Álvaro da Costa Mello, quem foi esse homem?

Por em 14/11/2009


Português, nascido no lugarejo de Infias, Conselho de Fornos de Algodres, na Serra Estrela, em 12 de junho de 1905. Desde criança Álvaro da Costa Mello trabalhou na lavoura para ajudar aos pais. Aos 16 anos, impulsionado por um período social e político conturbado pelo qual Portugal estava passando, viajou para Nova Iorque, EUA, juntando-se ao irmão Valentim, para trabalhar na construção civil. Não se adaptou ao clima, muito mais frio do que estava acostumado em seu país e para lá voltou.

Álvaro da Costa MelloAcima, Álvaro da Costa Mello verificando a fundação de um de seus edifícios.

Com os dólares que juntou nesse período, veio tentar a vida no Brasil, chegando aqui no fim da década de 20 do século passado. Aos 22 anos iniciou sua vida no Rio de Janeiro, ainda capital do país, como condutor de bonde – carro 50/90. Álvaro, um então rapaz impetuoso, brigou com um fiscal da linha de bondes, socando-o. Deixou o emprego, arrumou suas coisas e voltou para Portugal. Mas ele tinha grandes sonhos e sua terra natal não lhe oferecia, naquele momento pós-guerra, condições de conquistá-los, por isso voltou sozinho para a terra que assumiu como sua até a morte, em 30 de abril de 1993, aos 88 anos de idade.

Pessoa de forte personalidade, modesto e muito inteligente, logo mostrou seu lado empreendedor.

Estabeleceu-se no bairro de Olaria, comprou uma vila de casa na rua Uranos, para alugá-las, porém teve muitos problemas com inquilinos, logo vendendo-a . Unindo-se a seu compadre em sociedade, compraram uma padaria em Olaria, padaria Globo – negócio comum aos portugueses que vinham tentar melhorar de vida no Brasil. Não custou a indenizar seu sócio e tocar o negócio sozinho.

Casou-se com Edith, da família Rego, que dá nome a várias ruas de Olaria. Teve duas filhas, Maria Rita e Leopoldina no início da década de 30. Separou-se e logo depois se uniu a Nisete, que trabalhava em sua primeira padaria, com quem viveu até o fim de sua vida.

Apesar da pouca instrução, era muito arrojado, começou a transformar suas padarias em confeitarias de luxo e dar nome a elas de lugares e casas suntuosas de Lisboa. Foram Tivolí, Carmoly, Rivolí entre outras. Suas padarias eram um sucesso e pessoas de vários bairros vinham procurar doces e sorvetes oferecidos somente nelas.

Atraído pelo ramo da construção civil, comprou um grande terreno na esquina da Praça do Carmo (entre a Av. Brás de Pina e Estrada Vicente de Carvalho) e no final da década de 40, início da de 50, construiu o primeiro grande edifício naquele local, então um lugarejo de passagem e sem muito valor comercial, na época essa que a Av. Brás de Pina ainda não era calçada e, em um dos seus lados, passava um valão de águas poluídas e o bonde da Light, ainda corria sobre os trilhos, no percurso Penha Vaz Lobo e Penha Madureira, na Estrada Vicente de Carvalho.

Deu-se início através desse primeiro prédio de luxo, que ainda contava com 29 lojas comerciais no térreo, o progresso da localidade, pois surgiram compradores de todas as partes da cidade, inclusive da região serrana do Rio de Janeiro. Seu empreendimento seguinte foi comprar três terrenos que ligavam os fundos do prédio construído junto à Estr. Vicente de Carvalho, onde ergueu um grande cinema, mais lojas e apartamentos, praticamente tomando todo o quarteirão.

Com sua pouca experiência ainda nesse ramo, algumas vezes teve que valer-se de sua criatividade, quando por exemplo quando comprou uma enorme quantidade de azulejos diversos e coloridos. O volume era muito grande e não combinavam com a arquitetura imperante, porém resolveu usá-los e dizer aos compradores que era a última moda no Canadá.

Álvaro da Costa Mello2Acima, Álvaro da Costa Mello é terceiro da esquerda para a direita sentado assinando uma escritura.

Nessa época, o senhor Mello já contava com o auxílio de seu fiel escudeiro, que o acompanhou por quase toda vida, seu secretário Eduardo Farinha, que nos relatou todos esses fatos.

