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Albert Caraco, o filósofo do caos

“Eu nasci para mim mesmo entre 1946 e 1948, foi então que abri meus olhos para o mundo, até este momento era cego.” (Albert Caraco, pensador e escritor)

As primeiras três décadas do século XX foram um período de grandes movimentos sociais, econômicos e culturais. Depois da guerra entre a Rússia e o Japão (1905), ocorreu uma série de eventos catastróficos que moldaram a história do século XX (e também do século XXI): a Primeira Grande Guerra (1914-1918), a Revolução Russa (1917), a quebra da bolsa de Nova York (1929); dando início a uma grave crise econômica que afetou o mundo por vários anos e contribuiu para a ascensão do nazismo (1933).

No campo da ciência, os avanços construíram a base da tecnologia eletrônica dos nossos tempos: a teoria Quântica, criada por Planck em 1900 e desenvolvida ao longo das primeiras décadas do século XX por outros cientistas; a teoria da Relatividade (1915) por Einstein e o Princípio da Indeterminação (1927) por Heisenberg.

Nas artes a criatividade também foi muito grande: Expressionismo, Fauvismo, Cubismo, Futurismo, Abstracionismo, Dadaísmo e Surrealismo, entre os principais movimentos. Compositores como Schoenberg e Stravinsky revolucionavam a música, enquanto que intelectuais como Husserl, Durkheim, Russel, Heidegger, Tönnies, Scheler, Wittgenstein, Weber, Simmel, Dewey, Pareto, Ortega y Gasset, Whitehead e Sartre, foram alguns dos pensadores que ditavam novos rumos na filosofia e sociologia.

Um mundo em ebulição. No meio de toda esta agitação cultural e social, ocorria a movimentação de milhões de pessoas das regiões rurais para as cidades. O velho ditado medieval alemão “Stadtluft macht frei nach Jahr und Tag” (O ar da cidade torna livre depois de ano e dia) concretizava-se para aqueles que ainda viviam no campo (as primeiras grande migrações para as cidades ocorreram na segunda metade do século XIX) e queriam participar da vida agitada das cidades. Ao mesmo tempo, grandes contingentes humanos, sem oportunidades nas cidades afetadas pela crise econômica, emigravam do continente europeu para as Américas, principalmente os Estados Unidos.

Foi nesse ambiente que nasceu Albert Caraco. Filho de José Caraco e Elisa Schwarz, judeus sefarditas, Albert veio ao mundo em Istambul, em 8 de julho de 1919. A família Caraco viajou muito pelo Europa, passando por Viena, Praga e Berlim, para se estabelecer em Paris. Foi lá que Albert se graduou na École des Hautes Études Commerciales (Escola de Altos Estudos Comerciais) em 1939. Pressentindo o perigo do nazismo se alastrando na Europa, José Caraco toma a família e deixa Paris em direção à América do Sul, passando por Honduras, Brasil (Rio de Janeiro) e Argentina, estabelecendo-se no Uruguai. Lá a família se converte ao catolicismo e passa a morar em Montevidéu.

A permanência em tantos países durante sua infância e juventude fez com que Albert Caraco falasse e escrevesse alemão, francês, inglês e espanhol, o que lhe proporcionou acesso a grande parte da produção cultural desta línguas. Assim, ainda morando em Montevidéu, Albert Caraco publica peças de teatro e coleções de poemas. Em 1946, terminada a Guerra, a família volta para Paris, onde Albert Caraco permanecerá até o final da vida.

Em Paris Caraco não exercia nenhuma atividade profissional, vivendo dos recursos da família. Também não se tem notícias de qualquer ligação sentimental que tivesse tido ao longo de sua vida. Era dedicado aos pais, principalmente a mãe, que chamava de “Señora Madre” em seus escritos. Levava vida regrada, dedicando seis horas por dia aos seus escritos – sua colossal obra até hoje não foi editada completamente. Depois de voltar a Paris, Caraco abriu mão do catolicismo ao qual havia se convertido junto com seus pais e voltou ao judaísmo. Em seus escritos declara-se ateu, nutrindo, no entanto, uma admiração pelo misticismo, a exemplo de seu contemporâneo em Paris, o filósofo romeno Emil M. Cioran (1911-1995).

