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Adriano Marcato

Monstros de mundos paralelos?

Por razões que ainda desconhecemos, tais criaturas podem ir e vir, quem sabe, através de portais interdimensionais que se abrem e depois se fecham. Isso pode acontecer, é o que parece, de modo acidental, bem como dirigido. Quem sabe, nós e nossos animais e plantas sejam acidentalmente vistos, vez ou outra, por habitantes de outro mundo?
Adriano Marcato

O incrível Goulart de Andrade

O lendário Comando da Madrugada, com seus caracteres de neon de night club na abertura, era um oásis no meio daquele deserto de estática ou de sinal de satélite das estações de TV que saíam mais cedo do ar. Na primeira reportagem, que não me recordo se assisti na época (1982) ou numa reprise, Goulart resolveu acompanhar os bombeiros. Eles receberam uma chamada, que era para resgatar um homem que havia morrido em seu apartamento já há alguns dias.
Adriano Marcato

A dinâmica do poltergeist

Num caso de poltergeist ocorrido nos Estados Unidos, o morador de uma casa havia acabado de sair de seu quarto e começado a descer as escadas, quando ouviu um barulho- um baque surdo. O sujeito, intrigado, imediatamente voltou, abriu a porta e se deparou com uma cena assustadora: todas as roupas de seu armário haviam sido retiradas e emboladas de tal modo que formavam “bonecos”, que estavam espalhados por todo o quarto. Mais espantoso do que isso foi a extrema rapidez com que aconteceu, já que ele havia se retirado do aposento há poucos instantes.
Adriano Marcato

As casas assassinas

Há casos de interferência de “nativos sobrenaturais”, seres que coabitam os locais onde moramos ou por onde andamos, sem que suspeitemos deles até que haja um eventual conflito. Por exemplo, uma criança, na Irlanda, adoeceu gravemente e os médicos não conseguiam combater nem explicar a causa de sua doença, até que uma sensitiva do vilarejo onde essa família morava desvendou o mistério: uma parede do quarto da criança, que havia sido ampliado, foi erguida justamente num ponto que servia de caminho para as fadas, bloqueando-o, e elas estavam furiosas com tal interferência. O pai da criança mandou derrubar a parede, construiu uma nova, recuada, para não atrapalhar os elementais, e a criança recobrou imediatamente a saúde.
Adriano Marcato

O novo oceano e os mundos intraterrenos

Foi descoberto recentemente, por cientistas das universidades de Northwestern e do México, um enorme oceano, a 660 km de profundidade, próximo ao núcleo da Terra. Portanto, se existe, bem debaixo de nossos pés, um oceano cujo volume de água supera em três vezes o volume de todos os oceanos da crosta, por que seria impensável a existência de continentes, tal como se dá na superfície? Podemos ir mais longe e pensar que tais continentes são... habitados, tal como os nossos. “O que está em cima é igual ao que está embaixo”...
Adriano Marcato

Colin Wilson está morto

Colin Wilson foi um indivíduo curioso em relação ao mundo que o cercava e um devorador de livros, especialmente de poesia e filosofia. Ele criou poucas teorias, mas tinha a mente livre de ideologias e de posturas dogmáticas, deixando os assuntos em aberto, especialmente os mais pantanosos, como o oculto. Wilson confrontava teorias das mais diversas, opinava rapidamente e deixava ao leitor a decisão final. Ele instigava o leitor. Apenas plantava a semente da busca do conhecimento. O resto era conosco. Isso é algo que se perdeu. Hoje, temos teorias prontas em demasia, para servir a um público cada vez mais preguiçoso para pensar e raciocinar. As bibliografias são curtas. Os assuntos são tratados de forma superficial e, não raro, contaminados por ideologias e preconceitos. Assuntos para consumo, que são rapidamente digeridos e descartados. Assuntos que servem a modismos. Tudo isso numa época em que o acesso à informação é bem maior do que já foi no passado- por exemplo, na época de Colin Wilson.
Adriano Marcato

