A religião, os covardes e os omissos
Me deu vontade de falar sobre um detalhe da religião. Três detalhes, na verdade.
Sob um ponto de vista teórico, filosófico e reflexivo, a religião é um defunto histórico. A história já mais que provou que a religião não melhora necessariamente o ser humano, que muitas vezes o piora e que serve, sempre, para manter gente no poder, enquanto outras afundam na alienação. A bibliografia crítica sobre isso é extensa demais para que eu fale dela aqui. Mas se tivesse que escolher um livro apenas, indicaria o “Perseguições Religiosas”, do James Haught, que mostra bem a violência que sempre emanou da religião.
Num segundo ponto, me aparece um outro lado. Se a religião fermenta violência em uns, acaba controlando a violência de outros, que pensam duas vezes antes de prejudicar o próximo, com medo dos castigos “divinos” que sua religião alerta. Nesse caso, apesar de mentirosa, ela tem uma função, que é a de controlar as feras humanas que, não fosse pela religião, sairiam por aí a matar todos os que não concordassem com as suas ideias.
Nesse ponto, há um adendo importante a ser feito: esse controle, que aparece pela via da religião, poderia ser feito de uma maneira melhor, se tivéssemos uma educação de efetiva qualidade. Como não há, acabamos garfados pela mitologia do “pelo menos”.
Mas há um ponto sutil, que me surgiu hoje, ao ler alguns comentários que as pessoas colocam no Facebook, exaltando os seus deuses. Trata-se de uma faceta muito curiosa da religião de hoje, qual seja, a de justificar a passividade.
Antigamente, quando a religião mandava no mundo, e quando criticá-la era motivo de pena de morte, as pessoas justificavam o seu silêncio pelo medo de morrer. Hoje, que é permitido questionar, as pessoas preguiçosas acharam um outro álibi: posam de religiosas e ficam dizendo que entregam tudo nas mãos de seu deus. E nessa continuam, enquanto as coisas vão piorando.
Ora, omissão também é crime. E se a pessoa diz que parou de agir porque “entregou nas mãos de deus” a sua vida, é preciso denunciar isso como uma postura extremamente egoísta e inocente. Essa mesma pessoa vai acabar colocando em alguém (geralmente nos políticos) a culpa de tudo estar uma porcaria. E o fanatismo completará a cadeia de alienação, no que ela acaba pensando que, se está seguindo as ordens de seu deus, então é só esperar, que tudo vai melhorar um dia. Se a gente lê a história à sério, vai perceber que isso é uma ilusão óbvia.
Portanto, pare de esperar o seu deus resolver as coisas. Faça alguma coisa você mesmo. E faça sem pensar em religião, porque independente de crença, quem muda o mundo são as pessoas. É muito fácil ficar dizendo que entrega tudo nas mãos do seu deus. Sinceramente, isso é, talvez, a maior das covardias…
*Marcelo Henrique Marques de Souza é do Rio de Janeiro. Ele mesmo declara: “Sou escritor e professor de um monte de coisa ligado às ciências que chamam de “humanas”, como se houvesse alguma ciência de cachorro. Ensino (e aprendo) filosofia, redação, literatura, ética e cidadania e preparação de monografia, no ensino fundamental 2, ensino médio, graduação de pedagogia e pós-graduação em ‘educação e comunicação’ e ‘psicopedagogia’. Meus textos são ensaios e artigos críticos da lógica ocidental, que se baseia na tríade patética que mistura a sacanagem do mercado (a propaganda incluída), a hipocrisia do cristianismo e a falácia dos racionalismos. É contra isso que busco a impostura da crítica”.
Por Marcelo Henrique Marques de Souza, em 29/01/2012 - 00:03. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.


























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Muitos dizem, Nietz era ateu. Pela inteligência que o mesmo tinha ou perspicácia mental. Jamais se diz que morreu o não existente.
Agora a religiosidade, a igrejozidade a torpeza mental definida pelas religião é outra história.
Jesus jamais pregou alguma religião, inclusive o apelido cristão, fora introduzido após dos anos 50. Jesus apenas dizia, como todos profetas biblicos “O CAMINHO”. E assim seus apóstolos. Mas inventaram um monte de desvios, para que o deus religioso siga cada um na sua.
vlw….
