A Educação de alguns povos.

Por em 29/11/2009


Educação atenienseAo observar a educação dos povos primitivos, oriental, grega e romana, noto uma grande diferença entre eles, até porque, cada um possui sua cultura, que foi se modificando, evoluindo através dos tempos.

Quando falo de Educação Primitiva, estamos nos referindo a uma sociedade onde não havia escola, a aprendizagem se fazia através de imitações inconscientes nos primeiros anos de idade, mas consciente nos anos seguintes, como por exemplo: caçar, pescar, etc. As cerimônias de iniciação, possuíam um valor educativo, ou seja, um valor moral, social, político e religioso. Essas cerimônias se verificam desde o início da adolescência até a admissão do jovem à comunidade adulta da tribo. Mesmo que todos os homens participassem da iniciação, haviam determinadas pessoas que eram denominadas, em diferentes casos, feiticeiros, curandeiros, xamãs, esconjurados, constituem os professores mais primitivos, um sacerdócio pessoal.

Na Educação Oriental, observo uma substituição da organização genética da sociedade por uma organização política e, da formação de uma linguagem escrita e de uma literatura. Podemos dizer que, nesses dois aspectos, há uma necessidade de dominar línguas geralmente muito difíceis, fazendo com que, a educação girasse em torno do domínio da linguagem e da literatura, onde a escrita chinesa era caracterizada pelos caracteres, ou seja, também é utilizado o método da imitação, no qual se resume em decorar o que é ensinado pelo professor durante todo o estudo, que tinha os dias letivos longos, e se estendiam durante o ano todo, onde os exames definiam o rumo dos cidadãos. As escolas funcionavam em qualquer espaço disponível e, os estudos consistiam na redação de ensaios em prosa e verso sobre os diversos temas das escrituras sagradas.

Com relação Educação Grega, ao longo de várias leituras que fiz, vejo que a Grécia desempenhou o papel de primeiro plano na antiguidade, constituindo uma civilização cuja influência foi profunda na formação da cultura Oriental. Possuía duas grandes cidades, Esparta e Atenas, onde Esparta tinha muitos traços de uma educação que lembravam a formação da antiga nobreza grega, que com a educação militar, os tornava uma espécie de casta aristocrática. Os cidadãos espartanos eram uma classe senhorial armada e livre de preocupações com o trabalho. E a educação ateniense, era voltada para a formação intelectual, onde as mulheres eram discriminadas, a ponto de somente os homens serem considerados cidadãos. As mulheres tinham uma participação muito pequena dos direitos da democracia ateniense.

Na Educação Romana, o ideal decorria da concepção de direitos e deveres. Possuía uma educação centralizada na formação do caráter moral das pessoas, onde o pai era o principal responsável pela educação dos filhos. A mulher exercia grande autoridade dentro da família. O modelo ideal era em primeiro lugar, o ancestral da família, depois o da comunidade.

A característica fundamental da Educação Romana, era a imitação, onde o lar era praticamente a única escola e, a disciplina era severa e os ideais eram seguidos rigorosamente.

Com as vitórias nas guerras, a Educação Romana passou a receber influências de outros povos, onde os gregos tiveram uma grande influência através dos grandes mestres gregos, surgindo assim, os professores de Direito.

Com o passar dos anos, houve o declínio da educação romana, pois passou a se limitar à classe mais elevada, fazendo com que, a educação fosse ministrada pela primitiva Igreja Cristã, substituindo a educação romana, perdendo assim, sua importância social.

Concluo que com o passar doa anos, os povos evoluíram, sofreram influências de outras culturas, mas mesmo assim, a educação continuava sob o método da imitação e, as mulheres na maioria das civilizações eram discriminadas. E como mulher, penso hoje, em pleno século XXI, será que nos dias de hoje mudou alguma coisa? Será que nós mulheres ainda somos discriminadas? E a nossa educação e a nossa cultura? Será que não damos mais valor ao que vem de outros continentes e esquecemos dos nossos artesãos do Vale do Jequitinhonha, das nossas danças, como: a umbigada, o maculelê, das bordadeiras magníficas do Ceará, que tive o prazer de conhecer? Precisamos repensar a nossa educação, o que pretendemos deixar para os nossos herdeiros, se é a nossa cultura que é tão valorizada pelos turistas de outros países ou a cultura importada dos outros povos.

*Luciana Couto de Souza é graduada em Pedagogia com Licenciatura em Magistério e Supervisão Escolar (2003), graduada em Artes Visuais com Licenciatura (2008), e é pós – graduanda em História da Arte e Arquitetura no Brasil, pela PUC –RIO.




Por Luciana Couto de Souza, em 29/11/2009 - 00:03. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

2 respostas to “A Educação de alguns povos.”

  1. Janaina Silva

    Adorei a reflexão que o texto provoca. Precisamos valorizar mais a nossa cultura.
    Parabéns lindoooooooooooona!

    #234
  2. Chuta ki é macumba

    Oi Luciana

    Como tu bens sabe eu não admiro os Gregos por inúmeras razões. É uma boa reflexão mas a questão foi abordada de forma superficial. Platão (cidadão Grego) escreveu um tratado sobre a educação denominado A República. Os romanos foram os primeiros a aplicar os ensinamentos do Grande Mestre Platão e possuiam formas e práticas sociais diferentes dos Gregos, inclusive políticas. os Romanos foram os primeiros Republicanos da história.
    Platão,ao contrário de seu mestre (Sócrates), deixou suas ‘obras’, nos mostrando assim que este é um grande diferencial entres os dois Gregos em questão: Sócrates nada deixou escrito (sic!!).
    Porem a educação foi alavancada pelo cristianismo em sua fase ‘Escolástica’, cabe lembrar que foi esta mesma religião que enfraqueceu o Império Romano bem como as invasões barbaras.
    Com a Revolução Francesa nomes como o de Rosseau despontaram porem a grande pergunta é: Você gostaria de ter um pai como Rosseau? Ele abandonou seu 4 filhos na Casa de les innocents’ (orfanatos) e para piorar a sua fama ele se recusou a desposar a mae de seus filhos. Voltaire considerava o genebrino um imbecil, mas a estória nos diz que ele foi um grande educador (sic!!!) escreveu apenas dois livros ( O EMILIO e O CONTRATO SOCIAL). NO Emilio ele nos diz que a criança só deve aprender a ler em idade avançada (tipo aos 18 anos) e deve ser deixada livre sem amarras. O que você acha disso?
    Cabe lembrar que na revolução francesa, existiam mais manicômoios do que hospitais em Paris(1900 manicomios contra 300 hospitais), estes números nos dizem que todos eram loucos ou sofriam de doenças mentais.

    att.

    #689

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