" alt="O pão e o circo do século XXI" title="O pão e o circo do século XXI" width="256" height="182" class="aligncenter size-full wp-image-11677" />O Brasil, hoje em dia, vive um período atípico de sua história política. O Presidente da República, há pouco tempo, atingiu excepcionais índices de popularidade, alcançando grandes figuras como Vargas e J.K.. A situação ganha cada vez mais força, a ponto de beirar uma hegemonização do poder pelos partidos aliados ao atual governo.</p>
<p>A oposição não arrisca ataques diretos, diminui sua presença no cenário político brasileiro, além de sofrer de uma problemática crise ideológica de seus partidos. A que se devem tais fatos?</p>
<p>Não se pode deixar de destacar, obviamente, o crescimento econômico acelerado do Brasil nessa última década. Em uma economia cada vez mais forte, o brasileiro se satisfaz atualmente ao ver crescer seu poder aquisitivo em uma escala ascendente.</p>
<p>Mesmo com uma crise mundial que afetou tragicamente todos os países desenvolvidos, sobrevivemos fortes à quebra do mercado norte-americano, sustentados por nossa própria economia interna.</p>
<p>A questão, no entanto, vai muito além da situação econômica. O atual governo, frente a escândalos graves de corrupção que ocorreram ao longo desses oito anos, perdeu a tradicional imagem de uma gestão ética e, assim, sofreu de uma crescente rejeição das classes mais conscientizadas, que compunham a maior parte de seu eleitorado. A solução, então, para manter Lula na Presidência da República foram duas:</p>
<p>1- Aliar-se profundamente ao PMDB, um partido fisiologista e sem ideologia, cujo único objetivo é perpetuar-se no poder, tendo inclusive apoiado outrora FHC.</p>
<p>2- Criar um sistema de “Pão e Circo” do século XXI, desviando a atenção da população das questões fundamentais do Brasil, como ética, educação, saúde e segurança, para programas paliativos sem visão de longo prazo.</p>
<p>Podemos destacar o Bolsa-Família como um dos exemplos mais fundamentais dessas políticas. Com uma criação bem intencionada, junto a outras estratégias, a fim de que não mais fosse necessário ao fim de certo período, o programa foi desvirtuado em 2005, no ano do escândalo do mensalão, quase quadruplicando sua abrangência, ao mesmo tempo em que abandonava sua verdadeira proposta de inclusão social de fato da população carente, sem que mais precisassem dessa ajuda financeira.</p>
<p>Outras políticas foram utilizadas na elaboração desse sistema. Seus exemplos mais presentes são o PAC, cuja maioria das obras ainda não saiu do papel e os eventos esportivos que já foram ou serão realizados no Brasil (como a Copa e as Olimpíadas). Tais “conquistas” anestesiaram a população e provocaram um estado<br />
de euforia no país, enquanto nossas questões principais ainda estão mal resolvidas.</p>
<p>Não se pode dizer, obviamente, que essas políticas são essencialmente ruins, muito pelo contrário. Tanto o Bolsa-Família como a escolha do Rio para sediar as Olimpíadas seriam grandes oportunidades para o desenvolvimento social e econômico do país, se aliadas a uma visão estratégica de longo prazo, com investimentos maciços na educação e em outras áreas.</p>
<p>O problema, portanto, se dá na utilização desses programas e eventos como “Pão e Circo” do século XXI. Mesmo tenhamos uma população desfavorecida que não sente mais fome, um crescimento sensível da renda e dos empregos a partir dos eventos esportivos mundiais, nossas escolas continuam precárias, nosso sistema de saúde continua falido, nossa segurança continua permanentemente ameaçada e nosso sistema político continua alimentando a imoralidade de grande parte dos nossos representantes.</p>
<p>Essa criminosa rede nacional de manipulação, aliada a um crescimento notável na economia do país, sustenta os 70% de popularidade do Presidente Lula, responsabiliza-se pela expressiva intenção de votos de uma candidata governista que nunca disputou uma eleição na vida e é culpada por não vermos nenhum grande avanço social de longo prazo no nosso país. A população, porém, anestesiada pelo “Pão e Circo” atual, nada fará para reverter esse problemático quadro. Afinal, esse é o incerto futuro que nos espera.</p>