O sofrimento e a morte por câncer de sua mãe, “Señora Madre”, o marcou profundamente. Tanto, que escreveu um livro, Post Mortem, descrevendo o desenvolvimento da doença e o efeito que o processo causava sobre ele. Mais tarde, no dia 7 de setembro de 1971, alguns dias depois da morte de seu pai, Caraco aos 52 anos dava cabo de sua própria vida, como já havia comunicado anteriormente a um editor.

Albert Caraco não foi um filósofo acadêmico, e talvez seja esta a grande característica de seu pensamento. O conteúdo único de suas obras, suas análises e críticas, caracterizam um pensamento filosófico peculiar. A maior parte da obra mais conhecida de Caraco foi publicada após sua morte. Apesar de ter produzido material bastante variado, formado por peças de teatro, poesias, ensaios filosóficos, meditações sobre arte e sociedade, diários e artigos diversos, Caraco sempre continuou ignorado pelo grande público. Mesmo na França, país onde lançou parte de seu trabalho, o autor é pouco conhecido, até mesmo no meio universitário.

Pessimista e acusado de misógino e racista, Caraco reuniu em seus textos todas as contradições de sua época. Criticava um mundo que caminhava para a superpopulação e a destruição dos recursos naturais, guiado por governantes cegos e cínicos, que se utilizavam de falsas ideias para iludir as massas. Com relação a essas, criticava a situação do homem comum, atomizado e ao mesmo tempo massificado, tornado engrenagem de uma máquina imensa, da qual a finalidade lhe é desconhecida.

Partindo de pontos comuns às filosofias de Nietzsche (1844-1900), Schopenhauer (1788-1860) e Mainländer (1841-1876), entre outros, Caraco desenvolveu uma filosofia da indiferença, partindo dos temas clássicos do niilismo europeu. Um dos aspectos de sua obra é a análise e crítica de toda a hipótese explicativa das origens do universo; caos, absoluta indiferença, nada. Caraco analisou as consequências deste “nada” na sociedade, na arte, na política, na condição humana. Recusava as explicações religiosas – apesar de respeitar a espiritualidade -, qualquer forma de transcendência, toda forma de ordem. Estava preocupado com as catástrofes, a morte, a corrupção e a decadência e não tinha nenhum tipo de fé no progresso e na modernidade, ao contrário. Caraco sempre foi um grande demolidor destes mitos. Devido à estranheza de suas ideias, somente uma pequena parte das obras do pensador foram traduzidas para outras línguas, além do francês.

O pessimismo de Caraco fez com que algumas vezes fosse chamado de “Heresias de Cirene moderno”. Heresias, pensador nascido na cidade de Cirene no século III AEC, argumentava que a felicidade é impossível de alcançar e que o objetivo da vida era evitar dor e tristeza. Para o filósofo, valores convencionais como riqueza, pobreza, liberdade e escravidão, são todos indiferentes e não produzem mais prazer do que dor. Heresias, provavelmente influenciado por missionários budistas que conheceu ao longo de sua vida, provocou vários suicídios por causa de sua doutrina, tendo sido proibido de ensinar.

Em seus escritos Caraco externou várias vezes a ideia de que nada no mundo merece ser salvo; nem a arte que degenerou em produto de consumo e embrutecimento das massas; nem a religião que além de fazer o mesmo também instrumentaliza as massas; nem a política e a economia, que levaram milhões de pessoas à morte e à miséria.

