Afastar obstáculos

Por em 18/09/2012

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Os números da economia mundial mais recentes acentuam as vantagens dos países onde o denominado “ambiente dos negócios” é positivo, a livre empresa, bem recebida. Com menos burocracia, legislação trabalhista moderna e gastos públicos sob controle. Na América Latina, impressiona o crescimento do México, Chile e Colômbia em contraste com o fraco desempenho do Brasil, Argentina e Venezuela. Aliás, a Colômbia passou a Argentina e já é a segunda economia da America do Sul.

A presidente Dilma terá de fazer uma opção clara nos próximos meses. Ou caminha para livrar o seu governo de influências ideológicas que contribuem para o desgaste do Brasil na comunidade financeira internacional ou vai pela via de Buenos Aires e Caracas. Ou seja, obras bloqueadas por radicalismo ambiental, hostilidade a empreendimentos privados, política externa de alinhamento com países fora do eixo do mundo democrático – simpatias pelo Irã, Cuba, Síria, Venezuela, Bolívia. Se continuarmos assim, vamos crescer menos do que os nossos concorrentes na captação de investimentos que compensem nossa insuficiente poupança interna. E mais: os projetos de parcerias anunciados, bons em princípio, só poderão se tornar realidade se houver confiança política, jurídica e fiscal. A primeira manifestação de autoridade foi dada com a firme posição diante dos grevistas, que não pode ser anulada por recuos em relação aos dias parados. Algumas universidades públicas estiveram cem dias sem aulas!Não podem ficar impunes!

Temos de atrair investimentos, mostrar que não ocorrerá colapso nos portos e aeroportos, muito menos na energia. Que a lucratividade das empresas em geral voltará. Capital busca oportunidades de lucros e parcerias não foram feitas para os governos arrecadarem, mas para oferecerem melhores serviços. Daqui para frente, nosso futuro passa inevitavelmente pela opção ideológica. Uma cravo e outra na ferradura não é mais possível. O mundo todo disputa oportunidades. E neste joga não existem bobos.

*Aristóteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.






Por Aristóteles Drummond, em 18/09/2012.

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