<p><em>*<strong>Daniel Vasconcellos Archer Duque</strong> é estudante secundarista, editor chefe do Jornal do Grêmio do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro. Filiado ao Partido Verde, também colabora com outros sites e jornais.<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A ameaça do “Estado-pai”</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 03:03:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Archer Duque</dc:creator>
				<category><![CDATA[Daniel Archer Duque]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesses últimos dez anos, por exemplo, o Brasil aumentou em 20% os impostos sobre a população, sendo que desses mais de dezesseis são do Governo Federal. Com o aumento da intervenção Estatal na economia brasileira, o país tem crescido pela manutenção do Plano Real, mas já apresenta sinais de fragilidade, como a diminuição brutal do superávit primário e o crescimento assustador da dívida interna.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Impostos1.JPG" alt="Impostos" title="Impostos" width="210" height="226" class="aligncenter size-full wp-image-7367" />Desde a independência da América Latina, herdamos de nosso antigos colonizadores o mesmo sistema econômico-social controlado pelo Estado, que perdura ou deixou resquícios em todos os países do continente latino-americano. Tal sistema, antagônico ao adotado pelos Estados Unidos desde a proclamação da república, é consequente de uma visão de mundo autoritária, na qual a instituição do Estado, sob a ilusão de representar o povo, determina o papel dos indivíduos na sociedade e limita o poder da economia a si próprio. Tudo isso a custo de taxas e impostos extremamente altos. </p>
<p>Não são poucos os efeitos de tal sistema: manipulação da vontade popular através do voto, corrupção, populismo, eventuais ditaduras, entrada no governo como único meio de ascensão social, além da instabilidade da política e da economia, sujeitas às vontades pessoais dos Estadistas. A propaganda Estatal e o controle da imprensa, porém, perpetuam esse sistema e, ainda pior, o popularizam, instituindo-o muitas vezes como “Estado-pai” (que seria melhor chamado de Estado-rei). </p>
<p>Sob a falso pretexto de defender os interesses do povo, esse gigantesco Leviatã consome a renda da população, gere mal os recursos e fecha a economia do país a seus desejos, inibindo investimentos internos ou externos. Com políticas econômicas frágeis e na maioria das vezes mal formuladas (dado o fraco entendimento dos governantes nesse assunto), o crescimento econômico pode se iniciar acelerado, mas ao longo do tempo mostra-se ineficiente e frágil, fardando o país a um atraso monstruoso em relação a regiões mais democráticas. </p>
<p>No Brasil, esse fenômeno pode ser exemplificado na figura de Getúlio Vargas, embora desde a independência soframos dessa doença crônica. O presidente e ditador assumiu o poder logo após a crise de 29, na qual findavam-se rapidamente os recursos mundiais e os governos se apresentavam como única instituição ainda capaz de realizar investimentos. Depois de uma acertada política econômica, que incentivava a industrialização com ajuda externa, Vargas deu continuidade ao seu modelo de desenvolvimento mesmo após o fim da Segunda Guerra Mundial, aumentando assim  as barreiras aos investimentos no país, enquanto todos os outros as quebravam na Conferência de Bretton Woods. O pior, todavia, foi que os governantes posteriores deram continuidade a essas políticas nacional-desenvolvimentistas, levando o Brasil à década perdida de 80. </p>
<p>Esse quadro, felizmente, foi gradualmente revertido a partir da Constituição de 1988, que limitou o poder Executivo e aumentou a autonomia dos municípios e estados. A partir daí, com a implantação do modelo neoliberal, o “Estado-pai” foi enfraquecendo aos poucos, a economia brasileira foi crescendo cada vez mais e, através da combinação dessa reforma político-econômica com as características naturais do país, o Brasil hoje atua no Mundo não mais como passivo, mas como potência emergente. </p>
<p>Por isso, é com grande temor que vejo um novo levante do “Estado-pai” na América-Latina, na chamada Onda Rosa. Condenando o neoliberalismo pelas crises mundiais, através do populismo e de práticas assistencialistas, os “pais” e “mães” do povo controlam cada vez mais a política e economia de seus países, aumentando os impostos, o poder central e, assim, inibindo a democracia e o crescimento econômico sustentável dos mesmos.</p>
