Aborto, mídia e novela

Por em 10/08/2010


NovelasApesar da abertura sexual onde “todos” se sentem à vontade para satisfazer aos seus desejos carnais a qualquer momento, a falta de orientação dos pais mesclado com o grande poder de influência da televisão é decisivo para o número de gravidez indesejada e por sua vez o aborto.

Muitas pessoas, por inúmeras causas são contra esse tipo de procedimento, sendo inclusive contra a lei, ocasionando abortos clandestinos, causando até problemas de saúde às pacientes, sendo arrastados durante a vida toda, como espirituais, morais e até penais.

A gravidez indesejada faz com que a pessoa pense em inúmeras formas de “voltar” no tempo, principalmente se não tiver apoio do parceiro, o que acontecem muito nesses dias difíceis de viver e fácil de ter relações sexuais, em qualquer festa, reunião, praia, sempre pode culminar num motel, até num cantinho de um beco ermo.

A televisão está aí para incentivar com novelas impróprias direcionadas a adolescentes, principalmente a famigerada Malhação, que “orienta” os jovens durante anos a fio, sendo agora a “identidade” como se intitula; cada vez que passamos pelo folhetim diário e anual, tem assuntos relacionados, a sexualidade: tema que pode ser até explorado, contudo incentivado é uma outra triste história.

Todos nós sabemos que os casos de gravidez indesejada multiplicam-se, entretanto o aborto ainda é proibido, mas o que devia se proibir mesmo é a facilidade sexual nesses tempos de internet, a família deve se aproximar mais do adolescente, que na maioria das vezes por falta de orientação ou excesso de permissividade, os problemas de todo o tipo aumentam e multiplicam-se.

Um desses problemas tem como “solução” o aborto, o abandono, o matricídio, mas esse tema polêmico que todos “abortam” em discutir deve ser mais trabalhado, pois pior que criticar ou noticiar esses casos de exercício ilegal da medicina, é não dar a oportunidade da mulher fazer a sua escolha com a sua vida, com seu corpo, propiciando um crime pior ainda, terminar seus sonhos, seus dias, sua vida em uma clínica ilegal ou até em um barraco com um remédio abortivo dentro do útero.

*Marcelo de Oliveira Souza: Pseudônimo SOM, natural do Rio de Janeiro, Professor de Língua Portuguesa, formado na Universidade Católica do Salvador. Pós-graduado pela Faculdade Visconde de Cairu com convênio com a APLB/UNEB; Membro titular do Clube dos Escritores de Piracicaba; Organizador do Concurso Anual Poesias sem Fronteiras; participa de vários concursos de poesias, contos, sempre conseguindo colocações louváveis. Organizador do Concurso Literário Anual POESIAS SEM FRONTEIRAS.




Por Marcelo de Oliveira Souza, em 10/08/2010 - 00:03. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

3 respostas to “Aborto, mídia e novela”

  1. [...] Read the original here: Aborto, mídia e novela | Debates Culturais – Liberdade de Idéias e … [...]

    #998
  2. [...] Original post: Aborto, mídia e novela | Debates Culturais – Liberdade de Idéias e … [...]

    #999
  3. TheCorreio

    Não dá para falar em aborto hoje como se falava nos anos 60, 70 e até 80, quando nada, ou quase nada, se sabia da vida do feto. Hoje conhecemos muito da vida intrauterina e não há como negar que o feto (assim chamado só porque não nasceu ainda) é um ser vivo, que sente, sonha, tem dor. Negar isso é jogar pelo ralo todas as descobertas da ciência. Recente reportagem do Globo disse que 1 mulher morre a cada dois dias no Brasil por causa de aborto ilegal, o que daria umas 180 mulheres por ano. Mas quantas crianças seriam mortas se o aborto fosse liberado de vez no país? Só na Rússia, em 2005, houve 1 milhão e 800 mil abortos, contra 1 milhão e 500 mil nascimentos. O aborto é atualmente o principal meio contraceptivo naquele país. O ser humano é assim: se acostuma sempre ao mais fácil. Esta é uma reflexão que todos precisamos fazer sobre o aborto, que não é apenas um problema de religião, mas algo que fere um princípio básico do ser humano, o direito à vida. Por trás do lobby do aborto estão, na realidade, as milionárias clínicas de aborto americanas, mantenedoras de fundações já instaladas aqui no Brasil, onde patrocinam ONGs e pesquisas de números, sinceramente, bastante questionáveis.
    O que precisamos, na verdade, é de mais campanhas de prevenção à gravidez e mais conscientização já que preservativo custa menos que uma cervejinha e pode ser conseguido até de graça nos postos de saúde. Também devemos cobrar das emissoras de TV, que são conceções públicas, que somem esforços nesse sentido. Aproveito para sugerir o vídeo do Dr. Bernard Nathanson: http://www.youtube.com/watch?v=FKBdWD07xzk . Obrigado pelo espaço!

    #1369

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