A percepção brasileira

A população brasileira atenta à situação do Brasil, não tem dúvidas quanto ao que vem ocorrendo no Brasil.

A população brasileira observa o descalabro, a situação confusa, os “disses-me-disses” ridículos erisíveis entre governantes e políticos.

A população brasileira percebe que tudo não passa de disfarce de ações e atos deliberados, premeditados, propositais, objetivando a destruição da economia e a entrega do patrimônio público brasileiro.

A população brasileira observa a situação na qual se encontra o Brasil – devagar quase parando – criada deliberadamente por um consórcio, com o apoio irrestrito da imprensa, apoiada por alguns membros do Poder Judiciário, do STF e da PGR, engajados com o que aconteceu e ainda acontece no Brasil.

E percebe tudo não passar de cortina de fumaça para embaçar e disfarçar a conseqüência da luta dos representantes de interesses de fora do Brasil, pelo controle das riquezas – hidrocarbonetos/petróleo, gás, minérios nucleares/urânio, nióbio, tório, lítio e outros – que jazem no solo e subsolo do Brasil.

A população brasileira não tem dúvida, o objetivo é a entrega dos referidos bens às corporações estrangeiras através de seus representantes no Brasil.

Desse modo através dos mandatários garantidos pela (s?) metrópole (s?) – tentam:

– eliminar ou diminuir os recursos orçamentários;

– diminuir o acesso aos programas de inclusão social;

– proibir que a população brasileira se desenvolva plenamente;

– e manter o status quo intacto, do que pensam ser a Colônia-Brasil.

”Trata-se não somente da já conhecidíssima e comprovada incompetência, negligência, omissão, ignorância e perversidade de políticos” … “mas, sobretudo, da vontade de destruir o Brasil, aniquilá-lo como Nação soberana e de importância mundial, com economia sólida, que tem como alicerce o fortalecimento e a valorização do mercado interno, como fazem e fizeram todos os países considerados desenvolvidos, porque “se a farinha é pouca, meu pirão primeiro”. (In SENA Filho, Davis – Palavra Livre).

É de conhecimento público o fato de que o mercado interno é a maior riqueza de todo e qualquer país.

O mercado interno é a maior riqueza, principalmente, do Brasil – um país continental, industrializado e com uma população de consumidores compulsivos com 207 milhões de habitantes – que se basta em todas as áreas da economia.

Aqueles que se pretendem governantes do Brasil ignoram – com uma espantosa ausência de saber por falta de informação, na melhor das hipóteses – a inteligência do querer nacional brasileiro.

Se perguntar a qualquer um político ou governante, sobre o entendimento nacional brasileiro, certamente, vão gaguejar, titubear – jamais dirão a verdade seguinte:

– a população brasileira quer continuar com as efetivas políticas públicas com exigência de conteúdo local e nacional;

– a população brasileira quer que se criem barreiras tarifárias para proteger determinados mercados e certos produtos fabricados no Brasil;

– os nacionais e estrangeiros residentes no Brasil querem que os contratos internacionais assinados determinem a transferência de conhecimento tecnológico e científico – a população brasileira não esquece jamais que o Brasil se basta em todas as áreas da economia e que se o Brasil se fechar, ele sobreviverá. Daí porque não é inteligente ameaçar nem tentar amedrontar a população brasileira;

– a população brasileira quer que os seus representantes saibam fazer exigências justas nos contratos internacionais;

– a população brasileira entende como obrigação dos contratantes brasileiros internacionais, defender os interesses do Brasil;

– a população brasileira não admite que os interesses do Brasil sejam preteridos pelos interesses dos contratantes brasileiros – aqueles que assinam, em nome da população brasileira compromissos gravosos aos interesses da população brasileira.

É com o entendimento acima que os países, ora desenvolvidos, se desenvolveram historicamente: preservando seus mercados internos, negociando de forma transparente e negociando de igual para igual.

As características do Brasil sempre foram a da resistência a tudo o que puder prejudicar a população brasileira e a preservação da soberania.

A população brasileira atenta exige que os governantes do Brasil não facilitem porque o Brasil preza a soberania e tem que se manter soberano.

O Brasil é protagonista e aberto a negociações com outros Estados, com atores em termos planetários.

É internacionalmente reconhecido como fato inconteste que o Brasil é um construtor de pontes, como o MERCOSUL, o G-20, os BRICS (Brasil-Índia-China-África do Sul) a UNASUL (União das Nações Sul Americanas).

O Brasil promove as relações comerciais e reconhece como parceiros indispensáveis da economia brasileira os mercados Sul-Sul (CONE SUL), sempre esteve próximo da África e de novos mercados, nele incluído o Oriente Médio – todos grandes parceiros.

O Brasil é respeitado por países poderosos, como a China, a Índia, a Rússia e os europeus da União Européia, pelos canadenses do Canadá e pelos Norte-Americanos dos Estados Unidos, na América do Norte.

Os EUA é país amado e admirado pelos brasileiros que, entretanto, se recusam terminantemente a pensar o Brasil subserviente, subalterno e claramente determinado a ser servil para obter vantagens em forma de privilégios e benefícios individuais para uma mínima minimorum parcela de brasileiros, aqueles que se consideram os mandatários dos sócios fora do Brasil – quaisquer que sejam.