<p>Nesses últimos dez anos, por exemplo, o Brasil aumentou em 20% os impostos sobre a população, sendo que desses mais de dezesseis são do Governo Federal. Com o aumento da intervenção Estatal na economia brasileira, o país tem crescido pela manutenção do Plano Real, mas já apresenta sinais de fragilidade, como a diminuição brutal do superávit primário e o crescimento assustador da dívida interna.</p>
<p>Aonde esse retorno dos que não deveriam ter ido vai levar, só o futuro dirá. </p>
<p><em>*<strong>Daniel Vasconcellos Archer Duque</strong> é estudante secundarista, editor chefe do Jornal do Grêmio do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro. Filiado ao Partido Verde, também colabora com outros sites e jornais.</em></p>
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		<title>Estado mal-educado</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 03:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Archer Duque</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[O Rio de Janeiro está em penúltimo lugar nas médias dos outros Estados brasileiros, atrás apenas do Piauí. Essa pesquisa feita pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) aponta as escolas estaduais como as mais precárias nas notas, decorrente de baixíssimos salários aos professores, além de uma tradição de políticas públicas pouco preocupadas com a educação. Tal situação mostra uma contradição comum em nosso país. O Rio de Janeiro foi um dos Estados que mais cresceu nos últimos anos, mas, a médio prazo, pode se ver em uma situação de gargalo logístico, no qual as empresas se instalarão em nosso território, porém, não terão mão de obra qualificada para atender às suas necessidades. A solução será importar mão de obra (o que já acontece) ou procurar outro estado mais promissor. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Sala-de-aula.JPG" alt="Sala de aula" title="Sala de aula" width="227" height="220" class="aligncenter size-full wp-image-6621" />O Estado do Rio de Janeiro tem muito do que se orgulhar. Afinal, seu P.I.B. é o segundo maior do Brasil. Somos abençoados com as mais lindas praias nacionais, além de termos em nosso espaço marítimo grandes reservas de petróleo, inclusive do Pré-Sal. Nossa capital, a Cidade Maravilhosa, será sede das Olimpíadas de 2016 e de diversos outros eventos esportivos. </p>
<p>Com todos esses fatores, podemos imaginar que o Estado Fluminense tem uma ótima educação. Infelizmente, a realidade é justamente o oposto. O Rio de Janeiro está em penúltimo lugar nas médias dos outros Estados brasileiros, atrás apenas do Piauí. Essa pesquisa feita pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) aponta as escolas estaduais como as mais precárias nas notas, decorrente de baixíssimos salários aos professores, além de uma tradição de políticas públicas pouco preocupadas com a educação.</p>
<p>Tal situação mostra uma contradição comum em nosso país. O Rio de Janeiro foi um dos Estados que mais cresceu nos últimos anos, mas, a médio prazo, pode se ver em uma situação de gargalo logístico, no qual as empresas se instalarão em nosso território, porém, não terão mão de obra qualificada para atender às suas necessidades. A solução será importar mão de obra (o que já acontece) ou procurar outro estado mais promissor. </p>
<p>Não é apenas econômico o problema. Com uma educação ruim, continuaremos em um ciclo de más escolhas políticas, com candidatos se elegendo por maior poder financeiro e marqueteiro, sem que realmente vão melhorar nossa situação. Em um país já com baixa educação, não podemos ser um dos Estados com as piores médias do Brasil.</p>
<p>Por isso, é necessário estar atento às promessas dos dois candidatos ao governo do Rio de Janeiro com maior intenção de votos: Fernando Gabeira e Sérgio Cabral. Devemos pensar por que a educação não melhorou no primeiro mandato do atual governador e se o candidato da oposição realmente pretende preencher essa lacuna de nosso Estado. Precisamos também nos mobilizar, junto a todos os movimentos e organizações que lutam pela melhoria da educação pública, para exigir do próximo representante fluminense maior atenção a esse setor tão ignorado pelos políticos nos últimos anos. </p>