É mesmo, fácil assim? E sobre as alienações e violências científicas, vc gosta dela?
EU SOU ATEU.
Marcelo, penso que estás em grande equivocidade ao considerar que a religião seja um defunto histórico. Até porque, obviamente o que está morto, o defunto, este, está inerte, logo, falta-lhe ação, atividade. Não me parece ser o caso da religião. Haja vista ser a religião crenças na existência de força ou forças sobrenaturais; também, manifestação dessa crença através de doutrina e rituais próprios, logo, se olharmos para o mundo veremos a multiplicidade de religiões existentes e, todas elas, envoltas com seus costumes e tradições, o que envolve ação e inúmeras atividades. Portanto, a religião como um conjunto de crenças, de filosofias, com seguidores diversos e pensamentos diversos está vivíssima. E como tem permeado toda a história da humanidade, assim continuará, viu Marcelo? Ainda que com novas nuanças.
Cada religião tem suas especificidades – são diferentes em alguns aspectos, todavia, têm pontos de convergências que é acreditar em algo ou alguém do plano superior; na salvação;na origem da vida, do mundo, no fim do mundo, na vida após a morte e etc. Todas elas têm os seus textos, seus livros sagrados… não cabe aqui listá-las com suas especificidades, muito menos dizer se esta ou aquela é a religião correta, verdadeira, enfim. Entretanto, é válido dizer que a religião tem o seu lado bom e o seu lado ruim, afinal, a religião é obra humana, daí possuir tendência para a imperfeição, e a maior delas tem sido a violência. Em nome de Deus muitas barbaridades foram cometidas pela religião, melhor dizendo, pelos seus lideres religiosos. Aliás, ainda hoje se comete atos bárbaros, como: oprimir, excluir; humilhar; torturar psicologicamente; culpar; amedrontar. Há casos e casos sobre tais questões.
No passado, através do poder da religião, até mesmo matava-se em nome de Deus. Outrossim, pastores pentecostais, ignorantes, fanáticos, preconceituosos, intolerantes e outros tantos adjetivos mais pela má formação e falta de virtude, terminam por fazer lavagem cerebral nas pessoas, mais especificamente, em jovens, pessoas ainda em formação. Eles são capazes de incitar sentimentos de discórdia, ódio, divisão, enfim, parece não terem nenhuma formação, não terem nenhum conhecimento teológico; parecem não terem freqüentado nenhuma universidade. Eles não são capazes de lidar com o psicológico e o emocional das pessoas de forma producente, no entanto, são capazes de promover um verdadeiro lixão na mente destas pessoas. Também, vale lembrar os castigos do corpo, a ameaça ao fogo do inferno que serviram no passado de ferramentas que foram utilizadas pela igreja para dominar e manipular o povo em benefício dos seus lideres; a forca e fogueira foram palcos do fim de muitas vidas que, acredito jamais tais acontecimentos tenham sido pela vontade de Deus – Deus não daria essa ordem, mas, foi sim, pela vontade do homem. Este usou o nome de Deus para justificar suas inúmeras insanidades religiosas.
Mas, quero dizer também Marcelo, que não considero covardes e ou omissos aqueles a quem têm sua confiança em Deus. Fé é uma coisa, religião é outra coisa. Penso que a fé é algo inquestionável. A fé é acreditar no impossível; no invisível; no improvável. Portanto, quem sou eu ou quem é você para dizer que alguém é covarde ou omisso quando se trata da fé que diz ter, que professa? Se você ou eu não tivermos fé, isso é um problema seu ou meu e de mais ninguém, portanto, penso que você incorre no erro de fazer pré-julgamentos àqueles para quem a fé em Deus é importante. Penso ainda que, você está misturando a violência que tem permeado a religião, com a fé como experiência com Deus, vivência individual e concreta de cada um (o que vc observou no facebook).