As obras mais famosas de Caraco são Bréviaire du chaos (lançado postumamente em 1982) e Post mortem (lançado em 1968). Pelo que pudemos pesquisar, são estas as únicas obras do autor traduzidas para outras línguas; a primeira para o espanhol e o turco e a segunda somente para o espanhol. Outras obras escritas por Caraco e já lançadas, incluem:

1941. Inès de Castro (suivi de) Les martyrs de Cordoue. Rio de Janeiro : Livraria Geral Franco Brasileira. 173 p. (Deux tragédies classiques. La couverture porte : Editions Bel-Air).

Curiosamente, este livro consta como tendo sido lançado na cidade de Rio de Janeiro. Não conseguimos encontrar informações sobre qual foi o período de permanência da família Caraco na cidade.

1942. Le cycle de Jeanne d’Arc (suivi d’un choix de poèmes). Buenos Aires : Argentina Aristides Quillet. (Plaquette illustrée par l’auteur).

1942. Le mystère d’Eusèbe, illustré par l’auteur. Buenos Aires : Argentina Arístides Quillet. 187 p.

1942/43. Contes. Retour de Xerxès. Buenos Aires : Argentina Aristides Quillet. 303 p. (Colophon daté 1942. Contes symboliques, fantastiques et philosophiques illustrés par l’auteur).

1949. Le livre des combats de l’âme. Paris : E de Boccard. 235 p. (Recueil de poèmes mystiques. Prix Edgar Poe, Paris).

1952. L’école des intransigeants: Rébellion pour l’ordre. Paris : Nagel. 289 ou 291 p. (Maximes morales).

1952/53. Le désirable et le sublime: phénoménologie de l’Apocalypse. Neuchâtel : A la Baconnière. 395 p. (Somme philosophique. Copyright 1952, imprimé en 1953). Rééd. Lausanne : L’Age d’Homme, 1978 ou 1979, 395 p.

1957. Foi, valeur et besoin. Paris : E de Boccard. 241 p.

1957. Apologie d’Israël, 1: Plaidoyer pour les indéfendables. Paris : Fischbacher. 202 ou 203 p. Rééd. Lausanne : L’Age d’Homme, 2004, avec La marche à travers les ruines et Colonne d’ombre, colonne de lumière, 323 p.

1957. Apologie d’Israël, 2: La marche à travers les ruines. Paris : Fischbacher. 205 ou 211 p. Rééd. Lausanne : L’Age d’Homme, 2004, avec Plaidoyer pour les indéfendables et Colonne d’ombre, colonne de lumière, 323 p.

1963. Huit essais sur le mal. Neuchâtel : A la Baconnière. 370 p. Rééd. Lausanne : L’Age d’Homme, 1976 ou 1978, 370 p.

1965. L’art et les nations: la physique des styles. Neuchâtel : Ed. de la Baconnière. 333 p. Rééd. Lausanne : L’Age d’Homme, 1979, 333 p.

1966. Le tombeau de l’histoire. Neuchâtel : La Baconnière. 605 p. Rééd. Lausanne : L’Age d’Homme, 1976, 604 p.

1967. Le galant homme: un livre de civilité. Neuchâtel : A la Baconnière. 343 p. Rééd. Lausanne : L’Age d’Homme, 1979, 341 p.

1967. Les races et les classes. Lausanne : L’Age d’Homme. 413 p.

1968. Post mortem. Lausanne: L’Age d’Homme. 119 p. (La Merveilleuse Collection, 13). Rééd. sous le titre Madame Mère est morte, (Paris) : Lettres Vives, 1983 ou 1984, xiii-110 p. (Coll. Entre 4 yeux, préface Michel Camus). Repris sous le titre original en fin de volume du Semainier de l’agonie, 1985.