<p><em>*<strong>Daniel Vasconcellos Archer Duque </strong>é estudante secundarista, editor chefe do Jornal do Grêmio do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro. Filiado ao Partido Verde, também colabora com outros sites e jornais.</em></p>
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		<title>O poder da mobilização</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 03:03:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Archer Duque</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem diria que, após derrotarmos a ditadura, estaríamos aqui hoje, depois de 20 anos, descrentes na política brasileira? Nosso país, que lutou duramente pela Democracia, a vê hoje desgastada e falha. Quando antes o povo esperava ansiosamente pelas eleições, tendo consciência de que lutou pelo direito de votar, hoje foge desse período, vendo-o pessimista como apenas uma obrigação democrática. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Mobilização-popular.JPG" alt="Mobilização popular" title="Mobilização popular" width="220" height="261" class="aligncenter size-full wp-image-5959" /><em>Acima, ilustração do site do jornal<strong> Brasil de Fato</strong>.</em></p>
<p>Quem diria que, após derrotarmos a ditadura, estaríamos aqui hoje, depois de 20 anos, descrentes na política brasileira? Nosso país, que lutou duramente pela Democracia, a vê hoje desgastada e falha. Quando antes o povo esperava ansiosamente pelas eleições, tendo consciência de que lutou pelo direito de votar, hoje foge desse período, vendo-o pessimista como apenas uma obrigação democrática. </p>
<p>Não é sem motivo tamanha descrença. Fomos testemunhas de diversas crises parlamentares. Presenciamos diversos escândalos e absurdos no Congresso, nas Assembléias e nas Câmaras, em todas as esferas do poder. Assistimos tristemente à decadência da Democracia. </p>
<p>Nem tudo, porém, está perdido. Afinal, quando nossos representantes não estão fazendo seus papeis, somos nós que devemos agir diretamente para mudar o rumo da História Nacional. Podemos tudo, se nos unirmos. </p>
<p>Nosso passado recente nos oferece muitos exemplos do poder da mobilização. Conseguimos, afinal, a duras penas ganhar a democracia. O movimento “Diretas Já”, apesar de não ter conseguido aprovar o fim das eleições indiretas, mostrou para os governantes que não mais queríamos a ditadura. Eles entenderam o recado. </p>
<p>Tivemos, logo depois, a decepção com nosso primeiro Presidente da República eleito diretamente após a ditadura, Fernando Collor de Mello. Depois de abusos de poder e escândalos de corrupção, iniciou-se o movimento “Fora Collor”, que, pressionando firmemente o Congresso, conseguiu o impeachment. </p>
<p>Foram-se anos e anos de eleições, novos ou velhos políticos, governantes diferentes e crises políticas diferentes. Mesmo assim, quando a população se uniu, houve vitória. Afinal, a vontade do povo sempre prevalece. </p>
<p>E também foi assim com o Projeto Ficha-Limpa. O Brasil, país conhecido pela impunidade, finalmente conseguiu aprovar no Senado a lei que impedirá a candidatura de políticos com problemas na Justiça. Sem grandes alterações, faltará apenas a sanção do Presidente Lula para que ela valha ainda para as eleições o ano de 2010. Poderemos, finalmente, almejar uma política com menos corrupção e menor imunidade. </p>
<p>Havia, no entanto, muitos descrentes em relação à aprovação no Congresso. Com razão, imaginava-se que a maioria dos parlamentarias votaria contra o projeto, sendo inclusive boa parte deles “fichas-sujas”. Contudo, a sociedade se uniu e se mobilizou. Foram cerca de dois milhões de assinaturas a favor da lei, além da pressão sobre os deputados e senadores para que aprovassem o projeto, conseguindo mostrar que não mais queremos a política brasileira corrompida.  </p>
<p>Estudantes, aposentados, trabalhadores, intelectuais e até mesmo políticos se uniram nessa luta, e foi apenas possível que a lei “Ficha-Limpa” fosse aprovada porque batalhamos pelo nosso direito de sermos ouvidos. Batalhamos para que escutassem nossa voz. Batalhamos e vencemos pela Democracia!</p>
<p><em>*<strong>Daniel Vasconcellos Archer Duque</strong> é estudante secundarista, editor chefe do Jornal do Grêmio do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro. Filiado ao Partido Verde, também colabora com outros sites e jornais.</em></p>