Também me parece que você está em equivocidade, quanto aos efeitos que a religião causa nalgumas pessoas, tipo: uns controlam suas emoções – atos violentos, enquanto outros são motivados à violência. Se a religião é mentirosa, porque inculca a idéia de castigos “divinos” no homem, controlando seus impulsos violentos, e você diz “se não fosse pela religião, sairiam por aí a matar a todos que não concordassem com as suas idéias”, pois então Marcelo, só o fato de você está dizendo esse amontoado de pré-juízos interpretando a seu bel-prazer e não correr o risco de ser morto, isso é mais que suficiente para ver que a pedagogia da religião funciona para o bem, e de todo, não é negativa, mas, tem seu lado positivo, não é mesmo?! Até porque, a pessoa, ao invés de ter medo dos castigos “divinos” como você interpreta, ela pode simplesmente valorizar a vida com dom Deus, e ter a consciência de que somente Deus tem o direito de tirá-la, penso!
“Nesse ponto, há um adendo importante a ser feito: esse controle, que aparece pela via da religião, poderia ser feito de uma maneira melhor, se tivéssemos uma educação de efetiva qualidade. Como não há, acabamos garfados pela mitologia do “pelo menos”.” Sugiro a você então aqui, que se há algo importante a ser feito como dizes, e que pode ser feito melhor, diante da sua insatisfação perante a contribuição da religião frente à violência humana, peço-lhe, que como educador, use seus conhecimentos pedagógicos e ensine o homem – começando por seus alunos a usar de não-violência como ensinou Gandhe; e assim como Jesus Cristo, ensine o homem a amar e a respeitar o outrem; como Confúcio e Buda queriam apenas diminuir o sofrimento e ensinar o caminho da felicidade, faça isto também!! Com certeza, você ficará na história como eles ficaram.
Entenda que as pessoas no face, “talvez”, queiram apenas manifestar sua fé, taxá-las de passivas e ou preguiçosa é um pré-julgamento infundado, grosseiro e desrespeitoso. A fé é algo próprio de quem diz ter. Baseado em quê, a afirmação de que ‘as coisas vão piorando’? Que coisas?! A vida é de cada um. Se a pessoa entrega ou não nas mãos de Deus seus problemas, isso é uma questão dela, diz respeito somente a ela. Acho que você entrou numa questão pessoal, individual. Falar de religião e de tudo o que aconteceu durante todos esses séculos em que ela predominou é uma coisa, agora, querer discutir a postura do outro diante das adversidades da vida e seu testemunho de fé, é algo que não lhe diz respeito, assim penso.
Andre, eu não disse que é fácil. Pelo contrário: quando você percebe que a religião é um embuste, aí sim pára pra pensar sozinho, e isso é muito difícil. Difícil, mas inevitável, se você quer ser mais que apenas uma ovelha nostálgica.
Quanto à ciência, acho ela tão dogmática quanto a religião. Talvez você tenha tocado na ciência porque na maioria das vezes as pessoas que criticam a religião se apegam à ciência, e vive-versa. Vale esclarecer que comigo não é assim. Estudei a noção de ideologia e sei que o buraco é mais embaixo. Existe como escapar do dogmatismo, mas isso não se dá necessariamente na “ciência”. Talvez com a relatividade do Einstein e a teoria da incerteza, mas é pouca coisa. Geralmente, eu prefiro a filosofia, a psicanálise e a verdadeira arte.
Ana, você pegou um pedaço da minha frase e fez um extenso comentário em cima do pedaço, sem considerar que ele é parte da frase inteira. A frase inteira é: “Sob um ponto de vista teórico, filosófico e reflexivo, a religião é um defunto histórico”. É claro que, pra quem não chegou a uma conscientização histórica, filosófica e teórica acerca da realidade moderna, ela ainda existe. Mas para a filosofia séria e para o debate teórico sério, a religião é, sim, um defunto. Já morreu faz tempo..
Com relação ao problema da fé, quem incorreu no erro de um pré-julgamento foi você, não eu. Eu fiz um julgamento e um julgamento embasado. Basta ler. Não critiquei a fé de ninguém, mas apenas a atitude daqueles que utilizam a fé como desculpa pra se ausentar da responsabilidade de pensar e renovar o seu mundo de forma crítica. Critiquei, e continuo criticando, aqueles que entregam nas mãos da sua crença a responsabilidade de tudo o que acontece. Isso prejudica os outros, na medida em que muita coisa depende de força coletiva pra acontecer. Estamos o tempo todo sofrendo as consequências desse tipo de atitude omissa. Só não vê quem não quer.