1968. La luxure et la mort: relations de l’ordre et de la sexualité. Lausanne : L’Age d’Homme. 257 p.

1970. L’ordre et le sexe. Lausanne : L’Age d’Homme. 272 p. (Préfaces en anglais, allemand, espagnol et français).

1974. Obéissance ou servitude. Lausanne : L’Age d’Homme. 403 p.

1975. Ma confession. Lausanne : L’Age d’Homme. 260 p.

1975. La France baroque. Lausanne : L’Age d’Homme. 245 p.

1975. Simples remarques sur la France. Lausanne : L’Age d’Homme. 168 p.

1976. L’homme de lettres: un art d’écrire. Lausanne : L’Age d’Homme. 293 p.

1982. Bréviaire du chaos. Lausanne : L’Age d’Homme. 126 p. (Collection Le bruit du temps). Rééd. Lausanne : L’Age d’Homme, 1999, 126 p. (coll. Amers, 1)

1982. Essai sur les limites de l’esprit humain. Lausanne : L’Age d’Homme. 257 p.

1983. Supplément à la «Psychopathia sexualis». Lausanne : L’Age d’Homme. 174 p. (Collection Le bruit du temps)

1984. Ecrits sur la religion. Lausanne : L’Age d’Homme. 346 p.

1985. Le semainier de l’agonie: le semainier de 1963, suivi de Post mortem. Lausanne : L’Age d’Homme. 329 p.

1994. Abécédaire de Martin-Bâton. Lausanne : L’Age d’Homme. 156 p. (Coll. La Fronde).

1994. Semainier de l’incertitude. (Lausanne) : L’Age d’Homme. 202 p.

2001. Semainier de l’an 1969: du 10 mars au 27 juillet. Lausanne : L’Age d’Homme. 157 p.

2004. Apologie d’Israël. Lausanne : L’Age d’Homme. 323 p. (Contient une réédition de Plaidoyer pour les indéfendables et de La marche à travers les ruines (1957) et la première édition de Colonne d’ombre, colonne de lumière).

Abaixo, algumas citações do filósofo, extraídas de algumas de sua publicações:

“Quanto mais eu fico velho, tanto mais a Gnosis fala à minha razão. O mundo não é ordenado por uma Providência, é intrinsecamente mau, profundamente obscuro, e a Criação é o sonho de um intelecto cego ou o jogo de um Princípio sem moral.” (Ma Confession)

“…O Nada ou a História; temos que escolher entre duas alternativas, mas a segunda é muito frequentemente uma agonia perpétua e o Nada parece preferível… A Graça parece estar excluída, mas apesar da lógica, não é impossível que nos aconteça a Graça cair em uma linha vertical, abrindo um buraco entre nós e o atemporal, nós que estamos à mercê do rio no qual flutuamos.” (Le Tombeau de l’ Histoire)

“As cidades que habitamos são as escolas da morte, porque são desumanas. Cada uma se converteu em centro de boato e mau cheiro, cada uma convertida em caos de edifícios, onde nos empilhamos em milhões perdendo nossas razões de viver. Infelizes sem remédio, nos sentimos, querendo ou não, expostos aos labirintos do absurdo, do qual não sairemos a não ser mortos, porque nosso destino é sempre o de nos multiplicarmos, com o único objetivo de parecermos inumeráveis. A cada volta da roda, as cidades que habitamos avançam imperceptivelmente umas contra as outras, aspirando a confundirem-se. É uma mancha em direção ao caos absoluto, no ruído e no mau cheiro.” (Breviario del caos)

“Quando quiserem saber quais foram nossos verdadeiros deuses, deverão julgar-nos segundo nossas obras e nunca segundo nossos princípios. Então não nos envergonharemos em responder e dizer que não nos permitiram dizer e nem sequer pensar: “Adorávamos a loucura e a morte”. Na realidade, já não adoramos outra coisa, no entanto não podemos reconhecê-lo, porque a loucura e a morte são o fim das religiões reveladas, e estas religiões as contêm em potência, a começar pela cristã. Colocamos a morte e a loucura sobre os altares…” (Breviario del caos)