A população brasileira com humor abomina e ridiculariza aqueles que – fora ou dentro do Brasil – pensam poder determinar o que deve ser feito para manter os respectivos status quo de ricos e muito ricos da plutocracia e aristocracia internacional associada aos seus mandatários no Brasil, através de golpes ridiculamente repetitivos.

O Brasil exige e merece um projeto de independência e de desenvolvimento especificamente para o Brasil.

O documento conhecido como “Uma Ponte para o Futuro”, não passa de um apanhado de crendices econômico-financeiras elaborado pelo mercado de capitais dominado por banqueiros nacionais e internacionais, cujos testas de ferro tentam dominar a Presidência da República e o Estado brasileiro.

Vão ficar querendo, não se iludam os mandantes com os mandatários: podem prometer tudo, porque – se prejudicar a população brasileira – não terão como cumprir as referidas promessas, a população brasileira não deixa.

A população brasileira atentamente percebe a privatização não oficial do Banco Central, através de sua atuação pró-mercado, privilegiando os rentistas e os especuladores.

Economistas e financistas vinculados aos interesses dos mercados de capitais demonstram não terem condições de pensar o Brasil.

Pensar o Brasil é jamais entender e/ou jamais pretender o Brasil como colônia. Pensar o Brasil é entender que o Brasil, por ter território continental se basta em todas as áreas da economia.

Somente os medíocres, sem cultura, nem grandeza de pensamento, cooptados pelas grandes corporações bancárias e industriais, ignoram a auto-suficiência do Brasil que necessita urgentemente tê-la bem administrada em benefício dos residentes no país.

Os medíocres são os irremediavelmente colonizados com imenso complexo de vira-lata que, absolutamente, não conhecem, de fato, o Brasil. São homens e mulheres competentes no que fazem, mas submetidos às diretrizes do mercado de capitais negociando os interesses do mercado, que hoje domina o panorama econômico em forma de políticas econômicas, financeiras e monetárias neoliberais.

Fazem políticas de espoliação e pirataria, já experimentadas e fracassadas de forma retumbante em todo o planeta

A globalização, na verdade, é o nome “bonito” que deram para a roubalheira e a exploração em massa das nações e dos trabalhadores de países periféricos, com o apoio, inclusive, dos órgãos de segurança de cada país, que atendem as “elites” que estão no poder, tentando neutralizar quem se revoltar contra tais interesses.

Acostumados a porem e deporem inumeráveis presidentes ao redor do mundo – vão ter que fazer um esforço – dói mas, passa – para entender – o Brasil é diferente. Melhor, não tentar.

O Estado somos nós, a população, os residentes no Brasil.

A população brasileira percebe alguns membros do Judiciário e do MP cúmplices e protagonistas contra os interesses do Brasil. A percepção é no sentido de que, colonizadamente, aliaram-se à casa grande e, como pequenos burgueses de classe média, verbalizam para as mídias hegemônicas os princípios ignorantes objetivando tomar o poder político à força, menosprezando o Estado Democrático de Direito, a Constituição,os direitos, as garantias trabalhistas e previdenciárias da população brasileira.

No poder, déspotas estão a vender o Brasil a toque de caixa, retirando direitos e garantias da população brasileira – sem manifestação de um único promotor, procurador e juiz a denunciar a roubalheira e a questionar a alienação diabólica do patrimônio público nacional construído por gerações de brasileiros.

O Judiciário brasileiro está a fazer o trabalho sujo sem se importar com o Brasil no que diz respeito à sua autonomia, independência e desenvolvimento.

A impressão é a de que somente se importam – ridiculamente – em:

– recolocar o Brasil na órbita de uma única influência já provada indiferente aos esforços de desenvolvimento do Brasil;

– garantir o poder das oligarquias nacionais, com o desemprego de quase quinze milhões de brasileiros;

– a privatização da previdência pública para os bancos privados;

– a precariedade do trabalho;

– e a validação do “tratado”, do “combinado” sobre o legislado, quando se trata de negociações trabalhistas;

– e a luta por melhores salários e condições de trabalho.

A população percebe o Poder Judiciário de braços abertos escancaradamente para os empresários e políticos da situação terceiro-mundista do Brasil.

A inteligente percepção internacional, entretanto, vem entendendo a situação atual do Brasil, como mais um golpe de terceiro mundo, em razão de alguns Promotores, Procuradores e Juízes terem abandonado o trabalho em benefício do Brasil, de onde são nacionais – para apostar no quanto pior melhor.

Demonstram tentar amenizar o papel terrível e vergonhoso que se prontificaram a fazer – por meio de acusações infundadas, inverídicas, distorcidas e manipuladas, objeto de escárnio da população brasileira. Faz parte, a população já está acostumada e perspicazmente separa o joio do trigo – não se deixa confundir.

A população brasileira amiga e perspicaz está atenta.

*Guilhermina Coimbra é pesquisadora cadastrada do CNPq e da FAPERJ, desde 1994.

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