Agitado e sem paciência para esperar a evolução das suas construções, uniu-se em sociedade com seu melhor amigo, senhor Wilson Xavier, para a construção de lojas nas estações de trem da Estrada de Ferro da Leopoldina, tendo construído lojas em praticamente todas as estações da linha férrea.

Perspicaz, resolveu então voltar-se para Bonsucesso, já que o bairro mais valorizado da zona da Leopoldina era Ramos. Começou a construção de edifícios (Av. Teixeira de Castro, 10, Rua Bonsucesso, 280 / 290 / 440, Rua Cardoso de Moraes, 173, Rua Bonsucesso, 161, Av. Teixeira de Castro, 51, Rua Cardoso de Moraes, 118 / 80), todos prédios de até seis pavimentos. Incitado por um amigo que afirmou que ele só construía fugareiros – prédios pequenos – ele resolveu construir o maior edifício da Leopoldina, com quatorze pavimentos, na Rua Cardoso de Moraes, 221, ainda hoje conhecido nas redondezas com Mellão.

As construções não paravam e seguiram-se prédios comerciais, residenciais e um edifício garagem em Bonsucesso e além de vários outros, em diversos bairros da Leopoldina. Essas edificações podem ser reconhecidas na sua maioria pelas cores azul e branco, fruto do seu amor pelo Olaria Atlético Clube. Segundo alguns, o grande visionário, construiu e realmente transformou Bonsucesso, um alagadiço existente até meados do século, em um bairro.

Do Mello Tênis Clube foi um dos fundadores a 52 anos atrás. Como nos conta o Vice-Presidente do Clube, Ricardo Tavares, logo na primeira reunião dos amigos da Praça do Carmo, com a intenção construírem um lugar onde pudessem divertir-se com suas famílias, resolveram que o nome do futuro clube seria em sua homenagem. O sr. Álvaro, sempre irriquieto, juntou-se a empresários da localidade e construiu o maior clube social daquele lugar, que nada devia em instalações, praças esportivas, piscinas e tudo que era preciso para a grande clube.

Em 01/02/1955 assinou a compra do terreno do clube. Com sua ajuda, inclusive financeira, o clube hoje tem 4800 sócios, quadra de tênis, piscinas, salão de festas, entre outros atrativos para a comunidade da Vila da Penha. Além da participação ativa no clube, ajudava oferecendo aos compradores de seus apartamentos, títulos de sócio proprietário.

Foi Patrono, Presidente e Vice-Presidente, entre outros cargos no Olaria Atlético Clube. É uma pessoa muito querida e lembrada até hoje por todos, pois demonstrava sempre bom humor e consideração. Contam-nos os funcionários que com ele conviveram que, quando ele entrou para o clube, o Olaria era apenas um terreno sem muros e já estava afastado da Federação. Ele então programou uma festa e com sua influência convidou o doutor João Lyra Filho, então presidente da CDB (Confederação Brasileira de Desportos) e pediu que o clube voltasse a figurar entre os federados. O dr. Lyra Filho garantiu-lhe a volta do clube, se ele murasse e construísse uma arquibancada.

Pedido feito, pedido cumprido e o Olaria voltava a participar dos quadros da Federação Esportiva.

Como patrono do Olaria Atlético Clube e do Mello Tênis Clube, nunca deixou de prestigiá-los, apesar de, como bom português, ter sido um dos conselheiros e torcedor do Clube Vasco da Gama. Passou a ser homem de grande influência no meio futebolístico.

Reunia-se com outros empresários da região da Leopoldina para tomar café várias vezes ao dia, pois era grande apreciador da bebida, para “jogar conversa fora” e fazer negócios.

Numa homenagem mais que merecida, o gerente do Unibanco Wilson Xavier angariou fundos e instalou um busto na hoje Praça Álvaro da Costa Mello, no entroncamento das Av. Teixeira de Castro e Rua Cardoso de Moraes. O senhor Mello então construiu nas quatro das cinco saídas deste entroncamento, edifícios, não tendo construído o quinto, onde agora existe a maior padaria do bairro, pois o proprietário do terreno à época não quis vendê-lo.

Foi agraciado com a comenda de cidadão carioca. Tinha livre acesso às autoridades governamentais, que reconheciam sua importância para o subúrbio da Leopoldina, como prefeitos e governadores. Ele tinha espírito político nato, espírito de liderança e grande facilidade em lidar com as pessoas. Seu tino comercial era apurado. Ficou milionário, viajou muito, voltava sempre a Portugal, para rever sua terra. Nunca perdeu o sotaque.