A metade final do seu texto é um amontoado de besteiras sem sentido. Primeiro, você novamente entendeu errado o que eu disse. Na sua ânsia de salvar a religião da crítica, você repete o que eu disse, só que sem perceber isso. Quando eu disse que a religião controlava a maldade de alguns, estava justamente colocando que ela serve pra alguma coisa pelo menos. Fiz um senão, justamente pra dizer que se a pessoa é ignorante, pelo menos que não seja violenta. E se eu disse isso, é claro que só pode ser porque não gosto da violência. Mais claro que isso, impossível.
E por último: “taxá-las de passivas e ou preguiçosa(s) é um pré-julgamento infundado, grosseiro e desrespeitoso”. Se você tivesse um mínimo de conhecimento um pouco mais aprofundado sobre o que significa um “julgamento”, jamais repetiria isso. A única pessoa que está fazendo “pré-julgamentos” aqui é você, que mostra nitidamente que não tem o menor conhecimento do que está dizendo e que, de quebra, mostra também que possui uma capacidade bem limitada de interpretar ideias que sejam um pouco mais elaboradas. Apenas um exemplo: Se um dia você estiver na rua precisando de ajuda médica, espero que encontre alguém que saiba que existe forma de te ajudar, porque se encontrar um desses fanáticos preguiçosos e omissos, é capaz de te largarem lá, com a desculpa de que “deus quis assim”.
Uma última coisa: faça um intensivo sobre o que significa um “juízo” sobre as coisas. Comece pelo Kant, “Crítica do Juízo”. E depois a gente conversa. Por enquanto, no meu julgamento, os seus argumentos estão muito frágeis..
Elvio, não entendi o seu comentário.
Marcelo, Que pena você ter sido tão arrogante e soberbo com a Ana que só quis lhe mostrar que nem ela, nem você e nem ninguém é dono da razão. Nossas opiniões, estudos e entendimento não são melhores nem mais importantes do que de outrens e da mesma forma que pessoas que tem sensibilidade de enxergar, aceitam e esperam que outras enxerguem a beleza que elas vêem, espero que você consiga desenvolver sua sensibilidade para condenar menos e por mais em prática o que você enxerga como sendo belo e tente ver o que só a experiência de vida de deixar de fazer o que você não considera que seja o mais belo e onde você ainda não conseguiu ver beleza, fazer esforço pra ver, pois só na experiência de fazer o que é conciderado belo acontecer, mesmo que seja um sacrifício, é que você vai conseguir enxergar o que o outro enxerga. se você não tentar infelizmente você será só mais um que “não vê porque não quer”.
Primeiro gostaria de dizer que se você concidera uma coisa morta e sem valor, não deveria perder tanto o seu tempo com o assunto, a não ser que você só queira se aproveitar do interesse dos outros para aparecer, que é o gesto mais provável e previsível pois vai atrair a atenção para si como uma criança mimada fazendo birra ao invés de fazer a sua parte para contribuir com tantos outros como já disse a Ana em seu comentário, e entre pra história como um homem que contribuiu para o bem e não denegrindo o trabalho de quem tenta fazê-lo mesmo não conseguindo agradar a todos.
A sua atitude, condenatória, está baseada certamente no tipo de literatura que você lê. Portanto, sugiro que você tente orientar o seu foco para outro lado também, toda história tem dois lados, por exemplo, como você descreve “outros, que pensam duas vezes antes de prejudicar o próximo, com medo dos castigos “divinos” que sua religião alerta.”, você desconsidera que o ser humano, mesmo não acreditando em um ser metafísico, seja autruísta e que, se assim pode ser definido, unicamente entendido por seres humanos racionais, e visto como uma virtude, seja posto em prática tendo em vista não o medo de ser condenado mas o prazer de ser o melhor para o outro que tenho certeza que é o que você gostaria que fossem pra você e que pra merecer devesse fazer por onde, ou seja, o mesmo pelo outro, mas ser egoísta é uma opção, você quem sabe o que quer.