Os vampiros

Eles povoam nossos pesadelos há milênios. Depois que o sol se põe, ficam à espreita, nos caminhos ermos, nos locais sombrios e escuros; podem ser encontrados em antigos casarões, em ruínas de castelos ou nos cemitérios. Com o passar dos séculos, ganharam novas formas. A representação de suas ações e de seus costumes mudou. Vez ou outra, eles invadem a moda e o cenário cultural de uma década transformando-se numa mania, mas nunca deixam de estar presentes. Essas criaturas noturnas, predadoras, de ar nobre, carregadas pelas pulsões da morte e do sexo, envoltas pelo véu do mistério, são os vampiros. Quais são os limites entre o mito e a realidade? Até que ponto nós devemos temê-los e evitá-los?
Adriano Marcato

As maldições…

As maldições são feitas de intenções. Elas começam com as intenções, sendo as palavras faladas e escritas ferramentas e acessórios. A intenção é capaz de plasmar coisas, de dar vida a coisas. A intenção aproxima o magista do nível vibratório que possui afinidade com os seus projetos, de onde ele recebe ajuda. Por se tratar de uma maldição ou praga, fica evidente a grande densidade de tal nível vibratório e a periculosidade de sua, digamos, fauna. Esses níveis vibratórios são os reinos das larvas astrais, elementares, formas pensamento e egrégoras. Essas criaturas, chamadas de elementares por serem primárias e ainda por serem ligadas aos quatro elementos, assim como os elementais, têm pouco ou nenhum raciocínio- são basicamente instintivas e amorais- e possuem a mesma função que as larvas e insetos necrófagos têm no plano material: desintegrar matéria.
Adriano Marcato

Os antigos filmes de terror…

O terror dos filmes antigos pode ser ingênuo, quando comparado aos filmes mais recentes. O mundo sempre foi marcado por eventos muito ruins, mas, infelizmente, vem piorando. A realidade anda bem mais assustadora. Vemos todos os dias nos jornais fatos que superam a malignidade da ficção e muitos daqueles monstros do cinema poderiam ser brinquedos de jardim da infância, se colocados diante dos monstros concretos do cotidiano. O avanço tecnológico, que por vezes aparece como vilão ou estraga prazeres, permite, já há algum tempo, que qualquer dia seja sexta-feira e qualquer hora seja meia-noite, com a disponibilidade dos arquivos de vídeo e dos DVDs. Sejam filmes novos (à moda antiga, de preferência), sejam velhos, cada vez que o bom suspense e que algum dos diversos clichês góticos e fantásticos aparecem, abrem-se devagar e com ranger as portas da memória, e delas saem todas aquelas doces e ingênuas assombrações e medos que me faziam apertar com força os olhos na hora de dormir.
Adriano Marcato

As linhas Leys (2)

Se o cruzamento de linhas Leys abre portais, estes seriam usados para a entrada e saída de seres ou entidades que não fazem parte de nossa dimensão. É possível, para início de conversa, que os espíritos dos mortos façam uso desses portais para vir ao nosso mundo e para dele sair, retornando posteriormente à dimensão ou mundo dos espíritos. Nesse caso, esse tráfego parece intencional, ou seja, os espíritos utilizariam os portais com um determinado fim. Pode ser que aquilo que chamamos de desmaterialização seja apenas a entrada do espírito num desses portais: eles somem, assim como uma pessoa desaparece e não é mais vista, ao cruzar uma porta. No caso dos espíritos, não vemos a porta, daí a impressão de que ele se “desfaz” rapidamente no ar, em alguns casos, ou se apaga como uma imagem de TV- com maior vagar-, em outras ocasiões.
Adriano Marcato

As linhas Leys

As linhas Leys são linhas de força magnética que percorrem todo o planeta, formando uma imensa e fantástica rede de caminhos que cobre sua superfície. Elas são chamadas no Oriente de “Veias do Dragão”, e na Europa, de “Caminho das Fadas”. O leitor que teve a oportunidade de conhecer diferentes religiões perceberá, se estabelecer conexões, que o fenômeno dos Leys está presente em diversas delas, mudando apenas os nomes e os efeitos descritos. Como se estendem por todo o globo, é natural que esses “caminhos” magnéticos se cruzem aqui e ali, e nos locais onde ocorrem tais cruzamentos, há uma incidência bastante grande de fenômenos paranormais: ocorrência de aparições de espíritos, fantasmas, elementais, elementares, larvas astrais, seres encantados, poltergeist, forças desconhecidas, efeitos eletromagnéticos, egrégoras, cenas do passado que se repetem como videoteipes, estranhos acidentes, comportamento anômalo de máquinas e até mesmo de Objetos Voadores Não Identificados.
Adriano Marcato