Era devoto de Santa Luzia, pois ficou cego de uma das vistas, decorrente de glaucoma.

Era um homem extremamente honesto e até hoje quando o senhor Farinha fala dele, emociona-se. Os dois trabalharam juntos de 1952 a 1988, quando o Mello parou de construir.

Residiu até falecer no bairro da Penha.

*Cristiane Farias Prata, psicóloga com especialização em RH, trabalhando há 18 anos com Recursos Humanos. Estudante de História pela Unisuam e pós-graduanda da UFF em História do Brasil.




Por Cristiane Prata, em 14/11/2009 - 00:02. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

27 respostas to “Álvaro da Costa Mello, quem foi esse homem?”

  1. Bruno

    Gostei muito do artigo pois moro na localidade e não sabia nada da história do lugar.

    #116
  2. jorge luiz pontes vieira

    Eu e minha esposa sempre reparamos nos prédios cor azul e branco com o nome do proprietário no topo, nas localidades de Olaria, Bonsucesso e adjacências e sempre comentávamos entre nós que o dono deveria ser egocêntrico, para colocar o seu nome em todos os seus empreendimentos, e mais, que deveria ser dono de toda a região, não sabíamo-nos que viríamos a comprar um apartamento em um prédio construído pelo mesmo, na rua Maturacá 289 na Vila da Penha que, pela historia contada pelos vizinhos, foi construído para residência de seus funcionários, quando do acontecido, a curiosidade aguçou e viemos pesquisar a vida do Sr. Álvaro e com graça descobrimos o grande empreendedor que o mesmo foi; meus parabéns pela descrição detalhada de sua vida. (matou nossa curiosidade.)

    #125
  3. Maria Teresa

    Nasci e fui criada em Bonsucesso, acompanhei praticamene todos os empreendimentos do Sr. Álvaro da Costa Melo, sempre tive a curiosidade de saber mais, agora graças a esta matéria para mim que fui criança e nunca tive acesso a dados, ficou bem exclarecida. Obrigada

    #137
  4. WAGNER

    Gostei demais da história desse que me pareceu ser um grande homem da história do Rio de Janeiro, tenho curiosidade de saber se ainda existe parentes do mesmo no RJ?

    #212
  5. JORGE BORGES

    Fiquei maravilhado com esta história, pois conheci o Dr Álvaro pessoalmente, quando era criança. O terreno que ele comprou para construir o Mello Tênis Clube pertenceu a minha família, que reside desde 1901 na localidade. Hoje resido numa rua por de trás do clube e sempre soube dos diversos edifícios construídos por ele na região da Leopoldina. Nã sabia que a Rua Leopoldina Rego, na Penha, era em homenagem a uma de suas filhas.

    #246
  6. Nem tudo e perfeito...

    Parabéns pelo excelente artigo…

    O bairro de Bonsucesso cresceu muito nos últimos anos primeiramente graças ao pioneirismo do sr. Mello, atualmente há boas lojas, bancos de grande porte, mas há também problemas sérios como moradores de rua que não são recolhidos pela Prefeitura, excesso de distribuição de folhetos inúteis, empresas de eletrodomésticos cujos gerentes não respeitam os moradores com locutores apregoando mercadorias o dia inteiro, som altíssimo na porta, contratam carros de som que infernizam a vida dos moradores, carrinhos de som pequenos empurrados por idosos que circulam com sol ou chuva apregoando artigos, o que e proibido pela Lei 3268/2001 e transgressão ao Estatuto do Idoso.

    Citamos tambem os constantes engarrafamentos, em sua maioria causados por veiculos não autorizados que param na Cardoso de Morais ou em frente aos supermercados atrapalhando a circulação dos ônibus e a presença de dezenas de camelôs na calçada da Teixeira de Castro impedindo a passagem de pedestres…

    Aproveito tambem para informar que certos condominios do Mello não estão tendo o devido cuidado com manutenção, os sindicos querem se perpetuar no cargo sem ter trabalho e assim os imóveis se desvalorizam. Há um nas proximidades administrado por imobiliária relapsa que não se interessa em ajudar os condôminos a resolver problemas internos e realizar obras, cuja aparência destoa de todos os outros prédios construidos cuidadosamente pelo Mello, lamentavelmente.

    #269
  7. Daniel Mello

    Muito legal ver a descrição do homem do qual muito me orgulho em ser seu bisneto – sou o mais velho da minha geração. Sou neto de sua filha mais velha, a Maria Rita. Até hoje as visitas com minha avó ao seu escritório são lembranças muito vivas em minha memória já que tive o privilégio de conhece-lo e conviver com ele até os 13 anos de idade. Alem de mim ele conheceu mais 5 de seus 9 bisnetos.