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		<title>Ficha-Limpa: nós apoiamos!</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 03:03:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Archer Duque</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Temos, no Brasil, uma certa convergência de opiniões sobre a corrupção. Apesar de discordarmos e debatermos sobre quase tudo, nós, brasileiros, concordamos que a corrupção é um grande problema para o desenvolvimento de nosso país. A questão é, o que podemos fazer para mudar esse infeliz quadro nacional? Todos falam, obviamente, em uma reforma política. No entanto, pouco se fez ou cobrou para que tal projeto fosse levado adiante. Enquanto se discute minuciosidades de tal reforma, continuamos com o mesmo sistema político ineficiente e problemático. Tudo que se conseguiu até agora no Congresso foram mudanças insignificantes nesse modelo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Ficha-limpa.JPG" alt="Ficha-limpa" title="Ficha-limpa" width="310" height="220" class="aligncenter size-full wp-image-5613" />Temos, no Brasil, uma certa convergência de opiniões sobre a corrupção. Apesar de discordarmos e debatermos sobre quase tudo, nós, brasileiros, concordamos que a corrupção é um grande problema para o desenvolvimento de nosso país. A questão é, o que podemos fazer para mudar esse infeliz quadro nacional? </p>
<p>Todos falam, obviamente, em uma reforma política. No entanto, pouco se fez ou cobrou para que tal projeto fosse levado adiante. Enquanto se discute minuciosidades de tal reforma, continuamos com o mesmo sistema político ineficiente e problemático. Tudo que se conseguiu até agora no Congresso foram mudanças insignificantes nesse modelo.</p>
<p>	Seria de se decepcionar tamanha falta de iniciativa brasileira para que se, ao menos, diminua a corrupção no Brasil. Entretanto, nos animamos ao ver, finalmente, uma campanha que está dando certo. Lançada em abril de 2008, a Campanha Ficha-Limpa promove um projeto de lei por iniciativa popular, que proíbe a candidatura de políticos com problemas na justiça, podendo ser essa uma medida eficaz para a redução da corrupção no país. </p>
<p>	A campanha já conseguiu acumular quase 2 milhões de assinaturas e, em setembro de 2009, enviou o projeto de lei para ser votado na Câmara Legislativa. Infeliz, mas não surpreendentemente, boa parte dos deputados foi contra a votação da lei. Seus votos, todavia, são abertos, viabilizando a cobrança do povo daqueles que votarem contra. Além, então, de adiarem a votação, estão tentando mudar o texto para que as condições de elegibilidade sejam muito menos abrangentes. Assim, teremos uma lei ineficaz, com políticos “ficha-suja” ainda presentes nas eleições.</p>
<p> 	É nessa hora que a população precisa se mobilizar. As tentativas de proibir a candidatura de políticos com problemas na justiça datam mais de 20 anos, porém, só agora foi possível uma real esperança. É preciso que a lei seja aprovada dia 05 de maio para que valha para as eleições de 2010. Não podemos deixar que o projeto de lei não passe pela Câmara, precisamos agir o mais rápido possível.</p>
<p>	Por esse motivo, a Nova Organização Voluntária Estudantil (NOVE) em parceria com outras pessoas está realizando uma passeata no dia 02/05, domingo, a favor da votação da lei. Ele acontecerá às 9 horas da manhã, no Posto 9, na praia de Ipanema. A mobilização está acontecendo, muitos já confirmaram suas presenças, entre eles políticos e famosos. Agora é a hora de todos se moverem. É a hora de todos gritarem: “Ficha-Limpa: Nós apoiamos!”.</p>
<p><em>*<strong>Daniel Vasconcellos Archer Duque</strong> é estudante secundarista, editor chefe do Jornal do Grêmio do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro. Filiado ao Partido Verde, também colabora com outros sites e jornais.</em></p>