“Nossos intelectuais não sabem mais do que representar e nossos religiosos não sabem mais do que mentir. Nenhum sonha com repensar o mundo, nenhum nos propõe formas de examinar as evidências. Todos querem fazer carreira e é admirável a capacidade com a qual se utilizam uns dos outros, sem jamais ferirem as conveniências.” (Breviario del caos)

“A catástrofe é necessária, a catástrofe é desejável, a catástrofe é legítima, a catástrofe é providencial. O mundo não se renova de outra maneira e se o mundo não se renova, deverá desaparecer com os homens que o infectam. Os homens se propagaram sobre o universo como uma lepra e quanto mais se multiplicam, mais o desnaturam. Creem servir aos seus deuses tornando-se mais inumeráveis. Seus comerciantes e sacerdotes aprovam sua fecundidade; uns porque os enriquece, os outros porque se lhes acreditam.” (Breviario del caos)

“O mundo que habitamos é duro, frio e sombrio, injusto e metódico. Seus governos são imbecis patéticos ou grandes perversos. Nenhum deles está mais de acordo com esta época, estão superados. Sejam pequenos ou grandes, sua legitimidade parece inconcebível e o poder não é mais que um poder protocolar, um mal menor ao qual nos resignamos.” (Breviario del caos)

“Pois vamos morrer com nossas obras e por nossas obras.” (Breviario del caos)

“Nossos inimigos são aqueles que nos falam de esperança e nos anunciam um futuro de trabalho e paz, onde nossos problemas se resolverão e nossos desejos se realizarão.” (Breviario del caos)

“Quando cada qual tem razão, tudo está perdido, tudo se torna permitido e possível; é a hora trágica por excelência e esta é a nossa.” (Breviario del caos)

“Se os homens não esperassem nada, sua sorte não seria a mesma. Se os homens não acreditassem em nada, sua condição talvez mudasse. Assim a esperança e a fé só aumentam seus males, mas fazem felizes os seus amos.” (Breviario del caos)

“Me contento com o Deus dos filósofos. Eu mesmo sou uma pessoa e não busco nada fora de mim. Consinto em minha morte eterna e a ideia de salvação me parece um delírio; ser salvo é uma violação metafísica.” (Post mortem)

Fontes consultadas:

http://albert-caraco.blogspot.com.br/p/bibliographie.html
http://illusioncity.net/albert-caraco/
http://p2.storage.canalblog.com/25/21/1366039/111029471.pdf
https://archive.org/details/caracoca
http://albert-caraco.blogspot.com.br/p/bibliographie.html
Caraco, Albert. Post mortem. México, D.F. Editorial Sexto Piso: 2006, 119 p.
Caraco, Albert. Breviario del caos. Madrid. Editorial Sexto Piso: 2004, 128 p.

Para aqueles interessados na obra de Albert Caraco, existe uma versão em PDF do Bréviaire du chaos (em francês) disponível em: (https://ia601403.us.archive.org/2/items/caracoca/caracoca.pdf)

*Ricardo Ernesto Rose é consultor em inteligência de mercado, desenvolve atividades de marketing, transferência tecnológica e consultoria comercial na área da sustentabilidade. Jornalista, autor, com especialização em gestão ambiental e sociologia. Graduado e pós-graduado em filosofia. Coordenou o lançamento de diversas publicações sobre os setores de meio ambiente e energia e escreve regularmente para sites, jornais e revistas. É editor do blog “Da natureza e da cultura” (www.danaturezaedacultura.blogspot.com.br) e autor dos livros “Como está a questão ambiental – 100 artigos sobre a relação do meio ambiente com a economia e o clima”, “Os recursos e a cidade” e “A religião e o riso e outros textos de filosofia e sociologia”. Contatos através do site www.ricardorose.com.br

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  1. Reinaldo disse:

    Prezado Ricardo,

    Parabéns pelo texto sobre esse autor desconhecido aqui no Brasil. É a primeira fez que vejo um brasileiro falando de Caraco.

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