    Minha avó(que assim como a irmã ainda esta cheia de saúde) teve 3 filhos, 4 netos e recentemente chegou aquele q seria o primeiro trineto do “Seu Mello” e minha tia-avó teve 4 filhos e 5 netos. Com excessão do meu irmão, que mora na Irlanda, todos vivemos no Rio de Janeiro.

    Quanto a rua Lepoldina Rego não se trata de uma homenagem a filha dele – até porque ela ainda esta viva e, segundo nossa lei, pessoas vivas não podem ter nome de rua. A homenagem é a mãe de minha bisavó Edith, que descende da Familia Rego que era dona da fazenda que ocupava o que hoje conhecemos como suburbio da Leopoldina.

    Mais uma vez parabenizo a autora do texto que resgata a memória de um homem que realizou muitas coisas importantes em vida.

    #370
  8. Daniel Mello

    Sobre o texto gostaria de fazer mais duas pequenas correções: Sr Mello foi um grande empreendedor e esse mérito é todo dele, mas no começo de sua vida no Brasil a companhia da minha bisavó foi de fundamental importancia para que ele conseguisse dar os primeiros passos. Ao contrário do que o texto afirma a vila de casas na rua Uranos, que posteriormente funcionou como capital inicial para todo o patrimonio que ele construiu, não foi comprada com suas economias e sim um presente de casamento dado pela familia Rego.

    O outro pequeno equivoco no texto é a data de sua morte: ele faleceu no dia 1o(primeiro) de maio de 1993 e não dia 30 de abril do mesmo ano.

    Mais uma vez agradeço a autora do texto em nome de toda a família pelo resgate da memória de um homem que, acima de tudo, deixou muitas saudades.

    #372
  9. Sinto-me orgulhoso pois saber que sou BISNETO desse homem faço parte de seus 9 bisnetos. ass: Osvan

    #373
  10. DAISY MELLO BARRETO

    Fiquei muito feliz em ver o texto sobre meu avô. Tenho lembranças inesqueciveis, passei toda minha infância sempre perto do meu avô, principalmente depois do ano de 1971 com falecimento do meu pai, meu avô simplesmente o substituiu.
    Tenho vontade de conhecer, me comunicar com a autora do texto.
    Fico grata pela lembrança de um homem que viveu para trabalhar pelo progresso do povo leopoldinense, obrigado.

    #378
  11. Sérgio

    Sr. Mello de quem tive a oportunidade de conhecer era torcedor do Olaria, clube que morreu amando, e onde seu corpo foi velado, O Príncipe da Leopoldina (Olaria) muito deve a ele, que é patrono do nosso querido clube.

    #423
  12. Renato Mamprim.

    Sempre ao passar por este bairro fiquem enteressado em saber quem foi o empreendedor de tanta ousadia que, sem sombra de dúvidas, mudou a história deste lugar. Agradeço a esta matéria por tirar a minha curiosidade.

    #439
  13. Sarah Louise

    Sou moradora de Vila da Penha desde a infância, e sempre tive curiosidade em saber quem era esse tal Álvaro da Costa Mello, onde é simplesmente vivo em toda arquitetura e história da região. E hoje o fato de estar fazendo faculdade de arquitetura na Unisuam em Bonsucesso, me deu mais interesse em procurar sobre a história desse homem tão importante para a nossa cidade. Muito obrigada, Cristiane e a este site que pode trazer a público esta matéria.

    #592
  14. Reinaldo

    Um exemplo de cidadão… histórias como essas deveriam ser públicadas todos os dias nos jornais… deveria tb ser enredo de alguma escola de samba do grupo especial…

    #839
  15. Anselmo

    Tenho muito orgulho dele!
    Ele é meu bisavÔ!!

    #886
  16. Anselmo Borge

    Obrigado a todos,

    Sou irmã de Daniel Mello citado à cima e filho de Daisy Mello, me sinto muito orgulhoso de ser bisneto do Alvaro da Costa Mello e neto de Maria Rita R. Mello, estou no momento morando na Irlanda, passarei em Portugal para visitar o tomulo dele em nome de mnha fámilia.