Não tenha a ilusão de que tendo mais educação de qualidade você se tornará menos egoísta, isto não se aprende só na escola. O principal orientador é a família.
Entendo que você disse que entregar nas mãos de um deus a solução dos problemas pra alguns possa ser do jeito que você viu, eu não conheço quem tenha agido assim mas do contrário já vi pessoas que entregam nas mãos de deus e fazem a sua parte esperando que deus faça a dele. Procure outros exemplos antes de generalizar e jugar a todos por alguns.
Ah, que pena sua cegueira… aliás Marcelo, você é só um pretenso prepotente, a julgar pela maneira como se dirige a outrem. Ademais, a pressa em mostrar-se detentor de saberes, por sinal, diz bem (Lúcio Flávio) “A sua atitude, condenatória, está baseada certamente no tipo de literatura que você lê”, Freud, Kant… Saiba que longe de ser dono da verdade vc é só mais um que não sabe de nada, pois se soubesse, a sua postura seria outra, talvez, socrática “sei que nada sei de tudo quanto sei”. Mas, esta postura, não é para qualquer um. Penso que quem andou escrevendo um besteirol aqui foi você,talvez, pela pressa em mostrar sua pretensa “sabedoria”, que eu diria, afunilada. Em momento algum estive aqui defendendo religião, o que escrevi mostra isso. Respeito o credo religioso das pessoas, a maneira como vivenciam sua fé, expressam essa fé, exatamente por entender que cada pessoa é única, tem sua maneira própria de vivenciar as coisas, inclusive, o de trilhar o seu próprio caminho em busca ‘do seu Deus’ da maneira que lhe aprouver, e isto, não é da minha nem da sua conta, entende? Ademais, sua cabeça está mesmo é povoada de pré-juízos, como nos diz Gadamer. Só que, juízos falsos! Logo, você tem sempre uma verdade a priori em relação às pessoas, especificamente as do face. São tantas as redes sociais… muda um pouco. Sempre de forma trágica, universal e fundamentalista faz interpretações do que elas dizem como a manifestação de um fim. Isto é bem característico da psicanálise, terra que anda bastante trilhada pelas suas pegadas, parece. Seja razoável,né. Que tal beber noutras fontes?!
Meu caro Lucio, o exemplo se resume a você também. O dia que precisar de ajuda médica, espero que não encontre um acomodado pela frente. Ou então, vai acabar vítima de omissão de socorro, porque na cabeça do omisso, “deus é que manda”. Se todo mundo pensasse assim, nunca teríamos inventado um remédio sequer. E o mais incrível é que esses mesmos omissos estão o tempo todo recorrendo às farmácias para eliminar a sua dor. Porque não a aceitam, já que “deus quis assim”? Você simplesmente está fugindo do tema…
No seu segundo comentário há pelo menos uma mentira e uma contradição, Lucio. Vamos a eles:
1º: Não generalizei, como você diz. É uma mentira sua. Se tivesse lido com atenção, teria visto que o que fiz foi dizer que há uma “faceta” da religião de hoje que é a da passividade. Se é uma faceta, não é a religião inteira. E os senões do meu texto são claros. O que você quer é, através de mentiras que fingem ser verdades bem-educadas, distorcer o que eu disse, com o objetivo de provar suas ideias equivocadas.
E aí temos o 2º: Você passa o tempo todo querendo orientar a minha maneira de escrever como se ela tivesse que seguir a sua linha de raciocínio. E depois chama a mim de egoísta.. O que você tem que fazer é, se te interessar, contra-argumentar em cima do tema que eu propus. E não querer, de uma forma que beira a histeria, orientar que temática eu tenho que seguir. Contraditório.. não quer egoísmo, não seja egoísta…
Ana, Gadamer é o papa dos que adoram relativizar tudo, com a sua “hermenêutica”. O Affonso Romano chamou bem isso de “enigma vazio”. Muito se diz, nada se fala, porque no final é aquela coisa: “cada um tem a sua opinião”. Sinto muito desapontar você, mas não sou adepto de opiniões, mas de debate conceitual, crítico e reflexivo. Opinião a gente dá num bate-papo do cotidiano e não quando se quer aprofundar alguma coisa, como é o caso dos meus textos.
