A verdade sobre o horário integral
A Câmara Municipal aprovou lei que implantará o turno integral nas escolas municipais, no prazo máximo de 10 anos. O horário integral nas escolas é o maior salto de qualidade no ensino; significa um futuro mais justo e promissor para a nossa cidade, com crianças aprendendo mais e pais tranquilos para trabalhar.
A mesma diretriz está prevista no Plano Diretor em votação na Câmara Municipal. A meta foi acordada com a Prefeitura. É ambiciosa, mas factível. É imprescindível o planejamento para a sua execução. Não faltarão recursos. Nos últimos anos, cerca de R$ 7 bilhões deixaram de ser aplicados na Educação. Este ano, R$ 600 milhões não serão aplicados no ensino. E, no orçamento do ano que vem, outros R$ 550 milhões de recursos carimbados para a Educação serão gastos de forma irregular, com outras despesas.
Tudo isso precisa ser acompanhado de perto pela sociedade. Os indicadores são a base para esse acompanhamento. Por isso, é preciso apresentar com transparência o ponto de onde estamos partindo para que, ano após ano, as conquistas do ensino integral sejam comemoradas.
Atualmente, a rede municipal tem apenas 170 escolas funcionando em horário integral. Os alunos permanecem o dia todo no colégio e têm aulas e oficinas de manhã e à tarde. Funcionam neste sistema 131 escolas regulares e de Educação Infantil, mais 39 Escolas do Amanhã.
Dados da Secretaria Municipal de Educação mostram que só 43.327 alunos estudam em tempo integral. É pouco. São apenas 5% das 700 mil crianças matriculadas na rede.
Há também 111 Escolas do Amanhã que funcionam em dois turnos, de manhã e de tarde, e oferecem oficinas no contraturno. Mas estas oficinas não funcionam todos os dias nem todas as crianças participam. Portanto, infelizmente não podem ser consideradas escolas de horário integral.
O número de crianças com acesso ao ensino em horário integral tem que aumentar muito para que o resultado seja percebido. Por enquanto, é uma agulha no palheiro. Se quisermos melhorar o ensino na nossa cidade não podemos nos enganar nem fechar os olhos para a realidade. Os números não mentem nem podem ser distorcidos.
Chegamos a ouvir das autoridades o argumento absurdo de que não há como gastar o dinheiro carimbado para a Educação com professores, alunos e escolas.
Só com o Fundeb, para 2011, estão previstos ganhos de R$ 800 milhões. Este é o resultado positivo entre a contribuição do Rio e o que o município recebe de volta do Estado e dos municípios fluminenses para ajudar na Educação carioca.
Uma escola padrão da Prefeitura custa cerca de R$ 5 milhões. Em cinco anos, apenas com o recurso que não é aplicado na Educação construiríamos cerca de 500 escolas, para atender às crianças com a qualidade necessária e com o tempo integral.
Cabe agora à Prefeitura cumprir a legislação sobre os recursos para a Educação e mostrar à sociedade como irá avançar no tempo integral.
*Andrea Gouvêa Vieira é jornalista, casada, mãe três filhos, três enteados e três netos. Foi eleita vereadora pelo município do Rio de Janeiro ao concorrer pela primeira vez em 2004. É filiada ao PSDB.
Por Andrea Gouvêa Vieira, em 14/10/2010 - 00:03. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.


























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BOA TARDE!
GOSTEI MUITO DO HORÁRIO INTEGRAL NAS ESCOLAS.
PARABÉNS PELA INICIATIVA.
EM RODRIGO SILVA, DISTRITO DE OURO PRETO, MG, A DIREÇÃO DE ESCOLA MUNICIPAL DR. ALVES DE BRITO,NÃO DEIXANDO PARTICIPAR DAS ATIVIDADES…DISCRIMINA MEU NETO E OUTROS 3 ALUNOS DA TURMA DELE, TERCEIRO ANO.
ELES ESTÃO TRISTES.
POR FAVOR, PEÇO-LHES INTERVENÇÃO.MEU NETO É FILHO DE UMA ANÃ, DEDICIENTE, E ELA ESTÁ APRISIONADA PELA GORDURA.
OBRIGADA,
ELIRENE