    Muito Grato
    Anselmo Borges

    #887
  17. José Francisco costa Mello

    Meu sobrenome é Costa Mello: Será que há algumma ligação? (com certeza sim)Meu avô se chamava: Domingos Costa Mello.
    Meu pai; João Costa Melllo

    #956
  18. Sou natural e residente da aldeia onde o Sr. Álvaro nasceu. Ainda hoje é como muita emoção e gratidão que as pessoas falam do Sr. Álvaro e pela sua enorme vontade de ajudar as pessoas mais pobres aldeia.

    #1046
  19. érick

    Senhores. Gostaria de parabenizar ao autor do texto pelo seu relato. Sou estudante e me interesso pelo trabalho Histórico. A vida e as visões do Sr. Álvaro da Costa Melo certamente alteraram o cenário habitacional, econômico e social da região carioca conhecida como “Leopoldina” e, em conjunto com seus familiares, seria um excelente tema a ser estudado tanto para registrar o desenvolvimento local quanto a História do “grande empreendedor”. Parabéns. Érick

    #1260
  20. Maneiro, gostei de conhecer a história desse senhor que fez grandes feitos no suburbio carioca. Não pude conhece-lo apesar de quando criança quando cheguei a morar em bonsucesso na década de 80, ficava a contemplar os prédios erguidos nas localidades e que levavam o nome deste senhor. Agradeço a pesquisa dessa semhora Cristiane Prata em fornecer dados da pesquisa, no qual relata a vida progressa deste cidadão.

    #1363
  21. Nizette Salim Guimarães

    Fiquei emocionada apesar de saber toda a história de meu padrinho.Sempre fui apaixonada por ele…Obrigada por tudo Dinho Mello.Sou sobrinha de sua segunda esposa.
    Parabéns pela matéria.

    #1708
  22. Anselmo Borges

    Correção como minha mãe citou acima, a vila de casa que ele possuía foi dada de presente pela a fámilia da minha bisavó, primeira mulher e mãe da minha vó (Maria Rita Rego Mello) e Tiá (Lepoldina Rego Mello), suas únicas filhas. Hoje mesmo estava a olhar minha foto em seu escritório no edificio garagem Álvaro da Costa Mello.

    #1766
  23. jose auigusto teixeira

    MUITO PROVAVELEMNTE NO RIO DE JANEIRO NÃO HÁ OUTRA PERSONALIDADE COM O ESPIRITO EMPREENDEDOR DO MELLO.
    ELE ADORAVA A ZONA DA LEOPOLDINA, PRINCIPALMENTE BONSUCESSO.
    É UMA VERGONHA QUE NOSSOS VEREADORES NÃO PRESTARAM NENHUMA HOMENAGEM A UM AUTENTICO CIDADÃO LEOPOLDINENSE.

    #1855
  24. José Francisco costa mello

    Não tinha conhecimento desta “história’, mas, com certeza me deixou interessado em me aprofundar mais nos detalhes.
    Muito provavelmente, seja este senhor e família, parentes meu pois, também sou Costa Mello. Se alguém da família estiver disposto a me enviar mais informações, ficarei grato e, quem sabe descobrindo parentes que ainda não conheço. meu endereço: cmellomontealto@hotmail.com

    #1939
  25. Adorei saber sobre a grande historia de Alvaro da Costa Mello ,fiquei um poouco curiosa ao passar por bom Sucesso e ver a quantidade de edificio com seu nome e resolvi pesquisar, meu nome e´stephany tenho 22 anos e moro em duque de caxas RJ.Fiquei abismada com algumas pessoas que tiraram proveito dessa historia dizendo ser seu parente . Atenciosamente stephany.

    #1979
  26. Daniel Mello

    Alguns aqui reconheço como parentes sim, Sttephany como a afilhada dele, minha mãe, meu irmão e eu é claro. Mas de fato vi pessoas que não são da família mesmo não.
    Senhor José Francisco, creio que não somos parentes não, primeiro porque o único irmão que veio de Portugal com ele se chamava Valentim.E segundo ele nasceu Alvaro Mello, adotando o sobrenome “Costa” somente em seu processo de naturalização. Creio se tratar apenas de coencidencia

    #1999
  27. jairton porto

    Lembro dele nos anos 70 ele era muito citado como Patrono do Olaria,quanto ao Mello T.C. eu não sabia que era em homenagem a ele,por sinal uma homenagem justa a esse homen que tanto fez pelos bairros da Leopoldina, parabéns a esse grande empreendedor, acho que a Imperatriz Leopoldinense deveria Fazer o Enredo para o Carnaval homenageando esse Grande Homen.

    #2284

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