Não acho que sou o dono da verdade coisa nenhuma.. isso é desculpa de quem não tem argumento pra dar ao debate. Até o momento, me filiei a argumentos e não a certezas definidas a priori. Vocês confundem tomar posição com ser preconceituoso. Talvez porque achem que tudo deve ser levado em consideração a partir da premissa vazia de que “cada um pensa de um jeito”. Se todo mundo pensasse assim, ninguém seria condenado por crime nenhum e nada de novo seria inventado na história da humanidade. Saia de cima do muro…
E você dizer que ‘eu não sei de nada’ é que é, isso sim, um senhor exercício de hermenêutica vazia. Se não conhece os autores, basta perguntar. Respondo com satisfação.
Uma última: eu respeito o credo de todas as pessoas. Mas não respeito nem um pouco as pessoas que, por causa de sua credulidade fanática, negam socorro a alguém. Essa colocação sua sobre respeitar o credo dos outros mostra que você não entendeu direito o que eu escrevi.. e fica escrevendo um monte de besteiras a partir disso.. leia direito antes de comentar. Ajuda.
Bem eu acho que fiz a minha parte não sendo omisso. Quando eu encontra alguem precisando de ajuda médica vou perguntar o nome, se for você, espero poder trata-lo com mais dedicação que trataria qualquer ser humano. Tudo de pom pra você, espero que você continue se aprofundando e se humanisando cada vez mais e no mais, entrego nas mãos de Deus. Abraços.
Professor Marcelo.
Li o desonesto livro que o senhor indicou “Perseguições Religiosas” que as nivela sem analisar-lhes o conteúdo político histórico,econômico e cultural.
O autor vai citando diversas atrocidades ocorridas em nome da divindade, mas, seu intuito mesmo e o de colocar tanto o cristianismo como o judaísmo sob o mesmo crivo.
Até parece que está certo.
As citações são extensas e pretendo conjuga-las em geral, para que num apanhado, perceba-se sua ingenuidade ao cita-la como referência .
Logo na introdução o autor menciona o fato de que um adolescente fora decapitado por haver zombado da virgem Maria, não haver tirado o chapéu durante a passagem de uma procissão. Mesmo após Voltaire haver intercedido por ele.
Comentário- Observe que àquela época a punição para a blasfêmia era essa mesmo.Isso nunca foi motivo para criticar a religião uma vez que sistemas ateus (CHINA) e governos politeístas (ROMA ANTIGA) também possuem ou possuíam penas capitais, ora ,cada povo teve origem diversa.Criticar a religião quando falamos de Direito é esquizofrenia.
Ainda na introdução, um porco entra em solo sagrado muçulmano ocasionando a morte de cerca de duzentas pessoas entre hindus e muçulmanos dada a revolta promovida por estes últimos.
Comentário: O conceito político de território envolve uma relação de poder, perceba que ANTES da entrada do porco, muçulmanos e hindus viviam em paz. Sabemos que o Islã é uma sociedade teocrática,logo, suas relações de posse e território envolvem conceitos religiosos sim, mas,a luta deu-se por causa da invasão (de um porco) no território, não num templo. (dizer o contrário é forçar o entendimento) Pergunto se no estado brasileiro se pode entrar um estrangeiro sem reação do governo?
O autor faz um retorno ao templo Azteca onde as colheitas eram protegidas com o sacrifício de vítimas em honra ao Sol ,etc…
COMENTÁRIO: Qual a diferença entre a guerra do golfo e o sacrifício Azteca se ambas envolvem soldados que perderam a vida defendendo sua colheita ?
de uns, o petróleo; de outros o milho, qual a diferença ? a guerra foi pra fazer prosélitos ? convertidos ?Não, então não se pode chamar de uma guerra religiosa.
Ainda hoje não é assim por commodities?
Em 1980 , segundo o autor , a teocracia Xiita manda matar os integrantes da fé Bahaísta que não se convertessem ao Islã.
COMENTÁRIO: você sabe qual é a pretensão do califado universal ?a mesma destruição da civilização ocidental promovida por autores franfurtianos que você admira.
O Islã mata todos os não muçulmanos em nome de DOMINAÇÃO e PODER, a conversão representa isso.