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		<title>O que ensinaremos às nossas crianças?</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 02:03:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Archer Duque</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nós, brasileiros, costumamos dizer que a origem de todos os problemas de nosso país acaba sempre sendo a carência na educação. De fato, o Brasil tem um enorme potencial de desenvolvimento, o qual poderemos aproveitar se priorizarmos esse setor. Teríamos mão de obra qualificada, produção científica, além de um povo que sabe votar, exigir os seus direitos e cumprir com os seus deveres. Deve-se questionar, porém, não só a importância da educação, que já é amplamente conhecida, mas também a sua estrutura em nosso país. Afinal, o que ensinaremos às nossas crianças? Vamos lhes impor horas a fio de matemática, português, química, física, biologia, sociologia, filosofia, história, geografia e inglês, como tem sido feito ao longo das décadas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Escola.JPG" alt="Escola" title="Escola" width="222" height="220" class="aligncenter size-full wp-image-4120" />Nós, brasileiros, costumamos dizer que a origem de todos os problemas de nosso país acaba sempre sendo a carência na educação. De fato, o Brasil tem um enorme potencial de desenvolvimento, o qual poderemos aproveitar se priorizarmos esse setor. Teríamos mão de obra qualificada, produção científica, além de um povo que sabe votar, exigir os seus direitos e cumprir com os seus deveres.</p>
<p>Deve-se questionar, porém, não só a importância da educação, que já é amplamente conhecida, mas também a sua estrutura em nosso país. Afinal, o que ensinaremos às nossas crianças? Vamos lhes impor horas a fio de matemática, português, química, física, biologia, sociologia, filosofia, história, geografia e inglês, como tem sido feito ao longo das décadas?</p>
<p>É bem possível que, em um país com uma população de quase 200 milhões de habitantes, além proporções continentais, muitos antigos problemas não se resolvam com a educação nesse sistema de ensino. Poderiam, inclusive, surgir outros.</p>
<p>A questão, portanto, não está apenas na falta de investimentos em educação, mas no modo como ela está sendo conduzida nas escolas. Isso ocorre por dois motivos, em duas situações no passado, quando se foram pensados métodos de ensino regularizados.</p>
<p>Temos, primeiramente, o século XIX, no qual a industrialização avança desenfreavelmente sobre a Europa, Estados Unidos e Japão. Finalmente, pensa-se em um sistema regular de ensino, no qual os jovens pudessem ser preparados para suprir as necessidades da revolução industrial. Afinal, não se podia deixar o trem parar, ou sair dos trilhos. Nesse contexto, criam-se as primeiras escolas e universidades mais parecidas com as que existem atualmente.</p>
<p>Avança-se, então, no tempo, para os anos 60, no Brasil. Os militares, recém empossados do poder, unem-se aos Estados Unidos para reformular a educação brasileira. O país já tinha um número razoável de graduados em direito, letras, entre outras áreas humanas, a maioria atraída pelo funcionalismo público (o que, até hoje, acontece). Para industrializar-se, todavia, era necessária mão de obra para tal. Com isso, diversas mudanças ocorreram no sistema de ensino brasileiro, abolindo matérias como filosofia e sociologia, além da adesão do inglês e, principalmente, o maior peso das matérias exatas, como matemática, física e química no currículo. O país procurava graduar engenheiros. </p>
<p>Nesses dois momentos, obviamente, não foram contemplado problemas atuais. Até hoje, poucas escolas ensinam o aluno a pensar criticamente, ou tem um bom ensino de espanhol, importante para o relacionamento do Brasil com a América Latina. O problema vai além, pois quase nenhum colégio tem os horários flexíveis ou permite a escolha das matérias pelos alunos, algo já há muito existente nos Estados Unidos, Europa, entre vários outros lugares do mundo.</p>
<p>Não só isso, mas também poucas escolas atualmente ensinam os aluno a se relacionarem corretamente com o meio ambiente. Podemos falar e discutir sobre ambientalismo, mas uma eventual revolução ecológica só será possível se todos aprendermos a respeitar a natureza e suas riquezas. </p>
<p>É necessária, portanto, uma nova situação para se repensar o sistema de ensino brasileiro. Devemos ensinar as nossas crianças a fazerem escolhas, pensar criticamente e, acima de tudo, pensarem verde. Só assim, o país pode investir na educação e, finalmente, se desenvolver.</p>
<p><em>*<strong>Daniel Vasconcellos Archer Duque</strong> é estudante secundarista, editor chefe do Jornal do Grêmio do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro. Filiado ao Partido Verde, também colabora com outros sites e jornais.<br />
</em></p>
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