Astrocronologia
A Astrocronologia pode ser considerada como a parte da Astrologia Primordial** que estuda a Cronologia Sagrada ou Tradicional da Humanidade.
“Cada período zodiacal recebeu, em seu início, uma revelação em que foram expostas, em frases de três ou mais significados, as verdades esotéricas que o homem deve conhecer para cumprir seu destino neste mundo e unir sua ação ao destino verdadeiro da humanidade. Essa revelação está de acordo com as influências espirituais, cósmicas e telúricas, que dirigem os acontecimentos humanos durante esse período. Vinte e um séculos depois, será substituída por outra revelação das mesmas verdades, expostas de outra forma. A revelação anterior ficará como letra morta nas mãos daqueles que não percebem as profundas mudanças periódicas da História e ingressará no acervo tradicional da humanidade, superpondo-se a outras tradições.(…)Relacionando nosso tempo, medido com anos solares, com os períodos da eclíptica, localizaremos nossa curva o instante de cada acontecimento histórico.Conhecida a relação entre os anos da eclíptica e nossos anos solares, e situada a história da humanidade sobre a curva da eclíptica, podemos falar com toda a precisão a 2.000 ou 10.000 anos de distância. Só assim podemos conceber e localizar os “tempos” e a teoria cronológica tradicional, a sucessão de culturas e a periodicidade, não somente da ação sobre a humanidade de cada uma das 12 constelações zodiacais, mas também das três forças divinas que influem, predominando uma após a outra, em sucessão diferente, sobre o cosmos, nossa galáxia, nosso sistema solar e nosso planeta.” Daniel Ruzo
A Cronologia Tradicional é encontrada na maioria das cronologias da história como a cronologia bíblica, a cronologia egípcia, a cronologia caldéia, a cronologia hindu, a cronologia maia.
A história desses povos e tradições guarda o segredo da evolução histórica da humanidade, que através da astrologia pode ser desvelado. Para entendermos alguns detalhes das cronologias sagradas é importante ter em mente a diferença entre anos solares e anos eclípticos, uma era astrológica em anos eclípticos é igual a 2.160, enquanto em anos solares é 2.152. Vejamos o quadro abaixo sobre a Macronologia Hindu:
Segundo a cronologia Hindu o universo se manifesta ciclicamente como: um Mahamanvatara (uma respiração de Deus) que se divide em um Manvantara (Expiração de Deus/Expansão do universo) e 1Pralaya (Inspiração de Deus/Contração do universo). Cada Manvantara ou Pralaya é dividido em quatro Yugas ou Idades (Ouro, Prata, Bronze e Ferro) e que acontecem entre dois Sandhya ou crepúsculos de acordo com a tabela citada.
É interessante perceber que os signos de Ar (Gêmeos,Libra e Aquário) sempre iniciam os Manvantaras e Pralayas, assim como as Idades de Ouro. O signo de Libra é, dentre os signos iniciadores de Idades, o único que as datas se reduzem a unidade, separando as fases pares e ímpares dos Grandes Movimentos de expansão e contração do universo. Existe um ciclo chamado de Fênix ou ciclo Sothíaco, simbolicamente de 500 anos, transformado em mito pelos antigos egípcios que na verdade esconde um grande ciclo maior que chamo aqui de A Grande Fênix que é igual a 60 eras astrológicas ou um manvantara, um pralaya e outro manvantara, ou também 5 Grandes Anos Cósmicos ou Pitagóricos. É nas eras de Aquário que sempre começa um Mahavantara ou Grande Respiração.
O Grande Ano Cósmico é composto por 12 meses cósmicos representado pelas eras astrológicas de 2.160 eclípticos ou 2.152 anos solares, o que somatiza 25.920 anos eclípticos ou 25.824 anos solares. Enquanto a cronologia Hindu conservou o início do grande Ano em Aquário através do sistema respiratório de Deus (signo de Ar), os egípcios o conservaram através do Ciclo da Pequena Fênix (6 eras ou 6 meses cósmicos) que se inicia em Aquário e termina em Leão, simbolismo conservado pelo escaravelho em seu movimento de rolar pequenas bolas de lodo, para trás representando o movimento sol-terra e a trajetória de translação retrógrada da Terra, conhecida como precessão dos equinócios.
O Ciclo da Pequena Fênix divide o Ano Cósmico em 2 períodos ou semestre, que vai e Aquário à Leão e o segundo de Leão à Aquário, o que também justifica a escolha das ordens esotéricas que conservam esse conhecimento, pelos Festivais Cósmicos como sendo espiritualmente mais potentes que as Estações Cósmicas (solstícios e equinócios) e por isso as datas dos Festivais Cósmicos são geralmente escolhidos como os dias mais propícios para o Encontro das Hierarquias Esotéricas.
*Jesse Rodrigues, é cearense, radicado em Brasília, astrólogo e escritor. É autor de DOM (2008), Kabbalah (2ª edição em 2009), O Astrólogo (2008), O Dom da Vontade (2009), e A Sombra da Fênix (2009). Blog do autor http://oastrologo.blogspot.com
**Para entender melhor o conceito de Astrologia Primordial, veja o artigo “A Astrologia e a Iluminação” no link http://oastrologo.blogspot.com/2009/12/astrologia-e-iluminacao.html
Por Jesse Rodrigues, em 26/01/2010 - 00:05. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

























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