Na página 10 do livro, uns padres exorcizam uma menina por questões de cólicas estomacais acusando a avó de ser uma bruxa , torturando -a etc…
COMENTÁRIO: a medicina naquela época atribuía á demônios a causa de dores e males diversos, é de se esperar que uma coisa levasse à outra? pergunto: a fraude da homeopatia não faz a mesma coisa hoje em dia ? os demônios de hoje são energias e más vibrações.
Eles não estavam tratando de religião , mas , de medicina !
Na pág 13 TERRORISTAS católicos metralham PROTESTANTES, NA Irlanda do Norte.
Caracas ! você nunca leu sobre o IRA de origem MARXISTA ?(Qual é a origem do conflito na Irlanda – VEJA.com
veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas…/irlanda…/index.shtm)A luta era pela DESINDEXAÇÃO do território inglês não era por religião.
(Parei o comentário na página 16 do livro)
Agora irei terminar de ler a HISTÓRIA POLITICAMENTE INCORRETA DA BRASIL.
Cada vez mais me desaponto com neo-ateus são limitados mesmo…
Não entregue “nas mãos de deus”, Lucio. Faça você mesmo e aí não será omisso com as suas questões. Se eu te encontrar pela rua sofrendo, pode ter certeza de que não entregarei “nas mãos de deus”, mas nas mãos de um médico, para que você tenha a oportunidade de tentar se salvar do problema.
É só.
Só o fato de citar uma revista como a ‘Veja’ mostra o grau da sua filiação (pseudo)intelectual, Edmar.
A única diferença entre os ateus e os crentes é que os primeiros não ficam por aí pregando que a única saída para o mundo é virar ateu. Um verdadeiro ateu é consciente de que o ateísmo não garante bondade ou ética para ninguém. Ao contrário dos cristãos – e demais fanáticos – que vivem defendendo suas religiões como templos de bondade (coisa que um mínimo de conhecimento histórico mostra que é piada).
E se você se desaponta com as minhas ideias, a única explicação para o seu reiterado retorno por aqui só pode ser algo “platônico” comigo. Vou logo avisando: não sou chegado na fruta…
Deu pra perceber por ocasião de comparecimento durante o debate presencial na Rádio Metropolitana, que o senhor parece mesmo não ser chegado á fruta…
Professor de um monte de coisa; admito que sejas incoerente(coisa de neo-ateus) mas, não posso perdoar-lhe a desonestidade.Eu disse que li(pelo Scribd) o livro que o senhor recomendou apresentando-o textualmente, e, sou pseudo-intelectual? Não vês que estás ofendendo a si próprio?
Cuidado para que os tantos outros leitores platônicos também não percebam que o senhor não domina tudo o que diz.
Edmar Franco é cristão.
edmarfranco@hotmail.com
Edmar crédulo: A sua (péssima) leitura é apenas a sua (péssima) leitura.. e apenas isso.
kkkkkkk.
Minha (?) péssima leitura ?
Mas , eu li o livro que o senhor recomendou !
O senhor agora critica a si próprio !
Estás dividido contra si mesmo ?
kkkkkk.
Olha, parece criança de jardim de infância, que tem que explicar tudo nos mínimos detalhes… ‘A sua péssima leitura do livro e da questão que eu passei’. Melhorou assim, meu caro e ingênuo crédulo?…
E para o seu governo: eu estou sempre dividido em relação a mim mesmo. Quem se consome em suas próprias verdades de plástico são os monoteístas como você, que adoram agarrar na barra da saia das próprias certezas, cheios de medo de refletir algo realmente diferente. Daria pena, se valesse a pena…
Esse Marcelo é mais um pretenso candidato a discussar sobre a vida. Sua imaturidade diante dela, faz com que não consiga ler o que escrevem e mt menos reconhecer sua arrogância. Não defendo a religião pq não tenho nenhuma. Mas acho que ainda tem mt estrada para trilhar para chegar ao ponto de discutir sobre assuntos tão complexos.
É como eu disse: “A sua (péssima) leitura [dessa vez a meu respeito] é apenas a sua (péssima) leitura.. e apenas isso”.
Uma breve correção: “discuRsar”. Já chegou nessa curva da estrada?..