Principal » Artigos de Abnael Machado
Abnael Machado

Chegamos em Guajará Mirim!

Adotando estas medidas e estratégias de trabalho, foi possível superar os obstáculos e realizar a construção da ferrovia Madeira-Mamoré com a participação direta de 21.817 homens de diversas nacionalidades dos quais 1.627 faleceram no Hospital da Candelária. Porém, no cômputo geral, o número de mortos atingiu 6.000 pessoas. Em 30 de abril é fixado o trilho no último dormente no final dos 364 km da ferrovia, e a 01 de agosto ocorre sua solene inauguração, ambos eventos, em 1912 no povoado de Guajará Mirim, mister May retira-se para o Estado Unidos, a sua empresa May, Jekyll & Randolph prestigiada pela grandiosa obra realizada.
Abnael Machado

As vigarices de um vigário

Nos vales dos rios Purus, Acre, Juruá e seus afluentes, no final do século XIX, a assistência espiritual era ministrada pelo pároco de Lábrea, município da província do Amazonas, padre Francisco Leite Barbosa, o qual além das funções da paróquia, desempenhadas ao seu modo, alheias às diretrizes canônicas e aos dogmas da Santa Madre Igreja Católica Romana, exercia as de agente de uma companhia de seguros de vida, e mais ainda as de proprietário de uma orquestra contratada para animar os eventos sociais: bailes comemorativos de batizados, casamentos, aniversários natalícios e datas cívicas. Assim com os fúnebres, acompanhamento de enterros e outros.
Abnael Machado

Os diamantes das desilusões

No final da década de 1940, Clodomiro Queiroz de Lima, uns dos poucos moradores do pequeno lugarejo situado na margem esquerda do Rio Ji-Paraná, denominado Vila Rondônia, sobrevivia da prática do comércio ambulante (regatão), descendo e subindo esse rio, em sua canoa vendendo, comprando ou trocando com os ribeirinhos, produtos importados, por borracha, castanha, andiroba, copaíba, couro e pelo de animais silvestres revendendo-os para os exportadores. Ele tinha sido garimpeiro, sempre pesquisava, descobrindo em 1948, formas de diamantes no cascalho do leito desse rio.
Abnael Machado

A cobra grande de Santo Antônio

O rio Madeira é habitado por cobras gigantescas, as boiúnas, as sucuris e as jibóias, estas últimas após um longo ciclo de vida na floresta, mudam-se para os rios e lagos, meios aquáticos que lhes propiciem maiores facilidades de locomoção e meio de subsistência. As gigantes do Madeira, só perdem em tamanho e espessura, para suas parentes do rio Guaporé, em decorrência deste ser extensão do Pantanal de Mato Grosso, repleto de meandros, baias e lagos, recoberto por vegetação fluvial os tairopes e colchas, com trechos de seu curso, com grande profundidade, sobre insondáveis e tenebrosos abismos, resquícios do fundo de um mar que ali existiu. Natureza propícia ao desenvolvimento de ofídios e de outros monstros de tamanhos descomunais.
Abnael Machado

50 Anos da Caravana Ford – II

O objetivo da Caravana Ford era criar uma situação que obrigasse o Departamento Nacional de Estradas e Rodagens/DNER e empreiteiras a se empenharem em estabelecer a ligação Cuiabá - Porto Velho de forma que pudesse ser considerada a BR 29 construída no prazo estabelecido, 10 de dezembro, ainda na administração do Presidente Juscelino Kubitschek. A preocupação era de que se assim não se realizasse, a sua construção provavelmente seria paralisada, em vista o candidato com maior chance de ser eleito Presidente da República era o Dr. Jânio Quadros contundente crítico ao programa rodoviário de Juscelino, taxando a Belém – Brasília
Abnael Machado

50 anos da Caravana Ford – I

A BR 364, rodovia estratégica de integração nacional e continental, modificou o sistema de transporte rodoviário, conferido ao Estado de Rondônia uma posição no sistema global de transporte rodoviário. Uma posição de relevo como força de articulação e intercâmbio entre regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país, e conexão com os países das bacias do oceano Pacífico e do Caribe respectivamente, do Oeste e do Norte da América do Sul.