Amigos (ou inimigos) ocultos

A origem extraterrena dos óvnis já é teoria clássica dentro da Ufologia. Difícil dissociar uma coisa da outra. Marte já foi o planeta “eleito”, considerado origem ou ponto de partida dos estranhos visitantes que costumamos receber com bastante frequência, assim como Vênus também já teve as atenções dos estudiosos do assunto voltadas para sua densa e nebulosa atmosfera. Até a nossa lua já foi considerada uma espécie de base para essas máquinas e seus tripulantes. No entanto, essa pretensa origem extraterrena não é a única teoria que foi formulada desde o nascimento da Ufologia. É apenas uma das mais antigas. Existe a tese que coloca os ditos extraterrestres como viajantes vindos do futuro do nosso próprio planeta: seriam os humanos de um amanhã muito, muito distante, que nos visitam a título de pesquisa ou com outras intenções que o nosso raciocínio não é capaz de vislumbrar.
Adriano Marcato

O fenômeno “Poltergeist”

Apesar de todo o avanço tecnológico conquistado nas últimas décadas, muita coisa permanece coberta por um véu de mistério. Ainda não se chegou a um consenso sobre o que é o Poltergeist ou o “fenômeno Poltergeist”. Há divergências no seio do campo religioso e no da parapsicologia, áreas que atestam a veracidade do fenômeno, não o considerando, a priori, como farsa ou especulação. O fenômeno é pesquisado no mundo todo. No exterior, o assunto já foi objeto de análise do astrônomo Camille Flammarion (um dos primeiros a investigar casos de Poltergeist), dos escritores Conan Doyle e Colin Wilson e do parapsicólogo D. Scott Rogo, entre outros. No Brasil, todos os amantes do extraordinário devem agradecer à coragem e ao empreendedorismo de Hernani Guimarães Andrade, que criou o Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, e ao pesquisador e escritor Sérgio O. Russo.
Adriano Marcato

As mortes que vivemos

Cada ser humano nasce apenas uma vez, mas experimenta diversas mortes ao longo da vida. Essas mortes, que podem atingir um número bastante significativo, são simbólicas. Elas são ritos de passagem, que marcam o fim de um ciclo e o início de um novo. O início de uma nova fase pode ser encarado como um renascimento. Somos, portanto, seres privilegiados, os únicos da natureza que têm a oportunidade de experimentar diversos recomeços e de retirar dessas experiências - esse é o ponto mais importante -elementos que contribuam para enriquecer nossa cultura. Já a morte propriamente dita, a que significa a interrupção (falência) da vida orgânica, só ocorre uma vez. Essa morte “definitiva”, por assim dizer, seria o rito de passagem maior, o clímax, o ápice da existência humana (passagem para que status ou para que locus fica a cargo da crença de cada um).
Adriano Marcato

As lentes de Cortázar: o fantástico olhar da imaginação

Imagine um mundo onde uma mosca voa ao contrário. Ou uma janela cujo vidro permite a passagem de moscas- e, com isso, “Enorme, a alegria da mosca.” Imagine-se morando num prédio cujo encanamento é percorrido, todas as noites, por um minúsculo urso felpudo que, do interior da torneira, dá lambidas em seu nariz, ou habitando uma casa afastada, onde não há luz elétrica, tendo que cuidar de criaturas esquisitas e barulhentas, cujos filhotes cheiram a lilás, enquanto você sofre os sintomas de incomuns e variados tipos de enxaqueca. Que os gatos são, na verdade, telefones, trazendo chamadas ininteligíveis, já que nenhum de nós- creio que nem mesmo os aficionados por gatos e veterinários- sabe decodificar miados. Pense num sujeito que vomita filhotes de coelho. Pense em outro que, aos poucos, afunda no chão, até ser completamente tragado pelo assoalho. E num terceiro, cujo suéter se transforma numa armadilha. Há outro que consegue enxergar uma amiga imaginária de uma criança. Pense sobre transformação.